A comissão de Aidar a Cinira Maturana desvia o foco do São Paulo. O clube que poderia brigar pela redistribuição das cotas da TV Globo. O privilegiado Corinthians foi o menos assistido entre os quatro grandes paulistas no Brasileiro…

1reproducaolance A comissão de Aidar a Cinira Maturana desvia o foco do São Paulo. O clube que poderia brigar pela redistribuição das cotas da TV Globo. O privilegiado Corinthians foi o menos assistido entre os quatro grandes paulistas no Brasileiro...
Não estivesse tão envolvido em tentar explicar na comissão de 20% que sua namorada de negócios do São Paulo, Carlos Miguel Aidar poderia estar agindo. Tentar transformar em aliados Eurico Miranda, Gilvan Tavares, Vitorio Piffero, Daniel Nepomuceno, Modesto Roma Junior. E até seu inimigo, Paulo Nobre.

A diretoria do São Paulo Futebol Clube tem os números fechados das transmissões do Brasileiro de 2014. Está quebrada de vez a velha desculpa que o Corinthians precisa ganhar mais dinheiro da tevê. Não há audiência que sustente a afirmação. O clube de Mario Gobbi foi disparado o mais mostrado para o mercado mais rico do país.

Os paulistas tiveram de assistir aos corintianos nada menos do que 20 jogos dos 38 do campeonato. O São Paulo, 17. O Palmeiras, cinco partidas. O Santos apenas três vezes foi mostrado na Globo. Uma diferença gritante, que não tem justificava no Ibope.

O Palmeiras, no seu desespero para sobreviver na Série A, foi o primeiro. Chegou. 17,1% pontos. O São Paulo, 17%. O Santos conseguiu ficar na frente do rival do Parque São Jorge. Foram 16,93 pontos contra 16,87%. O Corinthians foi o último dos quatro. Com direito até a duas partidas entre as piores audiências. Nas duas vezes em que enfrentou o Criciúma marcou 13 pontos. Os números foram divulgados pelo site Notícias da TV e confirmados pelos clubes.

O Flamengo, clube mais popular do Brasil, teve o seu recorde negativo na Globo. Marcou apenas 17 pontos na derrota para a Chapecoense por 1 a 0. Algo inédito na história.

O relatório completo das audiências dos clubes chegou no Morumbi. Mas o imbróglio envolvendo Carlos Miguel e sua namorada, Cinira Maturana, roubou a cena. Desviou completamente o foco do presidente. Não fosse isso, ele poderia repetir sua luta contra a "espanholização" do futebol brasileiro. Flamengo e Corinthians ganham muito mais da Globo do que os demais clubes, assim como Real Madrid e Barcelona recebem na Espanha.

O deputado pernambucano Raul Henry, do PMDB, já entrou com um projeto na Câmara Federal. Ele quer o governo obrigando a Globo a redistribuir as cotas da tevê. Sem levar em conta critérios subjetivos de importância de determinado clube. O critério é uma cópia do que já acontece na Inglaterra.

50% da receita seriam divididos igualmente entre os times, 25% distribuídos de acordo com a classificação da equipe na última temporada do campeonato em questão e 25% repassados proporcionalmente à média do número de jogos transmitidos no ano anterior.

1ae27 A comissão de Aidar a Cinira Maturana desvia o foco do São Paulo. O clube que poderia brigar pela redistribuição das cotas da TV Globo. O privilegiado Corinthians foi o menos assistido entre os quatro grandes paulistas no Brasileiro...

A Globo tem muitos defensores na Câmara Federal. Além do que a intervenção governista nesta questão fere o mercado, não é democrática. As chances do projeto de Henry passar são nulas.

A revolução precisa começar nos demais clubes prejudicados na distribuição. O Cruzeiro ganhou os Brasileiros de 2013 e 2013. O Atlético Mineiro foi o último brasileiro a vencer a Libertadores da América, em 2013. É o atual campeão da Copa do Brasil. Ambos recebem da tevê R$ 45 milhões. Em 2017 vão receber R$ 60 milhões. Enquanto isso, Flamengo e Corinthians recebem R$ 110 milhões. A partir de 2017, embolsarão 170 milhões por ano.

Carlos Miguel Aidar perdeu o trem da história. Estava fácil demais liderar uma revolução. Mas se enroscou em um processo que lhe tirou autoridade na nacional. Admitir pagar 20% para a namorada, em um contrato envolvendo milhões da troca de material esportivo, repercute no país.

Quem vibra com isso justamente o maior beneficiado pela Globo em São Paulo, o Corinthians.

"Se fosse aqui que o presidente desse 20% de comissão à sua namorada, já estaríamos todos presos. Mas lá (no Morumbi) é normal", ironiza Andrés Sanchez.

A oposição são paulina não defende a prisão de ninguém. Se organiza para uma CPI, que poderia acabar até em impeachment. O que pode enfraquecer ainda mais Carlos Aidar. Poucas pessoas percebem, mas essa questão extrapola o Morumbi. Reflete no Brasil como um todo. Elimina aquele que se colocava como eventual presidente de uma liga independente. Alguém para interferir em uma nova distribuição de cotas da Globo.

Se Cruzeiro e Atlético Mineiro têm razão para reclamar, o São Paulo também tem. Atualmente o clube recebe R$ 30 milhões a menos que o Corinthians. Em 2017, chegará aos seus cofres R$ 60 milhões a menos. Sempre lembrando que a Globo mostra quantos jogos quiser das equipes que escolher.

Os corintianos sempre foram os privilegiados com mais jogos mostrados. O que garante maior exposição, mais dinheiro de patrocinadores. Renovação de seus torcedores. Maior interesse dos seus sócios-torcedores. Tudo vale muito dinheiro.

Enquanto a equipe do Parque São Jorge dava mais audiência, tudo até poderia ser justificado. Mas o Brasileiro de 2014 desmoraliza a tese da Espanholização. Porque Real e Barcelona continuam os clubes mais assistidos no Campeonato Espanhol. O Corinthians ficar atrás de Palmeiras, São Paulo e Santos no Brasileiro de 2014 é um marco. Algo significativo demais que os clubes rivais não estão sabendo aproveitar.

O mais interessado está perdendo tempo com algo impensável, inacreditável. Inaceitável. Aidar assumir que pretendia dar para sua namorada comissão de 20% de uma negociação do clube, envolvendo milhões, teve consequências. Tirou suas forças como líder de uma revolução. Melhor para o Corinthians e Flamengo. Uma dor de cabeça a menos para a Globo. Mesmo injusto, o cenário das cotas continuará como está.

Mesmo sem querer, Cinira Maturana não tem ideia do quanto está interferindo no futebol brasileiro...
1reproducaoglamurama A comissão de Aidar a Cinira Maturana desvia o foco do São Paulo. O clube que poderia brigar pela redistribuição das cotas da TV Globo. O privilegiado Corinthians foi o menos assistido entre os quatro grandes paulistas no Brasileiro...

Tite enfrentou Andrés Sanchez, Mario Gobbi e organizadas. Comprou briga por Emerson Sheik. O quer na Libertadores. Nem o jogador esperava por essa última chance no Corinthians…

 Tite enfrentou Andrés Sanchez, Mario Gobbi e organizadas. Comprou briga por Emerson Sheik. O quer na Libertadores. Nem o jogador esperava por essa última chance no Corinthians...
Tite venceu o primeiro teste de independência no Corinthians. Emerson Sheik terá uma chance verdadeira de repetir o que fez em 2012, quando foi fundamental na conquista da inédita Libertadores. Talvez a última na sua carreira. Apesar da resistência das principais torcidas organizadas de Mario Gobbi e do ex-presidente Andrés Sanchez, o jogador de 36 anos será reintegrado ao elenco em janeiro. O treinador comprou a briga pelo atacante.

"Para mim, o Sheik volta para o clube porque tem contrato até julho. Mas não o vejo mais jogando pelo Corinthians", afirmou Andrés à rádio Bandeirantes.

Suas palavras teriam o peso de uma sentença de morte para o atacante. Apesar de eleito deputado federal pelo PT, Andrés continua sendo o homem mais importante no Parque São Jorge. Por não se submeter às suas vontades, o presidente Mario Gobbi ficou isolado politicamente. Sem força alguma nos últimos meses de mandato. A ponto de não conseguir impor Mano Menezes como treinador. Gobbi jurou que assim que acabar seu mandato em fevereiro, 'desaparece' da vida do Corinthians.

