Posts de março/2010

Jorge Fossati luta para não dar hoje o último suspiro no Internacional…

abel1 Jorge Fossati luta para não dar hoje o último suspiro no Internacional...

Jorge Fossati está envergonhado.

Depois de passagens pífias como jogador no futebol brasileiro, sonhava em se impor como treinador.

"No país que onde o futebol realmente nasceu", brincava com jornalistas brasileiros que o entrevistaram quando era treinador do Uruguai.

Inclusive este responsável pelo blog.

Estava nítido em cada frase, falada em português, que ele fazia questão de falar, o seu desejo de treinar um clube grande brasileiro.

Ele esteve para assumir o Palmeiras em uma indicação de Luiz Felipe Scolari.

Mas o ex-presidente Afonso Della Monica escolheu Luxemburgo.

Fossati chegou ao Inter acreditando que a diretoria, a torcida e a imprensa soubessem o que ele poderia oferecer.

Ele se especializou em montar equipes competitivas, rápidas nos contragolpes.

Sempre teve nas mãos mais rapidez e agilidade do que talento.

E no Internacional encontrou um time com jogadores acostumados a dribles, a cadenciar a partida.

Foi um choque quando ele começou a escalar o time apenas com um atacante fixo.

3-6-1 para o milionário elenco montado por Fernando Carvalho?

O Internacional tentaria ganhar a Libertadores com a LDU?, perguntam os irritados conselheiros.

Os jogadores também não entendiam tanta cautela.

Ainda mais por que quem enfrenta o time colorado abre mão da iniciativa.

Então como contragolpear se o adversário não ataca?

Fossati foi teimoso na sua tese de preenchimento de espaço até quando pôde.

Sentindo os olhares de decepção e a maneira fria com que passou a ser tratado em Porto Alegre, ele mudou.

Resolveu soltar as rédeas do time.

Mas sem estrutura defensiva.

Foi pior.

Colocar dois, três atacantes fíxos mexeu com toda estrutura tática da equipe.

Ficou vulnerável demais.

E vieram os vexames.

Já são seis partidas sem vitória.

Seis.

Com direito a apanhar do São José, do Caxias.

Nem Jó teria tanta paciência como a direção do Inter.

Mas ela acabou.

Ou Fossati começa a justificar a sua contratação hoje, com uma vitória convincente diante do Cerro do Uruguai, ou pode começar a dobrar bem suas camisas e calças e fazer as malas.

O técnico uruguaio apelou para a velha tática de quem pode perder o emprego.

Fechou os treinamentos e incutiu na cabeça de seus jogadores que todos estão contra eles.

Desde o homem que vende churrasco na entrada do estádio, Marcelo Dourado, Xuxa e a imprensa.

Melhor a síndrome de perseguição do que admitir que suas convicções de futebol não estão dando certo no Brasil.

A sua sorte é que o elenco do Internacional é muito bom.

Até porque não foram todos os jogadores que ficaram encantados com seu jeito seco de ser.

Uma pena para quem o conheceu tão esperançoso, tão desejoso de trabalhar no 'país onde o futebol realmente nasceu'.

Talvez ainda dê tempo para que Fossati se salve no cargo.

Talvez ganhe uma sobrevida hoje.

Mas se for verdade que é a primeira impressão é a que fica...

Será muito útil Fernando Carvalho não ter jogado fora os telefones de Muricy e Abel Braga...

Juvenal Juvêncio. “Não demito o Ricardo Gomes. Podem fazer a pressão que quiser.”

yye Juvenal Juvêncio. Não demito o Ricardo Gomes. Podem fazer a pressão que quiser.

Quem acredita em Juvenal Juvêncio e não gosta de Ricardo Gomes pode começar a se preocupar.

Ele faz questão de deixar claro nas decisões mais delicadas do clube que o regime é presidencialista.

Ou seja: é Juvenal quem manda, quem dá a última palavra.

E ele resolveu dar as suas costas largas para proteger 'o Francês', maldoso apelido com que alguns conselheiros chamam Ricardo Gomes.

Com as derrotas em todos os clássicos paulistas, contra Corinthians, Santos, Portuguesa e até o Palmeiras atual, a pressão para a demissão do 'francês" chegou ao seu grau mais alto.

Há quem garanta que uma derrota diante do Monterrey hoje poderia custar a cabeça do treinador.

