Posts de novembro/2009

Sem Dida, Mano Menezes banca Felipe. Ele será o goleiro do Corinthians na Libertadores…

you have right to remain silent Sem Dida, Mano Menezes banca Felipe. Ele será o goleiro do Corinthians na Libertadores...

Felipe.

Goleiro.

Rebaixado com o Vitória. Caiu com o Corinthians para a Série B.

Mesmo assim teve um substancial aumento, caso inédito no futebol brasileiro e, talvez, mundial.

Continuou no clube mesmo sem a confiança de vários conselheiros. Foi afastado por Mano Menezes depois de falhar na decisão da Copa do Brasil de 2008.

Voltou à equipe, contando com um grande aliado, a diretoria da torcida uniformizada Gaviões da Fiel. Foi titular na volta à Série A. Campeão paulista e da Copa do Brasil.

Mesmo treinando muito mais do que o normal, Felipe continuou irregular, sofrendo gols fáceis, inesperados.

Não tiveram maiores consequências porque o time estava muito bem, antes das vendas de Douglas, Cristian e André Santos.

Os dirigentes buscaram o goleiro dos sonhos de Andrés Sanches, Dida. O presidente só esperava a sua liberação por parte do Milan. Estava tudo praticamente certo.

Quando aconteceu o inesperado. Dida voltou a jogar bem.

Por mais que ainda tenha falhas gritantes, como a contra o Real Madrid, elas são menos constantes. E, importantíssimo, ele conta com o apoio irrestrito do técnico Leonardo.

Sem a possibilidade de Dida e vendo o esforço verdadeiro de Felipe, Mano Menezes disse a Andrés para esquecer um novo goleiro. Vai apostar em Felipe na Libertadores.

A notícia, inesperada, já que Mano e o goleiro não são propriamente os melhores amigos do Parque São Jorge, deu mais confiança ao jogador.

Mas desagradou inúmeros conselheiros importantes aliados de Andrés. Até mesmo o presidente perguntou algumas vezes se Mano estava seguro na sua decisão.

Mas Felipe terá a chance de, pelo menos, começar a Libertadores. Um aliado importante explica, em parte, a sua reviravolta no Corinthians.

“Eu sou irmão do Felipe. Eu estava vendo de fora o que estava fazendo de errado.

Ele fala muita besteira quando dá entrevista. Ele é um ótimo cara, mas parece mascarado, metido. Falei sério com ele.

Disse para ficar quieto, fugir das câmeras que a vida dele seria melhor. Eu conheço a imprensa que cobre o Corinthians.

Se você não pensar antes no que vai falar, acaba lascado. Graças a Deus o Felipe fechou a boca.”

Quem é o conselheiro?

Vampeta...

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A revolta de Amaral. “Como dói estar desempregado…”

Amaral A revolta de Amaral. Como dói estar desempregado...

Amaral.

36 anos.

Palmeiras, Parma, Benfica, Corinthians,  Seleção Brasileira,Vasco, Fiorentina, Besiktas (Turquia), Grêmio, Al Ittihad (Arábia Saudita), Vitória, Atlético Mineiro, Pogon Szczecin (Polônia), Santa Cruz, Barueri, Perth Glory (Austrália), Catanduvense... e muita mágoa no coração.

O volante desabafou nesta entrevista exclusiva ao blog.

Mostrou toda a sua tristeza com o descrédito, com o desemprego, com os não que ouviu nos últimos tempos.

“Não suportava a tristeza, a depressão que estava passando. Mais de 15 clubes viraram as costas para mim neste ano. Aceitei jogar a A2 de São Paulo, em 2010, pela Catanduvense para provar o que posso fazer. Vou calar a boca de quem duvidou de mim.”

Por que você está tão magoado?

Não me conformo com o que aconteceu comigo. Todos viraram as costas para mim. Se não fosse o Magrão (antigo atacante do Palmeiras) me procurar acho que iria continuar desempregado. Há um preconceito sem explicação para jogadores de mais de 30 anos. Eu continuo jogando como sempre fiz. Estou até melhor. Mas quando perguntam a minha idade não me dão chance. Estava triste, deprimido em casa com tanto desprezo. Eu só ouvia: Amaral, gostamos muito de você. Mas me contratar, nada. Sério, Cosme, foram mais de 15 clubes neste último ano. Não quero falar quais clubes foram. Mas os dirigentes sabem quem são. E eu vou calar a boca deles. Vou mostrar na série A-2, com a Catanduvense, que tenho futebol para estar em time grande da Série A...Desculpe, estou revoltado.

