Posts de 28 de abril de 2010

Richarlyson não deixou o São Paulo vencer…

richard Richarlyson não deixou o São Paulo vencer...

O São Paulo tem Júnio César, Carleto e Diogo.

Todos laterais esquerdos.

Todos inscritos na Libertadores.

Mas mesmo assim, Ricardo Gomes optou por Richarlyson improvisado na posição.

O próprio jogador se sente muito melhor no meio de campo.

E anunciou ao mundo o seu time titular.

Foi assim que o time brasileiro entrou em campo há pouco contra o Universitário, no Peru.

O adversário fez boa campanha na fase de grupos, mas havia várias informações sobre a fragilidade técnica do time.

Ao analisarem os teipes dos jogos, Ricardo Gomes e os membros da Comissão Técnica foram ficando animados.

Seria sim possível o São Paulo voltar do Peru com uma vitória.

E foi assim o primeiro tempo, o time brasileiro enfrentou uma equipe apenas voluntariosa.

A falta de sorte veio com a contusão de Cicinho.

Logo após dele acertar a trave, se contundiu e saiu da partida.

Mas a expectativa era que a vitória brasileira sairia no segundo tempo.

Até que Richarlyson esqueceu do bom senso.

Deu um carrinho desnecessário em Espinoza, tomou seu segundo cartão amarelo e foi justamente expulso.

A sua saída transformou o jogo.

O que era fácil se tornou difícil.

Não pelo talento peruano.

Mas pelo jogador a mais.

Richarlyson não é mais um menino inocente.

Tem 27 anos.

Sabe muito bem o que faz.

E o quanto o clube muitas vezes o defende da própria torcida.

A Libertadores costuma cobrar caro esses vacilos.

Esses ataques de estrelismo.

Depois de expulso, Richarlyson partiu descontrolado contra o árbitro argentino Saúl Laverni.

Sorte que foi contido.

Se não seria pior ainda.

O São Paulo volta do Peru com um empate.

Precisará vencer em São Paulo para ficar com a vaga.

Mas todos têm a plena convicção que se não fosse por Richarlyson, o time teria vencido.

O ânimo seria outro.

Alguém precisa trazer Richarlyson de novo para a Terra.

A diretoria se impor.

Ricardo Gomes deixar a letargia.

Está na hora do próprio atleta acordar.

Ele é um jogador de futebol, não uma estrela.

Uma prima donna...

E se Messi fosse brasileiro?

zpt E se Messi fosse brasileiro?

E se Messi fosse brasileiro?

Hoje, na partida mais importante entre clubes de 2010, ele sumiu.

O atual melhor jogador do mundo simplesmente acabou neutralizado pelo esquema tático solidário da Inter de Milão.

Montado pelo português José  Mourinho.

Não houve perseguição, marcação exagerada, violência.

Messi foi engolido pela homens de azuis.

Ficou perdido, se debatendo como um peixe em um aquário.

Tanta genialidade e acabou inútil.

Em plena Barcelona.

No primeiro tempo, ele ainda acertou um ótimo chute que Júlio César defendeu.

Na etapa final, decisiva, o argentino sumiu.

E com o grande detalhe que a Inter jogou com dez jogadores desde os 28 minutos do primeiro tempo, quanto o brasileiro Thiago Motta foi expulso.

José Mourinho disse que suas equipes marcam em zona.

E que não colocaria ninguém para acompanhar Messi.

E ele tem a certeza que o importante é preencher os espaços para que o argentino não jogue.

A tática dá resultados.

Nas seis vezes que Messi teve pela frente times treinados por Mourinho, não conseguiu marcar um gol sequer.

Mas voltando ao tema.

Se o melhor jogador do mundo fosse brasileiro, maior estrela do Barcelona e o time catalão caísse na semifinal em casa?

Com Messi tendo uma atuação pífia, decepcionante?

Ainda mais com a final da Champions marcada para o campo do grande rival, o Real Madrid?

Seria chamado de jogador das partidas fáceis.

De covarde...

O desejo de todos catalães era fazer a festa na casa do histórico inimigo... 

