O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento…

1ae22 O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento...
O Palmeiras sofreu a quarta derrota consecutiva. Outra vez mostrou futebol fraquíssimo. Perdeu para o Coritiba por 2 a 0. Escapou de uma goleada graças a Fernando Prass. O time de Dorival Júnior despenca na tabela. Já é o 16º colocado no Brasileiro. Está em situação desesperadora na luta para tentar se salvar do rebaixamento. Nas quatro últimas partidas, os palmeirenses tomaram oito gols e não conseguiram marcar sequer um.

"O nosso time não consegue marcar gol. Isso vai dando confiança aos adversários. Temos de mudar, melhorar enquanto ainda há tempo. A situação está muito complicada", admitia Fernando Prass.

Além de perder o jogo, Dorival cometeu um pecado mortal. Colocou Valdivia em campo sem a menor condição de jogar. Ele não estava recuperado de seu estiramento na coxa esquerda. Contusão que sofreu por atuar pela Seleção Chilena. Ficou sem atuar contra São Paulo e Sport Recife. Tardiamente, a direção do clube reconhecia que foi um grande erro o liberar para os amistosos de seu país. Sem ao menos tentar segurá-lo.

O treinador palmeirense sabia que não havia o que fazer. Sem Valdivia, sua fraca equipe perde seu melhor jogador. O único capaz de fazer algo diferente. Com capacidade técnica de articular o time do meio para a frente. As dores que o jogador sentia eram imensas. A delegação chegou a viajar sem ele. Valdivia ficou fazendo tratamento intensivo. E viajou para o Paraná na véspera do jogo.

Estava claro ainda no aquecimento que o meia continuava mal. Se poupava. Quando o jogo começou, suportou apenas 15 minutos. O técnico Marquinhos Santos fez questão de mandar seus jogadores dividirem forte com o chileno. Fazerem faltas duras, testar a musculatura do jogador. Foi o que bastou. Logo ele estava andando em campo, evitando divididas. Desistindo de tentar dribles, infiltrações. Nada. Virou um triste fantasma no gramado.

Era como se o Palmeiras tivesse dez jogadores. Nove atletas ruins, limitados na linha. E um goleiro muito bom. Esse era o lado paulista. Do paranaense, Alex fazia a sua antepenúltima partida da carreira. Se movimentava com dificuldade. Também joga com fortes dores. Mas estava muito melhor do que o chileno. Aos 37 anos, está no fim da caminhada como atleta. Sofria do mesmo mal de Valdivia, mal acompanhado demais. O time do Coritiba é péssimo.

Mas empurrado por sua torcida, que lotou o Couto Pereira, o time da casa sempre esteve mais próximo da vitória. No primeiro tempo foi só correria. Seu principal destaque ofensivo era Zé Love. Incapaz de fazer uma tabela, dominar uma bola, ele tinha a oferecer apenas vontade e nenhum talento.

Os primeiros 45 minutos foram torturantes para quem assistiu à partida. Os dois treinadores congestionaram o meio de campo e ainda prenderam seus laterais. Mesmo o Coritiba que atuava com três zagueiros, se protegia. Tinha medo de sofrer um gol e desmanchar. Mas não havia esse risco. Com Valdivia como um zumbi, a esperança era Wesley no meio de campo. Só que ele vive a pior fase de sua carreira. Inseguro, sem saber o que fazer em campo. Dorival mantê-lo na equipe é um sinal de puro desespero.

Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil…

1reuters1 Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...
O País de dobra novamente ao talento, à competência, à organização. O Cruzeiro é de novo campeão brasileiro. Repetiu 2013 e pela primeira vez na sua história conquistou dois títulos seguidos. Foi a conquista da visão tática e do planejamento de Marcelo Oliveira. Fez sua festa hoje, na sua casa, diante de seus torcedores. Com duas rodadas antes do final do torneio.

Venceu o esforçado Goiás e o ridículo gramado do Mineirão por 2 a 1. Gols dos seus jogadores mais talentosos: Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. Neste 2014 tão sofrido depois do vexame na Copa, o Cruzeiro orgulha o Brasil.

A conquista do bicampeonato, ou tetracampeonato brasileiro como lembram os torcedores, premia o time que melhor aplica os ensinamentos da Copa do Mundo. Marcelo Oliveira já havia mostrado no ano passado o resultado da compactação, do atacar e recompor em conjunto. Do toque de bola eficiente. De laterais que não têm medo de atuar como pontas. Time de intensa movimentação e, sem a covardia tática de muitos. Atuando da mesma maneira dentro ou fora de casa.

O maior inimigo do time nesta temporada foi o cansaço. Apesar de reforços interessantes como Dedé, Manoel, Marquinhos. Fora Neilton que nem conseguiu jogar. O desgaste neste final de ano foi inevitável. A sede por conquistas teve como grande inimiga o estúpido calendário brasileiro, que sacrifica os clubes mais fortes. Os envolvidos em mais competições, como por exemplo, a Libertadores.

Aliás, o único pecado do ano foi cometido na Libertadores. O time pagou caro por optar não saber atuar como pequeno fora do Brasil. Tinha vergonha de se defender. E acabou vendo o sonhado título escapar. Ficou a lição fundamental para 2015.

1reproducao25 Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...

No restante do ano, o time conseguiu ser perfeito. Venceu o Mineiro, no duelo contra o eterno rival Atlético. Conseguiu suportar a tensão de ser a melhor equipe do país. O time a ser batido. Mas comprou os duelos, colecionando vitórias, somando pontos. Administrando inclusive reservas importantes como Dagoberto, Júlio Baptista, Nilton, Manoel.

Marcelo Oliveira fez o time jogar por dois anos seguidos da mesma forma. Buscando a vitória fosse qual fosse o adversário. Ele pôde escolher e colocar os atletas certos onde desejas. Conseguiu fazer de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart os grandes condutores do time. Do meio para a frente, sem posição fixa. Os dois meias flutuando, aparecendo para concluir a gol de todas as maneiras. Com chutes fortes, cabeçadas.

Willian o velocista para os contragolpes. Sempre presente nas jogadas agudas, nas triangulações importantíssimas pelas beiradas do campo. Marcelo Moreno misturando gols e atuando de costas para o gol, como um pivô de futebol de salão. Ajeitando com carinho a bola para quem vinha de trás. Marquinhos também ganhou espaço em momento fundamental no Brasileiro. Juntou técnica, habilidade e agilidade. Quando o ataque fraquejava, ele deixava os marcadores ensandecidos.

1futurapress Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...

Vale destacar também os volantes versáteis, modernos. e com pulmões incríveis como Henrique e Lucas Silva. Prontos para desarmes como para marcar gols. Davam a sustentação para os meias atacarem como também cobriam os laterais/alas/pontas.

Fábio mostrou porque ser um grande injustiçado na Seleção Brasileira. Há anos é um dos melhores goleiros do país. Em 2014 fez defesas fantásticas que salvaram o time. Principalmente nesta reta final do Brasileiro, quando a equipe já estava cansada demais. Não terá o prazer de disputar uma Copa do Mundo por ser muito tímido e religioso fervoroso demais para os treinadores do Brasil. Infelizmente, as coisas são assim.

Maike e Ceará pela direita; Egídio e Samúdio pela esquerda foram importantes para o time. Principalmente Maike e Egídio que atuavam como pontas antigos quando o Cruzeiro tinha a posse de bola. Não é por acaso que o Cruzeiro conquistou o título tendo chegado a 64 gols em 36 partidas. Sempre foi uma equipe voltada para o ataque. Fruto de treinamento intensivo, visão de jogo e coragem de Marcelo Oliveira.

2futurapress Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...

No meio de tanta festa e sonhos para 2015, há a necessidade de a direção do clube e mesmo o treinador repensar os zagueiros de área. Dedé, Bruno Rodrigo, Léo e Manoel foram o ponto fraco do time. Conseguiram não atrapalhar a ponto de tirar o título do Cruzeiro. Mas falharam demais durante a competição. Lentos, sem recuperação, tempo de bola. Ficaram bem abaixo do restante da equipe. Se o Cruzeiro quer sonhar com Libertadores e Mundial no próximo ano precisa buscar mais dois zagueiros com maior talento. Negociar Léo, Bruno Rodrigo e até Manoel.

Na partida de hoje, o time sofreu. Mesmo com os torcedores lotando o Mineirão, o Goiás conseguiu tirar proveito da afobação, da vontade exagerada de ser campeão. Criou inúmeras chances até para vencer o jogo. Mas parou no talento de Fábio. Mesmo muito bem marcados, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro conseguiram marcar de cabeça os dois gols cruzeirenses. Samuel havia se aproveitado de falha inaceitável da zaga para marcar o gol do Goiás.

Foram 23 vitórias, oito empates e seis derrotas. Aproveitamento de 70,4%. Legítimo bicampeão, ou tetracampeão, como querem os torcedores. E com menos dinheiro investido que, por exemplo, São Paulo e Santos. Mas muito maior competência.

As conquistas do estadual e, agora, do Brasileiro darão toda a força para quarta-feira. O time irá lutar para tentar a Tríplice Coroa. Reverter a vantagem do maior rival, o Atlético Mineiro, que venceu a primeira partida da decisão da Copa do Brasil por 2 a 0. Se conseguir, terá o privilégio de obter a sonhada Tríplice Coroa, depois de 11 anos.

