Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que “ganhar roubado é mais gostoso” tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou…

1reproducaoodia Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...
"Felipe, seu fdp.

Você vai morrer.

FJV."

Assim, sem meias palavras foi a pichação.

O local escolhido, a casa de Diogo Ricardo dos Santos, no Rio.

Ele é primo de Felipe, goleiro do Flamengo.

Que no domingo não teve dúvidas.

Ao saber que o gol de Márcio Araújo foi ilegal.

O que deu o título ao seu time, aos 46 minutos do segundo tempo.

E que prejudicou o Vasco da Gama.

O jogador sorriu e cunhou as lamentáveis frases.

"Foi impedido? Ganhar roubado é mais gostoso!"

A torcida vascaína ficou revoltada.

Como quem tem dignidade também.

Não há cabimento mais irresponsabilidade nos microfones.

Felipe é ídolo de milhões.

Influencia inúmeros garotos.

A mensagem é clara, vamos comemorar a ilegalidade.

É mais gostoso 'roubado'.

Não há nada de politicamente correto.

Alguns comentaristas dizem que não passou de mera provocação.

E que o futebol está ficando 'chato'.

1reproducao18 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

Argumento pueril.

A sociedade mudou.

Está mais violenta.

Não há mais respeito pela vida humana.

No Maranhão estava acontecendo um torneio amador.

Na cidade que leva o nome papal: Pio Xll.

Josenir Santos Abreu foi expulso.

O árbitro era Otávio Jordão da Silva.

Inconformado, Josenir não aceitou deixar o campo.

E resolveu brigar com o juiz.

Começaram a rolar no gramado, pelos relatos.

Foi quando Otávio tirou um punhal que levava sob o uniforme.

E matou com uma punhalada no peito Josenir.

A reação absurda virou barbárie.

Jogadores e torcedores cercaram o árbitro.

O amarraram e passaram a agredi-lo com socos e pontapés.

Usando pedras, esmagaram seu crânio.

A morte de Otávio não contentou os agressores.

Eles o esquartejaram.

O requinte dessa insanidade...

Arrancaram sua cabeça e colocaram em um poste.

As mortes se sucedem no futebol.

Vândalos fazem fila para matar rivais de outras organizadas.

Usando golpes de barra de ferro ou pisões na cabeça do rival.

Não só brigas, mas ameaças de morte são trocadas por vândalos nas organizadas.

Por isso cada palavra precisa ser pensada antes de ser dita.

1gazeta11 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

O Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo.

Com índices de latrocínios e assassinatos aterrorizantes.

Não há quem saia tranquilo nas grandes metrópoles.

A greve na Bahia retrata bem demais.

O que acontece quando a criticada polícia entra em greve.

A desigualdade social tem na impunidade a cúmplice perfeita.

Por isso tantos crimes.

Há a certeza de que nada demais irá ocorrer.

Pesquisas sérias revelam.

Até 8% dos homicídios no Brasil são resolvidos.

E os criminosos punidos.

Ou seja, em 92% dos casos nada acontece.

O autor fica livre para matar outra vez.

Diante da repercussão, já na segunda-feira, Felipe pediu desculpas.

Mas de uma maneira inconvincente.

"Falou mais o lado torcedor do que outra coisa. Roubado eu peguei pesado. Um atleta não pode falar isso. Até peço desculpas aos vascaínos que não gostaram. Brincadeira pode, mas se fosse o contrário os vascaínos estariam zoando os flamenguistas. Do meu modo de ver, foi um pouco pesado o roubado, mas as zoações estão aí."

Pensou que estaria tudo acabado.

Não está.

A ameaça de morte a Felipe deve sim ser levada a sério.

3gazeta4 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

As autoridades precisam proteger a vida do goleiro.

Qualquer situação serve de desculpa para anormais.

Como os erros de arbitragem contra o Vasco.

Aconteceram na final do Carioca e ontem também.

Em São Januário foi anulado gol legal de André Rocha.

O tento não foi necessário, já que o time ganhou do Resende.

E se classificou para a próxima etapa da Copa do Brasil.

Mas o lance aconteceu logo quando muitos torcedores estavam com nariz de palhaço.

Gritando ao time 'é campeão' para compensar o que aconteceu no domingo.

FJV é a abreviatura de Força Jovem do Vasco.

Torcida que está suspensa dos estádios por sua violência.

Vândalos infiltrados pisaram na cabeça de torcedores do Atlético Paranaense.

No pequeno estádio de Joinville, os jogadores vascaínos gritavam, choravam.

Pediam para que parassem de tentar esmagar as cabeças dos rivais caídos.

Mas os criminosos só ficavam estimulados com esses pedidos.

E pisavam com mais raiva.

Houve até quem pegasse uma barra de ferro com pregos na ponta.

E ficasse batendo no crânio do atleticano desmaiado.

As imagens escandalizaram o mundo.

Por sorte ninguém morreu.

Por pura sorte.

Mas ainda assim há quem acredita que Felipe estava certo.

O bom mesmo é provocar.

E que 'o futebol está muito chato'.

Essas pessoas deveriam procurar saber.

Se inteirar do estado de preocupação que está a família do jogador.

O medo depois da promessa de morte pintada na casa do primo.

Os vândalos sabem onde moram os parentes do jogador.

E podem aparecer a qualquer hora.

É preciso ter a noção do país sem lei que o Brasil se transformou.

Felipe está aprendendo da pior maneira possível...
2gazeta6 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte…

1divulgacao4 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...
A justiça não foi feita.

O Figueirense escalou um jogador irregular.

O próprio novo presidente da CBF, Marco Polo, confirma.

Sabe o que está certo ou errado.

"O erro humano acontece. Nós já conversamos com o departamento de registro e já entendemos que há falhas, como tirar um jogador do BID (Boletim Informativo Diário) e não avisar o clube. Foi o que aconteceu no caso. Nos disseram que "é assim há 20 anos". Então há 20 anos estão errados. Tem que avisar o clube. Isso é uma coisa para resolver. Temos muita coisa para resolver, e vamos resolver."

Ou seja, o time de Juazeiro do Norte deveria estar na Série A.

Mas aconteceu o que todos que acompanham futebol previam.

A liminar do Icasa foi cassada no Rio de Janeiro.

O desembargador Luciano Silva Barreto optou pela saída mais simples.

Como todas as instâncias esportivas não foram percorridas...

Considerou o processo extinto.

Simples, eficaz.

Saída inteligente, mas injusta.

Luan não poderia ter atuado pelo Figueirense.

Virgílio Elíseo, diretor de competições, reconheceu.

O jogador não poderia ter entrado em campo.

Não tinha rescindido seu contrato por empréstimo do Metropolitano.

Mas a própria CBF legalizou o atleta para atuar em maio.

Tanto que o colocou no BID, no Boletim Informativo Diário.

Está claro que o Icasa tem razão na sua reivindicação.

Mas os poderosos saíram pela tangente.

O vice jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, acusa.

O clube cearense só percebeu o erro em dezembro.

E segundo ele, qualquer entidade tem o prazo de 60 dias para protestar.

Ou seja, em momento algum, Lopes diz que o Icasa estava errado.

O golpe final não veio da CBF ou da Justiça Comum.

