Posts de outubro/2009

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31
out
15:46

Boi Gordo. O pior investimento da história do futebol brasileiro…

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Deus é Brasileiro Boi Gordo. O pior investimento da história do futebol brasileiro...

Boi Gordo.

Esse nome provoca arrepios em muita gente importante do futebol brasileiro.

“Foi o pior investimento que apareceu nos últimos 50 anos.

Essa praga começou no Palmeiras e logo se espalhou pelos clubes.

Como perdemos dinheiro”, relembra Vampeta.

Jogador e treinador de futebol são alvos fáceis de aproveitadores.

Nas concentrações de hotéis há de tudo.

Vendedores de ouro, de carros importados, corretores de imóveis, políticos caçando canditaturas.

Apesar da pose, dos assessores de imprensa, dos contadores, muitos atletas são enganados.

Em São Paulo já houve atletas que compraram terrenos no litoral que ficavam em pleno alto mar.

Entraram de sócios em escolinhas de futebol que não existiam.

Treinadores importantes de futebol perderam fortunas na Bolsa de Valores.

Vários jogadores já caíram no conto do ouro e dos relógios falsificados.

Fora os que investiram em flats que não saíram da maquete.

Tudo isso ainda continua acontecendo.

“Mas eu vou te contar, Cosme, o trauma maior foi o Boi Gordo. Fomos acreditar no Antônio Fagundes, né?”, ironiza Vampeta.

Antônio Fagundes fazia um personagem famoso na novela O Rei do Gado, o inesquecível Bruno Mezenga. E em horário nobre, com todo o seu talento, ele recomendava o investimento.

Para entender: o grupo Fazenda Reunidas Boi Gordo prometia as empresas de parceria. O investimento era feito em bois, frangos e porcos de empresas parceiras da Boi Gordo.

No final do contrato, o investidor receberia o lucro da venda do animal engordado.

A promessa era de lucro de 42%, pelo menos, depois de 18 meses.

Mais tarde se descobriu que o esquema não passava de uma pirâmide. Quando os saques superaram os investimentos, tudo veio abaixo em 2004.

Ninguém foi punido.

Ninguém.

Entre as pessoas que perderam dinheiro estavam Luiz Felipe Scolari, César Sampaio, Evair, Vampeta e Edílson.

“Esses nomes vazaram na imprensa, mas teve muito mais gente no futebol, mas as pessoas não querem assumir. Todos achando que iriam ficar milionários. Era uma empolgação absurda, sem noção. Todos acreditando no Fagundes... Eu falei para o Edílson que era uma furada, só que ele ficou me atormentando. Então, eu coloquei R$ 115 mil para parar de me encher. Eu quebrei a cara. Só ele foi muito, mas muito pior”, ri Vampeta.

Edílson investiu cerca de R$ 2 milhões.

No total foram mais de 30 mil pessoas que perderam cerca de R$ 2,5 bilhões.

Foi até criada uma associação para os 'lesados' pelo Boi Gordo.

A associação tenta na justiça o ressarcimento.

“Agora já foi, meu velho. Mas eu cobro o Edílson todos os dias. Doeu, mas eu aprendi. Do pior jeito possível, mas aprendi”, lamenta Vampeta.

Leia mais:

+ Procura de ingresso para clássico entre Corinthians e Palmeiras é baixa

+ Vampeta fala de TV, Flamengo, Corinthians e possível candidatura em 2010

+ Os dez jogos imperdíveis das últimas rodadas do Brasileirão 2009

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31
out
10:00

Santos se cansou de Luxemburgo…

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China Mao Statue Santos se cansou de Luxemburgo...

Marcelo Teixeira.

Não foi por acaso que ele fez questão que sua assessoria trabalhasse nos últimos dias.

Todos os jornalistas que cobrem o Santos souberam que Teixeira ‘conseguiu’  a realização do Mundial Feminino de Clubes.

Teixeira viajou até a Suíça para ‘convencer’ o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

O dirigente da Fifa já havia dito que queria o mundial feminino de clubes há um ano.

Não houve convencimento.

O que Teixeira fez foi oferecer Santos como sede.

Era o que o Blatter queria ouvir.

A Fifa está livre da organização de um torneio novo, laboratório.

Como Teixeira conseguindo essa ‘vitória’, do que os conselheiros santistas tiveram a confirmação?

De mais uma candidatura sua à presidência do clube.

Teixeira vem forte.

Além do Mundial e, a mais do que provável manutenção da Seleção Feminina Brasileira com a camisa santista, Teixeira promete dois grupos de investidores.

“Investidores fortes, violentos”, vem garantindo a conselheiros.

Há a promessa de formar uma equipe forte para ganhar o Paulista e a Copa do Brasil, garantindo a Libertadores de 2011.

O problema está no treinador.

Há um clima enorme de decepção em relação ao caro Vanderlei Luxemburgo.

Desde que vem falando da disputa do senado por Tocantins, o time não deslancha.

Ele assumiu prometendo a Libertadores da América, no mínimo.

Quando o time não conseguiu os resultados, disse que o problema são os jogadores.

Afirmou que a equipe não suporta pressão.

Irritou muitos conselheiros explicando no seu blog gostar de jogar baralho.

O Santos não vence há cinco partidas.

Está engessado na 13ª posição.

Mancini, que recebia bem menos, também fez campanha semelhante.

E hoje tudo pode ainda piorar: o Santos enfrenta o time de coração de Luxemburgo: o Flamengo no Rio.

Há um clima de rejeição crescente por parte da imprensa, da torcida e de conselheiros santistas.

O contrato de Vanderlei termina com o Brasileiro.

Jurou que irá sair do clube se Marcelo Teixeira não for candidato à presidência.

Teixeira será.

Mas gente importante dos grupos de investidores do presidente não se anima com Vanderlei.

Luxemburgo garantiu a Teixeira que ele pode trazer ‘gente para colocar dinheiro forte no Santos’.

A situação pode ser resumida dessa maneira: Luxemburgo só ficará no clube se trouxer investidores para o clube.

Talvez seja melhor mesmo seguir o conselheiro do seu padrinho eleitoral, o prefeito petista de Palmas, Raul Filho.

E ir para Tocantins, onde se filiou ao PT do Estado.

Ou então aceitar o convite do vice Fernando Carvalho e ir trabalhar no Inter, onde mais da metade do Conselho Deliberativo não o quer como manager.

Porque, como aconteceu no Palmeiras e no Corinthians, acabou a unanimidade que Luxemburgo um dia já teve em Santos...

E Marcelo Teixeira sabe muito bem disso...

