Posts de outubro/2009

Exclusivo: CBF fará plano inédito para medalha de ouro em 2016

Recursos e planejamento de Copa do Mundo. E Teixeira poderá ficar até final da Olimpíada

 

1996 gold medal Exclusivo: CBF fará plano inédito para medalha de ouro em 2016 
 
Rio 2016.

Mal saiu a decisão de a Olimpíada acontecer no Brasil, a CBF começou a se agitar. A pedido do presidente Ricardo Teixeira, a entidade está mobilizada.

Será colocado em prática um sigiloso plano: o da conquista da inédita medalha de ouro no futebol. De acordo com Teixeira já disse a amigos, ‘chega de vexames em Olimpíadas’.

Jogando em casa, a Seleção Brasileira fará tudo pela medalha. Será um trabalho inédito, gastando o que for para gastar.

O Brasil tentará, lógico, ganhar a medalha em 2012, em Londres. E será um mero ensaio para 2016. Tudo o que os treinadores sempre reclamaram não faltará.

A Seleção Olímpica será tratada como a principal. Fará várias partidas amistosas, disputará torneios fora e, dentro do Brasil.

A concentração adotada será como se fosse a Copa do Mundo. O trabalho será integrado com a Comissão Técnica principal. Ricardo Teixeira pretendia deixar a CBF após a Copa de 2014.

Com a confirmação do Rio de Janeiro, ele deverá ficar até 2016 na presidência da CBF. Seu sonho será abandonar o cargo com a conquista do Mundial no Brasil.

E, agora, com a medalha olímpica...

“O Botafogo não vai cair.” Estevam Soares…

survivor brazil “O Botafogo não vai cair.” Estevam Soares...
Estevam Soares. Técnico do Botafogo. Um dos times mais tradicionais do Brasil.

A beira do rebaixamento no Brasileiro mais uma vez. Vive o inferno. Dívidas de mais de R$ 280 milhões.

Diretor acusado de socar jogador. Segurança reforçada com medo de tocaias da própria torcida. Em entrevista exclusiva ao blog, Estevam mostra o que é estar no olho do furacão.

Como é ser o responsável para a sobrevivência do Botafogo na Série A?

É uma enorme responsabilidade. O maior desafio da minha vida. Eu não tenho conseguido dormir direito. Acordo inúmeras vezes durante a noite. A tensão é grande, a pressão enorme.

Mas o Botafogo não vai cair. A situação não é fácil. Precisamos dar a alma, lutar como nunca para sobreviver. Chegou a hora da união, o fim da vaidade. Só importa o Botafogo.

Como você pode falar em união quando o supervisor Márcio Touson dá um soco em Jonathan? Isso aconteceu no intervalo da derrota contra o Vitória, na semana passada.
Não foi?

Olha, o que aconteceu já foi dito pela imprensa e acabou. O Jonathan foi afastado e estamos decidindo se o reintegraremos ou não. A decisão será tomada na segunda-feira.

O que interessa são todos os outros jogadores que estão comprometidos. Estou levando para Goiás atleta machucado, suspenso.

Quero todos dando a sua contribuição para o Botafogo não cair.

Vamos fazer da partida contra o Goiás uma decisão, o início da virada para ficarmos na Série A.

Você também afastou o Michael, o Eduardo...

Para mim a pessoa ajuda ou atrapalha. Se o atleta não tem interesse geral, não consegue ver que o grupo é mais importante do que ele, o melhor é afastar.

Não tenho medo e muito menos me falta comando para afastar quem atrapalha. Não sou dono do Botafogo. Todos os casos conversei antes com os dirigentes.

Estou tendo todo o respaldo possível. Tomo decisões difíceis, doídas, mas que são necessárias. Não sou omisso. Sou um técnico de futebol comprometido com o meu clube, com o meu trabalho.

Não vim para o Rio de Janeiro passear. Se eu respeito a minha profissão, eu exijo respeito dos meus atletas.

Esse desespero todo em que o Botafogo está enfiado tem motivo?

Olha, Cosme, o Botafogo não está desesperado. Está em dificuldades sérias para continuar na Série A. O motivo foi falta de planejamento. Melhorar a estrutura que agora é razoável.

O elenco não é ruim como muita gente vem dizendo. Houve erros graves que aconteceram antes de mim. Não quero entrar em detalhes.

Só sei que peguei uma equipe tensa, pressionada, sem confiança de jogar. Assim não se conquista nada na vida.  Tratei de mostrar o valor de cada um. E o time está reagindo.

