Kléber e Deyvid Sacconi. Cruzeiro e Palmeiras fizeram duas vendas estúpidas…

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Duas vendas, desculpem o termo, estúpidas.

Dois jogadores absolutamente diferentes.

Assim como as diretorias dos dois clubes.

Na última sexta-feira da janela para a Europa, Kléber e Deiyvid Sacconi foram para a Europa.

Vamos começar pelo atacante do Cruzeiro.

No ano passado, Zezé Perrella foi claro.

Ou os portugueses do Porto pagavam 10 milhões de euros.

Cerca de R$ 25, 9 milhões.

Não teria acordo.

Pois bem, o mesmo Zezé vendeu o mesmo jogador por 5,5 milhões de euros.

Cerca de R$ 14,3 milhões.

E ainda veio de 'lambuja' o argentino Farias.

Em um ano Kléber teve a maior desvalorização do mercado financeiro.

 Adílson Baptista havia dito a Zezé que precisava de Kléber para ganhar a Libertadores.

O jogador procurou o treinador e disse para confiar nele.

Que este ano o título não escaparia e acabaria compensando o perdido na decisão do ano passado.

Estavam todos em paz.

Todos, não.

Menos o empresário do jogador.

Ele continuava procurando um clube de ponta para o seu jogador.

Procurou pela Itália, pela Espanha.

Até que voltou a procurar o Porto.

E o velho interesse do clube português foi reavivado

Mas o dinheiro que ofereceu era perto da metade do que Zezé anunciou aos quatro ventos que desejava pelo jogador.

Acontece que o presidente do Cruzeiro, o maior negociante do Brasil, ficou tentado demais com a proposta.

E resolveu simplesmente lucrar.

Esqueceu a Libertadores, a promessa de segurá-lo a menos que surgisse os famosos 10 milhões de euros.

Vão alegar que Kléber era desgastado com a torcida e não tinha bom ambiente com todos os jogadores.

Principalmente depois de uma dura entrevista que deu à rádio Itatiaia, no programa Bastidores.

Kléber disse que teve vontade de partir para cima de vários companheiros depois da derrota para o Estudiantes, na final da Libertadores, no Mineirão.

Mas e daí?

Kléber é esse fio desencapado mesmo.

Mas era nada menos do que o principal jogador do Cruzeiro na competição.

Mas o sangue vendedor de Perrella falou mais alto.

Afinal, Kléber veio de 'lambuja' na negociação de Guilherme com o Dínamo de Kiev.

Na caixa registradora está o tilintar dos R$ 14,3 milhões.

Para tentar amenizar a decepção da torcida, Perrella fez o filho anunciar a chegada do jogador que é Kléber ao contrário.

O meia Roger.

Ele é habilidoso, inteligente, mas não há uma gota de sangue nas veias.

De vibração, luta, de raça.

O Cruzeiro mostrou que, na prática, há como se cotar o preço da Libertadores.

E a outra venda?

Belluzzo  aceitou vender Deyvida Sacconi ao Nantes.

A transação foi de R$ 6,5 milhões.

Há algo muito estranho em relação a esse jogador.

Empresários, companheiros de time, jornalistas que acompanham o dia-a-dia do Palmeiras apostavam que ele seria um grande atleta.

Com habilidade e força física teria tudo para se impor no futebol brasileiro

Mas ele foi injustiçado.

Teve pouquíssimas chances de jogar.

Sempre era preterido.

Empresários diziam que pesou muito tempo contra ele o fato de não ser da Traffic.

Quando nestas férias ele foi até a Itália conseguir o passaporte europeu, seu destino estava traçado.

Embora os dirigentes palmeirense jurassem que ele teria chance no time principal, tudo o que fizeram foi esperar uma oferta.

Deyvid Sacconi deveria ter sido olhado com mais carinho no Palmeiras.

Mas como a dívida do clube cresceu muito, mesmo com o grande economista Belluzzo, a saída mais fácil foi vendê-lo.

A negociação foi precipitada.

E por valor compatível a atletas médio do Leste Europeu.

O Palmeiras não valorizou o seu jogador nem na hora da venda.

E assim caminham os dirigentes brasileiros.

Agora é com vocês Adíls0n Baptista e Muricy Ramalho.

E, lógico, quem menos importa a quem manda nos clubes: os torcedores.

Os cruzeirenses e os palmeirenses têm toda a razão de estarem cabisbaixos hoje.

Foram concretizadas duas vendas estúpidas...