Amaral, você sempre foi considerado um jogador bonzinho. Isso atrapalhou a sua carreira?

Pode ser que sim. As pessoas confundem as coisas. Eu sou uma pessoa do bem. Nunca sacaneei ninguém. Mas andam me sacaneando. Eu vou dar um exemplo. O Jamelli me levou para o Barueri. Os dirigentes não queriam. Me deixaram como quinto volante. Mas, fui comendo pelas beiradas, e acabei titular. Toda a imprensa ia para o clube e só entrevistavam um jogador: eu. Isso foi incomodando todo mundo. Não tenho culpa se ganhei três Campeonatos Brasileiros e quatro Paulistas e ainda fui chamado 38 vezes para a Seleção Brasileira. Eu tenho currículo. Sou muito mais do que o ex-coveiro feio. E isso incomodou os outros jogadores do time. Acabei dispensado.

Você acha que errou na maneira que se tornou conhecido? Você não errou no seu marketing pessoal?

Acho que sim. Jogador no Brasil que é bonzinho, amigo, companheiro só se ferra. As pessoas se aproveitam. E mais do que isso, não valorizam. Eu sempre soube do meu potencial como jogador. Achava que não tinha de falar que as pessoas estavam vendo. Estava errado. Aqui quem não faz propaganda pessoal fica esquecido, não tem valor. Eu joguei pela Seleção Brasileira contra a Argentina em Buenos Aires. Fui escolhido o melhor jogador. Fui eleito pela Fifa o melhor em campo na final entre Vasco e Corinthians na final do Mundial. Quem sabe disso? Ninguém. Eu esperei a valorização dos outros e me ferrei.

Você está mal financeiramente e por isso quer jogar?

Não é nada disso. Eu tenho o meu dinheiro. Tenho meu apartamento, minhas casas. Está tudo ótimo para quem saiu de um barraco.Não é pelo dinheiro. Eu quero trabalhar. A dignidade de um homem está no trabalho. Esse preconceito com a idade é uma grande idiotice. O Fernando tem 42 anos e está jogando bem demais no Santo André. Eu tenho mais uns três, quatro anos de futebol de alto nível. Não quero ficar triste, aborrecido na minha casa esperando o telefone tocar. Estar desempregado sabendo que você pode produzir é um dos sentimentos mais terríveis para o ser humano. Confesso que fiquei muito emocionado quando o Magrão me procurou e falou do Catanduvense. Esse contrato de cinco meses chegou na hora certa. Não pelo dinheiro. Mas pela autoestima.

Sua carreira realmente é impressionante. Qual foi o seu maior erro?

Acreditar em procuradores. Eu não queria ter rodado o mundo. Gostaria de ter ficado mais tempo nos clubes, como fiquei seis anos no Palmeiras. Essa troca constante acabou me atrapalhando. Dei também pouca sorte. Quando estava jogando bem demais na Fiorentina, o clube vai para a falência. Ao acertar o meu melhor contrato da vida no Besiktas, houve um problema com o meu procurador e o contrato é desfeito. Mas fui muito feliz na Polônia e no futebol australiano, de onde acabo de voltar.

Amaral, talvez não esteja na hora de parar?

Eu sou consciente. Faço testes físicos com outros jogadores. Eu tenho 36 na carteira, mas meu físico é de menos de 28 anos. Meus testes são sempre de alto nível. Por que tenho de parar, por preconceito? O Zinho (ex-jogador do Flamengo, Palmeiras, Grêmio), uma das pessoas mais inteligentes que eu conheci, acabou de levar o Júnior Baiano para os Estados Unidos. O Júnior Baiano tem 39 anos. O Zinho não é burro. Essa história de idade vale para quem nunca jogou. É um precoceito idiota.

Como foram as suas passagens pelo Exterior?

Ótimas. Cresci como jogador e fui muito respeitado. Em Portugal, na Itália, na Arábia, na Polônia e, agora, quando joguei na Austrália. Sou uma pessoa que se adapta fácil. Só que essa história de idade tem me atrapalhado. Os dirigentes ficam preocupados quando ouvem que tenho 36 anos e, apesar do meu currículo, não me dão mais chance.

Amaral: você não errou ao ser tão sincero? Vincular a sua imagem de coveiro não te atrapalhou na carreira?

Eu não sei mentir, não vou iria esconder o meu passado. Cosme, até ajudou. Sabe por quê? Quando tinha um jogo importante, um clássico, todos sabiam que eu não iria tremer. Se não tremia carregando cadáver de um lado para o outro, por que iria tremer em um jogo de futebol (ri...).

