Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo…

flamengoagenciachicao Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...
Roberto Dinamite foi à Brasília todo esperançoso ontem. Como não é segredo para ninguém, o Vasco está devendo dois meses de salários. E precisa urgentemente de dinheiro. No início de novembro, completará três meses. Já há a promessa de um empréstimo bancário para quitar pelo menos um mês e não perder legalmente seus jogadores.

O contrato com a Caixa Econômica Federal terminou em agosto. Dinamite havia ouvido que não seria renovado até o fim das eleições presidenciais. Com a reeleição de Dilma e, por enquanto a manutenção de Jorge Fontes Hereda como presidente, o dirigente vascaíno apostou alto. Em vez dos R$ 15 milhões que seu clube recebia, queria R$ 21 milhões. Ofereceria a frente e também o verso do uniforme da cruz de malta.

Mas Dinamite voltou preocupado de Brasília. Ouviu que ainda não está garantida a manutenção da política de investimento do banco estatal no futebol em 2015. Vai depender da postura do novo ministro da Fazenda que Dilma vai nomear no lugar de Guido Mantega. Há uma disputa acirrada. Os nomes mais cotados são de Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil e executivo do Safra; o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; e o economista Nelson Barbosa.

O novo ministro pode manter ou não Fontes Hereda. O baiano presidente da Caixa viu no futebol uma maneira de não só fortalecer o nome do banco, como fazer política com os patrocínios. Hoje é a entidade que mais investe no futebol brasileiro. Coloca um total de R$ 106 milhões anuais em 14 clubes.

Na Série A, são sete os clubes agraciados. Corinthians, R$ 30 milhões; Flamengo, R$ 25 milhões, Atlético Paranaense, Coritiba e Vitória ganham R$ 6 milhões. Figueirense embolsa R$ 4,5 milhões. E a Chapecoense, R$ 4 milhões. Na Série B, o Vasco era o privilegiado, R$ 15 milhões. O Atlético Goianiense recebe R$ 2,5 milhões. O Paraná Clube, o América do Rio Grande do Norte e o ABC, R$ 2 milhões. Na Série C, CRB e ASA de Arapiraca, R$ 500 mil cada um.

 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

A decisão do banco estatal começar a investir no futebol foi política. Em 2012 para fortalecer os clubes. Deixá-los atrativos. Aumentar o clima de euforia com a chegada da Copa do Mundo. A própria Dilma foi aconselhada a autorizar os investimentos em clubes populares. Principalmente Corinthians e Flamengo, os com mais torcedores, e eleitores, foram os mais agraciados. Fizeram os melhores contratos.

Como retorno nestes dois anos de investimento maciço no futebol, a marca Caixa se fortaleceu. Passou a ser o banco mais citado em pesquisa com torcedores. Mais até do que o Itaú que já acertou a renovação de contrato com a TV Globo por R$ 225 milhões. Esse é um argumento para Hereda tentar continuar a gastar R$ 100 milhões com as camisas dos clubes de futebol.

Mas tudo dependerá do novo ministro da Fazenda. Por um motivo muito simples. Há muita reclamação, pressão de políticos influentes ligados a clubes esquecidos pela Caixa. Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo são os mais insistentes. O banco se defende exigindo a Certidão Negativa de Débitos (CNDs).

As famosas CNDs são documentos emitidos pelos órgãos públicos declarando que uma determinada empresa não possui débitos ou pendências com aquele órgão na data de sua emissão. Para poder participar de licitações ou tecer acordos com os órgãos públicos é necessário que a empresa tire as CNDs tanto dos órgãos municipais, quanto estaduais e federais. Os mais comuns são da Receita Federal e do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS).

A título de curiosidade, há outras pendências que o clube interessado não pode ter. E são exigidos vários documentos provando que não haver dívidas ou protestos. Certidão Negativa do Imóvel, Certidão Negativa de Protesto, Certidão Negativa de Processos Cíveis, Certidão Negativa de Execuções Fiscais, Certidão Negativa de Falência e Concordata, Certidão Negativa da Justiça do Trabalho, Certidão Negativa da Justiça Federal, Certidão Negativa de Testamento, Certidão Negativa de Tributos Imobiliários, Certidão Negativa de Tributos Mobiliários, Certidão Negativa de Fundo de Garantia, Certidão Negativa de Débitos Previdenciários, Certidão Negativa Pessoa Física, Certidão Negativa Criminal, e Certidão Negativa Antecedentes Criminais.

1reproducao35 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

Todas essa exigências funcionam como escudo da Caixa por exemplo contra Botafogo e Fluminense e outros. que possuem dívidas públicas. Palmeiras e Santos suaram sangue, mas conseguiram a documentação. Há a possibilidade de que o banco estatal renove só com os principais clubes do país, Corinthians e Flamengo, abrindo mão dos demais. Cruzeiro e Atlético Mineiro têm patrocínio do BMG. Ganham R$ 12 milhões cada. Internacional e Grêmio recebem R$ 13 milhões do Banrisul.

Se a filosofia de investir no futebol da Caixa Econômica vai depender do novo ministro da Fazenda, o acordo entre políticos para o Proforte continua. O deputado federal, Vicente Cândido do PT, foi reeleito. Ele encabeça o lobby para o perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos clubes com a Receita Federal e INSS. A aprovação seria muito mais importante do que qualquer patrocínio. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, também se esforça para que o projeto seja aprovado. A CBF apela para sua bancada da bola para que o Proforte seja aprovado. Lembrando, a bancada da bola são deputados e senadores que atuam em Brasília, simpáticos à entidade que comanda o futebol no país.

O interessante é que quando o Proforte começou a ser imaginado, há quase três anos, a dívida dos clubes com o governo era de R$ 4 bilhões. Mas a incompetência e irresponsabilidade dos dirigentes fez com que ela já chega em números assustadores: R$ 6 bilhões. Ou seja, mesmo que esses R$ 4 bilhões sejam liberados, não serão suficientes para acabar com os débitos.

A ligação de políticos e a CBF tem o seu ápice em uma associação surpreendente. O deputado federal do PT, Vicente Cândido, é sócio do presidente da Federação Paulita de Futebol e já eleito presidente da CBF, Marco Polo del Nero. São donos de um escritório de altíssimo luxo. Muito frequentado por políticos e dirigentes de futebol, o local fica na rua Padre João Manoel, no elitizado bairro de Cerqueira Cesar, na capital paulista. O Proforte é assunto recorrente no escritório...
1reproducaoistoe 793x1024 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante…

williancruzeiro1 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...
O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi muito prejudicado pela arbitragem no Mineirão. Teve um gol claro de Ricardo Goulart, absurdamente anulado. Não pôde ter a vantagem de dois gols graças ao bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia. A CBF precisa tomar providências. Os árbitros brasileiros estão cada vez piores.

"Perder para o Cruzeiro por 1 a 0, aqui em Minas, não está mal. Poderemos sim reverter a vantagem. E conseguir chegar à final", dizia, feliz, Robinho.

Além de ter mais talento individual e conjunto, o acaso e postura firme de Marcelo Oliveira melhorou o Cruzeiro. O atual campeão brasileiro e líder do torneio nacional deste ano tinha Willian como atacante velocista. Só porque Marquinhos já havia atuado pelo Vitória nesta Copa do Brasil.

A outra alteração foi feita com coragem pelo treinador. Tirou Marcelo Moreno que vive uma fase ruim. Colocou Júlio Baptista improvisado na frente. Sem a postura fixa do artilheiro com obrigação de concluir. Júlio Baptista abriria espaço para Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Ótima mexida cruzeirense. Além disso, os mineiros não fugiam da responsabilidade de abrir a semifinal da Copa do Brasil em casa. Tinha de vencer e jogava para ganhar. Marcando forte a saída de bola santista.