Veio do próprio quintal.

2divulgacao1 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...

O presidente da Federação Cearense, Mauro Carmelio, entrou em ação.

"Eu desaconselhei o Icasa a ir à Justiça Comum. Eu acho que as coisas devem se definir nas esferas da Justiça desportiva. Se fosse no meu estado, eu puniria. Mas vou acatar o que a CBF falar. Dessa vez eu estou do lado meu clube. Mas, claro, gostaria que jogassem a Série A. A CBF assumiu o erro, disse que foi um problema no sistema. Estão tentando aprimorar isso."

Foi um aviso claro.

Se o caso acontecesse no Ceará, puniria o clube.

Deu toda a razão à CBF que cometeu o erro.

Não é preciso escrever o óbvio.

Ou melhor, sim.

Carmelio é grande aliado de Marin e Marco Polo del Nero.

O advogado do Icasa, Carlos Eduardo Guerra, ainda tentou um recurso.

"Existe uma questão no direito que é a perda de uma chance. Se o Figueirense perdesse os seis pontos, subiríamos para a primeira divisão. Mas a CBF reconheceu o erro, mas não aceita essa situação. Estamos agora com a liminar. Caindo ou não, estamos pedindo essa indenização, de R$ 33 milhões."

Disse a todas as rádios e televisões que pôde.

Seu desejo era chegar o recado à cúpula da CBF.

Mas a Portuguesa fez a mesma 'ameaça'.

E logo desistiu.

Percebeu que não receberia um tostão a mais.

A diretoria colocará para disputar a Segunda Divisão.

E, de repente, ficou quieta.

Os protestos acabaram.

O motivo: medo de represálias.

Como o fim das antecipações de cotas da tevê.

E empréstimos que o clube tanto precisa depois de Manuel da Lupa.

O caminho do Icasa é o mesmo.

Amanhã, às 20h50, o time estará em campo em Campinas.

Enfrentará a Ponte Preta.

Será seu primeiro jogo na Segunda Divisão.

O Figueirense segue firme e forte na Série A.

Como se nada tivesse acontecido.

E como o presidente da Federação Cearense avisou.

Deve se dar por satisfeita.

Porque a CBF não rebaixou o Icasa para Terceira Divisão.

É o que Carmelio faria.

Ou seja, assim caminha o futebol brasileiro.

Punindo quem está com a razão.

Desde que seja uma equipe sem representatividade nacional.

Sem força nos bastidores.

Não há a menor dúvida.

Se fosse o Flamengo, Corinthians, Fluminense a atitude seria outra.

A CBF errou, assume o erro, mas o clube prejudicado paga.

Assim é o Brasil de Marin, de Marco Polo, Carmelio.

Dirigentes capazes de deixar boquiaberto até o protetor do Icasa.

O santo Padre Cícero, religioso que viveu na época de Lampião...

3divulgacao1 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...

Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez…

1gazeta10 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...
Em março de 2012, Ricardo Teixeira estava desesperado.

Sentia a pressão da Fifa.

Joseph Blatter ameaçava.

Revelaria os documentos de seu envolvimento com a ISL.

A imprensa inglesa o acusava de haver recebido propina.

Dinheiro da agência de marketing esportivo (International Sports and Leisure).

Seriam R$ 12,4 milhões entre 1992 e 1997.

O objetivo seria facilitar o trabalho da ISL no Brasil.

A Polícia Federal também ameaçava Teixeira.

Ele estava encrencado com o amistoso contra a Seleção Portuguesa em Brasília.

A organização do jogo custou absurdos R$ 9 milhões.

Um partida dessas não fica mais cara do que R$ 1,5 milhão na sua organização.

Encurralado, Teixeira tinha pífias esperanças de sobreviver.

Foi por elas que resolveu antecipar as eleições da CBF.

Passariam de outubro deste ano para hoje, 16 de abril.

O motivo: evitar que um desastre da Seleção comprometesse nova reeleição.

Não pôde concorrer porque foi forçado a renunciar.

Deixou o cargo para o seu vice mais velho, José Maria Marin.

A sua maior qualidade: ter 82 anos.

Ficou com o cargo e avisou.

Comandaria a CBF até 2014.

Depois a passaria para seu grande amigo Marco Polo del Nero.

Com a máquina eleitoral na mão, Marin poderia eleger a Xuxa, se quisesse.

Mas ele escolheu o presidente da Federação Paulista de Futebol.

Pelo simples motivo de que Marco Polo nunca o esqueceu.

Sem força política, Marin passava seu tempo na Federação Paulista.

Ele e Marco articulavam há anos um dia assumir o poder da CBF.

Ainda quando nem se cogitava a renúncia e o exílio do ex-genro de Havelange.

Marin assumiu garantindo a Teixeira que manteria o status quo.

Ou seja, Mano Menezes comandando a Seleção.

E Andrés Sanchez na coordenação do futebol da entidade.

Falou por falar.

Não queria nenhum dos dois.

Demitiu Mano depois do fracasso na Olimpíada de Londres.

E forçou Andrés a se demitir, desmoralizado.

Irado, o ex-presidente corintiano jurou vingança.

Ele iria se articular para derrubar Marin e Marco Polo.

2gazeta5 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

Se juntou aos presidentes das federações carioca e gaúcha.

Sonhava em uma insurreição das federações e grandes clubes do país.

Andrés foi ingênuo, sonhador.

Não percebeu o óbvio: o quanto federações e clubes estão amarrados à CBF.

São doações às federações e empréstimos, antecipações às equipes.

Não conseguiria nem o apoio mínimo para concorrer.

Oito das 27 federações e cinco dos 20 clubes da Série A.

Andrés entendeu que deveria deixar Francisco Novelletto concorrer.

Foi tentar buscar o apoio de quem banca o futebol nesse país.

A TV Globo.

Andrés foi muito bem tratado, mas entendeu.

A emissora carioca estava ao lado de Marin.

Com ele, a entidade tinha absolutamente tudo o que queria.

Até mesmo a garantia da Seleção Brasileira aberta na Copa.

A emissora fará tudo o que quiser com os jogadores e Felipão.

Será um festival de exclusivas.

Em todos os horários possíveis, imagináveis.

Aliás, essas aparições já estão acontecendo.

1reproducao17 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

Bem ao contrário do que foi com Dunga em 2010.

A Globo não iria trocar o certo pelo duvidoso.

Os executivos, principalmente Marcelo Campos Pinto, conhece.

Sabe como funciona o desenho do poder do futebol no país.

Hoje nem Obama conseguiria derrubar Marin e Marco Polo.

Com a recusa da Globo, a Federação Carioca já debandou da oposição.

Rubens Lopes avisou que votaria em Marco Polo.

Para não fazer papel de tolo, Novelletto desistiu de tentar concorrer.

Andrés Sanchez percebeu.

De nada adiantaria todo o apoio que tem de Lula.

Seria inútil na briga pelo poder da CBF.

E resolveu mergulhar de vez no Itaquerão.

Começar a traçar o caminho de sua volta ao Parque São Jorge.

Em 2018.

Enquanto isso, Marco Polo del Nero sabia que desfrutaria o dia de hoje.

Foi aclamado presidente da CBF.