"A situação rejeita Mario Gobbi mais do que a oposição. Ele foi eleito dizendo que seguiria o trabalho de Andrés, que foi um bom presidente. Mas o Roberto de Andrade, candidato da situação, já avisa que não vai dar sequência ao trabalho de Gobbi. Muito pelo contrário. Só fala de novo no Andrés", resume Roque Citadini, novo candidato da oposição.

Foi Mario Gobbi quem permitiu que os chefes das organizadas entrassem no Centro de Treinamento do Corinthians. E se reunissem com Emerson Sheik. O jogador não teve como fugir de uma forte reprimenda. Os torcedores o avisaram, aos gritos, que o clube não era 'lugar para homossexuais'. E que a 'camisa do clube deveria ser respeitada'. O jogador teve de jurar que o beijo que deu na boca de um amigo e postado na Internet havia sido 'brincadeira'. Garantiu sua 'ser homem'.

A Gaviões da Fiel divulgou nota oficial após o 'encontro'. De acordo com a torcida, o jogador estava arrependido. "Não poderia ter feito isso, foi sem intenção, mas jogo em um clube de futebol, em um mundo cheio de rivalidades e provocações, qualquer comentário é motivo de chacota. Lamento se ofendi a torcida do Corinthians, não foi a minha intenção. Foi só uma brincadeira com um grande amigo meu, até porque eu não sou são-paulino."

Sheik nunca desmentiu qualquer palavra. Mas ficou profundamente irritado com Mario Gobbi. Vivido, ele sabia que foi exposto pelo presidente. O dirigente sabia que ele tomaria a 'prensa'. Depois desse episódio, perdeu a motivação. Ficou contrariado. Não teve apoio. Se isolou. Seu rendimento despencou.

1gazeta3 1024x576 Tite enfrentou Andrés Sanchez, Mario Gobbi e organizadas. Comprou briga por Emerson Sheik. O quer na Libertadores. Nem o jogador esperava por essa última chance no Corinthians...

A diretoria se arrependeu amargamente por ter renovado seu contrato por dois anos. Havia sido um pedido de Tite. Assinou em julho de 2013. E em agosto se envolveu no beijo polêmico. Tite foi embora. Chegou Mano Menezes. E o relacionamento entre os dois foi péssimo. Com o aval de Gobbi, Mano avisou que não toleraria indisciplinas, atrasos, reclamações e muito menos escândalos fora do clube. Sheik não gostou e discutiu com o treinador. Para não perder o comando do grupo, Mano disse que não trabalharia mais com o jogador. E o atacante foi para o Botafogo.

Seu salário integral, R$ 520 mil, continuou sendo pago pelo Corinthians. A oposição e mesmo o candidato da situação, Roberto de Andrade, consideraram absurdo o que Gobbi fez. Tudo ficou ainda pior quando o jogador foi afastado pela diretoria botafoguense em outubro. Era a garantia de três meses recebendo R$ 1.560.000,00 sem precisar trabalhar.

Irônico, o jogador de 36 anos postou vídeos dançando na sua belíssima cobertura no Rio de Janeiro. Aproveitando o ócio muito bem remunerado pelo Corinthians. Situação surreal e que envergonharia qualquer diretoria. Houve tentativas de rescisão de contrato. Emerson chegou a avisar que aceitaria, desde que fossem pagos seus salários até julho do próximo ano. O Corinthians desistiu. E se preparava para emprestá-lo em 2015. Até que Tite foi contratado.

O treinador teve uma conversa séria com Roberto de Andrade. Sabe ser o responsável pela manutenção de Sheik. E vai tentar fazer última tentativa de resgatar o jogador. Torná-lo homem importante no sonho da conquista do bicampeonato da Libertadores. Mesmo não sendo titular do time. Mas motivando o grupo, passando confiança aos jogadores nos nervosos duelos contra adversários sul-americanos. O que ele fez contra o Boca Juniors em 2012 foi inesquecível. O candidato favorito à eleição aceitou. Sheik terá uma chance para provar sua importância no elenco.

2ae12 Tite enfrentou Andrés Sanchez, Mario Gobbi e organizadas. Comprou briga por Emerson Sheik. O quer na Libertadores. Nem o jogador esperava por essa última chance no Corinthians...

O jogador confirmou ontem ter recebido telefonema da Comissão Técnica corintiana. O pedido foi para que se mantivesse em forma. Encontrasse uma maneira de treinar. Ele não pode voltar ao Parque São Jorge porque seu empréstimo ao Botafogo vai até o final de dezembro. E, mesmo com nova diretoria no clube carioca, o futebol está em férias.

Tite conseguiu vencer a resistência de Andrés, Gobbi e das organizadas. Faz uma aposta ousada. Apesar de parecer que não tem o que perder, na verdade, tem sim. Como era de se esperar. O convite para este teste se tornou público. Sheik tem muita mídia. E fez questão de revelar que será reintegrado.

Se Tite conseguir resgatar o fogo, a gana de Emerson, o time poderá entrar muito forte já nesta pré-Libertadores. E partir ainda mais decidido para o grupo da Morte com São Paulo, San Lorenzo e o Danubio do Uruguai. Agora, caso o atacante mostre a mesma acomodação nos tempos de Mano Menezes, o próprio treinador pedirá sua dispensa, o que seria uma derrota significativa, marcante, para o treinador com maior contrato no País.

Sheik não esperava essa nova chance. Ficou realmente emocionado. E, do seu jeito irreverente, faz questão de garantir. "O torcedor corintiano pode esperar. O bicho vai pegar no ano que vem. Vai pegar."

Ele será o jogador que precisará levar mais a sério o Flórida Cup, torneio que o clube disputará em janeiro. Será o complemento da pré-temporada nos Estados Unidos. O Corinthians terá como adversários o Colonia, o Bayern Leverkusen e o Fluminense. Caso vá bem nesta competição, será inscrito na Libertadores. A partir de agora tudo só depende de Sheik. Ele terá de jogar por ele e por Tite...
3ae10 Tite enfrentou Andrés Sanchez, Mario Gobbi e organizadas. Comprou briga por Emerson Sheik. O quer na Libertadores. Nem o jogador esperava por essa última chance no Corinthians...

Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas-feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora…

1reproducao19 Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora...
Prostituição, assassinatos, infidelidade, tráfico de drogas, bissexualidade. Esses eram os singelos temas família da novela Duas Caras da TV Globo, em 2007. O Ministério da Justiça resolveu sair do marasmo. E determinou: se quisesse continuar a exibir esse exemplo de vida para o país, a emissora teria de mudar. Por considerá-la imprópria para menores de 14 anos (por que será?) só poderia entrar no ar a partir das 21 horas.

A partir daí, na luta para resgatar audiência, as novelas das nove começaram a mostrar beijos homossexuais, mais sexo, mais mortes, mais tráfico de drogas, de pessoas, prostituição, infidelidades. Para o Ministério da Justiça, a população a partir dos 14 anos já está pronta para acompanhar todas essas cenas. A partir das 21 horas vale quase tudo.

Pronto! Oficialmente o futebol brasileiro estaria mudado para sempre. Com o monopólio de mais de 40 anos, a Globo exigiu e a CBF prontamente aceitou. Os jogos de quarta-feira aconteciam há décadas após as novelas. Antes elas começavam às 20 horas e as partidas se iniciavam às 21 horas. Mas a partir de 2007, eles se fixariam no horário das nove da noite. Há sete anos oficialmente, o futebol passou para as 22 horas.

Executivos da emissora e presidentes da CBF, desde então, fecham os olhos. Fazem de conta que vivem na Suíça. Viram os rostos para a violência dos centros urbanos, ao absurdo que é obrigar os torcedores a deixar os estádios à meia-noite. Tendo de voltar para casa e trabalhar na manhã seguinte. Um sacrifício que não é levado em consideração.

Na mentalidade capitalista da Globo, o que importam milhares que vão aos estádios? Nada diante dos milhões que consomem o futebol em casa, pela televisão. Eles sim interessam aos patrocinadores que gastam mais de R$ 1 bilhão para mostrarem suas marcas durante os jogos.

Só o que que era impressão está mais do que comprovado. Ainda não vivemos em um país de imbecis suicidas. Não é por acaso que, cada vez está mais difícil as câmeras mostrar pedaços dos estádios cheios de torcedores. Por mais que exista a vontade de maquiar, não dá para mostrar o que não existe.