Enderson Moreira teve uma perda importante. Geuvânio, contudido, desfalcava o time. Sem grandes opções, o técnico apostou na troca de neurônios e técnica pela correria. Colocou Rildo como titular. A articulação ficava toda para Lucas Lima. Apesar que no primeiro tempo, o Santos nada fez. Não teve como escapar da pressão cruzeirense. Não conseguiu sequer dar um chute a gol.

De nada adiantava ter Rildo, Gabriel e Robinho, três jogadores leves, rápidos, ágeis na frente. Se a bola não chegava. Cicinho e Mena ficavam presos apenas marcando. Os paulistas não tinham desafogo.

Everton Ribeiro estava outra vez bem demais. Justificando as convocações de Dunga. Ele e Ricardo Goulart conseguiam encontrar espaço na intermediária. Júlio Baptista atrapalhava muito a movimentação da zaga santista. Mas era Willian que se mostrava mais objetivo. Foi ele quem conseguiu fazer 1 a 0 para o Cruzeiro, aos dez minutos. Ele chutou de maneira precipitada de direita, de fora da área. A bola bateu em David Braz e voltou ao atacante. Desta fez de esquerda, ele bateu com curva, tirando de Aranha.

Mesmo com a vantagem, o Cruzeiro não diminuiu o ritmo. Queria ampliar a vantagem pressionou. Mas um choque entre Rildo e Willian travou a grande arma veloz mineira. O cruzeirense tomou uma fortíssima pancada nas costelas do lado esquerdo. Sentindo muitas dores, não conseguia render. O ritmo diminuiu. A posse de bola continuou superior, mas faltava objetividade.

 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...

Enderson Moreira pediu para seus jogadores perderem o medo. E adiantou o meio de campo. Quase tem o prêmio quando aos quatro minutos, Gabriel cruzou e Lucas Lima, livre, chutou para fora. Estava dado o cartão de visitas santista no segundo tempo. Comprava o desafio. Iria atacar também.

Quando o Santos já estava melhor, o Cruzeiro foi muito prejudicado pela arbitragem. Em um contragolpe em velocidade, Willian tocou para Júlio Baptista. O chute foi cruzado, Aranha rebateu nos pés de Ricardo Goulart. Ele marcou. Gol limpo. Mas foi marcado impedimento inexistente de Júlio Baptista. O lance foi fácil, mas o bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia, complicou a vida do juiz Marcelo de Lima Henrique. E do Cruzeiro. O placar deveria ser 2 a 0.

Enquanto isso, o Santos crescia no jogo. A defesa do Cruzeiro mostrava fragilidade em lances fáceis. Robinho e Alison tiveram chances de empatar. Mas desperdiçaram. A partida ficava muito mais emocionante, nervosa. Os mineiros fraquejavam. Enderson adiantava de vez seu time. Cicinho e Mena já estavam liberados para atacar.

Quem foi muito mal na importante partida de ontem foi Robinho. Sem força física para escapar da marcação. Omisso. Previsível. Foi um atleta nulo, improdutivo. Se não tivesse o nome que tem, sairia ainda no intervalo. Everton Ribeiro não estava bem fisicamente e foi substituído por Marlone. Dagoberto já estava no lugar de Willian. Mas o Cruzeiro mostrava cansaço. Falta de vibração no quarto final da partida.

O jogo terminou aberto. Com os dois times marcando muito mal. Faltou convicção dos atacantes. Chances dos dois lados apareceram. Pelo que aconteceu hoje no Mineirão, o confronto está aberto. A vantagem do Cruzeiro por apenas um gol é reversível na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. Se o jogo tivesse terminado 2 a 0, tudo se complicaria. Mas o bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia não deixou. Até quando a CBF vai permitir que árbitros e auxiliares amadores estraguem campeonatos e impeçam clubes de ganharem milhões por seus erros primários?

(O Flamengo, empurrado pela sua torcida, conseguiu travar o Atlético Mineiro. Luxemburgo anulou os principais jogadores do Atlético Mineiro, principalmente Tardelli. Os cariocas conseguiram ótima vantagem. Venceram por 2 a 0 ontem no Maracanã...)
 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...

Hulk defender os nordestinos não é compatível com a cartilha de Dunga. Neymar imitar Ronaldinho e desmoralizar a foto oficial do Barcelona, tudo bem…

1reproducao34 Hulk defender os nordestinos não é compatível com a cartilha de Dunga. Neymar imitar Ronaldinho e desmoralizar a foto oficial do Barcelona, tudo bem...
"Morando tanto tempo fora do Brasil, o jornalista Diogo Mainardi não demonstra conhecimento pela importância do Nordeste ao País e principalmente respeito com a população nordestina. Já que ele fala também de cultura, será que ele sabe a importância destes homens para o Brasil: Graciliano Ramos, Rui Barbosa, Glauber Rocha, Jorge Amado, Suassuna, Renato Aragão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Wilker e Chico Anisio.

Cito 10 importantes nomes nascidos no Nordeste em vários períodos que contribuíram para a evolução do Brasil. São escritores, poetas, pensadores, atores e compositores que ajudaram e são referências do Brasil no exterior. Infelizmente o Mainard demostra ignorância e arrogância quando crítica o Nordeste. Nossa população tem dificuldades e luta com humildade para melhorar sua condição de vida. As maiores dificuldades foram impostas pelos diversos Governos ao longo dos anos. Mainard, respeite o Nordeste!"

O twitter de Hulk, atacando o jornalista Diogo Mainardi ainda repercute. O atacante ganha apoio de outros jogadores nordestinos como Anderson Martins. Parte da mídia também se colocou a favor do jogador do Zenit. Ele não perdoou a postura de Mainardi depois da reeleição de Dilma.

“Essa eleição é a prova de que o Brasil ficou no passado. Não é Bolsa Família, não é marquetagem. O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno durante a ditadura militar, depois com o reinado do PFL e agora com o PT. É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída, que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem. A imprensa livre só existe da metade do Brasil para baixo. Tudo que representa a modernidade tá do outro lado", publicou o jornalista.

O paraibano tomou para si a missão de enfrentar Mainardi. Mas o que mereceu palmas de muitos brasileiros não foi bem visto pela CBF. Hulk fez o que Dunga e Gilmar Rinaldi não querem. Jogador chamando atenção por seu posicionamento político. O atacante enxergou preconceito nas palavras do articulista. Mas há quem enxergue uma tomada de postura a favor não só dos nordestinos. Mas de Dilma.

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A postura de Neymar apoiando abertamente Aécio Neves não aconteceria se ele estivesse concentrado, junto com a Seleção. Faz parte da cartilha fugir das redes sociais quando a Seleção está unida. Ainda mais para se posicionar a favor de um candidato a presidente.

José Maria Marin tem péssima relação com Dilma Rousseff. Mas não foi louco de tomar partido a favor de Aécio. Para não complicar a já difícil convivência. Ele está driblando com muita habilidade a possibilidade de uma intervenção estatal na CBF depois do fracasso na Copa. Tudo o que ele não quer é confusão política. Ainda mais com o país dividido, como mostrou a eleições.

O ex-governador biônico na Ditadura Militar não quer saber de tomada engajamento político na Seleção. As coisas deverão ficar ainda mais difíceis para Hulk. Dunga já não o está convocado. Quer atletas mais habilidosos, mais versáteis. A força bruta que tanto encantava Felipão, pouco acrescenta na visão do novo treinador.

