Posts de 15 de outubro de 2009

A Globo declara guerra aos patrocinadores dos clubes paulistas…

 A Globo declara guerra aos patrocinadores dos clubes paulistas...

 

Guerra nas coletivas.

A cúpula de TV Globo de São Paulo não se intimidou.

Resolveu acabar com a festa dos microfones dos clubes.

Bem explicado.

Para não mostrar os patrocinadores dos times, a TV Globo passou a focalizar apenas o rosto do entrevistado.

‘Bem fechado’, como dizem os câmeras.

A ordem é não mostrar patrocinador que não pagar nada à tevê.

Só que os clubes contragolpearam.

Passaram a colocar minúsculas placas de ferro nos microfones.

Nas placas, o patrocinador que mais o interessar.

A Globo tolerou isso por cerca de um ano.

Muitas vezes, o câmera ‘fechava’ tanto a imagem que só mostrava o os olhos, o nariz e a testa.

A boca não era mostrada para não expor o patrocinador.

Os clubes resolveram reclamar, cobrar que a imagem fosse mais aberta.

A cúpula do esporte da Globo resolveu mostrar sua independência.

E agora todas as coletivas são feitas em plano aberto.

Ou seja: tudo é mostrado longe demais.

O entrevistado fica muito distante.

Mas a intenção foi alcançada.

É impossível distinguir os patrocinadores nos banners (placas atrás dos entrevistados) ou nos microfones.

Na verdade, mal dá para ver o entrevistado.

A ordem é manter o som e mostrar o máximo possível o entrevistado jogando ou em outra situação.

Os clubes paulistas querem novo contragolpe, mas está faltando coragem.

A idéia é seguir o que as equipes europeias fazem.

Elas permitem que as tevês filmem os treinos.

Mas nas coletivas, as imagens são obrigatoriamente as cedidas pelo clube.

E o clube mostra o entrevistado, o microfone e os patrocinadores.

Tudo muito nítido.

Os presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo ainda não sabem se adotam já a medida.

Mas devem tomar uma decisão conjunta.

E os executivos da Globo paulista não estão preocupados com a represália.

A ordem é continuar filmando o mais longe possível, para que não seja possível definir qualquer patrocinador.

É possível que as retransmissoras da Globo em outros estados acabem seguindo o mesmo caminho.

A guerra está só começando...

Geninho: o homem que derrotou o Palmeiras. E deu graça ao Campeonato Brasileiro…

cosme thumb Geninho: o homem que derrotou o Palmeiras. E deu graça ao Campeonato Brasileiro...
 
Geninho.

Eugênio Machado Souto.

Campeão brasileiro de 2001.

Conquista inédita e, até agora, única do Atlético Paranaense. Oito anos depois dirige o Náutico.

Luta para livrar o time pernambucano da queda para a Série B. E manchar o currículo até agora livre de rebaixamentos.

Ao golear o líder Palmeiras na segunda-feira, por 3 a 0, Geninho fez mais do que dar uma sobrevida aos pernambucanos. E ele manteve a graça no Campeonato Brasileiro.

Se o time de Muricy Ramalho vencesse iria abrir oito pontos do segundo colocado e daria um passo gigantesco para ser campeão do Brasil.

Geninho e o Náutico mantiveram a disputa viva. Em entrevista exclusiva ao blog, Geninho explica a façanha...

Geninho como é se explica o Náutico nas últimas colocações do Brasileiro golear o líder, Palmeiras?

Olha, a situação é simples. O Brasileiro de 2009 está mais equilibrado do que jamais esteve. Não há tanta diferença entre os primeiros colocados daqueles que lutam para não ser rebaixados.

Eu tive uma conversa muito boa com o meu grupo antes do jogo contra o Palmeiras. Falei claro que a hora era de de confiar, ter coragem, não ter união da boca para fora. Olhei para a cara de cada um e falei que íamos ganhar.

Queria postura de dono da casa, de time que iria mostrar de quem era o estádio, que não iria envergonhar seus torcedores. E compramos a briga. Tivemos a coragem de atacar o Palmeiras desde os primeiros minutos.

Planejamos ir para o confronto sem medo. Ganhamos e, se não fosse o Marcos o goleiro deles, iríamos vencer por mais gols.

Você sabe que a vitória do Náutico deu mais pimenta no Brasileiro... Se não, o Palmeiras iria disparar na frente...

Sinceramente, isso foi uma das poucas coisas que não passaram pela minha cabeça. Eu sabia o quanto o Náutico precisava desses três pontos. O quanto meus jogadores tinham de vencer o líder diante da nossa torcida.

Precisávamos desse reforço psicológico para escapar do rebaixamento. Teremos partidas delicadíssimas pela frente. Com o ânimo que conseguimos vencendo o líder, mostramos a nós mesmos do que somos capazes.

