Posts de novembro/2009

‘O Grêmio foi campeão do Mundo. Não tem o direito de manchar o Brasileiro.’ Fábio Koff,presidente do Clube dos 13…

 

grêmio O Grêmio foi campeão do Mundo. Não tem o direito de manchar o Brasileiro. Fábio Koff,presidente do Clube dos 13..."Eu tenho 50 anos de futebol. E não admito um clube ter a coragem de comemorar uma derrota.

Não acredito nessa história de o Corinthians achar doce perder para o Flamengo.

Fui presidente e campeão de tudo o que o Grêmio disputou.

Me recuso a acreditar que o time vai entrar com reservas e entregar o jogo para o Flamengo.

Antes de pensar em beneficiar o Inter, o Grêmio tem de pensar na sua história de glórias, respeitar suas cores.

O Grêmio não tem o direito de manchar o Brasileiro."

O desabafo foi do presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.

De maneira exclusiva ele falou ao blog.

E deixou claro que não concorda com quem diz que o Campeonato Brasileiro será dado de presente pelo Grêmio ao Flamengo.

Presidente: como o senhor viu o jornal feito pelo próprio Corinthians comemorar a derrota para o Flamengo?

A festa foi por prejudicar São Paulo e Palmeiras....

Olha, essa é uma situação nova e absurda para mim. Tenho 50 anos no futebol e nunca vi clube algum ficar feliz por ter perdido um jogo.Isso é um desrespeito às suas tradições, aos seus torcedores. A rivalidade não pode chegar a esse ponto. Eu vou continuar preferindo acreditar que o Corinthians quis vencer o Flamengo e não conseguiu. Não acredito que possa existir uma diretoria que dê respaldo para um clube tão tradicional como o Corinthians perder uma partida. De jeito nenhum.

A situação no Brasileiro pode até piorar.

O seu Grêmio promete colocar reservas contra o Flamengo para não dar o título ao Internacional.

Isso não é uma vergonha?

Isso não pode acontecer.

A rivalidade não pode chegar a esse ponto.

O Grêmio tem a obrigação de respeitar sua tradição, sua história, seus torcedores.

Eu acredito que o Flamengo por estar envolvido diretamente na disputa do título pode até se portar de maneira diferente da do Grêmio.

Mas não concordo e não acredito que os dirigentes mandarão reservas e juniores para o Maracanã.

Antes de pensar em prejudicar o Internacional, o Grêmio precisa pensar no Grêmio.

Eu falo isso como gremista de coração, de quem passou por todos os cargos no clube.

Não como presidente do Clube dos 13. Não posso me envolver nestas questões de cada equipe.

Mas acredito que o campeonato não pode ser manchado com um jogo valendo o título e um dos times com reservas.

Principalmente o Grêmio.

A competição não pode ser manchada.

Por tudo que representa, o Grêmio não tem o direito de manchar o Brasileiro.

Eu não tenho mais influência no clube porque me dedido ao Clube dos 13.

Mas sei o que o Grêmio significa, a história maravilhosa do clube.

Isso não pode ser desprezado apenas para prejudicar o Internacional.

Mas o senhor não acha que o torneio já está manchado? Pelo STJD e pelos erros de arbitragem?

Não está manchado coisa nenhuma. As decisões do tribunal e os erros de abitragem foram democráticos.

Não houve nenhum clube prejudicado deliberadamente.

Tanto o Brasileiro está com sua credibilidade intocada que é o assunto do País.

Houve um significativo aumento de público, de vendas de pay-per-view.

O torneio está um sucesso.

Até porque existem 16 ex-campeões brasileiros envolvidos na disputa pelo título ou para fugir do rebaixamento.

Que país tem isso?

Na Europa, na Inglaterra, são sempre os mesmos três clubes que brigam pelo título.

Aqui, não.

É o campeonato mais empolgante do mundo.

E não merece ser manchado por ninguém.

O senhor é favorável ao mata-mata?

De jeito nenhum. Os pontos corridos são a fórmula mais justa para todos os clubes.

Que defende o mata-mata se esquece que acusavam equipes de beneficiarem outras quando não tinham mais chance de entrar os oito classificados.

A fórmula de pontos corridos está consagrada no Brasil.

E vai continuar assim.

O senhor havia dito que haverá uma mudança para o Brasileiro de 2010. Qual é ela?

Falei rapidamente com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na semana passada.

E ele concordou.

Vários clubes estarão com seus estádios em reforma para a disputa da Copa do Brasil.

Eles terão autorização de atuar fora dos seus estados.

