Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?

1reproducao32 Outra vez o Palmeiras foi castigado. Vencia, com justiça, o Corinthians. Mas aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo empatou para o Corinthians. Quem falou que a vida é justa?
O Palmeiras outra vez foi castigado. O time de Dorival Júnior fazia uma partida na medida. Vencia, com justica, o Corinthians por 1 a 0. A torcida comemorava no Pacaembu, como fez no Mineirão. E outra vez, como foi com o Cruzeiro, a vitória escapou pelos dedos. Aos 45 minutos do segundo tempo, Danilo pegou o rebote da zaga e chutou. A bola iria para fora. Mas desviou em Juninho, que estava caído, e entrou 1 a 1. Inacreditável.

"Futebol é assim. Um lance muda o jogo. Eu nem entraria. Ainda bem que o professor (Mano) optou por mim", comemorava, Danilo. "Não podemos cometer erros no final de uma partida. Outra vez. Fica o gosto amargo. Esses erros têm sido muito prejudiciais para a nossa equipe." Henrique lamentava muito. Sabia que o Palmeiras se superou diante de Cruzeiro e Corinthians. Mas por injustiça, quatro pontos importantíssimos pontos escaparam nos últimos minutos das duas partidas.

A ausência de Guerrero, suspenso, teve um enorme peso antes de começar o clássico. Dorival e Mano escolheram suas peças no tabuleiro de xadrez. Precisaram de convicção. O palmeirense teve de mostrar firmeza. Sabia que sem o peruano, os corintianos buscaram compensar com correria, movimentação. Daí ter peito para colocar Lúcio no banco. E manter na equipe o garoto Nathan. Escolha corajosa, mas certeira.

Do seu lado, o treinador corintiano escolheu Luciano. O individualista jogador atuaria abrindo espaços. E, novidade, Renato Augusto mais à frente. Tentando ocupar fisicamente na área o lugar onde sempre esteve presente Guerrero. A ideia era segurar os zagueiros palmeirenses. Abrir espaço para Petros e Jadson, de frente para o gol. Também não quis colocar Ralf no clássico para perseguir Valdivia. Acreditou que não seria necessário. Errou. Outra vez o meia teria liberdade para jogar.

Valdivia era a grande esperança de Dorival Júnior. Ele teria de colocar técnica no meio de campo onde havia adrenalina, dedicação em vez de talento. Principalmente porque Wesley vive uma fase horrorosa. Perturbado com o assédio do São Paulo. Mazinho e Victor Luis corriam por quatro jogadores. E na frente, Henrique lutava sozinho com a zaga corintiana. O Palmeiras entrou para o jogo no 4-2-3-1. Marcando a saída de bola corintiana.

O time de Mano cometia um pecado mortal. Tentava de toda a maneira diminuir o ritmo de jogo. Parar a correria do rival. Só que mesmo com melhor visão tática, os corintianos eram travados pelo espírito de luta palmeirense. Jadson outra vez era figura decorativa. Renato Augusto não conseguia se livrar da marcação. Faltava explosão muscular, agilidade.

Fernando Prass também era um personagem importante. Ele trouxe confiança à zaga. E firmeza em bolas que complicaram a vida de Bruno, Deola e Fábio. Além disso, o goleiro orientava Nathan e o afobado Tobio. O jogo estava equilibrado quando Elias se chocou com Valdivia. O chileno sentiu muitas dores no quadril. Perdeu sua movimentação em todo o primeiro tempo. Mas se recusou a sair.

Mesmo assim, o Palmeiras conseguiu o que Dorival Júnior sonhava. Sair na frente do placar. Em um lance sem técnica alguma, apenas esperteza. Valdivia conseguiu dominar a bola na entrada da área. Brigou com a zaga corintiana. E rolou para Wesley fora da área. Ele armou o chute e errou. Ele iria passar à direita do gol de Cássio. Mas como a bola foi fraca, deu tempo para Henrique surgir de surpresa e empurrar para as redes. Falha absurda de Fagner que não reparou no único atacante rival. Palmeiras 1 a 0, aos 25 minutos.

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O gol mexeu psicologicamente com o clássico. O Corinthians tentou aumentar sua velocidade e perdeu consciência. Ficou tenso. Buscava empatar a partida de qualquer maneira. O que só ajudava a missão palmeirense de marcar. Faltavam ataques pelas laterais do campo. O erro clássico. Jadson, Renato Augusto e Petros centralizavam as avançadas corintianas. E encontravam um congestionamento de jogadores vestidos de verde em frente ao gol de Fernando Prass.

O jogo ficou como o Palmeiras queria. Brigado, truncado. Estava equilibrado tecnicamente o clássico. Melhor para o time mais fraco. "Perdemos consciência depois que tomamos o gol. Ficamos desconcentrados. Temos de arrumar isso", confessava o veterano Fábio Santos.

Mano não quis mexer no intervalo. Acreditava que com mais movimentação dos seus meias, adiantando a marcação na saída de bola palmeirense e liberando os laterais, tudo seria resolvido. Não foi bem assim. O Palmeiras voltou ainda mais concentrado na marcação. Disposto agora a aproveitar os contragolpes na velocidade. Explorando justamente o espaço deixado pelos lados. Valdivia já estava recuperado da contusão. Pronto para ser o articulador desses contragolpes. Como havia acontecido em Belo Horizonte contra o Cruzeiro...

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Aos seis minutos, João Pedro desceu em velocidade pela direita. E cruzou para Mazinho livre pela esquerda. O meia não conseguiu chegar na bola que poderia ter definido o jogo. O castigo quase veio em seguida. Sem ver seu time conseguir invadir a área, Bruno Henrique usar seu forte chute. E da intermediária acertou em cheio a trave esquerda de Fernando Prass, aos oito minutos.

Outra vez Jadson se omitia do jogo. Se conformava em bater faltas, escanteios. Mano perdeu a paciência com o meia. O tirou do clássico. Malcom entrou no seu lugar. Logo Petros também saía. Entrava outro atacante. Romero. O esquema corintiano deixava de ser o 4-2-3-1 para um simplório 4-3-3. O que era um presente para o congestionado meio de campo palmeirense. Tudo era travado longe da meta de Prass.

Enquanto o Corinthians insistia nos chuveirinhos, os contragolpes palmeirense passavam a encaixar. Se tivesse um pouco mais de talento, seus jogadores teriam ampliado o placar. Mesmo assim em um chute longo, Wesley acertou a trave direita de Cássio. Dorival cometeu seu pecado ao trocar o velocista Mazinho pelo lento Diogo. Mouche seria o nome correto. Deixaria o Palmeiras com rapidez nos contragolpes.

Mano já tinha colocado Danilo no lugar de Fábio Santos. Era o desespero. A partida caminhava para o seu final, quando o acaso e a falta de concentração da defesa palmeirense agiram juntos. Em um levantamento para a área, feito por Bruno Henrique, Juninho afastou mal. A bola sobrou para Danilo. Ele errou o chute. O arremate iria para fora. Mas acertou, caprichosamente, Juninho caído. E entrou no gol do Palmeiras. O Corinthians empatava aos 45 minutos do segundo tempo.

O Palmeiras deixava escapar novamente uma vitória em seguida. Quatro pontos eram desperdiçados na sua luta contra o rebaixamento. Já os corintianos tinham de festejar. Ganharam um ponto importantíssimo na luta pela Libertadores. A fisionomia de alegria de Mano contrastava com a tristeza de Dorival. Foi um empate amargo, com gosto de derrota. Há três anos o Palmeiras não vence o Corinthians, seu maior rival. Quem falou que o futebol é justo? Quem falou que a vida é justa?
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Casamento entre Santos e Leandro Damião vai chegando ao fim. Candidatos a presidente o querem longe da Vila Belmiro. Ele está cansado de ser vaiado, criticado. Só faltam interessados no atacante de R$ 42 milhões…

1leandrodamiãodivulgacao 1024x682 Casamento entre Santos e Leandro Damião vai chegando ao fim. Candidatos a presidente o querem longe da Vila Belmiro. Ele está cansado de ser vaiado, criticado. Só faltam interessados no atacante de R$ 42 milhões...
Leandro Damião virou o culpado por tudo de ruim que acontece no Santos. O presidente Odílio Rodrigues não suporta mais ouvir queixas de conselheiros e torcedores. Até membros da diretoria não perdoam o clube ter comprometido R$ 42 milhões com o jogador. Mais o salário de R$ 450 mil mensais. E ainda R$ 50 mil de auxílio moradia. Contrato assinado por cinco anos. Até 2019.

