Publicado em 21/10/2009 às 09h00
A cobrança foi dura no Palmeiras. Muricy foi Muricy. E Marcos foi Marcos…
Palmeiras.
Líder do Brasileiro.
Quatro pontos à frente do Atlético Mineiro.
Jogo fundamental hoje contra o Santo André.
A cadeia de cobrança foi forte.
Começou na segunda-feira.
E teve o seu ápice ontem, longe da imprensa.
O presidente Belluzzo cobrou o departamento de futebol.
Lembrou que a Traffic tinha propostas para Diego Souza e por Cleiton Xavier.
Mas não os vendeu para fazer o Palmeiras campeão.
Muricy mostrou os erros de todos e foi claro: não quer mais a apatia de ninguém.
Se o jogador não mostrar empenho nestes oito últimos jogos vai sair.
“Seja quem for”, falou forte na concentração.
O treinador demonstrou toda a sua irritação com o time.
Repetiu várias vezes que ‘o título está na mãos’.
E que o ‘campeonato’ depende do Palmeiras e de nenhuma outra equipe.
Não mediu palavras e soltou vários palavrões.
Marcos não foi censurado pela cobrança pública ao time.
Pelo contrário.
Ele foi até incentivado na lavagem de roupa que o elenco fez ontem.
O goleiro falou à vontade.
E cobrou todo o time.
Inclusive se incluiu na brusca queda de rendimento.
Disse que quer mais do que ninguém ser campeão brasileiro.
Os jogadores também apoiaram e animaram Edmílson que marcou mal Petkovic.
Wendel, responsável pelo segundo gol do Flamengo.
E Vagner Love que perdeu o pênalti e estava cabisbaixo.
Os dirigentes da Traffic e o presidente Belluzzo querem outro comportamento de Diego Souza e Cleiton Xavier hoje à noite.
E eles sabem disso.
Chegou a hora da cobrança.
Nunca se falou tão sério no Palmeiras neste ano.
E nem Muricy foi tão Muricy.
A dura foi dada.
A resposta precisa ser dada hoje à noite.
E o time trocar a apatia pela raiva...
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