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20
out
12:01

Exclusivo. Teixeira, Nuzman e governo Lula unidos. Para limpar a imagem do Brasil.

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E garantir a Copa e a Olimpíada aqui...

war gaza Exclusivo. Teixeira, Nuzman e governo Lula unidos. Para limpar a imagem do Brasil.

A imagem do helicóptero abatido a tiros por bandidos no Rio. Ela domina os noticiários envolvendo o Brasil.

Fotos de policiais, fuzis, metralhadoras. Ônibus queimados. Notícias sobre o festival de balas perdidas, nas favelas, matando gente inocente.

Manchetes nos principais jornais americanos e europeus competem. O prêmio é colocar mais medo possível nos leitores.

Ah...E as fotos? Mães carregando bebês, idosos, crianças. Todos fugindo dos tiroteios. O Rio de Janeiro sediará a final da Copa do Mundo de 2014. E as Olimpíadas de 2016.

Nunca o comando do futebol, do esporte olímpico e do governo estiveram tão unidos.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira e o do COB, Arthur Nuzman, estão trocando telefonemas diariamente com autoridades cariocas e com deputados, senadores e ministros ligados ao presidente Lula.

Há um pacto para limpar a imagem do Brasil e, principalmente, do Rio de Janeiro. Cada um na sua área de ação, com seus lobistas em Brasília.

No futebol, Ricardo Teixeira pressiona as cidades que deverão sediar jogos da Copa de 2014. Ele quer que as obras comecem o mais rápido possível.

Acredita que os estádios, saindo do projeto, tornam cada vez mais segura a realização do Mundial no País.

Basta lembrar o que aconteceu com a Colômbia em 1986. O país deveria sediar o Mundial. Mas a mídia mundial e, principalmente, o governo do presidente norte-americano Ronald Reagan pressionaram a Fifa.

A imagem que o narcotráfico dominava a Colômbia tirou a Copa de lá. A Fifa a levou para o México. A situação do Brasil ainda não é tão perigosa.

Os fortes laços políticos que unem o presidente Ricardo Teixeira e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, precisam ser levados em consideração.

Mas a imagem do Brasil está mais do que desgastada. As autoridades nacionais estão assustadas com os relatórios vindo das principais embaixadas espalhadas pelo mundo.

Não é por acaso que o BNDES já começou a distribuir dinheiro para a construção de estádios. O primeiro governo agraciado foi o baiano.

Foram liberados R$ 400 milhões para a reconstrução da nova Fonte Nova, estádio onde sete torcedores morreram caindo de uma altura de 12 metros, quando um buraco foi aberto nas arquibancadas.

Até agora ninguém foi preso pelo descaso. A tragédia aconteceu em novembro de 2007. E também não foi esquecida pela mídia internacional.

Para tranquilizar os governos preocupados com seus turistas vindo ao Brasil, as autoridades vão anunciar a repetição do plano de emergência que foi colocado em ação no Panamericano no Rio, em 2007.

O Exército irá ocupar as ruas e proteger as principais delegações e os turistas. Tanto na Copa como nas Olimpíadas.

O governo do Rio promete uma campanha maciça de publicidade para limpar a imagem da cidade no Exterior.

O presidente Lula também prometeu ajudar como puder. Fará discursos e apoiará campanhas para viabilizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

A preocupação é enorme com o desgaste da imagem do País por causa da violência.

Dos helicópteros abatidos, com as balas perdidas, das mães correndo com seus filhos nos braço no meio de tiroteios, ônibus queimados...

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