Posts de fevereiro/2010

Edmundo e o Vasco merecem uma festa de despedida. Não com o presidente Dinamite…

pelle Edmundo e o Vasco merecem uma festa de despedida. Não com o presidente Dinamite...

Um clube de futebol no Brasil se oferecendo para promover a despedida de um ídolo.

Uma raridade.

Quantos e quantos e mais quantos ficaram sem um digno tchau.

Um último aplauso do seu torcedor predileto.

Vive e morre com essa mágoa.

Em uma conversa sincera, Dario foi claro.

"Não dá para perdoar o Atlético Mineiro.

Espero há anos uma despedida.

Cada presidente que entra eu fico esperançoso e nada."

Dario é extrovertido, corajoso.

Várias injustiças foram feitas em todos os clubes do País.

Todos.

Pense em um grande craque.

Rivellino, por exemplo.

Pedro Rocha.

Leão.

Clodoaldo.

Nelinho.

Falcão.

Renato Gaúcho.

Cafu.

E por aí, vai.

Fora os que morreram e cujas famílias acumulam mágoas para sempre.

Pois Edmundo não terá essa frustração.

Foi procurado três vezes pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite.

Ele colocou o clube e São Januário à disposição para a despedida que ele nunca teve.

Sincero com seus sentimentos, ele disse não.

Foi o troco para Dinamite que não o quis de volta em 2009 para encerrar sua carreira no Vasco.

Edmundo não queria despedida.

Queria ter tido a chance de jogar para valer no ano passado.

E se sentiu ofendido com esse convite mais do que digno e merecido.

O que Edmundo representou para o Vasco?

O amor da torcida palmeirense por ele é imenso.

Mas o atacante irreverente e que teve como seu maior inimigo seu gênio, fez muito mais para o clube de São Januário do que para o Palestra Itália.

Foi inesquecível o que ele fez na conquista do Brasileiro de 1997.

Artilheiro, melhor jogador do Brasil e alma do Vasco.

Talentoso e apaixonado pelos dribles e gols, não se conforma com o esquema defensivista de Mancini.

Não gosta do Vasco atual.

E não deu o braço a torcer.

Não eng0liu o último sapo.

Não aceitou abraçar Roberto Dinamite.

Ach0u o preço alto demais para se despedir do seu amado Vasco.

"Fica para a próxima", respondeu.

Uma maneira simpática para não ter de dizer 'com outro presidente'.

Tomara que tenha uma próxima.

Edmundo e a torcida vascaína merecem...

Ronaldo: só a careca não adianta. O problema para Dunga é a barriga…

yeye Ronaldo: só a careca não adianta. O problema para Dunga é a barriga...

Ronaldo foi o primeiro jogador midiático do mundo.

Seu talento, patrocinadores poderosos e uma assessoria de imprensa ambiciosa o transformaram no Fenômeno.

Antes de Beckham, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho.

Foi Ronaldo quem se uniu às grandes causas mundiais.

Foi o bálsamo para guerras, epidemias, miséria.

Os longos períodos de contusões foram muito bem preenchidos.

Nada de ficar em casa assistindo televisão.

Viagens, visitas ao Papa, a orfanatos, hospitais.

Ronaldo, o embaixador.

Ele soube como ninguém aproveitar sua imagem.

Tanta exposição acabou virando uma armadilha.

Nos momentos, que com todo o direito, ele quis só aproveitar a vida havia um fotógrafo.

Muitas vezes ele se beneficiou disso, como quando vendeu a cobertura do seu casamento em um castelo na França.

Outras vezes lamentou ser fotografado completamente fora de forma em um iate.

Mas Ronaldo sabe o poder que a imagem tem.

Quem não se lembra do corte Cascão na Copa do Mundo de 2002?

Que enfeiou milhares de crianças brasileiras.

Na Itália, de repente o careca mais famoso do mundo deixou seu cabelo crescer.

Não ficou bem, mas ele não cortava.

Até que veio à tona o contrato com uma empresa suíca.

Até o seu cabelo tinha o milionário patrocínio de um tônico capilar.

