07 out
19:53
“Se o Brasil for campeão na África do Sul, um pedacinho do título tem de ser de Angola”
No Brasil atende por Johnson.
Artilheiro que jogou na Portuguesa.
Em Angola é Makaba.
Um dos principais ídolos do futebol no seu país.
Na mesa de negociação é um dos sócios da empresa NKB2.
Ela negocia a ida da Seleção Brasileira para Angola antes da Copa do Mundo.
Ele está treinando com a Seleção Angola em Portugal.
Acabou de falar com exclusividade com o blog.
Não só confirmou a negociação como se mostrou mais do que empolgado.
“Por favor, Cosme.
Só não quero falar muito para não misturar o empresário com o jogador da Seleção Angolana.
Só vou dizer que estou muito ansioso.
Não me pergunte mais sobre a negociação.”
Pedido impossível de atender.
Johnson: como é que tudo surgiu?
Veio do final da Guerra Civil Angolana (de 1975 até 2002. Com cerca de 500 mil mortos).
Nosso país não se abriu para o mundo.
Foi invadido.
Nós possuímos muitas riquezas.
Entre elas o petróleo e o diamante.
Várias indústrias chinesas, portuguesas, brasileiras, americanas chegaram no nosso país.
A angolana é uma das economias que mais crescem no mundo.
O nosso país sempre foi dividido pelas paixões.
Primeiro pelo basquete.
Mas o futebol conseguiu se igualar.
Em 2006 conseguimos disputar a nossa primeira Copa da história.
Fomos eliminados da Copa da África do Sul.
Mas queremos participar da festa sendo a anfitriã do Brasil.
Por que fazer essa investida para ficar com a Seleção antes da Copa?
Para tentar minimizar a tristeza que foi a eliminação do Mundial.
E também para ter a atenção do mundo voltada ao nosso país.
Em janeiro vamos fazer a Copa Africana e no meio do ano sonhamos em ter o Brasil.
Não vamos medir esforço para isso.
Não me peça para entrar em detalhes.
Mas estou bastante animado.
Sabemos o que o Brasil precisa.
E temos para oferecer.
Só posso falar que os nossos governantes anteciparam: dinheiro não será problema.
Vocês enfrentam a concorrência de Moçambique?
É verdade.
Quem não quer ter o Brasil treinando nos seus campos antes da Copa?
Só posso falar que a nossa proposta é excelente.
Mas nós respeitamos muito a decisão da CBF.
Nosso plano já foi revelado.
Agora cabe ao presidente Ricardo Teixeira decidir pelo que for melhor ao Brasil.
Luiz Felipe Scolari esteve perto de treinar Angola para a Copa Africana?
Sim. Pertíssimo.
Ele não ficou porque achou que faltava infraestrutura.
Os estádios ainda não estavam prontos.
Foi uma pena.
Estamos treinando na Europa enquanto os nossos estádios estão sendo finalizados.
Os estádios são muito modernos.
O futebol de Angola está crescendo muito.
Ninguém pode esquecer as mais de duas décadas que passamos em guerra civil.
O nosso técnico é o português Manuel José (quatro vezes campeão da Liga dos Campeões da África com o Al Ahly do Egito.)
Você é um dos maiores ídolos do futebol de Angola. Qual é a sensação quando você compara por sua passagem no Brasil?
Olha, o futebol está crescendo aqui.
Não há como comparar com o futebol brasileiro, onde adorei jogar.
Estamos trabalhando forte para recompensar toda a paixão que a população tem pelo futebol.
A Copa Africana será sensacional para o meu país.
No Brasil eu era mais um jogador.
Em Angola sei bem minha missão: ajudar a desenvolver o futebol.
No ano passado joguei na China.
Fui artilheiro do Campeonato Chinês jogando pelo Shenzhei.
Atualmente estou no Recreativo do Libolo, time que está em terceiro no Campeonato Angolano.
Com essa minha vivência, eu posso dizer: levar o Brasil para se preparar em Angola seria ótimo para o meu país.
Já temos um plano de trabalho que está chegando às mãos da presidência da CBF.
Agora é só esperar pela decisão do presidente Ricardo Teixeira.
Só posso dizer que a proposta angolana é ótima.
E estou torcendo muito para dar certo.
Não pela minha empresa.
Mas pelo meu país.
Se o Brasil for campeão na África do Sul, um pedacinho do título tem de ser de Angola...













Últimos comentários