Posts de 29 de janeiro de 2010

Kléber e Deyvid Sacconi. Cruzeiro e Palmeiras fizeram duas vendas estúpidas…

tudo Kléber e Deyvid Sacconi. Cruzeiro e Palmeiras fizeram duas vendas estúpidas...

Duas vendas, desculpem o termo, estúpidas.

Dois jogadores absolutamente diferentes.

Assim como as diretorias dos dois clubes.

Na última sexta-feira da janela para a Europa, Kléber e Deiyvid Sacconi foram para a Europa.

Vamos começar pelo atacante do Cruzeiro.

No ano passado, Zezé Perrella foi claro.

Ou os portugueses do Porto pagavam 10 milhões de euros.

Cerca de R$ 25, 9 milhões.

Não teria acordo.

Pois bem, o mesmo Zezé vendeu o mesmo jogador por 5,5 milhões de euros.

Cerca de R$ 14,3 milhões.

E ainda veio de 'lambuja' o argentino Farias.

Em um ano Kléber teve a maior desvalorização do mercado financeiro.

 Adílson Baptista havia dito a Zezé que precisava de Kléber para ganhar a Libertadores.

O jogador procurou o treinador e disse para confiar nele.

Que este ano o título não escaparia e acabaria compensando o perdido na decisão do ano passado.

Estavam todos em paz.

Todos, não.

Menos o empresário do jogador.

Ele continuava procurando um clube de ponta para o seu jogador.

Procurou pela Itália, pela Espanha.

Até que voltou a procurar o Porto.

E o velho interesse do clube português foi reavivado

Mas o dinheiro que ofereceu era perto da metade do que Zezé anunciou aos quatro ventos que desejava pelo jogador.

Acontece que o presidente do Cruzeiro, o maior negociante do Brasil, ficou tentado demais com a proposta.

E resolveu simplesmente lucrar.

Esqueceu a Libertadores, a promessa de segurá-lo a menos que surgisse os famosos 10 milhões de euros.

Vão alegar que Kléber era desgastado com a torcida e não tinha bom ambiente com todos os jogadores.

Principalmente depois de uma dura entrevista que deu à rádio Itatiaia, no programa Bastidores.

Kléber disse que teve vontade de partir para cima de vários companheiros depois da derrota para o Estudiantes, na final da Libertadores, no Mineirão.

Mas e daí?

Kléber é esse fio desencapado mesmo.

Mas era nada menos do que o principal jogador do Cruzeiro na competição.

Mas o sangue vendedor de Perrella falou mais alto.

Afinal, Kléber veio de 'lambuja' na negociação de Guilherme com o Dínamo de Kiev.

Na caixa registradora está o tilintar dos R$ 14,3 milhões.

Para tentar amenizar a decepção da torcida, Perrella fez o filho anunciar a chegada do jogador que é Kléber ao contrário.

O meia Roger.

Ele é habilidoso, inteligente, mas não há uma gota de sangue nas veias.

De vibração, luta, de raça.

O Cruzeiro mostrou que, na prática, há como se cotar o preço da Libertadores.

E a outra venda?

Belluzzo  aceitou vender Deyvida Sacconi ao Nantes.

A transação foi de R$ 6,5 milhões.

Há algo muito estranho em relação a esse jogador.

Empresários, companheiros de time, jornalistas que acompanham o dia-a-dia do Palmeiras apostavam que ele seria um grande atleta.

Com habilidade e força física teria tudo para se impor no futebol brasileiro

Mas ele foi injustiçado.

Teve pouquíssimas chances de jogar.

Sempre era preterido.

Empresários diziam que pesou muito tempo contra ele o fato de não ser da Traffic.

Quando nestas férias ele foi até a Itália conseguir o passaporte europeu, seu destino estava traçado.

Embora os dirigentes palmeirense jurassem que ele teria chance no time principal, tudo o que fizeram foi esperar uma oferta.

