Posts de janeiro/2010

Diego Souza livre… Viva a impunidade… Que vergonha para São Paulo…

porrada Diego Souza livre... Viva a impunidade... Que vergonha para São Paulo...

Começou o Campeonato Paulista de 2010.

O Palmeiras conseguiu na Justiça a reversão da punição de Diego Souza.

O jogador não terá de cumprir os oito jogos de suspensão por ter brigado com Domingos na semifinal do Paulista de 2009.

Sim...

Aquela cena lamentável mesmo que não há quem não se lembre.

Pois bem...

Depois de uma promessa de moralização do futebol brasileiro...

De afirmarem que os jogadores não poderiam brigar porque o preço seria incitar a violência...

E jurarem que os atletas não iriam se esquecer de suas punições exemplares...

Os auditores do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo inocenta o meia.

Ele terá de pagar 100 cestas básicas a uma instituição de caridade.

Nem isso ele fará.

Todos sabem que o clube se encarrega de bancar essa 'caridade'.

O exemplo é lamentável.

Viva a impunidade !

Fica clara a nítida impressão que o importante é valorizar o campeonato.

Não tirar uma estrela da competição.

Não há outra explicação.

Ou é pecado lembrar que  há gente importante palmeirense na cúpula da FPF?

A agressão de Diego Souza, uma rasteira, com Domingos levantando as mãos, mostrando que não iria reagir, foi patética.

Os oito jogos eram uma punição leve.

Mas agora, nem isso.

Tudo é feito em silêncio.

Com a intenção que continue em silêncio.

Mas não dá para se calar.

O Palmeiras não ganhou.

O futebol foi quem perdeu.

O TJD paulista foi quem perdeu.

A federação mais rica do País foi quem perdeu.

O presidente Marco Polo del Nero foi quem perdeu.

Quem ainda acredita em justiça no futebol foi quem perdeu...

O Parque São Jorge vira Disneylândia por Roberto Carlos. Jornalistas no meio da torcida. Começa o centenário…

 

essa O Parque São Jorge vira Disneylândia por Roberto Carlos. Jornalistas no meio da torcida. Começa o centenário...

Os administradores da Disneylândia...

Os dirigentes do Real Madrid...

O gerente do Parque da Xuxa...

Todos podem se preparar porque amanhã eles terão uma grande concorrente.

Aprenderão como se organiza um evento para, no mínimo, seis mil pessoas.

Em meio a um parque temático, Roberto Carlos será apresentado como jogador do Corinthians.

É segredo como o jogador aparecerá.

Se de helicóptero, de um buraco do palco que estás sendo montado, com um mr. M corintiano.

Ou sairá de uma nave interplanetária, com o Dengue, Praga e, tomara, as Paquitas.

O importante é valorizar a maior contratação do clube para 2010.

O currículo do lateral esquerdo é realmente sensacional.

Ninguém que nasceu no território brasileiro, e que tenha jogado no lado canhoto do campo, ganhou tantos títulos importantes como ele.

Ninguém

E ele também foi o lateral que mais embolsou.

Dinheiro não o que o atrai.

Ele volta ao Brasil não por amor incondicional ao rival do time que o lançou para mundo, o Palmeiras.

Retorna sonhando com Seleção Brasileira.

A dúvida é se a três meses de completar 37 anos, Roberto Carlos é mesmo Roberto Carlos.

E não apenas jogada de marketing, parceiro de Ronaldo, casca...

Ele  falará no gramado.

Andres Sanches,  Luiz Paulo Rosenberg e até Mário Gobbi estarão ao lado dele.

É importante estar nas fotos.

Os jornalistas estarão também no gramado.

Como aconteceu na coletiva de apresentação de Fred, os jornalistas farão as perguntas diante de milhares de torcedores.

Nas Laranjeiras, cada pergunta dura ao atacante era recebida com palavrões e ameaças da torcida.

No Parque São Jorge também poderá haver a intimidação.

Será que é por acaso que todos os repórteres estarão tão próximos dos torcedores, no acanhado estádio corintiano?

A dúvida é se Ronaldo estará ou não na apresentação.

O atacante poderia tirar o brilho do seu veterano companheiro.

Andres garante que será uma festa inesquecível para quem for ao Parque São Jorge.

Vai mostrar Roberto e o parque temático itinerante do Corinthians.

O ano do centenário começa para valer nesta segunda-feira.

Resta saber dentro de campo, depois da Libertadores, se haverá espaço para tanta festa.

E tanta gente querendo aparecer sorridente nas fotos ao lado dos jogadores corintianos...

Por trás da embalagem. A Copa São Paulo…

copinha Por trás da embalagem. A Copa São Paulo...

Nada menos do que 92 equipes.

92 times.

Sim, 92...

Para disputar um torneio que começa hoje, dia 2 de janeiro.

E termina daqui a 23 dias.

No dia 25.

O campeonato mais importante da categoria de base do futebol brasileiro é disputado como se fosse um "festival de várzea", onde tudo é decidido no mesmo dia, em jogos eliminatórios.