De acordo com a imprensa italiana, ele recebia 1 milhão de euros por ano.

Só para manter o cabelo.

O contrato iria até o final de 2009.

Ele tentou antecipar o seu término.

Logo após a conquista do Campeonato Paulista.

Ele queria mostrar que estava de volta.

Inclusive na careca.

Não conseguiu.

Ganhou com o Corinthians a Copa do Brasil e outro não.

E não brigou mais.

Sabia que o clube havia tirado o pé no Campeonato Brasileiro.

Primeiro fez a lipoaspiração.

Desfilou com a Gaviões.

E hoje, finalmente raspou a cabeça.

O pobre mercado brasileiro não interessa à empresa suíça.

A sua meta era o mercado europeu, atingir os vaidosos italianos.

Sabe que tal simples gesto repercutirá no mundo inteiro.

Deve ser impressionante o planeta comentar sobre a sua cabeça.

A sensação de poder deve ser inebriante.

A ponto de não perceber o óbvio.

Os cabelos já foram embora.

Mas para Ronaldo voltar a ser Ronaldo de verdade, terá de perder muitos quilos.

Entrar em forma de maneira urgente, acelerada.

Como uma modelo que acabou de ter gêmeos e deseja ser rainha de uma escola de samba.

Ronaldo está careca.

Mas continua gordo.

Não importa se o mundo está comentando da sua careca.

Dunga não tira os olhos da sua  barriga.

Há um ano e meio o técnico esperou que ela murchasse.

Que Ronaldo entrasse em forma como um jogador de elite mundial que é.

Dunga esperou por quase um ano e meio.

Desistiu.

Faltando pouco mais de três meses para a Copa do Mundo, essa careca pode ter o mesmo significado de um ator envelhecido, que,com saudade dos velhos tempos, tinge os cabelos da famosa cor acaju.

Careca, cabeludo, black power, Ronaldo não enganará a mídia inteira.

O seu problema nunca foi cabelo...

O Internacional aposta em Abbondanzieri. Palermo pode vir de brinde…

manga O Internacional aposta em Abbondanzieri. Palermo pode vir de brinde...Abbondanzieri.

37 anos.

Tricampeão da Libertadores.

Goleiro com passado na seleção argentina.

Ídolo no Boca.

Mas desprestigiado, está na reserva.

Discutiu com o técnico Abel Alves.

Seu contrato termina no final do ano e os dirigentes do Boca não querem renová-lo.

Com a aposentadoria de Clemer, Lauro parecia que iria herdar o gol do Inter.

Já que tinha tomado a posição com toda autoridade.

Mas desde que ficou absoluto na posição, começou a decepcionar.

Mostrando inesperada insegurança, fez com que a direção do Inter saísse atrás de um goleiro experiente.

Como se Lauro já não tivesse 29 anos.

O problema é a fase ruim que não quer passar.

Jorge Fossatti não conseguiu se conter em uma entrevista à rádio argentina.

E confirmou que indicou a contratação de Abbondanzieri.

Ele chegaria para disputar a Libertadores pelo Inter.

O nome foi aprovado pela cúpula do time gaúcho.

A negociação está acontecendo.

O goleiro argentino viveu seu melhor momento há cerca de seis anos.

Mas a tentativa é válida.

Na Libertadores o goleiro tem uma importância fundamental.

Além das defesas, precisa ter malícia, vivência e personalidade para orientar seus zagueiros.

Discutir com o juiz.

Fazer cera.

Não é certo, mas é assim.

A cúpula do Inter e mais Fossatti não estão acreditanto na personalidade de Lauro.

E o engraçado e inesperado para os dirigentes do Inter é que surgiu a possibilidade de trazer um atacante também muito rodado.

Palermo foi oferecido.

Fossatti estuda.

Palermo está vivido, tem 36 anos.

Ganhou duas vezes a Libertadores.

A direção do Boca, que não conseguiu uma vaga para a Libertadores de 2010, quer apenas uma compensação financeira.

Abbondanzieri está decidido.

O Inter fará tudo para contratá-lo.

Palermo ainda é dúvida para Fossatti e, principalmente, para os dirigentes do Inter...

