Publicado em 29/04/2010 às 08h53
O modesto, e atrasado, Palmeiras em campo hoje à noite…

Corinthians e São Paulo disputando a Libertadores.
Santos a um passo de ser campeão paulista.
Ao Palmeiras atual cabe as manchetes menores, as páginas internas dos jornais, as notícias mais rápidas na TV.
Primeira página só quando Danilo resolve chamar um adversário negro de macaco.
Triste para sua torcida que se acostumou com o clube protagonista e não mero coadjuvante.
E hoje esse time, que acabou em 11º lugar no Campeonato Paulista, volta a campo.
Vai enfrentar o Atlético Goianiense, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil.
Já foram vendidos quase 18 mil ingressos para o Palestra Itália.
Longe do foco, Antônio Carlos, técnico que não tem um ano de profissão, tentará fazer o que pode com o limitado elenco que lhe deram.
Ganhou o reforço do veterano Marcos Assunção, que mal foi contratado e já será titular e líder da sofrida equipe.
O treinador, consciente do que vê todos os dias, já vai logo avisando que a vitória por 1 a 0 é goleada.
E o importante é não tomar gols.
Melhor não iludir ninguém.
Até porque ele seria cobrado assim que começasse o jogo.
O Palmeiras terá pelo menos Cleiton Xavier, recuperado de contusão.
Isso é ótimo porque a equipe deixa de apostar todas as fichas em Diego Souza.
Já é notório que ele está mais interessado no calendário.
Ele sonha logo em chegar a metade do ano e a abertura do mercado europeu.
Quer ir embora o quanto antes do Palmeiras.
Por enquanto tem de jogar.
Os torcedores já perceberam a sua falta de comprometimento.
Os companheiros também.
Mas o que fazer, se o Palmeiras precisa colocar para jogar o atleta que custou R$ 10 milhões para a Traffic?
O adversário de hoje é muito melhor do que o Atlético Paranaense.
Geninho herdou um elenco leve, rápido e que está massacrando seus adversários neste início do ano.
Já é o virtual campeão goiano.
No primeiro jogo da final, o time venceu 'só' por 4 a 0 o Santa Helena.
Tem um bom sistema defensivo, mas o forte é a velocidade nos contragolpes.
Típico adversário que estando bem, o Palmeiras já teria dificuldades, ainda mais agora.
O time de Antônio Carlos vai apelar novamente para a bola parada, para o preenchimento dos espaços.
Santos escanteios e faltas laterais à área.
E muito coração.
Estratégias consagradas em elencos medianos, esforçados.
A angustiada torcida estará lá para fazer o seu papel.
Vai apoiar, gritar, torcer, rezar.
Ter muita saudade de um passado recente.
E várias vezes se perguntar como o Palmeiras chegou a esse papel tão modesto.
Por que perdeu o trem da história?
Para maiores esclarecimentos procurar a sala da presidência...
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