Portanto não haverá a necessidade de aviso algum ao atacante do Zenit. Nem a Neymar. O jogador fez questão hoje de ironizar a foto oficial do Barcelona. Ele resolveu brincar, fazer um gesto obsceno. Exatamente como Ronaldinho havia feito em 2006. Imitando a genitália feminina.

Neymar é o capitão da Seleção Brasileira. Único jogador que concorre a melhor do mundo. E se permite a uma brincadeira desnecessária, justo na foto do clube oficial para a temporada do Barcelona. Travessura que não combina com um jogador tão importante.

Mas não haverá qualquer represália por parte da CBF. Porque ele agiu com seu time. Apenas o coordenador Gilmar Rinaldi ficará atento quando houver fotos oficiais da Seleção.

Ou seja, manifestações políticas a favor de um partido, de um candidato, discussões sobre aspectos sociais do país estão proibidas na Seleção. Molecagens não são obsessão de Marin. Ainda mais vindas do principal jogador brasileiro. Tempos modernos. Ou nem tanto...
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No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo…

1felipaogremiositeoficial No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...
O escritor João Máximo relatou de forma direta, seca. Uma significativa situação com importante personagem do futebol brasileiro.

"Ao chegar para a noite de autógrafos do livro “Anatomia de uma derrota”, em que Paulo Perdigão narrava o dramático insucesso brasileiro na Copa do Mundo de 1950, Flávio Costa foi abordado por uma desinformada repórter de TV:— O senhor é o autor? — perguntou.

— Não, eu sou a derrota — respondeu ele."

O encontro aconteceu 35 anos depois da derrota da Seleção na Copa de 1950. Flávio Costa era o treinador. E sempre assumiu ser muito mais responsável pela perda do título na decisão contra o Uruguai do que Barbosa. Ficou marcado até o final de sua vida, em 1999.

Cinquenta e quatro anos depois do amaldiçoado vice brasileiro, a história se repete. O técnico foi crucificado.

As palestras mais caras do Brasil não acontecem mais. Agência alguma deseja incluí-lo nas propagandas. Muito menos Murtosa. Até o seu assessor de imprensa parou de seu bajulado. Não há mais sede de entrevistas com Felipão. A TV Globo o quer longe do Jornal Nacional. Maitê Proença não deseja mais sentar no seu colo.

Só que Felipão não quer ser Flávio Costa. Assumiu o erro tático contra a Alemanha, na maior derrota de todos os tempos do futebol deste país, a inesquecível goleada por 7 a 1. E que também não conseguiu reanimar o grupo, perdendo a decisão pela terceira colocação para os holandeses, em Brasília. E só.

1felipãocampeao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Scolari sabe mais do que ninguém o quanto foi traído. A começar pelas longas conversas que teve com Marin e Marco Polo del Nero. O técnico colocou de maneira aberta que o grupo brasileiro era muito jovem. As estrelas da Copa de 2014 deveriam ser Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Adriano. Só que eles se perderam no caminho. Kaká fisicamente. Robinho perdeu a explosão física, Ronaldinho se perdeu nas farras. Adriano decidiu que não seria mais jogador.

Não havia, portanto, herança efetiva da Copa de 2010. Felipão sabia que o único talento verdadeiro era Neymar. Thiago Silva e David Luiz eram ótimos zagueiros. E só. O ideal seria fazer o que ninguém iria revelar publicamente. Era preciso tentar dar a vida para ganhar a Copa. Mas o que ficaria seria o amadurecimento de todo o grupo. Scolari tinha nas mãos 17 atletas que nunca disputaram um Mundial. Era muita coisa.

Marin prometeu a Felipão com todas as letras. Ele entendia a situação. E o técnico continuaria depois da Copa do Mundo, fosse qual fosse o resultado. Deveria esquecer sua vontade de trabalhar no Mundial da Rússia treinando outro selecionado. Seria o brasileiro. Marco Polo, sucessor de Marin, concordava com o projeto.

Os dois dirigentes estavam empolgadíssimos com a conquista da Copa das Confederações. Entre eles, acreditavam que Felipão estava exagerando. Também cansaram de ouvir de Carlos Alberto Parreira. O treinador campeão mundial de 1994 considerava muito possível a conquista do título. Era o que também queria ouvir Aldo Rebelo, ouvido e olhos da presidente Dilma Rousseff, tanto na organização da Copa como na Seleção Brasileira.

Marin teve reuniões importantes com a cúpula da TV Globo. E ele tratou de passar toda a empolgação, a sua confiança pessoal na conquista do título. Toda a conversa de amadurecimento do grupo com Felipão foi esquecida. A confiança do presidente da CBF contagiou a emissora carioca. A concorrência com os canais a cabo vem diminuindo de maneira efetiva sua audiência no Brasil. Em todos os setores. Os jogos dos Estaduais e do Brasileiro estão sabotando a programação do domingo. Os altos índices também nas quartas são raros. A solução rasa, transmitir muito mais jogos dos times mais populares, Corinthians e Flamengo, já não funciona.

1felipaopropaganda 1024x709 No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Foi quando a emissora resolveu bombardear sua grade de programação com a Copa do Mundo. Com a Seleção. Foi um acordo entre a alta cúpula da emissora com Marin que norteou a programação da Seleção. Foi decidido que, ao contrário de todas os outros 31 times, o Brasil teria todos seus treinos abertos. Com direito a visitas na concentração. Exclusivas obrigatórias com Felipão. Informações do técnico para Patricia Poeta no Jornal Nacional. Pedidos expressos do presidente da CBF. Marin aproveitou para fazer um agrado aos patrocinadores que fazem sua entidade acumular um patrimônio de mais de R$ 900 milhões. Mandou construir lance de arquibancadas na Granja Comary para que pudessem assistir aos treinos.

Felipão não havia concordado com nada disso. Teve de engolir tudo isso. Acabou envolvido em um clima de empolgação e amadorismo de dar pena. Ele tinha inspirações histórias de seleções donas da casa que foram campeãs do mundo mesmo não tendo o melhor time. Alemanha em 1954, Argentina em 1978, França em 1998. Nesses três momentos, a pressão da torcida, o nacionalismo empolgou os jogadores, que acabaram se superando em campo. Scolari falou o que não deveria.

"Nós temos a obrigação de ganhar a Copa. E vamos ganhá-la", assegurou. Parreira, que deveria ser a razão na Comissão Técnica, piorou tudo. "O campeão chegou e muito bem chegado", avisava, batendo no peito. A população acreditou. Se preparou para comemorar mais um título, não ver um campeonato de futebol.

Enquanto isso, Felipão e Neymar estavam em todas propagandas possíveis, imagináveis. A todo instante. Uma tortura. Foi uma overdose de exposição. E que aumentou e muito suas contas bancárias.

1felipãodivulgacao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Por isso quando veio o vexame, a frustração foi bem maior. O choro virou revolta, desprezo pelo time que havia vencido a Copa das Confederações. Galvão Bueno, voz oficial da Globo, fez discursos questionando todo o trabalho. Como se a emissora não tivesse exigido regalias como os treinos abertos. Acesso de Luciano Huck, Mumuzinho na intimidade da concentração dos jogadores.

Marin e Marco Polo se esqueceram da promessa feita a Felipão. O treinador nem mostrou o relatório que fez dos jogadores aos dirigentes. Eles não quiseram ver. Já desejavam Dunga. Decidiram enfrentar até a Globo, que havia se isentado de culpa, os apresentado como únicos responsáveis pelo fracasso. O troco seria chamar um técnico rígido e que vai sim fechar os treinos e está disposto a enfrentar Galvão ou qualquer contratado da emissora que questionar seus métodos. A culpa que ficasse com Felipão. Agora a ordem é imitar a Alemanha, campeã.

