Publicado em 29/01/2010 às 18h25
Kléber e Deyvid Sacconi. Cruzeiro e Palmeiras fizeram duas vendas estúpidas…

Duas vendas, desculpem o termo, estúpidas.
Dois jogadores absolutamente diferentes.
Assim como as diretorias dos dois clubes.
Na última sexta-feira da janela para a Europa, Kléber e Deiyvid Sacconi foram para a Europa.
Vamos começar pelo atacante do Cruzeiro.
No ano passado, Zezé Perrella foi claro.
Ou os portugueses do Porto pagavam 10 milhões de euros.
Cerca de R$ 25, 9 milhões.
Não teria acordo.
Pois bem, o mesmo Zezé vendeu o mesmo jogador por 5,5 milhões de euros.
Cerca de R$ 14,3 milhões.
E ainda veio de 'lambuja' o argentino Farias.
Em um ano Kléber teve a maior desvalorização do mercado financeiro.
Adílson Baptista havia dito a Zezé que precisava de Kléber para ganhar a Libertadores.
O jogador procurou o treinador e disse para confiar nele.
Que este ano o título não escaparia e acabaria compensando o perdido na decisão do ano passado.
Estavam todos em paz.
Todos, não.
Menos o empresário do jogador.
Ele continuava procurando um clube de ponta para o seu jogador.
Procurou pela Itália, pela Espanha.
Até que voltou a procurar o Porto.
E o velho interesse do clube português foi reavivado
Mas o dinheiro que ofereceu era perto da metade do que Zezé anunciou aos quatro ventos que desejava pelo jogador.
Acontece que o presidente do Cruzeiro, o maior negociante do Brasil, ficou tentado demais com a proposta.
E resolveu simplesmente lucrar.
Esqueceu a Libertadores, a promessa de segurá-lo a menos que surgisse os famosos 10 milhões de euros.
Vão alegar que Kléber era desgastado com a torcida e não tinha bom ambiente com todos os jogadores.
Principalmente depois de uma dura entrevista que deu à rádio Itatiaia, no programa Bastidores.
Kléber disse que teve vontade de partir para cima de vários companheiros depois da derrota para o Estudiantes, na final da Libertadores, no Mineirão.
Mas e daí?
Kléber é esse fio desencapado mesmo.
Mas era nada menos do que o principal jogador do Cruzeiro na competição.
Mas o sangue vendedor de Perrella falou mais alto.
Afinal, Kléber veio de 'lambuja' na negociação de Guilherme com o Dínamo de Kiev.
Na caixa registradora está o tilintar dos R$ 14,3 milhões.
Para tentar amenizar a decepção da torcida, Perrella fez o filho anunciar a chegada do jogador que é Kléber ao contrário.
O meia Roger.
Ele é habilidoso, inteligente, mas não há uma gota de sangue nas veias.
De vibração, luta, de raça.
O Cruzeiro mostrou que, na prática, há como se cotar o preço da Libertadores.
E a outra venda?
Belluzzo aceitou vender Deyvida Sacconi ao Nantes.
A transação foi de R$ 6,5 milhões.
Há algo muito estranho em relação a esse jogador.
Empresários, companheiros de time, jornalistas que acompanham o dia-a-dia do Palmeiras apostavam que ele seria um grande atleta.
Com habilidade e força física teria tudo para se impor no futebol brasileiro
Mas ele foi injustiçado.
Teve pouquíssimas chances de jogar.
Sempre era preterido.
Empresários diziam que pesou muito tempo contra ele o fato de não ser da Traffic.
Quando nestas férias ele foi até a Itália conseguir o passaporte europeu, seu destino estava traçado.
Embora os dirigentes palmeirense jurassem que ele teria chance no time principal, tudo o que fizeram foi esperar uma oferta.
Deyvid Sacconi deveria ter sido olhado com mais carinho no Palmeiras.
Mas como a dívida do clube cresceu muito, mesmo com o grande economista Belluzzo, a saída mais fácil foi vendê-lo.
A negociação foi precipitada.
E por valor compatível a atletas médio do Leste Europeu.
O Palmeiras não valorizou o seu jogador nem na hora da venda.
E assim caminham os dirigentes brasileiros.
Agora é com vocês Adíls0n Baptista e Muricy Ramalho.
E, lógico, quem menos importa a quem manda nos clubes: os torcedores.
Os cruzeirenses e os palmeirenses têm toda a razão de estarem cabisbaixos hoje.
Foram concretizadas duas vendas estúpidas...
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