Conselheiros não perdoam tanto dinheiro gasto assim com um atacante improdutivo. São 36 partidas e nove gols. Um gol a quatro partidas. Um a cada 360 minutos em campo. A esperança que o clube tinha em lucrar o repassando neste final de ano para a Europa desapareceu. Odílio está cada vez mais depressivo quando tem de falar sobre o atacante.

"Ele é um pangaré", resumiu, irritado Luís Álvaro, sem o menor respeito a Leandro Damião. Os empresários perdem argumento a cada jogo do Santos para tentar convencer clubes europeus que precisam de um artilheiro. O jogador tem 25 anos e meio. Sua média de gol é baixíssima na atual temporada. Alguns números para comparação. Em 2010, ele chegou a 0,34 gols por jogo. Em 2011, seu grande momento: 0,74. Já no ano de 2012, ficou no 0,55. Em 2013, 0,27. Este ano, 0,25. Participou de cerca de 33% das partidas do Santos na temporada.

Caiu em descrédito com a torcida. Conselheiros garantem que Osvaldo de Oliveira foi demitido porque não o escalava. Preferia o garoto da base, Gabriel. O novo técnico Enderson Moreira já se indispôs com um repórter do Sportv. Não aceitou a acusação que foi contratado para privilegiar Leandro Damião. Mas esta é a certeza de setoristas que frequentam o clube.

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Essa impressão só se fortaleceu contra o Fluminense. O Santos mal em plena Vila Belmiro. Robinho estava cansado. Gabriel era o único jogador que incomodava a zaga carioca. Mas ele foi o escolhido para sair por Enderson. Quando Leandro Damião pisou no gramado, ouviu o treinador ser xingado de 'burro'. Com a vitória do Fluminense, tudo ficou pior. A raiva da torcida foi canalizada para o técnico. O atacante, ficou constrangido, sabia que ele tinha sido o culpado pelos palavrões. Repórteres também tiraram do sério Enderson com perguntas sobre Leandro Damião.

Os companheiros de time sabem que ele se esforça. Treina até mais do que muitos. Só que sua característica não combina com a leve equipe santista. Leandro Damião é lento para o time especialista em contragolpes. Chega sempre atrasado nas jogadas de Geovânio, Robinho, Gabriel, Rildo, Lucas Lima. Ele que começou a jogar futebol profissional tarde, tem sérias dificuldades em fundamentos. Tudo é pior quando precisa chutar e cabecear mal posicionado, atrasado por ser mais lento que os demais. O festival de gols perdidos é imenso.

Os atletas até evitam reclamar dele. Fazem de conta que não percebem o quanto ele desperdiça, sabota ataques, sem querer. Sabem todo o esforço que Leandro Damião faz nos treinamentos. O problema é que sua maneira de atuar não combina com o Santos atual. E que cada vez mais sua confiança está indo embora.

Quando foi contratado, Odílio tinha a certeza de que ele seria o atacante do Brasil na Copa do Mundo. Não foi chamado. E nem está sendo lembrado agora por Dunga. A torcida já perdeu a paciência. Acabou o período de tolerância. Leandro Damião não teve como reagir.

Tudo fica pior com a terrível situação financeira santista. Os salários estão atrasados de novo. Odílio mandou avisar que não sabia quando poderia pagar setembro. Acaba de acertar a venda do clássico contra o São Paulo para Cuiabá. A quantia foi de R$ 1 milhão. Mas há funcionários sem receber e dívidas pendentes. Modesto Roma Júnior assegura que o Santos deve mais de R$ 400 milhões. A situação não contestou os números.

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A saída de Neymar foi um desastre para o Santos. Desde 2013 não tem patrocínio master. O número de novos sócios-torcedores desabou. E a Globo assume não ter o menor interesse em mostrar o time atual. O clube não reclama porque já antecipou as cotas de tevê até 2015. E as de 2016 foram dadas como garantia à Doyen Sports pela compra de Leandro Damião.

O time perdeu o Campeonato Paulista para o Ituano. Não tem chance de título brasileiro. Até ficar entre os quatro primeiros que vão disputar a Libertadores, a situação está complicada. Não há saída a não ser apostar todas as fichas na Copa do Brasil. Na semifinal o adversário é o melhor time do Brasil, o Cruzeiro.

Diante desse quadro, Leandro Damião vive momentos de tensão. Vai aproveitar os últimos jogos do ano para pensar na vida, na carreira. Se vale ou não ficar no Santos para ser questionado. Apontado pelos torcedores como alguém que está atrapalhando a vida do time. Para a maioria dos conselheiros foi um dos piores negócios da história.

Até quando passeia pela cidade litorânea, Damião é questionado. Torcedores querem explicação para o seu fraco desempenho. Ele pede paciência. Mas o ano já está acabando. Seu empresário Vinicius Prates tenta convencer o atacante a ter calma. Esperar o bom momento. É lógico que vale a pena, com o excelente salário mesmo na reserva.

Mas a situação não está nada fácil. Leandro Damião também está se cansando. Não foi ele que se ofereceu para a Doyen ou ao Santos. O empresário Renato Duprat e Odílio deveriam saber de sua péssima fase no Internacional. Se arriscaram e agora lamentam. O pior é que o clube está pagando R$ 500 mil à empresa pela compra do jogador.

O clube terá eleições presidenciais no dia 6 de dezembro. Os candidatos analisam com muita apreensão o caso Leandro Damião. Conselheiros insistem que a melhor solução seria repassar o jogador. Vender a todo custo. Mesmo tendo prejuízo, seria menos custoso do que deixá-lo junto com a equipe. Se houver essa chance, o jogador não a desperdiçará. Ele está tremendamente infeliz na Vila Belmiro. Resiste pela ótima condição financeira.

Mas a transação não deu certo para nenhum dos lados. A não ser o do Internacional que fez excelente venda. Ou Leandro Damião faz excepcionais semifinais e, eventuais, finais da Copa do Brasil ou a chance de mudar de ares é enorme em 2015. Não em um grande time europeu, como sonhava. Mas pode ir atuar em mercados menores como a China, Japão ou na Arábia.

Há uma forte determinação dos candidatos a presidente. Não vão perder mais tempo e dinheiro com Leandro Damião. Ou ele reage nestes últimos jogos de 2014 ou terá de procurar outro clube. A situação é clara, sem rodeios. O endividado Santos não quer e não pode ficar pagando R$ 450 mil como salários e mais R$ 50 mil como auxílio-moradia ao atacante. Só falta uma coisa: interessados. Não há...
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Ter trocado o São Paulo, onde era mimado, pela Europa, onde virou mais um, foi a melhor coisa que aconteceu para Casemiro. Tomou um banho de humildade. O prêmio: a convocação para a Seleção Brasileira de Dunga…

1casemiroreproducao Ter trocado o São Paulo, onde era mimado, pela Europa, onde virou mais um, foi a melhor coisa que aconteceu para Casemiro. Tomou um banho de humildade. O prêmio: a convocação para a Seleção Brasileira de Dunga...
Foi uma grande virada por cima. No Morumbi, dirigentes e conselheiros haviam se cansado de sua indolência. Sua arrogância como jogador era motivo de espanto e até ironias. Os jogadores brincavam com a postura auto-suficiente. Assim também como setoristas que frequentavam diariamente os treinos no São Paulo.