Felipão chorou de tristeza com o sofrimento de sua família. De raiva com a traição da CBF. Mas não quis ficar sem trabalho. Enlouqueceria. O técnico foi buscar refúgio no seu ninho, o Rio Grande do Sul. Nos braços do seu Grêmio, de Fábio Koff. Não trabalha mais pelo dinheiro, mas para limpar seu nome. E Felipão tem sido Felipão. Gritado com os jogadores, enfrentado a imprensa, fechado os treinamentos. Brigado com Pedro Ernesto e quem o questiona. Montado times fechados, com três volantes. Seus atletas não têm vergonha de fazer falta. Não choram quando ouvem o hino nacional. Nem o gaúcho.

Está a dois pontos do G4, faz uma ótima campanha com uma equipe nada além do que competitiva. Não quer saber de falar de Seleção. Finge que a Copa de 2014 nunca existiu. Se esquece também da de 2002, que ganhou. Quer apenas tomar seu chimarrão em paz. Ficou extremamente magoado com a torcida do Palmeiras. Iludido, esperava apoio do clube onde ganhou a Libertadores. Ouviu um cruel coro no Pacaembu. "Não é mole, não, o Felipão afundou a Seleção." Percebeu que não havia sido perdoado pelo encaminhamento do rebaixamento em 2012.

1felipaocopa No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Felipão percebe que sua vida fez um circulo. Desde que saiu do Grêmio foi para o Japão, Palmeiras, Cruzeiro, Seleção, Portugal, Chelsea, Bunyodkor, Palmeiras, Seleção. E retorno ao Grêmio. Foram 18 anos. De vitórias, dinheiro, conquistas marcantes. E também frustrações.

Mas jamais alguém ouvirá de sua boca. Não desse técnico, que fará 66 anos daqui a 11 dias. "Eu sou a derrota de 2014." Felipão sabe o quanto se iludiu, se enganou. Assume ser um dos responsáveis pelo vexame. Não o único. Tem consciência do quanto foi traído. Para também não trair, se cala sobre a CBF e a Globo. Não torna pública a verdadeira história do fracasso da Seleção na Copa do Mundo no Brasil...
1felipãoselecao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

“Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado.” Nestor Hein, vice-presidente do Grêmio…

1reproducaogremio Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...
"O STJD é um câncer incurável de grau quatro. Muita gente diz: "como é que os clubes elegem por unanimidade o presidente da CBF"? Elegem porque se não eleger o sujeito fica marcado. Estou dando essa entrevista porque estou saindo do Grêmio. Por que se eu fosse um dirigente que fosse continuar provavelmente não levaria a público as minhas declarações.

"Os clubes não votam contra a CBF por temor à represália. É isso que é. Vamos dizer a verdade. Temor da represália. É uma ditadura. Porque o voto do Acre vale o mesmo que São Paulo. O voto da Federação de Sergipe vale tanto quanto o voto da Federação do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul.

"Então é essa bagunça generalizada. O sujeito para não se prejudicar mais ainda não contraria o poder vigente. Isto é o que está acontecendo. É a verdade. Só que as pessoas não dizem. Por isso não tem rebelde suficiente para dar a virada de mesa. Enquanto não tiver vai ser esse mandonismo aí.

"E outra coisa, não dá para fugir disso. A televisão que é hoje um fator de faturamento, fundamental, sem o qual os clubes não sobrevivem...A rede que dá publicidade aos jogo, transmite os jogos (TV Globo)...O diretor mais importante dela disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (forçando o sotaque carioca).

1reproducaoglobo Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...

"Então é a isso que estamos submetidos. Essa bagunça, essa esculhambação que faz a gente ter nojo do futebol. Era para ser uma coisa bacana e uma coisa com regras. Estou acostumado com regras. Já militei em muitos tribunais. Nunca vi coisa mais nojenta do que esse STJD.

"Você entra no STJD já sabendo o resultado do que vai acontecer. Nós advogados vivemos da surpresa e de acreditar que o nosso talento, nosso poder de convencimento possa fazer prevalecer o Direito. Agora ali na hora você já sabe que o cadafalso vai te pegar.

"(Onde foi a declaração do diretor da Globo?) Eu ouvi uma conversa de rabo de ouvido. Numa ocasião social. Fique meio apatetado. Eu que deveria ter respondido, não respondi, fiquei quieto. Fui até um pateta na ocasião. Mas é outro caso. Como os clubes são muito dependentes de verbas e tudo isso...Você fica também em uma situação complicada. Além disso ninguém vai confirmar publicamente o que disse. Vai dizer "ah, jamais eu falei isso. Esse dirigente do Grêmio está louco." Nessa altura do campeonato ninguém vai por os pingos nos is."

Esse é o absurdo depoimento do vice presidente do Grêmio, Nestor Hein. Homem de muito poder no tradicional clube gaúcho. Falou na rádio Bandeirantes de Porto Alegre, ao repórter JB Filho. Tudo gravado, na rádio. Mostrou sua indignação com o julgamento de Petros do Corinthians. O Grêmio e o Internacional se juntaram. Entraram como clubes interessados. Mas viram a vitória corintiana. Aquele que junto com o Flamengo, são times de verdade. O resto é melhor nem repetir a escatologia.

Sempre bom ouvir o outro lado. Checar o lado perdedor de uma disputa. Nem sempre a verdade fica ao lado de quem vence a batalha, a guerra. Hein colaborou. Colocou uma peça importante em público para os torcedores entenderem como realmente funciona o poder no futebol brasileiro.

Confessou. Teve a coragem de falar porque no final do ano irá embora do Grêmio, não continuará. Se continuasse, talvez se calasse. Ponderaria cada palavra. Teria medo de atrapalhar seu clube, sua diretoria. Por isso Hein falou.

Melhor para quem ainda cultiva um pouco de ingenuidade neste esporte chamado futebol. Voto de cabresto na CBF. STJD sem credibilidade para os próprios principais dirigentes brasileiros. O principal diretor da TV Globo só levando em consideração Corinthians e Flamengo, comparando os outros clubes a excremento. Um triste resumo do atual momento do futebol no país humilhado na Copa do Mundo de 2014. Motivos não faltam...
1divulgacaoglobo Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...

O São Paulo se prepara para perder Rogério Ceni. No adeus do maior ídolo: o Liverpool no Morumbi. Em fevereiro de 2015. Antes, ele quer a vaga na Libertadores e ser campeão pela última vez…

rogeriocenidespedidagazeta O São Paulo se prepara para perder Rogério Ceni. No adeus do maior ídolo: o Liverpool no Morumbi. Em fevereiro de 2015. Antes, ele quer a vaga na Libertadores e ser campeão pela última vez...
Rogério Ceni derrubou mais um recorde mundial na sua carreira ontem. Com o 3 a 0 contra o Goiás, ele se tornou o jogador com maior número de vitórias na carreira. São 614 jogos nos quais saiu vencedor em 1.173 partidas. Já é o goleiro que mais marcou, 123 gols. O atleta que foi mais vezes capitão de sua equipe. Lógico, quem mais atuou por um só time. Sua carreira de 17 anos no São Paulo é brilhante.

Ele é o maior ídolo da história do Morumbi. O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, tentou várias vezes demovê-lo da ideia de abandonar o futebol já em dezembro. Ele deseja que pelo menos, o goleiro atue na Libertadores. Ceni se mantém firme. Não quer ceder.

