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08
fev
15:02

O São Paulo se cansou de apostar em Dagoberto…

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bang O São Paulo se cansou de apostar em Dagoberto...

Juvenal Juvencio foi hoje um dos primeiros a saber sobre o diagnóstico de Dagoberto.

O meia ficará três semanas, no mínimo, sem jogar pelo São Paulo.

O presidente não se conformou.

Logo agora que ele estava jogando bem...

Dagoberto é um enigma dentro do próprio Morumbi.

Há dois dirigentes que cercam o presidente Juvenal.

E  é com eles com quem troca confidências.

São o vice de futebol Leco e o seu assessor especial Jesus Lopes.

Um já não acredita no futebol de Dagoberto há pelo menos dois anos.

O outro jura que o São Paulo tem um craque de Seleção.

Juvenal ouve pelo menos uma vez por semana conselho para vendê-lo e conselho para transformá-lo em grande estrela do clube.

A indefinição em relação a Dagoberto já atrapalhou Muricy Ramalho.

Quando era escalado desde o início jogava mal.

Quando começava na reserva e ia bem reclamava para a imprensa.

E adeus bom ambiente.

O sobe e desce do jogador não tinha hora, local para acontecer.

Já fez treinos maravilhosos e jogos ridículos.

E coletivos vergonhosos e partidas consagradoras.

Dagoberto detesta ser questionado.

Ele foi tratado como craque, desde garoto ouve que nasceu para brilhar na Europa, na Seleção Brasileira.

A saída do Atlético Paranaense para o São Paulo foi tumultuada.

Briga na Justiça, o clube paulista o apoiando financeiramente na batalha.

O cenário estava montado para Dagoberto ser o rei do Morumbi.

Há um misto de decepção com aquela expectativa de marido apaixonado por mulher geniosa: um dia ele vai mudar.

Só que este dia nunca chegou.

Clubes do Leste europeu se interessaram por ele, mas nunca se mostraram dispostos a investir muito dinheiro.

E ele também estimulava os famosos irmãos Malaquias a não fecharem transações com clubes médios europeus.

Dagoberto pensou que o São Paulo fosse ser um trampolim com molas fortes.

E que iria ser ídolo do Milan, Manchester, Real Madrid, Barcelona.

O cenário está desgastado.

Foi montado para ele e o meia nunca conseguiu se firmar.

Neste ano parecia que seria diferente.

Fez até as pazes para valer com Washington...

Aí vem a distensão muscular e três semanas fora.

Não enfrenta Monterrey e Once Caldas pela Libertadores.

E ainda perde o clássico contra o Palmeiras.

Cléber Santana ganha a chance.

E pode até assumir a posição que era reservada para o gênio que veio do Paraná.

E nunca se firmou no São Paulo.

Enquanto isso, a diretoria insiste com que Fernandão enfrente de vez a diretoria do Goiás.

Quem sabe a camisa tricolor caia melhor nele do que no enigmático Dagoberto?

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