Não é por acaso que está nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana.

Como você explica este contrasenso? O time tão mal no Brasileiro, sem vencer, e classificado na Sul-Americana?

É fácil de explicar. Na Sul-Americana o time está jogando solto, sem medo, sem cobrança. A equipe não tem medo de errar, enfrenta o adversário com confiança.

Repito, não é por acaso que estamos caminhando tão bem. Não há a sombra do rebaixamento. No Brasileiro, não. Há uma grande preocupação em não errar.

A tensão atrapalha os atletas. Fiz questão de conversar com cada um e mostrar que nada está perdido. A questão agora é cabeça, confiança, convicção e trabalhar com alma.

Vamos fazer umas contas. O Botafogo está em 18º no Brasileiro. Jogou 26 vezes e ganhou quatro. Para sobreviver terá de vencer sete partidas em 12. Como?

Acreditando que cada partida é uma decisão. Ter coragem de dizer para si mesmo que é possível ganhar. Basta ganhar a primeira partida que tudo vai deslanchar.

Precisamos de 45 pontos. Temos 25 pontos. Vamos buscar os 20 que restam. De qualquer maneira.

Você estava feliz, tranqüilo no Barueri. A campanha estava ótima, valeu a pena trocar pelo Botafogo?

A minha campanha no Barueri estava mesmo sensacional. Mas eu queria o mercado do Rio de Janeiro. Poucos clubes do Brasil tem uma história tão vitoriosa como o Botafogo.

Acreditei em mim, nos jogadores que estão aqui e no Botafogo. Poderia dizer não, mas não vou deixar escapar a chance de crescer na carreira. Apostei e aposto no meu trabalho.

A coisas estão duras, difíceis, mas vamos superar. É uma grande prova como técnico para mim.

Eu quero que o meu trabalho salve o Botafogo e, quem sabe, no próximo ano começar tudo do zero, como eu gostaria?

Primeiro enfrentar com coragem essa luta para ficar na Série A.

Vocês estão com medo de agressão da torcida do Botafogo?

Não, muito pelo contrário. Eu sei o quanto o torcedor que ama o Botafogo está sofrendo, está angustiado. Eu tenho o maior respeito pelo seu sentimento.

Compreendo até a hora da raiva quando o time perde, como aconteceu contra o Vitória. Mas eu quero até usar o R7 para pedir apoio total aos torcedores.

O time precisa da torcida mais do que nunca. A hora é de mostrar quem é Botafogo de verdade, tem o clube no coração. Nós vamos dar a alma para o time não ser rebaixado.

Estevam: o Botafogo vai cair?

Não vai cair e ainda vai lutar muito para ser campeão da Sul-Americana. Eu sei com que jogadores estou trabalhando. Não vamos cair.

“Sou bicampeão do mundo. Com o Boca e com o Inter. Por que não posso ganhar o Brasileiro com o Goiás?”

rodrigo cosme2 224x300 Sou bicampeão do mundo. Com o Boca e com o Inter. Por que não posso ganhar o Brasileiro com o Goiás?

Iarley.

35 anos.

De Quixeramobim para o mundo.

Literalmente.

Ninguém tem o currículo do cearense.

Bicampeão mundial.

Um brasileiro infiltrado no Boca Juniors.

Campeão vestindo a camisa 10 de Maradona.

Com direito a figurar na Galeria de Honra na Bambonera.

Um prazer reservado só aos grandes jogadores da história do Boca.

E bicampeão do planeta, com o Internacional.

Ganhou duas vezes a Libertadores pelo clube argentino e pelo gaúcho.

Para quem conseguiu tanto, fazer do Goiás campeão brasileiro está longe de ser impossível.

O time é terceiro no Brasileiro, com um jogo a menos que o São Paulo, vice.

Se ganhar do Botafogo, assume isolado a segunda colocação.

Em entrevista exclusiva ao blog, Iarley mostra a personalidade forte que o levou tão longe.

Sem rodeios: o Goiás pode ser campeão brasileiro?

Pode e vai brigar como nunca pelo título.

Nós mantivemos a base do ano passado e reforçamos muito o time.

Nenhuma equipe do Brasil tem dois alas como os nossos.

Temos uma zaga segura, um meio de campo inteligente e um ataque fortíssimo.

E além de tudo chegou o Fernandão para dar ainda mais qualidade.

O Hélio dos Anjos também está arrancando o máximo de cada um.