Leia mais

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30
out
17:00

Obina. O Palmeiras deve a liderança a um jogador que havia decidido dispensar…

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Mala Obina. O Palmeiras deve a liderança a um jogador que havia decidido dispensar...
Obina.

Teve uma atuação de gala contra o Goiás.

Marcou três gols e deu um passe de calcanhar para o quarto. Festejado pela torcida. Pelos jogadores do Palmeiras.

Pela torcida.

Pelos dirigentes.

Pura ironia.

O jogador foi emprestado de graça pelo Flamengo no início do Brasileiro. De graça.

O clube paulista só teve de bancar os salários, perto de R$ 80 mil.

Torcedores ficaram revoltados com a contratação.

Luxemburgo, técnico da época, e o presidente Belluzzo tiveram de explicar várias vezes a vinda dele ao Palmeiras.

Ele chegou bem acima do peso, cerca de seis quilos. Parecia seis quilos só de bochechas.

O Palmeiras foi eliminado da Libertadores. Luxemburgo, demitido.

Obina não se firmava no ataque. Vagner Love sabia da situação e se revoltou com a diretoria do CSKA. E forçou sua vinda ao Palmeiras.

Sonhava que seria estendido um tapete vermelho por Dunga para que voltasse à Seleção.

Isso não aconteceu. Já percebeu que não vai para a Copa.

Mas e Obina?

Treinou muito e emagreceu. Só que seu futebol não agradava ninguém nos treinamentos.

A ironia está no fato que já a cúpula do clube já havia tomado a decisão de devolver o jogador ao Flamengo.

Vários dirigentes que se abraçaram, se beijaram e deram murros no ar comemorando os gols de Obina, eram os mesmos que debochavam da possibilidade de o Palmeiras pagar R$ 4 milhões pelo baiano.

Os dirigentes da Traffic já falaram logo na chegada dele que não havia o menor interesse em pagar tanto dinheiro por um jogador perto de completar 27 anos. E sem mercado no Exterior.

Não foi por acaso que o clube não quis pagar a multa para que enfrentasse o Flamengo.

Estava em contrato R$ 1 milhão, o clube carioca desceu logo de cara para R$ 400 mil. Se o Palmeiras oferecesse R$ 200 mil ele jogaria.

O que não seria absurdo, já que havia pago R$ 100 mil para o zagueiro Danilo enfrentar o Atlético Paranaense.

Mas ninguém pensou em investir esse dinheiro em Obina.

E o time de Muricy perdeu para o Flamengo por 2 a 0 e não havia um artilheiro no banco de reservas.

Obina, que estava louco para mostrar seu valor para o clube que o despachou, soube da situação. Ficou muito chateado por não jogar.

E também por saber que o Palmeiras não o iria contratar. Ele só optou por não tornar isso público.

A raiva nas comemorações dos gols é mais do que explicada.

Resumo da ópera: o Palmeiras voltou à liderança do Brasileiro graças a um jogador que já havia decidido dispensar daqui cerca de 45 dias, quando acaba o Campeonato.

Se o Flamengo não baixar, e muito, a pedida de R$ 4 milhões, os dirigentes entendem que a volta ao Rio é garantida.

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+Líder, Palmeiras enfrenta sequência contra rivais e rebaixados
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30
out
09:00

Exclusivo. O inédito pedido de desculpas à torcida do Flamengo. Do candidato a deputado federal Vampeta…

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Vampeta Exclusivo. O inédito pedido de desculpas à torcida do Flamengo. Do candidato a deputado federal Vampeta...

Vampeta.

35 anos.

Um dos jogadores com currículos mais ricos do recente futebol brasileiro.

Pentacampeão mundial e campeão da Copa América com a Seleção.

Campeão mundial, brasileiro da Copa do Brasil, paulista e do Rio-São Paulo com o Corinthians. Campeão holandês com o PSV. Baiano com o Vitória. Goiano com o Goiás.

Rebaixado com o Corinthians.

“Depois de ganhar tanto, eu tinha de sentir o gosto de uma tristeza”, diz e ri, irônico.

Irreverente como sempre, Vampeta deu uma entrevista exclusiva ao blog.

E avisa: “depois de descer a rampa do Planalto dando cambalhota em 2002, vou voltar para Brasília.

Me convidaram e serei candidato pelo PTB a deputado federal.”

Na longa conversa, houve momentos de arrependimento.

Pela primeira vez, ele pede desculpas para a torcida do Flamengo pela frase que deixou famosa quando atuava na Gávea.

“Eles fingiam que me pagavam e eu fingia que jogava.”

E revela como foi surpreendente o último jogo da sua carreira, entrando em campo sem ordem do técnico.

Vampeta, você não vai participar de "A Fazenda"? Vai virar político.

Olha, Cosme, eu estive bem perto de participar da Fazenda. Fiz até os exames médicos: de sangue, cardíacos, tudo. Mas não acertamos o dinheiro. Estão falando da Fazenda, mas não vou não. Estou me preparando para ser candidato. Quero voltar para Brasília (ri). Serei candidato a deputado federal pelo PTB paulista. Sei que tinha gente pensando que sairia pela Bahia, mas a minha vida está em São Paulo. Eu tinha dado a minha palavra ao meu querido Antônio Carlos Magalhães que seria político da Bahia. Mas ele morreu e eu estou livre para escolher. Decidi ser político por São Paulo.

Qual são seus projetos, Vampeta? E por que ser político?

Vou ser bem sincero contigo. Eu não posso falar dos meus projetos porque posso ter a minha candidatura cassada. Só posso fazer campanha para valer três meses antes da eleição. Mas vou quero trabalhar com esporte e educação. Há muita coisa a ser feita no nosso país. Não vou entrar mais a fundo porque não posso. Eu mesmo acabei de ganhar oito mil santinhos, panfletos com o meu rosto, explicando a minha candidatura. Eu falei para o meu amigo: ‘Pelo amor de Deus, guarda isso aí. Se um só sair por aí, vou ter a minha candidatura cassada. Agora não pode”. (ri muito) Agora, ser político é não ficar de mãos amarradas quando você pode fazer alguma coisa pela sociedade. Graças a Deus, eu tenho as minhas coisas. Guardei bem o que ganhei. Meu interesse é fazer algo de útil, ajudar a melhorar o meu país.

Como é que você vê as candidaturas de outros ex-jogadores?