Ninguém acreditava na 'máscara' de Casemiro. Timidez, escudo, personalidade. Seja o que for. Mas treinadores cansaram de dar chances e se decepcionar com seu futebol. Muitas vezes começava bem uma partida e depois se perdia. Parecia se contagiar com a torcida, quando se percebia com a bola nos pés.

Era uma das maiores esperanças entre os atletas da base que vieram de Cotia. Ele e Oscar eram muito amigos. Tinham o mesmo empresário, Giuliano Bertolucci. Os dois se destacavam na base. E quando começavam a entrar no time principal, o agente encontrou brechas nos contratos. Tirou Oscar do Morumbi e o levou para o Internacional. Casemiro revelou que Bertolucci chegou a lhe oferecer R$ 1,5 milhão para fazer a mesma coisa.

1casemirogaroto Ter trocado o São Paulo, onde era mimado, pela Europa, onde virou mais um, foi a melhor coisa que aconteceu para Casemiro. Tomou um banho de humildade. O prêmio: a convocação para a Seleção Brasileira de Dunga...

O campeão mundial sub-20 preferiu continuar recebendo R$ 15 mil mensais no São Paulo. E ainda fez questão de avisar publicamente que estava dispensado Bertolucci. A postura surpreendeu a todos. Principalmente o ex-presidente Juvenal Juvêncio. Ele ficou profundamente grato ao volante. Se o jogador quisesse, poderia sim conseguir sua liberação na justiça.

Juvenal resolveu compensar Casemiro. O jovem volante não conseguia se firmar no São Paulo. O dirigente foi sondado sobre a possibilidade de emprestar o jogador ao Real Madrid B. Não pensou duas vezes. Nem o jogador acreditou no interesse dos espanhóis. Mas viajou empolgadíssimo.

As notícias que chegavam ao Morumbi davam conta que Casemiro estava aprendendo na marra. Sua máscara não existia mais. Ele não era o campeão mundial que reivindicava o lugar de titular no São Paulo. Apenas mais um entre os dezenas de jovens promessas que o Real havia recolhido pelo mundo. Focado, o volante passou a render bem. Animar os merengues. Tanto que acabou sendo promovido e fez algumas poucas partidas pelo Real Madrid principal. Agradou. Foi comprado pelos espanhóis.

Mas no meio de tantos jogadores importantes contratados, Casemiro viu que não teria espaço. Até para a reserva seria uma luta. Foi quando surgiu o interesse do Porto. O time português conseguiu levá-lo por empréstimo. O brasileiro saiu com a promessa que, se fosse bem, poderia no futuro voltar a atuar pelo Real.

Foi há apenas três meses. E lá surpreendeu. Misturando um futebol muito forte na marcação e com muita técnica na saída para o jogo, com a cabeça erguida. A imprensa portuguesa o cobre de elogios. A indolência parece ter ido embora. E seu bom rendimento chegou aos ouvidos de Dunga.

Sem poder chamar Elias por atuar no Brasil e com Elias contundido, a oportunidade bateu à porta de Casemiro. O jogador de 22 anos parece estar muito diferente. O ano e três meses que está na Europa o amadureceram. Se mostra mais humilde, entendendo que pose não adianta. Muito menos colocar as mãos na cintura para reclamar dos companheiro. Seu ego diminuiu. O que é ótimo.

"Aqui se joga mais duro e objetivo. Não tive dificuldade para me aprimorar, adaptar. Principalmente no Porto, tenho tido grandes oportunidades e é um grande aqui da Europa. Sempre tive uma estrutura enorme por trás de mim, então fica até fácil jogar bem. É tudo uma grande experiência", disse o atleta ao Sportv.

Fez muito bem ser 'mais um' no vasto elenco do Real Madrid B. Milton Cruz cansou de dizer no São Paulo que, quando Casemiro amadurecesse, seria um excelente jogador. Atleta de Seleção Brasileira. Suas palavras eram questionadas por dirigentes e conselheiros. Muita gente importante no São Paulo acreditava que ele iria se perder.

Mas ter saído do ninho parece mesmo ter feito bem ao volante. A expectativa de Dunga é boa em relação ao jovem jogador. Ele que aproveite a chance. Continue humilde, competitivo. Gilmar Rinaldi também se tornou um dos seus defensores na CBF. Será muito observado. Seus pequenos gestos na concentração terão importância. Assim como o que mostrar diante dos turcos e austríacos. Casemiro havia sido chamado cinco vezes para a Seleção por Mano Menezes. Foi esquecido por Felipão.

A volta por cima poderá ser completada. Basta apenas Casemiro lembrar que faz parte de um grupo. Seus ataques de estrelismo precisam ter acabado em Cotia. A chance está nos seus pés...
 Ter trocado o São Paulo, onde era mimado, pela Europa, onde virou mais um, foi a melhor coisa que aconteceu para Casemiro. Tomou um banho de humildade. O prêmio: a convocação para a Seleção Brasileira de Dunga...

Elias cai na provocação de torcedores corintianos em Cuiabá. Organizadas adversárias já sabem que a provocação funciona e prometem irritá-lo. O STJD irá analisar a absurda discussão. E pode custar caro ao volante da Seleção…

1eliasae Elias cai na provocação de torcedores corintianos em Cuiabá. Organizadas adversárias já sabem que a provocação funciona e prometem irritá lo. O STJD irá analisar a absurda discussão. E pode custar caro ao volante da Seleção...
Está na Internet o vídeo que mostra o descontrole de Elias. O jogador foi ironizado por alguns torcedores na Arena Cuiabá após a vitória contra o Vitória. É possível ouvir alguns gritos de 'eu te amo', em tom de escárnio. E vários 'aqui é Corintians, mano'. Tudo ainda por conta dos boatos do corte de Maicon da Seleção Brasileira nos Estados Unidos. O jogador não pode levar a sério uma bobagem.

Elias reagiu bem na época que o boato foi divulgado. Sorriu, brincou. Mas após a partida de quarta-feira em Cuiabá, ele se descontrolou. Durante todo o jogo foi hostilizado, provocado. Quando o confronto acabou, alguns torcedores se aproximaram do vestiário corintiano. Esperaram pelo volante. E conseguiram tirá-lo do sério.

O jogador da Seleção Brasileira ficou revoltado com as insinuações. E passou para o revide. Foi palavrão contra palavrão. A discussão constrangedora já chegou até o procurador do STJD, Paulo Schmidt. Ele pode denunciar Elias. E o Corinthians corre o risco de perder o importante volante nessa reta final de Brasileiro.

O que o atleta está sofrendo é o efeito colateral da falta de transparência da Seleção. Se Dunga assumisse comandar adultos e não crianças falaria o que Maicon fez. E ponto final. Abriu a brecha para humoristas criassem boatos ridículos que estão tendo consequências. Elias se cansou de insinuações.

Alguém precisa urgentemente orientá-lo. Sua reação foi descabida. Irracional. Torcidas adversárias já sabem o que aconteceu em Cuiabá. E pretendem fazer o mesmo com o jogador. Tirar sua concentração. A começar por amanhã, no clássico contra o Palmeiras. Ele que se prepare. O mais irônico de tudo. Foram corintianos que provocaram Elias no Mato Grosso...

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Para o Palmeiras vale a sobrevivência na Série A. Ao Corinthians, a Libertadores. O sonho do título do Brasileiro. Há tempos que o clássico entre os grandes rivais de São Paulo não tinha tanta importância…

1valdiviareproducao Para o Palmeiras vale a sobrevivência na Série A. Ao Corinthians, a Libertadores. O sonho do título do Brasileiro. Há tempos que o clássico entre os grandes rivais de São Paulo não tinha tanta importância...
Será o jogo da arrancada para escapar de vez do rebaixamento. É assim que Dorival Júnior trata o clássico de amanhã contra o Corinthians. Ele tem a certeza de que, da forma que o Palmeiras surpreendeu o líder Cruzeiro no Mineirão, irá se impor fisicamente. Seus jogadores darão a alma novamente pelo resultado. Com duas grandes diferenças: terá o talento de Valdivia no meio de campo. E a garantia que a torcida palmeirense lotará o Pacaembu.