Basta pedir antecipadamente e cada um destes clubes sem estádios escolherá onde será mais lucrativo atuar.

Essa será a grande novidade.

Presidente, o senhor já falou que o presidente Belluzzo, do Palmeiras, representava a grande novidade entre os dirigentes brasileiros. Ele um intelectual econômico iria até mudar a forma de gestão dos clubes. Como é que o senhor o viu prometendo 'matar os bambi (sic)' e prometer dar uns 'tapas no vagabundo do árbitro Carlos Eugênio Simon'?

Olha...É uma questão complexa. Eu acho que o Beluzzo é um grande presidente e que com sua inteligência privilegiada poderá modernizar os clubes brasileiros. Ele tem a porta mais do que aberta aqui no Clube dos 13. Só que eu sei o que aconteceu com ele. Eu também já tomei atitudes sem pensar. A minha paixão pelo Grêmio vinha acima de tudo. Em uma final da Libertadores contra o Peñarol, no estádio Centenário, eu invadi o campo. E ainda obriguei toda a delegação do Grêmio a fazer a mesma coisa porque estávamos sendo prejudicados. Hoje pensando na situação eu agi completamente errado. O mesmo se aplica ao Belluzzo. Ele está se adaptando, sentindo na pele como é presidente do clube que ama. Não é fácil. Eu o entendo. Ele aprende rápido. Tenho certeza que para algumas situações agora ele pensará duas vezes. Não se pode ameaçar árbitros ou falar contra outro clube. A presidência de um clube importante como o Palmeiras não permite. Mas eu repito: estou tranquilo. O Belluzzo aprendeu. Foi batizado...

Como uma derrota pode ser doce para o Corinthians?

 Como uma derrota pode ser doce para o Corinthians?

"Eu vou ficar parado.

Eu vou ficar parado."

Foi nítido perceber o que Felipe disse para Elias.

O goleiro do Corinthians avisava antes da cobrança de pênalti de Léo Moura.

Antes ele havia dito que nem queria ficar no gol.

E o goleiro ficou parado.

A bola passou a 60 centímetros do seu braço direito.

O protesto do goleiro contra a marcação do pênalti foi incompreensível.

Não houve paradinha, não houve nada.

As reações foram as mais variadas.

O presidente Andres Sanches disse que houve paradinha e Felipe não soube o que fazer.

Em Recife, após a vitória sofrida diante do Sport, os jogadores do Inter insinuavam uma vingança pelo rebaixamento em 2007.

De acordo com eles, Felipe teria dito na época que o Internacional não se esforçou contra o Goiás e prejudicou o Corinthians.

Seria o troco do goleiro.

Mano Menezes no vestiário dizia que poderia conversar com ele para saber o que havia se passado. Poderia.

No jornal O Fiel, jornal oficial, criado pelo Corinthians, a manchete não poderia ser mais direta.

"Doce derrota", se referindo ao jogo contra o Flamengo.

Quando uma publicação oficial, de algum clube do mundo, classificou como 'doce' perder um jogo?

Com o resultado, o Corinthians contribuiu demais para que seus rivais São Paulo e Palmeiras ficassem longe da disputa do título.

Tudo o que aconteceu não foi doce.

Foi surreal, absurdo.

Principalmente triste.

E pior pensar que inúmeros torcedores pagaram R$ 800 para colocarem suas fotos na camisa dos jogadores que entraram em campo contra o Flamengo.

Quem gostaria de ter sua imagem ligada a essa doce derrota corintiana?

O Palmeiras precisa ter raiva é dele mesmo…

 

 

maluco O Palmeiras precisa ter raiva é dele mesmo...

A Traffic montou para o Palmeiras o elenco mais caro do futebol brasileiro.

Para se ter uma ideia, na partida contra o Grêmio, só no banco de reservas, o clube tinha jogadores cujos salários juntos alcançavam R$ 1 milhão.

Sentados, vendo a derrota e a deprimente briga de Obina e Maurício, estavam Vagner Love, Edmílson, Marcão, Robert,Lenny e o goleiro Bruno.

Qual time do País poderia se dar a esse luxo?

Ou desperdício?

A expectativa de 2009 era enorme.

Luxemburgo avisava que a equipe que montara iria amadurecer no segundo semestre.

Mas antes poderia ganhar o Paulista e a Libertadores da América.

Como diria um filósofo contemporâneo: "Por que não? Vamos cair para dentro..."

E muitos acreditaram.

Na presidência do clube, um homem respeitado mundialmente por sua inteligência, bom senso.