Diante da negativa do jogador, o presidente só viu uma opção. Fazer uma despedida inesquecível. É fácil saber qual foi a partida mais prazerosa, a que não sai de sua retina. Que o faz sorrir de satisfação como um garoto, apesar dos 41 anos. A final do Mundial de 2005, contra o Liverpool.

Rogério Ceni foi o responsável pelo título. Ele fez diversas defesas fabulosas. Foi, de longe, a sua melhor atuação com a camisa do São Paulo. Seria inviável financeiramente o São Paulo trazer o atual time de Balotelli. Aidar decidiu que a despedida será entre os jogadores dos dois clubes que atuaram em 2005, no Japão.

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Vale a pena dar uma recordada na escalação. Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio (Grafite). Reina; Finnan, Carragher, Hyypia e Warnock (Riise); Sissoko (Pongolle), Gerrard, Xabi Alonso, Luís Garcia e Kewell; Morientes (Crouch). O São Paulo venceu por 1 a 0, gol de Mineiro. Os treinadores eram Paulo Autuori e Rafa Benitez.

O departamento de marketing do clube já começou a contatar alguns jogadores do Liverpool. Eles estão sendo receptivos à ideia. Os problemas são as estrelas, Xabi Alonso no Bayern e Gerard, que continua no clube inglês. Sem eles, o Liverpool pode ganhar reforços do Milan da final de 93, como Papin. Raí e outros jogadores 'surpresa' também deverão ser convidados.

O São Paulo irá fazer uma reforma completa no gramado do Morumbi. Será entre dezembro e o final de janeiro. A tecnologia será a mais moderna usada na Europa. Por isso o jogo deverá acontecer apenas em fevereiro. A última partida oficial do São Paulo, se chegar à decisão da Copa Sul-Americana seria no dia 10 de dezembro. Se não conseguir, será contra o Sport, no dia 7 de dezembro, encerrando sua participação no Brasileiro.

O time entrará em férias imediatamente. Em São Paulo, os times terão 25 dias de pré-temporada. O campeonato estadual começará em fevereiro. A Libertadores do próximo ano teve uma semana de adiamento. Começará no dia 4 de fevereiro. O time de Muricy Ramalho, segundo no Brasileiro, tem grandes chances de classificação.

Aí é que está a esperança de Aidar. Rogério irá sair de férias. O dirigente acredita que, se o time mostrar força neste final de ano, o goleiro pode se animar ao menos para disputar a Libertadores. Há a esperança que ele perceba que tem capacidade física de seguir pelo menos até o final da competição sul-americana, onde sua experiência é considerada muito importante. O clube deixará a critério dele. Uma renovação de contrato será assinada assim que ele desejar.

Muricy Ramalho está descrente. E já avisou oficialmente o vice Ataíde Gil Guerreiro. Não deseja a contratação de ninguém para substituir Rogério. Que o clube invista em zagueiros para o próximo ano. Pelo técnico, Dênis merece a chance de ficar com a vaga. Pela paciência e empenho que teve na reserva do ídolo são paulino. Além disso, o treinador gosta muito do trabalho de Renan, contratado do Atlético Mineiro.

Aidar não vai brigar com Muricy ou Ataíde. Pelo presidente, o clube investiria na contratação de Jefferson do Botafogo. Não seria difícil tirar o jogador do Rio. Além dos botafoguenses estarem com dificuldades financeiras, ele está desgastado com a diretoria. Mas Carlos Miguel afirma a conselheiros que acata a opinião do treinador.

A tendência atual de Rogério Ceni é mesmo aceitar o jogo despedida. Ele está animado com seu desempenho neste ano. As dores no ombro e tornozelos já foram maiores. Mas acontece que ele empenhou sua palavra com a família, com a diretoria, garantiu pela primeira vez à imprensa que parará oficialmente este ano. Quer deixar saudades.

Se possível dar suas últimas contribuições ao São Paulo. Como retribuição a tudo que o clube fez na sua vida. Ajudar na garantia da Libertadores e, sonho maior, ganhar a Copa Sul-Americana. Parar com o título seria o desejo maior. Depois, sim. Estaria pronto para seguir sua carreira.

 O São Paulo se prepara para perder Rogério Ceni. No adeus do maior ídolo: o Liverpool no Morumbi. Em fevereiro de 2015. Antes, ele quer a vaga na Libertadores e ser campeão pela última vez...

Aidar afirma que Ceni fará o que quiser no Morumbi. Trabalhar como dirigente no futebol. Servir de elo entre a diretoria e os jogadores. Melhor 'escudo' para proteger o time, inclusive da cobrança da imprensa, o São Paulo não conseguiria. Mas há a desconfiança que o goleiro deseja tirar pelo menos seis meses sabáticos. Ele viajaria para a Europa para se preparar. E assumir um novo desafio, virar treinador de futebol. Se desejar se tornar mais um auxiliar de Muricy, o caminho também estaria aberto. Só vai depender dele.

Mas enquanto não assume publicamente o que fará de sua vida, Rogério Ceni pode ter a certeza. O seu jogo dos sonhos se repetirá. Desta vez no Morumbi. Com vários personagens que estiveram no Japão em 2005. A camisa tricolor contra a vermelha do Liverpool que deu tanto trabalho, mas o consagrou internacionalmente. Com sua atuação espetacular.

Há a certeza de que o Morumbi estará lotado se a despedida se confirmar em fevereiro. Aidar pretende dar a arrecadação, ou pelo menos grande parte dela, ao goleiro. Como prêmio por tudo que fez pelo São Paulo. O presidente do São Paulo aposta na data de dez de fevereiro. Uma terça-feira sem futebol. Com a garantia que todos os holofotes estariam voltados ao maior ídolo da história do Morumbi...

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O Corinthians prova ser o campeão do STJD. Venceu Inter e Grêmio no julgamento de Petros. Não perdeu ponto algum. Continua brigando pela Libertadores. Para alegria da Globo. A culpa? É da Teresa. Que sorte esse clube tem na justiça esportiva…

corinthiansae O Corinthians prova ser o campeão do STJD. Venceu Inter e Grêmio no julgamento de Petros. Não perdeu ponto algum. Continua brigando pela Libertadores. Para alegria da Globo. A culpa? É da Teresa. Que sorte esse clube tem na justiça esportiva...
O Corinthians e a Federação Paulista de Futebol saíram vitoriosos do julgamento de Petros. De nada adiantou a pressão do Internacional, Grêmio e Federação Gaúcha de Futebol. O clube paulistano não perdeu quatro pontos por ter escalado Petros irregularmente. A punida foi Teresa dos Santos, funcionária do Departamento de Registros há 30 anos, Teresa dos Santos. Ela foi suspensa por 30 dias. A Federação Paulista e a CBF foram multadas em R$ 10 mil. E vida que segue.

O Corinthians continuará em quinto no Brasileiro, com seus 53 pontos. Foi uma grande vitória do clube em um momento importante do campeonato nacional. Ou melhor, outra. O clube vem somando vitória atrás de vitória. Foi assim com o próprio Petros. Ele havia sido suspenso por 180 dias por agressão ao árbitro Raphael Claus. Mas no Pleno conseguiu a diminuição para apenas três jogos.

O atacante Guerrero também foi acusado por agressão a um juiz. Leandro Bizzio Marinho sofreu um tranco do peruano. No STJD ele foi considerado inocente. No Pleno, tomou três jogos. Não caberia mais recursos. Só que o advogado João Zanforlin conseguiu reverter a punição. Conseguir que uma partida virasse multa. Guerrero vai jogar contra o Santos. Pegou apenas dois jogos. Menos ainda do que Petros. A alteração na suspensão nem mesmo os dirigentes corintianos esperavam.

guerreroae O Corinthians prova ser o campeão do STJD. Venceu Inter e Grêmio no julgamento de Petros. Não perdeu ponto algum. Continua brigando pela Libertadores. Para alegria da Globo. A culpa? É da Teresa. Que sorte esse clube tem na justiça esportiva...

