Posts de abril/2010

Jogadores do Santos mostraram personalidade. E não quiseram posar para fotos com doentes…

doente Jogadores do Santos mostraram personalidade. E não quiseram posar para fotos com doentes...

Os jovens jogadores do Santos quebraram ontem uma terrível tradição.

As diretorias dos clubes brasileiros estão acostumadas a juntar caridade com publicidade.

E às custas dos atletas.

A causa é nobre, mas a atitude é egoísta.

Os dirigentes não pedem, mandam atletas para instituições de caridades.

Elencos visitam crianças doentes, velhos abandonados.

Levam alento.

Mas muitos desses jogadores não estão em bom momento psicológico para animar ninguém.

Marcos do Palmeiras é um grande exemplo.

Ele vivia um momento ruim, de várias contusões seguidas.

O clube organizou uma visita a uma instituição com crianças com câncer.

Um menino em estado terminal era apaixonado pelo goleiro.

Marcos estava deprimido quando conheceu o menino.

Ficou desesperado quando soube que ele tinha pouco tempo de vida.

E pouco tempo depois que os dois se conheceram, o garoto morreu.

Marcos ficou ainda mais triste.

Jogadores detestam quando são obrigados a ir para instituições de caridade.

Vários deles ajudam, dão dinheiro e não fazem disto publicidade.

Mas não é o que o diretor, o presidente do clube quer.

Primeiro ele avisa para a assessoria de imprensa informar, com antecedência aos jornalistas, principalmente os da tevê, o que irá acontecer.

E o 'flagrante' é armado.

Só que ontem, os dirigentes do Santos sentiram que não podem fazer favor, caridade à força.

A esmagadora maioria dos jogadores não quis descer do ônibus na instituição Lar Espírita Mensageiros da Luz.

O constrangimento foi geral.

Mas quem ficou no ônibus mostrou personalidade.

É preciso ter muito preparo psicológico para ver crianças com paralisia cerebral.

O trabalho é fabuloso.

A instituição cuida de 34 pessoas carentes com paralisia cerebral.

Os jogadores teriam de 'doar' 600 ovos de Páscoa para a instituição vender.

O dinheiro ficaria para ajudar os pacientes.

Alguns atletas desceram e garantiam as fotos nos sites e nos jornais.

Os jogadores do Santos foram honestos com eles mesmos.

Tiveram consciência que não fariam bem aos pacientes ficando constrangidos diante deles.

Foi preciso muito coragem.

Que sirva de lição aos dirigentes que querem ajudar pessoas necessitadas.

Os atletas precisam responder se querem ou não querem ir a lugares assim.

Não está no contrato.

Não é função deles.

Há boa vontade, mas uma grande dose de demagogia nestas visitas a hospitais e instituições de caridade.

Os jogadores estão aprendendo a dizer não.

E não estão errados...

Deu a lógica. Kassab vetou o projeto que limitava o futebol até às 23h15. E quem esperava que ele comprasse a briga com a Globo?

ilha Deu a lógica. Kassab vetou o projeto que limitava o futebol até às 23h15. E quem esperava que ele comprasse a briga com a Globo?

Foi um sonho de verão em pleno outono.

O blog foi convidado mas não foi até a Câmara Municipal de São Paulo.

Não quis acompanhar a votação sobre a limitação do horário dos jogos na Capital.

Os vereadores tinham boa intenção.

Queriam que os torcedores voltassem para a casa mais cedo.

Não de madrugada, quando vão à uma partida que começa às 21h50.

E termina mais de meia-noite.

Não há mais metrô.

Os ônibus passam a circular de hora em hora.

E não são todos.

Vários torcedores, os mais pobres, vão para suas casas a pé.

Isso é mais comum do que se possa imaginar.

Situação que as pessoas responsáveis pelo horário dos jogos nunca passarão.

Presidentes de Federações.

De Confederações.

Executivos de tevês.

O caminho é curto.

A tevê compra os campeonatos.

Paga caro.

Mas exige que as partidas aconteçam nos horários que facilitem a sua grade de programação.

Não atrapalhe a novela e seus patrocinadores.

Os presidentes de Federações lavam as mãos.

Pior ainda os dirigentes, presidentes dos clubes.

Querem saber do dinheiro da transmissão para compensar a incompetência de suas administrações.

Não pensam em seus sofridos torcedores.

Muito pelo contrário.

Eles que se lasquem.

Os vereadores tentaram.

A emenda que limitava o final das partidas às 23h15 seria perfeita.

Na Ilha da Fantasia.

Não no mundo capitalista que vivemos.