Um simples levantamento pela Folha mostra o óbvio ululante. Os torcedores estão fugindo em massa das partidas às 22 horas nas quartas-feiras. São 25% a menos do que nos jogos aos domingos. A média é de 14.802 contra 19.914 pessoas que vão aos estádios às 16 horas do domingo.

A situação fica constrangedora porque graças à Copa do Mundo, o Brasil possui estádios modernos. Com capacidade entre 42 mil torcedores na Arena da Baixada e 78 mil no Maracanã. Não dá para disfarçar. Os vazios são cada vez mais vergonhosos. Ainda mais com os indecentes preços cobrados nos lugares nobres dos estádios. No meio de campo, as transmissões passaram a dar closes nas jogadas, nos rostos dos atletas. Tudo para fugir das arquibancadas vazias.

2reproducao6 Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora...

A cúpula da CBF, os presidentes de clubes, os executivos da Globo sabem muito bem o que está acontecendo. Mas não vão mexer um dedo para mudar a situação. A emissora tem o direito do Brasileiro até 2018. Renovou negociando direto com a CBF, sem concorrência.

Os temas de suas novelas continuam cada vez mais pesados. E perdendo audiência. Tevê a cabo e Internet são as grandes vilãs da decadência global. O último capítulo de "Em Família" deu 35 pontos, o mais baixo de toda a história da emissora no encerramento de uma novela. "Senhora do Destino", em 2004, chegou a 51 pontos. "Renascer" em 1993, bateu nos 61 pontos. "Tieta", em 2009 chegou a 64 pontos. Os números fazem executivos chorar de saudade.

A saída são cenas de sexo, linguagem chula, assassinatos, mais tráfico de drogas. Ou seja, nunca mais a novela 'das nove' voltará a ser 'das oito'. Isso se não se transformar em 'das dez'. O que é uma real possibilidade. Com o futebol podendo começar às 23 horas.

O pior é que cada vez mais crianças que desejam acompanhar, torcer por seus times precisam ficar esperando até as 22 horas. Muitas vezes acompanhando as cenas pesadas destas novelas. Ninguém do Ministério da Justiça vai fiscalizar se essas crianças têm mesmo mais de 14 anos.

"A Globo paga, pode mostrar o jogo no horário que quiser. Ninguém gosta. Mas quem banca é o dono do espetáculo", me diz um vice presidente de grande clube paulista, que pede anonimato. Não quer problema com a emissora.

3reproducao 1024x658 Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora...

Tudo fica muito pior quando, a impressão que o decadente nível técnico do futebol brasileiro, se torna realidade. Um pesquisa séria da Pluri Consultoria tinha a intenção de mostrar os elencos mais valorizados do país. Tudo que conseguiu foi alertar para um dado colateral mais do que preocupante.

Os 25 maiores clubes do Brasil juntos têm elencos avaliados em 862 milhões de euros, cerca de R$ 2,8 bilhões. O menor valor nos últimos quatro anos. Cada vez mais nossos times possuem jogadores desvalorizados no mercado internacional. Traduzindo de maneira direta: piores. E com atletas mais fracos, os jogos perdem brilho.

Com certeza não é por acaso que os atuais campeões da Libertadores e da Copa Sul-Americana são San Lorenzo e River Plate. Clubes importantes, mas com poderio econômico bem abaixo de vários clubes brasileiros.

A própria equipe econômica do governo Dilma Rousseff admite. 2015 será um ano difícil, de recessão. A tendência é que os estádios brasileiros fiquem ainda mais vazios. O Campeonato Brasileiro tem apenas a 15ª quinta média de público no mundo, com 14.951 pagantes. Os primeiros: Alemão, 43.173. Inglês, 36.589; Espanhol, 26.867; Italiano, 23.365; Mexicano, 22.939; Francês, 20.693, Argentino, 20.599; Holandês, 19.289; Norte-Americano, 19.743; Chinês, 18.571; Segunda Divisão da Alemanha, 17.491; Japonês, 17.160; Segunda Divisão da Inglaterra, 16.438; Turco, 15.014.

A média da Alemanha deve ainda aumentar na próxima temporada. Estes números consolidados são da temporada passada, 2013/2014. Ou seja, antes da conquista da Copa do Mundo no Brasil.

1agencialapresse Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora...

O resumo da situação neste país cabe nas palavras de Paulo André, líder do movimento Bom Senso, logo após o vexame do time de Felipão no Mundial.

"A parceria Globo/CBF, numa tática de intimidação, “controla” (financeiramente) seus 47 membros que ditam os rumos do futebol no Brasil – 20 clubes da série A e 27 Federações Estaduais - e joga no melhor estilo chinês, "bárbaros contra bárbaros", ou seja, clubes versus jogadores versus torcedores, fazendo uma cortina de fumaça para desviar o foco da “incompetência” de uma e da real intenção da outra - a manutenção do poder."

Com cenas cada vez mais explícitas envolvendo sexo e violência, nunca mais as novelas das nove da Globo voltarão às 20 horas. E o futebol não começará às 21 horas, ou até às 20h30, como jogadores e torcedores desejam. O que interessa são os bilhões pagos pelos patrocinadores de novelas e do futebol. Não contam os apaixonados por seus times que desejam incentivar as equipes nos estádios.

Se preciso for, basta seguir o exemplo da Triestina, time da Segunda Divisão da Itália. A televisão reclamava. Não havia torcedores nos seus jogos, principalmente nos lugares mais caros. O clube decidiu colocar painéis com torcedores pintados. Só para dar a impressão de estádio cheio.

Pode ser uma saída no futebol do Brasil, dominado pela Globo e CBF. Depois das cenas explícitas nas novelas, painéis simulando torcida às quartas-feiras às 22 horas. É o que está faltando para o futebol deste país, que fica de joelhos diante do dinheiro de uma emissora...
4reproducao Cenas explícitas das novelas das nove da Globo sabotam o futebol brasileiro. Nas quartas feiras, às 22 horas, a média de público é 25% menor do que no domingo as 16 horas. É o resultado do futebol de joelhos diante de uma emissora...

Vingativo, Aidar dá outra ‘rasteira’ em Paulo Nobre. E desvia o foco da namorada que receberia comissão. Thiago Mendes é jogador do São Paulo. Virou as costas para a proposta do Palmeiras…

1goias Vingativo, Aidar dá outra rasteira em Paulo Nobre. E desvia o foco da namorada que receberia comissão. Thiago Mendes é jogador do São Paulo. Virou as costas para a proposta do Palmeiras...
Depois de Alan Kardec, o São Paulo deu ontem à noite outra 'senhora rasteira' no Palmeiras, como definiu um conselheiro ligado ao vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro. Seguindo ordens expressas do vingativo Carlos Miguel Aidar, o clube contratou o versátil volante Thiago Mendes.

Foi uma vitória da agilidade. O Palmeiras mostrou primeiro interesse no jogador. Ele foi muito elogiado pelo demitido treinador Dorival Júnior. Thiago Mendes foi o destaque na partida que o Goiás massacrou os palmeirenses. Marcou, lançou, tabelou e ainda fez o seu gol na vitória por 6 a 0. Seu nome e o de Amaral faziam parte das prioridades no Palestra Itália.

Oswaldo de Oliveira também já tinha reparado na versatilidade do atleta. E deu seu aval. Thiago Mendes é um jogador fatiado. 40% dos seus direitos pertenciam ao Goiás. A Luppi Participações tinha mais 40% e a Liga Participações, 20%. Além de fechar com Amaral, os dirigentes palmeirenses tentaram fechar com o clube do Planalto Central. As conversas vinham desde o final do Brasileiro. Mas o jogador se mostrava reticente. Faltou firmeza à direção de Paulo Nobre para agilizar a transação. O clube agia com a letargia de quem estava sozinho no negócio.

Quando tudo se encaminhava para um final feliz aos palmeirense, o São Paulo atravessou a transação. Na terça-feira à noite, o vice Ataíde Gil Guerreiro mandou avisar aos empresários do atleta que equipararia a oferta do rival. E se comprometeu a pagar R$ 6,1 milhões que o Goiás exigia. A decisão ficou para o jogador.

Ficou entre duas opções. Disputar a Libertadores em um time com treinador há um ano e meio e elenco forte, no clube vice campeão do país. Ou não disputar a Libertadores e fazer parte de uma profunda reformulação com técnico novo em um clube que escapou por um triz da Segunda Divisão. Thiago escolheu o São Paulo sem titubear.

