Oscar: um fantasma treinando no São Paulo…

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Enquanto Dagoberto se divertia diante do frágil time do Paulista, da bucólica Jundiaí, um fantasma treinava no São Paulo.

Sim, um fantasma.

"Eu estou aqui por causa de uma determinação da Justiça.

Mas sou ex-jogador do São Paulo.

Não entro mais em campo defendendo esse clube."

A afirmação é de Oscar.

O jovem jogador que foi levado pelo clube até a Espanha para se livrar do interesse de vários clubes europeus.

Aquele que seria o sucessor de Kaká.

Ele entrou na Justiça para sair do São Paulo, clube que o formou.

A alegação, embora conhecida, não custa ser repetida.

Ele foi emancipado pelo São Paulo para assinar contrato como profissional.

De acordo com Oscar e seu representante Giuliano Bertolucci, a Fifa proíbe a emancipação.

E os advogados pagos por Bertolucci querem livrar o jovem jogador na Justiça brasileira ou recorrendo até a Fifa.

A diretoria do São Paulo não vai abrir mão da luta.

Pelo contrário.

"O Oscar pode dizer o que quiser, mas será tratado de acordo com o que ele é na realidade.

É um funcionário do São Paulo.

Acabou. A Justiça nos deu ganho de causa.

E pronto.

Estamos tranquilos porque a Fifa reconhece a lei de cada País.

Podem ir à Fifa.

Oscar não vai sair. O São Paulo não vai abrir mão dele, garantiu Marco Aurélio Cunha com exclusividade ao blog.

A situação, no entanto, está mais do que constrangedora.

Oscar já avisou ao treinador Ricardo Gomes que não tem a menor intenção de jogar.

Então ele apenas treina e não é levado em consideração.

O técnico não quer arriscar escalá-lo porque o jogador pode não se empenhar.

Ricardo já disse aos dirigentes que Oscar pode prejudicar o clube em um jogo e a carreira para sempre.

Ele tem apenas 18 anos.

É um menino.

"Eu fui tratado de forma fria pelos dirigentes do São Paulo quando fui reclamar da emancipação", desabafou, irritado.

Ele queria além da lei, reconhecimento, carinho.

"Agora, Cosme, se a legislação brasileira liberar todos os atletas que foram emancipados ainda menores, irá acabar as categorias de base dos clubes.

Essa foi uma forma de garantir o retorno do investimento.

Se não for assim, vamos parar de lapidar jogadores para empresários levarem e ficarem com todo o lucro.

Se isso se confirmar, o Brasil não terá Seleção Brasileira em 2018.

Que clube terá uma diretoria imbecil de investir para não lucrar com o jogador?

E o interessante serão os vários campeonatos com atletas de mais de 30 anos.

Serão esses que os clubes poderão comprar.

Por isso essa questão do Oscar é tão representativa.

O São Paulo vai até a última instância para segurá-lo no clube", garante Marco.

"Eu só estou treinando no São Paulo por causa da lei.

Mas garanto, sou um ex-jogador do São Paulo", jura Oscar.