Posts de 25 de janeiro de 2010

Cortada a cabeça de Estevam Soares. Pobre Botafogo. Saudade do Barueri…

cabeçça Cortada a cabeça de Estevam Soares. Pobre Botafogo. Saudade do Barueri...

Estevam Soares acaba de ser demitido do Botafogo.

Em entrevista exclusiva ao blog, ele confirmou que foi para o Rio de Janeiro para 'abrir um novo mercado de trabalho'.

E  jurou que havia acertado em cheio ao largar o Barueri que fazia ótima campanha pelo tradicional clube carioca.

Ele sabia que contaria com um elenco limitado, mas apostava assim mesmo no crescimento na carreira.

Mas encontrou uma clube combalido em dívidas.

Uma torcida empolgante, apaixonada e, com tanto amor, que se mostra iludida.

O Botafogo capengou nas suas mãos foram 30 partidas.

O mesmo número de vitórias ao de derrotas: 11.

E oito empates.

Campanha pífia.

Após o quase rebaixamento para a Série B, os dirigentes se reuniram duas vezes para estudar a sua demissão.

Ela não aconteceu por questão de dinheiro e Estevam começou 2010  mais do visado.

Empresários que atuam na América do Sul têm livre acesso ao Botafogo.

E se colocaram o anão goleiro reserva da seleção do Uruguai, por que não Loco Abreu?

E Herrera, tormento de todo treinador, já que cria e não consegue marcar,  chegou como um semideus?

De nada adiantou Estevam tentar avisar a diretoria que o elenco deste ano é ainda mais fraco do que 2009.

Quem queria ouvir.

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, denuncia que o Botafogo é um clube sem comando e entregue a empresários.

Então ele tire o paletó e trabalhe pelo entidade que diz amar.

Estevam caiu.

Agora é correr atrás de Joel Santana ou qualquer outro treinador para assumir o já traumatizado elenco.

O Botafogo está ficando cada vez mais para trás.

O único brasileiro que venceu foi em 1995.

Já foi rebaixado em 2002.

E venceu o enganador Campeonato Carioca de 2006.

A perspectiva de 2010 é sombria.

Muito sombria.

E Estevam Soares está  morrendo de saudade do Barueri que deixou para trás...

Hélio dos Anjos do Goiás foi só a primeira cabeça a rolar. Os inúteis estaduais vão cortar muitas outras…

uotima Hélio dos Anjos do Goiás foi só a primeira cabeça a rolar. Os inúteis estaduais vão cortar muitas outras...

Quem ainda duvida que os Campeonatos Estaduais só servem para atrapalhar os times grandes?

Enriquecer as Federações?

E dar força política aos presidentes destas entidades?

Deveria falar com Hélio dos Anjos.

Ele foi a primeira vítima de 2010.

Depois de um trabalho surpreendente com o Goiás, ele foi demitido.

Em um ano e meio, fez temida a equipe do Planalto Central.

Montou uma base forte em 2009, mesclando jogadores experientes com valores desprezados, como Júlio César, e ainda lançou jovens atletas.

Os times grandes do Brasil detestavam enfrentar o Goiás de Hélio dos Anjos.

O treinador recusou convites de equipes grandes do futebol brasileiro como o Grêmio e o Santos.

Preferiu seguir seu projeto.

O sonho era a Libertadores.

No Brasileiro de 2009, o time caminhava forte, indicando a classificação.

Iarley deu uma exclusiva ao blog falando sobre conquista do título brasileiro.

A empolgação chegou ao seu maior pico com a contratação de Fernandão.

Só que a sua chegada ocasionou exatamente o contrário do que se esperava.

O grupo homogêneo o rejeitou.

Não queriam uma estrela.

Alguém que chegava no meio do caminho e capitalizava todo o esforço, toda a luta do time que no início do campeonato ninguém acreditava.

A diretoria não queria saber e apoiava a sua estrela.

Afinal havia vencido a concorrência do São Paulo, Palmeiras e Santos.

O que não é pouca coisa.

O choque foi tão grande que Hélio dos Anjos não conseguiu administrar.

Para piorar, Fernandão não rendeu nem 10% do que se esperava dele.

Muito sensível, não esperava a rejeição do grupo.

O Goiás caiu de produção na fase aguda do Brasileiro.

E perdeu não só a chance de brigar pelo título como o sonho verdadeiro, a Libertadores.

Mas Hélio dos Anjos estava pronto para reformular a equipe em 2010.

A diretoria trouxe vários reforços.