A Traffic dando o suporte financeiro, avisando que não venderia Diego Souza e Cleiton Xavier na janela do meio do ano.

Alemães e espanhóis que esperassem o Palmeiras vencer o Brasileiro antes.

Com a saída frustrante, do não menos frustrante, Keirrison, a Traffic garantiu os salários do reforço mais caro do País em 2009: Vagner Love.

O presidente e vários jogadores foram à festa das torcidas uniformizadas para garantir a paz durante todo o campeonato nacional.

Os dirigentes gastaram tudo o que podiam e não podiam para trazer Muricy Ramalho na vaga do demitido Luxemburgo.

O cenário não poderia ser melhor.

Mas o Palmeiras foi decepcionando.

Perdendo partidas para adversários fracos, pobres, rebaixados.

A culpa foi repassada.

Ninguém bateu no peito e disse: a culpa é minha.

Não se poderia questionar o fraco futebol de Edmílson, Marcão, veteranos que ocupavam posições chaves no time.

Que todos os zagueiros são fracos.

Que os laterais estrangeiros, Figueroa e Armero, são duas grandes decepções.

Que só Pierre sabe marcar bem no elenco.

Questionar a falta de jogadas ensaiadas seria sacrilégio.

Não. Seria antipatriótico.

Seria perseguição da imprensa.

Destacar que o alto salário de Vagner Love incomodou muito gente no elenco.

A ponto de Diego Souza ter um discreto aumento de salário que era para a imprensa não saber.

Escrever sobre isso era querer tumultuar.

Questionar o comportamento de torcedor de Belluzzo que falava em 'matar os bambi' (sic).

Ou dar 'uns tapas no vagabundo do Simon'.

Fazer isso seria 'burrice contemporânea', como batizou o intelectual dirigente.

Noticiar que a torcida fez uma emboscada no sábado e apedrejou o ônibus do Palmeiras...

Ou que torcedores acumulavam tijolos e estavam preparados para invadir o vestiário ontem em caso de derrota...

Tudo isso seria maldade do jornalista, perseguição.

O Palmeiras entrou raivoso contra o Atlético Mineiro.

Cada gol era acompanhado de palavrões jogados ao céu.

Beijos na camisa.

Tapas no próprio braço, beirando o autoflagelação.

O ódio do elenco mais caro do Brasil era para todos.

Para os árbitros, que teriam se unido em um juramento de sangue para evitar que o título fosse para o Palestra Itália...

Para os auditores do STJD que não suportariam olhar a cor verde, evitariam até sorvete de pistache, e por isso prejudicariam o time de Muricy...

Para a imprensa, cujos jornalistas teriam de jurar odiar o Palmeiras antes de ser contratado em qualquer redação do País...

Para os torcedores que não querem comemorar títulos e só tem prazer em passar vergonha com as derrotas do time..

A raiva dos palmeirenses tem de ser voltada para o espelho

O clube tinha tudo para ser campeão do Brasil e com muitas rodadas de antecedência.

Nâo ganhará o título que sonha desde 1994.

E a culpa é toda do próprio Palmeiras.

Assumir seus erros e se organizar melhor para 2010.

Ganhar uma vaga para a Libertadores é muito pouco para o que foi gasto.

Todos sabem bem disso no clube, a começar por Belluzzo que já aconselhou até o responsavel pelo plano econômico do presidente Barack Obama.

Xingar a tudo e a todos faz bem para o fígado.

Assumir a culpa é muito mais doído e produtivo.

Que as pessoas que comandam o Palmeiras tenham essa humildade.

Para o bem do clube na próxima temporada.

Ou 2010 será um ano ainda mais decepcionante....

Veja mais:

+ Qual o goleiro mais decisivo dos times que brigam pelo título do Brasileirão?

+ Contusão 'ameaça' as férias de Ronaldo

+ Presidente do Grêmio nega que time vá 'amolecer' para o Flamengo

+ Flamengo vence e fica a uma vitória de 1º título brasileiro em 17 anos

+ Veja o que o seu time precisa na última rodada do Brasileirão

+ Todos os blogueiros do R7

O destino quis o Flamengo campeão do Brasil…

roro O destino quis o Flamengo campeão do Brasil...Flamengo.

Mais de  R$300 milhões em dívidas.

Falta total de planejamento.

As suas estrelas do time foram empurradas ao time pelo destino.

Adriano por sua crise de identidade, depressão e falta de motivação para continuar na Europa.

Petkovic porque procurou o Flamengo para receber R$ 16 milhões de uma dívida trabalhista ganha e no fim se conformou em embolsar R$ 8 milhões e um emprego.