Acho que todos têm direito como cidadão. O Romário, o Edmundo, o Marcelinho Carioca, o Vanderlei Luxemburgo e muitos outros.Agora, eu quero cornetar o Marcelinho Carioca e o Edmundo. Mal entraram na política e esses dois já trocaram de partido. Não é um bom começo. São meus amigos, mas não é assim, não. (ri). Mas eu preciso mesmo falar é do Vanderlei Luxemburgo. Meu amigão, mas já está muito convencido. Está dizendo para todos que vai ganhar a vaga de senador da República por Tocantins. Eu gosto muito do Vanderlei, mas é por isso que ele é tão amado e tão odiado. Quando ele consegue uma coisa ele ‘cresce’, fica cheio de marra, quer mostrar que é melhor que todo mundo. Por isso muita gente não o suporta. Eu já falei, muita gente amiga já falou com ele, mas o Vanderlei não consegue mudar. Agora só fala que será senador. Isso é muito perigoso antes de uma eleição.

Vampeta, falando em Brasília, revele, por favor, todos os detalhes daquelas cambalhotas no Planalto?

Vou falar tudo, sem medo. Nós tínhamos um amigo que ia nos visitar na concentração no Japão. Ele era um maluco do bem. O Felipão deixava ele conviver com a gente porque era um sujeito muito alto astral, brincalhão. Ele dava sempre uma cambalhota quando via um jogador da Seleção. Eu falei para todos que, se o Brasil ganhasse a Copa, eu iria fazer uma homenagem a ele em Brasília. Os jogadores duvidaram, falaram que eu iria pipocar para o presidente Fernando Henrique. Bom, ganhamos a Copa. Assim que acabou o jogo eu fiquei feliz demais. Pensei: “Sou campeão do mundo. Entrei para a história”. Fiquei empolgadão. E passei a beber. Não dormi depois da partida comemorando. Bebi do Japão até o Brasil. Quando chegamos em Brasília, foi aquela sacanagem de todos os jogadores: “quero ver, você não é homem, vai pipocar”. Eu já estava mais do que decidido. Peguei minha medalha e não tive dúvidas, rolei para baixo, com o maior gosto. Fiz a homenagem, todo mundo riu. E ainda depois vivi a cena mais feliz da minha carreira como jogador.

Qual foi?

Depois que desfilamos em Brasília, teria de voltar para São Paulo. Eu era jogador do Corinthians. Mas o Antônio Carlos Magalhães, que era macho para burro, mandou um jatinho para os baianos do grupo desfilarem em Salvador. Foi o que eu fiz. Até porque eu ‘apaguei’ quando entrei no jatinho. Acordei em Salvador. Mas o melhor veio depois, quando desfilei sozinho em Nazaré das Farinhas, a cidade onde nasci. Era o caminhão de bombeiros, eu sendo aplaudido pela cidade inteira, cercado de motoboys buzinando, uma loucura. Foi uma felicidade imensa, uma cena surreal, inesquecível.

Outra história que ficou famosa foi a que você bebeu os vinhos que o Papa João Paulo havia dado ao Ronaldo...

Ah. Essa foi hilária. Eu jogava no PSV com ele. O Ronaldo morava na cobertura e eu no sétimo andar de um prédio dos jogadores do PSV. Ele teve de vir para o Brasil cuidar do joelho. Eu sabia que ele tinha uma adega no apartamento. Eu tinha trazido um cantor de MPB de Nazaré das Farinhas. Subi na cobertura do Ronaldo para conversar com uns amigos, ouvir música e tomar vinho do Ronaldo. Os outros amigos meus também eram de Nazaré e, como eu, cresceram tomando vinho barato, Dom Bosco, Sangue de Boi, essas coisas. Um amigo entrou na adega e viu uns vinhos separados. Ele abriu e não gostou, falou que estavam estragados e jogou fora. Os vinhos foram dados pelo Papa ao Ronaldo. Ele ficou louco comigo quando viu as garrafas vazias. Até hoje ele me cobra 6 mil dólares. Se quando eu jogava não paguei, agora que parei é que não pago mais. (ri)

Mas a sua carreira não tem só conquistas e sorrisos. E o rebaixamento do Corinthians?

Essa é uma história que eu falei muito pouco na minha vida. E me deixa puto até hoje, não me conformo. Eu errei ao ter aceitado jogar em uma equipe que era tecnicamente fraca. Estava acima do peso e fiz um regime enorme para ficar em boa condição. Mas mesmo acima do peso estava melhor do que muita gente. Só entrei na 22ª rodada. Eu via que as coisas estavam ruins. E adoro o Nelsinho Baptista, mas ele cometeu um erro fatal. Ele não me deixou jogar os 90 minutos da partida contra o Vasco no Pacaembu. Só entrei faltando 15 minutos. Perdemos aquela partida. Se eu tivesse começado o jogo, o Corinthians não seria rebaixado. O Vasco não tinha mais nenhum interesse no Brasileiro. Eu teria incendiado o nosso time. Joguei a última partida contra o Grêmio. Meti a bola para o Carlos Alberto cruzar para o Clodoaldo marcar. Mas não tivemos força para segurar a vitória. Foi terrível. Essa história me dá raiva até hoje. Sou corintiano e sofri muito com o rebaixamento.

Depois você encerrou a sua carreira no Juventus. De uma maneira estranha, ninguém soube o que aconteceu...

Você está com sorte. Vou falar pela primeira vez a maluquice que foi o meu fim de carreira. Depois do rebaixamento do Corinthians, eu voltei para a Bahia. Falei para mim mesmo: não quero mais saber de futebol. Acabou. Fiquei triste, deprimido. Minha casa, graças a Deus, é muito confortável e grande. Dois amigos de infância moram comigo. A diretoria do Juventus da rua Javari ficou ligando direto para mim. Mas eu não queria atender. Os dirigentes falaram tanto com meus amigos que prometeram a eles 10% do meu contrato se jogasse no Juventus. Os dois ficaram taão empolgados, me encheram tanto, me atormentaram que eu acabei aceitando. O técnico era o Márcio Bittencourt, muito meu amigo. Ele falou que o time era bom e eu iria gostar. Mas ele ficou só uma partida. O puto recebeu proposta do Noroeste e me abandonou na mão. Entrou o Sérgio Soares, gente boa. Mas depois chegou o Fescina. Ele disse que o time tinha dois jogadores com 34 anos. Eu e o Fernando Diniz. Falou que, quando jogasse um, o outro ficaria no banco. Eu fiquei puto.

O que você fez, Vampeta?

Fiquei quieto que não sou de briga. Mas quando chegou uma partida na Javari, contra o América de Rio Preto, resolvi agir. O Fescina havia feito duas substituições. Vi que ele estava com aqueles óculos grossos olhando para o jogo. Ele mandou todos os reservas aquecerem. Eu fingi que fui e parei no meio de campo. Falei para o quarto árbitro que iria sair o 10, o Fernando Diniz. E entrei, sem ordem dele, de ninguém. Se ele gostou, não gostou, não me interessou. Depois daquele jogo, nunca mais voltei ao Juventus.Foi o meu final de carreira perfeito. Como disse o Sócrates: “Ninguém me convidou para essa festa. E resolvi sair dela sem chamar atenção”.