O volante assinou contrato por cinco anos. A princípio receberá R$ 150 mil nos três primeiros anos. Com direito a aumento nos últimos dois. Muricy queria o atleta por seu potencial na saída de bola da defesa para o ataque. E também por sua facilidade em auxiliar o ataque. E até fazer gols. Com 1m76 e 22 anos, foi uma das grandes revelações neste Brasileiro.

A quinta-feira terminou alegre no São Paulo. O clube conseguiu repatriar Breno. E ainda fechar a transação com Thiago Mendes, deixando o rival Palmeiras para trás. Carlos Miguel tentava uma reaproximação com Paulo Nobre na reta final do Brasileiro. Mas Nobre não quis.

O presidente palmeirense tem a certeza que Wesley já está acertado também com o clube do Morumbi. Apesar das negativas de Aidar. E ele continua magoado com a saída de Alan Kardec. Diante da negativa de Nobre, Aidar ficou à vontade para atropelar a transação envolvendo o volante goiano.

1futurapress Vingativo, Aidar dá outra rasteira em Paulo Nobre. E desvia o foco da namorada que receberia comissão. Thiago Mendes é jogador do São Paulo. Virou as costas para a proposta do Palmeiras...

A contratação também tem um efeito colateral desejado. Tirar o foco de sua namorada, Cinara Maturana. Mulher a quem prometeu 20% de comissão nos patrocinadores que trouxesse para o São Paulo. E também da briga com Juvenal Juvêncio, que acaba expondo situações constrangedoras dos dois lados.

Carlos Miguel Aidar havia prometido na quarta-feira um pacote de contratações. Esperto, sabe o quanto a mídia e a torcida de deleitam com novas aquisições. E Cinara Maturana seria esquecida. Ainda mais depois de mais uma negociação que o São Paulo se impõe diante do Palmeiras. Com o jogador assumidamente preferindo o Morumbi pelo Palestra Itália. Tudo perfeito.

Do lado palmeirense, muito ressentimento. Foi a primeira derrota de Alexandre Mattos e seu gerente Cícero Souza. Não foram páreo diante do desejo do jogador. Ambos sabem, no entanto, que o atleta esteve ao alcance de suas mãos. Mas houve resistência na hora de aumentar a proposta e insistir no sistema de produtividade, imposto de qualquer maneira por Paulo Nobre.

Agora resta esperar fevereiro. Para conferir se o São Paulo deixará de novo o Palmeiras para trás. Esse é o mês que Wesley ficará livre. Paulo Nobre tem a certeza que ele irá para o Morumbi. Aidar disfarça, não confirma. Por enquanto desmente. Mas empresários não cansam de repetir que mais esta transação já está acertada. Até lá, muita coisa pode acontecer.

O que interessa é esta sexta-feira. E hoje não é dia de falar da namorada do presidente, que receberia comissão nos negócios do clube. O São Paulo comemora mais uma vitória sobre o rival. Thiago Mendes vai jogar no Morumbi...
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Depois de Defederico, o ‘novo Messi’ e Zizao, a ‘maravilha da China’ o dvd volta a agir no Corinthians. Desembarca no Parque São Jorge, o colombiano Steven Mendoza. O ‘novo Makelele’…

1reproducao18 1024x576 Depois de Defederico, o novo Messi e Zizao, a maravilha da China o dvd volta a agir no Corinthians. Desembarca no Parque São Jorge, o colombiano Steven Mendoza.  O novo Makelele...
"Um excelente jogador. Talentoso, corajoso. Com grande visão de jogo. Personalidade marcante para sua idade. Seus gols, dribles, tabelas são impressionantes. Vale a pena o investimento. Qualquer dúvida, vale a pena ver o dvd."

Foram esses os argumentos de empresários argentinos que convenceram o então vice presidente de marketing, Luiz Paulo Rosenberg, a viajar para a Buenos Aires em 2009. E fazer o Corinthians pagar R$ 10 milhões para o Huracan. Estava contratado o 'novo Messi'. Um contrato de cinco anos foi assinado com o meia atacante. Mano Menezes aceitou, mas disse que a escolha era do clube, não dele.

Sua passagem foi um desastre. Não tinha a menor condição técnica, física ou psicológica de atuar pelo Corinthians. Não conseguia se impor nos treinamentos, com os juniores! Rosenberg virou motivo de piada. Nunca mais pôde recomendar atletas para o clube. Na época, o presidente Andrés Sanchez proibiu que jogadores foram contratados apenas com observações de DVD. Seria necessária uma observação profunda.

Mas em 2011, Rosenberg voltou a agir. Empresários o avisaram que havia um chinês muito talentoso em Portugal. Ele poderia atuar no Corinthians e se transformar em um elo entre o clube e a China. Seu nome era Chen Zhizhao. Tinha 23 anos. Havia o indefectível DVD de jogadas do atacante. Um empresário o apontou como a "Maravilha da China". Só que ele não estava atuando em nenhum clube. Jogava futebol de salão na cidade do Porto.

Como viria de graça, outra vez o marketing conseguiu emplacar novo jogador no futebol profissional. Tite ficou revoltado. Não acredita que teria de incorporar Zhizhao. Nos primeiros treinamentos já ficou claro que ele não tinha o menor talento para atuar na elite do futebol brasileiro. Acabou adotado pelas tevês. Não por suas jogadas. Mas por se propor a tudo o que era pedido. A descer de tobogã a ficar mostrando como não conseguia falar português. Humilhações para render audiência. Outra vez o dvd foi proibido no Parque São Jorge.

Isso até dois meses atrás. Em vez de um novo Messi, empresários descobriram para o Corinthians o 'novo Makelele'. O colombiano John Steven Mendoza. Ele estava atuando no futebol da Índia. No Chennaiyin, no time de Elano, que considerava uma 'lenda' do futebol brasileiro. O dvd que chegou ao Parque São Jorge encantou o gerente Edu. O mostrou a Mario Gobbi, afirmando que o jogador de 22 anos poderia ser contratado quase de graça. Tinha habilidade, talento e oportunismo. Poderia ser uma grande aposta.

E assim foi feito. O Corinthians acaba de anunciar a contratação de Mendoza. Outra vez assina um contrato longo: quatro anos. Tite viu o famoso dvd. Mas o negócio é de total responsabilidade da diretoria corintiana. Edu teve o trabalho de ouvir o ex-lateral corintiano André Santos que atua na Índia. E ele deu seu aval.

Além de "novo Makelele", Mendoza tem o apelido de "O Artista", por sua habilidade. "Ele tem uma velocidade impressionante e é um jogador acima da média. É habilidoso e chuta bem de pé esquerdo. É o tipo de jogador que pode resolver uma partida em um lance. Com as qualidades físicas e técnicas que tem, não de tenho dúvida de que ele pode jogar bem em qualquer lugar do mundo." A afirmação é de Marco Materazzi, campeão mundial pela Itália. Ele trabalha como treinador na Índia e deu seu aval.

Apesar da pouca idade já passou por Deportivo Cali, Envigado, America de Cali, Cucutá Deportivo e Chennaiyin. Já atuou nas equipes de base. Tem personalidade forte. Jornalistas colombianos o consideram com bom potencial, mas problemático. Com ego muito grande.

Edu definiu o atleta como uma 'aposta' para Tite. Não vem para o lugar de Guerrero. Pode até que tenha sido contratado para substituir Malcom, com grande chance de ser negociado com o Exterior. O que causa estranheza é como os dvds continuam com grande importância no Corinthians. Depois do 'novo Messi', Zizao chega agora ao Parque São Jorge o 'novo Makelele', destaque no futebol indiano.

Após os R$ 10 milhões desperdiçados com Defederico, há um pacto entre os dirigentes. Não revelar quanto foi pago por Mendoza. Abaixo, algumas imagens do dvd que encantaram a diretoria corintiana...

Foi aprovada a mais indecente proposta para ajudar os clubes. O perdão de R$ 3,7 bilhões em dívidas. É um prêmio à incompetência, irresponsabilidade, à corrupção. Brasília dá novo tapa na cara da sociedade brasileira…

1reproducao17 Foi aprovada a mais indecente proposta para ajudar os clubes. O perdão de R$ 3,7 bilhões em dívidas. É um prêmio à incompetência, irresponsabilidade, à corrupção. Brasília dá novo tapa na cara da sociedade brasileira...
Nunca na história desse país houve uma proposta para o futebol tão indecente. Que premiasse a incompetência, a irresponsabilidade e a corrupção de dirigentes dos clubes brasileiros. Em uma manobra inacreditável, na calada da noite de ontem, foi aprovado projeto do deputado federal do PTB de Goiânia, Jovair Arantes. A Câmara Federal em Brasília aceitou que as dívidas de R$ 3,7 bilhões dos clubes brasileiros sejam renegociadas.

