Posts de 11 de março de 2010

Quem tem o direito de criticar Washington? Seus gols lhe dão sempre razão…

guerreiro Quem tem o direito de criticar Washington? Seus gols lhe dão sempre razão...

A última vez que o blog citou Washington foi para recomendar uma parada ao artilheiro.

Ele estava perdendo gols demais.

Debaixo das traves.

Irritando até os seus parentes.

Dirigentes, jogadores e até Milton Cruz achavam que um tempinho treinando faria bem.

Mas não Ricardo Gomes.

Ele voltou do seu afastamento forçado pelo acidente vascular cerebral.

E o treinador não quis saber de tirar Washington do time.

De jeito nenhum.

Falou para o jogador que confiava nele.

É o seu titular e ponto final.

Washington foi para a partida contra a Ponte Preta com novo ânimo.

Mais confiante.

Continuou perdendo gols, mas parecia diferente.

Não se enervava mais.

Sabia que tinha apoio no banco de reservas.

Marcou contra o time que lhe projeção dois gols.

Não comemorou por respeito.

Todos se calaram diante do artilheiro.

Inclusive este blog.

E a partida contra o Nacional, no Paraguai.

Oportunista como um garoto, Washington acaba de marcar mais gols.

Chega à impressionante marca de nove gols em 12 partidas em 2010.

Como questionar seu futebol caneludo?

Sua precipitação?

Seu egoísmo?

O gol dá sempre razão ao criticado.

E Washington é mais do que especialista em marcar.

Vai continuar perdendo.

Sendo xingado pela própria torcida do São Paulo de 'boneco de Olinda'.

Os tempos de Coração Valente ficaram para trás.

Esta relação de amor e ódio vai perpetuar.

A torcida do São Paulo é exigente.

Já viu inúmeros jogadores mais refinados no ataque do seu time de coração.

Mas já aprendeu que não pode virar definitivamente as costas quando a bola sobrar para Washington.

Nem comemorar antecipadamente.

Nunca se sabe com certeza o que ele irá fazer.

Nos últimos jogos tem decidido para o São Paulo.

Então, só resta aplaudir.

Até porque ele já ouviu todos os palavrões possíveis da própria torcida tricolor.

Esta noite foi dele.

A vitória na Libertadores conquistada no Paraguai tem a sua marca..

Quem é esse jogador de trancinhas do Flamengo? Algum palmeirense o reconhece?

outra Quem é esse jogador de trancinhas do Flamengo? Algum palmeirense o reconhece?

Incrível.

Inacreditável.

Ilusão de ótica.

Quem acompanhou Flamengo e Caracas deve ter pensado: quem será que é esse atacante que a Patricia Amorim contratou?

Ele dá carrinho ajudando na marcação.

Orienta volantes, zagueiros.

Peita rivais.

Chama o jogo.

Procura a tabela.

Joga para o grupo.

Seu calção sai rasgado, frut0 dos carrinhos que deu para retomar a bola para o time.

E ainda faz gols...

Mas é estranho.

Ele tem trancinhas.

O Palmeiras tinha um jogador parecido.

Bem parecido.

Mas ele era omisso.

Egoísta.

Só tinha uma jogada.

Pegava a bola de costas para o gol e tentava decidir tudo sozinho.

E era extremamente mal humorado.

Desde que não fosse para falar com ex-misses, ele fugia de entrevistas.

Não, não pode ser.

No Rio de Janeiro, esse jogador dá entrevista até para o ascensorista na Gávea.

Vagner Love é outra pessoa no Flamengo.

Não tem a omissão dos tempos do Palmeiras.

Seu comportamento no Rio de Janeiro faz dirigente palmeirense tomar anti-ácido de tanta raiva, pensando em tudo o que ele poderia ter feito no Palestra Itália.

Este exemplo fica para quem não acredita que existem jogadores que só atuam bem quando querem...

