Governo dará esmola de R$ 4 bilhões aos clubes. Dilma pensa em tomar o poder da CBF em 2019. Marin busca apoio da Globo e mudará o calendário. É a velha briga entre a guerrilheira e o governador biônico da Ditadura. Não há lugar para amadores…

1cbf11 Governo dará esmola de R$ 4 bilhões aos clubes. Dilma pensa em tomar o poder da CBF em 2019. Marin busca apoio da Globo e mudará o calendário. É a velha briga entre a guerrilheira e o governador biônico da Ditadura. Não há lugar para amadores...
José Maria Marin é um sobrevivente. Se salvou do desastre do Brasil na Copa de 2014. Todo o peso da derrota está tatuado nas costas de Luiz Felipe Scolari. Mesmo tendo sido o presidente da CBF quem prendeu a Seleção pelo pé na ultrapassada concentração da Granja Comary.

Permitiu a farra dos helicópteros em Teresópolis, de Luciano Huck, Mumuzinho, dos patrocinadores. Dos centenas de repórteres do mundo registrando a bagunça. A programação absurda concebida por Parreira, como se o ridículo de Weggis não tivesse existido em 2006. O excesso de folgas. O Brasil foi, das 32 seleções da Copa, a que menos treinou.

O fracasso já foi destrinchado. Agora a questão é a sobrevivência.

O vexame atingiu em cheio quem iria se beneficiar com a euforia de um eventual hexacampeonato: a presidente Dilma Rousseff. Com o fracasso, sua herança é bem maior do que as vaias e palavrões que recebeu no Maracanã. O descontentamento nas derrotas por 7 a 1 contra a Alemanha e nos 3 a 0 diante dos holandeses reflete. Na intenção dos votos em outubro. A chance de vitória no primeiro turno praticamente inexiste. Se o Brasil ganhasse a Copa, especialistas, garantem que o clima festivo poderia sim contaminar a população. E a reeleição seria favas contadas.

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Mas Dilma precisa reagir. Ela não entende absolutamente nada de futebol. Nos encontros com jornalistas, membros do Bom Senso e com os dirigentes ficou claro o quanto é perdida. Não tinha noção do absurdo calendário brasileiro com 20 até 25 jogos a mais por ano do que os europeus. Dos calotes dos dirigentes. Da irresponsabilidade administrativa que fecharia a maioria dos clubes brasileiros, se este país fosse sério.

Dilma ficou possessa em relação à saída dos jogadores muito cedo para o Exterior. A farra dos empresários com o fim da lei do passe. Mas algo irritou sobremaneira a presidente: a riqueza da CBF. Ela não se conforma como a entidade pode ter um patrimônio que passa os R$ 800 milhões e os clubes devendo mais de R$ 5 bilhões entre impostos e ações trabalhistas.

Marin foi seu adversário político na época da ditadura. Governador biônico e radicalmente contra os comunistas. É acusado por Ivo Herzog de ser o responsável pela tortura e morte do seu pai, Vladimir Herzog por agentes da Ditadura Militar. Marin discursou contra a presença dos comunistas na TV Cultura de São Paulo. Vlado era o presidente da emissora. Foi levado para o DOI-CODI, do II Exército. Teria de prestar depoimentos. Foi torturado e morto. Seus assassinos tentaram simular suicídio.

Dilma sabe muito bem dessa história. Foi guerrilheira. Usava vários nomes falsos, principalmente o de Stela. Defendia a ação armada contra a Ditadura Militar. Foi presa por dois anos e um mês.Teve seus direitos cassados por 18 anos. Sempre viu Marin como representante de tudo o que enfrentou nos anos de Chumbo.

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Por incrível que pareça, ela o tolera mais do que a Ricardo Teixeira. Não podia chegar perto do ex-presidente da CBF por causa das várias acusações envolvendo o ex-dirigente. Mas Dilma quer tirar tanto poder da CBF. Só que Marin está tranquilo porque a lei o protege. A entidade que comanda o futebol no país é privada. Não é possível uma intervenção governamental.

Por isso Dilma e Aldo Rebelo resolveram o atacar pelas beiradas. O governo vai ceder à escandalosa chantagem dos
irresponsáveis dirigentes de clubes. Eles se acostumaram a fazer barbaridades administrativas e depois ficar de joelhos diante do governo. Foi assim que nasceu, por exemplo, a Timemania.

Nos últimos cinco anos, as dívidas dos principais clubes brasileiros cresceram 74%! Quem é essa gente controlando essas entidades tão importantes?