Embora o Corinthians tenha jogadores mais importantes, talentosos, Dorival quer comprar a briga. Vencer a partida no coração. A estratégia será adiantar o time. Marcar a saída de bola corintiana. Não deixar os rivais respirarem até o time conseguir marcar os gols que garantam a vitória.

Valdivia está especialmente animado para o clássico. Acompanhou a negociação do clube, o escambo. O Palmeiras trocou deixá-lo de fora contra o Cruzeiro para que atuasse diante dos corintianos. O meia viu outra vez o quanto é importante no Palestra Itália. O tratamento de rei que recebe da equipe brasileira. E ficou grato. A ponto de deixar vazar que não se interessa pela proposta de empréstimo do Colo Colo. O time chileno o deseja por empréstimo para disputar a Libertadores da América de 2015.

Só que, aos 31 anos, Valdivia gostou do tratamento vip que recebeu nos últimos quatro anos. Seu contrato vence no meio de 2015. Se mostra disposto a renová-lo. Até ganhando menos do que os R$ 475 mil que recebe desde 2010. Paulo Nobre, se reeleito, se interessa. Quer continuar com o meia. Só um grande obstáculo pode atrapalhar a transação. Um eventual novo rebaixamento do Palmeiras para a Segunda Divisão.

Conhecendo bem o ambiente, o meia sabe que Dorival tem razão. A partida de amanhã pode dar o tom do restante do Brasileiro. Será o céu ou o inferno. Uma vitória pode dar o banho de confiança que o time precisa. Já a derrota pode tornar o ambiente pesado, tornar mais difícil o equilíbrio emocional na luta contra o descenso.

Dorival já conversou com Valdivia. O meia sabe que precisará estar concentrado. Fazer o máximo para evitar confusões. Fugir de cartões e nova expulsão. Ele será provocado por corintianos que conhecem o seu pavio curto. O treinador em cada entrevista tem mandado recado ao chileno. Mostrado o quanto ele é insubstituível neste momento de tanta pressão para o Palmeiras. Assume a dependência sem o menor constrangimento.

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"O Valdivia tem tido uma importância enorme no time, por isso que não podemos pensar em lesão, por exemplo. Dou testemunho de que o Valdivia tem sido um jogador exemplar em todos os aspectos. Ouvi falar muita coisa sobre ele, olhava muito de longe, mas ele me surpreendeu positivamente. Espero que continue assim, porque a capacidade técnica dele não se discute."

É pura dependência. Apesar de inchado, o atual elenco do Palmeiras não tem um jogador pensante como o meia. Ele será fundamental no esquema de amanhã. Jornalistas que acompanham diariamente os treinamentos do Palmeiras sentiram. O chileno está diferente. Focado. Sabe que, de novo, todos os holofotes estão em cima dele. A dependência do seu talento é assumida pela diretoria, pelo treinador.

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Até mesmo a Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, resolveu dar um sossego ao jogador. Os torcedores são rompidos com Paulo Nobre por causa dele. Na Argentina, aconteceu enorme desentendimento. O meia não aceitou ser cobrado aos palavrões na péssima campanha do time na Libertadores de 2013. Irritado, passou a mão na genitália provocando os torcedores. No aeroporto de Buenos Aires, se não fossem os demais atletas do time, Valdivia tomaria uma surra de membros da Mancha Verde.

Desde então Nobre não aceita conversar oficialmente com a torcida. E Valdivia é perseguido com palavrões pelos torcedores. Deverá ser poupado amanhã. Entre o chileno e o Corinthians, a organizada ainda prefere o Palmeiras.

Do outro lado, Mano Menezes está empolgado. Nada como duas vitórias seguidas. Ganhou do Internacional e do Vitória. Recolocou o Corinthians entre os quatro primeiros do Brasileiro. Brigando de verdade pela Libertadores, como exige Roberto Andrade e Paulo Garcia, os candidatos à presidência. Sabe dos planos de Dorival Júnior. Da empolgação de Valdivia. Tanto que espera por Ralf. Quer o volante marcando com os dentes a principal esperança palmeirense.

Mas o técnico tem uma visão global da situação. Sabe que se vencer o jogo pode até assumir a segunda colocação do Brasileiro. Caso o Cruzeiro perca para o Figueirense em Florianópolis e o São Paulo tropece no Goiás, no Morumbi, o Corinthians ficaria a cinco pontos do líder. Seria uma injeção de adrenalina nesta fase final do Brasileiro.

Para isso Mano pretende surpreender os donos da casa. Fazer os corintianos comprar a briga. Também marcar a saída de bola adversária. Com força, correria, vigor. E buscar a vitória na maior técnica do seu elenco. O departamento jurídico ainda sonha em conseguir transformar a suspensão de Guerrero em multa. João Zanforlin tentará até o último instante essa troca. Se obter êxito será tudo o que o treinador corintiano sonha.

Caso Guerrero não possa atuar, o plano será o mesmo. Assim como foi diante do Vitória. Com um só atacante fixo. Luciano parte na frente do indeciso Romero. Mano quer a movimentação constante de seu time na frente. Para confundir a defesa palmeirense. Explorar a pressão dos torcedores que obrigarão o Palmeiras a atuar mais aberto.

As duas diretorias negam oficialmente que pagarão uma premiação extra pelo jogo. Mas os conselheiros dos dois lados têm a certeza que os atletas ganharão um incentivo pela vitória.

Há uma grande certeza no ar. Fazia muito tempo que um clássico entre Palmeiras e Corinthians não tinha tanta importância. Para um vale a chance de respirar tranquilo, ter o impulso que pode livrá-lo da Segunda Divisão. Para o outro, a confirmação de uma Libertadores obrigatória pelas dívidas com o estádio. E para o sonho de ainda brigar pelo título do Brasileiro que parecia uma miragem. Vai sair faísca do Pacaembu. Como nos velhos tempos deste clássico...

(O STJ confirmou a suspensão. Guerrero não enfrentará o Palmeiras. Quem perde é o próprio clássico...)
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Romário só aceitou apoiar Aécio depois que teve a certeza. Se eleito, o candidato a presidente não fará de Ronaldo seu ministro dos Esportes. “Ele é um ninguém na política”, ironizou sem piedade…

1romariodivulgacao 1024x576 Romário só aceitou apoiar Aécio depois que teve a certeza. Se eleito, o candidato a presidente não fará de Ronaldo seu ministro dos Esportes. Ele é um ninguém na política, ironizou sem piedade...
Ronaldo e Romário conseguiram. A briga entre os dois para apoiar Aécio Neves constrangeu até o próprio candidato. Mas sufocado pelas últimas pesquisas que apontam até hoje, vitória de Dilma, o candidato do PSDB resolveu a crise de ciúmes da maneira mais oportunista possível.

"Quem tem voto é você. Vamos nessa." Direto disse que precisava dos votos do senador eleito. E não da birra do amigo ciumento, que não levava a nada. E lá foi Romário gravar duas propagandas manifestando seu apoio.

A história é simples. Aécio Neves e Ronaldo são amigos de muito tempo. Desde o tempo que o neto de Tancredo era solteiro. Frequentaram várias festas e jantares juntos. Desde o primeiro momento que o então governador de Minas Gerais decidiu ser candidato a presidente, Ronaldo hipotecou seu apoio. Mesmo quando os índices estavam mais baixos. Quando tudo indicava que Aécio não conseguiria chegar nem no segundo turno.

