Posts de 31 de março de 2010

Jorge Fossati luta para não dar hoje o último suspiro no Internacional…

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Jorge Fossati está envergonhado.

Depois de passagens pífias como jogador no futebol brasileiro, sonhava em se impor como treinador.

"No país que onde o futebol realmente nasceu", brincava com jornalistas brasileiros que o entrevistaram quando era treinador do Uruguai.

Inclusive este responsável pelo blog.

Estava nítido em cada frase, falada em português, que ele fazia questão de falar, o seu desejo de treinar um clube grande brasileiro.

Ele esteve para assumir o Palmeiras em uma indicação de Luiz Felipe Scolari.

Mas o ex-presidente Afonso Della Monica escolheu Luxemburgo.

Fossati chegou ao Inter acreditando que a diretoria, a torcida e a imprensa soubessem o que ele poderia oferecer.

Ele se especializou em montar equipes competitivas, rápidas nos contragolpes.

Sempre teve nas mãos mais rapidez e agilidade do que talento.

E no Internacional encontrou um time com jogadores acostumados a dribles, a cadenciar a partida.

Foi um choque quando ele começou a escalar o time apenas com um atacante fixo.

3-6-1 para o milionário elenco montado por Fernando Carvalho?

O Internacional tentaria ganhar a Libertadores com a LDU?, perguntam os irritados conselheiros.

Os jogadores também não entendiam tanta cautela.

Ainda mais por que quem enfrenta o time colorado abre mão da iniciativa.

Então como contragolpear se o adversário não ataca?

Fossati foi teimoso na sua tese de preenchimento de espaço até quando pôde.

Sentindo os olhares de decepção e a maneira fria com que passou a ser tratado em Porto Alegre, ele mudou.

Resolveu soltar as rédeas do time.

Mas sem estrutura defensiva.

Foi pior.

Colocar dois, três atacantes fíxos mexeu com toda estrutura tática da equipe.

Ficou vulnerável demais.

E vieram os vexames.

Já são seis partidas sem vitória.

Seis.

Com direito a apanhar do São José, do Caxias.

Nem Jó teria tanta paciência como a direção do Inter.

Mas ela acabou.

Ou Fossati começa a justificar a sua contratação hoje, com uma vitória convincente diante do Cerro do Uruguai, ou pode começar a dobrar bem suas camisas e calças e fazer as malas.

O técnico uruguaio apelou para a velha tática de quem pode perder o emprego.

Fechou os treinamentos e incutiu na cabeça de seus jogadores que todos estão contra eles.

Desde o homem que vende churrasco na entrada do estádio, Marcelo Dourado, Xuxa e a imprensa.

Melhor a síndrome de perseguição do que admitir que suas convicções de futebol não estão dando certo no Brasil.

A sua sorte é que o elenco do Internacional é muito bom.

Até porque não foram todos os jogadores que ficaram encantados com seu jeito seco de ser.

Uma pena para quem o conheceu tão esperançoso, tão desejoso de trabalhar no 'país onde o futebol realmente nasceu'.

Talvez ainda dê tempo para que Fossati se salve no cargo.

Talvez ganhe uma sobrevida hoje.

Mas se for verdade que é a primeira impressão é a que fica...

Será muito útil Fernando Carvalho não ter jogado fora os telefones de Muricy e Abel Braga...

Juvenal Juvêncio. “Não demito o Ricardo Gomes. Podem fazer a pressão que quiser.”

yye Juvenal Juvêncio. Não demito o Ricardo Gomes. Podem fazer a pressão que quiser.

Quem acredita em Juvenal Juvêncio e não gosta de Ricardo Gomes pode começar a se preocupar.

Ele faz questão de deixar claro nas decisões mais delicadas do clube que o regime é presidencialista.

Ou seja: é Juvenal quem manda, quem dá a última palavra.

E ele resolveu dar as suas costas largas para proteger 'o Francês', maldoso apelido com que alguns conselheiros chamam Ricardo Gomes.

Com as derrotas em todos os clássicos paulistas, contra Corinthians, Santos, Portuguesa e até o Palmeiras atual, a pressão para a demissão do 'francês" chegou ao seu grau mais alto.

Há quem garanta que uma derrota diante do Monterrey hoje poderia custar a cabeça do treinador.

"O Ricardo Gomes não vai sair de jeito nenhum. Podem fazer a pressão que quiser", garantiu o presidente a um assessor próximo.

"Quem escolhe o técnico do São Paulo sou eu. E ele vai ficar."

Juvenal foi além dizendo que o contrato do treinador vence em agosto e ele pode até antecipar a renovação.

Para o centralizador dirigente do São Paulo, o problema no clube e com Ricardo foi um só: a sua ausência.

Juvenal ainda luta como um mouro.

Tenta garantir o Morumbi abrindo a Copa de 2014.

E  fazendo uma semifinal, com a presença do Brasil, se o time chegar lá, ele acredita que deixou Ricardo 'muito solto'.

Desprotegido.

Juvenal, acredita que seu treinador é educado demais.

A maior prova foi a indisciplina de Cicinho.

O lateral já teve de ouvir uma enorme dura do mandatário.

Juvenal ficou possesso ao saber que o lateral estava insatisfeito com o treinador por colocá-lo na reserva.

E ouviu que no São Paulo há hierarquia e se não a quisesse respeitar, poderia sair do São Paulo.

Bastou.

Juvenal tem enfrentado até alguns conselheiros importantes que defendiam a volta de Muricy Ramalho.

Ele acredita que estão muito recentes os episódios que culminaram com a sua demissão.

E sabe que vices presidentes brigaram e não toleram nem falar o nome do ex-treinador.

Já Ricardo Gomes é muito bem relacionado com a cúpula que comanda o clube.

Mas o presidente também quer resultados.

Ele disse a amigos que não se importa de verdade com o Campeonato Paulista de Marco Polo del Nero.

Quer a reação imediata na Libertadores.

Ricardo Gomes pode ser educado demais, tranqüilo, mas está longe de ser burro.

Ele sabe que tem a necessidade de fazer o clube se classificar em primeiro na fácil chave em que caiu.

A partida de hoje no México não decide a sua vida no Morumbi.

Mas é excelente para ganhar moral e servir como resposta a este apoio escancarado de Juvenal Juvêncio.

Ele pode acenar com a renovação antecipada.

Mas, matreiro, vai sim esperar para ver se o time se estabiliza e se firma com Ricardo Gomes.

Principalmente na Libertadores.

O dirigente falou ao técnico para não se importar com críticas e boatos de demissão.

Foi firme, disse que quem põe e coloca treinador é ele, apenas ele.

Resumo da ópera: Juvenal mostrou que no São Paulo tem uma pessoa que manda.

E essa pessoa se chama Juvenal Juvêncio...