Mas perdeu jogadores importantíssimos como Iarley, Júlio César...

Hélio dos Anjos não é Mr. M.

Não teve tempo para conseguir dar entrosamento a eles.

O arremedo de time que estava montando enfrentou adversários prontos e foi humilhado.

Nada mais do que previsível.

Mas doído e difícil demais para explicar para os dirigentes, torcedores apaixonados.

Fernandão continuava diferente, não está feliz em Goiás.

Continua insistindo na sua liberação para jogar pelo São Paulo.

Começou o ano marcando até gol contra na derrota para o CRAC, por 1 a 0.

Em seguida, o Goiás apanhou como ambulante na 25 de março para o Anapolina: 5 a 2.

Ontem, a terceira derrota seguida: para o Atlético de Goiás por 2 a 1.

Foi demitido.

E se o Goiás estivesse fazendo a pré-temporada, com vários amistosos sem cobrança?

Como chegaria na Copa do Brasil, no Brasileiro com Hélio do Anjos que tão bem conhecia o clube?

Iria chegar a 300 partidas comandando o time.

Mas ninguém saberá.

Novas cabeças ainda vão rolar.

E vão rolar por nada.

Pelos ultrapassados e inexpressivos Campeonatos Estaduais.

Bom para os desempregados como Tite e Celso Roth.

Assim funciona o futebol brasileiro no mês de janeiro...

Garrincha e os botafoguenses não mereciam esse time. E as coisas devem ficar bem piores…

castelo Garrincha e os botafoguenses não mereciam esse time. E as coisas devem ficar bem piores...

Foi um dos maiores vexames da história do futebol brasileiro.

Um clube teve a sorte, o privilégio de ter sido o berço de Garrincha.

E ontem foi o dia de inaugurar a estátua do seu sensacional ponta,  o maior da história.

Houve festa no Engenhão.

Com a atual força do elenco, o clássico para mostrar Garrincha em bronze era mais do que arriscado.

A diretoria enfrentou.

Nada de tão mal poderia acontecer, não é?

E foram além.

Mais festa, expectativa para a estreia do uruguaio El Loco Abreu.

Os torcedores botafoguenses se irritaram até demais com quem ousou questionar a força do time.

Questionar o potencial do elenco é querer ser xingado pela torcida.

Lembrar que o clube deve, segundo o próprio presidente, o dentista Maurício Assunção, mais de R$ 280 milhões é ir direto para o purgatório.

E  ai de quem se atrever a recordar que o Botafogo escapou do rebaixamento, apenas na última rodada do Brasileiro e com gol de jogador dopado...

O time foi presa fácil demais para o rival Vasco da Gama.

Tomou gols infantis.

Dodô teve marcação de irmão caçula.

Fez o que quis contra o clube que um dia disse ser sua casa.

Ele demoliu sua antiga residência.

Viu a antiga torcida amada chorar de dor.

E não teve pena.

Os gritos de mercenário, vendido, traidor só lhe deram força.

Foi o seu exorcismo de dois anos punido pelo doping.

Mas 6 a 0 é doido demais.

Humilhação logo no começo do ano.

Surpreendente?

Infelizmente, não.

Dorival Júnior fez um trabalho profundo no Vasco.

Deixou o caminho traçado para qualquer treinador seguir.

Qualquer um.

Mancini está longe de ser tosco.

Tem escorregado na carreira por falta de firmeza com o elenco.

Mas não por errar taticamente.

Ele tem visão.

E fez o básico neste domingo.

Explorou sem dó a fragilidade botoguense.

Estevam Soares só cometeu um erro.

Erro impossível de reparar.

Ele não teve como avisar aos torcedores para se prepararem.

Com um elenco tão limitado, festa por El Loco Abreu?

Herrera?

Era o que tinha.

O Flamengo tem Adriano, Vagner Love.

O Fluminense, Fred.

O Vasco, Carlos Alberto e Dodô.

Os botafoguenses tinham de comemorar alguém.

Mesmo que o potecial ficasse muito a dever.

O importante era não dar o braço a torcer.

Mas os botaguenses conscientes sabiam que festejavam diante dos rivais.

No entanto, na hora do sono, a verdade vinha à tona.

Principalmente Estevam Soares que esse castelo de cartas iria desabar.

Não tão cedo.

Não de forma tão feia.

A memória de Garrincha não merecia os 6 a 0.

Muito menos esse time que veste essa camisa tão gloriosa.

E as coisas devem ficar piores.

Bem piores...