Se Messi tivesse nascido no território nacional os ataques seriam imensos.

O chamariam de 'amarelão', medroso, pipoqueiro.

Não haveria dó, piedade.

A imprensa argentina foi pelo outro lado.

E o preservou como pôde.

Destacou o excelente esquema defensivo montado por Mourinho.

A mesma saída da imprensa espanhola.

Argentina e Espanha estão irmanadas defendendo o jogador, mesmo com sua decepcionante atuação.

Repito, no Brasil, ele seria massacrado.

Qual filosofia está certa?

Qual é a exagerada?

A verdade é que o povo brasileiro não perdoa fragilidades dos seus heróis.

A melhor coisa para Leonel Messi hoje é ter nascido na República Argentina.

Se brasileiro, estaria sendo ridicularizado em todos os programas humorísticos a partir de hoje.

E teria de suportar uma campanha de muitas pessoas sérias defendendo a sua não convocação para a Copa de 2014...

Aleluia! Aleluia! O São Paulo tem seu time titular…Aleluia! Aleluia!

teacher Aleluia! Aleluia! O São Paulo tem seu time titular...Aleluia! Aleluia!

"Esse é o meu time titular."

Quase houve choro, fogos de artifício, pagamento de promessa.

Finalmente.

Desde junho de 2009, o treinador sempre fugiu desta frase.

Até que ontem, na véspera da partida contra o Universitário, no Peru, o treinador escolheu sua equipe.

Rogério Ceni, Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos; Dagoberto e Washington.

Houve um grande alívio na concentração.

Pela postura de Ricardo, acabará aquela eterna dúvida: quem entrará em campo?

Ele teve coragem de enfrentar a cara feia dos reservas.

A diretoria finalmente acredita que ele começou a ouvir os milhares de conselhos que ouviu.

Parece que "o Francês", como é chamado por diversos conselheiros, despertou de sua letargia.

Percebeu que treina um time brasileiro.

Com costumes próprios do país.

Não está na França, na Europa.

Essa conversa de grupo de 22 titulares é bom para fazer um torcedor mirim dormir.

Até o reserva se conscientiza que é reserva e precisa treinar mais, lutar como puder pela vaga.

É melhor do que ficar na expectativa de ser escalado e não ser.

Marcelinho Paraíba que o diga.

Em todos os treinos ele faz a mesma cara de espanto quando vai treinar entre os reservas.

Mesma situação de Léo Lima.

Mas, aleluia, Ricardo fez escolhas acertadas ao optar por seu time titular.

O meio de campo hábil, versátil e sem posição fixa.

Apesar Rodrigo Souto como mais marcador à frente da zaga.

Hernanes, Jorge Wagner e Marlos.

Habilidade e visão de jogo não falta.

A pitada de garra que os completaria terá de vir da motivação do próprio afunilamento da Libertadores.

Washington e Dagoberto na frente.

Não adianta, Gomes adora um jogador alto como referência nas bolas aéreas, cruzamentos da intermediária.

Então, ele que seja fiel às suas convicções.

Porque mesmo perdendo inúmeros gols, Washington tem faro de artilheiro.

Se o egoísta Dagoberto servir pelo menos uma em quatro bolas que tem oportunidade de passar, seu companheiro grandalhão poderá fazer muito mais gols do que está marcando.

Nas laterais, a opção pelo apoio.

Com Cicinho e Richarlyson, Gomes compra a briga e o São Paulo será mais do que ofensivo.

Na zaga, ao contrário do que o time está acostumado e gosta, apenas dois zagueiros.

Miranda e Alex Silva.

Dois jogadores bem acima da média.

No gol, Rogério Ceni e a sua marca fantástica de 900 partidas pelo São Paulo.

O adversário de hoje, o Universitário, está empolgado.

Fez ótima campanha na primeira fase da Libertadores.

Mas o time titular do São Paulo tem condições de ganhar mesmo jogando no Peru.

E depois, que Ricardo cumpra a sua palavra e mantenha essa equipe.

No Brasil os times precisam ter titulares e reservas.

Demorou, mas parece que o "Francês", entendeu...