"Renegociadas" se trata de uma expressão mentirosa. O termo perdão se encaixaria muito melhor. As farras dos dirigentes com o dinheiro dos clubes foram premiadas. As dívidas com a Receita Federal, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Banco do Brasil poderão ser parceladas em 240 meses, ou vinte anos. As multas terão desconto de 70% e 30% de juros.

O que os clubes deverão fazer por obter tamanho favor? Um projeto de formação olímpica? Garantir que os salários dos atletas nunca atrasarão? Se comprometer a nunca mais gastar mais do que arrecadam?

Nada disso. Os dirigentes não precisam se comprometer com nada. Absolutamente nada. E qual será a punição se mesmo assim, os clubes continuarem devendo? Pararem de pagar o que foi combinado? Não há previsão de sanção alguma. Rebaixamento ou coisa que o valha. É uma vergonha. Vá o cidadão comum dever o seu INSS, o Imposto de Renda, deixar de pagar o Fundo de Garantia de funcionários de sua empresa. Acaba processado e até preso.

Jovair Arantes é deputado e também vice-presidente do Atlético Goianiense. Mas ele não fez a emenda sozinho. Ele é a ponta de um imenso iceberg. A chamada bancada da bola. Políticos que defendem o interesse de clubes em Brasília. Deputados federais, senadores, ministros. Até mesmo presidentes neste país já agiram para defender a equipe que diz amar.

O projeto é absurdo. Despreza todo o acordo que o Ministério do Trabalho estava tramando com o Bom Senso. Havia a combinação que haveria enorme facilitação para R$ 4 bilhões em dívidas dos clubes. Mas em contrapartida, a gestões deveriam ser transparentes, com a obrigação de pagar salários em dívidas. E a obrigatoriedade de gastar até 70% com o futebol do orçamento anual. Havendo até a possibilidade rebaixamento.

Mas pelo projeto aprovado ontem, nada disso será necessário. Para que ele se torne lei é preciso que passe pelo Senado. E seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

A situação é tão bizarra que vários presidentes de clubes estão dizendo que o favor foi grande demais. A bancada da bola não precisava fazer tanto. A pressão para que a MP 656/14 não seja aprovada no Senado deverá partir do próprio governo. É indecente demais. Dar tamanho perdão da dívida e não exigir sequer a modernização dos clubes. Nada garante que daqui a cinco anos, o endividamento volte.

O grande problema que todos fingem não enxergar. Os clubes são tratados com toda a mordomia, permitindo que dirigentes tenham autonomia. As irresponsabilidades, incompetência e corrupção são estimuladas, premiadas. Legalmente são entidades particulares que não visam o lucro. Mas pessoas sem escrúpulos fazem a festa com os prejuízos. Sabem que, por atrair legião de torcedores, nunca um clube brasileiro irá falir. Fechar as portas, como muitas empresas sérias. O governo sempre estenderá sua mão e o dinheiro público para que não fechem.

A contrapartida vem nas eleições. Todo o mecanismo é corrupto. Nada é por acaso. 2015 será um ano de muita recessão, dificuldades financeiras extremas para a população. E seja com um projeto ou outro, os clubes de futebol neste país terão perdoados bilhões em dívidas. Por quê? Porque cada torcedor vale um voto. Esta é a base desse jogo sujo que garante o atraso, a incompetência, a corrupção, a irresponsabilidade.

Seja o governo que for, qualquer partido se aproveita da lama que está mergulhado o futebol brasileiro. Da ignorância. Não há interesse na modernização, na transparência, na punição. Os políticos querem essa dependência. Por isso estimulam o atraso, premiam a corrupção.

Somos um digno país do Terceiro Mundo. Temos orgulho de ser subdesenvolvidos. Estimulamos as falcatruas, o clientelismo. O futebol é o retrato da sociedade. E o que vemos no espelho dá muita vergonha...
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Acossada pela dívida de R$ 200 milhões, nova diretoria do Santos prepara a torcida. Jogadores importantes vão sair. Leandro Damião, Arouca, Cicinho, Mena. E até Gabriel. Basta vir o dinheiro…

1gazeta2 Acossada pela dívida de R$ 200 milhões, nova diretoria do Santos prepara a torcida. Jogadores importantes vão sair. Leandro Damião, Arouca, Cicinho, Mena. E até Gabriel. Basta vir o dinheiro...
"Nosso grupo foi muito unido, por isso o Santos não correu risco de rebaixamento. Os salários e os direitos de imagem atrasaram durante todo o ano. Fomos muito cobrados pela torcida, pela imprensa. Mas nos calamos para não piorar tudo. Combinamos com o Oswaldo de Oliveira e depois com o Enderson. O Santos acabou o Brasileiro devendo dois meses de salários e três meses de direito de imagem. Não pagou meu empréstimo para a Ponte Preta. Foi um ano terrível."

A confissão é de Rildo, atacante. Ele detalhou a situação a garçons de um restaurante em São Paulo. Consternados, ficaram sabendo que o clube também atrasou os salários dos funcionários. E fizeram a pergunta óbvia. "E o dinheiro do Neymar?" O jogador apenas coçou a cabeça e respondeu. "Também não sei."

O 'dinheiro do Neymar' não existe há muito tempo. O Santos deve mais de R$ 200 milhões. O novo presidente Modesto Roma Júnior, eleito na mais deprimente eleição na Vila Belmiro, já avisou que terá apenas R$ 9 milhões para reforços em 2015. Ele tenta antecipar, de forma desesperada, dinheiro de patrocínio master do ano que vem. Compromisso que ainda nem foi fechado oficialmente com a chinesa Huawei. Modesto quer já 40% dos R$ 18 milhões combinados, R$ 7,2 milhões.

Esse dinheiro serviria para pagar os salários dos atletas. Impedir que chegue a três meses de atrasos. O que daria direito a desligamento na justiça do clube. A Teisa, parceira do clube, quer tirar seus atletas já. Vender Arouca, Cicinho e Mena. O volante e o lateral esquerdo são desejados pelo Palmeiras. Os donos da empresa tinham ligação com Luís Álvaro. Não têm a menor afinidade com o novo presidente e, principalmente, com seu mentor, Marcelo Teixeira.

Leandro Damião quer sair do clube. Já deixou tudo apalavrado com o Cruzeiro. Ele está envolvido na transação de R$ 42 milhões, feita pela Doyen, fundo de investimento maltês. O grupo comprou o jogador do Internacional. E queria emprestar o atleta ao Santos. Mas o Conselho exigiu que o clube adquirisse seus direitos. Não aceitou servir de mera vitrine.

1ae25 Acossada pela dívida de R$ 200 milhões, nova diretoria do Santos prepara a torcida. Jogadores importantes vão sair. Leandro Damião, Arouca, Cicinho, Mena. E até Gabriel. Basta vir o dinheiro...

Entre salários, direitos de imagem, auxílio moradia e luvas, chegam R$ 700 mil todos os meses nas mãos de Leandro Damião na Vila Belmiro. Dinheiro que Modesto Roma já avisou que não pode pagar. Ele aceita repassar o atacante por empréstimo ao Cruzeiro. Mas desde que o clube de Belo Horizonte aceite bancar integralmente os salários e direitos de imagem, que chegam em R$ 500 mil. O presidente Gilvan Tavares avisou que pagaria metade disso, apenas R$ 250 mil.

Modesto Roma ironizou na imprensa a proposta. Mas na verdade, ela interessa sim. Desde que sejam incluídos alguns jogadores que não serão utilizados pelo Cruzeiro. Leandro Damião não deseja voltar a atuar pelo Santos. Não tem apoio da torcida. E ainda não engoliu ter sido chamado de 'pangaré' pelo ex-presidente Luís Álvaro.

Além disso, o jogador está muito animado pela chance de disputar a Libertadores da América. E atuar no time que venceu o Campeonato Brasileiro nos dois últimos anos. Não esperava pela chance. E não abre mão dela.

