Posts de janeiro/2010

A saída pela porta dos fundos do pentacampeão Edmílson do Palmeiras…

porta A saída pela porta dos fundos do pentacampeão Edmílson do Palmeiras...

A saída pela porta dos fundos não deveria ser para todos.

Como é típico das contratações que Luxemburgo faz, ele disse que estava trazendo o líder que faltava ao Palmeiras.

Pentacampeão do mundo, jogador do Barcelona, Lyon, Villarreal, São Paulo.

Edmílson seria o grande líder que conduziria o time na Libertadores.

Luxemburgo discursou, prometeu que a versatilidade dele seria fantástica.

Durante a mesma partida ele seria zagueiro, volante, meia.

Um fenômeno.

Faz exatamente um ano que o técnico fez essas promessas.

Edmílson não as negou.

Pelo contrário.

Disse que tudo o que havia vivido na Europa  ainda acrescentaria à visão de como formar um time campeão.

Como orientar os mais jovens.

Como dar o exemplo.

A diretoria batia palmas entusiasmada.

Só que, infelizmente, para o Palmeiras, Edmílson foi uma caricatura de Edmílson do Barcelona.

O jogador se mostrou lento, sem forças para a vibração que desejava passar.

Luxemburgo já havia ficado constrangido com as atuações do volante pentacampeão.

Assim como Muricy Ramalho.

A situação era constrangedora.

Como afastar o jogador de tão boa índole?

Porque vontade não faltava.

O que Edmílson não teve foi condição física de colocar em prática tudo o que combinava com os treinadores.

E com os próprios companheiros de time.

Quantos gols o Palmeiras não tomou por falta de velocidade dele, peça chave no esquema?

De maneira silenciosa, o jogador percebeu o desinteresse no Palestra Itália por ele.

Pouco importa que tinha contrato até o final deste ano.

Teve a dignidade de chamar os dirigentes e pedir para ir embora.

Sem escândalo, sem briga por mais dinheiro.

Sem nenhum torcedor pedindo para ele ficar.

Muito pelo contrário.

Edmílson tem tudo para se tornar um grande treinador.

Visão de jogo, personalidade e maneira de tratar os companheiros.

Tudo leva para a nova carreira.

Como jogador de time de ponta, de equipe que dependa dele, a situação se complica.

O Atlético Mineiro, com Luxemburgo, mostra estar com portas abertas a ele.

Mas Edmílson mesmo deveria pensar 30 vezes antes de dizer sim.

Financeiramente ele já está resolvido.

Ele não pode deixar o ego atrapalhar.

Se não puder ser o jogador que todos esperam, não deveria manchar sua carreira que foi tão vitoriosa.

Não um atleta com a índole tão decente como a de Edmílson...

A primeira preocupação grave de Dunga para a Copa da África: Kaká…

kaka A primeira preocupação grave de Dunga para a Copa da África: Kaká...

Dunga está sabendo.

E está muito preocupado.

O médico Runco também.

"Justo ele?", desabafou o auxiliar Jorginho a um amigo no litoral norte paulista.

A Comissão Técnica Brasileira já tem o seu primeiro motivo para tensão em 2010.

A pubalgia de Kaká.

O jogador está sentindo fortes dores na região pubiana, logo abaixo do umbigo.

E ela tem prejudicado demais o seu rendimento no Real Madrid.

Ele não consegue se movimentar, chutar com precisão.

Dói com qualquer esforço.

Muito provavelmente esse seja o motivo do seu desempenho mediano no Real e seus minguados quatro gols.

"A pubalgia é uma das lesões mais traiçoeiras para o atleta de futebol", costuma dizer Runco.

Quando Jorginho desabafou, perguntando 'justo ele?', o auxiliar de Dunga sabia do que estava dizendo.

O jogador é capaz de suportar calado as fortes dores da contusão.

A lesão de Kaká tem várias implicações.

Ele e Cristiano Ronaldo foram contratados para serem as grandes estrelas do time galáctico do Real Madrid.