Foram 44 votos a favor, duas abstenções e um em branco.

As federações gaúcha e paranaense decidiram não votar.

E o Figueirense, brigando pela vaga na Série A com o Icasa, não participou.

Sendo considerado o seu voto em branco.

Marco Polo assumirá só em 2015.

Deixará a Copa sob o comando de Marin.

Afinal ele conseguiu: seduziu Dilma Rousseff.

O ex-governador biônico e a ex-guerrilheira viraram aliados.

3divulgacao Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

O nome da chapa de Marco Polo foi pura ironia.

Continuidade administrativa...

"Vou seguir o que está dando certo com o Marin.

Não há porque mudar.

O futebol brasileiro é o mais vitorioso do mundo."

Disse Marco Polo.

Andrés Sanchez não concorda.

Acaba de dar uma entrevista no Sportv.

"Tenho certeza absoluta de que será muito triste para o futebol brasileiro. O Marco Polo é viciado para o mal e vamos pagar um preço caro. Perdemos uma oportunidade muito grande de fazer mudanças seja para quem for."

Ele foi o grande derrotado no pleito de hoje.

Mas não está errado no que disse.

O novo presidente não quer mudança alguma no calendário brasileiro.

Exige estaduais da maneira que estão.

E promete enfrentar com rigor o Bom Senso.

Tendo como cúmplices os presidentes de federações e dos grandes clubes.

Aliás, após a aclamação de Marco Polo houve várias reuniões.

A CBF está tentando convencer o Icasa a tirar sua ação na Justiça.

E aceitar disputar a Série B.

Enquanto isso, seus advogados estão fazendo tudo para cassar a liminar.

Devolver o Figueirense para a A.

Compensação financeira não seria problema.

A CBF deverá arrecadar R$ 360 milhões neste ano de Copa do Mundo.

Por isso que foi detalhe colocar os eleitores de hoje no Windsor Barra.

Onde a diária mais barata custa R$ 700,00.

Tudo foi pago pela entidade, lógico.

Assim caminha o futebol brasileiro.

Como o nome da chapa de Marco Polo resume bem.

Se fecha os olhos à falência da maioria dos clubes.

À violência das torcidas.

A queda brutal de audiência na tevê.

Público nos estádios.

Acaba aclamada a chapa continuidade.

Com o próprio Marin como seu vice principal.

Não é por acaso que este é o país da Copa mais cara de todos os tempos.

Um brinde aos próximos vinte anos de poder de Marco Polo.

Não, não há limite para as reeleições na CBF.

A entidade tem um parecer do advogado Álvaro Mello Filho.

A lei 12.868 permite a reeleição nas federações e confederações uma vez.

Mas Álvaro fez um profundo estudo e a considera inconstitucional.

Uma empresa privada como a CBF pode colocar manter no comando quem quiser.

Desde que seja feita uma eleição.

Ou seja, aproveite as próximas duas décadas, Marco Polo...
 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos…

1reproducao16 1024x682 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...
É motivo de piada no mundo todo.

Um jogador ter de gravar um vídeo e escrever no seu face.

Garantir que não jogará no clube que o anunciou oficialmente.

E que sequer conversou com qualquer pessoa dessa equipe.

Assim, direto, sem enrolação, Anelka acabou com a história.

Situação mais do que constrangedora.

Não só para o Atlético Mineiro.

Mas para o futebol brasileiro.

O presidente Alexandre Kalil postou no twitter a contratação.

Em plena madrugada do dia 6 de abril.

Anelka é do Galo.

Há dez dias.

Desde então a chegada do jogador francês era esperada em Belo Horizonte.

Só que os dirigentes iam dando desculpas.

E nada do polêmico atacante chegar.

Até que o ontem o clube avisou que desistia de Anelka.

Ele teria ido para o Kwait sem avisar ninguém da diretoria.

"O Atlético é maior do que o Anelka. O termo de compromisso está cancelado. Ele teria que se apresentar ontem (segunda) em Belo Horizonte. Tínhamos tudo acertado com o procurador e o irmão dele, e o presidente tuitou na sexta. Comecei a pressentir que ele não respeita ninguém, que é um atleta que acha que está acima do Deus dele muçulmano. A grandeza do Atlético não permite explicarmos um contrato assinado de um jogador que não veio."

O desabafo é do diretor Eduardo Maluf.

Só que hoje veio a versão do atleta.

O Atlético Mineiro não poderia desistir do que nunca teve.

4reproducao1 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...

De maneira clara ele revela que não negociou com os mineiros.

Gravou um vídeo e colocou na sua página do facebook.

"Sou obrigado a fazer um vídeo hoje (8 de abril) porque tenho visto o que está acontecendo no que diz respeito às notícias sobre mim. E como sei que a imprensa vai tentar me colocar como um cara mau dessa história... Então, hoje é terça-feira, e eu supostamente sou esperado na quinta (10 de abril) no Brasil, porque supostamente fechei um acordo com um time brasileiro. Eu também teria assinado com o clube. Esta é uma história fantástica, pois não estou sabendo disso.
"Certamente recebi uma oferta do clube por meu agente, mas nunca falei com o presidente deste clube, nunca aceitei esta oferta. Não sei como assinei esse acordo. Isso é incrível. Estou no futebol há mais de 20 anos e nunca tive uma experiência dessa. Isso iria acontecer comigo em algum momento. Então, tudo isso é para dizer que está errado. É falso. Eu disse recentemente que vou ficar em casa, tirar umas férias, cuidar das minhas crianças, e é o que vou fazer. Sei para onde quero ir. Se continuar jogando não será no Brasil."

3reproducao7 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...

Com Anelka não há meias palavras.

A diretoria atleticana está constrangida.

Garante que se encontrou com o empresário do atleta, Cristian Casini.

E deixou tudo acertado.

Colocou Anelka no seu site oficial como jogador do Atlético.

2reproducao7 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...
Foi manchete no mundo todo noticiando a transação.

Voltará a ser, com o desmentido do atleta.

Houve precipitação inaceitável sobre o caso.

Alexandre Kalil não poderia divulgar o negócio como feito.

Não sem a assinatura do jogador.

E esse elemento básico ele não tem para mostrar.

Algo tão constrangedor só aconteceu na Vila Belmiro.

Renato Duprat foi o responsável.

Sim, o homem da MSI e de levou agora Leandro Damião.

Em 1995, ele disse que estava contratando Maradona para o Santos.

Não só falou.

Levou o argentino de helicóptero para conhecer o clube.

O presidente Samir Jorge Abdul-Hak estava entusiasmado.

Todos se preparam para a festiva chegada.

Que nunca aconteceu.

Maradona preferiu ficar no Boca Juniors.

Com Anelka nem isso.

Ele descartou ter conversado com qualquer pessoa do Atlético.

E nem admite pisar no Brasil para jogar futebol.

Vexame que o campeão da Libertadores não precisava passar.

Por pura precipitação do seu presidente.

Kalil queria de qualquer maneira um fato novo.

O time não anima como no ano passado.

Mas escolheu o jogador errado.

Com Anelka tendo tudo assinado já é complicado.

Sem assinar, então, é suicídio...

(Como era esperado, Kalil entrou em cena.

