Publicado em 05/10/2009 às 09h34
O Corinthians fez o pior negócio de 2009…
Tristes indícios no Parque São Jorge.
Mano Menezes deixa claro à TV Record que 2010 será seu último ano no Corinthians. Ronaldo voltou a ficar irritado. A bola parou de chegar ao ataque.
É mais confiável depender de passe do zagueiro do São Paulo, André Dias, do que do meio de campo corintiano. A promessa de marcar 30 gols na temporada perdeu força.
Assim como a pressão popular por sua convocação para a Copa de 2010.
O clube foi obrigado a desistir de vez do Brasileiro, depois da derrota para o Atlético Paranaense. Os adversários deixaram de respeitar o Pacaembu.
Não há dificuldade em ganhar o meio de campo corintiano. A desconfiança já cerca o argentino Defederico.
A mando da diretoria, empresários imploram aos dirigentes cruzeirenses pela liberação do lateral Júlio Cesar que está no Goiás. O clima na festa no 99º aniversário do clube não foi de confiança.
Não havia mais a confiança na conquista da Libertadores em 2010, no ano do centenário.
A certeza virou novamente mera torcida. O grupo Sonda continua insistindo com Riquelme. Faz promessa para o Boca não se classificar à Libertadores e o negócio ser facilitado.
O clima de insegurança e insatisfação que começa a dominar o Corinthians foi criado pelo próprio Corinthians.
A diretoria desmanchou o time que ganhou com toda a autoridade o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Por falta de visão, os dirigentes não enfrentaram André Santos e o mantiveram no Parque São Jorge.
O melhor volante que jogava no Brasil, Christian, queria ficar. Chorou muito ao sair. Bastava dar um aumento.
O talentoso e injustiçado Douglas também aceitaria ficar até o final da Libertadores. Só André Santos necessitaria um tratamento de choque para ficar. Com o detalhe que ele tinha contrato com o Corinthians.
Ao aceitar a saída do trio, os dirigentes foram os maiores adversários de Mano Menezes. E despertaram no técnico a vontade de pensar em trabalhar em outro clube em 2011.
O time que jogava o melhor futebol da América do Sul foi desmantelado. Os três eram peças fundamentais. A equipe tinha entrosamento raro.
Por R$ 11 milhões o Corinthians abriu mão de ganhar o Brasileiro, conseguir a Tríplice Cora. Muito pior: jogou fora a confiança da torcida no futuro. No sonho de entrar na Libertadores de 2010, ano do seu aguardado centenário, como franco favorito.
E não são só os torcedores que estão inseguros, os próprios jogadores já não acreditam no time como ante da saída do trio. A explicação para tanto desperdício ainda ecoa no Parque São Jorge.
“Futebol é business”, disse o diretor de futebol Mário Gobbi ao explicar as vendas dos três jogadores.
Se Gobbi está certo, o Corinthians fez o pior negócio, ou business, de 2009...
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