A pubalgia costuma atacar atletas submetidos a excesso de esforço, de exercícios.

As dores são absolutamente subjetivas.

Não existem aparelhos no mundo capazes de medir a intensidade dessas dores.

Ou seja: um médico pode achar que o jogador tem condições de entrar em campo, e ele estar se contorcendo de dor.

Ou pior, o atleta fingir estar bem e enganar o médico.

Tudo é muito mais problemático diante da personalidade de Kaká.

Se fosse qualquer outro atleta, ele pensaria primeiro nele e abandonaria treino e jogos ao menor sintoma de dor.

A Comissão Técnica brasileira teme que, por senso de responsabilidade, o meia esteja indo além do recomendável, jogando no sacrifício.

Afinal, o clube espanhol gastou 65 milhões de euros, cerca de R$ 164 milhões com ele.

Kaká tem de justificar o investimento.

A situação é complicadíssima.

Seu futebol não tem empolgado ninguém.

Todos comentam em voz baixa sobre a pubalgia.

Mas uma operação de púbis agora colocaria o Campeonato da Espanha e a Liga dos Campeões da Europa em risco.

A recuperação leva em média de dois a três meses para o atleta voltar aos gramados.

Se precisar operar mais tarde, digamos em abril, como ficará a Copa do Mundo para Kaká?

Kaká terá 28 anos durante o Mundial.

Estará no seu auge como jogador.

Dunga precisa dele como seu grande líder em campo.

Na Copa de 2002, ele atuou apenas 19 minutos contra a Costa Rica.

Na de 2006, o jogador foi uma sombra do que se esperava dele, fracassou com o restante do time.

A 'Copa de Kaká' seria esta, a de 2010 na África.

A Comissão Técnica da Seleção Brasileira não pode interferir no Real Madrid.

Se pudesse, o caso já teria uma solução.

Ou o tratamento intensivo, com afastamento dos gramados.

Ou a temida operação.

De uma maneira ou outra, tudo o que Real Madrid e Kaká não podem fazer é arrastar a situação.

Levá-la para o Mundial.

A pubalgia é uma das contusões mais comuns e complicadas do futebol moderno.

E não perdoa ninguém.

Nem Kaká.

É bom ele saber...

Zico pensa em abandonar a carreira de técnico. Nem deveria ter começado…

zicooo Zico pensa em abandonar a carreira de técnico. Nem deveria ter começado...

Impressionante a tristeza de Zico.

A demissão do Olimpiacos foi inesperada, cruel.

A sua dor supera a de Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo ao perderem seus empregos no Chelsea e no Real Madrid, por exemplo.

Zico não tem e  nunca terá a casca grossa dos treinadores.

A causa é a sua carreira vitoriosa como jogador.

Ele não está, e não estará acostumado nesta encarnação, a ser mandado embora, ser dispensado.

O gênio que foi nos gramados não entende a expressão saia daqui.

Quem conviveu com Zico pôde aprender com sua honestidade, sua retidão de caráter.

Foi assim com o dono do blog na França, durante a Copa do Mundo de 1998.

Ele não concordava com os treinos frouxos e o excesso de regalias do time.

Reclamou com o presidente Ricardo Teixeira e não foi ouvido.

Discutiram.

Zico declarou que nunca voltaria a trabalhar na Seleção Brasileira enquanto Teixeira fosse o presidente da CBF.

Várias pessoas influentes tentaram reaproximar os dois, mas Zico sempre recusou.

Não suportou a rotina longe dos gramados.

Criou o seu próprio clube, o CFZ.

Depois de recusar cerca de dez convites para treinar o Flamengo, aceitou se aventurar como treinador.

Afinal, via tanta gente que foi medíocre no futebol se dar bem.

Assumiu o Kashima Antlers, time que onde encerrou sua carreira.

Ficou quatro anos na Seleção Japonesa.

Assumiu depois da Copa de 2002 e ficou até o Mundial de 2006.

Ficou nítido que conseguiu o que pôde, com o fraco material humano.