E desmentiu Anelka.

"A verdade sobre o Anelka é... Ele fechou tudo comigo. Se o irmão não tivesse estado comigo, acertado salário, mandado passagem para Miami e França.... Se não fosse comigo, não ia acreditar no que aconteceu. Como ontem nós chutamos a bunda dele, porque falou que ia chegar 19 e mandamos ele chegar em outro lugar, ele falou que era tudo fantasia. Ontem mandou e-mail falando que ia chegar 19. Mandamos ele plantar batata. Ele vai ter que provar que é fantasia porque vamos a Fifa, vai ter que pagar o que nós gastamos com passagem, hospedagem... Vou tuitar se não estivesse assinado?!"

Então que o presidente atleticano faça o óbvio.

Mostre o contrato assinado...)

Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas…

1reproducao15 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...
Foi uma negociação demorada.

Sheik não nasceu ontem.

Muito pelo contrário, já tem 35 anos.

Ninguém precisava avisá-lo para onde estava indo.

As glórias incríveis da história do Botafogo são eternas.

Principalmente em meados da década de 60.

Quando brigava com o Santos para ser o melhor time do Brasil.

Nilton Santos, Garrincha, Didi...

Agora a situação é outra.

O clube carioca está mergulhado na mais profunda crise.

Conselheiros não trocaram agressões ontem à noite à toa.

A situação vai muito além da eliminação da Libertadores.

O rebaixamento do novato Eduardo Húngaro para auxiliar novamente.

A contratação de Vagner Mancini.

"A realidade do Botafogo é a penhora de todas as suas receitas.

Eu não consigo pagar todas as contas, porque tem coisas penhoradas.

A maioria das fontes está travada."

A confissão é do próprio presidente Mauricio Assumpção.

O dirigente diz acumular mais de R$ 90 milhões em dívidas trabalhistas.

Tudo que que o clube recebe é retido para pagar essas ações.

O total de débito do clube passa dos R$ 400 milhões.

A Justiça travou recentemente os R$ 2 milhões pelo quarto lugar no Brasileiro.

A situação está terrível.

Já virou costume o clube atrasar dois meses de salários.

Paga um para não completar três.

Para que os jogadores não possa entrar na Justiça.

E pedir a liberação do clube.

Oswaldo de Oliveira foi embora por não suportar essa situação.

Seedorf discutia muito com os dirigentes.

Sua ida para treinar o Milan deixou os dirigentes aliviados.

Bolívar se tornou o grande líder no clube.

E organizou protestos para pressionar, humilhar os dirigentes.

Jogadores sentaram antes de treinos, não concentraram, protestaram.

A direção resolveu dispensá-lo.

Mas ontem o quadro foi revertido graças à uma última conversa.

Maurício Assumpção sonha com a aprovação do Proforte.

O projeto que libera os clubes de suas dívidas com o INSS e a Receita Federal.

A bancada da bola, formada por deputados e senadores em Brasília, briga.

Pressiona as autoridades, principalmente o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Quer todo o esforço do governo para o perdão aos clubes.

O Botafogo torce demais para que Jefferson ganhe a posição de Júlio César.

Se conseguir ou não, já está decidido.

Assim que acabar a Copa, o goleiro será vendido.

Empresários também tentam negociar o jovem zagueiro Dória.

No clube virou costume.

Os jogadores com melhores condições financeiras emprestam dinheiro.

Ajudam os mais necessitados.

Geralmente companheiros recém-saídos da base.

Ou, muitas vezes, funcionários mais humildes.

É para esse ambiente pesado que Sheik está chegando hoje.

1divulgacao3 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

Esperto, nas negociações com seu empresário Reinaldo Pitta foi direto.

Não queria duas situações.

A primeira, ser mais um a ter seu salário atrasado no Botafogo.

A segundo, não queria todo o elenco contra ele.

Até o vendedor de chiclete em frente a General Severiano sabe.

Entre salários e luvas, recebe R$ 500 mil mensais.

Lógico que a chegada de um jogador caríssimo poderia tumultuar o ambiente.

Sheik e Pitta chegaram a uma solução interessante.

Eles exigiram que o Corinthians pagasse os salários até o fim do empréstimo.

Em dezembro.

E o Botafogo que repasse a metade, R$ 250 mil ao clube paulista.

Ou seja, conseguiram a garantia que o jogador receberá normalmente.

E que não entrará em qualquer confusão de atraso de salário.

Não receber diretamente do clube foi uma decisão simpática ao grupo.

Sheik sai muito magoado do Corinthians.

Queria mais respeito por ter vencido a Libertadores e o Mundial.

1afp3 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

Ele não esperava tanta pressão para ir embora.

Mano Menezes já nem mais falava com ele nos últimos dias.

Mario Gobbi foi convencido pelo treinador que Sheik se acomodou.

Como tem um grande salário e contrato até julho de 2015, havia perdido a gana.

Gobbi admitiu o erro que foi renovar com Emerson.

Mas se dobrou ao pedido insistente de Tite.

Sheik sabe que foi o grande personagem na conquista da inédita Libertadores.

Principalmente nas decisões contra o Boca em 2012.

O que acabou resultando na conquista do Mundial.

Depois se perdeu com processos fora do futebol.

Mesmo assim, esperava mais consideração por parte do Corinthians.

Em recente show desabafou a um amigo.

2reproducao6 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

"Estou sendo humilhado no Corinthians.

Nunca pensei passar pelo que estou passando.

Não aqui."

O jogador resolveu não comprar briga publicamente.

E se calou.

Mas é muito capaz que hoje, na sua apresentação, deixe escapar a mágoa.

Pelo menos ele chega ao Botafogo tranquilo.

Sabe que o Corinthians lhe garante o salário integral.

Não participará da instabilidade salarial de General Severiano.

Depois, no final do ano, quando acabará o empréstimo, vai pensar.

Empresários tentarão despachá-lo para um clube do Exterior.

Da Arábia Saudita, América do Norte, Leste Europeu.

O Corinthians não o quer de volta e ele não quer retornar.

Seu ciclo no clube já deveria ter terminado com a conquista do Mundial.

Ele já estava fraquejando, jogando muito abaixo do seu normal.

Depois teve a péssima ideia de dar um beijo na boca de um amigo.

E conseguiu ter todas as organizadas, diretoria e conselheiros como inimigos.

A partir de hoje, vida nova no Botafogo.

Mas o bolso continuará cheio, com dinheiro corintiano.

Como combinou para poder jogar em paz.

Esperteza realmente é uma qualidade que Sheik tem de sobra...

O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais…

1gazeta8 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...
Severino Viera da Silva não saia de perto do seu filho.

Desde que o menino mostrou seu dom para jogar futebol.

O pai ia a todos os treinos no Corinthians.

Não permitia que o garoto se reunisse em festas com os companheiros.

Foi assim o tempo todo.

Até que Willian se firmou aos 17 anos como uma grande revelação do clube.

E hoje é o meia consagrado do Chelsea.

Perto de disputar a Copa do Mundo no Brasil.

O motivo de Severino, infelizmente, ia muito além da dedicação.

Sabia dos fortes boatos sobre um pedófilo no Parque São Jorge.

E que teria muito poder nas categorias de base.

