A decadência de Paulo Autuori. O técnico que deveria ser o substituto de Dunga na Seleção…

uau A decadência de Paulo Autuori. O técnico que deveria ser o substituto de Dunga na Seleção...

A notícia chegou ontem à noite para pessoas importantes da CBF.

Paulo Autuori se recusou a voltar para o segundo tempo.

E pediu demissão do milionário Al Rayyan, no Catar.

A partida foi ontem e o time que dirigia perdia por 3 a 0 no primeiro tempo.

Os donos da equipe foram pedir satisfações e Autori abandonou o clube.

A queda melancólica de Autuori decepcionou as várias pessoas que o defendiam, trabalhavam por ele.

E não era por pouca coisa.

Tentavam convencer a cúpula da CBF, ligada a Ricardo Teixeira, de que ele é o homem ideal para substituir Dunga.

O técnico da Seleção Brasileira diz que deixa o cargo mesmo se for campeão na África.

Teixeira já foi empolgado com o nome do técnico.

Foi.

Afinal ele foi campeão mundial com o São Paulo.

Venceu duas vezes a Libertadores: com o São Paulo e com o Cruzeiro.

Deu o único título brasileiro ao Botafogo.

Não haveria rejeição bairrista ao seu nome.

Experiência internacional não lhe faltaria

Treinou desde times em Portugal, Japão, Catar até a Seleção Peruana.

Mas a sua volta ao Grêmio mostrou que ele se perdeu.

Está em um momento estranho na sua carreira.

Ele foi contratado a peso de ouro pelo time gaúcho.

A equipe era muito boa no ano passado.

Veio para ganhar a Libertadores.

Não conseguiu vencer sequer uma partida pela competição sul-americana.

Ele se mostrava indeciso, deixava os jogadores inseguros com seus esquemas defensivos.

Os jogadores reclamavam para a imprensa que não tinham como atacar.

Autuori os travava taticamente.

E mais, ele não aceitava questionamentos.

De ninguém.

Os dirigentes e jornalistas gaúchos o consideravam como parecia: extremamente arrogante.

Tudo isso chegou até Ricardo Teixeira.

A sua saída foi pela porta dos fundos.

Ele voltou para o mesmo Al Rayyan, de onde havia vindo.

Houve até uma comemoração silenciosa dos jogadores gremistas.

Agora a demissão tumultuada no Catar.

Por estar perdendo para o time dirigido por Caio Júnior, o Al Gharafa, por 3 a 0, no primeiro tempo.

Autuori entrou em um queda livre no pior momento.

Quando poderia aspirar assumir até a seleção brasileira.

Mas agora ele precisa é fazer uma reciclagem.

Isso se quiser continuar como técnico.

Porque em Porto Alegre havia a certeza de que ele já se achava acima do bem e do mal.

Situação que é pecado mortal para qualquer treinador.

Quando ele perde o senso.

Acredita que é maior que os dirigentes, os torcedores, o próprio clube.

Há um bom exemplo em Belo Horizonte do que a prepotência pode fazer com uma carreira vitoriosa...

(Para deixar mais evidente a triste fase de Paulo Autuori.

Ele teve uma reunião hoje com os donos do clube do Catar.

E como tem contrato até 2012 voltou atrás na demissão.

Autuori repensou a demissão e garantiu seu alto salário por mais dois anos...)