Pet conseguiu o que queria. Está com um pé e meio fora do Flamengo…

manchete Pet conseguiu o que queria. Está com um pé e meio fora do Flamengo...

Diz a lenda que políticos e dirigentes de futebol acham que a pior hora do dia é quando chegam os jornais.

Mal raia o sol, ávidos querem saber se terão aborrecimentos.

Isso graças à consciência pesada.

E foi assim hoje com toda a direção do Flamengo.

A longa e corajosa entrevista de Pet ao Lance escancarou como as coisas acontecem no clube rubro negro.

O sérvio estava magoado, querendo falar.

Ele abriu mão de cerca de R$ 8 milhões para poder voltar a jogar na Gávea.

Ganhou uma ação trabalhista de R$ 16 milhões.

Como queria continuar a entrar em campo ele se ofereceu a atuar pelo Flamengo e abrindo mão de metade do que ganhou na Justiça.

Houve uma grande briga entre os dirigentes se aceitavam ou não a proposta.

O vice de futebol Marcos Braz foi uma das pessoas a se posicionar contra, mas foi voto vencido.

Pet soube e o relacionamento entre os dois sempre foi péssimo.

Nem o título brasileiro amenizou as coisas. Só adiou.

E chegou ao limite quando sérvio se preparava para abandonar o Maracanã ao ser substituído no clássico contra o Fluminense.

O dirigente começou a xingá-lo e deu ordem para que ficasse no vestiário esperando o final do jogo.

O sérvio não só retrucou como mostrou que sabe todos os palavrões mais duros em português.

Foi afastado do time.

E exposto à imprensa, treinando sozinho.

Isso seria comum em um clube, desde que Adriano não pudesse aprontar tudo o que a imaginação permitr e nada acontecer.

Depois do final da punição, Andrade já havia efetivado Vinicius Pacheco como titular do Flamengo.

E o treinador mudou o relacionamento com o jogador por acreditar que ele o desrespeitou também indo embora no clássico.

Os dirigentes do Flamengo entusiasmados com a conquista do Brasileiro haviam prometido prorrogar o contrato do meia em dezembro.

Até agora, final de março, nada de prorrogação.

E Pet cansou.

Foi pegando os pontos fracos do Flamengo e bateu sem dó.

Disse que no Vasco, onde jogou, Eurico Miranda mandava em tudo, mas assumia.

Para ele, no Flamengo muitos mandam mas ninguém assume a responsabilidade por nada.

Cutucou Andrade, dizendo que no ano passado ele o consultava muito.

E neste ano não o procura.

Disse que não brigou com ele e estranha que vários jogadores que brigaram são titulares da equipe.

Lembrou que é sempre o primeiro a sair.

Quanto à sua renovação de contrato, garantiu que não se sente confortável no clube.

Irônico, disse que quando foi conveniente ao Flamengo (deixar de pagar R$ 8 milhões) o contrato foi assinado rapidamente.

Agora, não é o caso.

Ele deixa claro que foi usado quando foi bom para o clube.

Esperto disse que não tem problema com Adriano ou Vagner Love.

E fez um resumo de ouro para quem quer briga.

Para ele, a melhor coisa do Flamengo é a torcida.

E a pior?

Adivinhe.

Isso mesmo, o sérvio disse que são os dirigentes.

Simpático, não é?

A repercussão foi imediata.

A presidente/vereadora Patricia Amorim leu a entrevista e entrou em contato com seu vice Marco Braz.

Marcos foi contra o aumento de salário de Andrade depois do título do Brasileiro.

Desde então, os dois se afastaram.

Mas diante duras das críticas de Pet, tomaram café da manhã juntos analisando o que fazer o jogador.

Ambos não vão confirmar publicamente, mas acham Pet dispensável.

Seu nível técnico caiu muito em 2010 e Vinícius Pacheco o está substituindo com vantagem para o time.

Ele estava confirmado como titular para o jogo de logo mais contra o América.

Havia duas opções, afastá-lo do elenco .

Ou fingir que nada aconteceu e simplesmente não renovar o seu contrato, deixá-lo ir depois do estadual.

Esta parece ser a opção mais lógica.

Apesar de estar marcada para amanhã uma reunião entre Braz e o procurador do jogador para a renovação de contrato.

Só para lembrar, Pet é muito inteligente e articulado.

Ele pode estar magoado e está.

Em setembro ele completará 38 anos.

Mas isso não impede que tenha várias propostas de times grandes para disputar o Brasileiro.

Principalmente equipes precisando de um líder mais vivido.

Empresários falam em Vasco, Fluminense (duas equipes que ele já passou), São Paulo e Palmeiras.

Se é conversa de empresário, ainda não dá para saber.

Mas uma coisa é certa: Pet está com um pé e meio fora da Gávea.

De vez...