Publicado em 13/01/2010 às 06h23
Oscar quer enfrentar a Justiça e o São Paulo. Também não quer se apresentar. Será que terá tanta coragem?

O Brasil perdeu o torneio sub-20 que disputava no Uruguai.
Perdeu para o México por 3 a 2.
Dos jogadores que desembarcam hoje em São Paulo, há um muito preocupado.
Ele é Oscar.
Seus advogados já explicaram ao meia.
Na Justiça, eles perderam uma importante batalha.
O joagdor terá de se reapresentar ao São Paulo.
Seus advogados ainda estudam recursos, formas de livrá-lo do contrato.
Disseram que há novas possibilidades.
Mas não são imediatas.
Oscar acreditava que não teria mais de voltar ao time.
Estava confiante.
Tanto que jurou que não jogaria nunca mais sob o comando da atual diretoria.
Ele está disposto a enfrentar os dirigentes e até a Justiça e não aparecer no clube.
Partir para o litígio, para a guerra.
Isso é tudo que a diretoria do São Paulo não quer.
Se Oscar tomar mesmo essa atitude, poderá ser considerado um exemplo para Diogo e para o jovem Lucas Piazon, de 15 anos.
Os dois também entraram na Justiça para se livrar dos contratos com o São Paulo.
Ricardo Gomes já tratou de dizer que perdoa Oscar e colocou toda a culpa nos empresários e advogados no que está acontecendo.
O técnico, como os dirigentes, nega-se a acreditar que tudo tenha partido da cabeça de Oscar.
E vale usar a arma que cada um possui.
Ricardo Gomes deixou claro que Diogo seria o lateral contra a Portuguesa e que Oscar teria mais chances no time.
Mas Oscar não acredita.
Ele está disposto ao embate, ao rompimento.
Hoje haverá uma importantíssima reunião entre ele e seu advogado André Ribeiro.
Ribeiro irá avisar sobre todas as sanções que o clube pode mover contra ele.
A princípio, Oscar está disposto a enfrentá-las.
Mas irá conversar, ouvir.
A própria diretoria do São Paulo, que declarou André Ribeiro como persona non grata no Morumbi, agora torce por seu poder de convencimento.
Enquanto isso, o pressionado departamento jurídico do clube está estudando todos os contratos dos garotos das categorias de base.
São cerca de cem.
Juvenal já disse que não admitirá novas deserções.
Oscar tem de se reapresentar amanhã.
Sua decisão terá um peso enorme na vexatória situação das categorias de base.
Do clube que assumia ser o mais moderno e organizado do País...
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