Posts de 27 de fevereiro de 2010

Luis Fabiano. A falta de carisma que trava a Nike e diverte Dunga…

jonas Luis Fabiano. A falta de carisma que trava a Nike e diverte Dunga...

Luis Fabiano nunca mostrou estar preocupado com a Copa do Mundo.

Ele sabe que vai fazer parte do grupo.

Quem vai discutir que merece ser o titular absoluto de Dunga?

Que atacante se destacou mais, se mostrou mais determinado, mais calibrado?

Fabiano, como se tornou conhecido na Europa, sofre apenas de uma falha enorme na carreira.

A falta total de carisma.

Por mais que a Nike busque colocá-lo em todas as campanhas, cadê a empatia?

Ele faz o que pedem.

E acabou.

Gosta de estar calado, detesta festas, homenagens.

Evita jornalistas.

Mesmos os mais tranquilos, os que gostam de levantar a entrevista com perguntas inofensivas.

Isso se tornou um problema para a Copa do Mundo.

O Brasil de Dunga tem Kaká como grande estrela e...

Podem procurar por anos...

Robinho se desgastou com a fraca passagem pelo Manchester City...

Adriano se queimou no ano passado e está cercado de pessoas desconfiadas.

Os goleiros se ressentem de apoio nessa briga.

Por mais que atravesse uma fase sensacional, Julio César se ressente de maior mídia.

Não vende.

E... Acabou.

Ronaldinho Gaúcho fora.

Ronaldo fora da lista dos convocados e fora do peso.

A busca por uma estrela fez os holofotes apontarem para Fabiano.

Mas ele tem o mesmo problema que prejudicou demais Rivaldo.

A falta de empatia quando fala.

Nada  é nada fotogênico.

O treinador brasileiro ate brinca com a falta de jeito do artilheiro diante das cameras.

A relação dos dois é de extrema camaradagem e confianca.

Dunga se preocupa com outras coisas.

Quis apenas saber se o problema muscular no peito era grave.

Ficou feliz com a negativa dos doutores.

Surpreendeu ao dar nova chance a Grafite.

Muita gente da CBF apostava em Alexandre Pato.

Mas nem que Grafite consiga marcar doze gols contra a Irlanda, dez de bicicleta, o Mundial ele assistirá do conforto do seu lar.

Na África apenas como torcedor, se quiser.

Luis Fabiano, Adriano, Robinho e Nilmar, os quatro atacantes de Dunga.

O treinador deixa claro isso a cada entrevista.

Basta ler nas entrelinhas.

Falta de carisma, ídolo artificial.

Venda de camisas.

Nada disso preocupa Dunga.

Ele quer Fabiano inteiro.

O restante pertence ao marketing da Nike.

Dunga quer gols.

A patrocinadora que coloque a camisa preta do Brasil nos Jonas Brothers...

Se quiser ser um grande técnico, Mancini tem de enfrentar Dodô, Fábio Costa e quem vier pela frente…

familia Se quiser ser um grande técnico, Mancini tem de enfrentar Dodô, Fábio Costa e quem vier pela frente...

Vagner Mancini surgiu como um bálsamo.

Parecia um treinador diferenciado da nova geração.

Inteligente, articulado e sincero, ele parecia ter a fórmula do sucesso.

Fez uma campanha inesquecível com o Paulista de Jundiaí.

Foi campeão da Copa do Brasil.

Disputou a Libertadores.

Recusou várias propostas de clubes grandes antes de pegar a estrada.

Parecia preparado.

Parecia.

Vagner Mancini tem um sério problema.

Não sabe como se comportar com indisciplina no grupo.

Ele não mostra força para se impor.

Espera ganhar o grupo com conversas, reuniões, cochichos ao pé do ouvido.

Já foi assim no Santos.

Fábio Costa e Fabiano Eller brigaram no vestiário.

O zagueiro socou o goleiro.

O ex-presidente santista era muito ligado ao goleiro.

E Fabiano Eller não foi só afastado do grupo.

Foi exilado e depois negociado com o Internacional.

Mancini herdou a briga de Marcio Fernandes.

O clima estava horroroso e ele se omitiu.

Não teve a menor participação nas decisões.

O que de mais forte fez foi dizer ao grupo que havia um espião que passava as confusões do vestiário para a imprensa.

E que faria tudo para pegar o espião.

Em vez de acabar com as brigas, o desrespeito, ele queria pegar o espião.

No Vitória também a reclamação é que falta vigor, força e até um pouco de má educação para Mancini.

Assumiu o Vasco bem criado por Dorival Júnior.

Carlos Alberto estava calmo, domado.

O time tem uma base sólida, construída pelo ex-treinador.

Caberia a Mancini apenas tocar para frente o que recebeu.

Mas os problemas de relacionamento voltam a surgir.

Depois da decepcionante perda da taça Guanabara para o Botafogo, veio o Souza da Paraíba.

E outra atuação abaixo da crítica de Dodô.

Ele já havia sumido em mais uma partida decisiva.

Contra o Botafogo foi difícil ouvir o seu nome por qualquer narrador.

E diante dos paraibanos, outra atuação fraca.

Aceitou passivamente a marcação.

Foi substituído com razão.

Só que, de solidário com o grupo, Dodô não tem nada.

E foi embora antes do jogo acabar.

Estava irritado.

Se tivesse sido sorteado para o antidoping poderia até estar suspenso preventivamente.

Logo Dodô para brincar com o doping?

Ele que ficou quase dois anos longe dos gramados pego no doping,

Mas ele foi embora.

Desrespeitou o seu time.

E Vagner Mancini?

Quem falou foi o presidente Dinamite.

Garantiu que acredita no jogador e está tudo bem.

E Vagner Mancini?

Está mais do que na hora do técnico mostrar força.

Só estratégia, inteligência e educação não servem para formar um grande treinador.

Ainda há tempo de se impor no Vasco.

E recolocar sua carreira nos trilhos.

Só depende do próprio Mancini.

Não basta parecer.

Ele tem de mostrar que é o chefe da família...