Você não tem nenhum arrependimento na carreira? Nem de ter dito que ‘fingia que jogava já que o Flamengo fingia que te pagava’?

Eu pensei muito nessa situação e acho que tenho de, depois de tanto tempo, pedir desculpas à torcida do Flamengo. Ela deve ter ficado muito magoada comigo. Eu quis atingir a diretoria, os dirigentes enrolões, incompetentes, mentirosos que comandavam o Flamengo na época. E errei. Atingi os torcedores do Flamengo. A frase foi errada até porque treinei muito na Gávea. Eu estava chateado, puto com os três meses de salários que me deviam. Não soube demonstrar a minha raiva.

E você também deve desculpas à torcida do São Paulo por apelidar o são paulino de bambi?

Acho que se o Corinthians adotou o gambá, o Santos adotou a baleia, o Palmeiras o porco, o São Paulo tem de adotar o seu animal. (ri muito) O apelido veio por causa da rivalidade nossa, do Corinthians com eles. Fizemos grandes jogos. Mas eu não tenho culpa se pegou. Depois encontrei o Júlio Baptista e o Kaká tomando sorvete juntos. E falei que aquilo era coisa de bambi mesmo. Jogador toma cerveja, não sorvetinho. Se o apelido de bambi pegou não posso fazer nada. (ri outra vez)

Você tem saudade da carreira de jogador?

Tenho saudade do companheirismo, dos treinamentos, dos jogos. Mas, não quero mais, não. Estou sete quilos acima do peso. O Flamengo de Guarulhos quer que eu volte. Outras equipes me procuraram, mas agora chega. Eu vou entrar na política para valer. E no futuro trabalhar como gerente de futebol. Não quero ser técnico. Não quero voltar a ficar escravo dos times. Sei fazer amigos e como lidar com as situações boas e ruins do futebol. Mas isso só depois da política. Estou entrando com vontade mesmo de fazer algo de útil ao Brasil. E vou ser eleito. Por corintianos, palmeirenses, santistas e, por que não?, são paulinos.

Se não fosse o futebol o que seria da sua vida em Nazaré das Farinhas?

Eu seria o Marcos, um ótimo contador. Porque sou inteligente e sei lidar muito bem com os números. Mas, graças a Deus, tive talento e sorte para ser jogador de futebol. Sou muito grato a tudo o que a vida me deu. Apesar de todas as brincadeiras, provocações, não tenho um inimigo no futebol. A gente está nesta vida é para ser feliz...

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29
out
14:00

Exclusivo.”Quero a estréia do Vieri contra o Corinthians de Ronaldo.” Antecipa o presidente do Botafogo de Ribeirão Preto…

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vieri ronaldo Exclusivo.Quero a estréia do Vieri contra o Corinthians de Ronaldo. Antecipa o presidente do Botafogo de Ribeirão Preto...

Christian Vieri e Ronaldo.

Os dois já formaram dupla na Inter de Milão.

Agora podem jogar um contra o outro.

Desta vez no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

“Está tudo fechado.

Fechamos para valer tudo ontem à noite.

Hoje está fazendo os últimos exames médicos, mas já sabemos que ele está apto a jogar.

E quero a estréia do Vieri em um amistoso contra o Corinthians de Ronaldo.

Estamos trabalhando para armar esse jogo”, confidencia o presidente do Botafogo, Luiz Antonio Pereira.

Em entrevista exclusiva ao blog, ele dá detalhes da negociação que está mexendo com o Interior paulista.

Vieri disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002.

Não foi para a de 2006 por problemas no seu joelho esquerdo.

A Fifa o considerou como um dos 100 melhores jogadores da história.

Jogou pela Inter, Milan, Juventus, Atletico de Madrid e outros clubes europeus.

Como nasceu a idéia do Botafogo contratar o Vieri?

Nós estamos precisando levantar o Botafogo

A chance é trazer a atenção da mídia, levar torcedores ao estádio, buscar patrocinador.

Precisávamos de nomes fortes.

Estudamos vários brasileiros (entre eles Denílson e Marcelinho Carioca, garante a imprensa de Ribeirão Preto).

Só que o empresário Frank Assunção é muito amigo do Vieri e nos ofereceu o italiano.

Mas presidente, ele não havia encerrado a carreira?

Foi uma jogada que ele fez para se livrar do Atalanta.

Fez a mesma coisa que o Adriano.

O Adriano não disse para a Inter que não tinha mais cabeça para seguir jogando?

E no dia seguinte estava no Flamengo?

Então, o Vieri fez a mesma coisa.

E vai jogar no Botafogo.

Presidente, ele sabe onde fica Ribeirão Preto, ele conhece o Botafogo?

Sabe muito bem onde fica Ribeirão e conhece sim o Botafogo.

Ele esteve por dois meses se tratando em Campinas na clínica do Nivaldo Baldo.

(Foi lá seguindo indicação do amigo Amoroso.)

O Vieri conversou muito com o Frank Assunção.

Não está se aventurando, não.

Ele tem a noção que estará nos ajudando a nos reestruturar.

Sabe muito bem que somos um dos melhores clubes do Brasil.

Nossa estrutra, nosso estádio, a força econômica de Ribeirão Preto, tudo foi levado em consideração quando aceitou vir.

Por falar nisso, presidente, dizem que o salário oferecido a Vieri será altíssimo.

(Se cogita que, se der tudo certo, receberá cerca de R$ 300 mil mensais).

Olha, isso eu não vou confirmar para você.

Só digo que eu tenho uma grande empresa de materiais de construção.

Um grupo de empresários, donos de indústrias se juntaram para bancar o Vieri.

Ele não vai custar um tostão ao Botafogo.

O dinheiro sairá desses empresários.

Há também patrocinadores interessados na camisa do Botafogo.

(A Asics, a Penalty e, talvez, a Kappa.)

Todos querem a visibilidadade que o Vieri trará mundialmente.

Ou seja: eu sou empresário e sei: ele se pagará. O dinheiro não sairá dos nossos cofres.

E a Federação Paulista também não está nos ajudando.

O dinheiro é destes empresários.

Outros clubes brasileiros começaram a negociar com ele e desistiram.

Foi oferecido ao Corinthians, Flamengo, Santos e Atlético Paranaense.

O senhor não está preocupado com a fama de problemático?

Não. Ele casou. Virá com a família ao Brasil.

Tenho certeza que ele vem para ficar muito mais do que os seis meses de contrato que oferecemos

Ele vai disputar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, se conseguirmos a classificação.