Zé Roberto cansou os alemães com sua falta de profissionalismo. E até a diretoria do Flamengo que insistiu, tentou, implorou para os dirigentes do Cruzeiro ficarem com ele e repassarem Wellington Paulista. A transação não deu certo porque o atacante cruzeirense não quis deixar Belo Horizonte.

O destino também fez com que os dirigentes mantivessem Andrade como treinador. Os dirigentes não queriam, não confiavam no ídolo do clube que era um humilde auxiliar técnico. Mas foram vencidos pela falta de dinheiro e pelos resultados inesperados.

 Léo Moura termina seu noivado com a cantora Perla em um escândalo público. Fica depressivo e só a muito custo, muitas conversas de Andrade, não desiste do Flamengo, do Rio de Janeiro.

Juan é acusado de desmoralizar Cuca ao questionar o seu preparador físico diante das câmeras. Só não saiu porque não houve uma proposta da Europa.

O clube queria desesperadamente manter o atacante Emerson.

Ele foi ficar milionário no mundo árabe e, ao contrário do que todos esperavam, não fez falta.

Esse é o perfil que o destino montou para o Flamengo.

E o clube foi ganhando, empatando, fazendo o seu campeonato.

Não era levado a sério.

Palmeiras, São Paulo e Atlético Mineiro dispararam e pareciam lutar entre si.

O azarão era o clube mais popular do País.

Que desde 1992 não era campeão nacional.

Mas Palmeiras, São Paulo e Atlético Mineiro insistiram em perder para clubes coadjuvantes.

Perderam pontos fundamentais por falta de personalidade de seus jogadores.

E deixaram o campeonato aberto para o rubro negro.

O Flamengo.

O clube que tinha tudo para não ser levado a sério.

A vitória no Campeonato Carioca não deveria impressionar, já que conquistar o regional do Rio só serve para iludir.

Mas as vitórias e a eleição no clube foram fundamentais.

As duas fizeram com que a atual diretoria arrumasse dinheiro para quitar os salários.

Os jogadores passaram a maior parte do segundo semestre empolgados...

Afinal, recebiam em dia...

Nem o vexame de última hora de Adriano atrapalhou.

O clube não precisou do problemático atacante hoje.

Ele pôde acompanhar na sua tevê de plasma o time correr por ele e sua bolha.

Dará tempo para jogar no domingo e ainda posar de herói.

Com a vitória fácil diante do esfacelado Corinthians o Flamengo precisa apenas vencer o Grêmio no próximo domingo.

O flamenguista Ronaldo não atrapalhou.

Mesmo de chuteira nova pouco fez e ainda se contundiu, saindo logo da partida.

Não atrapalhou o seu time de coração.

E confirmar a vitória do azarão.

O destino continua contribuindo.

A diretoria do time gaúcho diz que dará férias aos titulares.

E levará ao Rio seus reservas.

E outra contribuição do destino é o fato de o segundo colocado no Brasileiro ser o Internacional.

Qual o interesse do Grêmio em ajudar o inimigo de morte a ser campeão do País.

Como os dirigentes já anunciaram os reservas no início da semana passada, eles lavaram as mãos como se o problema não fosse deles.

Ou seja: todos os caminhos estão abertos para o Flamengo.

E quem há de questionar o clube que um campeão que o destino quis fazer campeão?

Exclusivo. A Nike começa a campanha para levar Ronaldo para a Copa de 2010…

Adriano está fora da partida contra o Corinthians.

Por uma misteriosa bolha no pé esquerdo.

Enquanto isso, do outro lado, Ronaldo jogará contra seu time de coração.

Com direito a uma nova chuteira e nova propaganda só para esse jogo.

O blog teve acesso exclusivo à propaganda.

É o início da campanha da Nike para ajudar Ronaldo a disputar não só a partida contra o Flamengo.

Mas a voltar para a Seleção Brasileira e jogar a Copa da África.

A sua nova chuteira tem o mesmo modelo da Copa de 1994.

Ronaldo confirma.

"Saudades, bons tempos..."

Bons tempos que ele e sua patrocinadora querem de volta

Com vocês, a propaganda exclusiva do blog...

Veja mais:

+ Qual o goleiro mais decisivo dos times que brigam pelo título do Brasileirão?

+ Atlético-MG faz jogo decisivo por vaga na Libertadores

+ Todos os blogueiros do R7

E se hoje Telê Santana fosse o técnico do São Paulo? Flamengo? Inter? Palmeiras? Atlético?

rinus E se hoje Telê Santana fosse o técnico do São Paulo? Flamengo? Inter? Palmeiras? Atlético?

