Quem ainda acredita nas promessas de Vanderlei Luxemburgo?

luxa Quem ainda acredita nas promessas de Vanderlei Luxemburgo?

Era o final do programa Bem, Amigos da Sportv.

Ninguém havia perguntado nada.

Ou provocado.

Vanderlei Luxemburgo se adiantou e fez questão de falar diretamente com a torcida atleticana.

Prometeu conquistar um título até o final do seu contrato, em dezembro de 2011.

E não o fácil Campeonato Mineiro, onde tem 50% de chances.

A outra metade é azul, do Cruzeiro.

Luxemburgo falou em conquista nacional.

Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil.

O torcedor atleticano está com o coração cheio de mágoas.

Venceu o Brasileiro em 1971, justo o primeiro.

De lá para cá, só decepções no campeonato.

Luxemburgo ganhou cinco vezes.

A última vez já faz tempo, foi em 2004, com o Santos.

Copa do Brasil só tem uma, conquistada com o maravilhoso time do Cruzeiro de 2003.

Já deu também um vexame histórico, quando o seu Palmeiras foi eliminado pelo ASA de Arapiraca...

No programa pediu Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar na Copa do Mundo.

Muito estranho.

Treinador do Santos até o ano passado, resistia o quanto podia para escalar Neymar.

Dizia que precisava amadurecer e que era um menino.

Nem seis meses depois o menino virou jogador de Copa do Mundo.

Foi fácil perceber, ao lado de Vampeta, que Luxemburgo está ficando envelhecido.

Suas palavras já não provocam tempestades na imprensa como há dez anos.

Desgastado é o termo.

Ele perdeu muito prestígio desde a CPI, desde a demissão da Seleção Brasileira, a deprimente passagem pelo Real Madrid.

O Atlético Mineiro é um clube de uma torcida maravilhosa.

Mas ficou anos sofrendo com péssimas administrações.

O clube ficou parado no tempo e luta para reconquistar todo espaço que perdeu.

Mais ou menos o caso de Luxemburgo.

Com a diferença é que os sanguessugas que cercavam o Atlético Mineiro se afastaram.

Enquanto os de Vanderlei continuam vivendo do seu sangue, grudados no seu pescoço.

Tomando vinho, Luxemburgo ainda confidencia a amigos: acredita que será o treinador da Seleção Brasileira em 2014.

Se julga muito amigo do presidente Ricardo Teixeira.

Só que talvez ele não saiba, há enorme rejeição por seu nome na CBF.

Enorme, não.

Gigantesca.

Na entidade ninguém se esquece o período perturbado que a Seleção passou sob seu comando.

E mais: não há trabalho recente que justifique o seu retorno.

Porém, ele sonha.

Tem todo o direito.

E usa tudo o que aprendeu de neurolingüística para fazer sonhar a torcida do Atlético Mineiro.

Só um detalhe: ele que cumpra sua promessa.

Luxemburgo já decepcionou muita gente que acreditou nas suas promessas.

Belluzzo e Marcelo Teixeira foram os últimos dirigentes iludidos.

Que Kalil e os torcedores atleticanos tenham melhor sorte...