Depois, ele gostando do nosso país pode seguir por aqui.

O Vieri não mudaria a vida dele para arrumar confusão.

Ele quer é mostrar seu potencial de um dos maiores jogadores do mundo.

O senhor também está contratando um ator para a lateral esquerda?

O italiano Coco estava nos Estados Unidos fazendo pontas em filmes e séries...

O Coco tem apenas 30 anos e jogou na Inter de Milão, no Barcelona, no Torino.

Ele não tem problema físico nenhum.

Estamos negociando.

O acordo está perto de ser fechado.

E quanto a ser ator, não há problema algum em ter um atleta boa pinta.

Na folga ele poderá fazer as filmagens dele.

Se houver acordo financeiro o quero no meu time.

Como é que o senhor está fazendo esses investimentos?

O futebol de Ribeirão Preto está em baixa. O Comercial está à beira da falência...

Se você quiser nos comparar, nos compare ao Corinthians, ao Flamengo.

O Botafogo é um dos clubes com maior patrimônio no Brasil.

Se um clube da cidade está falindo, o problema não é nosso.

Nós queremos apenas é resgatar o nosso torcedore que anda sumido.

Estrutura financeira o Botafogo tem.

O senhor quer fazer a estréia do Vieri contra que time?

Contra o Corinthians de Ronaldo.

Estamos trabalhando por esse jogo.

O Vieri deve chegar na segunda quinzena de novembro.

Já chega para ficar.

Ele vai se adaptar, ficar em Ribeirão Preto.

Depois armaremos o amistoso de estréia contra o Corinthians.

E estamos esperando o Brasileiro acabar.

Vamos contratar jogadores da Série A e da Série B.

O Botafogo estará muito forte no Paulista, eu garanto.

O Vieri não ficará sozinho...

Se a negociação não der certo, não ficará mal para o senhor?

Você não está entendendo.

A negociação com o Vieri já deu certo.

Fechamos ontem o acordo financeiro.

E eu sei que ele está bem fisicamente.

Já está tudo certo...

Leia também:

+ Botafogo de Ribeirão Preto confirma negociação com o atacante italiano Christian Vieri

+ Fora dos holofotes desde 2001, Botafogo de Ribeirão Preto revelou Sócrates, Raí e Doni

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29
out
09:00

Para alegria dos palmeirenses. O inferno astral de Keirrison no Benfica…

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Bola Murcha Para alegria dos palmeirenses. O inferno astral de Keirrison no Benfica...

Keirrison.

Para fazer os dirigentes do Palmeiras sorrir, nestas duas últimas semanas, só pronunciando o nome do jogador.

Eles ainda não se conformaram com a maneira seca que o atacante foi embora do Palmeiras.

Fez valer a obrigatoriedade por contrato de a Traffic vendê-lo para o Barcelona.

O artilheiro de 20 anos custou 14 milhões de euros aos espanhóis.

Ele não se deu nem ao trabalho de se despedir dos companheiros de clube.

Nem do então técnico Vanderlei Luxemburgo.

Seu sonho de criança era atuar com a camisa do Barcelona.

Os espanhóis o consideraram imaturo para jogar no importante clube catalão.

Resolveram emprestá-lo ao Benfica.

Só que o brasileiro tem sido uma decepção.

Não conseguiu se firmar como titular.

Virou mero reserva.

E virou alvo fácil da imprensa portuguesa.

Claro que a direção do Barcelona o está observando.

Há relatórios constantes sobre os jogadores que pertencem ao Barça e estão emprestados.

O de Keirrison assustou a diretoria catalã.

E qual providência foi tomada?

O Barcelona não está disposto a deixá-lo um ano no Benfica.

Um não.

Dois.

A ideia é que o brasileiro passe mais tempo em Portugal para amadurecer como jogador.

Se Keirrison não reagir bem nesses 24 meses, provavelmente nem jogue no seu sonhado Barcelona.

A decisão ainda não está sacramentada.

Mas o secretário técnico de futebol, Aitor ‘Txiki” Begiristain, confirmou ser grande a possibilidade.

Para manter a aliança entre os dois clubes, o Benfica aceitaria.

Mas sem o menor entusiasmo.

Pelo que está jogando Keirrison, ninguém fica animado com a sua permanência ser esticada em mais um ano.

Por isso, os sorrisos de conselheiros importantes ligados ao presidente Belluzzo.

Ouvir falar da atual situação do jogador soa como vingança.

Ninguém perdoou a maneira pouco sutil que Keirrison foi embora, logo após a eliminação na Libertadores.

Sem esconder sua ansiedade de esquecer o Palmeiras e sua torcida.

Dizem que está pagando seus pecados em Portugal...

Leia mais:

+ Agente diz que Keirrison começará a fazer gols pelo Benfica "em breve"
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28
out
12:00

“Chegou a vez do Atlético Mineiro e a minha de ganharmos o Brasileiro.” Celso Roth.

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atletico mg71 “Chegou a vez do Atlético Mineiro e a minha de ganharmos o Brasileiro.” Celso Roth.

Celso Roth.

Técnico do Atlético Mineiro.

Quem o conhece sabe que há anos ele construiu uma imagem.

A de treinador fechado, sério, rígido até demais.

Mas algo aconteceu.

Os jogadores, os jornalistas notaram.

Ele está sorridente, brincalhão.

Muito mais próximo do time.

A cumplicidade está mais evidente.

A ponto de ele, justo ele, ter ido à tevê e dizer com todas as letras que o Atlético Mineiro será o campeão brasileiro.

E ontem, em entrevista exclusiva ao blog, Roth se expôs.

Mostrou que mudou.

É um homem mais feliz, que se permite mais.

Depois de ter formado o Santos de 2002 e ter deixado para Leão usufruir Robinho, Diego e o título brasileiro.

Ter chegado bem perto de vários títulos, o último foi o vice-campeonato brasileiro de 2008, Roth se mostra mais amadurecido para esse período decisivo.

Sete partidas separam o Atlético Mineiro e ele de uma conquista mais do que desejada.

Sonhada.

Seria a revanche perfeita do time desacreditado.

A primeira e última vez que o clube venceu o Brasileiro foi em 1971.

E do treinador que já foi tantas vezes injustiçado, que nunca conseguiu o título.

“Olha... o céu brilha para todos.

Os sinais são claros.

Acredito que chegou a hora do Atlético e a minha de ganharmos o Brasileiro.”

Celso qual o segredo do seu time?

De onde veio tanta força?

Basta vencer os últimos sete jogos que o Atlético é campeão do Brasil.

O segredo vem do fato de entrarmos no Campeonato Brasileiro desacreditados.

Ninguém apostava uma moeda no nosso time.