O novo presidente santista desejava contratar um treinador importante do cenário nacional. Abel Braga ou Vanderlei Luxemburgo, amigo íntimo de Marcelo Teixeira. Mas não há dinheiro. Por isso, há a chance dele dar oportunidade para Enderson Moreira continuar. Até pelo menos o final do Paulista do próximo ano, quando a vida econômica santista deverá estar mais equilibrada.

Diante desse clima de debandada, Robinho também está reavaliando se vale a pena continuar no clube. Seu contrato vai até o final do próximo semestre. Mas a tentação de ir atuar nos Estados Unidos e fugir da falta de dinheiro santista é enorme.

Modesto Roma não quer que o Santos se torne um novo Botafogo. E está buscando soluções financeiras desde já. Se for preciso abrir mão dos jogadores importantes do clube, será feito agora. Uma reformulação no elenco deverá acontecer até a reapresentação dos atletas. A ordem é aproveitar o máximo da base. Pelo menos até o final do Paulista. E mais organizado, entrar com equipe competitiva no Brasileiro. Sem correr o risco de rebaixamento.

Modesto Roma não acreditava que encontraria tantos problemas. O clima de debandada no time principal, medo do próximo ano é generalizado. Tudo fica ainda mais grave quando se analisa o Conselho santista. Ele teve apenas 30% dos votos para ser eleito. A situação não tem a maioria no Conselho Deliberativo, situação que sempre foi caótica no Santos.

Para variar, influenciado por Eurico Miranda, Modesto Roma promete que vai exigir que a Globo mude a distribuição de cotas de transmissão. Não aceita Corinthians e Flamengo ganhando muito mais que os demais clubes.

Mas Leandro Damião, Arouca, Mena e Cicinho não deverão ficar para esperar a resposta da emissora. Seus representantes os querem fora da Vila Belmiro já no início de 2014. Serão desfalques importantes. Mas Modesto Roma já afirmou a conselheiros. Não fará loucura para segurar ninguém no Santos. Nem mesmo o artilheiro Gabriel. Embora o atacante tenha multa rescisória de 50 milhões de euros, R$ 167 milhões, se chegasse uma proposta de 20 milhões de euros, R$ 67 milhões, o jogador iria embora.

O Santos precisa de dinheiro. E a nova direção não esconde de ninguém. Seu maior patrimônio são os jogadores futebol. Não haverá romantismo. Ninguém irá chorar se houver um desmanche da equipe de 2012. O que Modesto Roma busca é uma maneira de conseguir verba para administrar o clube. Com R$ 200 milhões em dívidas. E sem o 'dinheiro de Neymar' que foi pouco pela qualidade do jogador e acabou faz muito tempo. Em uma transação péssima, criminosa para o Santos...
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Os escândalos no São Paulo não param. Namorada do presidente tem comissão de 20% do clube. Base em Cotia superlotada. Guerra entre Aidar e Juvenal envergonha o futebol brasileiro…

1ae24 Os escândalos no São Paulo não param. Namorada do presidente tem comissão de 20% do clube. Base em Cotia superlotada. Guerra entre Aidar e Juvenal envergonha o futebol brasileiro...
Foram as mãos de Juvenal Juvêncio que reconduziram Carlos Miguel Aidar à presidência do São Paulo. O filho de Henry Aidar voltaria à presidência do clube. Era uma retribuição de Juvenal a 'Carlinhos'. Quando comandou o clube entre 1984 a 1988 foi Carlos Miguel quem lhe colocou no futebol profissional. Era a hora de tornar real o agradecimento.

O empenho de Juvenal não teve limites. Ele está enfrentando um terrível tratamento de câncer de próstata. Vários dias saiu do hospital e foi fazer campanha por Carlos Miguel. E conseguiu fazer o seu sucessor, sem eleição. O candidato da oposição, Kalil Rocha Abdalla, desistiu. Percebeu que não teria chances de vitória.

Mas mal Carlos Miguel venceu, ele se voltou contra Juvenal. A raiva teria origem no fato do ex-presidente não proteger sua filha, Mariana Ferri Aidar. Ela é agente Fifa. E foi nomeada com assessora do presidente. A oposição questionou muito a nomeação. Juvenal se calou. Mariana deixou o cargo que nunca deveria ter exercido. Mas Aidar se vingou do seu mentor.

Pagar bicho em dinheiro, no vestiário, em saquinho de pão? Acho que não dá mais. Dirigir o clube em duas, três pessoas... O jeito de ele gerir é ultrapassado.

"Viagens para diretores, conselheiros, passagens, hospedagens. Eu vendi 20 carros. Serviam pra quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. Meu carro está aí na porta, eu dirijo meu carro. O São Paulo parou no tempo.

"Encontrei o São Paulo muito pior do que imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube com pacote de ingressos na mão para show, para jogo, distribuindo para sócios.

"A base deveria produzir mais jogadores. A base meio que se isolou do São Paulo. Quando assumi, tinha 320 meninos. Cortei para 240. E vai ficar entre 150, 160."

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Juvenal não esperava o ataque e resolveu se afastar do clube. Até porque enfrentava os efeitos da quimioterapia. Respondeu com uma carta questionando as dívidas apontadas por Carlos Miguel. Vários conselheiros ligados ao ex-presidente se afastaram da diretoria em solidariedade. Quando pôde falar, Juvenal foi até a Fox Sports e mostrou todo seu arrependimento por ter apoiado Carlinhos. O ex-presidente enfrentou os médicos para dar a entrevista ao vivo. Acabou passando mal, vomitando em pleno programa. Uma cena lamentável em todos os sentidos.

Houve um armistício enquanto o clube lutava por uma vaga pela Libertadores. Assim que conseguiu, novos ataques. E informações de bastidores dos dois lados. Com a nítida intenção de desmoralizar. O trabalho de Cotia teria gastos absurdos, inexplicáveis. A nova diretoria estava interessada em modernizar o Morumbi por um custo sem justificativa. De repente, o São Paulo se tornou um clube repleto de fofoqueiros.

Mas guerra é guerra. E ela continuou, agora que o Brasileiro acabou. "O Juvenal trouxe um monte de porcarias para o clube: Cañete, Pirulito, Cortez… Além disso, renovava contratos dos meninos da base pagando muito salário, muita luva. Ele não estava nem aí para as finanças do clube. E a dívida foi crescendo. Faltou planejamento, que é o que estamos mudando agora", disse Carlos Miguel ao Estado.

Juvenal devolveu na mesma moeda. "Está irreconhecível. E não estou excluindo minha responsabilidade, mas ele me traiu e deu um golpe nos eleitores. Disse numa reunião de diretoria: 'eu estou aqui posto pelo Juvenal Juvêncio'. Ele tem de ir embora. Eu não fiz absolutamente nada e ele tramava dia e noite contra mim. Qual é a legitimamente de um cara que não sabia onde ficava o portão 7 do Morumbi? Se tivesse autocrítica deveria dizer: 'eu traí meus eleitores, por isso vou embora'. A legitimidade política do Carlos Miguel acabou. Ele tem apenas legitimidade jurídica."

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O que já estava absurdo ganhou novo capítulo. Aliados de Juvenal afirmaram que a empresária Cinira Maturana foi a responsável pela troca da fornecedora de material esportivo do clube. A saída da Penalty para a entrada da Under Armour. Uma transação que envolve milhões de reais.

Aidar nega a participação de Cinira nesta transação. Porém confirma que ela negocia em nome do clube. E vai além. Ela terá 20% de comissão nas transações que conseguir fechar envolvendo o marketing do São Paulo, confirmou à Folha. Mas quem é Cinira? É a atual namorada de Carlos Miguel Aidar, como foi revelado na reunião do Conselho Deliberativo, na última segunda-feira. O presidente confirma a informação. E garante que não há nada de ilegal nisso. Mas é absolutamente imoral.

Namorada do presidente podendo receber comissão dos negócios do São Paulo. Filha, agente Fifa, como assessora. Ex-presidente pagando premiação com dinheiro em saco de papel no vestiário. 320 meninos na base, quando 160 dão e sobra. Conselheiros usando 20 carros pagos pelo clube.

As vísceras do São Paulo Futebol Clube estão expostas. E não são nada bonitas de admirar. Muito pelo contrário. Não há nada de modernidade. Está na hora dos conselheiros independentes e sócios deixarem a letargia. E cobrar de verdade. Estes escândalos não podem ser colocados embaixo do tapete. São vergonhosos demais. Até para o triste futebol brasileiro...