Venceu, mesmo assim, a Copa da Ásia e a Copa Kirin.

E quase eliminou o Brasil na Copa das Confederações em 2003.

Na Copa da Alemanha, o Japão foi decepcionante, eliminado na primeira fase.

Depois Zico partiu para o futebol turco.

Foi campeão da Turquia com o Fenerbahce.

E sob seu comando, o time fez uma campanha inesquecível na Liga dos Campeões da Uefa, caindo só nas quartas-de-final.

Veio o caminhão de dinheiro para trabalhar no Usbequistão, no Bunyodkor.

Ganhou o campeonato usbesque e ajudou, com Rivaldo, na evolução do futebol na antiga província soviética.

Depois, o CSKA na Rússia e o Olimpiakos.

Em cinco meses foi demitido dos dois clubes.

Foi demais para Zico.

Ele está deprimido e muito disposto a largar a carreira de técnico.

Há a chance de um ano sabático, sem fazer nada.

Apenas pensar na vida.

Esse é o problema dos grandes ídolos que decidem serem treinadores.

No fundo da alma não se conformam em ser maltratados, serem demitidos.

Todo o prestígio construído com suor e talento some de maneira impressionante.

Basta dar um passeio em Buenos Aires e tocar no nome de Diego Maradona.

Talvez uma das poucas decisões sensatas de Edson Arantes do Nascimento foi não ter aceitado ser treinador.

Aos 56 anos, Zico não merecia estar passando pelo vexame de ser demitido na Grécia.

Zico nasceu para ser aplaudido.

Não para ouvir portas batendo às suas costas.

Chega de dar esse gostinho sádico para japoneses, turcos, russos, gregos.

Você não precisa disso, Zico.

Você é um dos poucos mitos vivos do Brasil.

Seu lugar é aqui...

A intolerância irracional entre Vasco e Flamengo…

caimm A intolerância irracional entre Vasco e Flamengo...

Intolerância.

Essa é a palavra que define a postura do presidente do Vasco, Roberto Dinamite.

Ele disse que não há cabimento Carlos Alberto almoçar com o irmão Fernando.

A história é simples.

O meia vascaíno jogou no sábado e, de folga, no domingo, foi visitar Fernando.

Na concentração do Flamengo.

Desejou boa sorte ao irmão e almoçou com ele.

Bastou para uma grande e inútil discussão.

Nunca o vascaíno poderia ter ido na concentração do rival e almoçado com um jogador rubro-negro.

Pouco importa que fosse o seu irmão.

Uma grande bobagem.

Carlos Alberto já fez tudo de ruim que cabe a um bad boy.

Trocou tapas na cara e cusparadas com Tevez.

Fugiu de concentração.

Chegou inúmeras vezes atrasado.

Chamou para a briga o então seu treinador no Corinthians, Leão.

Se descuidou da forma física.

Chegou aos clubes várias vezes sem dormir.

Mas nos últimos tempos ele estava tranquilo.

Até demais.

E agora está sendo crucificado por ter alm0çado com o irmão.

Roberto Dinamite não pensou direito e ameaçou até multá-lo.

Tenha paciência.

Em tempos em que todos desejam a paz nos estádios, essa postura do dirigente vascaíno é digna de Eurico Miranda.

Desta vez, Carlos Alberto está completamenter inocente.

Desta vez.

O ex-jogador e agora presidente vascaíno precisa acabar com seu lado torcedor irracional.

E não dizer bobagens como a que ele nunca faria nada parecido.

Não faria mesmo porque nunca teve um irmão jogando no Flamengo.

Roberto Dinamite deveria era oferecer um almoço a Fernando em São Januário.

E deixar a rivalidade para o gramado, no dia do clássico.

Com exemplos desses há como cobrar comportamento pacífico da torcida?

Se nem irmãos podem almoçar juntos por jogarem em times diferentes...

Entenda por que Rogério Ceni é considerado melhor que Marcos…

deis1 Entenda por que Rogério Ceni é considerado melhor que Marcos...

Acaba de ser divulgada a relação dos melhores goleiros do mundo, desde 1987.