Deyvid Sacconi deveria ter sido olhado com mais carinho no Palmeiras.

Mas como a dívida do clube cresceu muito, mesmo com o grande economista Belluzzo, a saída mais fácil foi vendê-lo.

A negociação foi precipitada.

E por valor compatível a atletas médio do Leste Europeu.

O Palmeiras não valorizou o seu jogador nem na hora da venda.

E assim caminham os dirigentes brasileiros.

Agora é com vocês Adíls0n Baptista e Muricy Ramalho.

E, lógico, quem menos importa a quem manda nos clubes: os torcedores.

Os cruzeirenses e os palmeirenses têm toda a razão de estarem cabisbaixos hoje.

Foram concretizadas duas vendas estúpidas...

Corinthians e Palmeiras. Sem Ronaldo vai ser Andrés contra Belluzzo…

luta Corinthians e Palmeiras. Sem Ronaldo vai ser Andrés contra Belluzzo...

O jogo de domingo marca o encontro de dois homens que parecem ter o perfil completamente diferente.

Andrés Sanches chega para o clássico com toda a moral de ter conseguido quase todos os jogadores que queria.

Para disputar a Libertadores, ele só não conseguiu Dida e Riquelme.

Mas ele conseguiu mudar radicalmente a situação do clube desde que assumiu.

Mesmo tendo a sua origem no futebol profissional atrelada a Nesi Cury, Dualib e Kia Joorabchian.

Fica impossível renegar o seu passado.

Ele detesta que se toque no assunto, mas foi graças aos três que ele é presidente do Corinthians.

Modernizou o clube, prometeu a transparência absoluta.

Voltou atrás.

Trabalha como seus empresários preferidos como qualquer presidente.

Controla o futebol de maneira autoritária.

Colocou como seu diretor Mário Gobbi como prêmio de consolação por ele ter perdido a eleição para o Conselho Deliberativo.

E é o lugar de Gobbi.

No futebol, Andrés e Mano Menezes são mais do que suficientes.

Todos sabem disso no Parque São Jorge.

Andrés conseguiu Ronaldo e o maior patrocínio do futebol brasileiro.

Fez de Luiz Paulo Rosenberg seu captador de dinheiro.

Usando o marketing agressivo até demais, como a colocar o escudo do clube em pinga, os recursos não param de chegar ao Parque São Jorge.

Andrés quer entrar para a história do Corinthians como o presidente que trouxe a Libertadores.

Ele também sabe que vencer o Paulista é muito mais fácil.

E como a fase decisiva da competição será depois da Copa do Mundo, ganhar o estadual daria fôlego e confiança.

Afinal, o clube vive o seu centenário e quer ganhar tudo.

O presidente corintiano só não conseguiu nem chegar perto do sonho do estádio do Corinthians.

Andrés vai levar o quanto puder a sua promessa de desprezar o Morumbi.

Tanto que o clássico contra o rival Palmeiras será no Pacaembu.

E sem alarde, briga, protesto por isso.

Inimigo mesmo é o São Paulo.

Mas nem por isso ele quer ver o time de verde saindo de campo sorrindo no domingo.

Ganhar do Palmeiras ainda é um prazer especial para Andrés.

O acadêmico Belluzzo espera que domingo comece uma reviravolta na sua vida como dirigente.

Ele chegou ao futebol como uma benção, uma esperança.

Todos acreditavam que o seu altíssimo grau de instrução seria suficiente para modernizar o maior esporte do País.

Ele começou dando palestras no Clube dos 13, na sede da Fifa.

Parecia o enviado dos Céus.

Deveria ser a antítese de Mustafá Contursi, apresentado pela situação como o passado, o ditador, o retrocesso.

Só que começaram as competições e ele começou a se comportar como um mero torcedor.

O presidente tem de servir de referência, exemplo.

Ameaçar dar tapas em um juiz que erra contra o Palmeiras?

Gritar a todos os pulmões em festa na sede da torcida organizada que vai matar 'bambi' (sic)?

