Publicado em 30/11/2009 às 20h08
‘O Grêmio foi campeão do Mundo. Não tem o direito de manchar o Brasileiro.’ Fábio Koff,presidente do Clube dos 13…
"Eu tenho 50 anos de futebol. E não admito um clube ter a coragem de comemorar uma derrota.
Não acredito nessa história de o Corinthians achar doce perder para o Flamengo.
Fui presidente e campeão de tudo o que o Grêmio disputou.
Me recuso a acreditar que o time vai entrar com reservas e entregar o jogo para o Flamengo.
Antes de pensar em beneficiar o Inter, o Grêmio tem de pensar na sua história de glórias, respeitar suas cores.
O Grêmio não tem o direito de manchar o Brasileiro."
O desabafo foi do presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.
De maneira exclusiva ele falou ao blog.
E deixou claro que não concorda com quem diz que o Campeonato Brasileiro será dado de presente pelo Grêmio ao Flamengo.
Presidente: como o senhor viu o jornal feito pelo próprio Corinthians comemorar a derrota para o Flamengo?
A festa foi por prejudicar São Paulo e Palmeiras....
Olha, essa é uma situação nova e absurda para mim. Tenho 50 anos no futebol e nunca vi clube algum ficar feliz por ter perdido um jogo.Isso é um desrespeito às suas tradições, aos seus torcedores. A rivalidade não pode chegar a esse ponto. Eu vou continuar preferindo acreditar que o Corinthians quis vencer o Flamengo e não conseguiu. Não acredito que possa existir uma diretoria que dê respaldo para um clube tão tradicional como o Corinthians perder uma partida. De jeito nenhum.
A situação no Brasileiro pode até piorar.
O seu Grêmio promete colocar reservas contra o Flamengo para não dar o título ao Internacional.
Isso não é uma vergonha?
Isso não pode acontecer.
A rivalidade não pode chegar a esse ponto.
O Grêmio tem a obrigação de respeitar sua tradição, sua história, seus torcedores.
Eu acredito que o Flamengo por estar envolvido diretamente na disputa do título pode até se portar de maneira diferente da do Grêmio.
Mas não concordo e não acredito que os dirigentes mandarão reservas e juniores para o Maracanã.
Antes de pensar em prejudicar o Internacional, o Grêmio precisa pensar no Grêmio.
Eu falo isso como gremista de coração, de quem passou por todos os cargos no clube.
Não como presidente do Clube dos 13. Não posso me envolver nestas questões de cada equipe.
Mas acredito que o campeonato não pode ser manchado com um jogo valendo o título e um dos times com reservas.
Principalmente o Grêmio.
A competição não pode ser manchada.
Por tudo que representa, o Grêmio não tem o direito de manchar o Brasileiro.
Eu não tenho mais influência no clube porque me dedido ao Clube dos 13.
Mas sei o que o Grêmio significa, a história maravilhosa do clube.
Isso não pode ser desprezado apenas para prejudicar o Internacional.
Mas o senhor não acha que o torneio já está manchado? Pelo STJD e pelos erros de arbitragem?
Não está manchado coisa nenhuma. As decisões do tribunal e os erros de abitragem foram democráticos.
Não houve nenhum clube prejudicado deliberadamente.
Tanto o Brasileiro está com sua credibilidade intocada que é o assunto do País.
Houve um significativo aumento de público, de vendas de pay-per-view.
O torneio está um sucesso.
Até porque existem 16 ex-campeões brasileiros envolvidos na disputa pelo título ou para fugir do rebaixamento.
Que país tem isso?
Na Europa, na Inglaterra, são sempre os mesmos três clubes que brigam pelo título.
Aqui, não.
É o campeonato mais empolgante do mundo.
E não merece ser manchado por ninguém.
O senhor é favorável ao mata-mata?
De jeito nenhum. Os pontos corridos são a fórmula mais justa para todos os clubes.
Que defende o mata-mata se esquece que acusavam equipes de beneficiarem outras quando não tinham mais chance de entrar os oito classificados.
A fórmula de pontos corridos está consagrada no Brasil.
E vai continuar assim.
O senhor havia dito que haverá uma mudança para o Brasileiro de 2010. Qual é ela?
Falei rapidamente com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na semana passada.
E ele concordou.
Vários clubes estarão com seus estádios em reforma para a disputa da Copa do Brasil.
Eles terão autorização de atuar fora dos seus estados.
Basta pedir antecipadamente e cada um destes clubes sem estádios escolherá onde será mais lucrativo atuar.
Essa será a grande novidade.
Presidente, o senhor já falou que o presidente Belluzzo, do Palmeiras, representava a grande novidade entre os dirigentes brasileiros. Ele um intelectual econômico iria até mudar a forma de gestão dos clubes. Como é que o senhor o viu prometendo 'matar os bambi (sic)' e prometer dar uns 'tapas no vagabundo do árbitro Carlos Eugênio Simon'?
Olha...É uma questão complexa. Eu acho que o Beluzzo é um grande presidente e que com sua inteligência privilegiada poderá modernizar os clubes brasileiros. Ele tem a porta mais do que aberta aqui no Clube dos 13. Só que eu sei o que aconteceu com ele. Eu também já tomei atitudes sem pensar. A minha paixão pelo Grêmio vinha acima de tudo. Em uma final da Libertadores contra o Peñarol, no estádio Centenário, eu invadi o campo. E ainda obriguei toda a delegação do Grêmio a fazer a mesma coisa porque estávamos sendo prejudicados. Hoje pensando na situação eu agi completamente errado. O mesmo se aplica ao Belluzzo. Ele está se adaptando, sentindo na pele como é presidente do clube que ama. Não é fácil. Eu o entendo. Ele aprende rápido. Tenho certeza que para algumas situações agora ele pensará duas vezes. Não se pode ameaçar árbitros ou falar contra outro clube. A presidência de um clube importante como o Palmeiras não permite. Mas eu repito: estou tranquilo. O Belluzzo aprendeu. Foi batizado...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:









Flamengo.