Celso Barros não pode ver o Flu em paz. Agora quer levar Romário para as Laranjeiras…

fru Celso Barros não pode ver o Flu em paz. Agora quer levar Romário para as Laranjeiras...

Camarote de carnaval parece que foi feito para isso mesmo.

As pessoas agem como se não tivessem ninguém por perto.

E nem amanhã.

O Fluminense começou o ano como há muito tempo não fazia.

Equilibrado.

Com os jogadores recebendo em dia.

Sem contratação de parar a mídia,  milionária.

A patrocinadora Unimed se mostrava sossegada, passando tranqüilidade para o trabalho difícil de Cuca.

O Fluminense é uma equipe de estrela única, Fred.

Conca tem talento, Alan começa a se destacar...

Júlio César foi uma ótima contratação.

O time é muito competitivo, brigador.

Está sendo ainda lapidado no Campeonato Carioca.

Se mostra muito mais consistente do que a equipe que penou para sobreviver na Série A em 2009.

O coordenador Branco saiu pelo simples motivo que deseja receber os milhões que o Fluminense lhe deve.

Ainda como jogador.

Estava tudo tranqüilo.

Calmo demais.

Pois bem.

Usando todos os holofotes possíveis da Marquês de Sapucaí, o presidente da Unimed carioca, Celso Barros, voltou a agir.

E na frente de todos, com a camiseta do camarote, procurou Romário.

O convidou para assumir a coordenação do futebol.

Ser o manager.

O ex-jogador está passando por uma crise financeira.

Isso não é segredo para ninguém.

Tem comandado o futebol do América e com mão de ferro.

Mandou embora seu ex-companheiro de Seleção, Bebeto.

Ele era o treinador do frágil time que Romário conseguiu montar.

Celso Barros não se conforma com o Fluminense fora das manchetes.

Ele sente prazer em ter pessoas de renome no futebol trabalhando nas Laranjeiras.

Os acordos nos últimos anos de Barros acabaram por atrapalhar o clube carioca.

Pelo singelo motivo que ele pagava fortunas para os jogadores da Unimede enquanto os que pertenciam ao Flu não recebiam.

Romário está começando a trabalhar como dirigente agora.

Não se programou para o final da carreira.

Não se preparou para nada.

Está usando apenas a sua vivência, sua malícia que trouxe do berço.

Tem seus treinadores de preferência.

Cuca nunca foi um deles.

Mas não interessa.

Para Celso Barros o que pesa é o nome Romário.

As manchetes que trarão o Fluminense às primeiras páginas dos jornais novamente.

Roubar um pouco da festa das semifinais da Taça Guanabara, já que seu time foi eliminado pelo Vasco.

Infelizmente, dentro desse contexto, não há para o clube fechar as portas para Celso Barros.

Pelo contrário.

Ele é muito bem vindo pelo dinheiro que leva ao clube.

Se é mal dividido, se privilegia alguns, o que fazer?

Então, Celso Barros usa essa prerrogativa.

Faz o que quer.

E com todo o aval da diretoria.

O dinheiro do patrocínio fala mais alto.

Uma tristeza que um clube tão tradicional, tão glorioso quando o Fluminense fique assim.

Entregue para as idéias mirabolantes de um rico mecenas...

A estúpida intolerância entre Grêmio e Internacional…

 valer A estúpida intolerância entre Grêmio e Internacional...

Rivalidade, luta para provar quem é melhor chega a ser desejável em todas as áreas.

Intolerância burra, não.

Outra vez Internacional e Grêmio envolvidos em um episódio estúpido.

Com a prestativa ajuda da Federação Gaúcha de Futebol.

A tabela inconseqüente marca Grêmio e Veranópolis para quarta-feira, depois de amanhã.

Se ocorrer o normal, os gremistas vão vencer e terão de jogar novamente, pelas semifinais, no sábado.

Já o Inter enfrenta o Juventude na quinta-feira.

Se vencer atua pela semifinal no domingo.

Na terça-feira, porém, já faz sua partida de estréia na Libertadores contra o Emelec.

 

Dois dias apenas depois da partida.

O ideal seria a inversão.