Quem ainda tem coragem de duvidar do Cruzeiro Esporte Clube, tetracampeão desse país chamado Brasil?
1gazeta4 Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...

Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal…

1vipcomm1 Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...
Bastaram seis linhas. E um segredo de pelo menos três anos desmoronou. A 19 dias do final de sua carreira, caso o São Paulo chegue à final da Sul-Americana. O mundo soube que Rogério Ceni tem um filho, Henrique, nascido em uma relação extraconjugal.

A revelação da colunista social Sonia Racy mudou a rotina modorrenta do sábado. Foi dada de uma maneira tímida, como se a jornalista estivesse com medo do que iria divulgar. Também não era para menos, atingia o maior ídolo da história do São Paulo. Exemplo de integridade, dedicação, profissionalismo, amor a um clube.

"Não são apenas as longas viagens e as concentrações que tomam as horas do goleiro Rogério Ceni. Em São Paulo, ele tem dedicado todo o tempo aos filhos Clara, Beatriz e Henrique. O menino fruto de um relacionamento extraconjugal, deve entrar em campo com o pai, em algum jogo, antes de ele encerrar a carreira."

A reação de Rogério Ceni foi imediata. E digna. Ele assumiu publicamente o filho. No seu site pessoal, não deixou dúvidas. Em um comunicado, falava pela primeira vez em Henrique. Seu filho fora do casamento.

"Há cerca de dois anos tive a terceira grande felicidade de minha vida, nascia Henrique, meu terceiro filho.
Desde o momento em que soube que seria Pai, até o ultimo dia de minha vida, dei e darei a ele todo carinho e acima de tudo o amor que todo Pai orgulhoso tem pelos seus filhos, o mesmo amor que sinto e dedico as minhas princesas Beatriz e Clara. O que pode soar como surpresa para quase todos é uma realidade para mim e para as pessoas próximas envolvidas. E é por todas elas e, em especial as crianças, que gostaria de pedir a compreensão e a sensibilidade de todos nesse momento."

Rogério evitou um desgaste desnecessário. Resolveu a questão. Caminhou na via inversa, por exemplo, de Pelé. O maior jogador de futebol de todos os tempos só reconheceu a filha Sandra por ordem da justiça. Depois de um processo desgastante de cinco anos. Mesmo depois do exame de DNA não deixar dúvidas, ele não quis o menor contato com Sandra. Quando ela morreu de câncer, aos 42 anos, ele apenas enviou uma coroa de flores, que foi rejeitada pela família.

1reproducaoterceirotempo Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...

Pelé só encontrou Octávio e Gabriel uma vez na vida. Em um aeroporto. A foto acima mostra um avô dando a mão de maneira formal aos netos. Mantendo toda a distância possível. Os garotos pediram autógrafo como se fosse um ídolo desconhecido que não tivesse o mesmo sangue dos dois. O pai dos garotos entrou com um processo na justiça. Pelé ficou obrigado a pagar uma pensão aos meninos. Cada um deles recebe R$ 4.746,00. A situação é pública e constrangedora. Ainda mais porque o patrimônio do ex-jogador de 74 anos ultrapassa os R$ 80 milhões.

1ae19 Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...

Outra notícia no Morumbi, fora do futebol, chocou os fãs de Kaká. O final do seu casamento de oito anos com Carol Celico. O melhor do mundo em 2007 fez questão de divulgar aos jovens detalhes da relação. Principalmente do fato de estar casando virgem, assim como sua mulher. Parecia um conto de fadas. Assim como a vida de Rogério Ceni, traçada pela retidão de caráter. Um símbolo de dedicação que parecia inacreditável, insuperável.

O filho que todos desconheciam do goleiro e o final de conto de fadas do são paulino convergem para o mesmo lugar. Mostram ao mundo que ambos não são entidades divinas. Pelo contrário. Os humanizam. São e merecem ser ídolos como jogadores de futebol. Mas são de carne e osso como cada um de nós.

Neste mundo midiático, da Internet, das notícias globalizadas e instantâneas, ambos vão lutar por sua privacidade. Ainda mais Rogério Ceni. A revelação de Henrique envolve assuntos delicadíssimos. Como seu casamento. As filhas gêmeas Beatriz e Clara, com quem se acostumou a subir para o gramado as carregando nos braços. Desde que eram bebês. Agora têm nove anos. A revelação de um irmão desconhecido para as meninas é uma situação que exige muita sabedoria por partes dos pais.

Rogério Ceni começará a ligar com um tipo de imprensa que ele não está acostumado. A das colunistas sociais, as revistas de fofocas. Isso é inevitável. Porque é um dos jogadores mais importantes do Brasil. Ao contrário do que acontece com a imprensa esportiva, onde os 24 anos de carreira lhe ensinaram a lidar, o mundo do paparazzi e das fofocas costuma ser cruel. Até levando em conta a curiosidade alheia.

Como nos Estados Unidos, revistas brasileiras compram fotos de filhos de celebridade. Quanto mais proibidas, maior o valor. As fotos de Kaká em uma viagem que fez sozinho a Fernando de Noronha foram disputadas a tapas.

Tomara que a informação de Sonia Racy seja inteiramente comprovada. Que Rogério Ceni assuma o filho até então desconhecido publicamente. E o carregue nos braços em uma das suas últimas partidas que disputará na vida. Em meio a esta situação complicada, será a melhor saída. Assumir Henrique para milhões de telespectadores e milhares de torcedores. Assim mataria na raiz a busca de paparazzi por uma imagem do menino. Melhor ainda se Beatriz e Clara estiverem juntas. Seria uma demonstração de união, de família.

2ae11 Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...

A partir daí, a questão envolveria apenas adultos. E não seria problema de ninguém como tudo irá se resolver. Por mais que fotógrafos também busquem a imagem da mãe de Henrique. O melhor exemplo dessa situação resolvida aconteceu com Ronaldinho Gaúcho. Ele teve o filho João com a ex-bailarina do Faustão, Vanessa Tasquetto. Assumiu o menino, não se casou com Vanessa. Mas houve um acordo e tanto a mãe como o garoto vivem bem e longe da imprensa.

Neymar fez a mesma coisa com David Lucca. Ele tem ótimo relacionamento com o menino. E com Carol Dantas, mãe do garoto. Tudo de forma aberta, tranquila, civilizada. Sem espaço para escândalos.

Ronaldo se submeteu a um exame de DNA. E nele ficou comprovado que Alexander era seu quarto filho. Fruto de um relacionamento com Michele Umezu, no Japão. Sem dramas, o menino passou a conviver com a família do ex-jogador desde 2010.

Rogério Ceni, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Pelé são ídolos. Qualquer notícia relacionada a eles desperta o interesse de milhões de fãs. Não ter direito a uma vida pessoal reservada é o preço da fama. O risco por optar por uma profissão que rende milhões, mas atrai tanto interesse nas atitudes não apenas dentro do gramado.

Só que todos os jogadores são homens normais. Com direito a erros e acertos nas suas trajetórias fora do futebol. E são motivo de comentários, críticas, elogios.

O que todos têm a obrigação de fazer é preservar as crianças envolvidas nesta situação. Rogério Ceni deu um passo importante nessa direção. Assumir o menino depois que a sua existência foi revelada. O ideal teria sido antes, pelas mãos do próprio jogador. Mas ele não quis. Era um direito dele.

O maior ídolo da história do São Paulo é de carne e osso. Não é infalível. Nem como jogador. E muito menos como ser humano. É isso que choca, que provocou os milhares de comentários nas redes sociais. A partir de agora, com tudo tornado público, o problema é do cidadão Rogério Mücke Ceni. Ele e seus familiares que busquem a melhor solução. E que Henrique, Beatriz e Clara sejam preservados...
1instagram2 Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...

Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência…

1reproducao24 1024x576 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...
O destino foi irônico com Alex. A três partidas do fim de seu caminho como jogador de futebol. O meia estará amanhã defendendo o clube que ama contra o time responsável pela sua carreira vitoriosa. Uma vitória de um dos lados significará grande passo para a sobrevivência na Série A. O derrotado ficará à beira da Segunda Divisão. O meia de 37 anos não está dividido, como se poderia supor.

"As condições que eu ganhei no futebol, até na minha vida pessoal, o Palmeiras tem uma importância vital. Foram quatro anos de muita entrega, de carinho reciproco, mas hoje visto a camisa do Coritiba. E precisamos da vitória."

Alex não quer ter como último ato de sua vida como jogador o rebaixamento do time que tem mais prazer em vestir. Mesmo sendo completamente contra o atual presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Vilson é o maior representante de clube no Brasil ao lado da cúpula da CBF. Assim como o grande inimigo declarado do movimento Bom Senso. Evitando sabotar o clima no clube, Alex se calou sobre as reivindicações que acredita ser justa para jogadores no Brasil. Quer retomá-las quando encerrar a carreira.

Mas fora as diferenças como ele e Vilson enxergam o futebol, há uma mágoa enorme em relação ao dirigente. "Ele não cumpriu 80% das promessas que me fez para voltar ao Coritiba." Alex ser refere a montagem de um time competitivo. Ter parceiros para ganhar o Campeonato Brasileiro, disputar a Libertadores. Não apenas jogar para tentar, de maneira desesperada, fugir do rebaixamento. Isso é muito pouco para uma carreira brilhante.