Era ainda a administração Alberto Dualib.

Ele organizaria festas com os garotos nos finais de semana.

Severino me deu entrevista sobre o caso.

Disse que todo mundo sabia, mas ninguém agia.

Por isso não desgrudava do filho.

Ela foi publicada no Jornal da Tarde.

Mas no dia seguinte, diante da repercussão, ele voltou atrás.

Me disse que não tocaria mais no assunto.

E nunca mais falou sobre o assunto.

O suposto pedófilo deixou o Corinthians.

Mas foi trabalhar em outros clubes.

Em Campinas nos anos 80 havia um famoso jornalista gay.

Ele também assediaria jovens jogadores.

Ofereceria dinheiro para ficar com os garotos.

Há vários exemplos como esses pelo Brasil.

Mas sempre falta o nome do pedófilo.

Esse é assunto é um tabu.

Sempre faltou vontade política de investigá-lo a fundo.

Isso só ajudou o assédio.

É o que confirma a pesquisa do Unicef.

"A Infância entra em campo.

Riscos e oportunidades para crianças e adolescentes no futebol."

O estudo se restringiu ao futebol baiano.

Jovens jogadores, familiares e técnicos foram ouvidos.

E a principal problema encontrado foi o abuso sexual.

A técnica Fabiana Gorenstein encontrou uma dificuldade cruel.

A 'lei do silêncio'.

Os casos são contatos de maneira genérica.

Com riqueza de detalhes.

Mas sempre, por medo, falta o nome do aliciador, do pedófilo.

O que faz com que a situação perdure.

Todos os anos é a mesma coisa.

Milhares de jovens cruzam o Brasil atrás do sonho.

Da oportunidade de virar jogador de futebol.

Centenas participam de peneiras.

Iludidos, pensam em Neymar, Oscar, Lucas.

É uma minoria absurda que consegue chegar ao profissionalismo.

E raríssimos os que atuam por times grandes.

Muitos desses meninos são arrimo de família.

Não têm a sorte de Willian.

A de poder ter o pai por perto, vigiando, atento.

1reproducao14 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...

Precisam jogar para tentar tirar pais, irmãos da miséria.

Dessa necessidade é que os pedófilos se aproveitam.

Os garotos do interior ou de outros estados ficam em alojamentos.

Todos os dias.

Principalmente nos que não têm jogos.

Quando um pedófilo consegue se infiltrar na base dos clubes é terrível.

Os garotos estão desprotegidos.

E muitos fazem o que não querem para tentar continuando a jogar.

A situação não é nova.

Marcelo, goleiro que passou pelo Corinthians, Atlético e Bahia, é um exemplo.

Disse que quando menino era assediado por seu preparador no Vasco da Gama.

Um dia criou coragem e o delatou.

O preparador tinha esse comportamento com outros garotos.

Mas por medo de perder sua vaga no time, ninguém reclamava.

As denúncias de Marcelo o fizeram perder o emprego.

Só que ele já estava há muito tempo no clube carioca.

Ninguém sabe de quantos meninos abusou.

Marcelo decidiu também nunca mais tocar no assunto.

Se isso acontece em clubes grandes, é um drama nos menores.

A pesquisa do Unicef mostra o que muita gente sabe no futebol.

Mas finge que não existe.

A Secretaria Estadual para a Copa do Mundo na Bahia colaborou.

Foi importante para o estudo.

A situação é dramática.

Há a necessidade de um controle absoluto por parte dos dirigentes.

E uma ação efetiva.

Principalmente da Associação Brasileira de Juízes, Promotores de Justiça e Defensores da Infância e Juventude.

Não é mais tolerável o futebol servir seus meninos para pedófilos.

Finalmente um efeito colateral bom da Copa do Mundo.

Já que o país finge não enxergar os abusos...

O Unicef tomou as rédeas.

Colocou uma lanterna no mais terrível problema na categoria de base.

Que as autoridades façam sua obrigação.

Protejam as nossas crianças de pedófilos oportunistas.

E que as pessoas tenham coragem.

Apontem esses criminosos.

Rompam a nojenta 'lei do silêncio' que faz tanta gente sofrer.

Deixem de ser cúmplices involuntários desse crime...
1reproducao13 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...

Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro ‘erra’ e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ‘ganhar roubado’. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia…

1gazeta7 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...
"Foi impedido?!

Roubado é mais gostoso mesmo."

As frases de Felipe após o título do Flamengo continuam ecoando.

Elas resumem tudo de pior que pode falar um jogador de futebol.

O goleiro do time mais popular do Brasil.

Como pôde comemorar dessa maneira a conquista do Campeonato Carioca?

Encarnando a pior postura de um esportista.

Alguém que não respeita a sua própria profissão.

Desmerece a preparação, a disputa, a competição.

E expõe pessoas.

Se ganhar 'roubado' é mais gostoso, alguém 'roubou'.

Felipe só deu mais força para a bravata de Roberto Dinamite.

O presidente vascaíno está jogando para a torcida.

E para seus conselheiros.

Diz que tentará anular a partida no TJD do Rio de Janeiro.

Quer excluir os árbitros.

E exige punição para Felipe por ter falado que o jogo foi 'roubado'.

Dinamite sabe que não conseguirá nada disso.

Se trata apenas de tentar mostrar a indignação do presidente vascaíno.

Só que na verdade ele está prolongando a agonia.

Seu clube perdeu o jogo e a partida não será anulada.

Se todos os confrontos que tivessem erros de árbitros fosse anulados...

Haveria futebol 24 horas até o ano 3000.

E mesmo assim, os erros não seriam reparados.

Dinamite toda essa atitude para tentar mostrar força nos bastidores.

1divulgacao2 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

Sabe que se articula a volta de Eurico Miranda a São Januário.

O Vasco está em péssima situação financeira.

Esta rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileiro novamente.

Caiu em 2008 e em 2013.

Situação inaceitável para um clube tão tradicional.

Além de Felipe, Roberto Dinamite ganhou mais um reforço.

A absurda súmula de Marcelo Lima Henrique.

O árbitro não viu o absurdo impedimento de Márcio Araújo.

Jogador que marcou o gol que deu o título ao Flamengo aos 46 do segundo tempo.

Ele estava nada menos do que 69 centímetros impedido.

O volante vibrou, comemorou, foi beijado, abraçado pelo gol.

Todas as imagens não deixam dúvida de que foi o seu pé que tocou na bola.

Mas o que faz Marcelo Lima Henrique?

2reproducao5 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

Ele teve a coragem de escrever na súmula que foi Nixon quem marcou.

Uma óbvia desculpa de quem não quer assumir o erro infantil.

Nixon estava na jogada e livre de impedimento.

O árbitro optou por errar na súmula.

Para não ficar tão feio.

Não assume haver dado o gol ilegal.

Mas a desmoralização realmente é ainda maior.

É um absurdo.

Mas não o suficiente para que a partida seja disputada novamente.

Advogados veteranos de dois clubes me confirmam.

Também não há chance de indenização.

O que a direção vascaína faz é apenas prolongar o sofrimento.

Esticar a sensação derrota.

Mais: expor a vexatória situação do futebol brasileiro.

Com campeonato decidido com gol absurdamente ilegal.