A TV Globo não é bandida.

Está defendendo os seus interesses.

E, infelizmente,o prefeito Gilberto Kassab também.

A desculpa que deu, que o problema é da União.

Ele não quis ser o pioneiro na luta.

Não compensa.

O inimigo é forte demais.

Quem ousou comprar briga com a emissora mais poderosa do País acabou mal, o falecido prefeito Pitta sentiu isso na pele.

Infelizmente o jogo de interesses é alto demais.

Ir para a Câmara dos Vereadores seria triste.

Todos sabiam que não iria dar em nada.

O Brasil tem dono.

E todos sabem quem é.

Que Deus proteja os pobres torcedores que continuarão circulando  pelas violentíssimas madrugadas de São Paulo...

Corinthians brinca com a posição mais difícil no futebol: a de goleiro…

roni Corinthians brinca com a posição mais difícil no futebol: a de goleiro...

Quando o Corinthians se classificou para a Libertadores, no ano passado, Andres Sanches não queria Felipe no gol.

Queria de qualquer maneira Dida.

Ele estava em baixa no Milan.

Mas quando o Corinthians partiu para a negociação efetiva, ele estava recuperado.

O time italiano não o liberou.

E nem ele quis voltar.

Empresários ofereceram uma lista de goleiros.

De todos os tamanhos, tipos e pesos.

Gomes, Rubinho, Aranha, Viáfara, Júlio César do Santo André, Luís do São Caetano.

Até Fábio Costa.

Victor foi desejado, mas não houve a menor possibilidade de uma negociação com o Grêmio, que não o libera.

Diante das opções, Mano Menezes deu um voto de confiança para Felipe, Júlio Cesar e Rafael Santos.

Mesmo sendo uma posição chave, importantíssima para o clube, estes foram os goleiros confirmados para a temporada.

Por conta e risco de Mano Menezes.

Felipe já é um goleiro irregular.

Fraquíssimo na saída do gol.

E adora dar pulos cinematográficos em bolas fáceis.

Os gols fáceis por falta de atenção estão longe de serem raros.

Carrega para sempre o peso de dois rebaixamentos, com o Vitória e com o Corinthians.

Seu relacionamento com a diretoria é ruim desde que ele recebeu aumento quando o time foi rebaixado.

Caso inédito no futebol mundial, o clube cai de divisão e o goleiro ganha mais dinheiro.

E também ficou desgastado porque a diretoria desconfiou que seu agente negociou com o Fluminense antes de o Corinthians aceitar vendê-lo.

Mesmo assim, não se sabe bem o motivo, Mano Menezes resolveu que ele é o goleiro ideal.

Os reservas: Júlio César não tem oportunidade, sequência de jogos.

Treina muito bem, mas não pode nem cogitar a vaga que é cativa de Felipe, esteja jogando bem ou mal.

Tudo isso para chegarmos até Rafael Santos, goleiro titular hoje contra o Cerro Portenho, no Pacaembu.

O jovem goleiro tem muita fama no Parque São Jorge.

É apontado como uma das maiores revelações nos últimos anos.

Mas jogar contra o São Paulo foi um absurdo.

Não são todos os goleiros que têm a personalidade de Ronaldo, o primeiro goleiro campeão brasileiro pelo Corinthians.

Extrovertido, decidido, o 'Queixudo" estreou contra o São Paulo e foi bem demais, defendendo até pênalti.

"Eu só joguei bem naquele clássico porque sou louco. Olhei no espelho e falei: é comigo mesmo, malandro", relembra Ronaldo.

Quantos jogadores no mundo têm essa personalidade?

Rafael Santos foi muito mal contra o São Paulo.

Inseguro, tomou dois gols fáceis.

A partida estava 3 a 1 para o Corinthians.

Se não fosse pelo gol contra de Alex Silva, as falhas de Rafael ganhariam as manchetes.

Mano foi criticado por não ter colocado o reserva imediato Júlio César, já que Felipe estava contundido.

Até por uma questão de personalidade, Mano manteve o garoto como titular.

Será ele o goleiro hoje no Pacaembu contra o Cerro Portenho.

"Vou dar a chance  para ele se recuperar", diz Mano.

Na verdade, Rafael tem a carreira inteira pela frente.

Não precisava desesperadamente dessa partida.

Mas a situação quando envolve goleiro no Corinthians, as decisões têm sido muito estranhas.

Só para lembrar, Bruno só joga no Flamengo porque Andres o proibiu de ficar no Parque São Jorge, quando era vice de futebol.