O Atlético havia perdido a decisão do Mineiro.

E eu saído do Grêmio.

A tendência seria que levaríamos um tempo para acertar a equipe, nos entender.

Mas o futebol é completamente desprovido de lógica.

Muitas vezes as coisas simplesmente acontecem, se encaixam.

Eu tive de montar duas vezes a equipe em pleno campeonato.

A lógica recomendava que seria necessário tempo para tudo funcionar.

Mas revertemos todas as expectativas.

Foi ilógico o que aconteceu.

O time ganhou alma.

O Atlético Mineiro não é um grupo de jogadores que atuam juntos.

É uma equipe que se gosta, que se ajuda, que deseja vencer.

Todos estão na mesma energia.

Nós temos alma.

Você pode explicar melhor essa falta de lógica?

Sim. O São Paulo, por exemplo, joga no 3-5-2 há pelo menos cinco anos.

O Palmeiras tem uma equipe montada e trabalhada pela parceria com a Traffic há dois anos.

Esses são trabalhos que precisam dar resultado já que são feitos há muito tempo, a filosofia não muda.

Mas o que aconteceu no Atlético Mineiro foi inesperado.

Nós juntamos um grupo de jogadores de talento e com desejo grande de conquistas.

A maneira que a equipe atua taticamente combina perfeitamente com os ótimos reforços que chegaram.

Conseguimos escolher os atletas certos.

Tudo está como deveria, só que foi muito rápido.

São situações que só acontecem no futebol.

A euforia da torcida do Atlético Mineiro não pode atrapalhar nestes jogos finais?

Não. Pelo contrário.

A energia do nosso torcedor é extremamente favorável ao time.

O torcedor do Atlético Mineiro há muito tempo não vive essa expectativa de conquista.

E ele pode  e deve viver esse momento na plenitude.

O que não vai acontecer é esse clima de ansiedade, de euforia, contagiar o nosso time.

Nós sabemos bem o que temos de fazer.

Estamos trabalhando sério, forte, sem perder a noção das coisas.

Sabemos exatamente o nosso potencial.

Quando eu vou à uma rede de tevê nacional e digo que o Atlético Mineiro tem tudo para ser campeão do Brasil, eu sei do que estou falando.

Não é empolgação, não.

Sei que um descuido pode colocar tudo isso abaixo.

Como a partida de quinta-feira contra o lanterna Fluminense?

Sim. Exatamente isso.

O Fluminense tem uma grande equipe, mas por motivos seus não conseguiu se equilibrar no Brasileiro.

Se nós perdemos de vista a força do Fluminese seremos derrotados e desperdiçaremos a chance de brigar pelo título.

O segredo da campanha do Atlético Mineiro é ir jogo a jogo.

Não posso pensar nas sete partidas que nos faltam como um todo.

Isso só seria prejudicial.

Por isso nós aqui hoje só pensamos no Fluminense.

Em como teremos de atuar para conseguir a vitória.

Jogo a jogo.

E isso não é discurso: é o que fazemos no dia-a-dia.

Saber exatamente a força de quem vamos enfrentar.

O que você aprendeu com o ano passado?

O seu Grêmio estava 11 pontos à frente e acabou perdendo o Brasileiro...

Pergunte ao Muricy e ao time do Palmeiras.

A pressão de disparar na frente é muito grande.

Talvez eu seja a pessoa que melhor entenda o que está acontecendo com o Palmeiras.

A cobrança, o ‘já ganhou’ exagerado que domina o clube.

O primeiro colocado passa a ser o time a ser batido.

Equipes que não estão bem no Brasileiro se matam quando enfrentam o líder.

Querem tirar um pedaço porque esse pedaço é que pode dar força para não ser rebaixado.

Os jogos se tornam muito mais difíceis do que deveriam.

Eu aprendi isso no ano passado.

A pressão no Grêmio, dentro do próprio Rio Grande do Sul, nos atrapalhou demais.

Aprendi que é fundamental não se deixar levar por essa pressão e percebi que os jogos do primeiro colocado no Brasileiro são bem mais difíceis do que as outras equipes.

Você concorda com o Andrade que o Flamengo e o Atlético Mineiro são as equipes que chegam melhor no final do Brasileiro?

Concordo. As duas equipes deram uma arrancada que ninguém esperava.

Só quem trabalha no Atlético e no Flamengo sabia, acreditava.

Este espírito de confiança, convicção no que está fazendo pode decidir esse Brasileiro.

Tudo está muito equilibrado.

O lado psicológico, a confiança têm um peso decisivo.

O fato de ter jogadores importantes que já passaram por várias decisões também conta a nosso favor.

Celso, a sua história no futebol é a de um treinador muito trabalhador e honesto.

Mas sem muitas conquistas, títulos.

Não já sofreu demais?

Eu também acho (ri).

O que acontece é isso mesmo que você falou.

Trabalhar eu sempre trabalhei, e duro, pelos clubes que dirijo.

Só que no futebol muitas vezes o trabalho não significa conquista.

E muitas vezes conquista não significa trabalho.

Espero que você tenha me entendido.

Eu estou fazendo o que devo para conseguir ser campeão.

A minha consciência está tranquila.

Tudo pode ser uma questão de mero detalhe, sorte.

Trabalho nunca faltou.

(Desde 1988, os títulos são poucos. Roth ganhou duas vezes o Gaúcho, uma vez com o Grêmio e outra com o Inter. Com o Grêmio ainda venceu a Copa Sul. Com o Sport, a Copa Nordeste. E com o Caxias a Copa Daltro Menezes.)

(Em relação aos torneios perdidos, os que mais doeram foi o vice brasileiro com o Grêmio e ser eliminado da final da Libertadores pelo Boca, dirigindo o Palmeiras.)

Você está mais sorridente, tranquilo. O que mudou?

A maturidade.

Sei do momento bom que estou vivendo com o time do Atlético Mineiro.

Mas aprendi que não é preciso estar tenso, sério, pesado toda hora.

Estou mais light, com se diz agora.

Isso é melhor para o grupo e, principalmente, para mim

O Atlético Mineiro será campeão do Brasil?

Olha... o céu brilha para todos.

Nós estamos trabalhando muito para isso.

Os sinais são claros.

Acredito que chegou a hora do Atlético e a minha de ganharmos o Brasileiro.

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27
out
17:27

Exclusivo.Ana Paula Oliveira já avisou à FPF. Vai estar na Fazenda. E pode encerrar a carreira…

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barbie table soccer1 Exclusivo.Ana Paula Oliveira já avisou à FPF. Vai estar na Fazenda. E pode encerrar a carreira...

Ana Paula Oliveira.

A primeira árbitra brasileira a ter destaque.