Ainda mais quando tinha propostas muito mais vantajosas financeiramente. As cúpulas de Cruzeiro e Palmeiras deixaram cheque em branco para o meia em 2012. Desde que não fosse absurdo, o que ele pedisse seria aceito. Alex não quis nem iniciar as negociações. Virou as costas para o clube no qual ganhou a Tríplice Coroa.

1gazeta3 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

Pior foi o Palmeiras. Até hoje ele é um dos maiores ídolos que passou na história moderna no clube. Campeão da Libertadores. Autor de gols históricos. Chegou menino ainda. Mas cheio de personalidade, sonhos. Comprado do Coritiba com a chuva de dólares que não parava de jorrar da Parmalat. Deveria ser apenas uma ponte de uma temporada. E logo deveria desembarcar no Parma.

Só que Alex não tinha passaporte europeu. Era um estrangeiro. Não comunitário. E o Parma nos anos 2000 não tinha lugar para essa jovem promessa brasileira. O comprou para que no futuro, se interessasse, atuasse por lá. Melhor para a sua filial, o Palmeiras. Foram quatro anos de desfrute. E intensa ligação com os torcedores.

Quando uma investigação policial na Itália acabou com os investimentos da Parmalat no futebol, o dinheiro dos italianos deixou de vir ao Palmeiras. Mas Alex estava ligado ao Parma. Foi um dos jogadores mais emprestados da história. Flamengo, Cruzeiro e mais três passagens pelo Palmeiras. Até que teve finalmente a chance de atuar pelo Parma.

Foram apenas cinco partidas amistosas. Dois gols. Foi dispensado. Seu estilo foi considerado lento para o intenso futebol italiano. Foi para o Cruzeiro. E depois, se exilar na Turquia. Teve momentos memoráveis em um futebol menor. Teve fases excepcionais, com propostas de grandes clubes europeus. Porém não era mais jogador Fenerbhace. Virou patrimônio nacional turco.

O jogador que retornou ao Coritiba em 2013 já era um atleta desgastado. Mas com fôlego e talento para disputar pelo menos uma temporada em alto nível. Principalmente levando em conta o fraco estágio do futebol brasileiro. O plano que Vilson Ribeiro de Andrade lhe apresentou era sensacional. Montar uma equipe para repetir a façanha de 1985. Vinte nove anos depois, conquistar o Brasileiro. Disputar a Libertadores de 2014.

Com um time apenas regular, Alex passou por várias desilusões. O time venceu o Paranaense de 2013. Mas na Copa do Brasil passou pelo vexame de ser eliminado pelo Nacional da Amazonas. Em pleno Couto Pereira. Com direito a Alex perder um pênalti, escorregando. Time fora logo na sua fase da competição.

2ae10 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

No Brasileiro, nada de título. Nem Libertadores. Apenas a 11ª colocação. A decadência física do meia era evidente. Assim como a equipe que Vilson colocava para representar o clube. Muito fraca.

Em 2014, tudo piorou. No estadual deste ano, eliminação na semifinal para o Maringá. Na Copa do Brasil, caiu diante do Flamengo, nas oitavas. Depois de vencer por 3 a 0 em casa, perdeu por 3 a 0 no Maracanã. E saiu da competição nos pênaltis.

No Brasileiro, mais sofrimento. O Coritiba está na zona do rebaixamento, 17º colocado. São 15 derrotas, 11 empates e apenas nove vitórias. Alex nunca passou temporada tão machucado. Estiramentos musculares. Dores nos tornozelos, joelhos. Sua inteligência com a bola nos pés e antevisão das jogadas continuam incríveis. Só que o corpo impede que coloque em prática o que pensa.

1coritiba Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

Já estava mal e tudo piorou contra o Flamengo. Ele tomou uma joelhada do zagueiro Chicão. E teve de sair de cadeiras de rodas do Maracanã, no jogo em que o Coritiba foi eliminado da Copa do Brasil. Ficou sem sentir a perna direita devido à força da pancada.

Neste final de Brasileiro, ele não tem saído da fisioterapia após os treinos. Mas chegou a hora do último esforço da sua carreira. A cruel contagem regressiva aponta três partidas. Palmeiras no Couto Pereira, Atlético Mineiro no Independência, e na última rodada, Bahia, de novo no Paraná. O cálculo é simples para evitar o rebaixamento. Conseguir seis pontos. A lógica aponta: vencer Palmeiras e Bahia. E o que vier contra o Atlético será lucro.

Alex sabe que será o centro das atenções amanhã. Não quer decepcionar de maneira alguma a torcida do Coritiba. Sua participação nestes jogos finais terá consequências políticas. Haverá eleições no Coritiba no dia 13 de dezembro. Vilson Ribeiro terá como principal adversário da oposição, Rogério Bacellar. Na chapa que tentará derrotar a situação há a presença de Daiane Mauad, mulher do meia. É possível que o jogador exerça um cargo no clube caso Bacellar vença. O meia se diz neutro. Mas qualquer homem casado sabe que não há neutralidade quando a esposa está envolvida. Além disso, a maneira do jogador enxergar futebol é exatamente contrária a de Vilson.

Ou seja, se Alex for fundamental amanhã e conseguir uma vitória, não estará ajudando apenas o Coritiba. Mas até a chapa de oposição, onde sua mulher fez questão de se inscrever. Ou seja, há enorme envolvimento do meia no jogo de amanhã. Ele sabe que precisa dar tudo o que ainda tiver como atleta para vencer. Sua ligação com o Palmeiras ficará em segundo plano. "O destino é um sujeito tinhoso e muito irônico", já dizia João Cabral de Melo Neto...
2reproducao8 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?

2ae9 1024x576 Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?
A cena seria maravilhosa. Afina sua carreira excepcional, com inúmeras conquistas, recordes incríveis e dedicação acima da dor, mereceria. Em um palco montado no gramado do Morumbi. Logo depois de levantar a taça de campeão da Copa Sul-Americana, garantir o seu amado São Paulo na Libertadores. Diante de 60 mil súditos, Rogério Ceni acabaria com o suspense. E anunciaria o fim da carreira.

Mas o departamento de marketing da Penalty resolveu mexer em um vespeiro. Resolveu divulgar um belo convite de lançamento de mais uma camisa do ídolo. Mas como garantir ampla, a maior cobertura dos veículos de comunicação? "Bombar a marca", como os publicitários adoram. Simples, garantir que na coletiva Rogério Ceni anunciaria o final de sua carreira. Em pleno meio-dia da próxima terça-feira. Estava garantida pelo horário a entrada dos principais noticiários da tevê. As manchetes dos sites na hora em que são mais acessados. E ainda as capas dos jornais do dia seguinte. Não só a camisa ganharia publicidade espontânea, mas a própria marca. Jogada de gênio.

Brilhante, deve ter acreditado a cúpula da empresa. O convite não seria distribuído aos jornalistas sem o consentimento da cúpula da Penalty. Jamais. Era algo significativo, importante. A empresa queria garantir a venda de milhares de camisas aos fãs do goleiro no mundo todo. O apelo comercial de Rogério Ceni, dizendo o seu adeus mostrando o seu uniforme de despedida para as câmeras, seria sensacional. Cada réplica sairá por mais de um terço do salário mínimo no Brasil: R$ 249,99.

E não haveria erro. A firmeza das palavras escritas no convite não deixavam dúvidas. Havia a convicção de que um dos grandes mistérios de 2014 estava desvendado. Estava morta a esperança de grande parte da torcida do São Paulo. Mesmo com o clube já garantido na Libertadores de 2015, Rogério Ceni vai se aposentar. Sair no auge. Vive seu melhor momento no gol do clube nos últimos cinco anos. Exatamente como queria.

Mas os marqueteiros da Penalty não sabiam com quem mexiam. Para quem tem uma carreira com a envergadura de Rogério Ceni seria mesmo ridículo, absurdo, estúpido anunciar dessa maneira o adeus. Não em um encontro entre alguns membros da diretoria, executivos da fabricante de material esportivo e algumas dezenas de jornalistas. Em um espaço improvisado na avenida Marquês de São Vicente 2.724, no Centro de Treinamento do São Paulo,na Barra Funda. Na véspera da partida que decidirá se o clube estará ou não na final da Copa Sul-Americana. Esperto, logo entendeu que vender sua camisa seria mais importante até que seu adeus.

1reproducao23 Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?

"Ninguém tem o direito de dizer dia, escolher data... não entendo da onde surgiu isso. Só me admira uma empresa que se diz desse tamanho soltar uma nota de alguém que não tem qualquer relação com ela", desabafou Ceni ainda na Colômbia, depois da derrota contra o Nacional de Medellin. O convite vazou antes do jogo. Desviou a atenção, a concentração do goleiro, do time no importantíssimo confronto.

Ele quis saber se alguém do clube havia passado a informação do final da sua carreira à Penalty. Houve várias trocas irritadas de telefonemas entre o presidente Carlos Miguel Aidar e o departamento de marketing do São Paulo. A raiva era a mesma dos dois lados da linha. Tudo partiu da empresa.

O repúdio do presidente do São Paulo já começou na roupa. Com um agasalho da Reebok, antigo patrocinador do clube, Aidar desabafou contra a fabricante.

"A Penalty foi infeliz, o Rogério ficou realmente indignado. Após essa falha, não sei se o Rogério ainda vai querer lançar essa camisa comemorativa", desabafou o dirigente. O evento estava acertado há mais de 40 dias. A empresa faz uma pré-venda dessa camisa desde o dia 8.