A morte de Eduardo Campos fez de Marina Silva a provável candidata que brigaria com Dilma Rousseff à presidência. Mesmo com os índices bem baixos, Ronaldo não desistiu. Foi um cabo eleitoral completamente engajado. Fez jantares de apoio ao político. Sempre que tinha chance era fotografado ao seu lado.

A ambição de Ronaldo não é novidade para ninguém. Todos se lembram que ele é amigo íntimo de Andrés Sanchez. Foi o ex-presidente que o reaproximou de Ricardo Teixeira. Ambos eram brigados desde que o ex-presidente da CBF proibiu suas convocações depois da farra que o atacante promoveu na Copa de 2006. O atacante sabia e tinha muita raiva do dirigente. Andrés não conseguiu apenas unir os dois. Como deu a cada um o que precisava.

1ronaldoreproducao 1024x576 Romário só aceitou apoiar Aécio depois que teve a certeza. Se eleito, o candidato a presidente não fará de Ronaldo seu ministro dos Esportes. Ele é um ninguém na política, ironizou sem piedade...

Teixeira queria um escudo no Comitê Organizador Local da Copa. Ronaldo queria estar envolvido no Mundial. Um abraço selou a paz. E a felicidade dos amigos do ex-presidente corintiano. Mas mal foi indicado ao cargo, o ex-jogador tratou de avisar que, se tivesse apoio, aceitaria ser presidente da CBF. Ele não quis nem saber que este era o desejo de Andrés. O atropelou sem a menor cerimônia.

Também não mostrou a menor solidariedade quando Andrés e Ricardo Teixeira perderam seus cargos. Não disse nem 'boa sorte'. Tratou de continuar abraçando o Fuleco pelo mundo. Virou símbolo do Mundial. A ponto se ser perseguido pelos black blocs na Copa das Confederações. Teve de se esconder nos hotéis onde ficou. Aproveitou a Copa como pôde. Comentou os jogos para a Globo, ganhou dinheiro com seu contratado Neymar. E ainda participou de reuniões importantes com a cúpula da Fifa. Adorou tanto poder.

1ronaldofuleco Romário só aceitou apoiar Aécio depois que teve a certeza. Se eleito, o candidato a presidente não fará de Ronaldo seu ministro dos Esportes. Ele é um ninguém na política, ironizou sem piedade...

Com o final da Copa do Mundo, Ronaldo ficou saudoso do poder. E mergulhou de cabeça na campanha de Aécio. Jornalistas políticos conceituados garantem que sua amizade realmente é grande com o candidato. Mas se viesse um convite para se tornar ministro dos Esportes, seria melhor. Mas não é que na semana passada, a revista Veja acabou com seus sonhos? Revelou que, se o PSDB ganhar, o ministro que cuidaria dos Esportes seria Bernardinho, técnico da Seleção Masculina de Vôlei.

Desde então, Ronaldo estaria acabrunhado. Foi quando nasceu a história de Romário. Dilma passou a crescer nas pesquisas. Aécio já teve o apoio assumido de Marina Silva. Precisava de outro nome forte. Foi quando o do senador eleito pelo Rio de Janeiro, com 4,6 milhões de votos, surgiu. Mas havia um obstáculo. Ronaldo estava magoado com os vários ataques que recebeu de Romário.

O Baixinho se considerava traído por Ronaldo. Ele o convenceu a dar seu apoio público durante a Copa a José Maria Marin. A compensação seria 32 mil ingressos do Mundial para deficientes. As entradas nunca foram liberadas. E o então deputado federal voltou a atacar o presidente da CBF e Marco Polo del Nero. De lambuja, também Ronaldo. Se não fosse ele, não teria sido enganado.

1aecioronaldoreproducao Romário só aceitou apoiar Aécio depois que teve a certeza. Se eleito, o candidato a presidente não fará de Ronaldo seu ministro dos Esportes. Ele é um ninguém na política, ironizou sem piedade...

Quando o Fenômeno soube que Aécio queria pedir para Romário gravar propagandas para o candidato, teria se colocado contra. Só aceitaria que as filmagens acontecessem se ele pedisse desculpas pessoalmente. Romário se recusou. Foi quando o político não teria perdido tempo em optar que lado seguir.

"Quem tem voto é você. Vamos nessa." Essas frases teriam sido usadas por Aécio em um telefonema ao agora senador.

Romário quis checar se o seu rival seria ministro dos Esportes. Soube, com satisfação, que não. Gravou então com o maior prazer duas propagandas. Mas não se conteve e teve, lógico, de dar uma espetada no seu rival. Tratou de constrangê-lo o máximo que pôde. Foi ontem à noite.

"Ronaldo é um ninguém na política, não tem autoridade moral pra falar de política. Ele para mim, em termos de política, é um cidadão como outro qualquer. Respeito o que o Ronaldo fez dentro de campo, mas ele não tem autoridade na política. Como disse o Aécio, quem tem voto sou eu." Sabia que, se Aécio for eleito, Ronaldo não terá cargo algum. Daí a expressão 'ninguém na política'.

Mesmo com o apoio, a situação de Aécio Neves está difícil em relação à briga com Dilma. Vencendo ou não, sua campanha escancarou a vexatória situação. O ambicioso amigo do candidato foi deixado para trás. Preterido pelos 4,6 milhões de votos do senador pelo Rio de Janeiro, Romário. Ronaldo pensou que fosse esperto. Mas tem muito a aprender. Principalmente na política...
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A real possibilidade de volta de Paulinho ao Corinthians. Depende do retorno de Tite ao comando do clube. O volante não suporta mais ser reserva no Tottenham do argentino Mauricio Pochettino…

1paulinhogazeta A real possibilidade de volta de Paulinho ao Corinthians. Depende do retorno de Tite ao comando do clube. O volante não suporta mais ser reserva no Tottenham do argentino Mauricio Pochettino...
Paulinho está fora da lista da Seleção. Não foi chamado para enfrentar a Turquia e a Áustria. Esse esquecimento só faz aumentar a possibilidade de retorno ao Corinthians em 2015. Principalmente se o clube confirmar a volta de Tite. Ao deixar o clube, o volante em junho de 2013, ele teve uma longa conversa com o técnico. A postura do treinador foi paternal. O jogador tinha receio de retornar à Europa.

Paulinho e sua mulher foram vítimas de racismo na Lituânia. Eram xingados na rua, chamados de macacos. O atleta já chorou contando algumas histórias para a imprensa. A companheiros de Corinthians e a Tite disse as piores. E quanto não queria expor sua família a novas humilhações.

O ex-treinador corintiano foi fundamental. Insistiu que a Inglaterra é um país culturalmente mais evoluído. A integração racial é algo normal. Bem ao contrário do que o Leste Europeu. O técnico repetiu várias e várias vezes que havia chegado a hora do jogador declarar a sua independência financeira. E que teria muito a evoluir no Tottenham. Principalmente nas mãos do técnico português André Villas-Boas. Foi a insistência do treinador que convenceu os ingleses a gastarem R$ 59 milhões, 18 milhões de euros no corintiano.

Só que Villas-Boas foi demitido. O estilo versátil de Paulinho que tanto bem fez ao Corinthians é detestado no Tottenham do argentino Mauricio Pochettino. Ele quer volantes de marcação. Já não tem utilizado o brasileiro no inglês. O utiliza às vezes na Liga Europa, torneio que o clube britânico não prioriza. E de uma maneira que o ex-corintiano não consegue render: aberto pela direita, como Ramires fazia na Seleção, nos tempos de Felipão.

A imprensa inglesa credencia Paulinho como uma péssima contratação. Seu mercado está fechado para grandes equipes europeias. O fato de estar esquecido por Dunga também abala o prestígio. Quem viveu situação parecida no Parque São Jorge foi Elias. Ele se mostra muito agradecido aos dirigentes por ter voltado ao Corinthians. O retorno fez com que perdesse dinheiro. Mas ganhasse estabilidade emocional. A ponto se se tornar imprescindível na Seleção Brasileira.