Foi assistente Fifa.

A comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol tinha o maior empenho para que ela se transformasse em árbitra central.

E apitasse jogos importantes como Campeonato Brasileiro, Libertadores, Mundiais.

Tinha.

Tudo mudou depois que ela posou nua na Playboy.

O machismo atrapalhou.

As portas se fecharam.

Ela percebeu, ficou deprimida.

Passou a não se preparar como deveria.

E foi reprovada várias vezes nos testes físicos.

Teve uma doença séria.

Se recuperou.

Mas não teve mais a gana de trabalhar como árbitra.

Fez os dois últimos testes físicos para os juízes de futebol no ano.

Foi reprovada nos dois.

“Ela veio na Federação Paulista de Futebol.

Conversou comigo e com o presidente Marco Polo del Nero.

Disse que perdeu o foco.

Não sabe se quer seguir a carreira.

Veio na Federação para dizer que vai participar do programa A Fazenda 2.

Ela precisa ter muita responsabilidade.

Mesmo que ela não queira, não estará representando só ela”, diz o presidente da comissão de arbitragem de São Paulo, tenente coronel Marcos Marinho.

Procurada pela reportagem, a Rede Record não confirmou a participação da Ana Paula no programa.

O que o senhor acha da participação da Ana Paula na Fazenda?

Sinceramente?

Mostra que ela está muito determinada a mudar os rumos da sua vida.

A Ana me parece querendo trabalhar como jornalista na televisão e não mais como árbitra.

Ela está no direito dela.

Faz o que quiser da vida.

Nós da Federação não temos o direito de nos interferir.

Até porque como ela não passou nos testes físicos, não pode trabalhar como assistente em 2009.

Ela não passou em dois testes seguidos.

Então, está liberada.

O senhor foi uma pessoa que sempre defendeu a Ana.

Está frustrado com o rumo que a carreira dela seguiu?

Não. Ela sempre foi e é uma grande assistente.

Mas eu entendo o que aconteceu.

A arbitragem é só um ‘mundinho’.

Há muitas outras coisas na vida que são atraentes.

A Ana é uma pessoa inteligente.

E quis seguir os seus caminhos.

Não tenho nada a falar.

As escolhas foram delas.

Foi sempre sincera.

Veio nos comunicar antes tudo o que ia fazer.

Desde as fotos na Playboy até agora a participação na Fazenda.

Ela seguiu o caminho que escolheu.

Torço para ser feliz.

O senhor acha que ela prejudicou a imagem da mulher na arbitragem?

Não.

Ela foi uma das primeiras bandeiras de elite no Brasil.

Isso traz uma carga de responsabilidades, de pressões.

Agora, quero que as pessoas entendam que quando ela optou por fazer as fotos para a Playboy, não foi a árbitra.

Foi a pessoa Ana Paula.

Sei que é difícil separar as coisas.

Mas eu separo.

Há caminho para a volta de Ana Paula aos gramados?

Não sei.

Não há problema para nós.

A Federação Paulista de Futebol sempre a apoiou.

Mas eu não senti grande motivação por parte dela para voltar a trabalhar como assistente.

Ela está querendo mudar o rumo da sua vida.

Eu sou amigo e sei a pessoa de caráter que ela é.

Ela tem todo o direito de voltar a fazer os testes físicos no ano que vem e seguir a vida.

Agora se ela não voltar, vou entender.

O que eu, presidente da Federação, e todos que a conhecemos bem queremos é uma coisa só: que ela seja muito feliz.

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27
out
12:50

Dunga cansou de acreditar em Ronaldinho Gaúcho. Melhor confiar no incrível Hulk…

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Universo Marvel Dunga cansou de acreditar em Ronaldinho Gaúcho. Melhor confiar no incrível Hulk... 

Ronaldinho Gaúcho recebeu no dia da Criança, há 15 dias, o prêmio Golden  Foot.

Ele foi até Monaco, pegou o troféu e deixou os seus pés na calçada da fama.

O prêmio foi dado por sua carreira vitoriosa, principalmente no Barcelona.

Não pelo momento atual.

O mesmo critério foi aplicado por Dunga.

O treinador brasileiro, se distribuísse prêmios, até daria um para Ronaldinho Gaúcho.

Mas não convocá-lo para a Seleção que comanda.

Foi o que fez hoje, deixando Gaúcho de fora da lista do time que enfrentará Inglaterra e Omã.

Esses não são só os dois últimos amistosos de 2009.

São o antepenúltimo e o penúltimo antes da Copa de 2010, nas palavras do próprio Dunga.

Ou seja: a convocação de hoje foi mais do que um sinal que o treinador não acredita mais em Ronaldinho Gaúcho.

As três últimas partidas que o jogador atuou bem não fez ninguém esquecer os anos de decepção.

Dunga preferiu olhar Carlos Eduardo que já foi apontado como sucessor de Ronaldinho Gaúcho no Grêmio.

Ele foi escolhido pela imprensa alemã como o jogador mais habilidoso no território germânico.

O técnico brasileiro há muito tempo também estava querendo ver de mais perto os músculos de Hulk do Porto.

Também se cansou da inconstância e falta de personalidade de Alexandre Pato.

O treinador acha que ele precisa amadurecer para brigar por um lugar no grupo que vai à Copa.

Enquanto a não convocação de Ronaldinho Gaúcho será manchete no País inteiro, vale a pena olhar para a lateral esquerda.

Dunga foi corajoso e observará um jogador que até o presidente Ricardo Teixeira queria ver com a camisa da Seleção: Fábio Aurélio.

Será a grande chance do jogador do Liverpool justificar a torcida de jornalistas brasileiros e ingleses que exigiam a sua convocação.

E mais: a notícia havia vazado ontem na CBF.

O polivalente Michel Bastos do Lyon teria uma chance.

A convocação dos dois é apenas mais um atestado que Dunga não tem seu lateral esquerdo para 2010.

Nem o seu reserva. Os vários laterais canhotos que jogaram com ele não o convenceram.

Mas vale a pena voltar a Ronaldinho Gaúcho. Seu empresário e irmão, Assis, tem vários conhecidos na CBF.

E ele mandou recado a Dunga. Disse para confiar no irmão.

Garantiu que Ronaldinho Gaúcho fez um regime, está indo muito menos para as festas e quer de todas as maneiras disputar a Copa da África.

O recado chegou até Dunga. Mas ele não acreditou.

Ele já disse abertamente para membros da Comissão Técnica da Seleção que já deu todas as chances para Ronaldinho.

Só há uma chance para o meia do Milan reverter o quadro.

Voltar a ser o jogador que encantou o mundo com a camisa do Barcelona.

Que mereceu o prêmio Golden Foot.