"O Ricardo Gomes não vai sair de jeito nenhum. Podem fazer a pressão que quiser", garantiu o presidente a um assessor próximo.

"Quem escolhe o técnico do São Paulo sou eu. E ele vai ficar."

Juvenal foi além dizendo que o contrato do treinador vence em agosto e ele pode até antecipar a renovação.

Para o centralizador dirigente do São Paulo, o problema no clube e com Ricardo foi um só: a sua ausência.

Juvenal ainda luta como um mouro.

Tenta garantir o Morumbi abrindo a Copa de 2014.

E  fazendo uma semifinal, com a presença do Brasil, se o time chegar lá, ele acredita que deixou Ricardo 'muito solto'.

Desprotegido.

Juvenal, acredita que seu treinador é educado demais.

A maior prova foi a indisciplina de Cicinho.

O lateral já teve de ouvir uma enorme dura do mandatário.

Juvenal ficou possesso ao saber que o lateral estava insatisfeito com o treinador por colocá-lo na reserva.

E ouviu que no São Paulo há hierarquia e se não a quisesse respeitar, poderia sair do São Paulo.

Bastou.

Juvenal tem enfrentado até alguns conselheiros importantes que defendiam a volta de Muricy Ramalho.

Ele acredita que estão muito recentes os episódios que culminaram com a sua demissão.

E sabe que vices presidentes brigaram e não toleram nem falar o nome do ex-treinador.

Já Ricardo Gomes é muito bem relacionado com a cúpula que comanda o clube.

Mas o presidente também quer resultados.

Ele disse a amigos que não se importa de verdade com o Campeonato Paulista de Marco Polo del Nero.

Quer a reação imediata na Libertadores.

Ricardo Gomes pode ser educado demais, tranqüilo, mas está longe de ser burro.

Ele sabe que tem a necessidade de fazer o clube se classificar em primeiro na fácil chave em que caiu.

A partida de hoje no México não decide a sua vida no Morumbi.

Mas é excelente para ganhar moral e servir como resposta a este apoio escancarado de Juvenal Juvêncio.

Ele pode acenar com a renovação antecipada.

Mas, matreiro, vai sim esperar para ver se o time se estabiliza e se firma com Ricardo Gomes.

Principalmente na Libertadores.

O dirigente falou ao técnico para não se importar com críticas e boatos de demissão.

Foi firme, disse que quem põe e coloca treinador é ele, apenas ele.

Resumo da ópera: Juvenal mostrou que no São Paulo tem uma pessoa que manda.

E essa pessoa se chama Juvenal Juvêncio...

Quem vazou o atraso no direito de imagem do Palmeiras? E por quê?

salvarcomo Quem vazou o atraso no direito de imagem do Palmeiras? E por quê?

O clima no Palmeiras consegue ficar pior a cada dia.

Com a revelação de que o time está quase com três meses de direito de imagem atrasado, os jogadores não ficaram contentes, como poderia se esperar.

Esse truque é utilizado há milhares de anos.

Quando uma equipe está atrasando salários, um jogador procurar um repórter e 'em off' fala sobre a dívida.

Só que no Palmeiras, eliminado das semifinais do Paulista, isso não aconteceu.

Os atletas têm a certeza de que foi gente da diretoria que deixou vazar essa informação.

O motivo?

Repassar a culpa sobre o fracasso do time para os jogadores, que  seriam 'mercenários'.

E fazer os torcedores acreditarem que a equipe está tendo resultados ridículos por má vontade, descontentamento com a falta de dinheiro.

Há a certeza de que a pressionada diretoria arrumou uma maneira de fugir do centro das críticas.

O presidente Belluzzo não recebeu quatro balas de revólver e ameaça de morte?

Todos desconfiam de todos.

E quem pode procura arrumar uma maneira de sair.

Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre devem trocar de continente na janela do meio do ano.

A reformulação está acontecendo de maneira gradativa e silenciosa.

A filosofia do endividado Palmeiras, que atrasa direitos de imagem aos seus atletas relembra uma prática utilizada pelo ex-presidente Mustafá Contursi.

A odiada filosofia do bom e barato.

Não faz parte do planejamento grandes estrelas para o Brasileiro.

Se o time já não for rebaixado, o técnico Antônio Carlos já estará no lucro.