Até que enfim você está rindo. Tem alguma história engraçada recente, já que a sua carreira é cheia de histórias?

A mais recente foram os meus dois apelidos na Austrália. Eu não falo bem inglês e os caras do meu time resolveram me sacanear feio. Me apelidaram de ‘I don’t know’ (eu não sei). Era porque me perguntavam as coisas, eu não entendia e respondia não sei. Depois, o apelido mudou. Como comecei a entender um pouco o inglês, passaram a me chamar de ‘a little bit’ (um pouco). É porque eu respondia que falava um pouco inglês. Era ‘a little bit’ para lá e para cá. No mundo inteiro só tem sacana. (ri muito...)

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Presidente do São Paulo paga bicho de vitória pelo empate. A dúvida: o resultado foi bom para Palmeiras, Atlético e Flamengo?

Dúvida Cruel Presidente do São Paulo paga bicho de vitória pelo empate. A dúvida: o resultado foi bom para Palmeiras, Atlético e Flamengo?

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, disse ter sido ‘épico’ o empate de ontem com o Grêmio.

Conversando com aliados, ele disse que o time mostrou raça, coração e que é ‘muito macho’ ao terminar com oito jogadores e conseguir segurar o 1 a 1.

Juvenal resolveu pagar premiação de vitória, depois do empate em Porto Alegre.

Ele gostou também da reação de Ricardo Gomes, que não estava comemorando. Pelo contrário.

O presidente percebeu que o técnico queria mesmo ganhar o jogo. Dagoberto e Jean foram absolvidos pelos cartões vermelhos. Mas Borges...

Se o clima já é ruim para ele, seu empresário, não só ouve como discute uma proposta do Corinthians, tudo ficou pior.

Há a certeza, com a expulsão infantil de ontem, que o atacante está irritado, desequilibrado com a reserva.

E seu contrato não deverá ser renovado. Apesar de Ricardo Gomes ter tentado amenizar a situação ontem após o empate.

Depois das notícias, as perguntas...

Você acredita que o São Paulo conseguiu um bom resultado?

Palmeirenses devem lamentar ou comemorar o empate?

A torcida do Atlético Mineiro deve ter ainda mais esperança?

Foi um escorregão que pode deixar o Flamengo como terceiro colocado?

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Exclusivo.”Virei um símbolo da ditadura porque enfrentei a TV Globo.” Dadá Maravilha…

carlos medici jules Exclusivo.Virei um símbolo da ditadura porque enfrentei a TV Globo. Dadá Maravilha...

Dario José dos Santos.

Dario Maravilha.

Ou, simplesmente, Dadá.

Três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Quatro do Mineiro.

Autor do maior número de gols em uma só partida oficial no Brasil.

Marcou dez dos 14 gols que o Sport fez no Santo Amaro, no Pernambucano de 76.

Seus 63 anos de vida misturam alegrias e tristezas, bem escondidas.

Em uma emocionante entrevista exclusiva ao blog ele se permitiu.

Foi além do personagem. E tocou em pontos delicadíssimos da sua vida.

Ser um representante involuntário da feroz ditadura militar.

Ter a marca de ter ido para a Copa de 70 por ordem do presidente Emílio Garrastazu Médici.

“Eu carrego isso por ter enfrentado a TV Globo. Nem Deus sai ileso de uma briga com a Globo.”

A falta de dinheiro. “Se eu não trabalho, não como.”

O apartamento na periferia de Belo Horizonte.

O carro popular com que chega ao Mineirão.

A infância de deliqüência no Rio de Janeiro, as internações em casa de jovens com problemas com a Justiça.

A falta de reconhecimento do Atlético Mineiro, o sonho de ter um busto no clube.

E lógico, as pitadas de alegria, a irreverência que marcou sua carreira, sua vida.

“Hoje o nível dos times é muito ruim. Se eu fizesse menos de 50 gols neste Brasileiro, eu desfilaria só de fio dental rosa na avenida Rio Branco no Rio ou na avenida São João em São Paulo. Os caras são muito fracos.”

Vamos começar forte: como é ser um símbolo da ditadura?

Essa é uma das histórias mais absurdas que um jogador de futebol teve de suportar. Você não está falando com qualquer um. Eu marquei 926 gols na minha carreira. Fiz 499 de cabeça. Em 1969 eu havia marcado 69 gols na temporada. Fui marcado porque o João Saldanha foi demitido pelo regime militar da Seleção Brasileira. E ele descontou em mim. Falou na TV Globo que eu seria cortado. Porque cinco ficaram fora da lista final. Na época, sua palavra era temida por todos. Eu o desafiei e acabei desafiando a Globo. Disse que no México, iria o Dadá e mais 21 jogadores. Nem o Pelé eu garantia. Só garantia que eu iria. Quando saiu a lista final, o João Saldanha quis morrer e começou a me perseguir, me chamando de protegido do Medici. Realmente, o presidente me adorava, mas todos me adoravam. Eu era artilheiro. Eu carrego essa marca de ser protegido da ditatura por ter enfrentado a TV Globo. Nem Deus sai ileso de uma briga com a Globo.