Telê Santana.

Quem conviveu com o treinador entende o porquê de ser reverenciado até hoje.

Quando Telê e o jornalista nem imaginavam o que seria a palavra blog, foram inúmeras entrevistas.

A partir do primeiro título mundial do São Paulo até a sua triste tentativa de assumir o Palmeiras, quando, infelizmente, já mostrava sinais da isquemia cerebral.

Mas esse período foi mais do que suficiente para entrar na legião enorme dos fãs eternos de Telê Santana.

Foram quase sete anos.

E essa convivência, marcada por boas histórias, revelações, provocações e até alguns bate-bocas, que permite o gostoso exercício de imaginação.

Pensar o que Telê Santana faria se estivesse comandando as equipes envolvidas na disputa do título neste domingo histórico de 2009.

A começar pelo São Paulo.

Como cansou de fazer com o ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, Telê enfrentaria sem medo o STJD.

Não admitiria as suspensões de três partidas de Jean, Dagoberto e questionaria até a de Borges.

"Não acredito em tribunal de futebol. Pessoas que nunca entraram em campo não têm condições de avaliar, julgar punir.

São todos torcedores que ficam protegendo seu time", dizia.

E cadê coragem para dar uma grande suspensão a Telê?

Depois de reclamar do gramado alto do Serra Dourada, o treinador iria assumir o risco.

"No futebol há muita conversinha. Mas é tudo simples. Para ganhar é preciso atacar, não ter medo, querer ganhar."

E transformaria Hernanes no  condutor da equipe. O jogador que deixaria a bola no chão, que conduziria a equipe à frente em bloco, utilizando principalmente as laterais.

Os cruzamentos de Junior Cesar para Washington seriam perfeitos.

Frutos de broncas e intermináveis treinos, algo parecido com o que fez com Cafu.

Depois colocaria as duas mãos na testa, gesto que demonstrava a sua revolta, e admitiria que os brucutus venceram.

Como não escalar o São Paulo com três zagueiros e três volantes?

Não  há mais jeito.

Mas o toque do Mestre seria que todos soubessem tocar a bola, de cabeça erguida, como exigia.

E o São Paulo teria a coragem desvairada de assumir o jogo.

Mostrar que não valeria a pena ser heptacampeão na defesa, esperando apenas um contragolpe certeiro.

Para ele ganhar de qualquer jeito não era ganhar.

O São Paulo assumiria os riscos da sua filosofia romântica.

Foi assim que ele deu o Brasileiro de 1991 ao clube do Morumbi.

E ainda desancaria a possível mala branca ao Goiás, falando sobre o absurdo, a pouca vergonha que seria um jogador receber de outro clube para ganhar.

Situação que achava abominável.

E se Telê tivesse o Flamengo na mão?

Como seria a vida de Adriano?

Ele teria de respeitar o time, os companheiros, a diretoria.

Precisaria enfrentar as longas conversas na temida 'salinha do Telê'.

Cobranças e mostra da importância de Adriano ao time.

E, com a misteriosa bolha da queimadura no calcanhar esquerdo, o atacante estaria ao lado do técnico na preleção contra o Corinthians.

Taticamente, o Flamengo de Andrade é a equipe que  mais se assemelha aos times de Telê.

O  toque de bola envolvente e a beirada do campo muito  bem explorada por laterais como Leonardo Moura e Juan.

Petkovic teria ainda mais fôlego porque seria proibido de voltar para pegar a bola na intermediária do Flamengo.

Jogaria do meio para a frente e teria mais força física para explorar o seu potencial ofensivo.

E, esperto, faria pressionaria de Campinas o seu principal rival ao título.

Falaria sobre a obrigação do São Paulo em ser heptacampeão, tetra seguido, já que teria o melhor elenco, clube que melhor trabalha nos bastidores, o que dá sorte com arbitragens e coisas assim.

Telê adorava colocar ao seu principal adversário o papel  de vilão.

O Internacional seria uma outra equipe com ele.

Nem pensar no 4-5-1 de Mário Sérgio.

Com o treinador, o colorado exploraria mais o talento de D'Alessandro.

Giuliano, apesar da pouca idade, não se desdobraria para marcar.

Ele e o argentino D'Alessandro teriam como referência uma placa à beira do gramado,como Telê fazia com seus craques.

E seriam proibidos de passarem por ela, voltarem um passo a mais do essa placa marcava.