Isso se ele continuar no clube.

Há uma corrente forte que exige a troca assim que o Paulista acabar.

É muito triste o que está acontecendo com o Palmeiras...

Filho do presidente compara São Paulo a bando de gays. Quem tem coragem de punir o filho do Lula?

lula Filho do presidente compara São Paulo a bando de gays. Quem tem coragem de punir o filho do Lula?

A cada dia uma supresa, uma decepção.

As pessoas não têm noção.

Não se importam.

Se acham acima do bem e do mal.

Porque sabem que internet, twitter, facebook, e-mail hoje em dia é como uma carta assinada e com firma registrada.

Depois da desventura do diretor comercial da Locaweb tripudiar a derrota do São Paulo, clube que sua empresa patrocina, agora chegou a vez do filho do presidente da República.

Luís Cláudio Lula da Silva é auxiliar de preparação física do Corinthians.

E no seu twitter ironizou o rival tricolor.

Apelou feio.

"Olha, contaram uma piada para mim.

Não achei a menor graça.

Amanhã tem Monterrey contra um bando de gay...que pecado rs rs"

A diretoria do São Paulo ficou constrangida, ofendida.

Promete responder.

O presidente Juvenal Juvencio quando soube nem acreditou.

Mandou verificar a veracidade.

E era sim o filho do presidente da República tripudiando o clube, inclusive onde trabalhou.

Uma agressão boba, sem sentido.

Só serve para incitar a violência dos dois lados.

E aumentar preconceito.

Se o filho do presidente do Brasil pode comparar o time do São Paulo com 'um bando de gay', qualquer um pode dizer o que quiser sobre qualquer equipe.

Depois que descobriu que sua brincadeira tinha vazado para toda a Internet, Lulinha fez o óbvio pediu desculpas ao São Paulo e disse que não tem qualquer tipo de preconceito.

Fácil, não é?

Primeiro ofende uma instituição, incita a violência, depois pede desculpas.

Ele não poderia nunca esquecer de quem ele é filho.

Do exemplo que precisa dar a este sofrido país.

Seu sobrenome abre portas em lugar que talvez nunca entraria sozinho.

O filho de Lula precisa ter muito mais responsabilidade.

Não com o São Paulo.

Mas com o País.

Com seu pai.

Como acreditar que a diretoria do Corinthians terá coragem de sequer repreender o filho do presidente?

Situação constrangera, tosca demais...

Marco Polo. Ou o prazer de comandar o futebol de São Paulo até quando quiser…

fpf Marco Polo. Ou o prazer de comandar o futebol de São Paulo até quando quiser...

Marco Polo del Nero.

Reeleito presidente da Federação Paulista de Futebol por quatro anos.

Só o São Paulo fez questão de não ir na eleição.

Candidato único.

Ninguém teria como concorrer com ele.

Nem se Barack Obama fizesse uma aliança com Fidel Castro e Nicolas Sarkozy, com Carla Bruni.

É a mesma estratégia desde 2003.

Assim como lhe ensinou Eduardo José Farah.

Ele tem todos os clubes do Interior na mão.

Empresta dinheiro.

Ajuda a construir estádio.

Promete e leva times grandes para a torcida ver de perto.

Mantém sua base eleitoral a ferro e fogo.

Quem ousar ir contra ele sente o mesmo gosto de Napoleão Bonaparte na Ilha de Elba: o exílio.

A cidade, o clube é riscado do mapa do futebol brasileiro.

Não há perdão.

Em compensação, quem está do seu lado, disputa tudo.

Tem a vitrine da Copa São Paulo de juniores.

Recebem clubes obscuros, mas com dinheiro do Oriente Médio, Japão, China, Estados Unidos, países do Leste Europeu.

Marco Polo domina mesmo o futebol paulista.

É a Federação Paulista que determina os árbitros.

Fecha milionários contratos de transmissão pela tevê.

Obriga que jogos no Campeonato Paulista aconteçam em pleno meio-dia no verão.

Esperto, Marco Polo evitou colocar os grandes neste horário indecente.

A briga seria enorme.

Melhor colocar times pequenos que não têm força ou representatividade para reclamar.

As incompetentes administrações dos clubes grandes são nutrientes para Marco Polo.