O Zagallo fez a convocação por ordem do Medici?

Fez porque eu estava marcando muitos gols. Era o artilheiro do Brasil. Tinha de me levar. O Zagallo também entrou de gaiato nessa história. O João Saldanha estava com dor de cotovelo por ter caído da Seleção. E não pensou duas vezes em manchar tanto a minha carreira com a do Zagallo. Foi uma vingança boba, estúpida. Mas uma das coisas que agradeço a Deus foi ter feito as pazes com o Saldanha antes dele morrer. Não queria ficar com essa mágoa no coração. Ele está perdoado. E tem outra coisa: se a ditadura usou o futebol para alegrar a população, o jogador não poderia fazer nada. Nada. Nós queríamos ser campeões do mundo e jogamos porque o futebol era o nosso esporte, estávamos representando o povo brasileiro. Não o regime militar. Ninguém nem entendia direito o que estava acontecendo. Ouço muita injustiça em relação ao time tricampeão do mundo...

Quem vê o personagem Dadá Maravilha pensa que o homem Dario não teve tristeza na vida...

Isso é verdade. Mas a minha vida não foi nada fácil. Eu tive uma infância terrível.Nasci no Rio de Janeiro, filho de uma família pobre, muito pobre. Para sobreviver, virei bandido. Bandido mesmo.

Assaltava nas ruas, roubava quem passava pela frente. Ia com faca. Já enfiei faca em outras pessoas brigando.

Fui ruim, bandido. Não tinha nada a perder. Não tinha ninguém para me orientar. Fiquei preso em instituições para menores infratores. Mas, graças a Deus veio o futebol e minha vida mudou. Fui para o Campo Grande e depois para o meu clube, o Atlético Mineiro. A partir daí, fiz uma promessa para Deus. Deixei de ser ruim, bandido. Cansei de ser um homem triste, amargo. A partir daí, resolvi ser alegre, levar alegria às outras pessoas.

Sua identificação com o Atlético Mineiro é impressionante...

Tinha de ser o jogador símbolo do clube. Ninguém marcou mais gols pelo Galo do que eu. Em 1971 eu falei que íamos atropelar a tudo e a todos e ganharíamos o Brasileiro. Foi o que aconteceu. Enfrentamos o mesmo que derruba o Atlético desde 1971: as arbitragens. Não há interesse do eixo Rio-São Paulo que o Atlético Mineiro seja campeão. A torcida que já é maravilhosa e forte demais poderia crescer ainda mais fora de Minas Gerais. Qual é o interesse dos paulistas e cariocas? Nenhum. Tomara que este ano não venham roubar outra vez o Galo. Mas vou falar a verdade. Estou muito magoado com o Atlético Mineiro.

Por quê?

Por falta de reconhecimento. Eu precisava ter um busto no clube. O Botafogo fez para o Nilton Santos. O Palmeiras fez um para o Ademir da Guia. Por que o Atlético Mineiro é tão ingrato comigo? Eu mereço esse busto no clube. Gostaria de que ele fosse construído comigo vivo. Me homenagear morto não vale nada. Eu me sinto profundamente triste quando penso que eu tenho de pedir esse busto. Sou o maior artilheiro da história do Atlético Mineiro. As pessoas não reconhecem. Não sei o porquê.

Por falar em reconhecimento, você está rico?

Longe disso. Se eu não trabalho, não como. Não estou brincando. Meu dinheiro é pouco e contado. Sou ídolo, onde vou sou parado, dou autógrafos, tiro fotografias. Mas eu sei que quando volto para minha casa simples, o dinheiro é muito pouco. Não esbanjei, não fiz nada demais. O que acontece é que na minha época nós ganhávamos pouco demais. Não é essa festa de hoje em dia, onde qualquer cabeça de bagre ganha fortunas. Eu sou o retrato da minha época. (Dario é comentarista da TV Alterosa, em Belo Horizonte.)

Por falar nisso, você é campeão do Mundo com a Seleção. Vários campeões do mundo estão em grandes dificuldades financeiras. Isso é justo?