A lista é fria, leva em consideração as estatísticas.

Tanto que foi feita pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol).

O primeiro colocado foi o italiano Buffon.

O melhor brasileiro foi Taffarel, apenas em 10º, depois vem Dida em 13º.

Júlio César é o 27º.

Rogério Ceni, o 28º.

E Marcos apenas o 42º do ranking.

Aí é que começa o post.

Marcos não está em melhor colocação porque não foi campeão mundial interclubes.

E por quê?

Por haver cometido um pecado mortal contra o Manchester United na final, em 1999.

A explicação para o lance infantil, nunca repetido em jogo importante, foi dada ao blog.

Sempre sincero e brincalhão, ele entregou Felipão, logo depois do pentacampeonato.

"Chegamos ao Japão com toda a confiança que iríamos ganhar do Manchester.

Tínhamos time para isso.

Na noite anterior do jogo, o Felipão passou um vídeo mostrando que todos os cruzamentos ingleses pela esquerda eram curtos.

Na primeira trave. Eu deveria estar atento para antecipar.

Esse foi o erro.

Entrei condicionado.

Só pensando no vídeo.

Quando a bola foi levantada para a área, dei um passo para a direita e fiquei com todo o meu peso na perna direita para antecipar.

A bola foi longa, alta, ao contrário do que vimos no vídeo.

Me encobriu, não tive chance de me recuperar.

Foi uma grande falha.

Infelizmente perdemos o título ali.

Porque o time desperdiçou vários e vários gols.

Só o que ficou marcado foi o 1 a 0 para o Manchester, neste gol bobo, idiota.

Se o Barbosa ficou marcado pela derrota em 1950, eu também vou ficar marcado pelo gol do Keane."

Marcos teve a chance de ser recuperar e foi o goleiro titular da Copa do Mundo que venceu o Mundial de 2002.

Mas ele tinha razão.

Se não fosse pela falha, ele poderia ter a conquista de um título mundial interclubes como titular, como Ceni.

E o teria passado na avaliação.

Mas o mundo não o deixa esquecer o lance que mais lamenta em toda sua carreira...

Tardelli, a esperança do Atlético Mineiro. Cuidado por dois inimigos mortais: Leão e Luxemburgo…

fragil Tardelli, a esperança do Atlético Mineiro. Cuidado por dois inimigos mortais: Leão e Luxemburgo...

Enquanto Vagner Love é badalado, Fred virou santo para torcida do Fluminense, Kléber é disputado a tapas por Cruzeiro e Palmeiras, um outro artilheiro também está sonhando com a Seleção Brasileira.

Ele está em Belo Horizonte e responde pelo nome de Diego Tardelli.

Saiu desacreditado do Flamengo e foi o artilheiro do Brasil em 2009.

Marcou 42 gols.

Tardelli tem a fama de ser um jogador complicado.

E sempre a justificou.

Desde que começou no São Paulo, tinha problemas com horários de treinamentos e baladas.

Criado longe dos pais, ele sempre teve liberdade exagerada e a aproveitava.

"Era eu quem decidia o que iria fazer desde cedo. Lógico que um garoto iria errar", disse Tardelli ao autor do blog.

Foram várias entrevistas com ele e foi fácil perceber que sua evolução está atrelada a um treinador de métodos ultrapassados.

Filho de militares, Emerson Leão ocupou a figura paterna para Tardelli.

E, à força, conseguiu resgatar o futebol do jogador.

Foi uma mistura de gritos e afagos que trouxeram o jogador à realidade.

O que mais mexeu com o atacante foi, apesar das broncas leoninas, sentir-se especial.

"Se eu cobrei tanto o Diego foi porque vi um potencial muito acima da média. Ele estava sendo desperdiçado", relembra sempre o treinador.

Leão já demonstrou não ter acompanhado a modernidade.

Seus métodos truculentos não funcionam há muito tempo.

Mas para Tardelli, foi o remédio amargo que funcionou.

A ligação ficou para a vida inteira.