O Grêmio atuaria na quinta-feira e o Inter na quarta-feira.

A direção colorada está de joelhos, implorando desde a semana passada a simples inversão dos jogos.

Por força de contrato, a TV precisa dos jogos do Inter e do Grêmio em dois dias diferentes.

A direção gremista está tendo um comportamento mesquinho, tacanho.

Dirigentes até ironizam dizendo que 'jogo marcado é jogo marcado'.

Só para prejudicar o rival.

É de um amadorismo primário.

Como se essa mesma situação não possa acontecer no próximo ano com papéis invertidos?

A bem da verdade, não há santo de lado algum.

A estupidez não é privilégio azul ou vermelho.

Ao longo da história, o Inter também tomou atitudes para prejudicar o Grêmio.

Parece aquelas rixas familiares do sertão nordestino.

Só terminam quando muita gente morreu e finalmente alguém resolve ceder, perdoar.

Se ainda gremista e colorados continuam pensando apenas em como tornar a vida do rival um inferno, caberia à Federação Gaúcha de Futebol tomar frente.

Evitar injustiças estúpidas como a que deve ocorrer na rodada do meio da semana.

A direção do Inter já recomendou a Fosatti para colocar time misto na quinta-feira.

Desvaloriza o próprio Campeonato Gaúcho.

Para essa situação ridícula só a Federação Gaúcha invertendo a rodada e acabou.

Mas cadê coragem?

Dunga avisa a praça. Está só esperando propostas de emprego após a Copa…

alma Dunga avisa a praça. Está só esperando propostas de emprego após a Copa...

No camarote da Brahma, o onipresente Dunga confirmou nesta madrugada o que já havia dito ao blog.

Em entrevista exclusiva no final do ano passado, ele havia antecipado que não ficaria comandando a seleção nem se for campeão na África do Sul.

A intenção de Dunga em reafirmar esta postura quando tem todos os holofotes é clara: avisar que está no mercado.

Vários empresários importantes garantem que ele já acertou com uma equipe forte italiana após o mundial.

Mas como ainda não assinou, ofertas podem surgir dos quatro cantos do mundo.

A experiência de comandar a seleção com mais prestígio na história do futebol rende empregos para o resto da vida.

Ainda mais em uma Copa do mundo.

Que o diga Sebastião Lazaroni.

Dunga tem todo o apoio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, antes da Copa começar.

Teixeira está plenamente satisfeito com os bons resultados da seleção.

E da disciplina que Dunga trouxe depois da bandalha que foi 2006.

A princípio, se o Brasil ganhar o Mundial, ou chegar até a final, Teixeira não quer trocar Dunga.

Mas existe o risco da seleção ser eliminada nos confrontos diretos.

Cair, por exemplo, em uma oitava-de-final.

Aí o nome de Dunga seria inviabilizado.

O ideal para o atual treinador da seleção é resolver o seu futuro.

Mais do que ninguém quer saber onde estará em agosto.

A bem da verdade, Dunga é um homem muito fechado.

Não fala a qualquer um o seu sonho verdadeiro.

Ele nunca reclamou aos companheiros mais íntimos.

Se sente perfeitamente adaptado

Mas se sente jovem para assumir o cansativo projeto de ser o treinador da seleção brasileira em 2014.

Ele acredita que pode largar a seleção brasileira por cima.

Só assim teria a possibilidade de voltar no futuro.

E outro detalhe.

Dunga não dá um passo sem ter estudado antes.

Se ele falou nesta madrugada de novo que deseja largar a seleção, é bom alguém começar a tomar providência.

Quem possa estar interessado em sua contratação.

E aquele que não deseja perdê-lo.

Sua decisão é ter seu destino traçado antes do mundial começar...

Quem diria? Só com Robinho e Neymar não basta para o Santos…

salvou Quem diria? Só com Robinho e Neymar não basta para o Santos...

Domingo de Carnaval.

32 mil pessoas no Pacaembu.

Pais levaram orgulhosos seus filhos.

Veriam a dupla de atacantes Robinho e Neymar.

O adversário, o fraquíssimo Rio Claro do estrategista Paulinho McLaren.

