Posts de 22 de junho de 2010

A África do Sul está fora da Copa. E daí? Aqui o futebol ainda é só um esporte…

 A África do Sul está fora da Copa. E daí? Aqui o futebol ainda é só um esporte...

Incrível a relação de alegria que os africanos mantem com o futebol.

A África do Sul acaba de ser eliminada da Copa do Mundo.

Na primeira fase.

E mesmo assim, são 3h30 em Johannesburgo e as vuvuzelas continuam a ser sopradas.

Não há lamúria.

Clima de Copa de 1950.

Muito pelo contrário.

A relação dos sul-africanos com o futebol é de festa, contentamento.

Não há aquela seriedade com que nós encaramos o esporte.

Até na hora de torcer foi assim.

Os africanos não tinham a mínima maldade de assoprar essas insuportáveis cornetas de plástico quando o adversário atacava.

Pelo contrário.

Era quando o time da casa tentava o gol.

Os torcedores tentavam levar mais emoção ao jogo e não percebiam que deixavam tensos seus limitados jogadores.

Carlos Alberto Parreira fez o que pôde.

Conseguiu até derrotar a tradicional França.

Teve a sua primeira vitória em Copas do Mundo dirigindo uma seleção que não fosse o Brasil.

Mas a amigos ele havia confessado que as chances de classificação eram remotas.

O motivo simples: o time era bem fraco.

O futebol é esporte dos negros na África do Sul.

Os clubes são quase amadores.

Há planos, investimentos da própria Fifa.

O país é  muito pobre.

É mostrado ao mundo o miolo do miolo desenvolvido.

Dentro de dez, vinte anos, o futebol daqui melhorará, terá estrutura.

Por enquanto há a contagiante alegria.

Mesmo quando a seleção é eliminada da Copa do Mundo dentro da sua casa.

Inacreditável?

Não para quem conhecer o povo africano.

Cadê minha vuvuzela?

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Kaká e o prazer de ser um soldado de Dunga…

 Kaká e o prazer de ser um soldado de Dunga...

Kaká expôs que se sente perseguido por Juca Kfouri por ser evangélico.

E ele ateu.

Foi um choque na coletiva do brasileiro, aqui em Johannesburgo.

Não pela religiosidade de um ou a falta de outro.

Mas pela postura bélica de Kaká.

Até parecia entrevista de Felipe Melo.

O jogador do Real Madrid falando em, desculpe repetir o termo,' porrada'...

Frases profundas como "aqui ninguém tem sangue de barata'.

Ou ainda: "se precisar partir para o confronto físico aqui ninguém vai fugir."

Como alguém tão elegante, inteligente, talentoso passa a falar de forma tão tosca?

É o espírito da família Dunga.

A agressividade, a provocação, a vontade de resolver tudo na falta de diálogo.

A briga estimula a adrenalina.

É ver todos os jornalistas como inimigos.

Uns mais outros menos.

Mas todos inimigos.

Este clima bélico afetou todo o grupo de jogadores.

Foi como um vírus.

O último a cair foi Kaká.

Ele chegou na sua coletiva quarenta minutos atrasado.

Não se importou com isso.

Ele queria dar a resposta a Kfouri.

E enfrentar quem ousasse questionar o método Dunga de trancafiar jogadores.

Não considerar que vai disputar essa terceira Copa do Mundo no silêncio e na superficialidade.

Quando Dunga disputou as Copas de 1990, 1994 e 1998, ele pôde falar.

Dar longas entrevistas e mostrar sua dor, sua alegria,  o prazer de disputar uma Copa.

Kaká, não.

Ficará balbuciando respostas curtas e rasas para questões dos mais diferentes interesses.

Coletivas foram feitas para serem superficiais.

Uma pena Kaká ter sido contaminado.

Ele teria muita coisa para falar a milhões de pessoas que torcem por ele nesta Copa.

Para as crianças que o vêem como exemplo de vida.

Mas a estrela do Real Madrid está mudada.

Desafia os seus inimigos e quer o conflito aberto.

Basta ver quais serão as próximas ações deste novo Kaká.

A primeira todos viram.

Ser expulso em uma partida que já estava decidida contra a Costa do Marfim...

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Dunga está oferecendo a Seleção de mão beijada a Scolari…

21556422 4 Dunga está oferecendo a Seleção de mão beijada a Scolari...

O cenário está para Luiz Felipe Scolari de volta para a seleção brasileira.

O treinador da cúpula da TV Globo já foi Vanderlei Luxemburgo.

Os seguidos fracassos do técnico o afastaram da briga.

Não há como justificar.

Nem com o passado na Seleção, já que sua passagem foi pífia, insignificante.

Enquanto Dunga está cometendo o harakiri brigando com todo ser vivente que passa pela sua frente, Felipão dá o primeiro passo de retorno à Seleção.

Primeiro mandando recado ao próprio Dunga para que faça como ele: se componha com a Globo, não bata de frente.

Os executivos da emissora gostaram da postura de Felipão e, relembraram, com saudade, de 2002.

Das exclusivas.

Das zonas mistas.

De Fátima Bernardes cantando e sambando no ônibus.

Felipão deu o segundo passo acertando com o Palmeiras.

A amigos ele confessou ter recusado a proposta do Inter que era, de acordo com ele, de mais de 50% a mais dos R$ 700 mil que receberá no Palmeiras.

Ou seja: passava, e muito, do R$ 1 milhão mensal.

Agora dá para entender os R$ 400 mil que o Inter paga a Celso Roth.

Felipão já avisou ao presidente Belluzzo que deseja receber sem desconto de impostos.

Fez as contas e perderia cerca de R$ 6 milhões em dois anos e meio de contrato.

E não abre mão disso.

Recusou também a proposta do Inter porque sua mulher Olga e seu filho mais novo estão voltando a Porto Alegre.

Ele mesmo disse que o ambiente seria 'um inferno' para os dois se aceitasse dirigir o Internacional, rival histórico do clube que sempre afirmou amar: o Grêmio.

Seu sonho também é voltar a dirigir a Seleção Brasileira.

Fez um ótimo trabalho em Portugal.

Fracassou no Chelsea.

Enriqueceu no Uzbequistão.

E não recebeu proposta de um clube italiano como sonhava.

Voltou ao clube que o ama desesperadamente.

E o vê como solução de todos os problemas.

Felipão quer o Palmeiras para ganhar títulos, aproveitar todos os holofotes de São Paulo e voltar à Seleção.

Só falta a ele um intermediário.

Alguém que o leve para conversar com Ricardo Teixeira e aparar as arestas que ficaram depois da conquista de 2002.

Por anos, Felipão não queria esse reencontro.

Agora deseja.

Pessoas ligadas a Ricardo Teixeira gostam muito do nome de Felipão.

Muito mesmo.

Jorginho já foi o preferido para substituir Dunga depois da Copa.

Foi.

Leonardo, ex-Milan, também.

Assim como Paulo Autuori.

O caminho está aberto.

O gênio de Dunga está sabotando o próprio trabalho.

E abrindo espaço para Luiz Felipe Scolari.

Que ele monte o Palmeiras rápido.

Por que pode ficar menos tempo do que espera...

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