1paulinhotottenhamap A real possibilidade de volta de Paulinho ao Corinthians. Depende do retorno de Tite ao comando do clube. O volante não suporta mais ser reserva no Tottenham do argentino Mauricio Pochettino...

Paulinho sabe que seu empresário, Giuliano Bertolucci, é contrário ao retorno ao Brasil. Aos 26 anos, retornar da Europa pela segunda vez seria provar que seu futebol não se encaixa no Velho Continente. Mas no Corinthians há quem garanta que o volante já perdeu a paciência. E quer sim atuar novamente no clube paulista. De preferência com Tite, seu conselheiro.

O vínculo do jogador com o Tottenham é até 2017. Seu salário, revelado pela imprensa inglesa, é de R$ 12 milhões anuais. Ou seja, R$ 1 milhão a cada 30 dias. Isso nunca o Corinthians iria pagar. A solução seria pagar a metade do que Paulinho recebe e ter o atleta por empréstimo.

Mas o presidente Mario Gobbi não quer tratar de assunto tão caro. Muito pelo contrário. Com a definição das chapas: Roberto de Andrade pela situação e Paulo Garcia, como opositor, o dirigente pretende passar a situação à dupla. Assim como o caso do treinador do Corinthians em 2015. Andrade, favorito à sucessão, vem repetindo a conselheiros que deseja Tite. Garcia também ia pelo mesmo caminho. Mas as vitórias recentes do time com Mano, o tem deixado mais indeciso.

Quanto a Tite, parece ser uma questão de honra voltar ao Parque São Jorge. E também de comprometimento com Roberto de Andrade. Mostrar que Gobbi se precipitou ao dispensá-lo no final do ano passado. Não é preciso nem perguntar ao treinador se desejaria voltar a trabalhar com Paulinho. Ele deixou escapar que um dos motivos da queda do Corinthians em 2014 foi a saída do volante. Com sua venda, o time perdeu 'quatro jogadores'. Ele marcava como volante, articulava como meia, chegava de surpresa na área adversária como atacante e ainda cabeceava como zagueiro artilheiro nas bolas paradas.

A situação de Paulinho no Tottenham não é segredo para ninguém. Se ela não se alterar, e ele continuar encostado no Tottenham, tanto Roberto de Andrade quanto Paulo Garcia estão dispostos a contratá-lo por empréstimo. Se for Tite o treinador será muito mais fácil essa desejada volta...
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Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção…

1dungacbf Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...
Alguns passos para a frente. Os clubes e o Brasileiro e a Copa do Brasil foram preservados. Nenhum jogador que atua no país foi convocado. A chance de atletas com destaque na Europa chamados pela primeira vez por Dunga como Roberto Firmino, Luiz Adriano, Douglas Costa. Os retornos de Thiago Silva, Lucas e Diego Alves. Foi usado o bom senso, expressão que Marin e Marco Polo detestam, nas chamadas dos atletas para as partidas contra Turquia e Áustria.

Até mesmo jogadores importantes da Seleção Sub-20 como Carlos, do Atlético Mineiro, e Gabriel, do Santos, serão desconvocados. Não atuarão em um torneio da China. Se não houvesse a dispensa atrapalhariam seus clubes tanto na Copa do Brasil como na reta final do Brasileiro. Aleluia.

Os pontos negativos são importantes. A começar pela confirmação de que, por dinheiro que os amistosos rendem à CBF, e acordo com a Globo de manter sua grade cheia de futebol, o país continuará seus torneios independente das datas-Fifa nos próximos anos. É o único lugar onde o futebol é desenvolvido que age dessa maneira. Sacrifica não só os clubes, jogadores e torcedores nacionais como também a própria Seleção Brasileira. Dunga ou qualquer outro que estiver no seu lugar se vê obrigado a improvisar. Fica impedido de levar força máxima para os amistosos, onde seu trabalho é avaliado. Se a CBF autoriza, sabota os próprios torneios que organiza.

Outro muito ruim foi a confirmação da cartilha de comportamento dos jogadores. Ficou claro que Dunga continua obcecado com o comportamento de quartel na concentração brasileira. O ponto principal dos noves itens confirmados pelo coordenador da Seleção, Gilmar Rinaldi, é a tentativa de controlar as informações. Para quem quer que seja. Principalmente em off. Para sites, blogs e assessores de imprensa particulares. A pena será a exclusão da Seleção.

1luizadrianoap1 Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

O nebuloso caso Maicon foi o retrato de que essa cartilha de comportamento vem sendo seguida à risca. Os jogadores e as pessoas ligadas aos atletas se recusaram a dar qualquer detalhe específico sobre o caso. Se além de ter chegado atrasado, o que mais aconteceu. Se ele ingeriu bebidas alcoólicas ou até que ponto desrespeitou o ambiente da Seleção. Ninguém sabe ou aceita falar. Há um medo enorme do espírito vingativo de Dunga. O treinador deixou claro que não terá nova chance para quem o 'trair'.

Esta falta de transparência dá margem ao ambiente pesado que travou a Seleção na Copa da África. Os jogadores levaram ao pé da letra a paranoia de Dunga em relação à informação. O vazamento da cartilha para a Folha foi algo que o treinador desejava. Ele a usará como escudo quando for cobrado. Graças aos nove mandamentos, ele terá o direito de comandar com mão de ferro o Brasil, como tanto gosta. O fracasso na Copa veio a calhar para impor o que pensa.

Alguns itens são óbvios. Se justificam. Outros deixam claro que homens precisam ser controlados como meninos. 1) São vetadas manifestações religiosa ou política. (Decisão para conter que grupos mais fervorosos se formem na concentração. E haja divisão no grupo como aconteceu na Copa da África, com o ex-auxiliar Jorginho, por exemplo. Politicamente os jogadores normalmente já não se posicionam.)

2) Não é permitido o uso de bonés, brincos e outros assessórios. 3) Proibido usar chinelo nos locais onde a Seleção estiver hospedada. Tênis e meia devem ser usados. (Na Copa, Neymar chegou a lançar sua coleção de roupa que outros atletas usavam, abandonando o uniforme da Seleção. Oscar exibia a última coleção da Calvin Klein, de quem era garoto-propaganda. Houve exageros descabidos em relação a brincos e correntes. Decisões coerentes.)

4) Jogadores não podem usar celular, Ipad, laptop e outros objetos eletrônico em preleções, refeições e vestiários. (A ideia é exigir concentração dos jogadores e evitar selfies desnecessários que mostram descontração exageradas. Os excessos da Copa são lembrados a todo instante.)

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5) O atleta deve cantar o hino nacional e respeitar o hino dos outros. (Está por escrito o fim do exagero. Do abraço coletivo na hora do hino, a choradeira descontrolada. A ordem é respeitar, não se deixar levar por uma histeria coletiva. Como também aconteceu na Copa.)

6) O jogador deve pagar pelo excesso de bagagem. (Sim, era costume principalmente das estrelas fingirem que não perceberem ter comprado coisas demais nas viagens. Os coadjuvantes eram cobrados. Justiça feita.) 7) Ligações telefônicas devem ser bancadas pelos convocados. (Mesmo caso. As estrelas, mesmo com celulares de última geração, costumavam ficar horas conversando em telefones de hotéis no Exterior com seus familiares. E a conta ia para a CBF.)

8) É proibido passar qualquer informação para sites, blogs e assessores de imprensa particulares. (O item preferido de Dunga veio em oitavo para não ficar escancarado.) 9) Ser pontual à programação realizada pela CBF. (Mesmo na Copa houve alguns escorregões de estrelas. Isso se repetirá com Dunga.)

Um item não está destacado, mas é absurdo. Enquanto o capitão da Seleção, Neymar não se levantar da mesa durante as refeições, nenhum outro jogador poderá levantar. Respeito forçado, exagerado, artificial.

