Posts de 16 de março de 2010

Minas Gerais sabe o que representa uma banana?

banana Minas Gerais sabe o que representa uma banana?

Vanderlei Luxemburgo acaba de ser inocentado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais.

Bater no braço dobrado não é um gesto provocativo para os auditores.

Passou a não ser desrespeito.

Não é mais a consagrada banana.

Não foi uma reação impensada diante da torcida do Cruzeiro que o chamava de Luxemburro por perder o clássico.

Foi apenas o treinador mostrando que tem sangue nas veias.

O gestual representando sangue na veia não é com o braço esticado?

Não para os auditores.

A opinião pública, a imprensa, quem viu as imagens...

Todos se enganaram.

Só os quatro auditores que liberaram Luxemburgo estão certos.

Eles sabem muito bem diferenciar bananas de sangue na veia.

São especialistas.

Quem ganhou com este julgamento?

Quem perdeu?

O Campeonato Mineiro, de dois times, não perdeu a sua principal novidade de 2010.

Luxemburgo continuará no banco de reservas do Atlético Mineiro.

Dá prestígio ao torneio de duas única equipes.

Tudo o que aconteceu no Mineirão foi ilusão de ótica, maldade, pelo em ovo.

E assim caminha o futebol brasileiro.

Com bombas caseiras jogadas no vestiário do Vila Nova.

Com o estádio Couto Pereira liberado depois da selvageria do rebaixamento do Coritiba.

Com pedaço do Maracanã despencando no clássico Flamengo e Vasco.

Com jogadores do Paulista sendo obrigados a pisar em cacos de vidros por um especialista em auto ajuda.

Com os funcionários do Paraná Clube sem receber um tostão desde dezembro de 2009.

Mortos em São Paulo e no Rio de Janeiro por brigas entre torcidas.

Este é o futebol de 2010, ano de Copa do Mundo.

Bananas para o bom senso, para a responsabilidade...

Ou melhor: sangue na veia para o bom senso, para a responsabilidade...

O Vasco já procura um treinador para substituir Mancini…

cadeira O Vasco já procura um treinador para substituir Mancini...

Dodô será reserva contra o ASA de Arapiraca, amanhã, em Alagoas.

Essa foi a punição, supostamente dada, pelo técnico Mancini pelo atacante o ter desobedecido no domingo.

Contra o Flamengo, Dodô bateu mal um pênalti contra o Flamengo.

Bruno defendeu sem esforço.

Houve outro pênalti e Mancini mandou Jéferson cobrar.

Dodô percebeu a ordem do treinador.

Mas não se importou.

Pegou a bola e bateu de novo.

Outra vez Bruno defendeu.

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, ficou chocado com a cena.

Não entendeu a quebra pública de hierarquia.

A falta de respeito ao comando de Mancini.

Os jogadores não interferiram em favor do técnico.

Não há uma relação de parceria, de grande amizade, de profundo envolvimento com o trabalho de Mancini.

Como havia com Dorival Júnior.

A comparação é óbvia e explica muita coisa que está acontecendo no Vasco.

Dorival foi claro do início ao final do seu trabalho.

Sério, muitas vezes duro.

Sempre fez questão de enfatizar que era ele o comandante, o chefe.

Foi assim que conseguiu controlar Carlos Alberto e fazer com que jogasse pelo grupo.

E não por ele, como fazia há anos, por todo clube que passava.

Seu relacionamento com os jogadores era de muito respeito por parte dos comandados.

Foi assim durante toda a Série B.

Quando Dorival não teve a promessa de Dinamite, de um Centro de Treinamento digno da força do Vasco, ele procurou outro lugar para trabalhar.

Passou a negociar com o Grêmio e com o Santos.

 Foi a desculpa ideal para o presidente vascaíno dizer que não o queria mais.

Só que, no íntimo, ele sabia que a falta de recursos financeiros o fizeram tentar enrolar o ex-treinador.

Não poderia dar o CT que Dorival tanto pedia.

As queixas com Mancini crescem a cada dia.

O time não tem um padrão tático definido.

Tem conseguido vitórias longe de serem convincentes diante de adversários fraquíssimos.

Mas o que pega internamente é o relacionamento dele com os jogadores.

Tudo é feito de maneira sigilosa, escondida.

Élton passou a treinar sozinho, longe do grupo.

Dizem que ele contestou o treinador, a maneira com que o Vasco estava jogando.

Mas não há confirmação porque Mancini não fala sobre o assunto.

No sábado, o treinador aceitou conversar sobre a maneira com que o time iria enfrentar o Flamengo.

Aceitou falar com torcedores organizados vascaínos.

Falou pouco e ouviu muito, inclusive broncas.

Havia jogadores com Mancini.

A situação do treinador no Vasco é muito desconfortável.

