Publicado em 31/03/2010 às 09h49
Juvenal Juvêncio. “Não demito o Ricardo Gomes. Podem fazer a pressão que quiser.”

Quem acredita em Juvenal Juvêncio e não gosta de Ricardo Gomes pode começar a se preocupar.
Ele faz questão de deixar claro nas decisões mais delicadas do clube que o regime é presidencialista.
Ou seja: é Juvenal quem manda, quem dá a última palavra.
E ele resolveu dar as suas costas largas para proteger 'o Francês', maldoso apelido com que alguns conselheiros chamam Ricardo Gomes.
Com as derrotas em todos os clássicos paulistas, contra Corinthians, Santos, Portuguesa e até o Palmeiras atual, a pressão para a demissão do 'francês" chegou ao seu grau mais alto.
Há quem garanta que uma derrota diante do Monterrey hoje poderia custar a cabeça do treinador.
"O Ricardo Gomes não vai sair de jeito nenhum. Podem fazer a pressão que quiser", garantiu o presidente a um assessor próximo.
"Quem escolhe o técnico do São Paulo sou eu. E ele vai ficar."
Juvenal foi além dizendo que o contrato do treinador vence em agosto e ele pode até antecipar a renovação.
Para o centralizador dirigente do São Paulo, o problema no clube e com Ricardo foi um só: a sua ausência.
Juvenal ainda luta como um mouro.
Tenta garantir o Morumbi abrindo a Copa de 2014.
E fazendo uma semifinal, com a presença do Brasil, se o time chegar lá, ele acredita que deixou Ricardo 'muito solto'.
Desprotegido.
Juvenal, acredita que seu treinador é educado demais.
A maior prova foi a indisciplina de Cicinho.
O lateral já teve de ouvir uma enorme dura do mandatário.
Juvenal ficou possesso ao saber que o lateral estava insatisfeito com o treinador por colocá-lo na reserva.
E ouviu que no São Paulo há hierarquia e se não a quisesse respeitar, poderia sair do São Paulo.
Bastou.
Juvenal tem enfrentado até alguns conselheiros importantes que defendiam a volta de Muricy Ramalho.
Ele acredita que estão muito recentes os episódios que culminaram com a sua demissão.
E sabe que vices presidentes brigaram e não toleram nem falar o nome do ex-treinador.
Já Ricardo Gomes é muito bem relacionado com a cúpula que comanda o clube.
Mas o presidente também quer resultados.
Ele disse a amigos que não se importa de verdade com o Campeonato Paulista de Marco Polo del Nero.
Quer a reação imediata na Libertadores.
Ricardo Gomes pode ser educado demais, tranqüilo, mas está longe de ser burro.
Ele sabe que tem a necessidade de fazer o clube se classificar em primeiro na fácil chave em que caiu.
A partida de hoje no México não decide a sua vida no Morumbi.
Mas é excelente para ganhar moral e servir como resposta a este apoio escancarado de Juvenal Juvêncio.
Ele pode acenar com a renovação antecipada.
Mas, matreiro, vai sim esperar para ver se o time se estabiliza e se firma com Ricardo Gomes.
Principalmente na Libertadores.
O dirigente falou ao técnico para não se importar com críticas e boatos de demissão.
Foi firme, disse que quem põe e coloca treinador é ele, apenas ele.
Resumo da ópera: Juvenal mostrou que no São Paulo tem uma pessoa que manda.
E essa pessoa se chama Juvenal Juvêncio...
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