Isso não é o que se esperava de uma pessoa como Belluzzo.

O início da construção da Arena vem sendo adiado constantemente, uma decepção.

O clube tem dívidas e as contas do seu primeiro ano foram aprovadas ontem.

Depois de muita luta política.

Belluzzo teve a coragem de enfrentar e afasta a ilusão do manager que queria mandar mais do que o presidente.

Demitiu Luxemburgo.

Não enxergou Jorginho.

E deu toda a força para Muricy.

Os resultados não vieram

Além de não vencer nenhum título em 2009, Belluzzo não viu o Palmeiras conquistar sequer uma vaga para a Libertadores.

Mas Belluzzo não merece só críticas.

Está tentando fazer uma reformulação administrativa no clube.

Enfrenta com coragem a resistência de mentes ultrapassadas.

Ele sabe que 2010 precisa ser um ano diferente para o Palmeiras.

Já que o clube não teve como chegar à Libertadores para atrapalhar o Corinthians, restou o Paulista.

Vencer o clássico de domingo já teria um gostinho especial.

E é aí que está a maior semelhança entre Andrés e Belluzzo.

Os dois são torcedores fanáticos por suas cores.

Cada um tem um estilo.

E a história já começou a julgá-los.

No futebol é fácil.

Haverá um ganhador e um derrotado na noite de domingo...

Aviso a Adriano e Vagner Love. Cuca está pronto para estragar a festa do poderoso Flamengo

kkk Aviso a Adriano e Vagner Love. Cuca está pronto para estragar a festa do poderoso Flamengo

"Vamos roubar a festa do Flamengo."

A frase misturando brincadeira com provocação aos seus jogadores foi de Cuca.

Ele instiga seu bem azeitado exército para o Fla-Flu de domingo.

Uma ressurreição muda a vida de qualquer pessoa.

Depois que o Fluminense conseguiu sobreviver na Série A do Brasileiro, fez-se a mudança de personalidade.

Foi como se Cuca tirasse uma máscara.

Ele passava derrotismo, abatimento, falta de confiança em cada entrevista que deu.

E não precisava ser como treinador do Fluminense.

Foi assim por onde passou.

Até no Flamengo, quando, finalmente, foi campeão como técnico.

Mas o Fluminense fez bem para a sua alma.

Agora já consegue sorrir aliviado, inspirar confiança.

Um líder derrotista é uma incoerência.

Depois do banho de autoestima, Cuca mudou.

E aprimorou o promissor time que está começou de forma arrasadora o Campeonato Carioca.

É um torneio enganador como todos os estaduais.

A diferença está na forma com que o Fluminense está atuando.

Vendo seus jogos contra pequenos do Rio de Janeiro como se fosse meros treinos, o Fluminense está empolgando.

Terá o seu primeiro adversário de verdade no domingo.

Justo o Flamengo.

De Adriano, de Vagner Love, da eufórica magnética campeã do Brasil.

E o Fluminense não é só o renascido Fred.

Conca é o melhor jogador do Brasil neste início do ano.

Embora as partidas tenham sido em ritmo de coletivo, o argentino está exagerando.

Misturando velocidade, inteligência e toque de bola.

Nada que não faça Muricy Ramalho ficar cada vez mais raivoso.

Ele pediu sua contratação por dois anos seguidos no São Paulo.

E há quase seis meses no Palmeiras.

A contratação do lateral Júlio César foi um achado.

Melhor jogador da posição em 2009, a diretoria tricolor foi mais ágil do que endinheirada.

Maicon está se mostrando o parceiro ideal para Fred.

Corre, abre espaços, é inteligente.

E chuta bem.

Willians, com seu toque diferente na bola, também torna o Fluminense uma equipe voltada para o gol.

Até Marquinho deve dar seus pulinhos em retribuição a São Longuinho.

Parece ter encontrado o seu futebol que parecia perdido para sempre.