O palco armado para os dois solistas.

Só que não foi nada disso.

Com uma marcação forte, nada de extraordinário, o Rio Claro travou os dois atacantes.

No primeiro tempo até teve ousadia e fez 1 a 0.

Constrangimento e preocupação nas arquibancadas do Pacaembu.

Bronca e mudança de rumos nos vestiários santistas.

Dorival percebeu que de nada adianta ter tanto talento juntos sem um homem de referência na área.

Mesmo se esse homem seja André

De nada adiantava dribles e cruzamentos se não havia quem empurrar a bola para as redes.

Foi necessária a entrada de André para que Neymar passasse a ser produtivo.

Robinho viveu uma tarde sem inspiração.

Seu defeito, o individualismo e a falta de força física.

Ele esteve muito abaixo do que se espera dele.

Mesmo assim, capenga, só com Neymar jogando bem bastou.

O gol de empate saiu por causa dele.

André só teve de empurrar a bola para as redes.

No da virada marcado pelo veterano que estava aposentado, Giovanni.

O Santos é líder isolado do Campeonato Paulista.

Mas o clima na saída dos torcedores não era de festa, de Carnaval.

O time mostrou problemas de articulação de ataques diante do Rio Claro.

Em oito partidas no Paulista, o time interionano venceu uma, empatou uma e perdeu seis jogos.

Adversário sem currículo e sem futuro.

Outro ponto que chamou a atenção no Pacaembu foi a sinceridade de Dorival.

Ele mandou um recado direto a Robinho.

Disse que o erro do Santos foi o excesso de individualismo e falta de jogar mais sério.

Dorival terá muito trabalho.

Ele já percebeu que só os dois, Neymar e Robinho, cada um em uma ponta, não funcionam contra times retrancados.

Contra equipes que atacam é uma beleza.

Mas diante de pequenos é um desperdício.

Dorival está travado.

Terá de apostar em três atacantes.

Precisará sacrificar um meia.

E ele tem o nome de Marquinhos.

Ganso será o único homem de união entre o meio de campo e o ataque.

Esse é o grande desafio de Dorival.

Ao  contrário do que o mundo acreditava, só Robinho e Neymar não funciona.

Um atacante normal é absolutamente imprescindível para completar a dupla talentosos.

Pode ser André ou o ex-aposentado Giovanni.

Qualquer um.

Ou seja: o Santos jogará com dois jogadores e meio no ataque.

E Robinho vai parar de jogar só para ele...

Sem o dinheiro da Traffic, o Palmeiras é isso aí…

deserto Sem o dinheiro da Traffic, o Palmeiras é isso aí...

A diretoria do Palmeiras perdeu várias divididas no início desta temporada.

Queria Kléber Pereira.

Queria Douglas.

Queria o zagueiro Rodrigo.

Queria o meia colombiano Torres.

Queria Valdívia.

Queria Kléber.

Queria Muriqui.

E não pôde sonhar com jogadores mais talentosos.

Perdeu Vagner Love.

Trouxe atletas factíveis como Lincoln, 31 anos, que está desde maio de 2009 sem jogar uma partida oficial por ter brigado com a diretoria do Galatasaray.

O que aconteceu?

A fonte secou.

A perda do título brasileiro e a incompetência do time em ficar com uma vaga da Libertadores tiveram consequências.

A Traffic fechou a torneira do dinheiro fácil.

Nada de imitar 2008 e 2009.

Jota Hawilla não chamou Muricy na suntuosa sede da empresa, como fez com Luxemburgo.

O demitido treinador teve a chance rara de escolher os melhores jogadores brasileiros até 23 anos.

Todos que ele quisesse.

O plano era montar um grande time, ter grandes conquistas, valorizar esses atletas e fazer a Traffic ter lucro.

Só que o trabalho de Luxemburgo foi medíocre.

O clube venceu apenas o Campeonato Paulista de 2008.

Torneio decadente que não leva a nada.

Vieram o Brasileiro, a Libertadores e até outro Paulista e nada.

Depois o torneio nacional de 2009 e o grande vexame.