Ronaldo precisa ir para o banco de reservas. O Corinthians está jogando com dez…

gordo Ronaldo precisa ir para o banco de reservas. O Corinthians está jogando com dez...

Todo corintiano de verdade ontem torceu primeiro pelo time.

Depois por Ronaldo.

O talentoso atacante iria calar a boca dos críticos.

Daqueles que insistem em ver a sua barriga alta, querendo se livrar da camisa agarrada.

Ele teve na Colômbia um tratamento digno dos melhores tempos da carreira.

Foi tratado em Bogotá com o respeito de um chefe de estado.

Um Hugo Chaves careca.

Soldados brigavam por uma foto a seu lado.

Os jornalistas colombianos vibravam com figura tão importante no gramado do El Campin.

Torcedores de outras equipes de Bogotá foram ao estádio para ver de perto 'El Fenomeno'.

Mas bastou o jogo contra o Independiente de Medellin começar e surgiu o constrangimento.

Ronaldo não conseguia correr.

Pesado como um veterano, foi facilmente domado pelos zagueiros colombianos.

Bem ao contrário  do que acontece no Campeonato Paulista, os adversários não pediram licença ou autógrafo ao jogador.

Entravam para valer nas bolas divididas.

Se jogando no nível do mar Ronaldo tem dificuldade, a 2.500 metros foi uma figura triste.

Era como se o Corinthians atuasse com um jogador a menos.

Com dez atletas.

Não fosse Ronaldo, Mano já o teria sacado nos primeiros 15 minutos de partida.

Ficou fazendo número, um clone bem engordado de si próprio até a metade do segundo tempo.

Souza, logo ele..., foi muito mais produtivo ao time do que Ronaldo.

Os corintianos vibraram com o empate.

O golaço de Dentinho.

As falhas do sistema de marcação.

A melhora no futebol de Roberto Carlos.

Os quatro  pontos em dois jogos.

Tudo isso será comentado a valer.

Principalmente nos canais ufanistas de televisão, que vivem às custas do Corinthians e, principalmente, dos corintianos.

Da atuação pífia, fraquíssima de Ronaldo não vale a pena comentar.

Não se ataca a galinha dos ovos de ouro.

Quem traz audiência.

Mas a situação está complicada.

Nesta primeira fase, tudo se aceita.

Mas seguir disputando a Libertadores com um jogador a menos, desde o começo da partida, ninguém consegue.

Ronaldo precisa entrar em forma de uma vez.

Ou então ir para o banco de reservas para atuar 15 minutos, o que aguenta, em alto nível.

Deixá-lo em campo por ser Ronaldo, esperando uma jogada genial, é pensar pequeno.

É ficar de joelho diante do passado.

É não querer enxergar o presente.

Fazer de conta que não existe barriga...

Que ele não respira com enorme dificuldade...

Ele pode estar gordo, estar maltratando seu corpo que deveria ser de um atleta...

Mas Ronaldo é um guerreiro, isso ninguém pode negar.

Só que precisa entrar em forma.

Ou ir para o banco de reservas.

Coragem, Mano Menezes...

O Corinthians esperou tanto por esse centenário...

Não pode entrar em campo com dez jogadores.

Ou Ronaldo é mais importante do que o próprio Corinthians?

E ninguém tem coragem de apontar o banco de reservas para ele?

Como o Real Madrid e o Milan já fizeram?

Assessor de Kaká chama Pellegrini de covarde. Esposa do jogador coloca no Orkut a declaração. Sites espanhóis reproduzem. E agora?

livro Assessor de Kaká chama Pellegrini de covarde. Esposa do jogador coloca no Orkut a declaração. Sites espanhóis reproduzem. E agora?

Um dos motivos da queda de Vanderlei Luxemburgo do Real Madrid foi Paulo Campos.

O seu auxiliar técnico.

Ele deu uma entrevista à rádio Bandeirantes e foi sincero demais.