E para mostrar que não estou tão preocupado com o que acontece lá em cima, a minha aposta é que o Palmeiras será o campeão brasileiro.Os cinco pontos de vantagem, o elenco altamente qualificado, o Muricy e a estrutura do Palmeiras fazem o clube mais do que favorito ao título.

Só que você mostrou que é muito possível vencer o Palmeiras...

Sim. O Palmeiras não é imbatível. Como nenhum time do Brasileiro é. Tem falhas e o Muricy sabe disso. Por justiça deveríamos ter vencido também o São Paulo, o Internacional e outros favoritos ao título.

O Náutico tem um elenco menos qualificado que os favoritos, só que os favoritos não são tão favoritos como foram nos anos passados. Basta planificar uma estratégia e os jogadores acreditarem nela. Foi o que colocamos em prática contra o Palmeiras.

O Náutico está crescendo nessas últimas partidas do Brasileiro. Isso é excelente para escaparmos do rebaixamento.

Como é para você, que já foi campeão brasileiro, lutar para não cair?

É uma sensação diferente, uma grande responsabilidade. Eu não quero a tristeza da torcida do Náutico com o rebaixamento. O clube fez um grande esforço para me contratar. Eu vou contar a você o que quase ninguém sabe.

Não é o clube quem me paga. É um grupo de empresários que se juntou para bancar meus salários. Eu sei desse esforço todo e não quero ver o Náutico caindo. A situação ainda está longe de ser resolvida. Não vou negar que está bastante perigosa.

Valeu a pena correr esse risco?Poder ter a mancha do rebaixamento no currículo?

Eu não sou vaidoso. Não fico pensando, alisando o meu currículo. Eu sou realista. Sei do meu potencial como treinador. Eu havia saído do Atlético Paranaense, onde fui campeão do estado, mas o time não foi reforçado para o Brasileiro.

Quando vi que as coisas não estavam funcionando, eu saí. Estava sem emprego quando o Náutico me procurou. E acabei aceitando. Sem medo de currículo. Eu já tinha dito várias vezes não ao Náutico. Desta vez tinha de aceitar.

Mas sou uma pessoa muito honesta e quero dizer uma coisa. Nunca fui o treinador a estar com o time quando ele foi rebaixado. Só que me sinto responsável pela queda do União São João e da Ponte Preta, quando elas foram rebaixadas. Sou um homem honesto.

Por falar nisso, você teve proposta para deixar o Náutico e não saiu. Isso é raro no Brasil...

Graças a Deus eu tenho índole. Fui sondado para assumir o Flamengo, time que sonho treinar um dia. Mas disse não de cara. Eu não sou de abandonar clube. Se fosse assim, teria deixado o Atlético Paranaense e ido para o Grêmio. Ou saído do Atlético Paranense para o Flamengo.

Disse não com a consciência tranquila. Não me importa se vão pensar que sou bobo. Respeito compromisso.

Que armas você tem para tentar salvar o Náutico do rebaixamento? E quantos pontos serão necessários?

Olha, eu pensava em 45 pontos. Mas estou achando que 43 pontos serão suficientes. A diretoria já está ajudando fazendo até o que não pode. Haverá uma premiação especial ao time para não cair. Eu já estou concentrando a equipe 72 horas antes das partidas.

Mas é capaz que fiquemos até mais tempo juntos. É como se preparasse a equipe para várias decisões.Vou levar alguns psicólogos para fazer palestras. A Susy Fleury é uma delas. Eu até agora fiz o trabalho psicológico, mas estou precisando de ajuda.

Os jogadores precisam de coisas novas, palavras novas. E vou buscá-las. Não tenho preconceito em relação ao psicólogo. Muito pelo contrário. Burro é quem não usa. Mas vários clubes usam e disfarçam, fingem que não usam. Isso é uma grande bobagem.

Você vai continuar no Náutico em 2010?

A ideia me atrai. Já recebi a proposta de continuar. Mas muita coisa vai acontecer até 2010. Por enquanto estou fazendo tudo, mas tudo o que posso para o time não ser rebaixado.

Depois do Brasileiro, eu quero fazer uma análise profunda do que será melhor para mim e para o Náutico. Por enquanto, tenho uma das missões mais difíceis da minha carreira. Quero salvar o Náutico do rebaixamento.

Nosso clube, nossos jogadores, nossa torcida não merecem essa tristeza. Se vencer o Palmeiras deu mais graça ao Brasileiro, ótimo. Mas para nós valeram mesmo foram esses três pontos. E vamos continuar buscando pontos do adversário que aparecer pela nossa frente. Pode ser quem for.

Se ganhamos do líder, poderemos ganhar de quem vier. É isso que eu quero que os meus jogadores acreditem...