Ele chegou do Atlético Mineiro e não pôde disputar nenhuma partida.

Andres não deixou.

Mano já avisou que não quer um goleiro para a reserva de Felipe, está satisfeito com o que tem nas mãos.

Assim a Comissão Técnica e Andres Sanches encaram de maneira heterodoxa a fundamental posição.

Sempre colocando o clube sob risco desnecessário...

Thiago Ribeiro. O Cruzeiro precisa tanto dele quanto do egocêntrico Kléber…

robin Thiago Ribeiro. O Cruzeiro precisa tanto dele quanto do egocêntrico Kléber...

Thiago Ribeiro.

No São Paulo, dirigentes, treinadores e companheiros de time costumavam repetir sobre ele: só tem um defeito: a falta de ambição.

Técnico, inteligente e habilidoso, o atacante  que surgiu no Rio Branco nunca mostrou o egoísmo típico dos atacantes.

Pelo contrário.

Parece ter até vergonha de comemorar seus gols.

Ele prefere em vez de chutar, tentar marcar e se consagrar, servir alguém melhor colocado.

No Cruzeiro, tendo como companheiro ninguém menos do que o egocêntrico Kléber, a vida de Thiago Ribeiro é servir.

Enquanto Kléber se destaca, ganha manchetes, chega a artilharia das competições que o Cruzeiro disputa, o coadjuvante apenas sorri satisfeito.

Foi o que aconteceu ontem na melhor partida do Cruzeiro na Libertadores.

Finalmente, o time de Adilson Batista acordou.

Contra o argentino Velez teve coragem e foi muito vibrante na marcação.

E, milagre, não houve nenhum momento de insanidade ou irresponsabilidade que custasse cartão vermelho aos jogadores de azul.

A vitória por 3 a 0 foi humilde diante da superioridade do time mineiro.

Kléber fez dois gols, está nas primeiras páginas dos jornais mineiros, ao lado do mascote do time, comemorando gols como gosta: sozinho, tendo todos os holofotes para ele.

Talvez seja orientado até por seu empresário, mas Kléber gosta de ser estrela.

Bem ao contrário de Thiago Ribeiro.

Péssimo em entrevistas, politicamente correto demais, se pudesse ele até pagaria aos jornalistas para não fazer perguntas a ele.

Por isso não tem o destaque que merece.

E muitas vezes fica de fora, no banco, vendo jogadores sem metade do seu talento atuarem como titulares.

A sorte é que tem apenas 24 anos.

Adílson Batista está tentando lhe dar um tratamento de choque para que assuma ser um grande jogador.

Ele ainda é resistente a isso, tem vergonha, gosta de ser discreto.

Só que no futebol de hoje os coadjuvantes, os tímidos, são vistos como atletas sem personalidade, sem raça, sem sangue.

A situação do Cruzeiro na Libertadores ainda é complicada.

Em grande parte por causa das expulsões infantis que tornaram partidas fáceis em terríveis.

Precisa pontuar no Chile, contra o Colo Colo para seguir vivo na Libertadores.

Mas, ontem, no Mineirão, o time teve um espasmo.

Mostrou o grande futebol que pode fazer a equipe brigar pelo sonhado título.

Para isso é preciso que Adílson Batista continue incentivando, cobrando e talvez até enfiando alfinetes em Thiago Ribeiro.

Talvez o Cruzeiro precise até  mais dele do que o vaidoso Kléber, artilheiro da Libertadores, rei das primeiras páginas...

O empate do São Paulo só aumentou a proteção a Ricardo Gomes…

ricardo O empate do São Paulo só aumentou a proteção a Ricardo Gomes...

A rede de proteção que envolve Ricardo Gomes é forte.

E entrou em ação na véspera do jogo de ontem, no México, com Juvenal Juvêncio à frente.

Ele garantiu a permanência do técnico e falou a sério sobre antecipar a sua renovação.

A campanha continuou ontem depois do suado 0 a 0 contra o Monterrey.

Os dirigentes sorriam com o empate como depois de uma vitória.

As conversas entre jogadores e Juvenal Juvêncio foram repetitivas: todas as três Libertadores que o São Paulo ganhou foram sofridas.

O clima era de vitória, de confiança, de novo ânimo.

Pouco importa que, durante boa parte do jogo, o time foi sufocado pelos mexicanos.

E que Rogério Ceni, que falhou feio contra o Corinthians, conseguiu se recuperar, sendo o melhor em campo.

Fez grandes defesas.

Mostrou reflexos que pareciam perdidos.

Orientou a equipe.

Esperto, fugiu das perguntas sobre se o time foi bem.