Basta antecipar cotas de transmissão e não há problemas com Corinthians, Santos, Palmeiras.

Só o São Paulo tem resistido a essa tentação.

Sete anos de poder é um período muito curto.

Marco Polo pode ficar mais 50 anos comandando a FPF.

Basta viver tanto.

O esquema é tão bem amarrado que ele só deixará o cargo quando quiser.

As federações só parecem democráticas.

Mas são os últimos resquícios da ditadura militar no País.

Não há como lhes tomar o poder.

A culpa?

Não é de Marco Polo, Farah...

É da falta de coragem e competência dos dirigentes dos clubes.

Um dia, talvez, eles percebam que são fortes para organizar seus campeonatos, vendê-los para a tevê, selecionar seus árbitros, inscrever seus jogadores e fazer uma tabela racional.

Neste dia vão perceber o tempo e muito dinheiro cultuando federações e seus eternos presidentes.

Parabéns, Marco Polo.

Por mais quatro anos.

Ou mais 10, 16, 34, 45...

Fluminense desvia o foco da sova que tomou do Vasco. E Deco se oferece ao mercado…

 pop Fluminense desvia o foco da sova que tomou do Vasco. E Deco se oferece ao mercado...

Qual o melhor caminho para desviar o foco depois de uma derrota?

Aquele de rejuvenece o ânimo do  torcedor?

Não o escolhido por técnicos como Luxemburgo e Mano Menezes, o de criticar o árbitro da partida...

É deixar vazar o interesse em um jogador.

Se ele for conhecido, muito melhor.

E se este atleta quer atiçar a concorrência por ele, junta a fome com a vontade de comer.

É o que está acontecendo com o Fluminense e  Deco.

O time das Laranjeiras foi impiedosamente batido pelo surpreendente Vasco de Gaúcho.

O placar de 3 a 0 abalou, tirou do rumo Cuca e os jogadores.

A classificação para a semifinal da Taça Rio está garantida, mas a confiança de todos, principalmente da torcida, sofreu um grande baque.

E logo no dia seguinte, o que acontece?

Surge o comentário do interesse em Deco.

Prontamente confirmado por sua assessoria.

O jogador tem contrato com o Chelsea até junho de 2011.

Mas há muito tempo deixou de ser primordial à equipe.

Longe disso.

Desde a demissão de Luiz Felipe Scolari, ele é apenas mais um atleta a fazer parte do rodízio entre os titulares.

Seu prestígio na Seleção Portuguesa também não é mais o mesmo.

Ele vai completar 33 anos em agosto.

Está há 13 anos no futebol europeu.

Quando o Campeonato Inglês acabar ele terá sua saída mais do que facilitada, incentivada.

Com a eliminação na Champions League, o milionário Chelsea vai reformular a equipe.

E Deco faz parte dos dispensáveis.

É bastante provável que ele seja liberado gratuitamente.

A cúpula corintiana sabe disso desde o início do ano.

Andres Sanches é muito amigo do jogador desde os tempos em que ele era um garoto nas categorias de base.

E avisou Mano Menezes desta possibilidade.

Não h0uve um grande interesse por parte do técnico.

Nem mesmo do departamento de marketing corintiano.

Deco nunca foi um ídolo no Corinthians, em São Paulo, no Rio, no Brasil.

Atuou muito bem em Portugal, onde tem seu espaço na mídia.

Até por ser um dos jogadores convocáveis para o Mundial.

Andres ainda tenta o meia como reforço para a Libertadores depois da Copa do Mundo.

Isso se o Corinthians se classificar e ainda se for de graça.

A mesma fórmula econômica interessa ao Flamengo.

A diretoria do Fluminense não tem Libertadores para oferecer.

Sugere o dinheiro da Unimed.

Os dirigentes cariocas acenam com a possibilidade de repatriar Tinga e Araújo.

Não falam nada, mas há enormes chances de perderem Fred.

O atacante já se recuperou para o mercado internacional do futebol, depois do péssimo estágio final seu no Lyon.

Como diriam os bem antigos, assuntar a respeito de Deco é bem oportuno.

Porque a decisão só será anunciada no meio do ano.

De der certo, tudo bem.

Se não der, todos já se esqueceram que, um dia, a cúpula do Fluminense pensou em Deco.

E vão se esquecer que este dia foi logo após a derrota para o Vasco por 3 a 0.