A juventude santista contra a experiência atleticana. Faça sua aposta…

2f A juventude santista contra a experiência atleticana. Faça sua aposta...

Ter pela frente o Atlético Mineiro de Vanderlei Luxemburgo, com seus jogadores experientes, no Mineirão lotado.

Esse é o grande teste que o destino colocou na frente do Santos de Dorival Júnior.

Provar a si mesmo se consegue viver bem sem Neymar, seu grande jogador.

Este é o desafio.

Com a jovem estrela se recuperando da pancada que sofreu no olho, o Santos não vai mudar a sua proposta.

Dorival treinou o seu time exigindo muita velocidade no ataque e, principalmente, nos contragolpes.

Há a certeza de que os mineiros encararão a partida em casa como a chave para tentar ficar com a vaga da Copa do Brasil.

E irá tentar repetir a estratégia do Santo André no primeiro tempo do domingo passado.

Luxemburgo tentará fazer com que seu time marque não só a saída de bola como os armadores santistas.

Travar Marquinhos e Ganso.

Esse é o segredo para provocar um colapso no Santos.

E forçar as bolas na velocidade.

Edu Dracena e Durval são lentos, têm problemas de recuperação.

Sem Neymar, caberá a Robinho a improvisação, os dribles.

O Santos fica mais objetivo, mais direto, mais efetivo com André.

A partida marcará o reencontro de Luxemburgo com o último clube que lhe fechou as portas.

Ele saiu muito mal da Vila Belmiro.

O jovem elenco não reconhecia nele um treinador com pulso firme e amigo como Dorival Júnior.

Pelo contrário.

A grande Comissão Técnica que ele sempre carrega onde vai o deixava distante, muito mais inacessível.

O relacionamento entre treinador e jogadores nunca deixou de ser frio.

Lógico que, com o sucesso do time, ele vai tentar tirar sua casquinha.

E dá-lhe beijos em todos os jogadores possíveis diante das câmeras.

Mesmo com a rejeição dentro da própria CBF, ele ainda sonha com um convite do seu amigo Ricardo Teixeira para comandar a Seleção em 2014.

Para esse sonho distante ter um mínimo base, ele precisa voltar a ganhar uma competição nacional.

Por isso a promessa que fez à torcida do Atlético Mineiro de um título de Campeão Brasileiro ou Copa do Brasil.

Copa do Brasil é mais fácil, mais curta.

Seu elenco vivido já passou por várias decisões.

A chance é essa.

Como disse Diego Tardelli: "Tudo o que o Atlético Mineiro não pode fazer é ter medo do Santos."

Ou seja: a madura equipe mineira vai tentar mesmo comprar a briga.

Do outro lado, a nova diretoria santista quer aproveitar ao máximo a grande equipe que conseguiu formar.

E que pode perder jogadores importantíssimos na janela do meio do ano para a Europa.

A ordem é ganhar o que puder agora.

Se assegurar uma das vagas da Libertadores será sensacional.

Para a valorização ainda maior dos jogadores.

E ter mais argumento para arrumar dinheiro no mercado financeiro.

Depois dessa partida, os dois times vão assegurar o título paulista e o mineiro.

Nunca na Copa do Brasil de 2010 houve tantos interesses em jogo como hoje no Mineirão.

Alguém tem coragem de apontar um grande favorito?

Beijo de travesti em Ronaldo: a grande preocupação no Maracanã…

ronaldoo Beijo de travesti em Ronaldo: a grande preocupação no Maracanã...

Vinte travestis de Nova Iguaçu.

Eles foram contratados, receberão dinheiro que compensarão por dez programas, garantem os organizadores do movimento Fica Ronaldo, fracassado em 2008, quando o jogador assinou com o Corinthians.

Desde então, há uma espera raivosa por Ronaldo enfrentar o Flamengo no Maracanã, com a camisa do Corinthians.

Os travestis são uma maneira de tentar constranger o jogador que preferiu o Parque São Jorge à Gávea.

Eles rementem ao nebuloso episódio em que Ronaldo se envolveu com três travestis em abril de 2008, no Rio.

A história nunca foi bem esclarecida.

