Pablo Armero. O primeiro milagre do Palmeiras de Antônio Carlos…

rebolation Pablo Armero. O primeiro milagre do Palmeiras de Antônio Carlos...

Sertãozinho, Santos e Paysandu.

O Palmeiras finalmente conseguiu ganhar três partidas seguidas em 2010.

Um jogador que merece atenção nesta mudança de rumo é  Pablo Armero.

A sua contratação foi motivo de enorme expectativa.

Não foi o Palmeiras quem pagou dois milhões de dólares para o América de Cali.

Foi a empresa Turbo Sports que o comprou como investimento e usa o clube como vitrine.

Ele foi contratado em dezembro de 2008.

Luxemburgo espalhava a amigos que o Palmeiras havia contratado o melhor lateral esquerdo da América do Sul.

Melhor do que Roberto Carlos.

E com só 22 anos.

Só que Armero esperava encontrar o famoso Palmeiras campeão da Libertadores, várias vezes campeão do Brasi, campeão de São Paulo.

Uma equipe organizada.

Um clube tranquilo para jogar.

O que encontrou foi exatamente o contrário.

Uma equipe pressionada pela própria torcida para ganhar de qualquer maneira a Libertadores.

O técnico que se preocupava mais em se envolver com polêmicas do que cuidar do time.

Não soube se adaptar ao estilo brasileiro.

Se esperava que fosse um ala ofensivo, de chute forte, habilidoso.

Como mostravam os dvds e garantiam os empresários da Turbo Sports.

Só que o vigor físico do colombiano e a falta de orientação o transformaram em uma espécie de peladeiro.

Ele não guardava posição.

Não entendia o que Luxemburgo e Muricy queriam dele.

Sua vontade de ajudar o time pressionado sempre foi tão grande que ele queria estar em todos os lugares do campo.

E foi se complicando.

Errando lances fáceis por pura afobação.

E deu vários gols a times adversários.

A torcida percebeu e começou a pegar no seu pé.

Um colombiano sendo xingado pela própria torcida do time brasileiro que joga foi demais para ele.

No pior momento não teve vergonha.

Depois de ter sido substituído no primeiro tempo do clássico contra o Corinthians, ele chorou no banco de reservas.

Suas lágrimas foram exibidas à exaustão pela tevê brasileira.

E lógico, nesta aldeia global que vivemos, a imagem foi parar na Colômbia, situação desmoralizante para ele.

Deprimido, procurou Muricy e pediu para ficar fora de alguns jogos.

Não tinha condições emocionais para entrar em campo.

Atônito, o treinador atendeu seu pedido.

Na verdade, ele estava louco para voltar à Colômbia, de acordo com conselheiros palmeirenses.

Com a queda de Muricy, chegou Antônio Carlos.

Ele sabia da situação de Armero.

Tratou de conversar francamente com ele.

Disse que seria o seu lateral esquerdo titular se jogasse como lateral esquerdo apenas.

Ele que contivesse o seu vigor físico, sua força, sua capacidade de correr por 180 minutos seguidos.

Foi duro marcando a faixa de campo onde ele deveria atuar.

E acabou.

A partir daí, o futebol de Armero não está uma maravilha.

Mas ele não compromete mais.

Já não se arrisca para justificar a sua contratação.

A comemoração contra o Santos mostrou toda a sua alegria misturada com raiva.

Tentou imitar o amigo Robert e tudo o que conseguiu foi uma tremedeira estranha, lembrando um ataque epilético.

Virou sucesso na Internet.

E ontem os jogadores o homenageram nos gols contra o Paysandu.

Armero sorriu e dançou desengonçado o já famoso Armeration, variação do Rebolation.

Cena inacreditável para quem estava disposto a sumir do Palmeiras há 45 dias.

O time verde e branco começa a se recuperar...