Não. Ao contrário. É apenas mais uma das injustiças do nosso país. Os campeões do mundo são heróis, deveriam ser valorizados. Na Europa, campeões da década de 30, 40, 50, 60 são amparados por seus países. Eu sei de vários jogadores como o Bellini, por exemplo, nosso primeiro capitão, que estão em graves dificuldades. O nosso país não consegue dar um plano de saúde e uma aposentadoria a nenhum campeão do mundo. Isso é mais uma vergonha para tantos políticos brasileiros que só legislam em causa própria e não param de roubar o Brasil. Eu tenho uma profunda vergonha de lembrar que sou campeão do mundo e o meu país virou as costas param mim. E para os outros. Não sou eu em entrevista que tenho de pedir plano de saúde e aposentadoria para quem já foi campeão do mundo com a camisa do Brasil e levou alento, alegria a milhões de pessoas.

Qual é o nível do futebol brasileiro atual?

Hoje o nível dos times é muito ruim. Se eu fizesse menos de 50 gols neste Brasileiro, eu desfilaria só de fio dental rosa na avenida Rio Branco no Rio ou na avenida São João em São Paulo. Os caras são muito fracos. Falta técnica, toque de bola. Só importa é o preparo físico. Os jogadores não são talentosos como no meu tempo. Eu disputava jogos com Pelé, Dirceu Lopes, Rivellino, Gerson, Ademir da Guia, Falcão, Figueiroa, Clodoaldo, Carlos Alberto e muitos outros. E hoje? Na Seleção de 70 dava para colocar o Kaká, o Ronaldo, nos bons tempos, e olhe lá. O nível dos times do Brasil é fraco demais. Eu deitaria e rolaria.

Dario, além dos seus gols, o porquê das suas frases históricas?

Por que eu sempre fui um cara esperto, tremendamente cara-de-pau e louco, mesmo. Percebi que além de jogar bem, eu poderia ter a mídia do meu lado. E logo comecei a tascar frases que entraram para a história mesmo. O rei Roberto Carlos já me disse que adora o “quem para no ar é beija-flor, helicóptero e Dario Maravilha”. Muitos técnicos e jogadores falam até hoje “não existe gol feio. Feio é não fazer”, sem saber que a frase é minha. Agora, os intelectuais adoraram a “não venha com a problemática que eu dou a solucionática”. Foi a frase do século para a revista Veja. Tem outra que é ótima. “Pelé, Garrinha e Dadá tinham de ser curriculos escolares obrigatórios.” Ou então aquela outra, “Quando eu saltava, o zagueiro podia ver o número da minha chuteira.” Eu sempre fui a alegria de quem vinha me entrevistar. Fui um dos primeiros a perceber o poder da mídia.

Você compara essa espera da torcida do Atlético Mineiro, desde 1971, até agora pela conquista do Brasileiro ao jejum de 23 anos do Corinthians?

Acho que sim. São duas torcidas apaixonadas, empolgantes, poderosas e sofridas. Esse sofrimento aglutina, aproxima as pessoas, todos querem estar presentes quando essa fase ruim acabar. Acaba sendo até uma prova de amor não virar as costas para o jejum. Minha grande frustração na carreira foi nunca ter jogado no Corinthians. Eu iria incendiar essa torcida que é louca como eu. Mas,voltando ao Brasileiro, desta vez eu aposto com mais confiança no Galo.

Por quê?

Porque como aconteceu em 1971, o Atlético Mineiro tem um atacante de referência. Em caso de dúvida, todos os jogadores estão passando a bola para o Diego Tardelli. Em 1971 foi assim comigo. E eu fui marcando gols e acabamos campeões. O Tardelli só precisa deixar de ser tão bobo nas entrevistas. Precisa ser mais louco, se valorizar. Esse menino tem o faro de gol. Não tanto quanto eu, mas o faro dele é muito bom. Mas também, Cosme...Dadá só existiu, só existe e só existirá um no mundo...

O maior inimigo do São Paulo em Porto Alegre. A baixa autoestima de Paulo Autuori…

psycho l O maior inimigo do São Paulo em Porto Alegre. A baixa autoestima de Paulo Autuori...

Paulo Autuori.

O treinador do Grêmio foi a maior decepção do Campeonato Brasileiro.

Os dirigentes gaúchos até tentam disfarçar, mas ficaram extremamente tristes com o fraco desempenho do técnico.

O clube ficou literalmente paralisado esperando Autuori. Foram três meses para ele se livrar do contrato com o Al Rayyan, do Catar.

Chegou no Olímpico a peso de ouro. Marcelo Rospide estava no comando do time. Era adorado pelos jogadores.