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Com a chave do cofre na mão, Dilma vai aprovar a populista ação de liberar R$ 4 bilhões aos clubes endividados. E eles terão 300 meses. Serão 25 anos para pagar suas dívidas. Negócio de mãe para filho único. Uma vergonha. Quantas e quantas empresas geridas de maneira responsável mergulham na falência sem o governo ajudar. Acontece que auxiliar clubes populares reflete na eleição presidencial.

Esses R$ 4 bilhões de dinheiro público terá um efeito colateral importante. Fará com que todos os clubes fiquem compromissados com o governo. Quem tem o direito de voto na CBF? Os presidentes de federações e as equipes da Série A. Ou seja, Aldo Rebelo e Dilma terão, na teoria, vinte votos a seu favor. A próxima eleição na entidade será em 2019. Tempo mais do que suficiente para a presidente e Rebelo conquistarem algumas federações. Seus presidentes não são exemplos de fidelidade. Nestes quatro anos, o governo pode moldar um candidato para tomar o controle do futebol brasileiro.

Marin é um sobrevivente. Não quer que o controle escape das mãos dos seus. Marco Polo assumirá em 2015. Se ficasse de braços cruzados, acabaria engolido por Dilma e Rebelo. Por isso, Marin pediu uma reunião com a cúpula da TV Globo. Percebeu que a saída só seria possível com a emissora que determina a rotina do futebol neste país.

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A jogada foi muito inteligente. Marin avisou que teria de mexer no calendário. Usou como argumento a queda história de audiência dos jogos na Globo, são 28% nos últimos dez anos. Isso se deve aos canais a cabo e também aos péssimos espetáculos. Os clubes estão falidos e não adianta a Globo pagar mais. O dinheiro está sendo desviado para as dívidas e os times não se reforçam a ponto de atrair mais audiência.

O presidente da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, concordou com a proposta da CBF. Ele também entende que o produto futebol está vulgarizado no país. E quer uma mudança para que os patrocinadores que banca o esporte não fujam da emissora.

O presidente da CBF ganharia um beijo na bochecha direita de Maquiavel. Escolheu medidas que agradam o governo, o Bom Senso, a Globo e evita uma rebelião contra a CBF. Ele vai diminuir o número de jogos que um atleta brasileiro poderá fazer durante o ano. Será, no máximo, 60. Medida humanitária? Nem tanto. O octogenário reverte o pedido do Bom Senso. O movimento queria limitar o número de partidas dos clubes. Ou seja, as equipes poderão atuar mais de 60 vezes, só os atletas que não. O dinheiro da bilheteria continuará entrando enquanto os atletas descansam.

Marin foi além. A CBF finalmente respeitará as datas-Fifa. Ou seja, a Seleção Brasileira seguirá o mundo moderno. Só atuará quando todas as outras seleções jogarem. Acabarão as partidas caça-níquel que sequestrava os principais jogadores das equipes e só rendia dinheiro à entidade.

Em 2015, os clubes já terão um mês de férias e outro mês para a pré-temporada. Ou seja, os campeonatos começarão em fevereiro.

A CBF não acionará a sua bancada da Bola (políticos que a defendem no Congresso) para barrar as medidas vistas como obrigatórias por Dilma. A fiscalização trimestral da Certidão Negativa de Débitos dos clubes. A punição até com o rebaixamento para as equipes que atrasarem salários e direito de imagem dos atletas. A fixação de uma idade mínima para os atletas terem vínculos com seus clubes formadores. Possivelmente 18 ou 19 anos. O governo pretende travar a ação dos empresários.

Tudo Marin vai aplaudir. Ele só não quer que o governo se volte seriamente para a CBF. E resolva tomar as rédeas do futebol. Por isso, a reunião com a Globo. O calendário brasileiro e a vida da Seleção Brasileira terá um pouco mais de sanidade. Mas Marco Polo que se prepare. A esmola de R$ 4 bilhões que o governo destinará aos clubes geridos por dirigentes irresponsáveis e incompetentes pode fazer milagre. O alvo é a eleição de 2019.

Dilma aprendeu a planejar. A traçar objetivos distantes. Desde que passou dois anos e um mês presa pela Ditadura Militar. E acabou presidente do Brasil. É bom Marin e Marco Polo não esquecerem com quem estão lidando...
2divulgacao1 Governo dará esmola de R$ 4 bilhões aos clubes. Dilma pensa em tomar o poder da CBF em 2019. Marin busca apoio da Globo e mudará o calendário. É a velha briga entre a guerrilheira e o governador biônico da Ditadura. Não há lugar para amadores...