Quanto à convocação de hoje, a volta de Thiago Silva chama atenção. O capitão da Copa de 2014 volta com outro status. Ele será mais um no grupo. O líder do Brasil escolhido por Dunga é Neymar. Thiago terá de brigar com Miranda para tentar voltar a ser titular. O Brasil não tomou gol algum nos quatro amistosos com Dunga. David Luiz e Miranda tiveram ótimo desempenho. Dunga também quer Thiago Silva mais firme, menos emocional. Sem chorar por qualquer coisa. Principalmente em jogos importantes, decisões por pênaltis.

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Lucas que aproveite a nova oportunidade. O jogador se perdeu na Seleção desde 2013. Se intimidou sob o comando de Felipão. Abriu espaço para Bernard. Sentiu o golpe, se abateu. No Paris Saint Germain vem crescendo. Principalmente quando não atua Ibrahimovic. Dunga não o paparicará. Ele que vá enfrentar turcos e austríacos preparado. Será cobrado como homem e não como menino.

Roberto Firmino não merece ser comparado a Afonso, 'invenção' de Dunga na primeira vez que treinou a Seleção. O meia atacante do Hoffenheim tem mostrado ótimo futebol na Alemanha. Foi um desperdício Felipão não o ter testado. Luiz Adriano também será melhor observado. O jogador que acabou de fazer cinco gols em um só jogo na Champions pelo Shakhtar Donestsk contra o Bate Borisov. Se igualou a Messi. Mas o atleta que está há sete anos na Ucrânia será uma tentativa de Dunga ter uma alternativa aos atacantes que flutuam. Ele joga mais à antiga, fixo na área, trombando com os zagueiros. Mostra, graças aos céus, muito mais mobilidade do que Fred. Boa lembrança.

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Vale destacar que Dunga está buscando outras alternativas para o ataque. Hulk não o convence como jogador da Seleção. Quer atletas mais versáteis. Por isso outra vez o deixou de fora, apesar de não haver qualquer obstáculo para sua convocação. Assim como Paulinho não interessa ao treinador.

Casemiro pode ter deixado vários são paulinos de boca aberta. Mas ele tem jogado bem no Porto. Perdeu, à pancada, a indolência, a máscara que o atrapalhava no Morumbi. Merece ser observado. Rômulo também está bem no Spartak. Sem a concorrência de Ramires machucado e Elias no Brasil.

Rafael Cabral terá sua grande chance com Dunga. Se dependesse de Taffarel, ele já seria titular do Brasil e não Jefferson. Ele que se machucou às vésperas da Olimpíada tem ótimo potencial. Tem de colocá-lo em prática. A volta do goleiro de Mano, Diego Alves, também é justa. A convocação apenas com jogadores de fora foi boa. Há uma nítida evolução na observação dos atletas.

Aqui os convocados. Goleiros: Rafael Cabral (Napoli), Neto (Fiorentina) e Diego Alves (Valencia); zagueiros, David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Thiago Silva (PSG) e Miranda (Atletico de Madrid); laterais, Mario Fernades (CSKA Moscou), Alex Sandro (Porto), Filipe Luís (Chelsea) e Danilo (Porto); volantes, Luiz Gustavo (Wolfsburg), Rômulo (Spartak Moscou), Fernandinho (Manchester City) e Casemiro (Porto); meias, Oscar (Chelsea), Roberto Firmino (Hoffenheim), Willian (Chelsea) e Philippe Coutinho (Liverpool); atacantes, Neymar (Barcelona), Lucas (PSG), Luiz Adriano (Shakhtar Donestsk) e Douglas Costa (Shakhtar Donetsk)...
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Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos…

1cruzeiropalmeiras1ae 1024x576 Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...
Foi uma injustiça. O Palmeiras deu lição de dedicação. Seus jogadores limitados, fracos entregaram a alma no Mineirão. Deram a mostra do que devem fazer sábado contra o Corinthians. Em duas linhas fecharam a intermediária. Não permitiram que o líder do Brasileiro usasse a sua maior arma: as tabelas na entrada da área. Obrigaram os mineiros a inúteis levantamentos para a área. Fernando Prass fez ótimas defesas.

Tudo que estava ótimo, ficava histórico. Mouche conseguiu fazer 1 a 0 aos 43 minutos do segundo tempo. Parecia que os planos de Dorival Júnior iriam além do esperado. O time conseguiria uma vitória que nem seu mais otimista torcedor poderia esperar. Mas a sorte resolveu ser madrasta. Aos 47 minutos, Willian chutou, Prass falhou. Logo ele que fez pelo menos quatro grandes defesas. Rebateu a bola para a frente. Dagoberto só a empurrou para as redes. O inacreditável acontecia, os palmeirenses ameaçados pelo rebaixamento lamentavam empatar com o primeiro colocado, jogando no Mineirão.

O plano de resguardar Valdivia para o clássico contra o Corinthians teve consequências. Dorival não tinha um jogador cerebral para organizar os ataques de seu time. Ele tratou de, em treinos fechados, montar o Palmeiras com atletas com pouco potencial técnico. Mas muito físico. Que compensariam com uma correria absurda a falta de talento com os pés.

A intenção do primeiro ao último minuto de partida foi marcar. Não dar sossego aos favoritos cruzeirenses. O medo de Marcelo Oliveira se confirmou. Seu time acreditou nos comentários. Na goleada antecipada pelos comentaristas mineiros. Afinal, o melhor ataque da competição enfrentaria a pior defesa.

O esquema do líder do Brasileiro foi exatamente o mesmo que lhe deu o título em 2013. Mas que precisa ser aprimorado. Os adversários já sabem que a chave de tudo está na articulação das intermediárias. A movimentação do canhoto Everton Ribeiro na direita já não é surpresa. Nem as triangulações pelos lados de campo de Ricardo Goulart ou Allyson e Marquinhos entrando na diagonal. Nem o pêndulo feito por Marcelo Moreno.

Dorival mandou seus meias e até atacantes se comportarem como volantes. Na frente apenas o esforçado, mas lento Henrique. O Cruzeiro no primeiro tempo teve 64% de posse de bola. Chutou oito bolas a gol contra apenas uma do Palmeiras. Mas foi um domínio estéril. A humilde aplicação dos paulistas atrapalhou, obrigou o time a cruzamentos da intermediária. Ótimo exercício para as cabeçadas de Nathan e Tobio. Aliás, Lúcio não fez falta alguma.

1palmeirascruzeirofuturapress Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...

Marcelo Oliveira não percebeu que com seus versáteis atacantes e meias marcados e com os afobados Maike e Egídio pelos lados, deveria agir. Usar os chutes fortes de Nilton. Colocá-lo no lugar do improdutivo e especialista em errar passes, Henrique. Ele atrapalhou, sobrecarregou Lucas Silva.

A melhor chance cruzeirense na primeira etapa foi uma bola levantada que Marcelo Moreno desviou e ela tocou na trave. No rebote, Marquinhos obrigou Fernando Prass a duas excepcionais defesas. Everton Ribeiro estava irritado e em uma noite muito fraca. Parecia cansado, improdutivo.

O trabalho dos preparadores físicos palmeirenses foi fantástico. O time manteve a mesma dedicação e correria no segundo tempo. Os mineiros já abandonavam sua distribuição tática, buscando a vitória. O espaço para os contragolpes já começavam a surgir. De repente, Henrique já não estava tão sozinho. Bernardo e Mazinho desempenharam um papel importantíssimo. Tinham a missão de travar o início das tabelas cruzeirenses. E tirando fôlego da alma, ainda corriam para tentar fazer alguma coisa nos contragolpes.