Resultado: prejuízo.

Jogadores desvalorizados, time que não conseguiu a classificação à obrigatória Libertadores.

Por que colocar dinheiro?

Quem pensou que o amor de Jota Hawilla ao Palmeiras fosse maior do que a razão se deu muito mal.

Colocar dinheiro para disputar o Paulista e a Copa do Brasil?

Antes da Copa do Mundo?

Copa que não terá nenhum jogador do Palmeiras?

Com que razão?

O importante é cuidar bem dos jogadores espalhados pelo Brasil.

E do império jornalístico que montou.

A fonte secou, mas o Palmeiras ainda usufrui de Diego Souza, Cleiton Xavier.

O talento do time ainda é da Traffic.

Não tem como protestar, xingar.

É como um sobrinho recebendo um pijama de uma tia rica.

Sabe que ela poderia dar um tênis importado.

Mas ela não quer.

Vai reclamar como?

O Palmeiras que suou sangue ontem para empatar com o Botafogo de Ribeirão Preto é esse de 2009.

Não vai mudar.

A situação pode até piorar na janela do meio do ano.

Diego Souza e Cleiton Xavier já cumpriram seus ciclos no clube.

E seus empresários os querem ganhando bem mais na Europa.

Para dar um toque final na ambição verde, o presidente Belluzzo vê o clube com dívidas de R$ 70 milhões.

Como um economista renomado pode passar por um vexame desses?

Ele, sutilmente, cortou em 30% o orçamento do futebol em 2010.

Só resta a Muricy fazer seus comandados lutar como uns mouros.

Palmeiras que sua para ganhar do Flamengo do Piauí.

Que comemora muito empatar com o Botafogo de Ribeirão Preto.

E tem de festejar mesmo.

Porque a fonte secou.

E o Palmeiras não aproveitou...

Felipe. O ponto fraco do Corinthians na Libertadores…

granja 1024x768 Felipe. O ponto fraco do Corinthians na Libertadores...

O que mais escrever sobre a nova falha de Felipe?

O gol que ele tomou ontem contra a Portuguesa é para gelar a espinha de quem torce para o Corinthians.

Como o goleiro do Corinthians na Libertadores do ano do seu centenário tem a coragem de falhar como um menino?

A de Marco Antônio foi um mero levantamento para a área.

Ele se atrapalhou sozinho e jogou a bola para dentro do gol.

A instabilidade dele no começo de 2010 salta aos olhos.

Só não vê quem não quer.

Ou quem não pode.

Mano Menezes não tem como tirar a sua titularidade.

Ele tem muito mais prestígio do que o seu reserva Júlio César, que é tratado ainda como um mero prata da casa.

Felipe, não.

Sabe dar entrevistas.

Chamar a atenção de todos.

Goleiros vividos dizem para quem quiser ouvir que o corintiano é o que mais valoriza fáceis defesas.

Parece um competidor de saltos ornamentais.

Rola para um lado, rola para o outro.

Dá soco no ar.

Tchau para a torcida.

Sabe como se comunicar.

Sabe como lidar com a mídia.

Tem seus escolhidos na imprensa, aqueles que fecham os olhos para os seus erros.

Que preferem festejar a alegre família que ele tem.

Pois bem, Felipe vem falhando muito neste 2010.

Já saiu de jogos sem dar entrevistas.

Reclamou que é perseguido por gente que não o vê como goleiro de Libertadores.

Ele fala sem saber que pessoas com muito poder no Parque São Jorge queriam há muito tempo outro goleiro.

Mas não conseguiram contratar.

Andres Sanches sonhava com Dida do Milan.

As negociações foram abortadas a partir do momento em que ele passou a ter novas chances com Leonardo como técnico.

Mas agora, só resta Felipe.

O único goleiro rebaixado da história que ainda ganhou aumento.

Felipe e sua insegurança em cada bola levantada para a área.

Suas invariáveis falhas.

E os óbvios pedidos de desculpas aos zagueiros e aos torcedores.

Enquanto o time disputa esse Campeonato Paulista que não leva a nada, tudo bem.

O problema é quando começar a Libertadores.

