Publicado em 10/02/2010 às 09h01
A decadência de Paulo Autuori. O técnico que deveria ser o substituto de Dunga na Seleção…

A notícia chegou ontem à noite para pessoas importantes da CBF.
Paulo Autuori se recusou a voltar para o segundo tempo.
E pediu demissão do milionário Al Rayyan, no Catar.
A partida foi ontem e o time que dirigia perdia por 3 a 0 no primeiro tempo.
Os donos da equipe foram pedir satisfações e Autori abandonou o clube.
A queda melancólica de Autuori decepcionou as várias pessoas que o defendiam, trabalhavam por ele.
E não era por pouca coisa.
Tentavam convencer a cúpula da CBF, ligada a Ricardo Teixeira, de que ele é o homem ideal para substituir Dunga.
O técnico da Seleção Brasileira diz que deixa o cargo mesmo se for campeão na África.
Teixeira já foi empolgado com o nome do técnico.
Foi.
Afinal ele foi campeão mundial com o São Paulo.
Venceu duas vezes a Libertadores: com o São Paulo e com o Cruzeiro.
Deu o único título brasileiro ao Botafogo.
Não haveria rejeição bairrista ao seu nome.
Experiência internacional não lhe faltaria
Treinou desde times em Portugal, Japão, Catar até a Seleção Peruana.
Mas a sua volta ao Grêmio mostrou que ele se perdeu.
Está em um momento estranho na sua carreira.
Ele foi contratado a peso de ouro pelo time gaúcho.
A equipe era muito boa no ano passado.
Veio para ganhar a Libertadores.
Não conseguiu vencer sequer uma partida pela competição sul-americana.
Ele se mostrava indeciso, deixava os jogadores inseguros com seus esquemas defensivos.
Os jogadores reclamavam para a imprensa que não tinham como atacar.
Autuori os travava taticamente.
E mais, ele não aceitava questionamentos.
De ninguém.
Os dirigentes e jornalistas gaúchos o consideravam como parecia: extremamente arrogante.
Tudo isso chegou até Ricardo Teixeira.
A sua saída foi pela porta dos fundos.
Ele voltou para o mesmo Al Rayyan, de onde havia vindo.
Houve até uma comemoração silenciosa dos jogadores gremistas.
Agora a demissão tumultuada no Catar.
Por estar perdendo para o time dirigido por Caio Júnior, o Al Gharafa, por 3 a 0, no primeiro tempo.
Autuori entrou em um queda livre no pior momento.
Quando poderia aspirar assumir até a seleção brasileira.
Mas agora ele precisa é fazer uma reciclagem.
Isso se quiser continuar como técnico.
Porque em Porto Alegre havia a certeza de que ele já se achava acima do bem e do mal.
Situação que é pecado mortal para qualquer treinador.
Quando ele perde o senso.
Acredita que é maior que os dirigentes, os torcedores, o próprio clube.
Há um bom exemplo em Belo Horizonte do que a prepotência pode fazer com uma carreira vitoriosa...
(Para deixar mais evidente a triste fase de Paulo Autuori.
Ele teve uma reunião hoje com os donos do clube do Catar.
E como tem contrato até 2012 voltou atrás na demissão.
Autuori repensou a demissão e garantiu seu alto salário por mais dois anos...)
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