A torcida cruzeirense que foi ao Mineirão para ver uma goleada começou a vaiar. A se irritar. Percebia que seu time perdia a consciência. Mesmo com Ricardo Goulart, que entrou ainda no primeiro tempo, no lugar do contundido Alysson, o Cruzeiro estava travado. Sem jogadas de linha de fundo pela falta de talento de seus laterais, os mineiros apelavam para o chuveirinho. Ótimo para Fernando Prass.

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Mouche acertou a trave aos 39 minutos e Egídio salvou em cima da risca. O lateral cruzeirense deveria ter sido expulso por ter feito várias faltas já com cartão amarelo. O 0 a 0 já parecia consolidado, quando o Palmeiras conseguiu encaixar um contragolpe. Treinado exaustivamente por Dorival Júnior. Seus jogadores sabiam muito bem para onde correr. Foi só Felipe Menezes avançar, atrair os volantes, a atenção dos zagueiros. E ele abria a bola para Henrique. Da esquerda, ele ligou na direita o veloz Mouche. O argentino bateu forte, no ângulo esquerdo, na saída de Fábio. O Palmeiras fazia 1 a 0 aos 43 minutos do segundo tempo. Seria a vitória da determinação, da entrega, da falta de vaidade em nome de um objetivo.

As vaias e os palavrões dos torcedores ao Cruzeiro eram impressionantes. Nem pareciam que o time é líder do Brasileiro. Quando a derrota se desenhava, Willian pegou uma bola da esquerda, cortou da entrada da área e bateu forte. A bola bateu antes no chão. Atrapalhou Fernando Prass que a rebateu nos pés de Dagoberto. Ele empatou o jogo aos 47 minutos do segundo tempo. Mas irritado com o comportamento da torcida, não quis comemorar.

Os jogadores palmeirenses só faltaram chorar. Sabiam que, ao contrário do que possa parecer, não ganharam um ponto no Mineirão. Deixaram escapar dois. Mas se Dorival Júnior souber capitalizar o empate, pode sonhar com a salvação neste final de Brasileiro. Se o seu time conseguiu travar o líder do campeonato pode fazer mais nas oito partidas que faltam. É um jogo que deve servir de espelho. O Palmeiras explorando, aceitando a sua limitação e dando a alma, tem todas as chances de se salvar do rebaixamento. Tem tudo para ser um adversário terrível já para o Corinthians no sábado.

Quanto ao líder Cruzeiro, Marcelo Oliveira precisa se cuidar. Fisicamente seus atletas estão esgotados. Os adversários sabem que travando a intermediária, corta o oxigênio do melhor time brasileiro. Seu time precisa ser mais objetivo. Chutar mais ao gol de fora da área. Ter mais jogadas de linha de fundo. Firmeza para se impor. Nem parece ser o Cruzeiro do início do torneio. Precisa reagir, se fazer respeitar. Afobação e irritação não combinam com o campeão do Brasil...
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STJD compromete a briga do Corinthians pela Libertadores. Guerrero fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos na reta final do Brasileiro é incoerência. Teve a mesma pena que Petros. Absurdo…

1guerreroae STJD compromete a briga do Corinthians pela Libertadores. Guerrero fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos na reta final do Brasileiro é incoerência. Teve a mesma pena que Petros. Absurdo...
Não há o menor critério ou lógica nos julgamentos do STJD. Guerrero acaba de ser condenado a três partidas de suspensão. O advogado corintiano João Zanforlin não atende ligação alguma. Porque a situação é irreversível. O principal jogador corintiano terá de ficar fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos. Como foi o Pleno, a última instância quem condenou o peruano, não há recursos.

Dirigentes e conselheiros corintianos estão histéricos. Não esperavam tamanha punição. O jogador foi suspenso por empurrar o árbitro Leandro Bizio Marinho pelas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Bragantino, em Cuiabá. O lance foi muito menos acintoso do que o de Petros, que empurrou de propósito, o juiz Raphael Claus contra o Santos, na Vila Belmiro. A princípio, ele tomou uma suspensão de 180 dias. Mas no Pleno, a pena foi reduzida para três jogos.

A ira no Parque São Jorge tem explicação. O jogador já havia sido julgado e absolvido em Primeira Instância. No entanto, a Procuradoria do STJD entrou com recurso e a nova decisão ficou para esta hoje. O peruano foi denunciado no artigo 254-A, parágrafo terceiro, que caracteriza agressão a membro de arbitragem. A pena mínima, neste caso, seria de 180 dias de suspensão. No julgamento, a defesa alvinegra conseguiu desqualificar a denúncia para o artigo 258 (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva), e então foi aplicada a punição de três partidas.

O artilheiro já não enfrenta hoje o Vitória por ter recebido o terceiro cartão amarelo diante do Internacional. Mano Menezes sabe o quanto é dependente do seu vibrante atacante. O clima em Cuiabá é de muita apreensão, revolta. O presidente Mario Gobbi estava feliz nesta manhã. O presidente da FPF, Marco Polo del Nero, assumiu que a Federação errou em relação ao registro de Petros. E que o processo será arquivado. Não há, portanto qualquer problema legal com o meio-campista.

Gobbi já estava se gabando do poder do Corinthians nos bastidores. Quando o Pleno da CBF o calou. Foi uma extrema derrota para o clube. Justo na reta final da definição dos times que irão à Libertadores. O presidente corintiano não se conforma. Ele e toda a sua diretoria acreditava que o problema aconteceria com a agressão de Petros a Claus. Transparente, clara, sem deixar dúvidas.

A de Guerrero abre margem à discussão. Ao contrário do que aconteceu na Vila Belmiro, quando o árbitro estava parado, em Cuiabá, Leandro Bizzio Marinho corria de costas. Ia na direção do jogador. Se o jogador poderia ou não se desviar ou ao menos não empurrar fica por conta de cada um. Na minha maneira de ver futebol, Guerrero deslocou porque quis Leandro Marinho. Mas foi muito menos agressivo que Petros. Os dois mereciam suspensões completamente diferentes.


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Com nove gols, o peruano é o principal artilheiro do Corinthians no Brasileiro. Vive o seu melhor momento no ano. Talvez o mais importante desde que foi contratado. Por isso o clima de velório com a notícia de hoje à tarde.

"Ele é um jogador completo. Vive uma fase excelente. Tem presença de área. Mas também sabe abrir para as laterais. Deixar espaço aos jogadores que chegam de trás para concluir. Atrapalha qualquer sistema defensivo que temos pela frente. Quando ficamos sem ele, a readaptação é difícil", elogia Mano.

As três partidas de suspensão foi um golpe fortíssimo. O jogador não se mostrava nem um pouco preocupado com o julgamento de hoje. No primeiro, ele acabou inocentado sem grande problema para os advogados corintianos. No clube todos, principalmente o atacante, acreditavam que o julgamento seria apenas uma questão burocrática.

No final, a mesma pena de Petros. Resultado injusto, incoerente. Se Guerrero foi suspenso com três partidas, seu companheiro deveria ficar pelo menos um ano longe do futebol. A natureza dos lances é completamente diferente. Tanto que o árbitro Claus fez um adendo à sua súmula relatando a agressão de Petros. Não há cabimento ou bom senso na decisão do Pleno.

Se os dirigentes comemoraram a insensatez do STJD em relação a Petros, hoje choram por Guerrero. Enquanto não houver uma profunda reformulação nos sistema judiciário esportivo será sempre a mesma coisa. Julgamento altamente questionáveis, nada transparentes. Sem o menor respeito à coerência. A briga pelo Corinthians por uma vaga à Libertadores está comprometida. Dos oito jogos que terá pela frente a partir de sábado, em três jogos não terá seu artilheiro. Bom para São Paulo, Inter, Grêmio, Santos e Fluminense que brigam por três vagas do G4. O Cruzeiro já é dono de uma.

A disputa fica pesada, estranha. Abre margem a questionamentos, acusações. Graças a um tribunal que não se leva a sério. Cuja incoerência compromete a credibilidade de qualquer torneio disputado no Brasil...

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