Telê faria como fez na sua passagem pelo Grêmio e protestaria antes contra o eixo Rio-São Paulo.

Perderia muito tempo falando sobre a proteção histórica aos clubes paulistas e cariocas em todas as decisões.

E não teria medo de enfrentar o rebaixado Sport.

Para ele, quem brigava pelo título não deveria respeitar o último colocado.

Nunca.

Ah...E se Telê Santana estivesse no Palmeiras?

Ele enfrentou a pressão do Palestra Itália.

Ganhou, mas também foi pressionado pela parte rica da torcida.

A que seria batizada , anos depois, por Felipão, pela turma do Amendoim.

Telê teria dado jeito em Diego Souza.

Repetido a fórmula que deu certo com Raí.

Fazê-lo  treinar a mais.

Ele perceberia que Diego Souza está pesado.

Como houve um período importante com Raí, discretamente, Diego treinaria a mais que os companheiros.

E faria um regime que só sua esposa saberia.

Ao contrário de Luxemburgo, que quando teve o dinheiro da Traffic para formar o elenco, Telê teria encontrado dois laterais talentosos.

"Jogo se ganha pela beirada", repetia à exaustão.

E faria Vagner Love entender que a obsessão pela Seleção Brasileira e o egoísmo não ajudam o time.

Escancaria o time contra o Atlético Mineiro hoje.

É o tudo ou nada.

Não adianta deixar o time com três zagueiros e três jogadores de marcação.

O repertório para buscar o gol fica limitado demais.

Telê não conquistou nenhum título pelo clube.

Fez ótimas campanhas, mas, como hoje, faltou sincronia entre treinador e diretoria.

As décadas passaram.

Os defeitos no Palestra Itália seguem os mesmos.

Ah...E o seu querido Atlético Mineiro?

Clube para quem deu o único título, em 1971?

Daria o que falta à equipe agora de Celso Roth: coragem.

"O adversário precisa sentir que seu time tem certeza que vaivencer",dizia.

Foi exatamente isso que fez o Galo despencar, mais uma vez, na fase decisiva do Brasileiro.

Jogadores que sempre foram coadjuvantes não se assumiram como condutores do time ao título.

Muito pelo contrário.

É fácil perceber que acreditaram ter ido longe demais.

"Time que não se assume, que não sente que pode ser campeão, não ganha nada."

A filosofia de Telê sempre foi simples.

Dentro de toda sua austeridade...

Seus cuidados com o gramado do Centro de Treinamento do São Paulo, a ponto de tirar ervas daninhas com a mão...

Sua paranóica maneira econômica de viver, a ponto de morar na concentraçao são-paulina...

Dos escondidos golinhos de cachaça que tomava nas noites frias de São Paulo...

Das brigas quixotescas com a Federação Paulista e com a CBF...

O que Telê deixou como uma cicatriz em quem conviveu com ele foi o seu amor ao futebol bem jogado.

A busca  insana pelo ataque.

A raiva de colocar um volante marcador.

Treinar um jogador só para perseguir, caçar o adversário no  meio de campo, ele não  se conformava, mas sabia que tinha de fazer.

Por ele, colocava um goleiro e dez jogadores talentosos.

Houve quem o chamou de pé frio pelas derrotas nas Copas de 1986 e, principalmente, na de 1982.

Mas seja sincero.

Só para você.

Ninguém vai lhe cobrar.

Qual seleção lhe traz mais saudade?

A de 1982, eliminada pela Itália?

A que preferiu atacar e perdeu quando só  o empate bastava?

Ou a de 1994, campeã nos pênaltis e que tem Dunga e Parreira como seus símbolos?

Para lembrar os céticos, Telê foi bicampeão mundial e bicampeão da Libertadores.

Com seu futebol  romântico.

Que só pensava no ataque...

Por isso, quem conviveu com Telê Santana pode afirmar com toda convicção:

Esta rodada do Brasileiro seria muito diferente se os clubes envolvidos na disputa do título tivessem o privilégio de ter o Mestre como seu treinador...

Veja mais:

+ Qual o goleiro mais decisivo dos times que brigam pelo título do Brasileirão?

+ Mário Sérgio, Andrade e Muricy: quem merece ser eliminado?

+ Todos os blogueiros do R7

2009. O pior ano do técnico Muricy Ramalho…

choro 2009. O pior ano do técnico Muricy Ramalho...

No meio de toda pressão...

De toda cobrança...

De toda decepção...

Muricy encontrou forças para ironizar o fato de estar fora da eleição do melhor treinador Campeonato Brasileiro.