O atacante sempre telefona para Leão em busca de conselhos.

Mesmo casado e com uma filha.

Leão não se faz de rogado e cobra dedicação, investimentos em imóveis e que ele não se exponha à noite.

Os dois sabem que Tardelli está à beira de uma grande transação para a Europa.

Basta um bom Campeonato Mineiro, concentração total na Copa do Brasil e meio do ano que não há como segurá-lo.

Sua irregular carreira pode lhe proporcionar até mais.

Quase de maneira despercebida da grande mídia, ele foi lembrado por Dunga.

Quem sabe?

Não custa tentar.

Vanderlei Luxemburgo está longe de ser bobo.

Pode ainda estar sem foco por causa dos 'amigos' que o cercam e o tratam como Pedro III, o imperador do Brasil.

Mas sabe que Tardelli vive o seu auge como jogador.

O técnico precisa dele para fazer do Atlético Mineiro uma equipe com capacidade de acabar com a hegemonia do Cruzeiro em Belo Horizonte.

E cuidar dele com o cuidado de uma joia que precisa da última lapidação antes de ser vendida.

Luxemburgo quer o crédito desta negociação.

Quando está pensando apenas em futebol, o técnico ainda é capaz de surpreender.

Ainda mais agora, quando sua carreira passa por um momento fundamental.

Ele precisa provar para o Brasil se a sua decadência como técnico é definitiva ou não.

Ter os gols de Tardelli é imprescindível.

Embora longe do eixo Rio-São Paulo e da Libertadores, o atacante do Atlético Mineiro tem o ano mais importante da sua vida.

E cuidado como um cristal por dois inimigos mortais: Leão e Luxemburgo.

Esse futebol brasileiro tem histórias apaixonantes.

Basta abrir um pouco os olhos.

Boa sorte Tardelli...

Adriano promete a Love que o Flamengo o levará à Seleção Brasileira…

vagner love flamengo Adriano promete a Love que o Flamengo o levará à Seleção Brasileira...

Tudo começou com as lágrimas na apresentação.

Há quanto tempo no futebol brasileiro um jogador não chorava de alegria na sua apresentação a um clube?

Ou beijou com tanto gosto o escudo da camisa de um time?

Quem lembra?

Quem pode apontar algum?

Depois vieram os treinamentos.

As conversas com os novos companheiros.

E a promessa de dedicação integral a Andrade.

As trancinhas coloridas de vermelho e preto para agradar até auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

O toque final está nas constantes ligações para a direção do CSKA antecipar a liberação da documentação.

E ele já procurou o vice de futebol Márcio Braz se oferecendo para ir até Volta Redonda, mesmo tendo mínimas chances de entrar em campo.

Quer estar com o grupo, participar.

Vagner Love tem sido sinônimo de humildade na Gávea.

Se comporta como se estivesse grato por trocar o Flamengo pelo Palmeiras.

E deixa isso claro a qualquer torcedor que se aproxime dele.

Adriano, e sua eterna bolha, já percebeu toda essa dedicação e só o tem incentivado.

Em longas conversas animadas, o atacante insiste que Love tem o direito até de sonhar com a Seleção.

Com conhecimento de causa, Adriano garante que não há no Brasil clube com maior força para levar um jogador a vestir a camisa verde e amarela.

Ainda mais quando é atacante.

E disse, se depender dele, Vagner Love voltará a Seleção.

Era tudo o que o ex-jogador do Palmeiras queria ouvir para se dedicar mais ainda.

Quanto ao seu ex-clube, o atacante vai evitar dar declarações.

Não tem a menor saudade e saiu com a impressão que a diretoria o atrapalhou, o segurou por tempo demais.

Ele acredita que deveria ter sido liberado desde antes das férias.

E não existe para ele essa história de 'um dia eu volto'.

Já se arrependeu enormemente de ter retornado ao Palestra Itália, iludido com a história que lhe venderam que o time era forte demais e iria ganhar o Brasileiro e a Libertadores de 2010.

Não foi nada disso.