Por enquanto, os torcedores corintianos ainda fingem que perdoam, mas estão a cada partida mais inseguros.

E quando começar a Libertadores?

Felipe pode ter a convicção de que não será perdoado.

Mas vale destacar.

A culpa não é dele.

Se convidarem o Rei Momo de São Paulo para ser goleiro titular do Corinthians, ele aceita.

Os responsáveis são Andres Sanches e Mano Menezes.

É por causa deles que o gol do Corinthians na Libertadores, no ano do seu centenário é de Felipe.

Que ninguém reclame da falta de sorte depois...

Derrota injusta do Fluminense. O fechado Vasco vai à final da Taça Guanabara…

deu Derrota injusta do Fluminense. O fechado Vasco vai à final da Taça Guanabara...

Os jogadores do Fluminense têm mesmo de passar um Carnaval bem ruim.

A irritação se justifica.

Perderam injustamente a semifinal da Taça Guanabara, primeiro turno do Rio de Janeiro.

40 mil pessoas viram que o menos atrevido fez a festa ontem no Maracanã.

Cuca colocou seu time para vencer o jogo.

Parecia que seu instinto repelia a decisão nos pênaltis.

Conca, Bruno Veiga, Ewerton fizeram o que puderam para Fred marcar.

Mas o artilheiro tricolor estava mal.

Irreconhecível.

A falta de ritmo só não explica o gol que perdeu sozinho com Fernando Prass.

Tentou driblá-lo, perdeu o lance e ainda protagonizou uma das piores simulações de pênalti de 2010.

Ele estava aéreo, fora de jogo.

Talvez nem Fred saiba o quanto é referência para o time tricolor.

Com ele mal, faltava confiança dos demais jogadores quando o Fluminense tinha a bola perto da área.

Não tinham a referência, a experiência.

Em compensação, Mancini colocou sua equipe para contragolpear.

Era clara a opção de tentar uma estocada, aproveitar uma falha de marcação.

Faltou ambição ao Vasco.

Havia a sensação de que o time não queria correr o risco de se abrir, tentando marcar e perder o jogo.

Os vascaínos determinaram um ritmo mais cadenciado à partida.

Sem pressa.

Como se alguém já tivesse lido o script da hora dos pênaltis.

Alguns repentes de Philippe Coutinho e Carlos Alberto.

Faltou coragem ao veterano Élder Granja para chutar ao gol, ao ficar livre diante de Rafael. O jogador preferiu passar para o vazio, livrando-se da bola.

A partida deixou muito a desejar.

Quem dormiu sonhando com uma decisão de parar o Rio de Janeiro, com muitos gols, alternâncias, brigas, discussões, frustrou-se.

O jogo foi morno como um copo de leite, um livro com letras pequenas.

Ótimo para dormir.

Faltou emoção.

Os atuais times não respeitaram a tradição da história dos clássicos entre Vasco e Fluminense.

Tudo foi arrastado para os pênaltis.

Antes de falar de Alan, palmas de pé para o menino Philippe Coutinho, que cobrou um pênalti com paradinha de craque.

Aí veio o jovem atacante do Fluminense.

E bateu forte, mas no travessão.

Festa da torcida vascaína.

O time que acabou de subir da Segunda Divisão ganha um pouco mais de autoestima.

Mancini com sua estratégia feia, privilegiando a marcação, levou a melhor na sorte.

Cuca lamentou, falou que seu time tomou apenas um gol em todo o primeiro turno etc, etc, etc...

Estava tão transtornado que confundiu uma só derrota com um só gol.

Perdeu para o Flamengo por 5 a 3, desculpem a falha do técnico e do blog que seguiu suas palavras.

Mas já está corrigido.

Mas Cuca sabe muito bem que futebol é assim.

Premia quem é competente.

Não é tiro ao alvo.

Não vence quem chega mais perto.

Tem de marcar o gol.

Não adianta nem chorar depois...

O Vasco espera de camarote para ver quem sobrevive entre o favorito Flamengo e a zebra Botafogo.

Foi a vitória da injustiça nesta primeira semifinal da Taça Guanabara neste sábado de Carnaval...