Mas entrou para o folclore popular.

O movimento Fica Ronaldo tentou contratar a drag queen Dicesar.

Mas ele teria pedido R$ 15 mil mais 15 seguranças, com medo de apanhar da torcida corintiana.

Preço alto demais para os organizadores.

Os 20 travestis serão filmados e fotografados.

Sentarão atrás do banco de reservas do Corinthians.

Terão faixas provocativas a Ronaldo.

Cantarão músicas especiais, criadas para o jogador.

As imagens distribuídas para o mundo todo.

Para tentar evitar encontros desagradáveis, Ronaldo foi ao Rio antes da delegação corintiana.

Fugiu do desembarque do clube onde poderiam haver travestis.

A segurança do Corinthians está reforçada e protegerá Ronaldo no Maracanã.

A ordem é do presidente Andres Sanches: se algum travesti aparecer é para deixar longe do jogador.

O medo é que algum deles tente dar um beijo em Ronaldo.

A situação é inédita.

Nunca seguranças corintianos tiveram como maior ameaças beijos de travestis.

Ronaldo está orientado para não aceitar provocações.

Fazer de conta que não ouve nada.

Esse é o clima que o Maracanã e a torcida do Flamengo esperam por Ronaldo, o filho que virou as costas para a Gávea...

As lágrimas de Maicosuel o estão trazendo de volta ao Botafogo…

maicosuel As lágrimas de Maicosuel o estão trazendo de volta ao Botafogo...

"O Maicosuel nos liga todos os dias.

Telefona chorando.

Ele chora muito.

Diz que quer voltar para o Botafogo.

E aceita o que quiser para jogar de novo no Rio."

Esta foi a estratégia básica de mais uma promessa do futebol brasileiro tentar retornar da Europa.

Maicosuel tem uma carreira estranha.

Surgiu no Atlético Sorocaba. De lá foi para o Paraná Clube, onde jogou bem.

Foi uma decepção no Cruzeiro.

Maior ainda no Palmeiras.

No Botafogo, ele acabou se destacando demais.

Foi o grande jogador no clube durante o campeonato carioca.

Acabou se contundindo depois de 22 partidas.

Mas elas bastaram para convencer o Hoffenheim a gastar cerca de R$ 12 milhões para contratá-lo.

"Dentro de três ou dez anos, não importa, voltarei ao Botafogo", prometeu.

Mas seis meses depois de ter sido vendido, ele já ligava para os dirigentes do clube carioca.

Ele queria voltar porque não se adaptou ao estilo combativo do Hoffenheim.

E mais: ao frio terrível da Alemanha.

E o meia-atacante procurou a direção do Hoffenheim chorando, implorou para ser liberado.

Chorou muito, impressionando os racionais alemães.

Os dirigentes germânicos ficaram possessos com a falta de profissionalismo do jogador.

Não queriam vendê-lo.

Apostaram alto no seu potencial.

Só quando perceberam que ele estava mesmo entrando em depressão, abriram o preço ao Botafogo.

Embora os dirigentes brasileiros pensem que só eles são espertos, os alemães querem quase a mesma coisa que pagaram.

A direção do Botafogo quer uma significativa redução, já que ele fracassou na Alemanha.

Há as sondagens de Flamengo e Fluminense.

Mas a prioridade é botafoguense.

"Pensam que nós não temos dinheiro para trazer o Maicosuel de volta.

Essas pessoas que estão tentando levá-lo para outro clube brasileiro irão se surpreender", garante Assumpção.

Ele terá 20 dias para arrumar cerca de R$ 10 milhões.

Ou R$ 2,5 milhões e ficar com ele por empréstimo.

Independente da empolgação do presidente, a situação se repete.

Outra vez um brasileiro se destaca e vai para a Europa.

E, em seis meses, quer voltar alegando falta de adaptação.

Decepciona dirigentes, técnicos, empresários.

Fecha portas para brasileiros.

E perde dinheiro.

Mas Maicosuel não quer nem pensar nisso.

Ele quer é parar de chorar.

E voltar a sentir o calor revigorante do Rio de Janeiro...