Publicado em 17/02/2010 às 06h00
Edmundo e o Vasco merecem uma festa de despedida. Não com o presidente Dinamite…

Um clube de futebol no Brasil se oferecendo para promover a despedida de um ídolo.
Uma raridade.
Quantos e quantos e mais quantos ficaram sem um digno tchau.
Um último aplauso do seu torcedor predileto.
Vive e morre com essa mágoa.
Em uma conversa sincera, Dario foi claro.
"Não dá para perdoar o Atlético Mineiro.
Espero há anos uma despedida.
Cada presidente que entra eu fico esperançoso e nada."
Dario é extrovertido, corajoso.
Várias injustiças foram feitas em todos os clubes do País.
Todos.
Pense em um grande craque.
Rivellino, por exemplo.
Pedro Rocha.
Leão.
Clodoaldo.
Nelinho.
Falcão.
Renato Gaúcho.
Cafu.
E por aí, vai.
Fora os que morreram e cujas famílias acumulam mágoas para sempre.
Pois Edmundo não terá essa frustração.
Foi procurado três vezes pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite.
Ele colocou o clube e São Januário à disposição para a despedida que ele nunca teve.
Sincero com seus sentimentos, ele disse não.
Foi o troco para Dinamite que não o quis de volta em 2009 para encerrar sua carreira no Vasco.
Edmundo não queria despedida.
Queria ter tido a chance de jogar para valer no ano passado.
E se sentiu ofendido com esse convite mais do que digno e merecido.
O que Edmundo representou para o Vasco?
O amor da torcida palmeirense por ele é imenso.
Mas o atacante irreverente e que teve como seu maior inimigo seu gênio, fez muito mais para o clube de São Januário do que para o Palestra Itália.
Foi inesquecível o que ele fez na conquista do Brasileiro de 1997.
Artilheiro, melhor jogador do Brasil e alma do Vasco.
Talentoso e apaixonado pelos dribles e gols, não se conforma com o esquema defensivista de Mancini.
Não gosta do Vasco atual.
E não deu o braço a torcer.
Não eng0liu o último sapo.
Não aceitou abraçar Roberto Dinamite.
Ach0u o preço alto demais para se despedir do seu amado Vasco.
"Fica para a próxima", respondeu.
Uma maneira simpática para não ter de dizer 'com outro presidente'.
Tomara que tenha uma próxima.
Edmundo e a torcida vascaína merecem...
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Abbondanzieri.







