Posts de 2 de fevereiro de 2010

Quem está mais ensandecida em Minas Gerais? A torcida do Cruzeiro ou a do Atlético Mineiro?

duplinha Quem está mais ensandecida em Minas Gerais? A torcida do Cruzeiro ou a do Atlético Mineiro?

Belo Horizonte está à beira da loucura.

Está rachada e fazendo festa até para relâmpago.

As torcidas de Atlético Mineiro e Cruzeiro decidiram endeusar quem decidir vestir os respectivos uniformes.

Os cruzeirenses inovaram e perderam qualquer vergonha de celebrar uma transação que não deu certo.

Kléber foi saudado como se tivesse sido comprado por Zezé Perrella.

E não como o jogador que Perrella tentou empurrar para o Porto e não ficou pelo tempo de contrato e porque pediu mais dinheiro.

A recepção desarmou completamente o jogador.

E seu empresário.

Os dois estavam culpando Perrella de falta de carinho com o atleta.

E desprezou a vontade que ele tinha de disputar a Libertadores.

Muito carente, o atacante já ia começando a armar o seu tradicional bico e começava a pensar em sair do Cruzeiro.

Sim, o velho caminho.

O presidente Belluzzo se comporta como uma noiva arrependida que terminou o noivado.

Quer Kléber de volta ao Palestra Itália.

E vai iludindo quem passa perto dele.

Até para ascensoristas ele diz que Kléber está perto de voltar.

Mas parece que agora Perrella vai ouvir Adilson Batista sobre a necessidade de manter o jogador.

Ele representa como poucos a garra, a coragem que a Libertadores exige.

Kléber sabe que está devendo.

Teve duas atuações pífias nas finais do ano passado.

A chance de dar a volta por cima é agora.

Depois de ser carregado nos ombros por uma torcida que o ama e não veste verde, Kléber mudou o foco.

De novo.

Agora quer retribuir tamanha demonstração de carinho.

E agora diz que fica.

Em compensação, do outro lado da cidade, paraguaio está até agora com os olhos esbugalhados.

Cáceres, jogador mediano teve uma recepção de Beckenbauer pelos atleticanos.

Ele ficou até constrangido.

Esperava que que só seu empresário estivesse no seu retorno ao Galo.

Mas ele não sabe que os torcedores estão 'dopados' pelas promessas da dupla Luxemburgo e Kalil.

E qualquer jogador passa a ser um gênio, um superdotado.

Foi assim com Zé Luís, Obina e por aí vai.

O importante é fazer festa.

Dizer que seu time é o maior do mundo.

A hegemonia em Minas Gerais é cruzeirense.

Os atleticanos garantem que isso irá acabar.

As cartas estão na mesa.

A ansiedade é igual nos dois lados.

Zezé Perrella não tolera nem ouvir falar o nome de Luxemburgo.

E exigiu de Adílson Batista a conquista do quintal, antes da América.

Quer o Campeonato Mineiro.

Já Kalil avisou Luxemburgo que deseja a Libertadores via Copa do Brasil.

E exige o Mineiro para acabar com a empáfia de Zezé Perrella.

O clima em Belo Horizonte está de euforia.

Todos estão contaminados.

Até a centrada imprensa.

Os reforços começam a ganhar adjetivos imerecidos

Mas o que vale é a rivalidade.

Um está empurrando, cutucando o outro.

Isso é bom para o Cruzeiro e para o Atlético Mineiro.

Belo Horizonte acordou.

E de um modo nada discreto.

Mas fica a dúvida.

Qual torcida está mais ensandecida?

A que comemora uma negociação fracassada?

Ou a que faz festa para um zagueiro paraguaio bem 'mais ou menos'?

(Não queria. Evitei o máximo que pude. 

Mas como fui muito acarinhado pela torcida do Atlético Mineiro, vou recordar um dado importante.

 Analisem esse time: Bruno; Cáceres, Lima e Thiago Junio; Rodrigo Dias, Alicio, Rafael Miranda, Tchô (Rodrigo Silva) (Euller) e Rubens Cardoso; Renato e Pablito (Quirino)
Técnico: Lori Sandri. 

