Publicado em 30/11/2009 às 15h17
Como uma derrota pode ser doce para o Corinthians?
"Eu vou ficar parado.
Eu vou ficar parado."
Foi nítido perceber o que Felipe disse para Elias.
O goleiro do Corinthians avisava antes da cobrança de pênalti de Léo Moura.
Antes ele havia dito que nem queria ficar no gol.
E o goleiro ficou parado.
A bola passou a 60 centímetros do seu braço direito.
O protesto do goleiro contra a marcação do pênalti foi incompreensível.
Não houve paradinha, não houve nada.
As reações foram as mais variadas.
O presidente Andres Sanches disse que houve paradinha e Felipe não soube o que fazer.
Em Recife, após a vitória sofrida diante do Sport, os jogadores do Inter insinuavam uma vingança pelo rebaixamento em 2007.
De acordo com eles, Felipe teria dito na época que o Internacional não se esforçou contra o Goiás e prejudicou o Corinthians.
Seria o troco do goleiro.
Mano Menezes no vestiário dizia que poderia conversar com ele para saber o que havia se passado. Poderia.
No jornal O Fiel, jornal oficial, criado pelo Corinthians, a manchete não poderia ser mais direta.
"Doce derrota", se referindo ao jogo contra o Flamengo.
Quando uma publicação oficial, de algum clube do mundo, classificou como 'doce' perder um jogo?
Com o resultado, o Corinthians contribuiu demais para que seus rivais São Paulo e Palmeiras ficassem longe da disputa do título.
Tudo o que aconteceu não foi doce.
Foi surreal, absurdo.
Principalmente triste.
E pior pensar que inúmeros torcedores pagaram R$ 800 para colocarem suas fotos na camisa dos jogadores que entraram em campo contra o Flamengo.
Quem gostaria de ter sua imagem ligada a essa doce derrota corintiana?
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