Publicado em 31/01/2010 às 19h34
Contra dez jogadores, o Palmeiras de Muricy quis jogar vôlei…

Um jogador a mais desde os oito minutos do primeiro tempo.
O adversário sem Roberto Carlos.
A entrada afoita do lateral deixou o jogo à feição do Palmeiras.
Isso se o time de Muricy tivesse outra jogada a não ser levantamento para a área.
Incrível a falta de imaginação da equipe palmeirense.
Não é possível o time treinar tanto e ficar à espera de a bola chegar na cabeça de alguém.
Muito pouco para Muricy.
Para o Palmeiras.
O recuo do Corinthians expôs toda a falta de imaginação, de talento, de técnica do time verde.
A ausência de Diego Souza o transformou em Pelé.
Ah, se ele estivesse em campo, diziam os torcedores na saída de campo.
Pura bobagem.
O problema do time é colocar a bola no chão.
Primeiro mandamento do futebol.
Mano Menezes queria ganhar pela primeira vez do Palmeiras.
E por isso antes de ver a expulsão infantil de Roberto Carlos, vibrou demais no gol de Jorge Henrique.
Tcheco levantou a bola e ...
Marcos falhou?
Marcos não falhou?
Edinho foi o responsável pelo gol?
Como o jogador campeão do mundo o deixou cabecear?
Agora começam as divergências...
Para o modesto dono do blog, Marcos não deveria ter iniciado a saída.
A bola não era dele, estava longe demais.
Os passos que deu para a frente se mostraram mortais.
E Edinho foi juvenil no lance...
Felipe fez boas defesas.
As principais foram em cima do goleiro corintiano.
Mas foi possível perceber o quanto Mano Menezes o protegeu.
Foram inúmeros treinamentos dos zagueiros e do time todo para travar a principal, e única, jogada do Palmeiras.
A bola aérea.
E com Ronaldo acompanhando a partida das tribunas, Jorge Henrique roubou a partida.
Se desdobrando em 15 em campo.
Marcou, atacou, travou chutes, fez tabelas, driblou, lançou.
E ainda fez o gol.
O Corinthians quebrou o tabu, venceu o Palmeiras.
O balanço do clássico.
Raça, consciência e serenidade.
Esses fatores serão importantíssimos para o Corinthians na Libertadores.
É injusto, com apenas dez jogadores, mas foi possível perceber a falta de entrosamento dos jogadores nos contragolpes.
Na hora da bola dominada.
Foi uma vitória para dar moral.
Já do lado palmeirense...
Só comemorar o fato de a venda de Deyvid Sacconi não ter dado certo para o Nantes.
O Palmeiras voltará a ter um meia criativo e corajoso.
Um clube tão grande e tão tradicional não pode ficar dependente de Diego Souza.
E das bolas levantadas para a área.
Acabaram todas as desculpas para Muricy Ramalho...
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