Essa equipe foi rebaixada para a Série B em 2005.

Cáceres além de ter disputado duas Copas com o Paraguai, traz no currículo esse rebaixamento.

Para mim a festa ficou ainda mais estranha.

Eu gostaria que viessem jogadores mais fortes do que o Cáceres para o Atlético Mineiro.

Mas há gosto para tudo.)

A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias…

head A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias...

Sim, seu contrato terminaria no final do ano.

E ele poderia ir embora de graça.

Mas quem falou que se ele tivesse uma boa proposta, André Dias não ficaria no São Paulo.

Ele foi para a Lazio por cerca de R$ 6,5 milhões.

Dinheiro muito baixo para quem tinha a responsabilidade de comandar a defesa tricolor.

Gritar, orientar, cobrar.

Não trocou agressões em pleno jogo com Hugo?

É dessa raça que o São Paulo abriu mão.

E não só raça.

O poder de antecipação.

A saída de jogo com a bola dominada.

Foi um péssimo negócio.

O time ficou com Renato Silva, Alex Silva e Miranda para a zaga.

Ricardo Gomes assistiu a tudo de camarote.

Ele esperava ter de escalar o São Paulo no 4-4-2, mas apostava na ida de Miranda para a Europa.

No fim, foi André Dias.

Os próprios jogadores lamentaram a ida de um dos líderes do elenco.

E, para vários atletas, André Dias era bem melhor do que o badalado Miranda.

Mas a diretoria não tentou segurá-lo.

Ele disse que seu sonho era atuar na Europa, mas esperava uma oferta do São Paulo para ficar.

Não simplesmente um "Vá com Deus".

Agora o São Paulo vai começar a Libertadores sem o seu zagueiro com maior personalidade.

Com novo esquema tático.

Com vários jogadores desentrosados.

E sem um lateral direito talentoso de ofício.

Muito estranho essa planejamento do São Paulo para tentar ganhar a Libertadores.

Muito estranho...

Muricy Ramalho não merece ser um outdoor ambulante. É um desrespeito ao Palmeiras…

que Muricy Ramalho não merece ser um outdoor ambulante. É um desrespeito ao Palmeiras...

O departamento de marketing do Palmeiras está em festa.

Acredita haver inovado no mundo esportivo.

Depois de inúmeras reuniões conseguiu criar um plano de impressionar gênios da propaganda.

Há a chance de alguém filmar esse projeto para ganhar, fácil, o Leão de Ouro em Cannes.

Os dirigentes simplesmente transformaram Muricy Ramalho em painel ambulante.

Por R$ 1,3 milhões anuais ele estará com boné e camiseta azuis de uma seguradora.

Não vale a pena citar o nome neste modesto blog, já que terá visibilidade demais.

O treinador, constrangido, não teve como dizer não.

Ele sabe o quanto o Palmeiras tem problemas financeiros.

Precisa de reforços para montar um time que represente um clube tão glorioso.

Vai que uma parcela do que a seguradora está pagando não pode ajudar a trazer um meia canhoto?

Do tipo Douglas, que ele pediu, indicou e o Palmeiras perdeu por falta de recursos para o Grêmio?

Ou então faça o clube aumentar a proposta por Val Baiano, que até se ofendeu com tão pouco dinheiro oferecido...

Ironias à parte, o papel que Muricy está se sujeitando é ultrajante.

Ele tem uma carreira muito respeitosa.

É um dos maiores treinadores do País.

Sua imagem vale muito mais do ser um homem-sanduíche.

Qual a diferença de ostentar uma camiseta e um boné azuis bebê de um pobre aposentado na praça da Sé anunciando ouro?

O intuito é o mesmo.

Vender o produto anunciado.

Muricy tem uma missão nobre no mundo do futebol.

Ser o treinador do Palmeiras.

Único clube a ter a honra de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão.

Sucede Oswaldo Brandão, Luiz Felipe Scolari, Rubens Minelli, Telê Santana e tantos outros.

O apaixonado presidente Luiz Gonzaga Belluzzo deveria poupar o técnico do clube que tanto ama de passar por esse vexame.

