Publicado em 15/06/2010 às 18h52
O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká…

Não houve samba, festa, espetáculo.
No intervalo, as vaias venceram as vuvuzelas.
Não adiantou treino secreto, privado, escondido.
O Brasil jogou da mesma maneira previsível que todos decoraram.
Só que o adversário não foi Zimbábue ou a Tanzânia.
Foi a Coreia do Norte, 105ª colocada no ranking da Fifa.
Os coreanos fizeram exatamente o que se esperava deles.
Infelizmente, o Brasil de Dunga também.
Ele não vai admitir nunca que Kaká não tem condições de jogo.
Completamente sem ritmo, não produziu.
Por ele, a bola não chegou a Robinho ou a Luís Fabiano.
Elano não tem talento para tentar um drible inesperado, uma tabela surpreendente.
Tudo que sabe fazer é chutar de longe.
Não importa se existem oito jogadores à sua frente.
O jogo do Brasil não fluía.
Foi quando Robinho se cansou de esperar pela bola.
Assumiu uma personalidade escondida.
Jogou por ele e por Kaká.
Passou a ser o meia de que o Brasil precisava.
Foi atrevido, driblou, deu o gol para Elano.
Se soubesse chutar...
Foi Robinho quem mudou o cenário árido, triste, sem criatividade do Brasil.
Por sorte, Maicon foi Josimar.
Acertou um chute com pouquíssimo ângulo.
Surpreendeu o goleiro Myong-guk.
Abriu o caminho para o segundo gol.
Os coreanos entraram para empatar em 0 a 0.
Sentiram o gol.
Eles se desestabilizaram.
O meia Robinho encontrou Elano livre.
Ele teve de fazer o 2 a 0.
Aí, Dunga abriu o time.
Tirou Elano, colocou Daniel Alves.
Trocou Kaká por Nilmar.
E Felipe Melo por Ramires.
Tomou o gol no contragolpe o gol de Ji Yun-nam.
Ganhou argumentos para começar com o mesmo time contra a Costa do Marfim.
Se os africanos não se preocuparem só em dar pontapés, como fizeram com gosto, diante de Portugal, a situação ficará complicada.
Dunga demonstrou que vai com Kaká, sem ritmo ou confiança, até o limite.
O Brasil precisa de um meia com condições físicas que una o meio de campo com o ataque.
Robinho não pode ser dois em todas as partidas.
Hoje foi, o Brasil ganhou.
Graças ao talento, a iniciativa de Robinho.
Não à manjada estratégia de Dunga.
Lembra um velho quarteto que foi chamado de mágico em 2006.
Dunga que sabe como ninguém olhar para o passado, pode assistir a um teipe especial de Brasil e França, em Frankfurt.
Ganhar Copa América e Copa das Confederações e ter o time decorado pelos países que enfrenta não é bom negócio.
Que o aprendizado venha rápido.
Daqui cinco dias, virá a Costa do Marfim.
Robinho não será dois todas as partidas...
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