Ele disse que já ganhou o prêmio por quatro vezes seguidas e seria bom outro técnico ganhar.

Foi inteligente.

Não quis assumir publicamente que 2009 está sendo o pior ano dos últimos cinco.

No início da temporada ele era considerado favorito para substituir Dunga após a Copa de 2010.

E hoje?

Muricy já teve um desgaste no Campeonato Paulista.

Perdeu com o São Paulo as semifinais que mostraram : Ronaldo tinha saído da tumba.

Tinha como desculpa, como escudo, a Libertadores.

Mas veio a desclassificação para o Cruzeiro, em pleno Morumbi.

E a demissão.

Os dias em que enrolou o Palmeiras, indeciso se iria ou não assumir um clube rival do São Paulo.

Chegou muito preocupado em se encaixar com a maneira que o Palmeiras trabalha.

O clube estava traumatizado com o manager Luxemburgo que havia sido demitido.

Muricy percebeu o Palmeiras cansado de treinador personalista, vaidoso.

Para piorar as coisas, o time rendeu demais sob o comando do auxiliar Jorginho.

O treinador assumiu de maneira completamente desconfortável.

Com a nítida impressão que estava querendo ficar até o final do ano refletindo, descansando.

Tem mostrado empenho, tem passado noites sem dormir pensando em como fazer a equipe jogar, ganhar e convencer.

Só que está muito sozinho.

Sente falta, e não admite, do auxiliar/parceiro Milton Cruz e do preparador físico/parceiro Carlinhos Neves.

Perder a liderança do Brasileiro, e praticamente o título, mesmo com o clube acumulando 19 rodadas como primeiro e cinco pontos de vantagem, não é esquecido por ninguém no Palmeiras.

Há muita gente importante que credencia a Muricy a derrocada na reta final do Brasileiro.

A briga entre Obina e Maurício foi a prova de quanto os jogadores estão descontrolados, tensos.

A Comissão Técnica não tem servido como anteparo para a pressão sob o elenco mais caro do País.

Mesmo que o Palmeiras vença por goleadas o Atlético Mineiro e o Botafogo e, por um aborto da Natureza, vença o Brasileiro, Muricy sabe...

Perdeu muito prestígio em 2009.

Foi o pior ano para o técnico Muricy.

Desde que começou a carreir no Puebla, em 1993, no México, ele só fez crescer, ano a ano.

Até 2009.

Ele se deve um grande trabalho em 2010 no Palestra Itália.

Isso se ele continuar no Palmeiras...

Veja mais:

+ Qual o goleiro mais decisivo dos times que brigam pelo título do Brasileirão?

+ Técnico Adilson Batista tranquiliza Pedro Ken: "jogue seu futebol"

+ Todos os blogueiros do R7

Em Volta Redonda, outra cena vergonhosa do futebol brasileiro…

estadio vazio Em Volta Redonda, outra cena vergonhosa do futebol brasileiro...

Duque de Caxias e Ponte Preta.

Série B do Campeonato Brasileiro.

Volta Redonda.

Sexta-feira à noite, ontem.

Renda : R$ 55,00.

Público: 5 pessoas pagantes.

Sim, cinco pessoas.

O futebol brasileiro conseguiu mais uma marca para envergonhar quem sabe pronunciar a palavra marketing.

Ou carnê.

A falta de organização só é pior do que a vontade de buscar a modernidade.

Se o campeonato é de pontos corridos e nenhuma das equipes poderia cair ou subir, colocasse ingressos a R$ 2,00.

Abrisse para escolares acompanharem o jogo.

Pelo menos os pais iriam pagar alguma coisa.

Não, o dirigente brasileiro gosta de passar vergonha.

Ser ridicularizado.

Foi o recorde negativo de público da Série B, em todos os tempos.

As imagens vão passar pelo Brasil inteiro e todos vão rir.

Rir e esquecer.

No próximo Brasileiro isso se repetirá e ninguém vai falar nada.

Os jogadores do Paraná Clube tiveram de entrar em greve depois de três meses de salários atrasados.

A Justiça Trabalhista cada vez mais recebe jogador processando clube por falta de pagamento.

É um paraíso para advogados em busca dos famosos 20%.

Por mais deprimente que tenha sido a situação em Volta Redonda, o futebol brasileiro continua imbatível.

Talvez não por acaso no Planalto Central.

No dia 22 de junho de 1980, em Taguatinga, a cena foi mais insólita.

Insuperável.

Taguatinga e Desportiva Bandeirante jogaram.

Era a sexta rodada do primeiro turno no Campeonato Basiliense.

O público?