Disse que Guti havia simulado uma contratura para não jogar.

No português claro: amarelou.

A declaração teve um poder muito maior do que o de uma bomba.

O time não conseguia bons resultados com Luxemburgo.

Guti é ainda hoje um dos líderes da panela dos espanhóis que domina o time.

Os espanhóis se voltaram contra Luxemburgo, já que consideraram que ele estava por trás das palavras de Campos.

Consideraram uma traição.

E Luxemburgo caiu.

A história vale a pena ser relembrada.

Porque o assessor de imprensa de Kaká, Diogo Kotscho, usou o twitter para atacar o treinador Manuel Pellegrini.

Ele substituiu o brasileiro aos 30 minutos do segundo tempo.

"Técnico covarde sempre tira um jogador cobrado para tentar desviar o foco de sua própria incompetência."

A mulher de Kaká, Caroline, reproduziu o que Kotscho disse no seu Orkut.

Os principais sites espanhóis já estampam em manchete a declaração de Kotcho.

E elas irão refletir no Real Madrid.

De sã consciência, ninguém pode imaginar na Espanha que o assessor tenha escrito por livre e espontânea vontade.

Todos acreditam que Kaká está por trás.

Mas não é verdade.

Kotscho é sobrinho do jornalista político Ricardo Kotscho.

Ele é espontâneo.

Protege Kaká mais do que um cão de guarda.

Em Londres ele foi de jornalista a jornalista explicando que Kaká estaria livre da pubalgia.

E que o mau futebol do meia seriam problemas normais de adaptação ao futebol espanhol.

Diogo vai além para proteger o meia.

Deixa de falar ou atender telefonemas de quem tem coragem de criticar Kaká.

Erra ao reservar entrevistas de Kaká apenas a quem confia ou é tiete do jogador.

Mas cuida como pode, como acha que deveria.

Ele tem profunda amizade com o meia.

Kotscho também assessora Neymar e Ganso, com muito prazer, já que é santista fanático.

Só que ele tem uma mania que agora se mostra terrível.

O twitter.

Ele não cansa de postar.

As mensagens surgem a cada instante.

É um vício perigoso de que ele nunca se deu conta.

Como ficou provado após a eliminação do Real Madrid ontem.

Kotscho tem todo o direito de se manifestar como cidadão.

Mas como assessor de imprensa de um jogador tão importante, ele precisa ter muito mais cuidado.

Ele fez o contrário do que o seu tio tanto ensina.

O jornalista ficou mais importante do que a notícia.

E agora vai ter de arcar com as consequências.

Porque elas virão.

Ou melhor, já vieram.

Para ele e para Kaká, que já passa um péssimo momento no Real Madrid.

Saiu vaiado ontem do Santiago Bernabeu.

O twitter de Diogo era tudo o que ele não precisava...

O Flamengo mostrou que não é a casa da noiva Joana…

rrr 636x1023 O Flamengo mostrou que não é a casa da noiva Joana...

A festa nos vestiários do Flamengo na Venezuela tinha motivo.

E ia muito além da vitória por 3 a 1 diante do Caracas.

A comemoração foi enorme, mais do que o normal.

Tinha motivo.

Foi como os jogadores e Andrade tivessem descoberto que existe vida sem Adriano.

Sem o atacante que está oito quilos acima do peso, a equipe teve de apelar para a solidariedade.

Com um jogador a menos, expulsão infantil de Toró, que não aceitou ser driblado e tomou o segundo cartão amarelo.

O Flamengo passou sufoco, mas foi compacto.

Os jogadores se doaram para compensar o time estar com um a menos desde o início do segundo tempo.

E a empolgação do time adversário empurrado pela torcida.

A saída mortal veio nos contragolpes em velocidade.

O Flamengo buscou a vitória, os três pontos, na alma, como tem de ser na Libertadores.

Um exemplo foi a entrada de Ronaldo Angelim no lugar de Petkovic.

