Publicado em 16/03/2010 às 21h49
Minas Gerais sabe o que representa uma banana?

Vanderlei Luxemburgo acaba de ser inocentado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais.
Bater no braço dobrado não é um gesto provocativo para os auditores.
Passou a não ser desrespeito.
Não é mais a consagrada banana.
Não foi uma reação impensada diante da torcida do Cruzeiro que o chamava de Luxemburro por perder o clássico.
Foi apenas o treinador mostrando que tem sangue nas veias.
O gestual representando sangue na veia não é com o braço esticado?
Não para os auditores.
A opinião pública, a imprensa, quem viu as imagens...
Todos se enganaram.
Só os quatro auditores que liberaram Luxemburgo estão certos.
Eles sabem muito bem diferenciar bananas de sangue na veia.
São especialistas.
Quem ganhou com este julgamento?
Quem perdeu?
O Campeonato Mineiro, de dois times, não perdeu a sua principal novidade de 2010.
Luxemburgo continuará no banco de reservas do Atlético Mineiro.
Dá prestígio ao torneio de duas única equipes.
Tudo o que aconteceu no Mineirão foi ilusão de ótica, maldade, pelo em ovo.
E assim caminha o futebol brasileiro.
Com bombas caseiras jogadas no vestiário do Vila Nova.
Com o estádio Couto Pereira liberado depois da selvageria do rebaixamento do Coritiba.
Com pedaço do Maracanã despencando no clássico Flamengo e Vasco.
Com jogadores do Paulista sendo obrigados a pisar em cacos de vidros por um especialista em auto ajuda.
Com os funcionários do Paraná Clube sem receber um tostão desde dezembro de 2009.
Mortos em São Paulo e no Rio de Janeiro por brigas entre torcidas.
Este é o futebol de 2010, ano de Copa do Mundo.
Bananas para o bom senso, para a responsabilidade...
Ou melhor: sangue na veia para o bom senso, para a responsabilidade...
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