Publicado em 13/05/2010 às 22h21
Todos querem esse homem: Luiz Felipe Scolari…

Luiz Felipe Scolari.
Este é o nome do dia.
Comentado no Morumbi.
No Palestra Itália.
No Beira Rio.
Na Gávea.
É como se São Paulo, Palmeiras, Inter e Flamengo tivessem a certeza que basta formalizar uma proposta e ela será aceita.
Felipão acertou amigavelmente a rescisão do seu contrato com o Bunyodkor, do Uzbequistão.
Sairá no final de junho.
Mesmo sendo um dos treinadores que mais recebem no mundo, ele cansou do seu exílio.
E quer voltar ao Brasil.
Antes, porém, vai acompanhar a Copa do Mundo e comentá-la para um canal de TV sul-africana.
Mais dinheiro não faz mal a ninguém.
Os dirigentes dos principais clubes do país parecem moças encalhadas esperando a chegada de um bom partido.
São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Internacional têm problemas graves com seus treinadores.
Falta de firmeza no Morumbi.
De experiência no Palestra Itália e Gávea.
E incompatibilidade de gênio no Beira Rio.
O fracasso no Chelsea nem é levado em consideração por dirigentes desses clubes.
O que importa é ter o Felipão que fez a seleção brasileira campeã do mundo pela quinta vez.
Motivador, formador da família Scolari e com muito comando para lidar com jogadores.
De juvenis a estrelas.
O Palmeiras tentou várias vezes ter a prioridade em um possível retorno do técnico ao futebol de clubes no Brasil.
Mas, elegante, Scolari sempre recusou.
Ele não podia garantir o que aconteceria no futuro.
Mas a visita que fez ao clube, quando Luxemburgo ainda era treinador, deu muita esperança aos dirigentes palmeirenses.
A infraestrutura do São Paulo sempre seduziu Luiz Felipe.
Os dirigentes, principalmente Juvenal Juvêncio, sempre se encantaram com as atitudes intempestivas de Scolari.
Principalmente contra a FPF.
E Juvenal sabe que Scolari rompeu com Ricardo Teixeira.
Ele teve de esperar por quase um ano para receber a premiação pelo pentacampeonato.
A direção do Inter está enfrentando vários problemas com Fossati.
E também tem aquela atração pela 'mulher' do amigo, que sempre ataca a dupla Grenal.
Com direito à várias traições.
A começar por Rubens Minelli, Tite e vários outros exemplos.
Por que não Scolari com a infraestrutura e o dinheiro colorado?
E a força desorganizada do Flamengo parece estar esperando por alguém como Scolari.
Para organizar de vez o clube e ser o Messias dessa torcida tão mal-tratada nos últimos tempos.
Mas um aviso aos dirigentes sonhadores.
Luiz Felipe também tem seus desejos.
Depois de fracassar no Chelsea, ele ainda quer trabalhar em um clube de projeção da Itália ou Espanha.
Então é torcer para que Luiz Felipe Scolari volte mesmo depois de junho.
O futebol brasileiro está precisando muito de um homem como ele...
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