E muito mais do que isso. Sob seu comando, a equipe foi a primeira colocada no seu grupo e fazia ótima campanha na Libertadores.

Rospide recebia R$ 10 mil reais. Autuori ganha R$ 300 mil. Seu currículo de campeão do mundo, bicampeão da Libertadores, campeão brasileiro o deu tal status.

Mas acontece que não houve empatia. O elenco caro e recheado de atletas com o ego maior que o futebol não se dobrou a Autuori.

A campanha no Brasileiro, para as expectativas dos dirigentes e torcedores, se mostra pífia. Ele foi contratado para vencer a Libertadores.

Não conseguiu. Tinha pelo menos de garantir a classificação para a Libertadores de 2010. O Grêmio está a sete pontos do G4.

Voltou ao país como um provável substituto de Dunga após o Mundial da África. Hoje ninguém mais cogita a possibilidade.

Muito esperto, o treinador percebeu o clima de insatisfação que o cerca. O descrédito...

E revelou que tem uma proposta mais alta para voltar ao Al Rayyan, onde é considerado um ‘iluminado’.

Seu contrato com o Grêmio vai até o final de 2010. Os dirigentes estão na dúvida.

Não sabem se vale a pena continuar com ele. O preço será a reformulação total do elenco. Ou apostam em outro técnico.

Rospide não porque os dirigentes acreditam que é muito novo para tanta responsabilidade.

Autori quer aproveitar a partida de hoje, contra o São Paulo, e mostrar que ainda está vivo. Ele foi campeão da Libertadores e Mundial no Morumbi.

Sabe que a melhor maneira de aproveitar os holofotes será vencer hoje. Fará tudo para isso.

E depois, tentar terminar o Brasileiro com dignidade. Aí então repensar a vida.

Ou seja o time de Ricardo Gomes terá pela frente um comandante ferido, onde mais dói: na autoestima...

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Desvendado o segredo. Os gols de cabeça dos times de Muricy Ramalho…

kobe artest2 Desvendado o segredo. Os gols de cabeça dos times de Muricy Ramalho...

As bolas paradas de Muricy Ramalho.

Os treinadores adversários sempre reclamaram pelos cantos, questionaram, xingaram.

Eles não entendiam, precisam recorrer a teipes e, em câmera lenta, para entender.

Vinha a raiva.

Geralmente, em cada gol que a equipe adversária de Muricy tomava, vinham as reclamações.

Faltas que deveriam ter sido marcadas.

Só que tudo acabava no esquecimento porque o contato na grande área é mais do que normal.

E parecia natural, normal, pura disputa pela bola.

Só que Diego Souza acabou revelando o segredo de o porquê tantos gols de cabeça dos times de Muricy.

Ele explicou na tevê que, em todas as bolas aéreas do Corinthians, ele tinha a missão nada esportiva de travar William.

Sua ordem era para impedir a movimentação do zagueiro.

Agarrá-lo se fosse preciso.

E foi o que Diego Souza fez.

O  Palmeiras fez dois gols de cabeça em Presidente Prudente.

Diego não marcou nenhum.

Mas sorria porque sabia que a sua missão tinha sido cumprida.

Só que Diego não se conteve e revelou o segredo de Muricy na tevê.

Mano Menezes provou estar certo.

Há anos, ele reclama dos times de Muricy pelo alto.

Com o alerta de Diego Souza, os árbitros estarão mais atentos.

Eles já sabem que não é por acaso que os jogadores do Palmeiras agarram tanto os zagueiros adversários.

Tudo é estudado meticulosamente antes.

Com o alerta, os gols de cabeça do Palmeiras podem sumir, desaparecer.

Ou simplesmente virarem falta de ataque.

Os clubes resolveram enfrentar a Globo. E a emissora vai reagir…

YR Torture Museum 682x1024 Os clubes resolveram enfrentar a Globo. E a emissora vai reagir... 

A TV Globo de São Paulo decidiu não mostrar mais em close os jogadores entrevistados em coletivas.

A determinação veio por causa dos microfones.

Os clubes colocaram placas metálicas de patrocinadores nos microfones.

Fica impossível não mostrar essas placas se houver foco nos rostos dos atletas.

A emissora já havia inovado ao criar o ‘superclose’ mostrando metade dos rostos para fugir dos bonés dos patrocinadores.

Com a invenção dos microfones, a ordem foi filmar de longe.

Ficando impossível definir o patrocinador no microfone ou os vários logotipos espalhados nos banners, atrás dos atletas.

Só que os clubes paulistas reagiram.

