Publicado em 24/04/2010 às 17h35
Para não ser chamado de mercenário, Joel virou as costas para o Flamengo…

Ter a metade do salário como aumento foi motivador.
Passar de R$ 180 mil para R$ 270 mil não é para qualquer um.
Mas o que pesou na decisão de Joel Santana foi a sua reputação.
Ao contrário do que os dirigentes botafoguenses apostavam ontem no começo da madrugada, ele optou por ficar no clube.
Ele virou as costas não só aos R$ 250 mil mensais.
Mas à Libertadores.
E ao seu empresário Léo Rabello.
Ele havia garantido à presidente/vereadora Patricia Amorim que levaria Joel de novo para a Gávea.
Mas o treinador ficou com medo.
Não queria ter a marca de mercenário na testa.
Ele acabou de conseguir ser campeão com o Botafogo.
Os jogadores e os dirigentes imploraram para ele continuar.
Essa massagem no ego foi fundamental.
O não de Joel desnorteou a cúpula do Flamengo.
Ninguém acreditava neste desfecho.
Patricia logo garantiu que o ex-zagueiro Rogério Lourenço comandará o time contra o Corinthians.
Ele era o auxiliar de Andrade.
Mas o desejo de um treinador de ponta continua.
Só que a cúpula do Botafogo não quer nem saber.
O importante é comemorar a permanência de Joel como um título.
O amistoso de amanhã contra o Corinthians será todo para celebrar a sua permanência.
Joel não é bobo.
Muito pelo contrário.
Sabe que continuará comandando um elenco muito mais modesto do que o Flamengo poderia lhe oferecer.
Mas foi claro aos dirigentes do Botafogo.
Disse que ficava por sua reputação.
E ponto final.
Mas os 50% de aumento vieram a calhar...
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