O descaso com a Copa São Paulo é impressionante.

Meninos têm a sua grande vitrine da vida atuando ao meio-dia (me corrigiram...ao sol das 13 horas, perdao), em pleno verão.

Os jogos se acumulam.

A grande maioria dos times se acumula em péssimas acomodações.

Só os grandes escapam.

Muitos times chegam à capital paulista depois de ter passado o final de 2009 em intermináveis viagens em velhos ônibus, cruzando o Brasil.

Todo ano é a mesma coisa.

Dezembro inteiro é desperdiçado pela FPF.

Os técnicos reclamam. O torneio poderia ser disputado de forma mais racional e justa com os  meninos, em dois meses.

Seria a chance também de aproveitar as férias dos profissionais.

Mas para cortar custos, a FPF espreme o campeonato.

E o número gigantesco de participantes é fácil de explicar.

Uma patética maneira de tentar mostrar poder, pujança, força do futebol paulista.

Mas olhado de um pouco mais perto, tudo remete ao improviso e à política mesquinha.

Todos lembram que Falcão, Casagrande, Cafu, Toninho Cerezo e muitos outros atletas importantes disputaram o torneio.

Assim como fica impossível não perceber porque tantas subsedes espalhadas pelo Interior.

É uma maneira de agradar politicamente uma cidade, um presidente de liga, um dirigente de clube.

Todos com direito de voto na eleiçao da FPF.

Seja quem for o presidente da entidade, a Copa São Paulo é uma das maneiras de se perpetuar no poder.

Um trunfo político.

E sempre também vale destacar que o torneio começa cercado de interesse.

As tevês, os jornais, as rádios se mostram ávidos de futebol.

Com as férias dos profissionais, é bom, barato e interessante mostrar a Copinha.

Só o início dela.

Porque quando entra na reta final, a grande cobertura da imprensa some.

Pelo óbvio motivo que os profissionais voltam a treinar e disputar os campeonatos estaduais.

É um absurdo que todos fingem não ver.

Outro grande motivo para o torneio começar em dezembro.

Mas de nada adianta protestar, pedir, perguntar.

A fórmula absurda está feita e é intocável.

Para combinar com o calor absurdo de janeiro, a FPF só acertou em cheio ao convidar o time estrangeiro, o Al-Hilal.

Tinha de ser uma equipe árabe.

Ironias à parte, o pior é que depois, no resto do ano, os meninos disputam torneios que não são acompanhados nem por seus pais.

A chance é a Copa São Paulo.

Ou melhor: o início dela e a sua final, no aniversário da cidade.

Na maior parte do torneio, só os familiares e os empresários estarao vendo os garotos enfrentar o sol, os péssimos gramados e as arbitragens que favorecem os clubes grandes.

Mas o que vale é destacar a megalomania.

Os 92 times.

A torcida dos organizadores para que pelo menos uma equipe grande paulista chegue à final para que o estádio do Pacaembu esteja lotado.

E o Brasil seja obrigado a ver a força, a pujança, a organização do futebol paulista.

Quem vai parar para pensar em que condiçoes reais é disputada a Copa São Paulo?

Nos gramados esburacados e desnivelados espalhados pelo estado, que abrigam a esmagadora maioria dos jogos?

Todos só irão lembrar do Pacaembu e sua verdinha grama, muitas vezes pintada de verde para a a televisão mostrar a imagem perfeita.

É exatamente isso que interessa a quem organiza.

O que vale é falar muito e sempre de Casagrande, Falcão, Cafu...

Assim começa outra vez o maior campeonato da categoria de base do futebol brasileiro.

Feliz ano novo...

Corinthians campeão da Libertadores. Vale mais do que o Brasil ganhar a Copa do Mundo?

a corinthiana Corinthians campeão da Libertadores. Vale mais do que o Brasil ganhar a Copa do Mundo?

Amigos de Andres Sanches garantem.

Ele irá anunciar dentro de poucos dias o maior patrocínio do futebol brasileiro.

Será de R$ 60 milhoes, no mínimo.

No mínimo.

Pode chegar a R$ 70 milhoes.

Andres já deu um ultimato na diretoria da Batavo.

Diz que tem proposta milionária da Hypermarcas.

A Batavo,atual patrocinadora, tem o direito de igualar a proposta para continuar sendo a patrocinadora master.

E precisa responder até o dia 10 deste mês.

Assim como do grupo Silvio Santos, que quer continuar com os calções e mangas.

E principalmente com Ronaldo.

Andres acredita que no centenário do clube e a disputa da Libertadores, o Corinthians tem de ganhar como clube grande europeu.

"Nós vamos atingir os R$ 200 milhões com o marketing em 2010.

Onde tiver dinheiro nós iremos buscar", garante o vice Luiz Paulo Rosenberg.

Em cruzeiros, shows, amistosos, venda de camisas, bolas, bonecos.

Vale tudo mesmo.

Até pinga.

