Publicado em 30/03/2010 às 06h00
Parreira veta Neymar e Ganso para a Copa da África. Ele está certo?

Ousadia nunca foi o forte de Carlos Alberto Parreira.
Para conservar o seu cargo, quer na seleção os nos clubes em que passou, sempre preferiu o jogador vivido, rodado.
Sempre temeu pela inexperiência, falta de coragem dos garotos em jogos importantes.
Esse assunto precisa ser lembrado porque ontem ele deu mais um palpite para a seleção brasileira de Dunga.
Parreira falou sem o menor constrangimento que Dunga não deve pensar em Neymar e Ganso na Copa da África.
Alegou que o técnico não utilizou ainda a dupla em nenhum amistoso, não sabe se os dois poderão render com a camisa da seleção.
Pouco importa tudo o que estão jogando no Santos.
E ainda tem a coragem de dizer que ele foi exemplo ao só levar Ronaldo em 1994, depois de tê-lo chamado para amistosos.
Vale a pena recordar.
Quantos minutos Ronaldo jogou no Mundial dos Estados Unidos?
Nenhum.
Parreira não teve coragem de colocá-lo para jogar, embora mostrasse já na época talento muito acima do normal.
Os próprios tetracampeões mundiais acreditavam que o título seria mais fácil se Ronaldo jogasse.
Os meninos do Santos foram orientados por Dorival Júnior para não se preocuparem com Copa do Mundo.
Ele conseguiu convencê-los de que o melhor a fazer é jogar, ganhar, marcar gols e dar a vida para vencer o Paulista.
Aí a opinião pública pode adotá-los de vez.
O lado bom da história é que ambos estão conformados em não ir.
Sabem que Dunga, assim como Parreira, é muito conservador.
Mas e os leitores, principalmente os que vivem pedindo as perguntas da terça-feira, uma homenagem.
As perguntas da terça-feira.
Há lugar para Neymar na seleção brasileira que vai à Copa?
Ganso poderia sonhar em ser o reserva de Kaká?
Parreira está certo e a seleção brasileira em uma Copa do Mundo não é lugar para garotos?
Ou um treinador assim, sem ousadia, tem mesmo de comandar a África do Sul?
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