Publicado em 14/11/2009 às 10h42
O São Paulo usa o angustiado Palmeiras de Muricy…
... como exemplo do que não fazer contra o Vitória

Palmeiras.
Essa foi a palavra mais usada na preparação do São Paulo para a fundamental partida contra o Vitória.
Ricardo Gomes e os jogadores não cansaram de citar o rival na luta pelo título.
Não pela força, talento, estratégia.
O que mais foi esmiuçada foi a falta de nervos, a afobação, a ansiedade.
O time de Muricy se perdeu contra adversários mais fracos como Náutico, Santo André e Sport.
A partida contra os pernambucanos foi usada como exemplo de tudo o que não pode acontecer hoje no Morumbi.
Ricardo Gomes falou muito sobre não perder a calma e ter personalidade.
O preparador físico Carlinhos Neves e o auxiliar Milton Cruz, tricampeões brasileiros com Muricy, também fizeram questão de falar com os jogadores.
De maneira informal, com cada atleta, falaram sobre a necessidade de se impor sem nervosismo.
Todos consideraram que o grande pecado do Palmeiras foi depender de jogadores que se irritaram com a marcação adversária.
Como Diego Souza, que preferia reclamar, brigar com o árbitro, do que se concentrar na partida.
O técnico do São Paulo não quer cruzamentos inúteis da intermediária, que chegam de frente para os zagueiros adversários cabecearem.
Em vez de fazer como o chileno Figueroa que cruzou mais de 30 bolas assim que passou do meio de campo contra o Sport, a ordem é buscar a linha de fundo para atrapalhar os zagueiros do Vitória.
Adrián Gonzales e Júnior César estão mais do que avisados.
E os alas também não poderão atuar como se estivessem em uma pelada, como Armero.
Correr por setores que não são seus e deixar um corredor para os contragolpes adversários.
O essencial é não cair na loucura de tentar resolver o jogo nos primeiros minutos para agradar a torcida que lotará o Morumbi.
Rogério Ceni foi quem mais insistiu nessa situação.
Falou muito sobre raça, vontade e, principalmente, em o time ter uma hora e meia para ganhar o jogo e se isolar na liderança do Brasileiro.
Pela seqüência de três títulos nacionais seguidos e a inesperada reação do clube na competição de 2009, a torcida do São Paulo se comporta um pouco diferente da do Palmeiras.
A impressão é dos jogadores e do treinador são-paulinos.
Eles sentem que têm mais tempo para buscar o resultado.
Não há tanta tensão das arquibancadas.
Ou seja: para conseguir os sonhados três pontos, que levaria o clube a 62 pontos, o São Paulo tentará ser exatamente o contrário do Palmeiras.
E depois usufruir o bicho especial que o presidente Juvenal Juvêncio fará questão de dar pessoalmente a cada jogador em caso de vitória...
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