O departamento de marketing da fabricante de material esportivo percebeu onde se meteu. E, apressado, divulgou um comunicado oficial. E com direito a um erro de português inacreditável.

"A PENALTY esclarece que o convite distribuído à imprensa, para a apresentação da camisa do Rogério Ceni, não teve o intuito de oficializar a data de encerramento da carreira do ídolo são paulinho, uma vez que esta decisão e cominicação cabe única e exclusivamente ao próprio Rogério. Reforçamos nosso pedido de desculpas, ao São Paulo Futebol Clube e ao Rogério Ceni, pela falha de comunicação." Assim mesmo, Rogério foi descrito como ídolo 'são paulinho'.

O amadorismo da empresa não passou em vão. Carlos Miguel Aidar tem três propostas melhores de fábricas interessadas em confeccionar o uniforme do São Paulo: Adidas, Puma e da Under Armour. As propostas têm valores maiores do que a atual. Por contrato de três anos, a Puma ofereceu R$ 45 milhões. A Under Armour, R$ 47 milhões. Mas com quem o presidente gostaria de voltar a trabalhar é a Adidas. Que, por sinal, fez a maior proposta: R$ 50 milhões.

O contrato com a Penalty foi assinado por Juvenal Juvêncio. Ele termina no final de 2015. A confusão envolvendo a despedida de Rogério Ceni é a desculpa perfeita para o São Paulo tentar se livrar dele. E buscar um acordo mais lucrativo. A Adidas já havia sido a responsável pelos uniformes do clube na primeira passagem de Carlos Miguel como presidente. Vestiu o São Paulo entre 1985 e 1988. E, se dependesse do dirigente, haveria uma retomada já no próximo ano. Conselheiros defendem a rescisão unilateral com a Penalty alegando a confusão envolvendo a despedida do ídolo.

1ae18 Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?

O desconforto de Rogério Ceni com a situação criada pela Penalty continua. O evento não teria só a camisa 'de despedida' do goleiro. Seria mostrado também o uniforme que o São Paulo usaria no Campeonato Paulista de 2015. Aliás, uma data pessimamente escolhida. Tudo deveria ter acontecido antes, nunca na véspera da semifinal da Copa Sul-Americana.

Carlos Miguel Aidar foi presidente da OAB e sabe. O destrato de um contrato com uma grande empresa como a Penalty não é fácil. Pelo contrário, leva tempo. Ele já havia garantido que o evento da próxima terça-feira aconteceria. Ainda irritado, avalia as consequências em cancelá-lo. Deve se posicionar ainda hoje à tarde.

Mas de uma coisa o departamento de marketing da empresa pode ter certeza. Se eles queriam mídia espontânea para a Penalty conseguiram. Foi a fabricante de material mais citada nos últimos dias. Só como não imaginavam. Há campanha de são-paulinos, atenção, são-paulinos e não são paulinhos, para que o clube troque de fabricantes. Os fãs do goleiro estão revoltados.

Mas é Rogério Ceni que carrega a maior mágoa. O balanço mais importante dessa trapalhada foi a certeza de maneira oficial que sua carreira vai mesmo acabar. Mesmo não anunciando o fim, ou mesmo não comparecendo no evento, a Penalty acabou com o mistério. Matou a esperança da esticada final até a Libertadores de 2015. Há a certeza de que ele irá mesmo encerrar a carreira.

Foi e continua sendo uma situação bizarra. Digna de acontecer no Canindé, sob o comando do presidente Manoel da Lupa. O maior ídolo da história do São Paulo foi tratado sem o menor cuidado. Em nome de vender mais algumas camisas. O marketing no futebol brasileiro parou na Pré-História...
14 Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?

Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão. E até piedade do Sport. O coro de ‘time sem vergonha’ não foi por acaso…

1gazetapress5 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...
"Vergonha, time sem-vergonha. Vergonha, time sem-vergonha." Foi assim, com esse coro que misturava raiva e angústia, que grande parte das 35.939 se despediu do novo estádio do Palmeiras. A limitada equipe que Dorival Júnior tem nas mãos conseguiu uma façanha. Estragou a festa de inauguração perdendo para o Sport Recife por 2 a 0. Caprichou no vexame. Foi a terceira derrota consecutiva. Veio depois de fracassos contra o Atlético Mineiro no Pacaembu e São Paulo no Morumbi.

A diretoria conseguiu o dinheiro que queria. Foram exatos R$ 4.915.835,00. Mas o sentimento que o time despertou depois da derrota foi de tristeza. E piedade. Até os jogadores do Sport pediam que os torcedores não vaiassem e xingassem os palmeirenses como fizeram ontem. "Restam três partidas. A equipe precisa de seis pontos para não cair. A hora é de apoiar e esquecer as vaias, as críticas. E dar força", pedia Diego Souza.

"Eu estou feliz demais por ter marcado o primeiro gol nesta nova arena. Mas fiquei chateado com o que a torcida do Palmeiras fez com o time. Nesta hora difícil tem de ajudar. Tomara que eles escapem do rebaixamento", deixou escapar Ananias.

Mas o que levou o Palmeiras a passar por um dos maiores vexames da sua história? Voltar a jogar em seu novo estádio e belíssimo estádio de R$ 660 milhões. Isso depois de quatro longos anos. E no retorno, derrota para o Sport Recife que ameaça o clube de rebaixamento para a Segunda Divisão.

Aqui os sete pecados capitais que transformaram o orgulho do palmeirense por ter um dos mais bonitos estádios do país. A euforia virou raiva, angústia, vergonha.

1ap6 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...

1º)Medo de Dizer Não a Valdivia.

Paulo Nobre precisaria ter agido como presidente e não como um deslumbrado torcedor. Deveria ter cortado a história do seu retorno à Seleção Chilena na raiz. Não era segredo para ninguém no Palestra Itália que o treinador Jorge Sampaoli estava conversando com o meia. Queria que reconsiderasse sua aposentadoria do selecionado. E pediu que atuasse contra a Venezuela e Uruguai.

Valdivia aceitou imediatamente. Disse que havia anunciado o adeus da seleção do Chile pensando que iria atuar no futebol árabe. Mas a negociação fracassou. A hora de Paulo Nobre exercer o cargo era aquela. Ele sabia que o Palmeiras ainda seguia ameaçado pelo rebaixamento. E ainda havia a inauguração da nova arena. Apesar de ser data Fifa, os chilenos iriam fazer dois amistosos. Nobre tinha a obrigação de pedir, criar um caso internacional até, mas não deveria ter liberado o principal jogador do time.

"Sem ele, nós somos outra equipe", admitia, desanimado, Dorival, depois da derrota por 2 a 0 para o Sport. O bilionário Paulo Nobre tinha dito até que um jato estaria à disposição do meia para ele estar na inauguração da arena. Mas é incrível que o dirigente pague R$ 120 mil mensais para José Carlos Brunoro. Seu homem de confiança no futebol não o avisou que futebol é um esporte de contato. Valdivia tem uma história de contusões maior do que as que tiveram Pato e Renato Augusto juntos.

Ele sofreu uma lesão no abdômen contra a Venezuela. Não enfrentou o Uruguai. E ontem estava pateticamente em um camarote assistindo a derrota do Palmeiras contra os pernambucanos. Graças à convocação, ele não enfrentou o São Paulo. E há grandes chances de não atuar diante do Coritiba, jogo de vida e morte. Paulo Nobre e Brunoro foram tudo menos dirigente nesta situação.

"Ele está arrasado. Queria muito jogar contra o Sport", avisava Paulo Nobre, como se fosse assessor de imprensa do meia. E não o homem que deveria ter feito tudo para segurá-lo no Palmeiras. Se não tivesse jogado pelo Chile, não estaria contundido.
2gazetapress Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...
2º) O Clima de Euforia Com a Nova Arena.

As bobagens já começaram com a Adidas errando português na camisa comemorativa de estreia do estádio. A assessoria da empresa que comprou o nome do estádio, divulgou que o adversário de ontem seria o Atlético Mineiro. Esse era o espírito. Não importava contra quem, a festa seria palmeirense.

Os torcedores se encantaram com a beleza da nova arena. E com todo o clima de festa. As mensagens dos ex-jogadores, que formaram Palmeiras fantásticos. Como Leão e Ademir da Guia. O hino do clube foi tocado apenas com guitarra. A certeza de que o time venceria com facilidade o Sport foi um tiro no pé.

Quando a bola começou a rolar foi desesperador. Os torcedores queriam vibrar, exigiam a vitória. Só que faltou um detalhe importante. O Sport Recife é melhor do que o Palmeiras. Tocou a bola, deixou a euforia paulista passar e ganhou o jogo como quis. As vaias e palavrões dos torcedores foram o meio de protestarem. Acreditaram que saíram de casa para ver uma goleada do time do coração. Vivenciaram toda a angústia de uma derrota perigosa demais no campeonato.

1fotoarena2 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...

3º)O Aviso que Haverá Várias Dispensas Depois do Brasileiro.

Na luta pela reeleição, Paulo Nobre não teve o menor senso. Afirmou que mandará vários jogadores embora. Com o dinheiro da saída deles, contratará três bons reforços para o time. Essa seria uma tentativa de corrigir o estranho inchaço do elenco. Brunoro contratou 36 atletas em um ano e meio. E o Palmeiras tem um dos piores times não só do Brasileiro, como de sua história.