O São Paulo descobriu a solução para mostrar seus patrocinadores na TV Globo, a tevê que interessa a quem investe.

Se o foco foge do microfone e dos logotipos espalhados pelo banner, a ordem do departamento de marketing foi fazer fileiras de logotipos grandes, enormes em relação aos outros.

Ou seja: para todas as tevês que filmam o jogador de maneira habitual, o microfone e os logotipos são focados como acontece há anos.

Para a Globo paulista há os logotipos grandes. Não há como fugir. Executivos da TV Globo não gostaram da reação.

E estão estudando uma maneira definitiva para provar que só mostram o que querem.

Ou aquilo que traz rendimento à emissora. Há até a possibilidade de não mostrar as entrevistas coletivas.

Ou desfocar os logotipos dos patrocinadores, o que seria um golpe terrível.

Na verdade, a Globo não quer admitir de maneira alguma a rebeldia dos clubes grandes de São Paulo.

A briga está no ar...

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A indecisão de Andrés Sanches.O presidente do Corinthians…

Zelaya A indecisão de Andrés Sanches.O presidente do Corinthians...

Andrés Sanches nunca foi tão cobrado como presidente do Corinthians.

Seus assessores mais próximos o estão pressionando. Cada ala para um lado.

O vice de marketing Luiz Paulo Rosenberg não se conforma com os três primeiros jogos do clube na Libertadores, como mandante, terem sido confirmados para o Pacaembu.

A venda já começa amanhã aos sócios torcedores. Para ele é um grande desperdício de dinheiro. Por mais que os ingressos custem de R$50,00 a R$ 500,00.

De acordo com Rosenberg, se as partidas fossem no Morumbi, o Corinthians arrecadaria 60% a mais. Andrés rebateu.

Lembrou que havia dado a sua palavra de que o clube não atuaria mais como mandante no estádio do São Paulo.

O vice de marketing não desistiu. Caso o Corinthians passe da primeira fase, vai pressionar ainda mais Andrés.

Membros importantes da Gaviões da Fiel estão participando das conversas sobre o Morumbi e estão divididos.

Seria divertido se não fosse trágico o que acontece em relação às contratações.

Assunto que mais atiça os aliados de Andrés e os seus empresários favoritos.

As discussões são intermináveis. Há de tudo e para todos os gostos.

Iarlei do Goiás, Guti do Real Madrid, Riquelme do Boca Juniors, Borges do São Paulo, Danilo do Kashima Antlers, Ernesto Farias, do Porto, Ciro do Sport Recife. E vários outros.

Cada um briga pelo seu interesse. Pelos seu empresário.

Ronaldo insiste com Andrés para repatriar Roberto Carlos do Fenerbahçe e pergunta diariamente por Riquelme.

São muitos conselheiros que desejam um goleiro melhor do que Felipe.

E lamentam a volta por cima que Dida está conseguindo dar no Milan, já que ele era o nome preferido.

Andrés está no meio deste furacão. Muitas vezes tem sido incoerente.

Suas opiniões sobre os reforços para 2010 têm mudado mais do que o tempo em São Paulo.

A grande preocupação do presidente é acalmar Mano. O treinador tem falado a palavra entrosamento pelo menos umas dez vezes dia sim e o outro também no Parque São Jorge.

Ele sabe que o clube buscará pelo menos cinco jogadores para a Libertadores.

Como entrosá-los a tempo?

Como filiado do partido, Andrés também vem sendo cobrado por setores do PT para trabalhar pela candidatura de Dilma à presidência do Brasil em 2010.

E os prováveis patrocinadores não têm se animado a colocar R$ 50 milhões na camisa do Corinthians no próximo ano.

Andrés Sanches nunca esteve tão encurralado. Nem quando o Corinthians foi rebaixado, já que repassou a culpa para a administração Dualib...

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Juvenal acordou: primeiro ganhar o Brasileiro. Depois garantir o Morumbi na Copa…

stack of money2 Juvenal acordou: primeiro ganhar o Brasileiro. Depois garantir o Morumbi na Copa...

Palavra de ordem do presidente Juvenal Juvêncio: focar a conquista do Brasileiro.

O dirigente resolveu diminuir as várias tratativas com intermediários da CBF e da Fifa para garantir a abertura da Copa de 2014 no Morumbi.

Logo após a vitória diante do Barueri, o dirigente convocou seus colaboradores mais fiéis.

Mandou que acompanhem o mais perto que puderem o trabalho de Ricardo Gomes.

É para providenciar tudo o que o treinador pedir.

Absolutamente tudo.

Hotéis prediletos, concentrações como ele quiser, a autorização de jogadores suspensos viajarem com o grupo.

