Publicado em 01/03/2010 às 09h28
Os 1000 dias de jejum do Grêmio…

Mais de mil dias sem comemorar um título.
É demais para um clube com a tradição do Grêmio.
A festa da torcida ontem no estádio Olímpico mostrou toda a sua carência.
Por mais que Silas ainda não tenha conseguido fazer a equipe jogar bem.
O Grêmio ainda tem várias deficiências.
Silas não tem nada de bobo.
Foi jogador de seleção brasileira.
E mesmo como técnico novo, tem a plena noção do que tem nas mãos.
Principalmente, não é iludido, prepotente.
Não teve o menor constrangimento em colocar sua equipe na defesa.
Contra o Novo Hamburgo em casa, no seu estádio.
O importante, o fundamental era ganhar.
O período de seca, de falta de títulos incomodava a todos.
A decepção do ano passado, com o milionário time.
Maxi Lopes.
Com Paulo Autuori.
Tanta pose quanto falta de futebol.
O plano para 2010 foi renovar.
Esquecer o espírito de novo rico.
Tirar o foco do rival Internacional.
Seguir um caminho próprio.
Houve uma ameaça de ceder à tentação e correr atrás de Muricy Ramalho.
Silas sabia, fingia que não via.
Mas conseguiu se conter.
Sabia que não era hora de reclamar, protestar.
Apenas apoiar, dar força ao seu time.
E se fechou com a equipe.
O Grêmio terminou a partida de ontem pressionado pelo Novo Hamburgo.
Victor tendo de se virar, se desdobrar.
Mas o que valeu foi a vitória, magra, seca.
Que se transformou na conquista do primeiro turno.
E um título.
Com volta olímpica e tudo.
Só campeonatos estaduais proporcionam esse exagero, esse absurdo.
Mas para o Grêmio o que vale é que, depois da conquista do Estadual de 2007, houve algo para festejar.
Mesmo com o gol marcado justo por Ferdinando, o jogador que a torcida não aceitava.
Tudo é festa no Olímpico.
Silas pode respirar em paz.
O Grêmio está aprendendo que a humildade pode ser muito proveitosa...
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