Publicado em 16/11/2009 às 14h17
Não foi vontade de vencer. Foi revolta de Hugo. Ele se sente rejeitado no São Paulo.
Há explicação para as ofensas e tapinhas nos rostos entre Hugo e André Dias.
E vai muito além da ansiedade, da vontade de ganhar dos dois.
A verdade é que Hugo se cansou.
O jogador deu um ponto final a toda má vontade do elenco em relação a ele.
Hugo é considerado por grande parte do elenco do São Paulo como um jogador disperso.
De potencial desperdiçado.
A falta de concentração durante os jogos acabou com o sonho com que começou 2009.
Ele tinha a certeza de que seria titular absoluto do clube em que adora jogar.
Mas Muricy Ramalho tinha outros planos.
Hugo se tornou mero reserva e só era colocado quase a força pelo técnico.
Ele acreditava enfrentar uma perseguição por parte de Muricy.
E deixou isso claro ao ver o técnico demitido.
Só que Hugo ficou ainda mais sem graça ao saber que o treinador o defendia.
Se dependesse da diretoria do São Paulo, ele já teria sido negociado e nem começaria 2009 no Morumbi.
Com o passar do Campeonato Brasileiro, Hugo percebeu que não agrada a cúpula do clube.
E se abateu.
Continuou treinando forte, mas estava profundamente magoado ao saber que irá embora em 2010.
Os jogadores perceberam o abatimento e, nos treinamentos, Hugo é constantemente cobrado.
E se sente injustiçado, rejeitado.
Ele já está com o pavio curto há muito tempo.
Principalmente depois de haver deixado acertada a sua ida para o Grêmio.
Quando André Dias começou a xingá-lo e gritar com ele contra o Vitória, Hugo não se conteve e o enfrentou.
André Dias não esperava a reação forte de Hugo.
E quase brigaram.
Ambos só se contiveram por respeitar Rogério Ceni e Washington.
E o detalhe é que os dois são próximos, não são inimigos.
Mas por trás do quadro bonito da vontade de vencer, há a tristeza de Hugo por sair do São Paulo.
E, enfrentando um dos líderes do grupo, ele já avisou: não tolerará mais ofensas ou cobranças que achar injustas.
Até que se apresente no Grêmio na próxima temporada.
Os dois tomaram cartões amarelos e não enfrentam o Botafogo no Engenhão.
Huga está triste por não jogar no Rio, mas se mostra alegre: sabe que passará a ser mais respeitado no Morumbi.
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