Além de ruim tecnicamente, o grupo palmeirense é muito inseguro. As palavras de Paulo Nobre refletiram. Não só os reservas estão se sentindo ameaçados. Vários titulares também não sabem o que serão de suas vidas ao final do Brasileiro. Sabiam que todos os holofotes estariam voltados para eles ontem, na estreia da arena. E travaram com o nervosismo e a falta de talento, marca registrada desse Palmeiras.

4º) A Ganância Financeira e Eleitoral de Inaugurar a Arena.

"Não. Não era mesmo o momento de inaugurar o novo estádio. Com o Palmeiras ameaçado do rebaixamento e tendo um adversário difícil, o Sport", admitia o jogador do Sport, Diego Souza. O clube já havia perdido a chance de estrear o novo estádio no dia em que completava 100 anos, no dia 26 de agosto. Por causa da briga entre Walter Torre e Paulo Nobre pelas cadeiras do estádio, a construtora não teve a pressa necessária. E o Palmeiras comemorou 100 anos fora de sua arena.

Mas há a eleição dia 29 de novembro. A primeira direta, feita pelos sócios no clube. Para Paulo Nobre, era algo essencial o estádio ser reinaugurado antes da eleição. O clube ganharia o dinheiro da arrecadação. E o presidente entusiasmaria os sócios indecisos, que não sabem em quem votar, cerca de 29%. Por isso tudo foi acelerado. Não há lógica alguma reestrear para apenas dois jogos. O de ontem e contra o Atlético Paranaense, na última rodada. Depois, férias. Não há cabimento.

1agestado Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...

5º)Dorival Júnior.

O treinador estava muito pressionado. Sem Valdivia, ele tinha pela frente um adversário com melhores valores individuais do que o Palmeiras. Além disso, menosprezou o trabalho de Eduardo Baptista, filho do também técnico Nelsinho Baptista.

O técnico sabia o quanto a diretoria precisava da vitória. E mesmo sem Valdivia montou um esquema aberto. Correu todo o risco. Tomou um nó tático histórico. Com duas linhas de quatro, jogando agrupadas, o Sport não deu chance para o dono da festa. Seria necessário um jogador talentoso como Valdivia para destruir esse esquema tático fechado.

Dorival teria de ser precavido. Não se deixar levar pela euforia da torcida, dos dirigentes com o novo estádio. Pagou o preço. Ousadia virou irresponsabilidade. O time frouxo que mal conseguia chegar na intermediária do Sport foi o retrato que ficará grudado na retina dos torcedores.

Não é por acaso que, mesmo com contrato até o final do Paulista de 2015, Dorival corre risco de não continuar. Abel Braga, Cuca e há até quem já defenda a contratação de Mano Menezes no Palmeiras.

1ae17 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...
6º)Diego Souza e Ananias Livres.

Os dois ex-jogadores atuaram livres. O meia pôde armar, segurar a bola, diminuir o ímpeto que o Palmeiras desejava impor na partida. Não foi incomodado em campo. Os volantes palmeirenses davam espaço. O tratavam quase com idolatria. Só faltou pegar autógrafo. O que deveriam ter feito após a brilhante partida. Dorival Júnior tem total participação nesse absurdo.

Ananias entrou no segundo tempo. Para ser a óbvia opção de desafogo do time pernambucano. O velocista na frente. Ele já até jogou no Palmeiras. Todos sabiam o que ele poderia ter fazer em campo. Mas teve marcação de irmão mais novo. Como se fosse pecado mortal, o derrubar. Com todo espaço e livre, entrou para a história da arena. Marcou o primeiro gol do novo estádio. Um minuto depois de ter entrado em campo. Em seguida, Diego Souza lançaria Patric para marcar 2 a 0.

7º)Wesley.

Desde que foi divulgada a sondagem do São Paulo, o jogador não consegue mais ter uma atuação aceitável. Ele está nervoso, inseguro, irritadiço. É um peso morto para o fraco time palmeirense. Os torcedores não o perdoam. Têm a certeza que ele irá embora em 2015. E o xingam a plenos pulmões, como ontem. O resultado é um futebol péssimo.

A tensão envolvendo o jogador contagia o grupo. Dorival outra vez deveria agir. Mas fica esperando a reação do volante, que não vem. Pelo contrário. Os torcedores não perdoam. Vaiar e xingar Wesley virou a diversão predileta de vários torcedores. Seria o menos indicado para estar em campo ontem. Em péssima fase, ele deveria ser afastado do time. Mas Dorival faz exatamente o contrário.

Com tantos pecados, o Palmeiras não poderia mesmo festejar. Pelo contrário. A reinauguração do seu estádio virou medo de novo rebaixamento. Motivo de piedade do Sport Recife. Os limitados jogadores de Dorival Júnior estavam animados quando posaram para a foto antes do jogo. Acreditavam que entrariam para a história do clube. Acertaram. Com direito ao coro inesquecível na nova arena.

"Vergonha, time sem vergonha. Vergonha, time sem vergonha..."
1agenciapalmeiras1 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...

O Cruzeiro exige R$ 1.000,00 de atleticanos para a final da Copa do Brasil. Por trás da vingança de Gilvan e do medo da festa do rival no Mineirão, há algo pior. A exploração do amor do brasileiro ao futebol…

1reproducaonacaocincoestrelas O Cruzeiro exige R$ 1.000,00 de atleticanos para a final da Copa do Brasil. Por trás da vingança de Gilvan e do medo da festa do rival no Mineirão, há algo pior. A exploração do amor do brasileiro ao futebol...
Os dirigentes brasileiros conseguiram. Atingiram a barreira dos R$ 1.000,00 para um jogo de futebol. O presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, resolveu se vingar. Do ódio que sente dos bandidos infiltrados nas próprias organizadas cruzeirenses, que o ameaçaram de morte quando contratou Marcelo Oliveira. E que impediram a comemoração do título brasileiro de 2013. Fazendo arrastões, elas forçaram a PM a proibir a festa.

Gilvan também pune o presidente Alexandre Kalil. De acordo com o cruzeirense, ele teria voltado atrás na sua promessa de aceitar torcida única nas finais da Copa do Brasil. Teria quebrado a sua palavra diante da Polícia Militar, oferecendo 10% dos ingressos no Independência. Depois, a PM liberou apenas 8%, 1.871 ingressos.

Como o Mineirão é muito maior do que o estádio onde o Atlético joga, o presidente cruzeirense enxergou uma jogada esperta de Kalil. Cedeu 1.871 ingressos para ter 5.817 ingressos, 10% no Mineirão. Gilvan recusou os ingressos no Independência. Mas ficou claro que haveria troco.

E ele veio pesado. O dirigente separou o setor roxo do Mineirão para a torcida atleticana. Mas apenas 2.736 ingressos, 4,5% das entradas para o jogo. E cobrando R$ 1.000,00 pelo ingresso. 40% desses torcedores poderão pagar meia, se comprovarem serem estudantes, e pagar R$ 500,00.

"Quando se leva 10%, 8% ou 5% do torcedor, você não leva a nata da sua torcida. De modo geral, vão aqueles que querem gerar confusão", resumiu, Gilvan Tavares.

O presidente do Cruzeiro prejulgou. Na sua visão, só organizadas terão coragem de ir em um jogo na casa do adversário, com um número reduzido de ingressos. E, como Gilvan generaliza, todos são bandidos, vândalos. Não são 'a nata' como ele se refere. Ele constrói o caminho perfeito para exigir o absurdo preço de R$ 1.000,00.

Irônico, Gilvan diz que cobrará esse preço também para os cruzeirenses que não forem sócios-torcedores. E desejarem sentar no setor roxo. Ele sabe que só se forem suicidas para serem minoria entre os rivais. Nem se apenas freiras atleticanas acompanharem a decisão haveria confusão. O presidente cruzeirense chega a ser cruel, lamentando que não haja tempo hábil para os atleticanos virarem sócios-torcedores do Cruzeiro, assim garantiriam desconto.

Independente de os prejudicados da partida na próxima semana serem atleticanos, o que acontece em Belo Horizonte é simbólico. Mostra o quanto o torcedor está nas mãos dos dirigentes. Na semana passada, Alexandre Kalil, não teve pena. E cobrou entre R$ 200,00 e R$ 700,00 pelos ingressos no Independência. O acanhado estádio não lotou. 18.578 atleticanos acompanharam o jogo de torcida única. Mas a arrecadação foi muito alta R$ 4.741.300,00.

2reproducao7 O Cruzeiro exige R$ 1.000,00 de atleticanos para a final da Copa do Brasil. Por trás da vingança de Gilvan e do medo da festa do rival no Mineirão, há algo pior. A exploração do amor do brasileiro ao futebol...

Para os cruzeirenses, os preços da decisão no Mineirão estão entre R$ 200,00 e R$ 700,00. Sócios-torcedores têm desconto de 30%. São altíssimos para a realidade brasileira.

O que chama a atenção em Minas Gerais é o silêncio da Promotoria da Justiça da Defesa do Consumidor. No ano passado, a diretoria do Flamengo quase foi presa, acusada de lesar seus torcedores. O motivo: o aumento considerado abusivo dos ingressos para a final da Copa do Brasil, contra o Atlético Paranaense. Na semifinal, contra o Goiás, os preços tinham ficado entre R$ 100,00 e R$ 280,00. Na decisão, pularam para R$ 250,00 e R$ 800,00. Depois de muita confusão e, omissão da CBF, o Flamengo venceu. Cobrou o que quis.

