Felipão voltou. Não ao Palmeiras da Parmalat. Mas ao da penúria. Boa sorte!

ww5 Felipão voltou. Não ao Palmeiras da Parmalat. Mas ao da penúria. Boa sorte!

Chantagem emocional e muito dinheiro.

Essa foi a mistura que fez o Palmeiras contratar o treinador dos sonhos.

De palmeirenses, cruzeirenses, colorados, flamenguistas e, por que não?, são-paulinos e corintianos.

Luiz Felipe Scolari não teve o desejado convite para trabalhar em um clube da Itália.

E então resolveu voltar ao Palestra Itália.

Vai encontrar terra arrasada.

Não tem por trás o milionário apoio da Parmalat.

O clube está endividado.

Antecipou cotas de patrocínio para manter os salários dos seus jogadores em dia.

Embora atrasar direito de imagem virou rotina.

O elenco é mediano.

Os jogadores não têm confiança.

Já viram Vagner Love ser enxotado pela torcida.

Diego Souza está na mesma situação, afastado, fazendo promessa para jogar em qualquer outro clube.

O presidente Belluzzo já ameaçou 'matar bambis', prometeu bater no árbitro Simon se o encontrasse na rua.

Demitiu sem piedade Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho.

Em seis meses de 2010, Felipão será o terceiro treinador do Palmeiras.

Vai assinar contrato de dois anos e meio.

Acertou tudo com o vice Gilberto Cipullo que foi até Portugal encontrá-lo.

Ele ainda não chegou à África do Sul para comentar a Copa para uma emissora sul-africana.

Depois que ganhou a Copa de 2002 com o Brasil, Felipão foi para Portugal.

Fez um sensacional trabalho que levou os portugueses ao vice campeonato da Eurocopa e à quarta-colocação da Copa de 2006.

No Chelsea não conseguiu impor a família Scolari.

O idioma e um motim dos jogadores acabaram por sabotar seu trabalho.

Foi demitido.

Ganhou uma indenização milionária.

Mas o dinheiro só aumentou quando Rivaldo o levou para trabalhar no Uzbequistão.

Luiz Felipe Scolari preferiu garantir o futuro do seu tataraneto do que se recolocar em um clube médio da Europa.

As propostas dos grandes europeus sumiram depois do fraco trabalho no Chelsea.

Não quiseram saber se Ballack comandou o boicote contra o brasileiro.

Sete anos depois de sair do Brasil, Felipão retorna.

Cumpriu a promessa.

Disse que havia deixado uma dívida de gratidão, um trabalho por completar em um clube brasileiro.

E ele não foi mercenário.

Teve propostas maiores de Flamengo e, principalmente, do Internacional.

Mesmo assim não vai ganhar pouco no Palmeiras.

Os comentários giram em torno do mesmo número: R$ 700 mil mensais.

E mais bônus por conquista.

Esse dinheiro deverá ser pago por patrocinadores.

O banco Banif e a Fiat são os primeiros candidatos a bancar esse enorme salário.

Mas o importante neste momento de plena felicidade do palmeirense é manter a consciência.

Principalmente os chefes das inúmeras alas políticas que vivem se sabotando.

E prejudicando o clube que juram amar.

Luiz Felipe Scolari encontrará um Palmeiras que ele desconhece.

Ele foi feliz na fase da gastança desenfreada.

Ganhou a Libertadores.

Agora chegou a vez da penúria, da desunião, dos rancores escancarados.

Dos projetos fracassados de Belluzzo.

Ele e seus defensores tentam usar a construção da arena para fugir das cobranças.

Só que as derrotas, as humilhações dentro do gramado com Luxemburgo, Muricy e Antônio Carlos não podem ser contabilizadas simplesmente pelo novo estádio.

De maneira alguma.

Quando dirigentes agem como torcedores, a cobrança vem forte.

Nos prometidos últimos seis meses de Belluzzo, o Palmeiras tem Kléber.

E agora, Felipão.

Por que o treinador Luiz Felipe Scolari assinou por dois anos e meio?

Por que os últimos seis meses de Belluzo deverão virar 30 meses, com a reeleição.

Que Felipão o oriente.

Muito boa sorte!

Você vai precisar...

(Concordando ou não com o post, dez camisas oficiais da seleção campeã da Copa da África serão dadas.

Os teimosos que acompanham o blog encontrarão o regulamento no post sobre os palpites do Pelé.)