Além de ter a convicção de não ter sido aceito pelo grupo por causa de vaidade, por ter roubado a atenção da mídia.

E ciúme por causa do salário.

Já jogou fora a tinta capilar verde.

Essa nunca mais estará nas suas tranças...

Que pena que o Santos não enfrentará o Rio Branco todo domingo…

muitoboa Que pena que o Santos não enfrentará o Rio Branco todo domingo...

Bastou uma partida.

Contra o Rio Branco, que tem sérias dificuldades financeiras.

O jogo foi no Pacaembu, diante da torcida.

E o presidente do Santos já compara o time com o campeão brasileiro de 2002.

Giovanni deu um passe para o terceiro gol, quando a partida já estava decidida.

E foi incensado como o renascido.

Aos 37 anos ele é visto como uma espécie Jason da Praia Grande...

Giovanni sempre foi um jogador especial.

Se sua personalidade fosse um pouco mais forte, teria marcado época na Seleção Brasileira e no futebol mundial.

Mas teve o tempo todo de enfrentar o seu inimigo constante: a timidez.

No ano passado, ele disputou o Paulista pelo Mogi Mirim.

Foi uma pálida sombra do jogador sensacional que levou o Santos até a decisão do Brasileiro de 1995.

Ficou tão decepcionado que resolveu abandonar a carreira.

Voltou para o Pará, comprou uma academia.

Recebeu recados de Luís Álvaro que, se eleito, teria o final de carreira que merecia, com a dez do Santos.

Assim como Andres Sanches treme perto de Neto, o coração do novo presidente santista acelera ao ver Giovanni.

Luís Álvaro destronou Marcelo Teixeira e mandou buscar de volta Giovanni.

Aos 37 anos, ele está mais do que empolgado com a inesperada chance.

E está treinando como um alucinado, como se quisesse voltar no tempo.

Ele é o jogador ideal, tem nome e carisma para tirar o foco dos R$ 40 milhões que o dirigente havia prometido trazer para o Santos, quando era candidato.

Sem os R$ 40 milhões, que virão no segundo semestre, promete agora o presidente, o bom é falar do novo Santos.

De Neymar, de Ganso e de Giovanni.

A pose já é de favorito não só ao Paulista como à Copa do Brasil.

Bastou uma partida.

Uma vitória contra o Rio Branco, que tem sérias dificuldades financeiras.

Para não repetir todo o texto, fica a explicação para tanta ansiedade santista.

O clube precisa exorcizar a sombra de Marcelo Teixeira e mostrar que não é mais refém de empresários.

Só que tudo ainda está muito precoce.

Os torcedores santistas, tão feridos ultimamente, querem comemorar títulos.

Voltar a ver o time respeitado.

A ansiedade é enorme.

Só Dorival Júnior continua sereno.

Ele sabe a verdade do time que tem nas mãos.

Não há motivo para fazer tanta festa.

Pelo contrário.

Por isso ele está insistindo com o gerente Jamelli na busca de reforços.

A ilusão tem de ficar com os torcedores.

E até com o novo presidente.

Dorival não tem o direito de perder o rumo.

Ele sabe que o time santista ainda está longe de merecer festas, capas de jornais, comparações ao time de Robinho e Diego.

A não ser que enfrente todos os domingos no Pacaembu o Rio Branco.

Aí sim... será uma maravilha...

São Paulo não sabe o que fazer com Dagoberto…

auto São Paulo não sabe o que fazer com Dagoberto...

O que fazer com Dagoberto?

Essa é a pergunta que dominou a segunda-feira no São Paulo.

A expulsão infantil contra a Portuguesa mostrou novamente um grande descontrole do jogador.

Logo na primeira partida do ano ficou clara a sua irritação permanente.

No ano passado o Juvenal Juvêncio cansou de defender o atacante.

De acordo com o presidente, ele arrumava tantas expulsões por vontade de jogar.

Com Borges e Washington no elenco, Dagoberto detestava ficar de fora e quando entrava, jogava com raiva.

