Posts de 15 de junho de 2010

O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká…

1294 O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká...

Não houve samba, festa, espetáculo.

No intervalo, as vaias venceram as vuvuzelas.

Não adiantou treino secreto, privado, escondido.

O Brasil jogou da mesma maneira previsível que todos decoraram.

Só que o adversário não foi Zimbábue ou a Tanzânia.

Foi a Coreia do Norte, 105ª colocada no ranking da Fifa.

Os coreanos fizeram exatamente o que se esperava deles.

Infelizmente, o Brasil de Dunga também.

Ele não vai admitir nunca que Kaká não tem condições de jogo.

Completamente sem ritmo, não produziu.

Por ele, a bola não chegou a Robinho ou a Luís Fabiano.

Elano não tem talento para tentar um drible inesperado, uma tabela surpreendente.

Tudo que sabe fazer é chutar de longe.

Não importa se existem oito jogadores à sua frente.

O jogo do Brasil não fluía.

Foi quando Robinho se cansou de esperar pela bola.

Assumiu uma personalidade escondida.

Jogou por ele e por Kaká.

Passou a ser o meia de que o Brasil  precisava.

Foi atrevido, driblou, deu o gol para Elano.

Se soubesse chutar...

Foi Robinho quem mudou o cenário árido, triste, sem criatividade do Brasil.

Por sorte, Maicon foi Josimar.

Acertou um chute com pouquíssimo ângulo.

Surpreendeu o goleiro Myong-guk.

Abriu o caminho para o segundo gol.

Os coreanos entraram para empatar em 0 a 0.

Sentiram o gol.

Eles se desestabilizaram.

O meia Robinho encontrou Elano livre.

Ele teve de fazer o 2 a 0.

Aí, Dunga abriu o time.

Tirou Elano, colocou Daniel Alves.

Trocou Kaká por Nilmar.

E Felipe Melo por Ramires.

Tomou o gol no contragolpe o gol  de Ji Yun-nam.

Ganhou argumentos para começar com o mesmo time contra a Costa do Marfim.

Se os africanos não se preocuparem só em dar pontapés, como fizeram com gosto, diante de Portugal, a situação ficará complicada.

Dunga demonstrou que vai com Kaká, sem ritmo ou confiança, até o limite.

O Brasil precisa de um meia com condições físicas que una o meio de campo com o ataque.

Robinho não pode ser dois em todas as partidas.

Hoje foi, o Brasil ganhou.

Graças ao talento, a iniciativa de Robinho.

Não à manjada estratégia de Dunga.

Lembra um velho quarteto que foi chamado de mágico em 2006.

Dunga que sabe como ninguém olhar para o passado, pode assistir a um teipe especial de Brasil e França, em Frankfurt.

Ganhar Copa América e Copa das Confederações e ter o time decorado pelos países que enfrenta não é bom negócio.

Que o aprendizado venha rápido.

Daqui cinco dias, virá a Costa do Marfim.

Robinho não será dois todas as partidas...

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A pergunta dos africanos: cadê Ronaldinho? A resposta dos africanos: party, party, party…

8R3EkC309132 02 A pergunta dos africanos: cadê Ronaldinho? A resposta dos africanos: party, party, party...

Ronaldinho Gáucho.

Por que o Brasil não trouxe Ronaldinho?

Ainda hoje, dia da estreia do Brasil na Copa, os africanos não podem identificar um brasileiro.

No Ellis Park, estádio onde a Seleção vai enfrentar a Coreia do Norte daqui a pouco.

E tome a mesma repetitiva pergunta.

Tão atormentante quanto o frio de dois graus.

Isso é África ou Polo Norte?

O interessante é que a tortura não termina na simples pergunta.

Logo após a pergunta em tom de cobrança, os africanos fazem cara de 'já sei'.

E repetem várias vezes uma palavra.

Simples, direta, que concentra um estado de espírito.

"Party, party, party..." (festa, festa, festa...)

Ou seja, a fama de Ronaldinho Gaúcho cruzou os oceanos, chegou à África.

Houve até um programa especial na televisão africana sobre o tema.

Com discussões e lamentações sobre a ausência de Ronaldinho.

Os africanos sonhavam com o jogador do Milan por dois motivos simples.

O primeiro: a lembrança é dos tempos de Barcelona.

Os africanos adoram acrobacias, malabarismos com a bola.

Tudo o que a seleção de Dunga não faz.

E o segundo é a identificação.

O sul-africano comum vê no negro Ronaldinho o orgulho da sua raça.

E sem saber que ele deveria parar seis meses para arrumar seus dentes, consideram a confusão ortodôntica outra semelhança.

Há inúmeros Ronaldinhos pelas ruas de Johannesburgo, com o mesmo sorriso torto, com os dentes para fora da boca.

Esses não tem dinheiro para pagar os caros dentistas daqui.

Uma pena.

Eles têm razão.