É terrível ganhar do Goiás aqui em Goiânia.

Temos as mesmas chances de Palmeiras, São Paulo, Inter, Atlético Mineiro.

Não duvidem do Goiás.

Você não teme um complô para ajudar os clubes mais tradicionais?

Equipes com um passado vencedor nacionalmente?

Não tenho motivo para acreditar que os juízes irão nos prejudicar.

Jogador que coloca isso na cabeça não sai do lugar na carreira.

Não tem porque pensar que a CBF irá nos atrapalhar.

Se continuarmos a jogar bem, a chance de ser campeão do Brasil depende do Goiás.

E já antecipo, a partida que será chave é contra o Palmeiras.

Se ganharmos, vai ser duro nos segurar.

Iarley, de onde vem tanta confiança?

De acreditar no seu potencial e trabalhar.

Tenho 35 anos, mas ninguém trabalha mais do que eu.

Foi assim que ganhei meu espaço na vida.

Quem fica de braço cruzado, com medo, deixa a oportunidade passar.

Foi assim que fui do Paysandu para o Boca Juniors.

E pensaram que eu iria me intimidar.

Me impus e ganhei tudo que tinha para o Boca ganhar.

Venci o Argentino, a Libertadores e o Mundial.

A pessoa precisa acreditar nela e trabalhar.

Eu sempre soube do que era capaz, não importava o que os outros falassem.

E só eu sei como trabalhei.

(Desde que completou 30 anos, Iarley faz questão de treinar fisicamente nas férias.

Tudo para não chegar abaixo dos companheiros mais jovens.)

Por que você saiu do Boca Juniors?

Porque na Argentina se paga muito mal.

Todos ganham bem menos do que recebemos no Brasil.

Eles me ofereceram um contrato de três anos.

Disse não e fui para o Dorados do México ganhar cinco vezes mais.

É ótimo ser ídolo no Boca Juniors, mas receber pouco, não.

Então eu tratei de ir tratar da minha carreira no México.

Depois voltei para o Internacional.

Ganhava quatro vezes mais do que recebia no Boca.

Você teve uma carreira brilhante no Inter.

Mas a saída foi triste. Você chorou muito...

Chorei porque doeu o que fizeram comigo.

Eu ajudei muito na Libertadores e no Mundial.

Ensinei e valorizei meninos como o Rafael Sóbis, o Pato.

Estava jogando bem.

Mas disseram pelas minhas costas que eu estava velho.

Que eu tirava o espaço dos jovens atacantes que surgiam.

Os dirigentes fizeram um papel muito feio.

Me disseram que eu iria renovar e depois me ofereceram para o Goiás.

Só me chamaram quando haviam fechado o negócio.

Só aceitei porque percebi que não me queriam mais.

Fiquei chocado, chateado pela maneira com que me trataram.

Foi duro.

E eu chorei mesmo.

Fui traído. Fizeram tudo pelas minhas costas.

E como foi recomeçar no Goiás?

Foi ótimo.

Eu tive propostas de clubes de São Paulo e do Rio.

Aceitei o Goiás por causa do Fernandão.

Nós somos muito amigos.

Nós e nossas mulheres.

Além de me convencer, ele convenceu a minha mulher que o melhor seria vir para cá.

E deu tudo certo demais.

Tanto que ele acabou vindo para cá no meio do ano.

Está tudo perfeito.

No final do ano terminará o seu vínculo com o Goiás.

Para onde você vai?

Tem gente que brinca dizendo que eu vou ficar com a faca e dois queijos.

Mas eu não vou fazer leilão por aí.

Há sondagens de clubes de São Paulo e Rio.

Eu quero ficar no Goiás.

Vou tentar fazer um contrato de três anos e encerrar por aqui.

Vai depender da diretoria do Goiás.

Estou feliz demais aqui.

Por que vocês têm problemas com a imprensa goiana?

Eu sou direto e vou falar a verdade.

Apenas um quarto dos jornalistas daqui torcem para o Goiás.

O restante torce para o Vila Nova, para o Atlético Goianiense e para clubes fora daqui.

Foi por isso que criaram essa coisa de ciúme do Fernandão.

Perdemos dois jogos e disseram que o time estava com ciúme dele.

Uma grande bobagem.

A começar por mim que sou um dos seus maiores amigos.

Não dá para não ficar chateado com esse tipo de imprensa.

Mas deixa para lá, o que importa é que ninguém vai apagar essa campanha maravilhosa do Goiás...

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