Mas nem esse trabalho, a diretoria cruzeirense terá. Não há na sociedade mineira até a agora a revolta pelo preço dos ingressos desta final. Mesmo na semifinal envolvendo Cruzeiro e Santos, os preços tinham ficado entre R$ 50  e R$ 200. A CBF, para variar, outra vez se cala. R$ 1.000,00 por um ingresso, quando o salário mínimo do brasileiro é de R$ 724. Cobrar entre R$ 200 e R$ 700, como fez o Atlético, já seria um abuso. Mas pelo menos teria um precedente. Foi o dinheiro exigido na primeira partida da final. Cobrar a mais é absurdo.

Além de toda essa vingança de Gilvan das organizadas e de Alexandre Kalil há o mais antigo dos sentimentos. O medo do vexame. Se o Cruzeiro não conseguir reverter o placar de 2 a 0 do Independência, o Atlético Mineiro será o campeão da primeira competição nacional decidida entre os rivais. E na casa cruzeirense. Se não houver atleticanos nas arquibancadas, a dor será menor. A festa dos jogadores de Levir Culpi se restringirá ao gramado.

1ap5 O Cruzeiro exige R$ 1.000,00 de atleticanos para a final da Copa do Brasil. Por trás da vingança de Gilvan e do medo da festa do rival no Mineirão, há algo pior. A exploração do amor do brasileiro ao futebol...

Kalil já percebeu o lance de xadrez de Gilvan Tavares. E não cometerá o erro previsto pelo cruzeirense. Não abrirá mão dos ingressos aos atleticanos. Ele tem a certeza que mesmo se forem em 4,5%, contra 95,5% de rivais, estarão no Mineirão. Tirando o dinheiro do leite dos filhos, da comida do dia seguinte. Mas darão seu apoio ao time do coração. Assim como muitos cruzeirenses não deveriam pagar tanto para ver a final. Mas vão pagar.

Com a conivência bandida das autoridades. E os braços cruzados da CBF, os dirigentes vão esfolando cada vez mais aquele que deveria ser seu maior patrimônio. Não são os atleticanos os sacrificados com R$ 1.000,00. Cobrar entre R$ 200,00 e R$ 700,00 dos seus próprios torcedores é inaceitável. Principalmente em um país do Terceiro Mundo, com tanta desigualdade social. E o futebol deveria ser o esporte mais popular.

A final da Champion League entre Atlético de Madri e Real Madrid, disputada em Lisboa, em maio, tinha preços similares. As entradas ficaram entre R$ 217,00 e R$ 1.200,00.

Se dentro do campo, Minas Gerais dá um exemplo de organização e talento. Domina com justiça o futebol brasileiro. Fora dele é motivo de vergonha. A exploração no preço dos ingressos da final da Copa do Brasil ficará na história. A primeira a atingir a barreira dos R$ 1.000,00...
4reproducao3 O Cruzeiro exige R$ 1.000,00 de atleticanos para a final da Copa do Brasil. Por trás da vingança de Gilvan e do medo da festa do rival no Mineirão, há algo pior. A exploração do amor do brasileiro ao futebol...

O Brasil conseguiu sua vitória mais difícil desde que Dunga voltou. 2 a 1 contra a Áustria. Foi um teste de verdade. Acabou a infantil crise pela faixa de capitão. E ainda descobriu Roberto Firmino…

1reuters O Brasil conseguiu sua vitória mais difícil desde que Dunga voltou. 2 a 1 contra a Áustria. Foi um teste de verdade. Acabou a infantil crise pela faixa de capitão. E ainda descobriu Roberto Firmino...
Foi o jogo mais difícil da Seleção, desde a volta de Dunga. Mais até do que contra a Argentina. Mas o Brasil conseguiu sua sexta vitória consecutiva. Derrotou a Áustria por 2 a 1 que está muito bem nas eliminatórias para a Eurocopa. Na frente da Rússia e da Suécia. A partida foi sofrida demais. O time guerreiro, mas não foi bem. O gol da vitória veio aos 37 minutos do segundo tempo, em um chute lindo de Roberto Firmino. Além do resultado, acabou a crise envolvendo Thiago Silva e a desejada braçadeira de capitão.

"É uma emoção única. Ter feito o gol. Ajudado os meus companheiros. Foi o chute dos sonhos. É um sonho estar aqui. Fiquei duas semanas sem dormir desde a convocação. Agora vou ficar um mês sem dormir depois desse gol. Eu sai cedo do Brasil, com 17 anos. Agora todos podem me conhecer", comemorava, emocionado, Roberto Firmino. "Acho que depois da Copa, todos queriam um recomeço. Estamos aproveitando para continuar a evoluindo. Só assim vamos poder estar preparados para uma nova Copa daqui a quatro anos. Termino feliz porque é o recomeço. Foi mais uma vitória", analisava Luiz Gustavo.

O Brasil foi para Viena sabendo que teria um adversário duríssimo. A Áustria do suíço Marcel Koller é uma equipe competitiva, entrosada, com ótimo preparo físico. E queria demais vencer o jogo. Estava claro que não teria característica alguma de amistoso.

Sua postura tática era o 4-5-1. Preenchendo o meio de campo, para matar a criatividade brasileira. Em ritmo de competição, estavam prontos para marcar a saída de bola do time de Dunga. Nada de dar espaço para Willian, Oscar e, principalmente, Neymar. Por setor o principal jogador brasileiro acabou anulado. Fez uma partida muito fraca.

Ainda mais porque Dunga repetiu o mesmo time que goleou sem dificuldade a Turquia. Sem Tardelli, por atuar no Brasil, a Seleção tinha Luís Adriano. Ele era o atacante menos indicado para começar a partida de hoje. Além de estar tímido nestas suas primeiras partidas com a camisa amarela, ele está acostumado a atuar fixo na área. Sua falta de movimentação prejudicou demais Willian, Oscar e Neymar.

1reproducao22 O Brasil conseguiu sua vitória mais difícil desde que Dunga voltou. 2 a 1 contra a Áustria. Foi um teste de verdade. Acabou a infantil crise pela faixa de capitão. E ainda descobriu Roberto Firmino...

Como Dunga exige que Danilo e Filipe Luís saiam pouco para o ataque, a partida ficou muito trucada, complicada. Os austríacos não tinham o menor constrangimento em usar a força física nas divididas. A chuva também prejudicava o toque de bola da Seleção. A bola corria demais na grama baixa molhada. O primeiro tempo foi muito igual. Com a Áustria criando chances em cruzamentos aéreos.

O mais importante nos 45 minutos iniciais foi a entrada de Thiago Silva. Aos 27 minutos, Miranda teve de sair, contundido. O ex-capitão da Seleção e que criou uma infantil crise reclamando por ter perdido a braçadeira e a posição de titular, estava de volta ao time. Entrou e passou toda a partida muito sério. Seco, nada de abraços, beijos desnecessários, choro. Como cansou de fazer na Copa do Mundo.

Dunga tem algo em comum com Marcel Koller. Ele não encara qualquer amistoso da Seleção como amistoso. Para o treinador não era um jogo para testes em Viena. E fim, o clima de competição. Como se estivesse valendo uma vaga para a semifinal da Copa de 2010. Se houver um treinador que mais gosta de ganhar amistosos é o treinador gaúcho.

Ele suportou apenas mais 16 minutos de falta de penetração do Brasil. O técnico queria a vitória de qualquer maneira. Tratou de colocar Roberto Firmino no lugar do ineficiente Luiz Adriano. E também Douglas Costa na vaga de Willian, leve demais para a batalha campal, a luta por centímetros em Viena.

Não houve nem tempo para avaliar se as substituições dariam certo. Aos 18 minutos, David Luiz mostrou estar pronto para o UFC. Oscar levantou a bola na cobrança de escanteio. Ele agarrou a camisa do irritante volante Ilsanker. A força foi tanta que o jogou no chão. Foi assim que conseguiu cabecear livre e marcar o primeiro gol brasileiro. Mais irregular impossível. O juiz escocês William Collum deveria seu um dos personagens principais do livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago. Inacreditável o lance.

1mowapress O Brasil conseguiu sua vitória mais difícil desde que Dunga voltou. 2 a 1 contra a Áustria. Foi um teste de verdade. Acabou a infantil crise pela faixa de capitão. E ainda descobriu Roberto Firmino...

O gol irregular mudou totalmente o jogo. A Áustria ficou mais aberta, buscando o empate. O Brasil tinha mais espaço para se movimentar. Oscar e Neymar podiam ao menos respirar. O bom time europeu atacava em bloco e em velocidade. Mas conseguiu o empate graças a uma bobagem. Oscar, ajudando a defesa, deu um carrinho desnecessário em Weimann. Ele estava bem marcado. A falta do brasileiro foi um presente.

Dragovic cobrou muito bem o pênalti, deslocando Diego Alves. Foi o primeiro gol que a Seleção Brasileira sob o comando de Dunga tomou. Depois de 524 minutos desde o seu retorno. 1 a 1 aos 29 minutos. Os dois times estavam muito cansados.