Ele terá os primeiros meses de 2010 para arrombar a porta que Dunga acaba de trancar para ele...

E a volta de Robinho era mais do garantida.

Ele é jogador de confiança de Dunga.

Enfrentou diretorias para aceitar convocações da Seleção.

O treinador não esquece quem esteve sempre do seu lado.

Robinho vai para a Copa mesmo se estiver com as duas pernas engessadas...

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27
out
09:00

Exclusivo. A humildade de Ruy Ohtake. Para fazer do Morumbi palco da abertura da Copa de 2014…

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Ruy Ohtake Exclusivo. A humildade de Ruy Ohtake. Para fazer do Morumbi palco da abertura da Copa de 2014...

Ruy Ohtake.

71 anos.

Um dos maiores arquitetos brasileiros.

Tem projetos reconhecidos no mundo inteiro.

No Brasil são mais de 300 projetos.

Ganhou 24 prêmios internacionais.

Apaixonado por curvas.

O Hotel Unique é um marco da arquitetura latino-americana.

Fez o projeto do Hotel Renaissance.

A embaixada brasileira em Tóquio.

O Museu Aberto da Organização dos Estados Americanos no Estados Unidos.

Oscar Niemeyer disse que é um dos maiores arquitetos da história do Brasil.

Já ganhou diversas exposições no Exterior.

Filho da artista plástica Tomie Ohtake.

Ele foi chamado pelo presidente Juvenal Juvêncio para projetar a reforma do Morumbi.

Aceitou na hora.

Apaixonado pelo São Paulo.

Pensou que seria tarefa fácil.

Só que o intelectual tão premiado não esperava a reprovação da Fifa.

Ele entendeu que a reprovação ia muito além do conhecimento de arquitetura dos comandantes do futebol.

O não misturava a péssima relação entre o São Paulo e a CBF com interesses políticos, briga pela eleição presidencial de 2010.

Ruy entendeu e reagiu.

Aceitou de pronto a 'intervenção' germânica.

As curvas que havia projetado tiveram de ser ‘enfeiadas’ pela empresa alemã GPM.

A diretoria do São Paulo buscou a GPM como último recurso para o Morumbi brigar pela abertura da Copa de 2014.

Toda a sutileza do projeto de Ohtake não foi considerada pelos alemães, especialistas em construir estádios para a Fifa.

A Fifa tem uma incrível atração pelos projetos práticos, e rústicos, da GPM.

Foi assim na Alemanha, África do Sul e será assim no Brasil.

Como ficou Ruy Ohtake diante da mão pesada dos alemães da GPM?

A postura incrivelmente humilde pode ser conferida nesta reveladora entrevista exclusiva ao blog.

Ruy, o senhor aceitou as imposições da GPM ao seu projeto?

Eu quero dizer que eu amo o São Paulo e quero o Morumbi abrindo a Copa do Mundo.

Se a maneira disso acontecer são essas adaptações da GPM, não tem problema.

Minha vaidade não pode ficar acima do interesse do meu clube e da minha cidade.

Eu acredito que a maior parte do meu projeto será mantida.

Só haverá algumas mudanças como os vestiários passarem para o meio de campo.

A construção de um prédio ao lado do estádio para a imprensa.

Nunca fui uma pessoa radical.

Eu enxergo a situação geral.

Não penso só em mim nunca.

Quero o bem do São Paulo e não será a minha vaidade que vai atrapalhar o Morumbi.

O senhor ficou surpreso com a postura da Fifa, tentando vetar o estádio para a abertura?

Sei que no futebol as coisas não são tão claras.

Há muito interesse político.

As pessoas que se manifestaram contra o projeto não o conheciam profundamente.

Mas eu sou uma pessoa experiente e percebo rápido como as coisas acontecem.

Lógico que eu não esperava essa resistência tão forte.

Mas eu disse ao presidente Juvenal Juvêncio: sou uma pessoa que colabora, não que dificulta as coisas.

Em primeiro lugar está mesmo o meu amor ao São Paulo e à cidade de São Paulo.

Meu ego não é grande.

Se a empresa alemã sabe que mudanças devem ser feitas para garantir a Copa aqui, vamos mudar o projeto e ponto final.

O importante é que agora não há nada, nada que impeça a abertura do Mundial no Morumbi.

Não haverá um ponto cego no estádio.

Haverá metrô na porta, estacionamento.

Centro de imprensa, tudo.

Não há o que questionar agora.

Que visão o senhor tinha do Morumbi antes de estudar detalhadamente o estádio?

Qual o senhor tem agora?

Eu sou uma pessoa bem sincera.

Acho o Morumbi feio, pesado.

Típica obra dos anos 60, 70.

Quando projetei os anéis e a cobertura tratei de levar um pouco de leveza ao Morumbi.

Repito para você, mesmo com a ‘colaboração’ dos alemães, o estádio ficará muito bonito.

Tenho certeza que a população de São Paulo ganhará com esta obra.

O senhor tem alguma informação sobre os cerca de R$ 350 milhões para a reforma do estádio?

A diretoria do São Paulo já conseguiu esse dinheiro?

Essa questão não é minha.

Mas sei que o presidente Juvenal Juvêncio está empenhado na busca de recursos.

E ele não está sozinho.

Há várias pessoas importantes da cidade e do estado que compreenderam a importância de reformar o Morumbi.

Quanto vale fazer a festa da abertura e uma semifinal da Copa do Mundo no estádio?

Quanto?

E para a cidade ter um estádio dos mais modernos do mundo?

Quanto?

São Paulo é o centro financeiro do País.

Tem força para modernizar o Morumbi e muito mais.

O senhor acredita na possibilidade da construção de um novo estádio em São Paulo para a Copa?

Não.

Por uma razão muito simples.

Se reformar um estádio estruturado como o Morumbi já é caro, quanto custaria construir um novo.

A minha inteligência e o meu bom senso me dizem que não haverá novo estádio em São Paulo.

O senhor está decepcionado com esse contato com o mundo do futebol?

Não era melhor o senhor não ter se envolvido com esse projeto?

Não estou decepcionado, não.

Pelo contrário.

Essa resistência só me deu mais vontade de ver o estádio aprovado e reformado para a abertura da Copa.

Estou fazendo algo para o futuro da minha cidade e do meu clube de coração.

Sou um apaixonado pelo São Paulo.

Não passo de um torcedor como tantos outros.

Mas não iria passar por cima dos meus princípios devida por causa dessa torcida.

O projeto é ótimo, realista e muito viável.

O Morumbi vai abrir a Copa de 2014.

E ficará muito mais bonito.

Apesar da mão pesada dos alemães da GPM?

Isso é você quem está dizendo...

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