Vagner Love marcou dois gols e mostrou que não depende de Adriano para respirar, como muitas vezes pensa.

Por falar em Adriano, ele ficou no Rio jogando futevôlei e chutando bolas ao gol na Gávea.

Talvez seja um novo método para perder os oito quilos que o departamento físico do Flamengo desenvolveu.

Está mais do que na hora dos dirigentes acordarem e cobrarem Adriano a postura de um jogador de verdade.

O clube está disputando a sonhada Libertadores.

Precisa do seu ídolo em campo, em forma.

Não com um comportamento de santo, que isso nunca irá acontecer.

Mas talvez seguindo o conselho de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF.

Sendo muito mais feliz do que o médico Runco que disse que beber não prejudica o atleta.

E foi além, perguntando qual jogador não bebe, como se fosse um mérito dos atletas.

"Beber uma cervejinha não vejo problema nenhum.

O que não pode é beber um engradado", disse Teixeira.

O presidente da CBF foi no caminho do vice Marcos Braz.

Ele disse que Adriano não consegue parar depois de começar.

Mas o que importa hoje é que Adriano está treinando.

O clube venceu por 3 a 1 na Venezuela.

O Flamengo está dando mostras que está se esforçando para não ser o que parecia.

A casa da noiva Joana...

No 10 a 0 de ontem, o Santos lembrou que não existe dó no futebol…

quibe No 10 a 0 de ontem, o Santos lembrou que não existe dó no futebol...

"Não existe dó no futebol.

Se der para ganhar de dez é para ganhar de dez.

No futebol não existe dó."

As frases não são de Robinho, Neymar ou Ganso.

São de Pelé.

O melhor jogador de todos os tempos sempre justificou as goleadas que o Santos aplicava sem pena.

Dizia que era até uma questão de respeito não só ao adversário, mas aos grandes times que o destino colocou na Vila Belmiro.

Isso talvez alivie o constrangimento de quem assistiu à fantástica goleada santista de ontem à noite.

O pobre Naviraiense, campeão do Mato Grosso do Sul, perdeu por 10 a 0.

Mas poderia ser 13, 15, 18...

Além de todo o desnível técnico, o que chamou a atenção foi a postura do time de Dorival Júnior.

Bem ao contrário da postura corporativista do jogador de futebol atual.

Quando uma equipe começa a golear a outra, costuma 'tirar o pé', na gíria do atleta.

Ou seja: diminuir o ritmo.

O pensamento que domina a todos costuma ser: "4 a 0 está bom. Para que humilhar?"

Só que Pelé definiu bem.

Não é humilhação, é futebol.

É superioridade.

Respeito à própria torcida.

Uma homenagem ao poder do próprio time.

A equipe do Naviraiense comemorou muito ter perdido apenas por 1 a 0 na partida de ida pela Copa do Brasil.

Os jogadores vieram a Santos e alguns deles entraram no mar pela primeira vez, lógico que diante das câmeras da tevê.

Não sabiam do massacre que sofreriam.

Que poderia quebrar o recorde dos 12 a 1 sofridos pelo Ypiranga, em 1927, e pela Ponte Preta, em 1959.

Os meninos tentaram.

Só não conseguiram.

Mas a festa dos 10 a 0 ficará para sempre na memória de quem esteve em campo.

Ou teve o privilégio de assistir.

E foi muito mais do que um passeio de um clube grande, estruturado, com jogadores com nível de seleção brasileira contra uma equipe muito mais fraca física, técnica e financeiramente.

Foi a vitória da filosofia ambiciosa de buscar os gols.

De aproveitar ao máximo o próprio potencial.

O Santos de Robinho, de Neymar, de Ganso, de André, apenas foi um time de futebol.

E que colocou em prática a própria força.

Sem dó, sem pena.

Não fez mal a ninguém.

Apenas jogou futebol.

Que venha o Remo...