Não há dinheiro que valha transformar o treinador palmeirense em um outdoor ambulante...

O que você sente quando vê Ronaldo e Dunga recomendando cerveja?

cerveja O que você sente quando vê Ronaldo e Dunga recomendando cerveja?

Essa pesquisa foi imposta por leitores do blog.

Foram inúmeros pedidos.

Dunga, técnico da seleção brasileira, acaba de participar de uma propaganda de cerveja.

Antes havia sido Ronaldo.

O Mininistério Público de São José dos Campos entrou com uma representação na Justiça contra a Ambev em relação ao comercial.

As cervejas estão banidas dos estádios brasileiros.

A cerveja Kaiser fechou patrocínio com os quatro grandes de São Paulo: Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

Por dinheiro, tornou-se a bebida oficial do G4 paulista.

Vários atletas famosos já indicaram bebidas, remédios inúteis e cigarros em propagandas.

É justo?

É honesto com o torcedor?

Qual a sua reação quando você vê os campeões mundiais Dunga e Ronaldo divulgando cerveja?

Eles incentivam jovens gerações a beber?

Ou é hipocrisia e tudo tem de ser permitido?

A mãe Patrícia Amorim tentando manter Petkovic no Flamengo…

supermae A mãe Patrícia Amorim tentando manter Petkovic no Flamengo...

Ser mãe traz serenidade, paciência, poder de conciliação.

Ainda mais mãe de quatro filhos.

Quatro.

A escritora Raquel de Queiroz já disse que 'uma vez mãe, a mulher passa a tratar todos como mãe'.

E é exatamente isso que Patrícia Amorim está fazendo no affair Petkovic e Marcos Braz.

Ela tem uma nova crise no futebol do Flamengo para administrar.

A primeira ela já conseguiu  domar.

Conseguiu convencer Andrade a receber um salário digno sem supervalorização.

Patrícia chegou na hora certa.

Em que o mesmo vice Marcos Braz estava quase duelando com Andrade.

Entrando na fase do 'eu ou ele'.

Contrariado, Marcos viu Andrade receber um aumento substancial.

O dirigente diz a amigos que defende o dinheiro do Flamengo mais do que o seu.

E aí surgiu Petkovic.

Braz já foi contra o acordo do retorno do sérvio.

Mas não tinha como trabalhar politicamente contra o fato de o Flamengo economizar R$ 8 milhões.

O clube devia R$ 16 milhões a Pet, e ele aceitou receber a metade desde que voltasse a jogar.

A convivência vinha boa até o pedido de aumento de bichos nos jogos finais do Brasileiro.

E a repentina revolta do sérvio com a substituição no clássico de domingo.

A troca de palavrões entre os dois no vestiário e Pet desafiando o bom senso e Braz.

Foi embora.

Voltou, sem graça, ontem.

Pensou que seria tudo perdoado imediatamente.

Só que Braz havia dito no domingo que seria ele ou Pet na Gávea.

A mãe e presidente Patrícia Amorim entrou em cena e usou a mesma estratégia que utiliza com os filhos.

Repreendeu o mais levado, que provocou a briga.

No caso, Pet.

E o fez prometer a Braz que não faria de novo.

Os dois ainda estão de mal.

Não se falam.

Mas Patrícia tem quase certeza de que venceu mais uma crise no papo.

Quase.

Ainda há risco no ar.

Empresários de clubes sem um meia talentoso quanto o sérvio, como o Palmeiras, São Paulo e Botafogo se assanharam.

E estarão atentos às palavras de Braz.

Ele garante que irá definir o futuro de Pet nesta tarde.

Patrícia tenta mostrar tranquilidade, mas tem uma ponta de preocupação.

Se um dos seus filhos a desobedecer, ela sabe como agir.

Como presidente, ela não pode ser colocada à prova.

Se Braz resolver fazer o que deseja, quebrar a hierarquia e demitir Pet, a contragosto Patrícia terá de agir.

E sobrará para o dirigente que se sentiu desrespeitado, ofendido.

Coração de mãe tem limite...