Em Volta Redonda, outra cena vergonhosa do futebol brasileiro…

estadio vazio Em Volta Redonda, outra cena vergonhosa do futebol brasileiro...

Duque de Caxias e Ponte Preta.

Série B do Campeonato Brasileiro.

Volta Redonda.

Sexta-feira à noite, ontem.

Renda : R$ 55,00.

Público: 5 pessoas pagantes.

Sim, cinco pessoas.

O futebol brasileiro conseguiu mais uma marca para envergonhar quem sabe pronunciar a palavra marketing.

Ou carnê.

A falta de organização só é pior do que a vontade de buscar a modernidade.

Se o campeonato é de pontos corridos e nenhuma das equipes poderia cair ou subir, colocasse ingressos a R$ 2,00.

Abrisse para escolares acompanharem o jogo.

Pelo menos os pais iriam pagar alguma coisa.

Não, o dirigente brasileiro gosta de passar vergonha.

Ser ridicularizado.

Foi o recorde negativo de público da Série B, em todos os tempos.

As imagens vão passar pelo Brasil inteiro e todos vão rir.

Rir e esquecer.

No próximo Brasileiro isso se repetirá e ninguém vai falar nada.

Os jogadores do Paraná Clube tiveram de entrar em greve depois de três meses de salários atrasados.

A Justiça Trabalhista cada vez mais recebe jogador processando clube por falta de pagamento.

É um paraíso para advogados em busca dos famosos 20%.

Por mais deprimente que tenha sido a situação em Volta Redonda, o futebol brasileiro continua imbatível.

Talvez não por acaso no Planalto Central.

No dia 22 de junho de 1980, em Taguatinga, a cena foi mais insólita.

Insuperável.

Taguatinga e Desportiva Bandeirante jogaram.

Era a sexta rodada do primeiro turno no Campeonato Basiliense.

O público?

Entre pagantes e não pagantes?

Zero.

Nenhuma pessoa se prestou a ver o jogo.

Esse é o triste recorde que os clubes se esforçam para alcançar.

O Brasil é o país do futebol.

Não dos dirigentes...

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