Quanto ao meia, que está entrando no estágio final da sua carreira, e busca uma maneira de se valorizar diante da indecisão corintiana, a propaganda é muito bem-vinda...

Parreira veta Neymar e Ganso para a Copa da África. Ele está certo?

kiko Parreira veta Neymar e Ganso para a Copa da África. Ele está certo?

Ousadia nunca foi o forte de Carlos Alberto Parreira.

Para conservar o seu cargo, quer na seleção os nos clubes em que passou, sempre preferiu o jogador vivido, rodado.

Sempre temeu pela inexperiência, falta de coragem dos garotos em jogos importantes.

Esse assunto precisa ser lembrado porque ontem ele deu mais um palpite para a seleção brasileira de Dunga.

Parreira falou sem o menor constrangimento que Dunga não deve pensar em Neymar e Ganso na Copa da África.

Alegou que o técnico não utilizou ainda a dupla em nenhum amistoso, não sabe se os dois poderão render com a camisa da seleção.

Pouco importa tudo o que estão jogando no Santos.

E ainda tem a coragem de dizer que ele foi exemplo ao só levar Ronaldo em 1994, depois de tê-lo chamado para amistosos.

Vale a pena recordar.

Quantos minutos Ronaldo jogou no Mundial dos Estados Unidos?

Nenhum.

Parreira não teve coragem de colocá-lo para jogar, embora mostrasse já na época talento muito acima do normal.

Os próprios tetracampeões mundiais acreditavam que o título seria mais fácil se Ronaldo jogasse.

Os meninos do Santos foram orientados por Dorival Júnior para não se preocuparem com Copa do Mundo.

Ele conseguiu convencê-los de que o melhor a fazer é jogar, ganhar, marcar gols e dar a vida para vencer o Paulista.

Aí a opinião pública pode adotá-los de vez.

O lado bom da história é que ambos estão conformados em não ir.

Sabem que Dunga, assim como Parreira, é muito conservador.

Mas e os leitores, principalmente os que vivem pedindo as perguntas da terça-feira, uma homenagem.

As perguntas da terça-feira.

Há lugar para Neymar na seleção brasileira que vai  à Copa?

Ganso poderia sonhar em ser o reserva de Kaká?

Parreira está certo e a seleção brasileira em uma Copa do Mundo não é lugar para garotos?

Ou um treinador assim, sem ousadia, tem mesmo de comandar a África do Sul?

Rogério Ceni agredido. Belluzzo ameaçado de morte. Quem será o Cabañas brasileiro?

bala Rogério Ceni agredido. Belluzzo ameaçado de morte. Quem será o Cabañas brasileiro?

O time de Ricardo Gomes não empolga, não tem ritmo, não tem imaginação.

Deveria ter sido goleado pelo Corinthians.

Se não fossem duas falhas do inexperiente goleiro, o placas justo seria de 4 a 1.

Não pelo empolgante futebol corintiano.

Mas pela irritante e sem vibração maneira de o São Paulo encarar o clássico.

Colocado os pingos nas tremas, Rogério Ceni é um capítulo à parte.

Falhou feio sim no gol de Roberto Carlos.

Mas fez duas excelentes defesas no jogo.

Não está no mesmo nível de anos atrás, por exemplo, quando deu o título mundial ao São Paulo.

Ele e o mundo sabem disso.

A explosão muscular, os reflexos não são mais os mesmos.

Infelizmente, todos envelhecem.

Até a Grazi Massafera.

Mas ele continua com nível para ser o goleiro titular do São Paulo.

Com direito à críticas, palavrões, provocões, como todos os goleiros do mundo.

Agora, agressões, não.

Foi um absurdo o que aconteceu no Pacaembu.

O promotor Paulo Castilho viu a cena.

Um funcionário da lanchonete do estádio chamou Rogério Ceni para um foto.

Ele havia perdido o clássico, falhado, e coisa rara na sua vida, admitido a falha.

Tinha todos os motivos do mundo para estar irritado, tenso.

Não quis a foto.

O funcionário de 18 anos então o xingou de frangueiro.

Até aí as versões são as mesmas.

Mas algumas pessoas falam em tapa no rosto de Rogério.

Outras falam em agarrão pelas costas.

Mas a verdade é que o funcionário pagou pela ousadia.

