Posts de 22 de outubro de 2009

Nunes. A imitação de porco que travou uma carreira…

porco maldito Nunes. A imitação de porco que travou uma carreira...

Uma piada.

Bastou uma provocação ao tio.

E Nunes jogou fora uma grande chance na sua carreira e ainda quase provocou mortes no Pacaembu.

A história foi relembrada ontem, quando ao marcar o segundo gol contra o Palmeiras, ele quis humilhar o time que o recusou.

Não foi por acaso que ele olhou para um lado e chutou a bola, fazendo o segundo gol do Santo André.

Ele sabe melhor do que ninguém a bobagem que fez quando tinha 21 anos.

Em 2003, ao marcar o gol que deu a Supercopa de Juniores ao mesmo Santo André, Nunes não foi um menino, foi um moleque inconsequente.

“Eu havia prometido ao meu tio palmeirense. Se eu marcasse um gol, imitaria um porco. O meu tio duvidou. Ele estava no estádio e quando marquei o gol que nos deu o título, imitei o porco para ele”, revela Nunes.

Só que o Pacaembu estava lotado de torcedores palmeirenses.

O clube do Palestra Itália nunca venceu a Taça São Paulo.

É o único grande paulista que enfrenta esse tabu.

As gozações vem desde o início da disputa do torneio, em 1969.

São 40 anos sem conquistas.

Esta Supercopa seria uma compensação.

A vitória do Santo André já foi dura para o torcedor suportar.

Ver um menino irreverente ter a coragem de imitar um porco foi demais.

Inúmeros torcedores quiseram invadir o campo para pegar Nunes.

A Polícia Militar teve muito trabalho para segurar a torcida palmeirense.

Houve tumulto, agressões, pessoas machucadas.

Tudo por causa de Nunes.

Dirigentes palmeirenses queriam contratar o artilheiro do Santo André.

Mas desistiram depois da imitação do porco.

Ele soube disse e ficou abalado.

Chegou a procurar dirigentes para pedir desculpas, mas já era tarde.

O interesse também diminuiu porque naquele mesmo jogo, o Palmeiras tinha um atacante que começava a mostrar bom futebol: Vágner Love.

Nunes perambulou por Coritiba, Juventus, Fortaleza, Gama e Bragantino.[

Nunca se firmou como bom jogador.

Até que voltou ao Santo André.

Contra o Palmeiras, de novo, foi o grande jogador.

Marcou os gols, ironizou, provocou o velho adversário.

E novamente conseguiu ser mais odiado.

Conselheiros juram que queimarão a sede do Palmeiras se ele for contratado.

Ao fim do Brasileiro, Nunes terá de correr atrás de outro clube que o queira.

Mas tem de ser bem longe do Palestra Itália.

Empresários o oferecem ao São Paulo e ao Corinthians.

Se quiser progredir na vida, Nunes que pense bem quem vai imitar até o final do Brasileiro...

Por que o líder Palmeiras está em crise…

gol Por que o líder Palmeiras está em crise...

Nada como uma série de três derrotas. Tomar sete gols e não conseguir marcar nenhum. Ainda mais do líder do Campeonato Brasileiro.

E do clube que muitos consideravam campeão há muito tempo. Bastou aproximar a lente de aumento sobre o time. E alguns telefonemas.

Os problemas surgiram. O primeiro deles é Diego Souza. Ele voltou irritadiço da Seleção Brasileira.

Jogou, e bem mal, 45 minutos contra a Bolívia.

E não entrou um minuto diante da Venezuela.

Retornou ao Palmeiras certo que perdeu a chance de ir para a Copa. Perturbado psicologicamente, deixou escapar a frase ‘medo de não ser campeão’, antes mesmo da partida contra o Santo André.

Tenso por já ter ido mal contra o Flamengo e estar ainda pior diante do limitado time do ABC, passou a hostilizar Souza, volante saído das categorias de base.

Vários jogadores não gostaram da atitude. É fácil xingar um jogador saído da base, por que Diego Souza não xingou o pentacampeão Edmílson que errou muito mais do que Souza?

O segundo problema. A herança de Luxemburgo: as fracas contratações para a defesa.

Não foi por acaso que Maurício e Danilo ficaram se ameaçando durante boa parte do jogo em Santo André. Havia o revezamento de falhas e de palavrões.