Por ironia, o excesso de 'party' tirou Ronaldinho Gaúcho da maior festa do futebol.

Será o tipo de festa que ele se arrependerá por toda a vida por haver perdido...

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Kleberson. Um turista na Copa da África…

turista Kleberson. Um turista na Copa da África...

Só existe um jogador brasileiro totalmente calmo antes da estreia da seleção contra a Coreia do Norte.

Até mesmo o terceiro goleiro Doni tem uma remotíssima esperança de ficar no banco caso Julio César ou Gomes tenham uma indisposição estomacal, por exemplo.

Quem pode assistir à partida tomando um chocolate quente e comendo roscas é Kleberson.

O que faz o jogador do Flamengo aqui em Johannesburgo?

Nada contra ele pessoalmente, mas contra a convocação de Dunga.

Kleberson não entrou nem um minuto contra Zimbábue e Tanzânia foi o único em todo o grupo.

Assistiu aos jogos de um ângulo especial.

E não há menor perspectiva que possa ser utilizado.

O que é constrangedor e sério na presença de Kleberson é a ausência de um jogador que poderia ser utilizado de  verdade.

Por que não Paulo Henrique Ganso, por exemplo?

O mundo sabia que Kaká estava com graves problemas físicos.

Pode ser que ele entre contra os norte-coreanos e faça 15 gols.

Mas por que Dunga arriscou?

Trouxe um jogador que não tem utilidade e deixou um importante meia fora.

Se Kaká tiver problemas, Júlio Baptista, reserva de atacante na Roma e o lateral Daniel Alves será improvisado no meio de campo.

Por que improvisar em uma Copa do Mundo?

Para que Kleberson faz turismo?

Só uma pessoa pode responder: Dunga...

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O ataque de cegueira dos jornalistas. Para a Argentina acabar com o jejum de 24 anos sem Copa…

ladygaga pokerface O ataque de cegueira dos jornalistas. Para a Argentina acabar com o jejum de 24 anos sem Copa...

Já são 24 anos sem a conquista de uma Copa do Mundo.

Isso pesa para qualquer seleção tradicional, com grandes talentos.

Com o melhor jogador do mundo.

Tudo fica ainda pior quando o time representa o país chamado Argentina.

Assistir a festa alheia trouxe um efeito nas Eliminatórias.

A imprensa pressionou, cobrou, reclamou, derrubou o desorientado Alfio Basile.

Com a entrada de Maradona, os jornalistas foram à loucura.

Virou missão nacional derrubar o treinador.

Se ele não caísse, a Seleção Argentina ficaria de fora da Copa da África.

Aos trancos e barrancos, a classificação veio

Maradona mandou todos a imprensa chupar não sei o que.

A Fifa até o suspendeu pela reação constrangedora.

Mas agora a Argentina está aqui na Argentina,

E a postrua da imprensa portenha mudou completamente.

Acabaram os questionamentos.

É como se houvesse um pacto silencioso.

Em nome dos 24 anos sem títulos, o tom de cobrança sumiu.

Há um respeito até exagerado por parte dos repórteres.

Maradona está mais tranquilo, mais leve.

Há boa vontade de todas as partes.

A Argentina continua sendo uma equipe que lembra uma linda moça com o corpo horroroso.

Do meio para a frente, o time é muito bom.

Com toques sutis na bola, que lembram carinho de namorado novo, Messi desequilibrou a partida contra a Nigéria.

Fez do goleiro nigeriano o melhor homem em campo.

Se a Argentina perdeu vários gols, na defesa, um sofrimento,.

Zagueiros lentos, confusos, goleiro que não merece confiança e volantes que não conseguem proteger a zaga.

Mas os jornalistas argentinos resolveram parar de enxergar tão bem.

E como se todos estivessem vivendo naquele filme "Ensaio sobre a Cegueira", baseado no livro de José Saramago.

Lá, de repente, todos ficam cegos.

É o que acontece na Argentina.

A seleção vizinha é a mais protegida, blindada da Copa.

Vinte e quatro anos vendo festas alheias mudaram as mais profundas convicções...

Esse surto momentâneo de cegueira tem dada marcada para acabar.

Dia 11 de julho.

A partir desta data os periodistas argentinos talvez voltem a enxergar.

E não vão gostar de ver que seu futebol está entregue a um ídolo que não é treinador e espera ganhar todos os jogos com o seu carisma.

O melhor jogador do mundo precisa ser tratado como Michael Jackson portenho para render.

Até sua mãe admite que sem carinho não joga o que pode.

E que Julio Grondona já está cansado e com idéias ultrapassadas para segurar os craques que surgem no seu país.

Fortalecer seus tradicionais clubes que estão a caminho da falência.

Mas isso deixa para depois.

A cegueira continua valendo.

É melhor continuar cantando e tocando o bumbo...

'Vamos, vamos Argentina,
Vamos, vamos a ganar,
Que esta barra quilombera,
No te deja, no te deja de alentar'

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