Petros, a grande descoberta do Corinthians em 2014. Jogador de personalidade e inspirado em Schweinsteiger. Ao mesmo tempo em que prevê duelo com o Cruzeiro pelo título brasileiro, já sonha com a Seleção de Dunga…

1ae21 Petros, a grande descoberta do Corinthians em 2014. Jogador de personalidade e inspirado em Schweinsteiger. Ao mesmo tempo em que prevê duelo com o Cruzeiro pelo título brasileiro, já sonha com a Seleção de Dunga...
Há muito tempo entrevistas com jogador de futebol não me surpreendiam. Clichês, medo da repercussão, desinteresse em se expor. Muitos acabam escravos dos seus assessores e agentes. Passam uma imagem imbecilizada, superficial. Não enxergam a oportunidade da mídia, de mostrar sua verdadeira personalidade aos torcedores. Depois que a carreira acaba reclamam pelos cantos terem sido esquecidos.

Não foi o caso com Petros. Volante inteligente, vivido que o Corinthians descobriu no Penapolense. Dono de um futebol moderno. Jogador mais importante taticamente no time de Mano Menezes. Inteligente, interessado, estudioso. E com personalidade para dizer o que pensa.

Tive contato com ele no programa Fox Sports Radio. Petros foi convidado como eu. A conversa foi excelente comigo e com os inteligentes e ensandecidos Oswaldo Pascoal, Flávio Gomes, Fábio Sormani e Mano. Petrus deixou a todos nós de queixos caídos.

Depois do programa tive a chance de fazer algumas perguntas a ele. Misturo com as dos companheiros de programa. Nem importa quem perguntou, mas as respostas do jogador corintiano.

Petrus, você é um volante de joga de cabeça erguida, muito inteligente taticamente. Tem 25 anos. Por que nenhum time grande do Brasil o enxergou antes?

Sinceramente, acho que as coisas aconteceram comigo quando deveriam. Eu não teria cabeça para chegar no Corinthians, por exemplo, no ano passado. Talvez não conseguisse jogar. Não é fácil suportar a pressão, as cobranças. Só agora me sinto preparado e posso atuar como eu sei. Se chegasse antes, poderia ter fracassado, ter sido apenas mais um.

Esta visão de jogo não é comum. Você marca, recompõe, orienta e ainda é importante no ataque. Faz todas as funções. Parece um meio campista europeu. Você se inspira em quem?

Eu sinceramente gosto de estudar, entender taticamente o melhor futebol do mundo. E tenho de reconhecer que a Alemanha está muito acima de todos os países. Não é por acaso que ganhou a Copa do Mundo. As triangulações do meio para a frente são impressionantes. Não há posição fixa. E sempre quem tem a bola tem duas opções para passe ou pode tentar a jogada sozinho. Isso desorienta qualquer sistema defensivo. Eu não vou negar. Tento entender e trazer para mim o que faz o Schweinsteiger. Inteligente, habilidoso e joga para o time. Não está interessado em se destacar.

Seu futebol coletivo realmente já se destaca. É titular absoluto de Mano Menezes. Mas ele está irritado com você. Quer que chute mais a gol. Por que você não bate mais? Qual o problema?

Sinceramente? São duas coisas. A primeira é que realmente eu tenho mais prazer em dar um lançamento, um passe, abrir a defesa e deixar o meu companheiro livre para marcar do que fazer o gol. Não é falta de ambição, não. É pensar no futebol coletivo. Por que vou chutar de forma egoísta e desperdiçar um passe que pode fazer com que meu time faça o gol mais fácil. O outro fator é o desgaste. Eu tenho de me desdobrar no meio de campo do Corinthians. Sou responsável por fechar o setor mais forte do meio de campo adversário. Pela minha facilidade de marcar. Para que o Elias tenha mais liberdade e o Ralf não fique sobrecarregado. Muitas vezes chegou cansado, desgastado na hora do arremate. Só que já marquei o gol contra o Palmeiras, paguei a minha dívida com o Mano. Ele pode deixar de me cobrar tanto.

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Você que é um admirador do futebol alemão, me diga o que você faria se estivesse jogando a Copa. E eles estivessem tão superiores. O 7 a 1 foi inevitável?

