Como uma derrota pode ser doce para o Corinthians?

 Como uma derrota pode ser doce para o Corinthians?

"Eu vou ficar parado.

Eu vou ficar parado."

Foi nítido perceber o que Felipe disse para Elias.

O goleiro do Corinthians avisava antes da cobrança de pênalti de Léo Moura.

Antes ele havia dito que nem queria ficar no gol.

E o goleiro ficou parado.

A bola passou a 60 centímetros do seu braço direito.

O protesto do goleiro contra a marcação do pênalti foi incompreensível.

Não houve paradinha, não houve nada.

As reações foram as mais variadas.

O presidente Andres Sanches disse que houve paradinha e Felipe não soube o que fazer.

Em Recife, após a vitória sofrida diante do Sport, os jogadores do Inter insinuavam uma vingança pelo rebaixamento em 2007.

De acordo com eles, Felipe teria dito na época que o Internacional não se esforçou contra o Goiás e prejudicou o Corinthians.

Seria o troco do goleiro.

Mano Menezes no vestiário dizia que poderia conversar com ele para saber o que havia se passado. Poderia.

No jornal O Fiel, jornal oficial, criado pelo Corinthians, a manchete não poderia ser mais direta.

"Doce derrota", se referindo ao jogo contra o Flamengo.

Quando uma publicação oficial, de algum clube do mundo, classificou como 'doce' perder um jogo?

Com o resultado, o Corinthians contribuiu demais para que seus rivais São Paulo e Palmeiras ficassem longe da disputa do título.

Tudo o que aconteceu não foi doce.

Foi surreal, absurdo.

Principalmente triste.

E pior pensar que inúmeros torcedores pagaram R$ 800 para colocarem suas fotos na camisa dos jogadores que entraram em campo contra o Flamengo.

Quem gostaria de ter sua imagem ligada a essa doce derrota corintiana?