Tomou uns safanões da desatenta segurança do São Paulo e ainda teve de se explicar ao Jecrim.

Rogério Ceni é esperto.

Não vai processá-lo e nega a agressão.

Ficaria muito feio para a sua carreira.

O torcedor imaginando o seu ídolo tomando um tapa na cara é triste, aviltante demais.

No embarque para o México, Rogério deu autógrafos para os torcedores e se manteve firme, como se nada tivesse acontecido.

Mas o que está acontecendo no futebol brasileiro, paulista?

O presidente Belluzzo do Palmeiras recebe uma carta com quatro balas de revólver e é ameaçado de morte.

Rogério Ceni é agredido.

Vagner Love apanha na saída de um banco e tem a sua família ameaçada de morte.

Ronaldo mostra o dedo médio para torcedores.

Qual tragédia estamos todos esperando?

Simplório adeus ao mestre Armando Nogueira…

luto Simplório adeus ao mestre Armando Nogueira...

Como não ficar de luto?

Mestre da palavra, da fina ironia, da poesia?

A visão diferenciada.

O português castiço para envergonhar qualquer simples blogueiro.

Armando Nogueira influenciou a todos os jornalistas das últimas três décadas.

Não os que tentam escrever sobre futebol.

Triste ironia, vai embora no ano de Copa do Mundo.

Mas deixou sua marca, como uma cicatriz em cada repórter que teve a sorte de ler um texto seu.

Como ele usou em um título para definir Ademir da Guia, tomo emprestado um dos seus milhares jogos de palavras que usou.

Adeus, Armando Nogueira.

Nome e sobrenome de craque...

Roberto Dinamite esqueceu Abel. Quer efetivar Gaúcho já…

vascoo Roberto Dinamite esqueceu Abel. Quer efetivar Gaúcho já...

Se restava alguma dúvida sobre o péssimo relacionamento entre os jogadores do Vasco e o ex-treinador Mancini, ela acabou.

Mais do que os 3 a 0 diante do Fluminense, foi a postura do time que impressionou.

Não só ao torcedor comum.

Como toda a diretoria.

O presidente Roberto Dinamite estava sendo pressionado por conselheiros importantes e endinheirados.

Eles queriam de qualquer maneira a contratação de Abel Braga.

"Só o Abelão, com seus gritos, pode acordar esses jogadores", repetiam em um mantra que envergonharia qualquer budista.

Sem saída, Roberto cedeu.

E ficou trocando telefonemas com Abel, que está no Oriente Médio.

Está fazendo fortuna nos Emirados Árabes, no Al Jazira.

Ele respodeu que é quase impossível conseguir a liberação imediata.

Talvez, talvez consiga para o Brasileiro, depois de algumas rodadas.

Talvez.

Tem nas mãos proposta para renovação.

A postura de Roberto Dinamite foi colocar o treinador de juniores, Gaúcho no comando da equipe.

Roberto colocou no automático, sem pensar muito.

Ninguém ficou emocionado, ansioso ou animado ao ver Gaúcho como treinador interino.

Ninguém na imprensa, no comando do clube.

Mas os jogadores se assanharam.

Sabiam que Gaúcho é uma pessoa de fácil trato e muito mais simples, mais claro do que Mancini.

Sua palestra simples, eficiente, juntou-se ao desejo do time de mostrar seu valor.

Deixar claro o quanto o péssimo relacionamento com o ex-treinador contribuiu para a descrença na equipe em 2010.

E contra o Fluminense, o Vasco parecia outro time.

Foi um enorme susto até para Roberto Dinamite.

O empenho, a luta, o comprometimento.

Tudo isso surpreendeu a boa equipe do Fluminense, que acabou de joelhos.

Como conselheiros endinheirados são mais volúveis do que políticos apoiando candidatos a presidente, São Januário amanheceu outro.

Pela manhã, só se  fala na efetivação de Gaúcho.

Bastou uma partida.

Roberto Dinamite está animadíssimo com a possibilidade de economizar muito com ele.

O 'Andrade de São Januário'.

É assim que todos se referem a Gaúcho.

Tudo pode se precipitar ainda hoje.

Mas a situação ficou clara.

Os jogadores são os mesmos.

Bastou Mancini sair.

E o Vasco da Gama voltou a ser o Vasco da Gama...

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