Entre pagantes e não pagantes?

Zero.

Nenhuma pessoa se prestou a ver o jogo.

Esse é o triste recorde que os clubes se esforçam para alcançar.

O Brasil é o país do futebol.

Não dos dirigentes...

Veja mais:

+ Qual o goleiro mais decisivo dos times que brigam pelo título do Brasileirão?
+ Última decisão entre Timão e Fla foi há 18 anos
+ Todos os blogueiros do R7

Adriano continua queimando sua carreira…

andando no fogo Adriano continua queimando sua carreira...

 Se Adriando tivesse enconstado seu calcanhar esquerdo em uma lâmpada poderia ter se queimado.

"Mas desde que deixasse seu pé encostado por mais de um minuto, no mínimo, na lâmpada", diz um médico de um importante clube brasileiro ao blog.

Difícil imaginar alguém ficar encostado por um minuto ou mais em uma lâmpada capaz de fritar a pele.

Por mais masoquista que a pessoa seja.

Para se queimar na garupa de uma moto seria instantâneo.

Uma bolha se formaria rapidamente.

Assim como a inflamação da pele.

Os indícios não são favoráveis a Adriano.

O blog ligou mais de dez vezes para o seu empresário e defensor Gilmar Rinaldi.

Ele não atendeu.

Sempre que há problema grave com Adriano, Gilmar faz a mesma coisa.

Foge da imprensa até resolver a questão.

No embarque da delegação do Flamengo para São Paulo, os repórteres cariocas dizem que os jogadores e a Comissão Técnica estava tensos, irritados.

Perder Adriano na fundamental partida contra o Corinthians por causa de uma queimadura no pé é um absurdo.

A reação na Gávea é de tremendo desgosto.

Adriano parecia ter se regenerado.

Está fazendo um Campeonato Brasileiro de renascimento.

Tanto que voltou à vida, à Seleção Brasileira, ao assédio de clubes europeus.

Retomou sua carreira.

Justo agora, na hora da definição do Brasileiro, título que foge do Flamengo desde 1992, Adriano apronta de novo.

Deixa os companheiros na mão.

Deu coletiva e disse que a imprensa iria criar vários fatos para prejudicar sua carreira.

Como?

A imprensa?

Se existe uma pessoa que insiste em prejudicar a carreira de Adriano é o próprio Adriano.

O clima de decepção é enorme na Gávea.

"Não tem jeito", se ouve de desapontados conselheiros do presidente Márcio Braga.

Outra vez, Adriano é manchete de sites e telejornais.

Amanhã estará estampando primeira páginas de jornais.

O Flamengo perdeu seu principal jogador.

Favorito até a ser o melhor do Campeonato Brasileiro.

Literalmente, Adriano está conseguindo queimar sua carreira.

E decepcionar tanta gente que ama o seu futebol...

Por que Júnior não ficou no Vasco… Dinamite quer Joel Santana. Nova ala propõe Silas…

junior Por que Júnior não ficou no Vasco... Dinamite quer Joel Santana. Nova ala propõe Silas... 

Dorival Júnior já estava fora do Vasco há mais de três semanas.

Foi quando o presidente Roberto Dinamite soube da proposta do empresário do treinador, Carlos Leite.

Dorival ganha R$ 280 mil mensais.

O empresário queria uma valorização enorme.

De acordo com conselheiros vascaínos ligados a Roberto Dinamite, cerca de R$ 450 mil mensais.

O Vasco deve cerca de R$ 300 milhões.

Dorival ainda exigia a palavra de Roberto Dinamite em relação à construção de um Centro de Treinamento.

O clima já estava pesado quando a diretoria gremista anunciou nesta semana que havia desistido de Dorival.

O motivo: alta pedida salarial.

Ou seja: as duas partes haviam se encontrado.

Desta vez dirigentes gremistas confirmam o contato com Carlos Leite.

Hoje, na última tentativa de conversa entre Dinamite e Dorival, o clima já não era dos melhores.

E a conversa se encerrou.

Dinamite quer um treinador o mais rápido possível.

Joel Santana já está à disposição.

A ala jovem da diretoria vascaína briga por Silas, que não ficará no Avaí.

Mas já deixou as coisas adiantadas com o Grêmio.

E, livre, Dorival pode baixar a sua pedida salarial para o tricolor gaúcho.

Ou ainda surpreender a todos indo para o Santos, caso Luxemburgo feche com o Internacional.

A saída de Dorival despertou empresários e dirigentes.

Todos acordaram em relação a 2010...

Página 1 de 812345...Último