Publicado em 08/02/2010 às 13h34
Enfim o dinheiro dos Perrellas trabalhando a favor do Cruzeiro…

O blog já havia publicado no início do ano detalhes de uma conversa entre Kléber e Adílson Batista.
O atacante estava cansado dos boatos que deixaria o Cruzeiro e forçaria a sua transferência para o Palmeiras.
Ele disse a Adílson que contasse com ele para o time que iria disputar a Libertadores.
Estava tudo acertado.
Até que empresários ligados ao Porto procuraram Zezé Perrella.
Todos se esqueceram da promessa de só negociar o atacante por 10 milhões de euros.
O Porto por conveniência.
O Cruzeiro por... por... Só Deus e Zezé Perrella sabem.
O time mineiro aceitou a proposta de 5,5 milhões de euros.
Mesmo depois de Zezé assegurar a Adílson que Kléber não sairia por menos de 10 milhões.
Kléber foi até Portugal e discutiu com os dirigentes.
Queria mais dinheiro.
Foi dura a batalha.
O jogador desistiu logo.
Parte vingativa da direção lusitana resolveu se vingar.
E espalhou para justificar o fracasso na transação que Kléber estava com problemas médicos e não passou no exame do clube.
Mentira deslavada.
Kléber voltou para Belo Horizonte desgostoso com Perrella.
Estava disposto a procurar outro clube, não precisaria ser necessariamente o Palmeiras.
O Flamengo lhe oferecia portas abertas.
Mas não esperava o banho de amor da torcida cruzeirense no aeroporto.
E nem a tomada de consciência de Perrella.
O presidente cruzeirense confessou que estava arrependido por ter liberado a sua venda.
Isso é fato mais raro do que Luxemburgo admitir que errou em uma substituição.
Kléber voltou, treinava forte, mas ainda havia no ar um clima de ressentimento.
Zezé Perrella sabe que no futebol vale a máxima da esposa interesseira: tudo se resolve com dinheiro.
E chamou o atacante para uma conversa.
E a oferta inesperada de renovação de contrato até 2015.
O jogador e seu empresário nem acreditaram na proposta.
Os salários foram substancialmente aumentados.
Ele recebe como um jogador brasileiro na Europa.
Toda a cúpula cruzeirense que cerca Zezé Perrella apoiou e até aconselhou a renovação antecipada e o aumento para Kléber.
Ainda mais às vésperas da estréia do time na fase de grupos na Libertadores 2010.
Na ponta do lápis, o dirigente cruzeirense sabe que fez um excelente negócio.
Manteve a alma da equipe.
Deu fôlego ao já ótimo time de Adílson Batista.
Reconquistou até um pouco da gratidão do torcedor cruzeirense que o elegeu como inimigo.
Logo no embarque para Buenos Aires para enfrentar o Velez.
Kléber é só alegria.
E diz a qualquer jornalista que passe por perto dele que será quase impossível sair do Cruzeiro.
Mas os Perrellas sabem que não é bem assim.
O contrato de 2015 não assegura cinco anos de paz, tranquilidade.
Se surgir uma proposta boa, tudo pode mudar.
Mas pelo menos nessa Libertadores o Cruzeiro terá Kléber.
Animado, feliz, com o bolso cheio.
O futuro pertence aos Perrellas.
Mas que desta vez eles acertaram, ah...acertaram...
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