“O Palmeiras era um time nervoso. A cada erro, eles ficavam se xingando, discutindo. Isso é bom para quem joga contra”, diz Nunes, que fez os dois gols do Santo André.

Não há boas opções nem para a zaga e nem para as laterais. Os estrangeiros Figueroa e Armero não estão produzindo nada de útil.

Com a contusão de Pierre, não há volante de força e técnica para entrar no seu lugar. Edmílson não tem mais vigor físico para exercer essa função.

Petkovic já fez o que quis com ele. E ontem, o veterano volante deu todo o espaço possível e deixou sem proteção a fraquíssima zaga palmeirense.

O terceiro problema. Vagner Love. Ele já percebeu que não tem a mínima chance de Seleção Brasileira. Também está nervoso, querendo resolver o jogo sozinho.

E não é culpa dele, mas sua contratação aconteceu quando vários outros jogadores haviam pedido aumento para os dirigentes. A diretoria disse não ter dinheiro.

Mas o salário de R$ 350 mil de Love foi amplamente divulgado e irritou importantes jogadores palmeirense. Os comentários que os direitos de imagem voltaram a atrasar crescem a cada dia.

Quarto problema. Muricy Ramalho. Ele deu uma forte bronca no time na terça-feira. Só que além da bronca, o treinador precisa ter outras opções táticas.

Os próprios jogadores palmeirenses acreditam que o time não tem variação. Não há outra maneira de atuar.

Quando o adversário marca bem Diego Souza e Cleiton Xavier, o time apela para os chuveirinhos na área.

É muito pouco para um treinador tão vitorioso e tão caro. A torcida percebeu isso e, pela primeira vez, gritou forte em Santo André o nome de Jorginho.

O agora auxiliar estava fazendo uma campanha irrepreensível quando Muricy foi contratado.

Quinto problema. A instabilidade emocional do time.

Com a palavra, Marcos. “Quanto estávamos ganhando, tínhamos excesso de confiança e perdemos pontos bobos.

Deixamos de fazer gols fáceis e a coisa complicou atrás. Agora que estavamos mal, o time não tem confiança para reagir.”

A diretoria estuda isolar a equipe em uma cidade do Interior e exorcizar seus fantasmas.

É a busca desesperada para tentar salvar o Campeonato Brasileiro, torneio que jogadores, dirigentes e torcedores consideravam ganho há muito tempo.

E estão com a sensação que está escapando, fugindo pelos dedos...

O maior medo do São Paulo no domingo. Não é o Santos. É o Simon…

medo O maior medo do São Paulo no domingo. Não é o Santos. É o Simon...

Carlos Eugênio Simon.

Árbitro brasileiro na Copa de 2010.

Já foi o juiz que representou o País nas Copas de 2002 e 2006.

Ele acabou se ser sorteado para apitar o clássico Santos e São Paulo.

A escolha gelou a espinha dos dirigentes do Morumbi.

Eles não toleram Simon.

Em 2006, o árbitro deixou de marcar dois pênaltis contra o Flamengo.

A diretoria enviou um protesto para a CBF e Simon acabou vetado o resto do ano.

Ele foi um dos poucos árbitros na história a ter coragem de expulsar Rogério Ceni.

A partida foi histórica.

Em 2001, o São Paulo perdeu por 7 a 1 para o Vasco.

Simon não vem de boa fase.

Foi questionado demais ao ter marcado um pênalti inexistente na final do Campeonato Cearense.

Aos 44 anos não tem mais o vigor físico que marcou a sua carreira.

Os presidentes de clubes não se empolgam quando ele vai apitar seus jogos.

Simon diz que não se importa e quer ter um ‘final de carreira’ digno.

Os dirigentes do São Paulo que já estão com o pé atrás com a CBF pela resistência da Fifa ao Morumbi, não querem comprar briga antecipadamente.

Até porque o sorteio não terá volta.

Só que há muita preocupação no Morumbi para o clássico de domingo na Vila Belmiro.

Uma derrota pode significar o fim da briga pelo título e o risco até da Libertadores em 2010.

E a tensão não é por causa do time de Vanderlei Luxemburgo.

Longe disso.

O Santos atual não assusta Ricardo Gomes e seus jogadores.

O medo estará usando muito gel e um apito na boca...