A vitória de hoje está sendo muito comemorada. Por Mario Gobbi e Mano Menezes. Perdendo quatro pontos, o clube iria cair para a sétima posição. Seria um golpe muito grande no moral do time e dos jogadores. O Corinthians foi muito bem escudado pela Federação Paulista de Futebol de Marco Polo Del Nero. E pela própria CBF, também de Marco Polo. As entidades assumiram o erro. Tudo ficou por conta de Tereza dos Santos. A responsável pelo departamento de Registros.

As diretorias de Grêmio e Internacional haviam se juntado como interessados no caso. Perderam nesta primeira instância. Mesmo assim os dirigentes gaúchos prometem recorrer. A questão chegará ao Pleno. A esperança é que novos auditores revertam a inocência corintiana. A esperança é pequena.

Os quatro pontos mantidos foram ótimos para a TV Globo. O clube que dá mais audiência e tem mais jogos transmitidos continua vivo no Brasileiro. Com chances de ir para a Libertadores. O interesse deve aumentar nas partidas, faltam apenas sete rodadas para o campeonato terminar.

Em setembro, o Corinthians correu o risco de perder 20 mandos de jogos por causa da briga entre duas facções de torcedores: a Gaviões e a Camisa 12 no Itaquerão. Dirigentes e Comissão Técnica estavam desesperados. Esperavam uma pena pesada, já que a briga foi selvagem. Resultado: apenas um jogo de suspensão. Petros e Guerrero tiveram penas mínimas para quem era acusado de agressão a árbitros.

E hoje conseguiu escapar de qualquer punição, mesmo escalando um atleta de forma irregular. Por culpa de FPF que autorizou. E da CBF que não checou. Mas o atleta não tinha condições de jogo. Não poderia ter atuado no empate com o Coritiba. Mas os auditores do STJD não viram problema algum. E resolveram fazer Tereza dos Santos pagar. Que sorte o Corinthians tem na justiça. Que sorte...
gobbiae 1024x576 O Corinthians prova ser o campeão do STJD. Venceu Inter e Grêmio no julgamento de Petros. Não perdeu ponto algum. Continua brigando pela Libertadores. Para alegria da Globo. A culpa? É da Teresa. Que sorte esse clube tem na justiça esportiva...

Não são só Inter e Grêmio exigindo que o Corinthians perca quatro pontos no Brasileiro. É Federação Gaúcha contra a Paulista de Marco Polo. Será uma guerra hoje no STJD. Vale vaga na Libertadores…

1petrosae Não são só Inter e Grêmio exigindo que o Corinthians perca quatro pontos no Brasileiro. É Federação Gaúcha contra a Paulista de Marco Polo. Será uma guerra hoje no STJD. Vale vaga na Libertadores...
Será uma guerra entre o futebol gaúcho contra o paulista no STJD. Não haverá meio-termo. Um lado sairá vitorioso e o outro lamentará, contestará, protestará. Buscará recursos. A questão é delicadíssima. O julgamento de Petros poderá alterar resultados conquistados em campo. E fazer com que o Corinthians perca quatro pontos. Despenque da quinta para a sétima posição. Ficando fora da zona de classificação para a Libertadores.

"O dia em que o Inter e o Grêmio afinarem suas forças para defenderem seus interesses, pela distância que têm da CBF, o futebol gaúcho vai ter muito mais representatividade, mais força, muito mais condições de que seus interesses sejam ouvidos. Com esse objetivo, foi isso que nós fizemos."

Esta é a explicação do diretor do futebol do Internacional, Marcelo Medeiros. Ele explica a ação conjunta que Grêmio e Inter fizeram entrando como interessados no julgamento de hoje à tarde no STJD. Ninguém na cúpula da CBF esperava essa decisão. A compra da briga publicamente. Os gaúchos colocaram muita pressão nos auditores.

O julgamento de Petros é complicado. O próprio departamento de Registro e Transferência da CBF denunciou o que considerou irregularidade. Apesar de o vínculo iniciar no dia 2 de agosto, o registro de Petros no BID (Boletim Informativo Diário da CBF) foi efetuado no dia 1º, um dia antes do início da vigência.

Portanto ele não poderia ter atuado contra o Coritiba, dia 3, já que seu contrato só passou a valer no primeiro dia útil seguinte à data do registro, segunda-feira, dia 4. A pena por um clube colocar um atleta sem contrato é a perda de três pontos e mais o que o time tenha conseguido em campo. No caso, mais um. O empate contra o Coritiba.

1reproducao33 Não são só Inter e Grêmio exigindo que o Corinthians perca quatro pontos no Brasileiro. É Federação Gaúcha contra a Paulista de Marco Polo. Será uma guerra hoje no STJD. Vale vaga na Libertadores...

O Corinthians alega que fez tudo corretamente. E quem errou foi a Federação Paulista de Futebol. O presidente da FPF e também da CBF a partir de janeiro, Marco Polo del Nero, comprou a briga. Assumiu que foi sua entidade que errou. Disse que foi uma funcionária que errou. Só por isso o BID aceitou o registro um dia antes do contrato efetivamente entrar em vigor.

Os advogados corintianos têm um precedente que irão usar hoje no STJD. Em 2013, a Federação Mineira de Futebol assumiu um erro que poderia ter tirado quatro pontos do Cruzeiro no Brasileiro. Relacionado para o jogo contra o Vasco com a camisa 40, Elisson teria ficado sem contrato no dia do jogo. A FMF garantiu que uma falha no seu sistema de registros não detectou a irregularidade. Com isso, o clube não foi punido com a perda de pontos.

Só que, no ano passado, não havia o peso de dois clubes tradicionais como Grêmio e Internacional unidos, pressionando pela punição. O presidente da Federação Gaúcha, Francisco Novelletto Neto, também garantiu que apoiará seus filiados. Atlético Mineiro e São Paulo também podem à última hora entrar como outros dois clubes interessados. E até o líder Cruzeiro.

O título deverá ficar na Toca da Raposa, não é segredo para ninguém. O que está em disputa, na prática, é as três vagas restantes para a Libertadores. Tirando quatro pontos a essa altura do Brasileiro, o Corinthians ficaria muito prejudicado. O presidente Mario Gobbi não quer nem pensar nessa possibilidade. Disputar a principal competição sul-americana é a garantia de dezenas de reais em 2015, se o clube fizer uma boa campanha.

O mesmo vale para os outros grandes clubes do país. E nessa disputa renhida, Grêmio e Internacional não quiseram deixar escapar a chance. O processo esteve a ponto de ser arquivado, com a FPF de Marco Polo del Nero assumindo a culpa. Mas a interferência gaúcha já pesou. E ele será julgado hoje no STJD.

O embate será pesado. De um lado, a legislação que foi desrespeitada. Erro de quem quer que seja: secretária ou até presidente da República. Petros não poderia jogar. Assim como também o goleiro Elisson não poderia ter sido incluído na partida do Cruzeiro contra o Vasco em 2013. O STJD engoliu a desculpa da Federação Mineira. Agora a tendência é que engula a da Federação Paulista, se houver coerência.

Mas os gaúchos garantem que não será assim. Se houve um erro de avaliação dos auditores em 2013, ele não poderá ser repetido em 2014. A tendência é que haverá uma batalha jurídica envolvendo o caso. O Corinthians manter ou perder quatro pontos vale muito para o clube paulista e aos seus concorrentes.