A Corinthiana, cachaça feita em Itatiba, será uma das estrelas do marketing corintiano.

Ela tem nada menos do que 40% de puro álcool e foi lançada com toda a pompa no salão nobre do clube.

Onde foram apresentados Carlitos Tevez, Mascherano e muitos outros jogadores importantes.

Se alguém pode achar incompatível cachaça e esporte, o problema nunca foi do marketing.

O importante é faturar.

Mesmo em ano de Copa do Mundo, em conversas íntimas no Parque Sao Jorge, muitos acreditam que o clube será mais comentado, terá mais mídia que o time de Dunga.

E se vencer a Libertadores terá a maior festa no Brasil em 2010.

No Brasil, não só entre os paulistas.

Será maior do que uma possível conquista do hexacampeonato mundial na África do Sul.

Gente importante do clube tem certeza absoluta que o título do torneio sul-americano trará mais alegria ao País do que a conquista da Copa do Mundo.

Será delírio?

Será instinto?

Arrogância?

O que se pode garantir é que nunca uma diretoria de um clube sonhou tão alto.

Quem acredita?

Quem tem a coragem de duvidar?

40 anos. O que Edílson pode fazer para o sofrido Bahia?

edilson 40 anos. O que Edílson pode fazer para o sofrido Bahia?

Quase chegando aos 50 anos, Nunes adorava treinar.

Corria o quanto podia na Gávea.

E encarava peladas na praia com uma estranha seriedade.

Treinava chutes a gol, como no seu tempo de artilheiro do Flamengo da década de 80.

Perguntado sobre o motivo desse comportamento, Nunes respondeu sério.

"Quem sabe. Se aparecer um convitinho, eu volto."

A lembrança do caso surge no primeiro dia deste importante 2010.

Depois de dois anos parado, Edílson foi chamado pela cúpula do Bahia.

No ano em que completará 40 anos, ele foi considerado pelos dirigentes como a solução para o time de Renato Gaúcho.

Lógico que ninguém vai pensar que a diretoria fez o convite para desviar o foco de haver perdido quatro importantes jogadores.

Jael foi para a Suécia. Está certo.

Marcos retornou ao Cruzeiro. Nada a ser feito.

Nadson preferiu o Sport. Isso já incomodou.

Mas Paulo Isidoro virou as costas ao tradicional Bahia.

E escolheu o Sertãozinho. Falar o quê?

Edílson havia virado comentarista de tevê e empresário de grupos de axé.

Vivia provocando o amigo Vampeta, que insistia em jogar futebol com ex-profissionais.

Dizia para se cuidar, que estava velho e poderia se machucar.

Mas bastou o inesperado convite e a conversa com os dirigentes irá acontecer na próxima segunda-feira.

Ele receberia como um artista.

Em vez de salários, cachê.

R$ 3 mil por partida.

Falando à imprensa baiana, Edílson garantiu estar muito bem.

Que adoraria voltar ao futebol para levar o Bahia à Série A do Brasileiro.

E ganhar o Campeonato Baiano.

O novo técnico do Bahia, Renato Gaúcho, nem foi consultado sobre o convite a Edílson.

O clube tem enormes problemas financeiros.

Sua dívida teria ultrapassado a barreira dos R$ 200 milhões.

Venceu o Brasileiro de 1988.

Desde 1997 vive sendo rebaixado.

Penou na Série C.

Tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil.

Mas isso de nada adianta.

O problema sempre esteve nos seus dirigentes.

Está de ser por acaso que a Fonte Nova apodreceu diante de todos.

E acabou matando torcedores que comemoravam a subida do amado clube da Terceira Divisão para a Segunda.

Em 2007.

Eles pulavam de alegria quando a podre arquibancada de cimento ruiu.

Um crime hediondo que ninguém pagou.

Mas voltemos ao futebol que é melhor.

Ou não?

Como Edílson a um passo de completar 40 anos pode ser visto como o salvador da Pátria?

Sem perceber, será exposto.

Sua ótima carreira poderá ter o ponto final deprimente.

Mas o que vale é o marketing fácil.

Iludir os torcedores.

Os atrair aos estádios.

Fazer com que levem dinheiro ao clube.

Edílson, Nunes, Túlio Maravilha, Romário, Fernando...

Pouco importa o nome do jogador.

"Ninguém foi preparado para parar.

Eu sonho sempre que estou no Maracanã.

Com uniforme, dando entrevista, fazendo gol.

Nunca como treinador.

No fundo eu queria estar jogando até hoje.

Mas ainda bem que tenho bom senso.

Porque se deixassem eu estaria em campo e estragaria tudo o que fiz.

Deixaria uma imagem final triste, patética."

A confidência é de Zico.

Seria ótimo que Edílson conversasse com ele antes de assinar o contrato.

E desfilar com a camisa do Bahia em algum trio elétrico em Salvador.

Que ninguém dê o telefone de Nunes aos comandantes do Bahia.

Ele completará 56 anos em 2010...

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