A direção do clube já pensa em trocá-lo para o Brasileiro.

O vice de futebol José Hamilton Mandarino faz o seu papel neste eterno teatro quando o clube quer trocar de treinador: o defender publicamente.

Mas vários conselheiros vascaínos sabem que ele só está ganhando tempo para escolher um outro nome com calma.

Tentar esperar pelo fim do Carioca.

Só que se houver alguma surpresa amanhã à tarde contra o Asa, tudo pode se precipitar.

Mancini era um dos jovens treinadores mais promissores do futebol brasileiro.

Ganhou a Copa do Brasil com o pequeno Paulista de Jundiaí, onde sua palavra era ordem.

Mas nos clubes grandes do País tem se perdido por não saber se impor.

Já foi assim no Santos, no Vitória e agora no Vasco.

Ele não pode reclamar de falta de chances na vida.

Uma pena.

Quanto a Dodô, infelizmente continua o mesmo.

Um artilheiro que só pensa nele, no seu ego...

Neymar não pode virar mais um menino mimado…

bebed Neymar não pode virar mais um menino mimado...

Pai.

Vagner Ribeiro.

Dorival Júnior.

Neymar ontem recebeu broncas enormes das pessoas que estão cuidando da sua carreira.

Em vez dos elogios, das passadas de mão na cabeça, o jogador sentiu que pode ser bem desagradável ser jogador.

O trio que tenta orientar o garoto ficou, cada um a sua maneira, irritado com a expulsão contra o Palmeiras.

Ainda mais pelos palavrões que  falou ao árbitro Antônio Rogério Batista do Prado.

Além de ter prejudicado o Santos no clássico contra o Palmeiras sendo expulso, poderá ser suspenso.

Foi a primeira vez que Neymar foi recriminado.

No dia seguinte ao chapéu que deu em Chicão do Corinthians, com a bola parada, ninguém o contestou.

O Santos havia vencido por 2 a 1.

Com a inesperada derrota para o Palmeiras em casa, a sua expulsão ficou inaceitável.

A argumentação dele de que Pierre deveria ter sido expulso antes não comove.

O problema é ele se comportar como um menino mimado e dar um pontapé por trás, de raiva.

Pedindo o cartão vermelho.

E ainda mandar o árbitro tomar no..., como se fosse uma discussão boba no colégio.

Hoje ninguém está sorrindo para Neymar.

Ele sente o gosto amargo na boca da bronca.

Amadurecer é doído.

É aprender a ouvir não.

Ser contrariado.

Ninguém gosta.

Mesmo se for privilegiado com um enorme talento para jogar futebol como Neymar.

Ele vai aprender.

Tem de aprender.

Vai depender dele se será de uma maneira simples.

Ou precisará apanhar muito para entender que, apesar da habilidade incomum, o mundo não vai se dobrar quando se sentir contrariado?

E vai desperdiçar tempo e dinheiro pensando que está acima do bem e do mal, como, por exemplo, Edmundo?

Está na hora do pai, Dorival Júnior e o empresário Vagner Ribeiro, colocarem Neymar na direção certa.

Colocarem limites antes que ele pense que pode tudo.

Exatamente como uma criança.

A hora é esta...

Bomba caseira no vestiário do time adversário. Nova moda das organizadas em Goiás…

homens armados blog1 Bomba caseira no vestiário do time adversário. Nova moda das organizadas em Goiás...

O Coritiba se beneficiou da estúpida mudança da legislação.

A pena máxima de interdição de um estádio de futebol no Brasil é de dez jogos.

Aconteça o que acontecer.

Ninguém tem o direito de se equecer da selvageria que a torcida organizada do Coritiba fez no ano passado.

Quando, após o rebaixamento do time para a Série B, invadiu o campo.

Com toda facilidade.

Os policiais protegeram os jogadores e sofreram graves agressões.

As imagens rodaram o mundo e envergonharam o Brasil, mais uma vez.

A pena de 30 partidas era exemplar.

Mas os advogados e a tosca mudança na legislação permitiram a redução da pena.

E mais, ela só vale para o Brasileiro.

Os jogos pelo Paranaense estão acontecendo normalmente no Couto Pereira.

O exemplo de impunidade estimula.

No final de semana em Goiás mais um ato de selvageria.

Ainda mais bizarro.

A torcida organizada do Canedense não aceitou a derrota por 2 a 1.

E  jogou uma bomba caseira dentro do vestiário do Vila Nova.

A bomba machucou jogadores. 

O zagueiro Marcelo foi parar no hospital.

A situação provocou a reação imediata do time.

Os atletas saíram para brigar com a torcida organizada.

As imagens foram registradas pela tevê.

A cúpula da Federação Goiana diz que vai analisar o que fará.

Até agora ninguém parou para pensar como os torcedores conseguiram chegar no vestiário do Vila Nova.

