Publicado em 29/04/2010 às 22h02
Alguém tem dúvida o quanto Diego Souza é feliz no Palmeiras?

Gol marcado no último minuto faz esquecer tudo.
Ainda mais quando essa torcida quer muito esquecer.
O gol de Cleiton Xavier cobrando pênalti aos 48 minutos do segundo tempo deu a vitória ao Palmeiras.
O time venceu o Atlético Goianiense.
A torcida ficou entusiasmada, gritou festejou.
O time foi tão humilhado em 2010.
Acompanha pela tevê Corinthians e São Paulo disputarem a Libertadores.
E o Santos tendo todas as chances de ser campeão paulista, torneio em que o clube terminou em 11º lugar.
Mas depois que vier a calmaria e a partida for analisada com racionalidade, o que fica?
Marcos foi o melhor em campo.
Fez três excelentes defesas.
E viu uma bola estourar no travessão.
Os quatro volantes que Geninho colocou no meio de campo dominaram o Palmeiras.
A torcida no Palestra Itália assistiu agoniada, como se fosse um filme de terror grande parte da partida.
O medo de novo vexame estava estampado nos rostos.
Tudo ficou ainda pior quando Diego Souza roubou a cena.
Não jogando.
Foi mais uma partida em que ele se escondeu.
Estava com o corpo, mas não com o espírito no gramado.
O homem de R$ 10 milhões que a Traffic coloca para jogar, para valorizar no Palmeiras.
Mas que deseja do fundo do seu coração sair do clube.
Seja para onde for: Europa, Rio de Janeiro.
Tudo que ele não quer é estar no Palmeiras no segundo semestre.
E não estará.
Antônio Carlos o substituiu, cansou de vê-lo andando em campo.
Ele foi vaiado pelos mais de 23 mil torcedores que foram ao Palestra Itália.
Vaiado e xingado.
A revolta pela falta de aplicação, de vontade, de amor à sagrada camisa verde.
E o que o meia fez?
Baixou a cabeça, concordando envergonhado?
Nada.
Encarou a torcida que paga mais caro para assistir a partida, na numerada coberta.
A 'turma do amendoim', como apelidou Luiz Felipe Scolari.
E Diego fez gestos obscenos e xingou de volta.
"Vá tomar no...Filho da p..."
As câmeras da tevê não deixam dúvida.
Não é preciso buscar nenhum especialista em leitura labial.
Diego Souza falou com raiva e devagar os palavrões.
Sílabas por sílabas.
A torcida retribuiu o xingando ainda mais revoltada.
Esperto, ele foi para o banco de reservas ao lado dos companheiros.
Não quis andar sozinho em direção ao vestiário para não ser ainda mais ofendido.
O Palmeiras achou o seu gol, em um pênalti em Paulo Henrique.
Ganhou o jogo.
Na semana que vem haverá o confronto definitivo, em Goiás.
Mas como fechar os olhos de quantas coisas erradas estão acontecendo no Palmeiras?
A vitória de hoje não engana nem o mais fanático palmeirense...
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