A situação em si é lamentável. Mostra onde chega o amadorismo do futebol brasileiro. Com a CBF e federações incapazes de registrar um jogador de futebol. "Nós tínhamos a liberação da Federação Paulista para colocar o Petros em campo. O Corinthians não fez nada de errado", alegava Gobbi no Parque São Jorge a seus companheiros de diretoria.

Qualquer decisão que o STJD tomar hoje abrirá espaço para forte contestação. Busca de recurso. Os dirigentes brasileiros conseguiram mais uma vez. O Campeonato Brasileiro outra vez será decidido fora de campo, no tribunal. Em 2013, a Portuguesa não foi páreo para a força do Fluminense e do Flamengo.

Agora tudo está muito mais equilibrado. Grêmio, Internacional e Federação Gaúcha de um lado. Do outro, Corinthians, Federação Paulista. E o futuro presidente da CBF, Marco Polo del Nero, e mentor do atual, José Maria Marin. Será uma guerra, sem direito a ingênuos...
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Foi a melhor luta do UFC em 2014. José Aldo e Chad Mendes fizeram um combate inesquecível no Maracanãzinho. O cinturão foi mantido no Brasil. O Zé Aldo que o mundo quer ver está de volta…

1inovafoto Foi a melhor luta do UFC em 2014. José Aldo e Chad Mendes fizeram um combate inesquecível no Maracanãzinho. O cinturão foi mantido no Brasil. O Zé Aldo que o mundo quer ver está de volta...
Foi a melhor luta de 2014. Foram 25 minutos de trocação. José Aldo saiu com um corte enorme no supercílio olho esquerdo, que já estava fechando, inchado. O rosto de Chad Mendes também estava inchado, vermelho de tantos golpes. No final, a vitória unânime de Aldo (49-46, 49-46, 49-46). Suando sangue, literalmente, o Brasil manteve seu único cinturão no UFC, o dos penas. Foi uma festa inesquecível no Maracanãzinho.

Dedé Pederneiras já sabia. Tinha informações do team Alpha Male, Chad Mendes estaria bem diferente para esta revanche. Não só não cometeria os mesmos erros de janeiro de 2012. Não seria apenas um desafiante tentando levar Zé Aldo para o lugar que menos gosta no octógono: o chão. E que, no desespero, deixava o rosto exposto para uma certeira joelhada no final do primeiro round. Nada disso. Chad mudou.

Dois anos e cinco vitórias depois, fizeram do norte-americano um lutador melhor. Com melhor repertório. Principalmente no boxe. Pisou no octógono nesta madrugada disposto a surpreender o brasileiro no seu território. Na trocação em pé. Estava preparado para um festival de jabs, diretos, cruzados, ganchos e, principalmente, uppercuts.

José Aldo sabia muito bem que teria um adversário dificílimo. E, mais do que isso, precisava 'voltar aos velhos tempos'. Ele já estava sendo duramente criticado pela cúpula do UFC e por fãs. O amazonense havia se acomodado. Caído na armadilha de manter o cinturão sem correr riscos nas últimas lutas. Estava se tornando um boring champion, um campeão chato, como detesta Dana White. Ele é um vendedor. Precisa de lutas emocionantes para que o UFC lucre com os pay-per-view. A rejeição a Aldo já irritava Dana.

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Aldo entrou no octógono pronto para mostrar que merecia continuar com o cinturão. E ir além. Voltar a se expor. Comprar a briga de verdade. Recuperar seu estilo agressivo, combinando socos e chutes violentíssimos e velozes. Surpreender o adversário, que nunca sabe de onde vem o golpe, como também empolgar os fãs e telespectadores. UFC é show.

Ninguém tem como reclamar do que foi visto por 25 minutos. Aldo e Chad proporcionaram uma luta como há muito tempo não se via. Além da técnica e coragem, ambos estavam fisicamente muito bem preparados. Zé Aldo também se aprimorou. Nada de perder o fôlego nos últimos rounds.

A trocação começou logo no primeiro round. Chad estava com o boxe afiado. Assim como sempre esteve o campeão. Foi uma saraivada de socos de lado a lado. A velocidade era imensa. Zé Aldo empolgadíssimo com a torcida o empurrando e o americano querendo de qualquer maneira provar para o mundo, e para ele mesmo, que merecia o cinturão. Deixou o wrestling de lado. Nada de agarração. Ou estudar o adversário. Buscar a melhor distância. Queria era nocautear o mais rápido possível.

3inovafoto Foi a melhor luta do UFC em 2014. José Aldo e Chad Mendes fizeram um combate inesquecível no Maracanãzinho. O cinturão foi mantido no Brasil. O Zé Aldo que o mundo quer ver está de volta...

Foi impressionante a gana dos dois. E a maneira como conseguiram resistir aos socos que tomaram. Chad conseguiu derrubar Aldo. Um belíssimo knockdown com direito a corte no nariz. Mas o brasileiro caiu e levantou como se nada tivesse acontecido. O combate encurtado anulava os chutes, mas deixava os rostos ao alcance dos jabs, diretos, ganchos e uppercuts. Aldo pôde mostrar sua especialidade. E já se impunha no final do primeiro round. Seu golpe mais forte, no entanto, aconteceu décimos de segundos após o assalto encerrado. A pancada foi tão forte que Chad caiu para trás. Se acontecesse cinco segundos antes, Aldo poderia repetir o que havia feito em 2012, nocauteando o americano.

No segundo round, Chad voltou forte, rápido, decidido. Mas José Aldo muito mais. A trocação continuou para delírio dos fãs. O brasileiro continuava superior. Soltando, com cuidado para não ser derrubado, alguns chutes baixos. O terceiro foi marcado por golpes fortíssimos que passaram da guarda dos dois. O americano conseguiu fazer o brasileiro balançar com sequência de diretos. O troco não demorou e logo Aldo dava uma saraivada de socos, terminando com um direto. A resistência de Chad foi no limite.

O brasileiro havia vencido de maneira clara os três primeiros assaltos. No quarto, Chad foi muito melhor. Acertou vários uppers que diminuíram a confiança de Aldo. Um deles, cortou o supercílio direito. E outro direto completou o trabalho. O olho direito estava fechando. O sangue que saía do supercílio atrapalhou demais a visão do brasileiro. Round do desafiante.

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No último assalto, os dois deram tudo o que tinham. Mesmo depois de vinte minutos de trocação, mais diretos e ganchos de lado a lado. O americano conseguiu derrubar Aldo com double leg. Mas não conseguiu segurá-lo no chão. Nada de ground and pound. Aldo cozinhou por um minuto. Mas logo levantou e mesmo com o olho inchado, foi mais preciso nos socos. Ganhou também o quinto round. O combate acabou com o delírio da torcida. Foi a sétima defesa de cinturão com sucesso.

"O reinado está completo. Tem o rei, que sou eu, tem o príncipe, que é o Chad, e agora temos o bobo, que está falando muita besteira." A referência foi feita em relação ao irlandês Conor McGregor. Ele é uma espécie de Chael Sonnen dos penas, com mais talento. Mas o desejo de Dana White é fazer Aldo disputar uma super-luta contra Anthony Pettis, campeão dos leves.

Seja qual for o próximo adversário, quem viu a luta desta madrugada tem motivo para ficar empolgado. Assistiu o melhor combate de 2014. E ficou com uma certeza. O José Aldo empolgante, do início do UFC, está de volta. Dedé Pederneiras acabou com a burocracia...
5inovafoto Foi a melhor luta do UFC em 2014. José Aldo e Chad Mendes fizeram um combate inesquecível no Maracanãzinho. O cinturão foi mantido no Brasil. O Zé Aldo que o mundo quer ver está de volta...

Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?

1reproducao32 Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?
O Palmeiras outra vez foi castigado. O time de Dorival Júnior fazia uma partida na medida. Vencia, com justica, o Corinthians por 1 a 0. A torcida comemorava no Pacaembu, como fez no Mineirão. E outra vez, como foi com o Cruzeiro, a vitória escapou pelos dedos. Aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo pegou o rebote da zaga e chutou. A bola iria para fora. Mas desviou em Juninho, que estava caído, e entrou 1 a 1. Inacreditável.

"Futebol é assim. Um lance muda o jogo. Eu nem entraria. Ainda bem que o professor (Mano) optou por mim", comemorava, Danilo. "Não podemos cometer erros no final de uma partida. Outra vez. Fica o gosto amargo. Esses erros têm sido muito prejudiciais para a nossa equipe." Henrique lamentava muito. Sabia que o Palmeiras se superou diante de Cruzeiro e Corinthians. Mas por injustiça, quatro pontos importantíssimos pontos escaparam nos últimos minutos das duas partidas.

A ausência de Guerrero, suspenso, teve um enorme peso antes de começar o clássico. Dorival e Mano escolheram suas peças no tabuleiro de xadrez. Precisaram de convicção. O palmeirense teve de mostrar firmeza. Sabia que sem o peruano, os corintianos buscaram compensar com correria, movimentação. Daí ter peito para colocar Lúcio no banco. E manter na equipe o garoto Nathan. Escolha corajosa, mas certeira.

Do seu lado, o treinador corintiano escolheu Luciano. O individualista jogador atuaria abrindo espaços. E, novidade, Renato Augusto mais à frente. Tentando ocupar fisicamente na área o lugar onde sempre esteve presente Guerrero. A ideia era segurar os zagueiros palmeirenses. Abrir espaço para Petros e Jadson, de frente para o gol. Também não quis colocar Ralf no clássico para perseguir Valdivia. Acreditou que não seria necessário. Errou. Outra vez o meia teria liberdade para jogar.

Valdivia era a grande esperança de Dorival Júnior. Ele teria de colocar técnica no meio de campo onde havia adrenalina, dedicação em vez de talento. Principalmente porque Wesley vive uma fase horrorosa. Perturbado com o assédio do São Paulo. Mazinho e Victor Luis corriam por quatro jogadores. E na frente, Henrique lutava sozinho com a zaga corintiana. O Palmeiras entrou para o jogo no 4-2-3-1. Marcando a saída de bola corintiana.

O time de Mano cometia um pecado mortal. Tentava de toda a maneira diminuir o ritmo de jogo. Parar a correria do rival. Só que mesmo com melhor visão tática, os corintianos eram travados pelo espírito de luta palmeirense. Jadson outra vez era figura decorativa. Renato Augusto não conseguia se livrar da marcação. Faltava explosão muscular, agilidade.

Fernando Prass também era um personagem importante. Ele trouxe confiança à zaga. E firmeza em bolas que complicaram a vida de Bruno, Deola e Fábio. Além disso, o goleiro orientava Nathan e o afobado Tobio. O jogo estava equilibrado quando Elias se chocou com Valdivia. O chileno sentiu muitas dores no quadril. Perdeu sua movimentação em todo o primeiro tempo. Mas se recusou a sair.

Mesmo assim, o Palmeiras conseguiu o que Dorival Júnior sonhava. Sair na frente do placar. Em um lance sem técnica alguma, apenas esperteza. Valdivia conseguiu dominar a bola na entrada da área. Brigou com a zaga corintiana. E rolou para Wesley fora da área. Ele armou o chute e errou. Ele iria passar à direita do gol de Cássio. Mas como a bola foi fraca, deu tempo para Henrique surgir de surpresa e empurrar para as redes. Falha absurda de Fagner que não reparou no único atacante rival. Palmeiras 1 a 0, aos 25 minutos.

1henriquelancepress Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?

O gol mexeu psicologicamente com o clássico. O Corinthians tentou aumentar sua velocidade e perdeu consciência. Ficou tenso. Buscava empatar a partida de qualquer maneira. O que só ajudava a missão palmeirense de marcar. Faltavam ataques pelas laterais do campo. O erro clássico. Jadson, Renato Augusto e Petros centralizavam as avançadas corintianas. E encontravam um congestionamento de jogadores vestidos de verde em frente ao gol de Fernando Prass.

O jogo ficou como o Palmeiras queria. Brigado, truncado. Estava equilibrado tecnicamente o clássico. Melhor para o time mais fraco. "Perdemos consciência depois que tomamos o gol. Ficamos desconcentrados. Temos de arrumar isso", confessava o veterano Fábio Santos.

Mano não quis mexer no intervalo. Acreditava que com mais movimentação dos seus meias, adiantando a marcação na saída de bola palmeirense e liberando os laterais, tudo seria resolvido. Não foi bem assim. O Palmeiras voltou ainda mais concentrado na marcação. Disposto agora a aproveitar os contragolpes na velocidade. Explorando justamente o espaço deixado pelos lados. Valdivia já estava recuperado da contusão. Pronto para ser o articulador desses contragolpes. Como havia acontecido em Belo Horizonte contra o Cruzeiro...

1getty2 Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?

Aos seis minutos, João Pedro desceu em velocidade pela direita. E cruzou para Mazinho livre pela esquerda. O meia não conseguiu chegar na bola que poderia ter definido o jogo. O castigo quase veio em seguida. Sem ver seu time conseguir invadir a área, Bruno Henrique usar seu forte chute. E da intermediária acertou em cheio a trave esquerda de Fernando Prass, aos oito minutos.

Outra vez Jadson se omitia do jogo. Se conformava em bater faltas, escanteios. Mano perdeu a paciência com o meia. O tirou do clássico. Malcom entrou no seu lugar. Logo Petros também saía. Entrava outro atacante. Romero. O esquema corintiano deixava de ser o 4-2-3-1 para um simplório 4-3-3. O que era um presente para o congestionado meio de campo palmeirense. Tudo era travado longe da meta de Prass.

Enquanto o Corinthians insistia nos chuveirinhos, os contragolpes palmeirense passavam a encaixar. Se tivesse um pouco mais de talento, seus jogadores teriam ampliado o placar. Mesmo assim em um chute longo, Wesley acertou a trave direita de Cássio. Dorival cometeu seu pecado ao trocar o velocista Mazinho pelo lento Diogo. Mouche seria o nome correto. Deixaria o Palmeiras com rapidez nos contragolpes.

Mano já tinha colocado Danilo no lugar de Fábio Santos. Era o desespero. A partida caminhava para o seu final, quando o acaso e a falta de concentração da defesa palmeirense agiram juntos. Em um levantamento para a área, feito por Bruno Henrique, Juninho afastou mal. A bola sobrou para Danilo. Ele errou o chute. O arremate iria para fora. Mas acertou, caprichosamente, Juninho caído. E entrou no gol do Palmeiras. O Corinthians empatava aos 45 minutos do segundo tempo.

O Palmeiras deixava escapar novamente uma vitória em seguida. Quatro pontos eram desperdiçados na sua luta contra o rebaixamento. Já os corintianos tinham de festejar. Ganharam um ponto importantíssimo na luta pela Libertadores. A fisionomia de alegria de Mano contrastava com a tristeza de Dorival. Foi um empate amargo, com gosto de derrota. Há três anos o Palmeiras não vence o Corinthians, seu maior rival. Quem falou que o futebol é justo? Quem falou que a vida é justa?
1henriqueae Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?

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