Publicado em 28/11/2009 às 00h36
Em Volta Redonda, outra cena vergonhosa do futebol brasileiro…

Duque de Caxias e Ponte Preta.
Série B do Campeonato Brasileiro.
Volta Redonda.
Sexta-feira à noite, ontem.
Renda : R$ 55,00.
Público: 5 pessoas pagantes.
Sim, cinco pessoas.
O futebol brasileiro conseguiu mais uma marca para envergonhar quem sabe pronunciar a palavra marketing.
Ou carnê.
A falta de organização só é pior do que a vontade de buscar a modernidade.
Se o campeonato é de pontos corridos e nenhuma das equipes poderia cair ou subir, colocasse ingressos a R$ 2,00.
Abrisse para escolares acompanharem o jogo.
Pelo menos os pais iriam pagar alguma coisa.
Não, o dirigente brasileiro gosta de passar vergonha.
Ser ridicularizado.
Foi o recorde negativo de público da Série B, em todos os tempos.
As imagens vão passar pelo Brasil inteiro e todos vão rir.
Rir e esquecer.
No próximo Brasileiro isso se repetirá e ninguém vai falar nada.
Os jogadores do Paraná Clube tiveram de entrar em greve depois de três meses de salários atrasados.
A Justiça Trabalhista cada vez mais recebe jogador processando clube por falta de pagamento.
É um paraíso para advogados em busca dos famosos 20%.
Por mais deprimente que tenha sido a situação em Volta Redonda, o futebol brasileiro continua imbatível.
Talvez não por acaso no Planalto Central.
No dia 22 de junho de 1980, em Taguatinga, a cena foi mais insólita.
Insuperável.
Taguatinga e Desportiva Bandeirante jogaram.
Era a sexta rodada do primeiro turno no Campeonato Basiliense.
O público?
Entre pagantes e não pagantes?
Zero.
Nenhuma pessoa se prestou a ver o jogo.
Esse é o triste recorde que os clubes se esforçam para alcançar.
O Brasil é o país do futebol.
Não dos dirigentes...
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