Juvenal continua pagando mais do que combinou no Brasileiro.

O clube paga um bônus por classificação à Libertadores e tem a premiação acertada pelo título.

Mas o presidente autorizou e as vitórias têm valido dinheiro logo após o jogo.

O dirigente já passou por vários momentos de descrença de conquista neste Brasileiro.

Tanto que ele mesmo já revelou a amigos que está surpreso com a reação do time e a adaptação de Ricardo Gomes.

O dirigente resolveu não polemizar com a alta cúpula do Palmeiras que ‘não engoliu’ o fato de o Barueri haver afastado seus principais jogadores, René e Val Baiano, da partida contra o São Paulo.

Os dois assumiram ter recebido dinheiro do Cruzeiro para derrotar o Flamengo.

E a diretoria do Barueri resolveu, de forma surpreendente, tirar os dois do jogo diante do São Paulo.

O clube foi favorecido, a partida ficou mais fácil.

Dirigentes do Palmeiras estudam fazer um protesto formal à CBF.

Juvenal decidiu fazer pose de paisagem e não se envolver.

Assim como negar as contratações acertadas de Marcelinho e Carlinhos Paraíba.

É para todos fingirem que não sabem nada disso.

Nem da dispensa dos cariocas que não deram certo no clube logo após o fim do Brasileiro.

O importante agora é prometer um ‘dinheirinho’ a mais contra o Vitória.

Há muita confiança de que o Palmeiras irá tropeçar contra o Fluminense e o clube do Morumbi assumir a liderança de vez.

É como se Juvenal tivesse acordado de vez para a grande chance de o time ser tetracampeão brasileiro seguido...

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Palmeiras e Corinthians. Dois times que não merecem confiança…

Palmeiras x Corinthians Palmeiras e Corinthians. Dois times que não merecem confiança...

Muricy Ramalho foi o único a sorrir em Presidente Prudente.

Ele, mais do que ninguém, sabia que o Palmeiras merecia ter perdido o clássico contra o Corinthians.

O líder parecia o time de Mano Menezes.

Tocou a bola, soube encontrar espaço no meio da defesa palmeirense.

Sem Pierre, Muricy sabe que qualquer time qualificado descobre brechas entre os volantes e zagueiros que Vanderlei Luxemburgo escolheu.

O time verde tem um defeito crônico de marcação.

A expulsão de Marcos e o segundo gol de Ronaldo são inaceitáveis para um líder de Campeonato Brasileiro.

A saída do Palmeiras foi apelar para Figueroa.

Como nos bons tempos de Arce, o lateral conseguiu colocar a bola na cabeça de Danilo e Maurício.

Dois gols manjados, mas que nasceram nos treinamentos de Muricy.

No tricampeonato brasileiro que ele conseguiu para o São Paulo, os gols em cruzamentos foram mais comuns do que suas entrevistas mal humoradas.

Qualquer um dos poucos mais de 18 mil torcedores na escaldante Presidente Prudente sabia desse recurso óbvio do Palmeiras.

Mano Menezes cansou de falar com seus jogadores sobre as cabeçadas.

Mas foi em vão.

Se o Corinthians teve consciência do meio para a frente, a defesa continua confusa, mal orientada por Felipe.

A insegurança em qualquer bola levantada para a área trazia uma enorme insegurança.

Quem acompanha o dia a dia do Corinthians sabe que Felipe é muito falho na saída e transfere a responsabilidade para seus zagueiros.

Por isso a diretoria procura desesperada um goleiro para a Libertadores do centenário.

Toda a festa para Ronaldo e, finalmente, para a boa partida de Defederico deve ser credidata à fraca marcação palmeirense.

Todo o alívio de Muricy Ramalho, que comemorou o ponto que garantiu a liderança a seu time de dez jogadores, deve ser creditado ao calcanhar de Aquiles corintiano: a insegurança de Felipe.

Triste também a falta de coragem de Héber Roberto Lopes.

Ele sabe muito bem que deveria ter dado cartão vermelho a Danilo em uma entrada de vale tudo em Jorge Henrique. O jogo estava 1 a 0 para o Corinthians.

Os dois times seguem seus caminhos sem a confiança necessária.

Restam seis partidas para o Palmeiras tentar ganhar o Brasileiro. A liderança que era absoluta, com cinco pontos de vantagem, foi caindo, caindo, caindo.

Hoje é por causa do saldo de gols.

E o Corinthians terá de melhorar muito para entrar 2010 batendo no peito e assumindo o favoritismo da Libertadores que tanto sonha.

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