Árbitro que muda o autor do gol para tentar se safar.

Jogador que acha gostoso 'ganhar roubado'.

E presidente que entra em uma luta teatral já decidida.

Ninguém vai tirar o Campeonato Carioca do Flamengo.

Pior que tudo isso só o cinismo da Fifa.

A entidade celebrou as conquistas estaduais no Brasil.

Caprichou no seu site oficial.

"O Flamengo esteve muito perto de ver o Vasco encerrar o jejum de 11 anos, mas, na base da raça, comemorou sua 33ª taça estadual com um gol chorado de Márcio Araújo aos 46 minutos do segundo tempo."

Assim, sem nenhuma letra sequer sobre o impedimento.

O futebol está virando o esporte dos hipócritas...
3gazeta3 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói…

1ae16 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...
Juvenal Juvêncio tenta, insiste.

Mas o presidente do São Paulo não consegue disfarçar.

Perder a abertura da Copa para o Itaquerão foi sua pior derrota.

Ficará registrado no seu legado a falta de habilidade.

A facilidade com que foi envolvido por seu inimigo Ricardo Teixeira.

O presidente do São Paulo foi engolido pelo mundo da política.

Confiou em Serra, Alckmin e principalmente em Gilberto Kassab.

Acreditou que o trio seria suficiente para enfrentar Teixeira.

Talvez até fosse, se além do presidente da CBF havia duas outras pessoas.

Andrés Sanchez e Lula.

Eles sabiam que a Fifa queria construir novos estádios no Brasil.

Foram alertados por Ricardo Teixeira.

Logo a notícia caiu nos ouvidos dos executivos da Odebrecht.

E nasceu o Itaquerão.

Daqui três dias, Juvenal não será mais presidente do São Paulo.

Ele precisa justificar, tentar dourar a pílula.

Não quer sair como vencido.

Mais do que as muitas derrotas no campo, sua personalidade prejudicou o clube.

O Morumbi poderia ser profundamente modernizado.

Ou até reconstruído.

Até com espaço para estacionamento, centro de imprensa.

Bastaria ter conseguido dobrar o ego.

Ser esperto, político.

Mas Juvenal preferiu a truculência com Teixeira.

Confiou nos governo e na prefeitura paulista.

E fez o clube que ama perder uma oportunidade histórica.

"O Serra tinha dois problemas fulcrais, fundamentais, insuperáveis. Um era o negócio do Palmeiras dele. Era tão arraigado e tão sofredor que ele não demonstrava em público. Por que tem o que demonstra em público. Mas chegaram a me contar que ele rezava na frente da televisão quando o Palmeiras... O Beluzzo (ex-presidente do Palmeiras) me dizia que o Serra ligava três vezes durante o jogo, manda tirar o time de campo e mandava invadir o vestiário, Juvenal. O Serra foi completamente contra esse negócio de Morumbi."

“Era contra por duas razões. Uma absolutamente egoística. Ele é muita coisa de italiano, Mooca. (...) Ele chegou a dizer a mim em duas oportunidades e sério. ‘Juvenal, nós íamos fazer no Morumbi, mas eu queria que você soubesse que o ideal e o correto era fazer no Palestra Itália."

O desmentido das afirmações de Juvenal veio rápido.

E do seu vice presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.

"O Serra não tirou a Copa do Morumbi e levou para o Itaquerão. Não teve nada a ver com isso. Quem tirou foi o Ricardo Teixeira. Ele quis tirar do Morumbi porque o Juvenal era o único presidente que tinha coragem de enfrentá-lo. Para a Fifa foi ótimo, que ela adora construir estádios. O Juvenal deve ter sido mal informado por alguém. O Serra não teve nada a ver com isso."

2divulgacao Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

O ex-governador foi duro com Juvenal.

"As afirmações em contrário de Juvenal Juvêncio além de desconexas são falsas. Ele não fala coisa com coisa, inventa fatos e frases que nunca aconteceram. Vale lembrar também que a Fifa descredenciou o estádio do Morumbi três meses depois de eu deixar o cargo.

"Quando governador, garanti em todos os momentos que faríamos os investimentos de infraestrutura que fossem necessários para a abertura da Copa no Morumbi. Assumimos até a construção de um monotrilho que viesse de Congonhas até perto do estádio. Não poderia, é óbvio, gastar dinheiro do governo de São Paulo, ou seja, do povo que paga impostos, nas obras no interior do estádio que, segundo o último projeto de Juvenal, custariam quase 700 milhões de reais. Aliás, nem ele nem seus diretores nunca pediram isso."

Juvenal diz que agora que bastariam R$ 200 milhões.

1divulgacao1 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

E que o Morumbi estaria perfeito para a Copa.

Todos no clube sabem que a afirmação é muito distante da realidade.

Os custos seriam mais de R$ 600 milhões, no mínimo.

O ideal seria mesmo reconstruir todo o estádio.

Juvenal até aceitaria essa hipótese.

Se Andrés, Lula e Ricardo Teixeira não tivessem convencido a Fifa.

O melhor seria construir o Itaquerão.

E o Morumbi foi trocado por um terreno baldio.

Para o qual, Kassab assegurou R$ 420 milhões em incentivos fiscais.

E o discreto Alckmin, mais de R$ 80 milhões.

Ou seja, R$ 500 milhões de apoio da prefeitura e do governo.

Juvenal deu uma longa entrevista para a Folha.

Ela foi publicada hoje.

Quis fazer da conversa, seu testamento.

"Não tive grandes frustrações. Nem a Copa do Mundo. A gente não ter sido escolhido como sede foi uma vitória enorme. Eu queria a Copa? Sim. O Morumbi era, por natureza, a melhor casa para receber os jogos. Agora, essa indicação teria de ser feita pelo município, que era o [prefeito Gilberto] Kassab, e pelo governo do Estado, que era o [governador José Serra]. O Ricardo Teixeira [então presidente da CBF] queria fazer um estádio em São Paulo. Tanto que o discurso era: “A Copa é particular, não terá governo”.

Ele sabia o que estava fazendo, essa falácia. Ele não queria interferência do governo, como não quis nunca receber nada na CBF do governo porque atrás de verbas governamentais, sobretudo do âmbito federal, vêm o Tribunal de Contas da União. Mas ele queria fazer isso aí [estádio] e havia um grande obstáculo chamado Juvenal Juvêncio. Ele aproveitou e nos tirou da Copa. Em determinado instante, eu havia feito um discurso de receber a Copa no Morumbi, mas eu não tinha apoio. De tal sorte que eu dizia ao presidente Lula: “Eu estou só em São Paulo. Eu vou morrer.

2ae7 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

Nem o prefeito e nem o governador me apoiam. Mas o mais grave é que eles não dizem que não apoiam. Eles dizem que apoiam”. O Kassab, são-paulino, me abandonou. O Serra dizia: “Vamos fazer a Copa no Morumbi, mas eu quero que você saiba que o correto é que fosse no Parque Antarctica [do Palmeiras]“. Então, eu tive uma grande vitória quando o Ricardo Teixeira disse “O Morumbi está fora da Copa”. A aqueles que dizem: “Perdeu a Copa”. Eu não perdi, eu ganhei."