É fundamental escrever que Cuca, sem contratações milionárias da Unimed, achou a fórmula.

O Fluminense compra a briga.

Vai para o ataque.

E tem coragem para tentar desbancar o badalado Flamengo.

Basta a Unimed e a diretoria garantirem salários em dia que 2010 será mais do que promissor.

A começar pelo Fla-Flu que muita gente apostava já ter um vencedor.

Gente que não teve a sapiência de olhar para o lado.

O Fluminense tem tudo para jogar água no chope que o Flamengo reservou para a festa de domingo.

Que ótimo escrever sobre o Fluminense e não citar as palavras desespero, medo da própria torcida, Série B...

O culpado tem nome: Cuca.

Aquele que quer roubar a festa do todo poderoso Flamengo...

E quem ainda duvida de alguma coisa envolvendo o Fluminense?

Oscar: um fantasma treinando no São Paulo…

tabom1 Oscar: um fantasma treinando no São Paulo...

Enquanto Dagoberto se divertia diante do frágil time do Paulista, da bucólica Jundiaí, um fantasma treinava no São Paulo.

Sim, um fantasma.

"Eu estou aqui por causa de uma determinação da Justiça.

Mas sou ex-jogador do São Paulo.

Não entro mais em campo defendendo esse clube."

A afirmação é de Oscar.

O jovem jogador que foi levado pelo clube até a Espanha para se livrar do interesse de vários clubes europeus.

Aquele que seria o sucessor de Kaká.

Ele entrou na Justiça para sair do São Paulo, clube que o formou.

A alegação, embora conhecida, não custa ser repetida.

Ele foi emancipado pelo São Paulo para assinar contrato como profissional.

De acordo com Oscar e seu representante Giuliano Bertolucci, a Fifa proíbe a emancipação.

E os advogados pagos por Bertolucci querem livrar o jovem jogador na Justiça brasileira ou recorrendo até a Fifa.

A diretoria do São Paulo não vai abrir mão da luta.

Pelo contrário.

"O Oscar pode dizer o que quiser, mas será tratado de acordo com o que ele é na realidade.

É um funcionário do São Paulo.

Acabou. A Justiça nos deu ganho de causa.

E pronto.

Estamos tranquilos porque a Fifa reconhece a lei de cada País.

Podem ir à Fifa.

Oscar não vai sair. O São Paulo não vai abrir mão dele, garantiu Marco Aurélio Cunha com exclusividade ao blog.

A situação, no entanto, está mais do que constrangedora.

Oscar já avisou ao treinador Ricardo Gomes que não tem a menor intenção de jogar.

Então ele apenas treina e não é levado em consideração.

O técnico não quer arriscar escalá-lo porque o jogador pode não se empenhar.

Ricardo já disse aos dirigentes que Oscar pode prejudicar o clube em um jogo e a carreira para sempre.

Ele tem apenas 18 anos.

É um menino.

"Eu fui tratado de forma fria pelos dirigentes do São Paulo quando fui reclamar da emancipação", desabafou, irritado.

Ele queria além da lei, reconhecimento, carinho.

"Agora, Cosme, se a legislação brasileira liberar todos os atletas que foram emancipados ainda menores, irá acabar as categorias de base dos clubes.

Essa foi uma forma de garantir o retorno do investimento.

Se não for assim, vamos parar de lapidar jogadores para empresários levarem e ficarem com todo o lucro.

Se isso se confirmar, o Brasil não terá Seleção Brasileira em 2018.

Que clube terá uma diretoria imbecil de investir para não lucrar com o jogador?

E o interessante serão os vários campeonatos com atletas de mais de 30 anos.

Serão esses que os clubes poderão comprar.

Por isso essa questão do Oscar é tão representativa.

O São Paulo vai até a última instância para segurá-lo no clube", garante Marco.

"Eu só estou treinando no São Paulo por causa da lei.

Mas garanto, sou um ex-jogador do São Paulo", jura Oscar.