(Diante da repercussão, Carlos Miguel Aidar fez sua obrigação. Destituiu a namorada. Ela não pode mais fazer negócios em nome do São Paulo. "A Cinira está desautorizada e não vai procurar mais nada para o São Paulo. Não acho justo que continue agora que é minha namorada." Acabou com o que nunca deveria ter começado...)
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O Internacional já foi exemplo de modernidade. Regrediu. Mistura vexame com amadorismo. Perde tempo precioso. E não consegue contratar um técnico para a Libertadores de 2015…

1ap5 O Internacional já foi exemplo de modernidade. Regrediu. Mistura vexame com amadorismo. Perde tempo precioso. E não consegue contratar um técnico para a Libertadores de 2015...
O Internacional já foi exemplo de modernidade no Brasil. Primeiro clube grande a mostrar como lucrar com o plano sócio-torcedor. Único campeão invicto do país com um time mostrando esquema tático que misturava talento e intensidade, em 1979. Ensinou a importância da preparação física na conquista do bi-brasileiro em 1975 e 1976. Quebrou a série de conquistas do eixo Rio-São Paulo.

Campeão do mundo, bicampeão da Libertadores da América, Tricampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil, 43 títulos gaúchos. E vários outros títulos. Dono de uma torcida calculada em 5,3 milhões na última pesquisa Ibope. Seu patrimônio, de acordo com a Comissão de Valores Patrimonial do Brasil, chega a R$ 688,7 milhões. O clube é um dos maiores orgulhos do país.

Toda esse potencial não impediu o Internacional de um enorme vexame nacional. Sua nova diretoria deu uma lição de amadorismo. Mostrou como não importa dinheiro, torcida, elenco, estádio novo, quando não há o mínimo planejamento. Vitorio Piffero é um homem profundamente envolvido no futebol do Internacional. Há décadas. Foi presidente do clube entre 2007 e 2010. Ele desejava muito voltar a presidir. Conseguiu ser reeleito no sábado, com uma porcentagem impressionante: 71,7%.

A expectativa da imprensa gaúcha era o anúncio do novo treinador do clube. Apesar de conseguir o título gaúcho e a classificação para a Libertadores, com a terceira colocação no Brasileiro, Abel Braga foi deixado de lado por Piffero. "O projeto do Inter não passa por mim", avisava, magoado. Na quinta-feira passada, dia 11, o candidato disse duas vezes que não queria Mano Menezes. Descartou também Celso Roth.

Piffero queria Tite. Não era segredo para ninguém. E, estranhamente, se comportava como se houvesse fechado o acordo com o técnico. Pouco importavam os sinais que ele voltaria para o Corinthians. Jornalistas de Porto Alegre tinham informações de conselheiros do grupo vencedor na eleição que estava 'tudo fechado com Tite'. O final de semana foi de expectativa, corrida atrás do treinador que participou de jogo em benefício da APAE, em Nova Prata, interior gaúcho. Ele não confirmou sua ida para o Colorado.

O vexame ficou confirmado na segunda-feira, com a confirmação da notícia que todo o Brasil sabia. Menos o Rio Grande do Sul: Tite havia fechado novo contrato do Corinthians, desta vez por três anos. O reflexo foi imediato, as cobranças foram fortes no recém-eleito presidente. Ficaram piores ontem, dia da apresentação do treinador. Não era possível.

1vipcomm 1024x682 O Internacional já foi exemplo de modernidade. Regrediu. Mistura vexame com amadorismo. Perde tempo precioso. E não consegue contratar um técnico para a Libertadores de 2015...

O Inter havia virado as costas a Abel, desmoralizado Mano Menezes e Celso Roth, perdido Tite. Quando as críticas começavam a ficar mais pesadas, o boato explodiu durante a manhã de ontem. O clube tomaria Vanderlei Luxemburgo do Flamengo. Ofereceria R$ 600 mil mensais. O treinador havia renovado na Gávea por R$ 350 mil. Mas tudo ficaria pior. Luxemburgo soltou nota oficial recusando a proposta gaúcha.

O festival de vexames continuaria. Jornalistas representativos de Porto Alegre sabiam. Pessoas importantes que apoiaram a chapa vencedora haviam sugerido investir em um treinador estrangeiro para 2015. Ninguém menos do que Alejandro Sabella, vice campeão da Copa de 2014, com a Argentina era o plano A. O plano B, serie Diego Aguirre. Mas o fracasso de Gareca no Palmeiras pesou na desistência. Além da péssima passagem do uruguaio Jorge Fossati pelo próprio Inter. A ideia foi abortada logo no início.

Nomes promissores como o de Argel, que fez ótimo trabalho no Figueirense, foram afastados. O Inter tem um elenco difícil. Conta com jogadores problemáticos como D'Alessandro e que exigem um técnico rodado, com larga experiência. Ainda mais valendo a Libertadores.

Encurralado, Vitório Piffero tomou uma atitude péssima. E que mostra a falta total de convicção. Declarou que não tem nada contra Mano Menezes e Celso Roth. Teve de dar as declarações na semana passada por causa da eleição. E que pode sim trazer um dos dois para o Beira-Rio. Então quer dizer que na corrida eleitoral falou o que não acreditava? Buscava apenas votos?

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Vale lembrar a declaração que de Piffero. Assim que foi confirmada a sua eleição, no sábado. Em plena euforia, ele não escondia suas pretensões.

"O Abel é meu amigo, é um dos nomes. Óbvio que eu conversei com o Tite. Assim como conversei com o Abel. Até teve gente falando com o Muricy, falando em meu nome. Descartei Mano Menezes e Celso Roth por não se enquadrarem exatamente com aquilo que eu quero de um treinador." É bom relembrar: Piffero falou no sábado. Suas palavras não duraram quatro dias.

A situação é constrangedora, exemplar. Mostra como o amadorismo ainda impera nos clubes brasileiros. Piffero era favorito a vencer a eleição no Inter. O clube se classificou para a Libertadores de 2014 ao vencer o Palmeiras no dia 29 de novembro. Há 19 dias. Seu time está acéfalo, sem um comandante, o técnico que vai ditar a filosofia, escolher os jogadores, fazer o planejamento para o próximo ano.

É uma perda de tempo absurda, inadmissível. Basta observar que Cruzeiro, Atlético Mineiro, São Paulo e Corinthians já largaram na frente. Contrataram jogadores importantes para a competição. Têm seus rumos traçados. Treinadores definidos há muito tempo. Várias decisões inclusive no Parque São Jorge passavam por Roberto de Andrade, candidato favorito à presidência. Ele baseava suas opiniões em conversas que teve com Tite, desde que Dunga foi confirmado como treinador da Seleção, na vaga de Felipão.

Triste e simbólica a situação do Internacional. O clube que já foi exemplo de modernidade se dobrou ao amadorismo, à falta de rumo. As consequências desse atraso virão na Libertadores. Esteja o clube sob o comando do treinador que for. Seja um novo nome ou, principalmente, algum desses técnicos que foram desprezados por Piffero...
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Foi o último e cruel confronto entre Corinthians e Palmeiras de 2014. A euforia de Tite ao voltar ao Parque São Jorge contra a desconfiança de Oswaldo de Oliveira ao pisar no Palestra Itália…

1ae22 Foi o último e cruel confronto entre Corinthians e Palmeiras de 2014. A euforia de Tite ao voltar ao Parque São Jorge contra a desconfiança de Oswaldo de Oliveira ao pisar no Palestra Itália...
Foi um confronto. E partiu da direção do Corinthians. A coletiva de Oswaldo de Oliveira no Palmeiras já estava marcada desde domingo. Seria hoje, ao meio-dia. O que fez a cúpula do clube do Parque São Jorge? Marcou ontem a entrevista de apresentação de Tite também hoje, no mesmo horário. Foi covardia. Com 272 jogos, campeão paulista, brasileiro, da Libertadores e Mundial, o técnico corintiano tinha muito mais para dizer. Oswaldo chegou hoje ao Palestra Itália.

Tite falou por uma hora e teria muito mais assunto. Oliveira se esgotou na metade desse tempo. Ficou claro. Um terá três anos para resgatar passagens vitoriosas, históricas na vida do Corinthians. Ainda exatamente no dia em conquistou o Mundial no Japão, contra o Chelsea, há dois anos. O outro desembarcou no oitavo clube grande que dirigiu no eixo Rio-São Paulo. Sem a menor identificação com a história palmeirense, a não ser atuando como adversário.