Preferiu insistir sobre o ótimo resultado.

Basta o São Paulo vencer o Once Caldas no Morumbi é confirma a liderança no grupo.

Cicinho jogou.

Mas tomou um dura inesquecível de Juvenal Juvencio.

Quando ele pensar de novo em reclamar de Ricardo Gomes, será dispensado do clube.

Basta pensar.

O que Juvenal exigiu de todos os jogadores em uma conversa dura antes da partida foi respeito total a Gomes.

Nas entrelinhas, a mensagem: quem ousar desrespeitá-lo será dispensado.

Aos 47 minutos do segundo tempo, Ayoví acertou o travessão de Rogério Ceni.

Se a bola tivesse entrado, a rede de proteção a Ricardo Gomes talvez seria afrouxada.

Mas não entrou.

O futebol é assim.

Na prática, a viagem ao México foi excelente apenas para uma pessoa: para Ricardo Gomes.

Ele sentiu que tem imunidade no Campeonato Paulista.

A diretoria vai cobrá-lo na Libertadores.

O que significa uma oportuna dose de oxigênio até a partida contra o Once Caldas.

Nada mal para quem estava muito preocupado com a demissão imediata.

Mas, discreto demais, não assumia.

Sabia que precisava escapar de uma derrota no México.

Não só escapou, como ganhou como bônus a proteção paternal de Juvenal Juvêncio.

Se o time ainda foi lento, sem imaginação no ataque e o Monterrey teve várias chances de ganhar a partida, não interessa.

E ele continua com sua filosofia de ter 14 titulares, o que deixa a todos inseguros, por não haver uma equipe definida.

Isso são meros detalhes...

São Paulo perde a abertura da Copa de 2014, mas não vota em Kleber Leite…

abertura São Paulo perde a abertura da Copa de 2014, mas não vota em Kleber Leite...

Há duas semanas, emissários da Fifa estiveram no Morumbi.

Examinaram as mudanças no projeto que o escritório alemão GPM fez.

A intenção era acomodar o estádio às exigências da Fifa para a abertura da Copa do Mundo.

E uma semifinal, com a participação do Brasil, se a Seleção chegar até lá.

O secretário geral da Fifa, Jeróme Valcke se posicionou pela primeira vez elogiando o Morumbi.

A situação foi clara, oficial.

Os dirigentes do São Paulo estavam tranqüilos.

Até que ontem à noite, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, promoveu uma curta entrevista coletiva.

Foi direto.

Disse que a Fifa não estava satisfeita com as mudanças no projeto do São Paulo.

E que o Morumbi corre sério risco de não fazer a abertura da Copa.

Talvez, no máximo, uma partida das oitavas de final.

O Maracanã abriria e fecharia o Mundial.

A cúpula do São Paulo se apressou.

E reiterou, ontem mesmo, a aprovação das mudanças no projeto do Morumbi pela própria Fifa.

O presidente Juvenal Juvêncio, no México, acompanhando o 0 a 0 contra o Monterrey, se mostrou confiante, calmo.

A cúpula do São Paulo tem uma certeza.

A ameaça do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem pouco a ver com a Copa do Mundo.

E muito com a candidatura de Kléber Leite ao Clube dos 13.

De acordo com quem tem poder no São Paulo, Teixeira quer porque quer o São Paulo ao lado de Kléber Leite contra Fábio Koff.

Só que Juvenal Juvêncio já havia optado por nova reeleição de Koff há muito tempo.

E deu sua palavra a ele.

Teixeira é aliado de Kléber Leite.

De acordo com quem manda no São Paulo, ele estaria exigindo uma mudança de postura, de voto no Clube dos 13.

Os dirigentes são-paulinos já garantiram entre eles que a reforma de R$ 250 milhões do Morumbi sairá de qualquer jeito.

Mesmo que o estádio sirva mesmo apenas de palco de uma partida das oitavas de final.

E eles vão até o fim do mundo para apoiar Koff.

Se ele realmente deseja o apoio do São Paulo a Kleber é bom os dirigentes lembrarem: Teixeira não gosta de negativas.

A cúpula do São Paulo sabe disso.

Mas Juvenal já disse que o caminho não tem volta.

Mesmo se for para perder a abertura e a semifinal da Copa, o presidente continuará fiel a Koff.

E desde ontem, os dirigentes foram orientados a se preparar para trabalhar pelas oitavas de final da Copa.

A ordem é não ceder, não trocar o voto no Clube dos 13.

Mesmo correndo o risco de o Morumbi perder a abertura da Copa...

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