Por muito tempo essa desculpa foi aceita.

Só que agora não.

O caminho nunca esteve tão aberto.

Ele e Washington são titulares absolutos do São Paulo.

Mas mesmo assim, Dagoberto não se acalma.

Desde que chegou, em 2007, o jogador não se sente em casa no Morumbi.

Se comporta como se estivesse em dívida.

E está.

Suas entrevistas são secas, raivosas.

Não é segredo para ninguém que Dagoberto até hoje foi uma enorme decepção.

Não valeu toda a briga para tirá-lo do Atlético Paranaense.

Muito pelo contrário.

O auxiliar Milton Cruz que o observava há anos não se conforma com o fraco rendimento do jogador.

E olha que Milton não é de se enganar.

Para ele, Dagoberto seria uma fantástico para o São Paulo.

Jogador vertical, com habilidade e com ótimo poder de conclusão.

Essa era a definição de Milton Cruz para Dagoberto.

Só que ele não foi nem sombra do excelente jogador que era no Atlético Paranaense.

E não há explicação.

Fisicamente ele está ótimo.

Ganha um dos melhores salários.

Tem contrato até 2012.

Não tem fixação por atuar no Exterior.

Mesmo assim, não rende.

E quanto menos rende, mais se irrita.

Em longa conversa no início do ano com Ricardo Gomes, ouviu do treinador que seria fundamental em 2010.

Estava com toda a moral possível.

Por isso a irritação do treinador e o pedido público de punição depois da expulsão contra a Portuguesa.

A diretoria está quase cedendo e pode dar uma multa simbólica para ele.

Já Ricardo Gomes pretende mais.

Vai estudar a formação do time sem ele.

E fazer Dagoberto suar frio para voltar a ter o privilégio de ser titular absoluto do São Paulo.

Como confiar em um jogador tão temperamental e tão improdutivo ?

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A mais decepcionante contratação dos últimos tempos no Corinthians. Acosta…

saiu A mais decepcionante contratação dos últimos tempos no Corinthians. Acosta...

O jogador que mais ficou emocionado com a chegada de Ronaldo no Corinthians foi embora.

O primeiro contratado pelo presidente Andres Sanches como o grande comandante do time na Série B.

Sua apresentação foi no salão nobre do clube.

Tudo isso para Acosta.

Desde então tudo deu errado na vida do uruguaio.

Ele se intimidou com a pressão de atuar no Corinthians.

Ficava nervoso até nos treinamentos.

O clube acabou com seu jeito descontraído, atrevido.

Virou um juvenil inseguro, apesar da idade.

Para piorar tudo, teve uma fratura na tíbia da perna esquerda.

Aí que tudo entornou de vez.

Ficou esquecido.

Acabou depressivo.

Os poucos jornalistas que o procuraram para entrevista ouviram não como resposta.

Acosta mostrou na prática o quanto faltou a estrutura psicológica adquirida na infância, juventude para ser um grande jogador.

Ele não acreditava que daria certo na profissão.

Foi feirante, passou fome, fez tatuagens, colecionou cicatrizes em brigas.

Acosta não nasceu para ser ídolo.

O uruguaio se destacou no Náutico e veio como a grande contratação para 2008.

Quando Ronaldo chegou ele se mostrava uma criança.

Não parava de observar o consagrado atleta.

Se sentia até envergonhado por treinar com ele.

Depois da fratura na tíbia, ele tentou voltar ao Náutico por empréstimo mas não estava recuperado.

Estava esquecido, sem esperança.

Até hoje.

Acaba de ser emprestado ao Oeste de Itápolis.

Continuará a ganhar seu salário de R$ 120 mil.

Mas pelo menos jogará.

Aos 33 anos, para encontrar Ronaldo no gramado, Acosta terá de torcer para que ele seja escalado contra seu novo e poderoso time: o Oeste.

A diretoria corintiana dá graças aos céus por aparecer esse clube do interior paulista para bancar esse caro salário.

Essa foi a contratação que mais frustrou o presidente Andres Sanches...