Do lado verde, o presidente Paulo Nobre cumpriu seu ritual. Ele adora distribuir camisas do Palmeiras a quem passe por perto dele. Aproveitou e deu um livro do centenário do clube. Obra simbólica, para que Oswaldo conheça o clube que assumiu por um ano. Do lado branco e preto, a ausência estudada do presidente Mario Gobbi. Um recado de quem teve de engolir Tite, já que defendia publicamente a permanência de Mano Menezes.

Na roupa de Oswaldo de Oliveira, dois discretíssimos pingentes do Palmeiras enfiados no seu blazer. Tite sabe muito bem o que vem pela frente nesses três anos. E com o Corinthians rachado politicamente. Tratou de colocar dois crucifixos. E os deixou de fora da camisa negra, para que todos pudessem ver. E exorcizar os maus espíritos que já pudessem estar tramando contra ele.

Os objetivos, díspares. Oswaldo tem um trabalho teoricamente mais fácil. Basta não dar o vexame que foi esse centenário para o Palmeiras. Montar equipe competitiva para brigar não por títulos. No primeiro momento, a classificação à Libertadores de 2016 é a meta. Para Tite, não. Ele terá logo de cara superar o trauma da Pré-Libertadores de 2011, quando caiu diante do Tolima. Vencer um clube colombiano. E dar a vida para tentar o bicampeonato da Libertadores. O clube precisa de uma excepcional campanha na competição. Seus caixas estão vazios para pagar o Itaquerão. Essa confiança na reedição do seu trabalho de 2012 que pesou no retorno.

As declarações foram muito diferentes. Tite, eufórico, sabia que havia dado a volta por cima. Fez o presidente que o mandou embora implorar a sua volta. Já Oswaldo, contido. Feliz por ter a certeza que, pelo menos, os salários serão pagos em dia. Ao contrário do que viveu no Botafogo e Santos.

1divulgacao Foi o último e cruel confronto entre Corinthians e Palmeiras de 2014. A euforia de Tite ao voltar ao Parque São Jorge contra a desconfiança de Oswaldo de Oliveira ao pisar no Palestra Itália...

O corintiano ressaltou que, a princípio, vai dar uma nova oportunidade a Sheik. O que pode ser seu primeiro embate com os dirigentes. E com quem manda de verdade no clube. "Acredito que acabou de Emerson acabou no Corinthians", disse Andrés Sanchez na rádio Bandeirantes, na semana passada. Mas o treinador que tanto exaltou o atacante em 2012, não pensa assim. Quer ter a sua primeira conversa 'olho no olho' com o problemático atacante. E estender a mão pela última vez ao atleta.

Já Oswaldo de Oliveira jurou que não cairá na mesma armadilha que prendeu os treinadores palmeirenses nos últimos quatro anos. Não ficará de joelhos, dependendo de Valdivia. "Não quero fazer o time em volta de um jogador só. A Copa do Mundo dá um exemplo bastante claro disso. Senão Argentina e Portugal seriam campeões. Vamos preparando a equipe para que haja revezamento ocasionais. Não vou fazer isso."

O entusiasmo de Tite resumido em uma frase que a confiança que reassume o lugar que considera seu.

"Intensidade é pau dentro."

A desconfiança de Oswaldo de Oliveira será de verdade um time forte, digno das academias palmeirenses.

"Oto Gloria já falou. Sem ovos não há como fazer omeletes. Preciso de bons jogadores para ter uma equipe vitoriosa."

 Foi o último e cruel confronto entre Corinthians e Palmeiras de 2014. A euforia de Tite ao voltar ao Parque São Jorge contra a desconfiança de Oswaldo de Oliveira ao pisar no Palestra Itália...

Aqui, alguns trechos que marcam ainda mais as diferenças de expectativas e personalidade.

"Era muito fácil não aceitar o convite do Corinthians. Falar que voltaria uma outra hora. Diria: lembrem-se sempre de mim. Vocês nunca me viram procurar vocês oportunamente. Isso me deixa feliz. Mas tenho coragem também, de ver a oportunidade que estou recebendo. Vou ser cobrado, claro. Sair da minha zona de conforto, como vocês falam. É uma torcida extraordinária. Ganhamos merecendo. Eu voltei por gratidão. Uma garotinha me deu uma correntinha e falou que estava me esperando. Eu só quero errar menos." (Tite, explicando seu retorno)

"Realizo um sonho hoje trabalhar nesse clube com tanta tradição, tanta herança positiva para ao futebol brasileiro e é realmente uma emoção muito grande, muito inspirada, acima de tudo. Vamos buscar ao longo desse ano conseguir restaurar os grandes momentos do Palmeiras. Quero também agradecer ao meu colega Dorival Júnior, a quem estou sucedendo, pelo trabalho desenvolvido e pela sucessão na Série A. Vou buscar corresponder e dar continuidade àquilo que ele estava desenvolvendo." (Oswaldo, agradecendo a Dorival ter salvo o clube da Segunda Divisão)

"É a quebra de um paradigma brasileiro. Eu queria que a classe tivesse no mínimo de um ano. Estou sendo um privilegiado. O bom é ver que o Corinthians acredita nisso. Que uma sequência profissional dá frutos. E eu vejo que as ideias permanecem mesmo com pessoas diferentes. Que isso sirva de exemplo para outros clubes." (Tite orgulhoso com os três anos de contrato)

"Se for resultado do nosso trabalho, do nosso planejamento, pode ter certeza que não, mas isso é uma coisa muito difícil de aferir. Vamos disputar uma competição mais difícil dos associados da Fifa. Em nenhum outro país, você inicia o campeonato com 10, 12 clubes com chances ou que foram campeões. Quando você inicia e olha, é muito difícil de escalar as principais e favoritas, em que pese o Cruzeiro tenha mudado um pouquinho essa história. Mas nós vamos trabalhar muito para isso, para que haja essa conjunção do trabalho." (Oswaldo, falando sobre a possibilidade de brigar para escapar do rebaixamento em 2015)

2ae10 Foi o último e cruel confronto entre Corinthians e Palmeiras de 2014. A euforia de Tite ao voltar ao Parque São Jorge contra a desconfiança de Oswaldo de Oliveira ao pisar no Palestra Itália...

"Guerrero é do clube, tem vínculo com o clube, tem contrato até julho. Ele tá conosco. Comigo ele tem todo simbolismo, momento importante, como Liedson teve. Cada um tem a sua história." (Tite deixando claro que não obriga a diretoria a se sujeitar a uma possível chantagem econômica do atacante)

"Muito pouco dois jogos. Aliás, na verdade, o estádio ele era neutro porque nem a equipe do Palmeiras estava acostumado com o estádio e esse amadurecimento vai acontecer com os jogos. É fundamentar jogar em casa, não só por interferência da torcida, mas por você se ambientar, o futebol tem muito isso, o fundo, o gramado. Quanto mais você repete jogos, passa confiança, transfere para a torcida e chega ao time em campo. E isso vai acontecer aqui na medida em que os jogos forem se repetindo." (Oswaldo, detalhando o medo do Palmeiras em atuar no seu novo estádio, pela proximidade dos torcedores, pela pressão)

"Me bombardeou de emoção agora. Eu lembro eu entrando e ouvindo aquela musiquinha. Eu não podia olhar para mais nada. Eu tinha de entrar e olhar pro campo. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Cara... Foi demais. O Tolima, por outro lado, ferrou todo meu plano. A primeira derrota ser assim? Eu imaginava ter uma sequência de trabalho. Aquele conflito interno. Eu ficava pensando se tinha terminado, se não tinha. O Andres entrou lá e me deu uma injeção de ânimo. Foi difícil." (Tite, lembrando quando foi campeão mundial e quando foi eliminado da Pré-Libertadores pelo Tolima)

"Conversando com o presidente ele me passou a ideia de uma reformulação no elenco, e uma condição de estabilidade no trabalho que não encontrei nos últimos dois clubes que passei. Tive problemas financeiros com elenco no Botafogo e Santos. Acredito no projeto que o presidente me falou, procurarmos fazer um Palmeiras forte e reeditar mais um ciclo vitorioso como vimos tanto, desde a década de 60. A ideia é ter um pico de virtude nessa temporada, e quem sabe em outras temporadas." (Oswaldo, explicando de forma genérica o seu projeto. Deixando transparecer a incerteza sobre o que acontecerá depois de dezembro de 2015, já que tem apenas um ano de contrato...)
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