Publicado em 28/12/2009 às 21h52
Henrique ama o Corinthians. Henrique ama o Racing. Ele ama quem os Malaquias mandarem…

"Europa é Europa, mas o Corinthians está montando um grande time, com muitas estrelas. Acredito que eu seria muito mais visado do que na Europa. No Racing estou mais escondido para a mídia e para a Seleção Brasileira. Eu seria mais visto no Corinthians, seria mais fácil almejar uma Seleção novamente."
"Estou muito feliz no Racing, tenho contrato durante este ano e quero cumpri-lo. Estou completamente adaptado à equipe, com os companheiros, treinador, dirigentes e na cidade de Santander. Alguns jogadores brasileiros demoram um pouco para se adaptarem ao jogo europeu, mas consegui perfeitamente e estou encantado aqui no Racing."
Estas frases foram ditas pela mesma pessoa.
Com o intervalo de dois dias.
Henrique, zagueiro que o Corinthians e Mano Menezes sonham.
Ou seja: é impossível dizer se ele quer defender o Corinthians ou atuar pelo Racing.
Mentiu quando?
Por incrível que possa parecer, disse a verdade nas duas entrevistas.
Henrique pertence aos brothers Malaquias do Paraná.
Eles também têm sob controle Keirrison.
Os empresários tinham a certeza de que seus dois jovens jogadores estariam estourando em 2010.
Talvez no time que Dunga vai levar para a África.
Mas pelo menos titulares em dois grandes times europeus.
Só que tudo está muito mais complicado do que poderiam supor.
Keirrison é reserva do reserva no Benfica.
Quer jogar, disse a Dorival Júnior que aceitaria retornar ao Brasil e atuar pelo Santos.
Mas seus empresários negaram.
Insistem que é melhor ser reserva do reserva no Benfica do que titular no Santos.
O dono dos seus direitos federativos é o Barcelona.
O clube espanhol também comprou Henrique e o emprestou.
Primeiro para o Bayer Leverkusen.
E agora para o limitado Racing Santander.
Henrique teve contato com a cúpula corintiana e já sonhava com a disputa da Libertadores.
Só que os brothers Malaquias novamente falaram que voltar ao Brasil seria admitir ser fraco demais tecnicamente para se firmar na Europa.
E por isso, Henrique fica falando uma coisa uma hora e outra na hora seguinte.
Além do mais, conta muito para quem fala.
A brasileiros ele diz uma coisa.
A espanhóis, outra.
Infelizmente, tolerável no mundo do futebol.
O resumo é triste.
Jogador precisa falar o que o seu empresário manda.
E foi exatamente o que Henrique fez.
Animou os corintianos em um dia e desanimou em outro.
Por isso que o clube trabalha em duas frentes.
Os contatos com Breno do Bayern de Munique continuaram.
Os dirigentes sabem que seria besteira acreditar de olhos fechados no que Henrique disse.
Eles têm consciência que o destino do zagueiro pertencem aos maleáveis brothers Malaquias.
A vida dos jovens jogadores brasileiros é assim.
O que vale é a sobrevivência...
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