O jogo havia sido muito disputado, intenso, corrido. Já havia espaço para batidas de fora da área para o gol. Foi o que acabou descobrindo Roberto Firmino. O brasileiro que tanto sucesso faz no Hoffenheim. Ele mostrou porque é tão cobiçado por grandes clubes europeus. Ele acertou chute fortíssimo, indefensável para o goleiro Özcan. 2 a 1 Brasil, aos 37 minutos do segundo tempo. Dunga vibrava como se estivesse na final de sua Copa do Mundo imaginária.

Roberto Firmino é um dos brasileiros com mais mercado na Europa. Uma interessante reportagem no jornal alemão listou nada menos 12 clubes interessados no artilheiro. Chelsea, Liverpool, Manchester United, Inter de Milão, Juventus, Milan, Borussia Dortmund, Schalke 04, Wolfsburg, Atlético de Madrid, Lokomotiv Moscou e Zenit. Em um deles ele deve ir atuar em 2015. O Hoffenheim pede 25 milhões de euros, cerca de R$ 79 milhões, pelo atacante de 23 anos.

A partir daí, a Áustria partiu para tentar o empate de qualquer maneira. E o Brasil recuou inteiro. A ponto de Dunga trocar Neymar por Marquinhos. Foi na hora em que estava deixando o campo, que o grande jogador do país mostrou sua visão diferenciada. O garoto de 22 anos não só entregou a faixa de capitão a Thiago Silva. Fez questão de colocá-la no seu braço. Foi selada a paz para uns. Para outros, um tapa de luva de pelica. Neymar não precisa da braçadeira para ser Neymar. De qualquer forma, a crise pelo faixa de capitão acabou.

O Brasil resistiu. Assegurou a vitória com seus 11 jogadores na sua área, dando chutões. Dunga sabia muito bem que não importava o jeito. Mas sim a contabilidade, os números. Ele venceu seus seis jogos depois que voltou à Seleção. Seu time marcou 14 gols e sofreu apenas um. Ganhou toda a moral para 2015, quando haverá a Copa América e as Eliminatórias para a Copa. Antes, um amistoso já confirmado contra a França, em Lyon. Ganhar amistoso é com ele mesmo...
1getty5 O Brasil conseguiu sua vitória mais difícil desde que Dunga voltou. 2 a 1 contra a Áustria. Foi um teste de verdade. Acabou a infantil crise pela faixa de capitão. E ainda descobriu Roberto Firmino...

O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido…

1ae15 1024x576 O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido...
Finalmente o Palmeiras inaugurará seu novo estádio amanhã. É a última arena moderna erguida no País neste ano de Copa do Mundo. Um absurdo de modernidade, comparado ao primeiro campo do antigo Parque Antárctica em 1922. E como não poderia deixar de ser, devido à rivalidade, a ressurreição do Palestra Itália está sendo comparada ao Itaquerão, do Corinthians. E há diferenças enormes.

A mais significativa está no uso de dinheiro privado. O Palmeiras não se beneficiou do dinheiro público, que jorrou fácil para o Mundial. Não teve acesso a incentivo fiscal especial e juros abaixo do mercado para a Copa. Ao contrário do estádio corintiano de mais de R$ 1,1 bilhão. Esse dinheiro deverá ser pago pelo Corinthians em 161 meses, 13 anos para quitar sua dívida com a Odebrecht. A arrecadação dos jogos no Itaquerão vai para um fundo imobiliário que administra a dívida do clube. E em junho de 2015 a primeira parcela deverá ser paga: R$ 100 milhões. Há sérias dúvidas se o dinheiro das rendas atingirá esse patamar.

A WTorre investiu R$ 660 milhões no estádio para 43 mil pessoas. O clube não pagará nada. A construtora usufruirá dos maiores lucros por 30 anos. Mas o Palmeiras terá direito à bilheteria dos jogos. 20% do aluguel do estádio para para shows. Mas o percentual vai aumentando progressivamente com o passar dos anos. Há a pendência na justiça por 35 mil cadeiras. Os camarotes são da construtora.

Já houve a venda do naming rights. São R$ 300 milhões por 20 anos. 80% desse dinheiro é da construtora. Ao Palmeiras sobrará 20%. Mas que também crescerá paulatinamente, ano a ano. O Palmeiras receberá R$ 750 mil nos três primeiros anos. R$ 1,5 milhão do quarto ao oitavo ano. R$ 2,250 milhões do nono ao 13 ano. R$ 3 milhões do 14º ao 18º ano. E finalmente R$ 3.750 milhões nos dois últimos anos. O contrato poderá ser renovado se a Allianz quiser. Por mais dez anos. E a proporção continuará a mesma: 80% a 20%.

Quando o anúncio foi feito, no ano passado, houve até uma discreta comemoração no Parque São Jorge. Os valores eram muito inferiores ao que o Corinthians deveria conseguir. O ex-presidente Andrés Sanchez falava desde 2011 em R$ 400 milhões por dez anos para o Itaquerão. A Emirates era a empresa mais mencionadas. O clube chegou a gastar R$ 350 mil em viagens de Andrés e outras pessoas ligadas ao Corinthians. Foram para a Arábia, China, Estados Unidos, Europa. E nada.

O pior é que, com o passar dos anos, Itaquerão já se firmou como nome do estádio. Como Mineirão, Morumbi, Maracanã. Está cada vez mais inviável qualquer negociação com o Exterior.

1fotoarena1 O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido...

Em compensação, uma grande derrota da Allianz. A empresa europeia de seguros acreditou que todos os veículos de comunicação citariam o seu nome ao se referir ao novo estádio. Só que a dona do direito de transmissão no Brasil, a Globo, já decidiu que, daqui para a frente, será Arena Palmeiras. O que é um golpe com efeito colateral no próprio Itaquerão. Atrapalha ainda mais a complicadíssima venda do nome do estádio.

O acesso é uma grande vantagem dos palmeirenses. O estádio fica na zona Oeste da Capital Paulista, na Água Branca. Perto do centro da capital. Fica mais perto o acesso de qualquer ponto da cidade. Há metrô e inúmeros ônibus por perto. Além da marginal Tietê. Itaquera fica distante do centro de São Paulo, no extremo da Zona Leste. Embora tenha metrô, as opções de ônibus são mais escassas.

Isso reflete nos shows. Não há nenhum de grande porte programado para o Itaquerão. Aliás, desde a sua abertura, não recebeu nenhum. O estádio do Palmeiras terá o de Paul MacCartney nos dias 25 e 26 deste mês. Rolling Stones já estão confirmados em 2015. Uma das maiores empresas de espetáculos do mundo, a EAG administrará os eventos. Bon Jovi, Beyoncé, Madonna e muitos outros artistas fazem parte do seu cardápio. O lucro de cada show deverá chegar a R$ 2 milhões.

O grande questionamento é no alvará do novo estádio palmeirense. Nele consta reforma. As taxas ficaram mais baratas. A WTorre só deixou um lance do antigo Palestra Itália. Foi pura hipocrisia, esperteza. Porque foi construída nova arena.

2ae8 O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido...

O portal espanhol El Gol Digital pediu a arquitetos renomados do mundo todo que escolhessem as fachadas dos estádios mais bonitos do mundo. A avaliação chegou a apenas dez. O do Palmeiras foi o eleito como o mais espetacular de todos. O Itaquerão ficou em oitavo. Aqui a lista divulgada no ano passado.

1 - Allianz Parque, do Palmeiras - São Paulo, Brasil
2 - Stade Velodrome, do Olympique Marseille - Marselha, França
3 - Stade des Lumières, do Lyon - Lyon, França
4 - Nou Mestalla, do Valencia - Valência, Espanha
5 - Beira-Rio, do Inter - Porto Alegre, Brasil
6 - Stadion Spartak, do Spartak Moscou - Moscou, Rússia
7- Arena Pantanal, de propriedade estatal - Cuiabá, Brasil
8 - Arena Corinthians, do Corinthians - São Paulo, Brasil
9 - CSKA Moscou Stadium, do CSKA - Moscou, Rússia
10 - Vodafone Arena, do Besiktas - Istambul, Turquia

As diferenças entre os dois estádios são grandes. A capacidade do estádio palmeirense será de 43 mil pessoas. Para amanhã, foram liberados 39 mil lugares. O Itaquerão comporta 48 mil torcedores. Mas a arena que será inaugurada amanhã terá todos os seus lugares cobertos. Nem na Copa do Mundo, o Corinthians conseguiu oferecer esse conforto.

Outra diferença gritante: o preço de cada assento dos palmeirenses é de R$ 12 mil. O dos corintianos chega a R$ 23 mil. Esses números são a divisão do que foi gasto para a construção dos estádios pelo número de lugares. Logo se percebe que o do Corinthians saiu por quase o dobro do seu rival.

O tamanho do gramado também é diferente. O do Palmeiras é maior: 115 metro de cumprimento por 78 de largura e o do Corinthians chega a 105 metros por 68 metros. Significativa diferença quando o adversário tenta se defender. O efeito pressão da torcida é maior no Itaquerão. Os corintianos ficam a apenas sete metros do gramado. Já os palmeirenses mais próximos do jogo ficarão a oito metros e trinta centímetros. A acústica no Palestra Itália garantirá maior ressonância aos gritos. Como também às vaias.

Por enquanto, o Palmeiras promete manter as cadeiras para os setores das organizadas. Tanto as suas como as dos times adversários. Cansada de pagar por cadeiras quebradas pelos torcedores, a diretoria de Mario Gobbi decidiu: no Itaquerão torcedor organizado assiste aos jogos em pé. Sejam adversários ou corintianos. Se a selvageria se repetir na Água Branca, os dirigentes palmeirenses farão a mesma coisa. A WTorre construiu 160 camarotes, onde pretende faturar muito dinheiro nos shows. No Itaquerão são apenas 89, voltados especificamente para o futebol.