Juvenal vai além.

Garante que os clubes que se meteram com a Copa vão sofrer.

Não terão como pagar pelas arenas.

"Aqueles que estão na Copa estão arrependidos. Esses clubes que participaram disso não vão pagar essa conta. Eu sei quanto o futebol rende no fim do mês. O futebol está liquidado. O futebol paga o que não pode pagar. Eu pago a metade do que os clubes do Rio de Janeiro pagam. Mesmo assim está errado. O futebol, assim, vai quebrar. Está quebrando na Itália. Tem 36 clubes na Espanha em concordata. Se você souber quanto é a prestação [do estádio] e quanto um clube fecha por mês, não paga! O presidente Lula me dizia: “Juvenal, precisamos fazer algo pelo futebol. A nação respira isso. O trabalhador e o homem letrado gostam de futebol”. Ele foi um defensor desse processo. Mas ele está fora. Não adianta falar que os clubes não quebram porque quebram. Tem sempre uma sexta-feira na vida da gente."

Na verdade, há muito ressentimento.

O presidente do São Paulo fez sua tentativa.

Mas não convenceu nem os conselheiros do clube.

Será eterna a frustração da troca do Morumbi pelo Itaquerão.

Todos sabem que custará centenas de milhões de reais.

E que hoje o Morumbi poderia ser um estádio novíssimo.

Uma arena moderna, privilegiada, de mais de um bilhão de reais.

O que seria espetacular para o futuro do clube.

Só que faltou jogo de cintura, engolir o ego.

Isso Juvenal Juvêncio nunca faria.

Seu legado vai se restringir a Cotia.

Que ironicamente será alugada pela Seleção da Colômbia.

Enquanto CCT da Barra Funda à Seleção dos Estados Unidos.

Triste compensação para quem poderia ter um novo estádio.

4ae3 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

Na sua conta ficarão outras certezas.

A de ter comandado o São Paulo Futebol Clube como uma das suas fazendas.

Escolhendo jogadores e técnicos a seu bel prazer.

A montagem de elencos desequilibrados fica na sua conta.

Os títulos desperdiçados.

A perda de tempo com Adalberto Baptista, com Leco.

Se não fosse Carlos Miguel Aidar, não faria seu sucessor.

Por mais que queira, Juvenal não assinará seu testamento.

O balanço de seus anos de controle caberá aos torcedores, conselheiros.

E a maior frustração todos sabem, mas silenciam.

Fazer o Morumbi perder a Copa do Mundo para o Itaquerão.

Não tem perdão...

11 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

(Para deixar ainda mais clara sua obsessão pelo Corinthians.

Juvenal Juvêncio deu uma longo entrevista à ESPN.

E cita como um dos piores momentos de sua vida.

A goleada do São Paulo para o rival por 5 a 0 em 2011.

"Aquilo quase me matou", confessa...)
3ae10 Juvenal Juvêncio tenta, desesperado, escrever seu testamento. Disfarçar o indisfarçável. Entrará para a história do São Paulo como o homem que fez o Morumbi perder a Copa para o Itaquerão. E isso dói...

Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo…

1reproducao12 Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo...
“Ladrão, filho da puta, trio de gângster...

Vagabundo, vai ver na televisão, seu vagabundo,

“É por isso que na Libertadores nós ganhamos.

Porque essa gangue não entrou em campo."

Assim Alexandre Kalil mostrou sua ira.

O presidente do Atlético Mineiro invadiu o gramado do Mineirão.

Esperou a partida acabar e partiu para cima dos árbitros.

O Cruzeiro havia acabado de ser campeão mineiro com o 0 a 0.

Kalil buscava Fábio Ferreira.

O auxiliar que sabotou a arbitragem de Leandro Vuaden.

Eram 42 minutos do segundo tempo.

Quando a bola chegou em Jô.

Ele preparava para virar o corpo, chutar para o gol.

Dedé o derrubou.

O árbitro gaúcho já sinalizava, corria para marcar o pênalti.

Foi quando ouviu Fábio o chamando no ponto que carregava na orelha.

Ele olhou e o viu assinalando impedimento.

Vuaden seguiu a determinação do seu auxiliar sem pensar.

Só que o lance foi absolutamente legal.

O auxiliar errou e comprometeu a decisão do Mineiro.

Daí a revolta de Kalil.

Por falta de confiança nos árbitros mineiros, Vuaden foi chamado.

O gaúcho seria imparcial.

Só que teve um erro grave demais.

O Cruzeiro que não tinha nada a ver com isso comemorou o 0 a 0.

Foi o terceiro jogo sem gols entre os grandes rivais.

Mas como a vantagem era azul, mais um título.

"Quero apenas registrar indignação por mais um erro. Errar uma vez é normal, a segunda a gente aceita, mas três vezes... E é sempre contra o Vasco. Isso é ruim para todos. Não é choro de perdedor, não é chororô de presidente. É indignação por mais uma vez o campeonato ser decidido assim. A gente quer um futebol sério. Não pode ser só contra o Vasco."

Esse desabafo foi de Roberto Dinamite.

O presidente vascaíno deixou o Maracanã ameaçando.

Avisando que seu clube pode não disputar o Carioca de 2015.

A raiva se justificava.

Outra vez no clássico contra o Flamengo.

No primeiro turno, a arbitragem não viu a bola passar a risca.

Não confirmou o gol de Douglas na cobrança de falta.

Lance claríssimo.

Mas o pior estava reservado para hoje.

O Vasco vencia a partida por 1 a 0.

Eram 45 minutos do segundo tempo.

A torcida vascaína já começava a gritar campeão.

Quando houve um escanteio.

Wallace cabeceou na trave e...

Márcio Araújo empurrou para as redes.

1 a 1, empate que dava o título ao Flamengo.

Marcelo de Lima Henrique confirmou o gol impedido.

Exatos 69 centímetros...

Isso fora o erro gravíssimo no Pacaembu.

O impedimento de Cícero no lance que Raphael Claus não viu.

E foi marcado o pênalti que o próprio Cícero converteu.

O Ituano se superou e conseguiu levar o jogo para os pênaltis.

E acabou campeão paulista.

Mas esses equívocos são inadmissíveis.

Nas decisões do Paulista, Carioca e Mineiro.

Algo de muito sério precisa acontecer no comando da arbitragem no Brasil.

Cursos, intercâmbio internacional, profissionalização.

Qualquer coisa, mas assim não há como continuar.

Dos três prejudicados, só o Ituano sobreviveu.

Os jogadores e torcedores do Flamengo e do Cruzeiro comemoram.

Mas sabem que foram muito ajudados na conquista do título.

A atleticanos e vascaínos sobraram duas saídas.

Xingar e fazer ameaças vazias.

Na história ficará registrado.

Mais uma taça na história de flamenguistas e cruzeirenses.

Foi um domingo trágico para o futebol brasileiro.

A justiça não pôde prevalecer no Rio e em Minas.

Como constatou o infeliz Felipe, goleiro do Flamengo.

"Roubado é mais gostoso..."
1 Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo...

Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré-temporada não há milagres…

1gazeta6 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...
O Ituano é campeão paulista de 2014!

Desbancou o Santos em pleno Pacaembu lotado.

