Messi. A Argentina morre de inveja do Barcelona…

ronni Messi. A Argentina morre de inveja do Barcelona...

Lionel Messi.

Apenas 22 anos.

O mundo o reverencia novamente nesta manhã.

Até no Brasil não se fala de outro jogador.

Quatro gols contra o Arsenal.

Carregou o Barcelona para a seminal da Liga dos Campeões.

Sua história parece telenovela mexicana.

Com direito a lágrimas, injeções misteriosas e muito arrependimento de clubes argentinos.

Ele sempre mostrou um talento diferenciado, espantoso, desde os cinco anos.

Foi treinar no Newell's Old Boys.

Já era criativo, habilidoso, mas tinha também uma característica estranha.

Ele não crescia.

Já tinha 11 anos e seu tamanho era de um garoto de oito.

Os pais procuraram os médicos e foi detectado um grave disturbio hormonal.

Ele impedia o desenvolvimento, o crescimento dos seus ossos.

O tratamento era caro.

A diretoria do Newell's disse que era problema da família.

E ele abandonou o clube.

Tentou o River Plate que lhe disse não.

Graças a contatos de seu pai na Espanha, conseguiu um teste no Barcelona.

Passou com méritos e teve o seu tratamento médico assegurado.

Daí, não há necessidade de contar o resto.

Ou melhor, só um detalhe.

A rejeição histórica da Argentina em reconhecer o melhor jogador do mundo atualmente.

Como ele nasceu para o futebol no clube catalão, nunca atuou profissionalmente em um clube portenho.

Desde o início houve restrições ao argentino do Barcelona.

E o irônico é que Messi é extremamente nacionalista.

Quando despontava para o futebol teve proposta para se naturalizar espanhol, não quis nem ouvir a sugestão.

Vieram as convocações para a Seleção Argentina.

E até hoje ele vive um fenômeno igual ao de Ronaldinho Gaúcho, no mesmo Barcelona.

A cada partida espetacular pelo clube catalão, raiva dos argentinos.

Na seleção do país em que nasceu, ele não consegue jogar 10% do que faz no Barça.

As teses são muitas.

As principais: a falta de companheiros à altura, não há entrosamento, joga de outra maneira no time de Maradona.

Diego Armando não é estúpido.

Tenta fazer dar o mesmo privilégio tático que ele tem na Espanha.

Mas o meia não consegue render.

Jornalistas argentinos já perderam a paciência, assim como muitos brasileiros com Ronaldinho Gaúcho.

E dizem abertamente que ele não nasceu para a Seleção Argentina.

Não tem personalidade suficiente para a camisa azul e branca.

Não dribla, não faz gols, é uma sombra, uma caricatura feia do que é na Espanha.

Há enormes possibilidades de o Barcelona ser campeão novamente da Liga dos Campeões.

E Messi ser o melhor do mundo no final do ano.

Nada mais justo.

Só que para os argentinos o que interessa será em junho e julho na África do Sul.

Lá é que Messi terá de provar que é Messi.

Os hermanos estão esperando.

E por isso aplaudem de má vontade todos os lances espetaculares que Messi apronta com a camisa do Barcelona.

Assim como os brasileiros fizeram com Ronaldinho Gaúcho.

Será que o enredo de Glória Magadan reserva um final surpreendente?

Uma reviravolta triunfal?

Ou será que Messi nasceu para encantar 'apenas' o mundo?

E  não o país em que nasceu?