No balanço geral, o novo estádio leva vantagem em relação ao do rival na Zona Leste. O grande problema está no time dos donos da nova casa. O Palmeiras já fará sua estreia pressionado, lutando contra o rebaixamento para a Segunda Divisão. Já o Corinthians com o seu Itaquerão luta pela Libertadores...
3reproducao4 O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido...

O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar…

1agenciacorinthians1 O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar...
Alexandre Pato, R$ 43 milhões. R$ 800 mil mensais. Mais R$ 50 mil como auxílio moradia. Contrato até o final de 2016 com o Corinthians. Atual reserva de Luís Fabiano no São Paulo. 25 anos.

Leandro Damião. R$ 42 milhões. R$ 450 mil mensais. Mais R$ 50 mil de auxílio moradia. Contrato até o fim de 2018 com o Santos. Reserva de Thiago Ribeiro, que é reserva de Gabriel, no Santos. 25 anos.

As duas mais caras contratações da história do futebol brasileiro se tornaram referências. Mas negativas. No falido futebol brasileiro, os dirigentes os usam para companheiros de diretoria, conselheiros e torcedores. Paulo Nobre, presidente e candidato à reeleição do Palmeiras, tem sido constantemente assediado no clube. Na primeira eleição direta da história, sócios querem trocar seus votos com a garantia da contratação de grandes estrelas para 2015. Em vão.

"Vamos enxugar o elenco que está inchado. Nosso elenco tem quarenta jogadores. Vamos trabalhar com 28 no Paulista. E cerca de 30 no Brasileiro de 2015. Com o dinheiro das dispensas, traremos dois ou três atletas importantes para deixar o time ainda mais competitivo. Mas sem loucuras para evitar arrependimento no futuro", afirma Nobre.

Ele sabe muito bem o quanto existe de arrependimento, o quanto se tornou amarga a vida de Mario Gobbi e de Odílio Rodrigues. A começar pelo Parque São Jorge. A transação de Alexandre Pato é amaldiçoada por Roberto de Andrade da situação. Assim como também por Paulo Garcia, Roque Citadini e Ilmar Schiavenato. Todos não se conformam da maneira com que o dirigente mergulhou de cabeça em uma aposta, iludido pelo marketing.

Tite foi voto vencido na transação. Ele não queria de maneira alguma uma estrela internacional. Acreditava que desvalorizaria o time campeão da Libertadores e Mundial. Foi o que aconteceu. Apoiado por uma maciça campanha da Nike, o atacante ficou com toda a atenção da mídia brasileira nos primeiros meses de 2013. O que implodiu o bom ambiente na equipe.

Só agora, muito tempo depois, os indícios surgem. No Morumbi, Alexandre Pato garante que nunca mais voltará a jogar pelo Corinthians. Não só pelas ameaças das organizadas, com livre acesso no Centro de Treinamento, como foi na famosa invasão do ano passado. Ele não se esquece que ouviu torcedores gritando que, se o encontrasse, quebrariam suas pernas.

2gazeta3 O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar...

O atacante viu se manifestar toda a raiva reprimida do elenco na eliminação do time da Copa do Brasil. Ele resolveu dar uma cavadinha na decisão por pênaltis contra o Grêmio. Dida não teve a menor dificuldade em defender. O time ficou revoltado com ele. Tite lhe deu uma enorme reprimenda nos vestiários. O clima ficou tão ruim que o jogador foi aconselhado a não retornar no mesmo ônibus. E nem voltar ao hotel corintiano. Isolado, percebeu que a situação era insustentável. Foi feliz para o Morumbi. O Corinthians paga R$ 400 mil, metade do seu salário. E ainda banca os tais R$ 50 mil de auxílio-moradia.

A passagem pelo Milan tornou Alexandre Pato mais sofisticado que a maioria dos atletas. Suas fotos em revistas de moda, seus desfiles. O namoro com a bilionária filha de Silvio Berlusconi, Barbara, só o deixava mais longe de todos.

Leandro Damião, pelo contrário. É adorado pelo elenco. Sua postura é exatamente a contrária de Pato. Fez questão de revelar aos companheiros santista que cresceu nas favelas paulistas. Morou no Jardim Ângela. Tem a origem muito humilde. O grande problema está no seu fraco futebol.

1instagram1 O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar...

Conversei em off com um importante treinador brasileiro. E me confidenciou 'em off' que Leandro Damião foi contratado pelo time errado. A falha foi tanto da diretoria santista como do estafe do jogador. Na Europa é comum a grande estrela a ser comprada ter uma noção quem serão seus companheiros e como a equipe vai jogar. Há a necessidade se os estilos se encaixam.

O Santos tem um elenco jovem, ofensivo. E que tem na velocidade sua maior arma. Exatamente a maior deficiência de Leandro Damião. O atacante é lento, pesado. Para piorar tudo de vez, começou no futebol muito tarde. Começou a treinar regularmente, virou jogador apenas com 18 anos, no Atlético de Ibirama. Atuava com destaque na várzea. Ou seja, não teve a base. Os fundamentos que são desenvolvidos nos garotos. Por isso até hoje tem dificuldade para matar uma bola, fazer tabelas, chutar de primeira, cabecear.

Ele é assumidamente um trombador. Só que sua lentidão não permite que acompanhe os velozes contragolpes santistas. Não consiga nem posicionar corretamente o corpo na hora do arremate. Não há tempo. Por isso a profusão de gols perdidos na Vila Belmiro. O que só o fez ficar marcado pela torcida, imprensa. A pressão por ser um atleta caríssimo e não corresponder serviram para tirar sua confiança.

1reproducao21 O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar...

Talvez o maior motivo que fez Odílio Rodrigues contratar Enderson Moreira foi o jogador. O treinador foi quem insistiu no jovem atacante no Inter. Atuava cada vez melhor porque não havia cobrança alguma. Até porque não se esperava nada dele. Ao contrário do que se passou durante esse ano.

Só que até Enderson não conseguiu fazer com que rendesse bom futebol. Ainda mais com a concorrência de Gabriel, jovem talentoso e muito leve, ágil, goleador. Além dele há Thiago Ribeiro e Rildo. Com justiça, Leandro Damião está no fim da fila. O treinador acredita nem mais escalá-lo. Deixar para 2015, depois de um pré-temporada intensa.

As diretorias de Corinthians e de Santos se frustraram. Tinham a certeza de que lucrariam com seus atacantes. Gobbi apostava que Pato chegaria à Seleção empurrado com a força de seus gols e da torcida. Disputaria a Copa como titular de Felipão e ainda o venderia com muito lucro após o Mundial. Nesse período, a Nike faturaria muito dinheiro com a venda de camisas 9. E Pato atrairia patrocinadores dispostos a pagar o que fosse para ter o jogador como garoto-propaganda. Nada disso aconteceu.

Primeiro os dirigentes santistas acreditavam que só pagariam salários. O clube já negociava a compra de Leandro Damião com o Internacional. Oferecia R$ 17 milhões mais os direitos de Arouca. Foi quando Renato Duprat, representante da Doyen Sports no Brasil, avisou. Ele compraria o jogador. E o repassaria de graça. Houve até comemoração por parte de Odílio Rodrigues. E a Doyen teve coragem de pagar R$ 42 milhões pelo jogador.

Quando os conselheiros souberam que Duprat, o homem que levou a MSI para o Corinthians, estava envolvido, tudo mudou. Exigiram que o Santos pagasse pelo jogador. Odílio não teve o que fazer. E o clube passou a dever R$ 42 milhões ao fundo maltês. Mas o otimista dirigente apostava que Leandro Damião iria fazer muitos gols, se tornaria titular da Seleção de Felipão na Copa. E seria repassado com lucro para a Europa. Pura ilusão. Os cinco candidatos resumem essa contratação de Odílio como irresponsável. O ex-presidente Luís Álvaro classificou o jogador como 'pangaré'.

Com os clubes brasileiros com dívidas batendo nos R$ 6 bilhões, contratações como Pato e Leandro Damião não vão acontecer em 2015. Não há como gastar R$ 40 milhões em um atleta. Os empresários já sabem. Buscam nos mercados nacionais e internacionais atletas baratos. A preferência está naqueles que podem sair de seus clubes de graça.

Os dois são apontados como armadilhas. Jovens atacantes com passagem pela Seleção, conhecidos no Exterior. Foram vendidos com a certeza de lucro, como excelentes investimentos. Mario Gobbi e Odílio Rodrigues serão lembrados até o fim de seus dias por terem gasto tão mal o dinheiro dos clubes que presidiram. Só que o prejuízo ficou para Corinthians e Santos. Se o dinheiro saísse do bolso desses presidentes, talvez Pato e Leandro Damião não tivessem jamais pisado no Parque São Jorge e na Vila Belmiro. Mas como o dinheiro era dos clubes...
1ae14 1024x682 O prejuízo do Corinthians e do Santos, com Pato e com Leandro Damião, norteia 2015. Os clubes brasileiros não vão se aventurar com jogadores que custem mais de R$ 40 milhões. Gobbi e Odílio mostraram como não se deve contratar...

Página 1 de 49512345...Último