Perdeu o jogo por 1 a 0.

Mas venceu nos pênaltis por 7 a 6.

Conquista justa de quem foi melhor na primeira partida.

Hoje, por 45 minutos, teve medo.

E tomou o gol santista.

Mas no segundo tempo, se impôs.

Encurralou o time de Oswaldo de Oliveira.

Foi a terceira vez que uma equipe interiorana é campeã.

Mesmo com os grandes participando.

Primeiro foi a Inter de Limeira, depois o Bragantino.

E hoje o time de Itu.

Muito bem preparado por Doriva, o treinador revelação da temporada.

O resultado deixa claro o que Marco Polo del Nero não quer enxergar.

Os grandes não conseguem mais vir das férias e disputar o Estadual.

É preciso a pré-temporada.

O Ituano tem dois meses de preparação física a mais que o Santos.

Treina para o campeonato desde outubro de 2013.

Mas não é problema dele.

O time jogou muito bem esse Paulista.

E merece, com todas as honras, o título.

Sofrerá um desmanche a partir de amanhã.

Até o dia 20, vários jogadores ficarão sem vínculo.

Alemão, Dick, Jose, Marcinho, Rafael Silva, Anderson Salles e Paulinho.

Os time foi montado para disputar esse Paulista.

E só.

Assim funciona o calendário para os times pequenos.

Cabe aos dirigente dos clubes grandes tomarem vergonha.

Deixarem de ser covardes e enfrentar a FPF.

O que aconteceu hoje tem tudo para se repetir com mais frequência.

Sem pré-temporada, os grande se apequenam.

E passam vexames que entrarão para a história.

Oswaldo de Oliveira sabia.

O Santos precisava vencer o jogo.

Mas foi sábio.

Não colocou mais um atacante como Doriva sonhava.

Pelo contrário.

Tirou Gabriel e colocou o volante Alysson.

Acertou porque preencheu o meio de campo.

Justamente o setor onde o time interiorano se impôs.

Seria mesmo suicídio se Oswaldo escancarasse seu time.

A presença de um volante de verdade no Santos foi fundamental.

Liberou os laterais Cicinho e Mena.

Além aliviar Arouca e transformou Cícero em meia.

Tivesse Leandro Damião custado menos...

O treinador santista faria o serviço completo.

O trocaria pelo ágil Rildo.

Mas mexer com um atleta de R$ 42 milhões é quase impossível.

Mesmo atuando estático, lento, atrapalhando os ataques.

Oswaldo tentou minimizar a situação.

Decidiu que faria o Santos lutar pelo título como time grande.

Sua estratégia foi preparar uma blitz.

Marcar o Ituano ainda na saída de bola.

Doriva, sem querer, foi seu cúmplice.

Viu o teipe da eliminação do Penapolense, mas cedeu à tentação.

Recuou demais a equipe.

A ideia era atrair o Santos para os contragolpes.

Mas seus atletas mostravam estar desequilibrados emocionalmente.

3gazeta1 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...

Reclamavam de tudo, queriam catimbar a partida desde o primeiro minuto.

Discutiam com o árbitro, com os santistas, com os gandulas, com os mascotes.

E o time acabou abrindo mão de jogar.

Nada de ótimo toque de bola do seu meio de campo.

Nem a velocidade dos seus atacantes.

Todos atuavam atrás da linha da bola.

"Marcação e irritação", deveria ser o lema do time de Itu.

A retranca e as faltas foram encorajando o Santos.

No primeiro tempo teve todo o domínio da partida.

Thiago Ribeiro estava lento, mal.

Dando a impressão que estava contundido.

Geuvânio estava um pouco mais calmo do que no domingo passado.

E com Cícero e Arouca mais próximos dele, acelerava o ritmo.

O ímpeto santista, no entanto, se mostrava improdutivo.

Os torcedores que desta vez encheram o Pacaembu se impacientavam.

O 0 a 0, que não interessava, perdurava.

Até que um lance ilegal salvou o Santos.

Raphael Claus errou.

Cícero estava impedido quando correu em direção a uma furada de Leandro Damião.

Alemão se apavorou e deu um carrinho que tocou na bola.

Mas acabou tocando no jogador santista que estava de costas para o gol.

Pênalti aos 46 minutos...

Cícero mostrou muita personalidade.

Justo ele que havia perdido uma cobrança na semana passada.

Pegou a bola e bateu com convicção no canto direito de Vagner.

1 a 0, Santos.

O lance deveria ter um peso enorme.

O time de Itu perdia a vantagem nos descontos do primeiro tempo.

Por outro lado, deveria trazer ainda mais confiança aos santistas.

Só que não foi nada disso.

Doriva consertou seu erro no primeiro tempo.

Liberou sua boa equipe para jogar.

Esquerdinha deixou de ser volante.

Jackson foi liberado para deixar a intermediária.

Cristian encostou em Rafael Lima.

Dener pôde passar a linha do meio de campo.

E o Ituano cresceu.

Passava a ele tocar a bola e encurralar o Santos.

Oswaldo já não exigia o ritmo alucinante do primeiro tempo.

Muito pelo contrário.

Ele queria sua equipe mais consciente.

Tudo estava igual.

Havia tirado a vantagem do primeiro jogo.

Havia dois grandes problemas ofensivos no Ituano.

Rafael Lima outra vez precipitado, atrapalhava o time.

E Cristian estava cansado.

Doriva demorou, mas acordou.

Trocou os dois.

Colocou Jean Carlos e Marcelinho.

Oswaldo tirou Thiago Ribeiro que mal conseguia andar.

O velocista Rildo entrou muito bem no seu lugar.

Oswaldo mostrou coragem.

Aos 30 minutos fez o que era necessário.

Mas muitos treinadores não teriam firmeza.

Tirou Leandro Damião que teve outra atuação inútil.

Gabriel assumiu o lugar que deveria ser seu.

O Ituano continuava a dar as cartas.

Mas não concluía.

O Santos era muito mais agudo.

Geuvânio teve a chance de marcar 2 a 0.

Só que a bola caiu, caprichosa, no seu pé direito.

O que só usa para entrar no ônibus.

O chute foi péssimo, mascado, para fora.

Rildo também teve sua chance e a desperdiçou.

Oswaldo, precavido, tirou Geuvânio.

Alan Santos tinha a missão de ajudar a fechar o meio de campo.

Por incrível que possa parecer, o time grande aceitava o desafio.

Iria para os pênaltis.

Uma postura de risco.

Cicinho foi expulso aos 46 minutos por uma pancada forte em Anderson Salles.

Falta infantil, na defesa do Ituano.

O Santos perdia um cobrador.

Não houve tempo para o time interiorano aproveitar a vantagem numérica.

A partida terminou em 1 a 0.

Viriam os pênaltis...

Os times estavam muito bem treinados.

Aranha defendeu a cobrança de Anderson Salles.

Rildo acertou a trave.

E o ótimo Vagner defendeu a cobrança de Neto.

7 a 6, Ituano.

Com toda a justiça, campeão paulista de 2014.

Desbancou a melhor campanha santista.

Dominou as finais.

Mas que a falta de pré-temporada pesa para os grandes.

Não há como negar...
2gazeta4 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...

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