Por que a torcida teve livre acesso a lugares que deveriam estar protegidos no estádio Senador Canedo?

Assim como a torcida do Coritiba conseguiu subir ao gramado?

Como a torcida organizada do Palmeiras jogou gás no vestiário do São Paulo no Palestra Itália?

A impunidade estimula.

Os torcedores vão ficando cada vez mais ousados, irresponsáveis, sem limites.

E se matando todos os dias.

No final de semana morreu um no Rio de Janeiro em uma briga entre flamenguistas e vascaínos.

Mas isso não é mais notícia.

É corriqueiro demais.

Uma vida?

O que é uma vida a mais ou a menos para quem comanda uma cidade, um estado, um país?

Gás, pedras, paus e agora bombas caseiras.

Talvez no dia em que eles disparem metralhadoras nos jogadores alguém com poder neste país acorde.

Bomba caseira é muito leve...

Marcos: as dores podem levá-lo a encerrar a carreira em dezembro…

marcos Marcos: as dores podem levá lo a encerrar a carreira em dezembro...

Marcos não embarcou para enfrentar o Paysandu pela Copa do Brasil.

Reclamou de dores nos joelhos.

Bem ao seu estilo, brincou com os médicos dizendo que são dores generalizadas, de um jogador em final de carreira.

Por trás da brincadeira há uma verdade.

Marcos começa a não suportar mais as dores de um goleiro em um clube de elite.

Ele vai completar 37 anos em agosto.

Desde 1992 é goleiro do Palmeiras, a primeira e única equipe na carreira.

Ele tem uma carreira fantástica.

Ganhou quase tudo pelo clube verde e branco.

De torneio Naranja a Maria Quitéria.

Rio-São Paulo, Paulistas, Copa do Brasil, Libertadores.

Perdeu a decisão do Mundial Interclubes para o Manchester United, partida pela qual se culpa até hoje.

Em compensação virou santo para os torcedores por ter sido o principal personagem em duas eliminações do Corinthians da Libertadores.

Foi campeão do mundo.

Só passou a ser valorizado financeiramente no Palmeiras graças a Kia Joorabchian.

Sim, ele mesmo.

O homem da MSI.

O iraniano ofereceu um salário gigantesco para Marcos trocar o Palestra Itália pelo Parque São Jorge.

Ele iria em 2006 para disputar a Libertadores em que a torcida corintiana quase demoliu o Pacaembu.

Marcos pensou, pensou, levou a proposta até a diretoria palmeirense.

E aconteceu o óbvio: teve um significativo aumento.

Era o que queria.

"Se eu for para o Corinthians, a torcida do Palmeiras me mata.

Eu não iria me sentir bem nunca", justificou Marcos para o atônito Kia que já comemorava a contratação.

Ainda mais depois que soube que o goleiro teve aumento mas continuou ganhando bem menos do que receberia no Corinthians.

O Palmeiras também tentou 'se livrar' de Marcos.

Em 2003 o clube acertou até as bases com o Arsenal.

Por 4 milhões de dólares, ele seria companheiro de Gilberto Silva e de Edu.

Mas o destino e a mão direita disseram não.

O departamento médico do Arsenal vetou Marcos por causa de uma lesão na mão direita.

O goleiro não insistiu, porque não estava interessado em jogar na Inglaterra.

"Mas eu tive essa lesão a vida toda.

Nunca me atrapalhou.

Se eu fosse costureira estaria ferrado.

Mas sou goleiro.

A lesão dói mas não atrapalha", disse, na época, a este jornalista.

Depois dela, Marcos teve inúmeras outras contusões.

 Em 1997  foram  canela e tornozelo esquerdos.
Em 2000, o punho esquerdo e o polegar direito.
Já em 2001 , o dedo mínimo direito
2003 , problemas respiratórios, quadril, abdome, coxa e pé direito.
No ano seguinte, o polegar esquerdo, punho esquerdo.
2005 - Punho e dedo anelar esquerdo
2006 - Coxa direita e ombro direito
2007 - Fratura no braço esquerdo.

Desde então, ele convive com dores musculares e nos joelhos.

O que aconteceu na semana passada, antes da partida contra o Santos, quando tomou infiltração para jogar, é recorrente.

Ele vive com dores.

Quando elas são mais fortes, ele passa um período recolhido, irritado.

Marcos sente que elas começam a ser frequentes demais.

E por isso a chance de parar no final do ano é real.

Não por sua irritação com o seu time.

Mas pelas dores mesmo.

Ele brinca, dizendo que deseja parar e não ser 'parado' no Palmeiras.

E também encerrar a carreira por cima, para deixar saudade.

Não sendo um peso para o time.

Esta é a situação do maior goleiro da gloriosa história de goleiros do Palmeiras.

Ele nunca pensou tão sério em parar com o futebol...