Taticamente eles estavam muito, mas muito melhores do que o Brasil. Tanto que faziam gols como a gente faz em rachão, brincando. "Faz você, não, faz você." Eu não me conformei com o que eu vi. Se eu estivesse em campo, teria tomado atitude. Algo que ninguém fez. O Felipão não reagiu no banco de reservas. Tem horas em que os jogadores precisam se assumir em campo. Depois do 2 a 0, eu teria gritado para o meu goleiro, cai. "Vamos arrumar essa droga." Era preciso parar o jogo de qualquer maneira. Não me conformei com a dependência do time em relação ao técnico. A Alemanha era superior, mas não teria conseguido uma goleada tão alta se o jogo fosse parado nos 2 a 0. O time precisa ter tanta personalidade que pode ajudar o treinador e não ser apenas dependente.

Você está falando com uma convicção interessante. O Dunga prometeu uma revolução no futebol brasileiro. Tem esperanças de servir a Seleção Brasileira?

Sei que podem falar que está muito cedo, mas eu tenho sim esperança. Quero ajudar o quanto puder o Corinthians. Mas não vou negar que o sonho de jogar pela Seleção já está em mim. Se vier a chance vai me encontrar pronto. Chegou a hora mesmo de dar chance para os jogadores talentosos que estão por aqui. Eu acho um absurdo o Cruzeiro não ter sequer um jogador no grupo que disputou o Mundial. Ao menos o Everton Ribeiro tinha de estar. Meia habilidoso, inteligente taticamente, diferenciado. Muitas vezes o jogador que atua por aqui está sendo deixado de lado na Seleção e só se valoriza quem atua fora. Isso está errado.

Você começou no Vitória, passou pelo Democrata, Fluminense de Feira de Santana, Boa Esporte, Penapolense. E agora Corinthians. Fala com uma desenvoltura e firmeza impressionante. Seu vocabulário também é diferenciado.

Minha mãe é professora e foi clara comigo: só iria jogar futebol se estudasse. Aprendi a valorizar o conhecimento e percebo que o jogador tem sim de se posicionar. Cursei três semestres da faculdade de Administração. Quero de qualquer maneira acabar o curso. Mas está difícil conciliar com o futebol. Vou dar um jeito.

Qual o potencial que você vê no Corinthians na briga pelo Brasileiro?

Muito forte. Ainda mais depois da nossa arena em Itaquera. Nós no período de Copa do Mundo treinamos muito. Aprendemos a tirar todo o potencial de jogar na nossa casa. Não é por acaso que foram três jogos e três vitória. Lá a proximidade do torcedor nos dá muita força para derrotar os nossos adversários. Eu acredito que o nosso grande rival pela conquista do Brasileiro será o Cruzeiro. Time que atua de maneira moderna. A diferença entre eles e nós está no fato de que os mineiros são ofensivos até demais. O elenco é excelente. Será uma grande briga pela conquista do Brasileiro. Eu ainda acredito no nossa força mais compacta, competitiva, de preenchimento de espaço aliado à técnica.

O que você achou dos corintianos encontrando as portas do metrô fechadas na semana passada?

Um enorme desrespeito. Sei que deve acontecer uma liberação por parte do metrô (realmente houve, eles passarão a fechar mais tarde em noites de jogos). Mas a solução não é essa. O horário decente para o futebol às quartas-feiras é as 19h30. Seria bom para os torcedores e ótimo para os jogadores. Nós perdemos muito tempo da nossa vida nas partidas às 22 horas. Ficamos presos, irritados esperando o tempo passar na concentração. Poderíamos estar fazendo algo produtivo na nossa vida, como por exemplo, estudar. Também não tem cabimento o torcedor que vai trabalhar no dia seguinte chegar em casa de madrugada. Sei que é uma exigência da televisão. Mas está errado. Todos sabem e ninguém age. Isso não vou entender nunca...
 Petros, a grande descoberta do Corinthians em 2014. Jogador de personalidade e inspirado em Schweinsteiger. Ao mesmo tempo em que prevê duelo com o Cruzeiro pelo título brasileiro, já sonha com a Seleção de Dunga...

Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a ‘traição’…

1cbf10 Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...
Nos bastidores do futebol não há lugar para amadores. Ainda mais quando estão envolvidas pessoas que militaram na política brasileira. Aprenderam que perdão é fraqueza. Como o atual presidente da CBF. O ex-governador biônico de São Paulo, José Maria Marin.

Ele já percebia uma onda favorável a Felipão na imprensa. Não pelo desempenho do Brasil nos jogos decisivos na Copa do Mundo. Mas pela maneira como foi dispensado da Seleção Brasileira. Logo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, ele se reuniu com Marin e com o seu sucessor eleito, Marco Polo del Nero. Recebeu dos dois a promessa que continuaria, seguiria na Seleção. Fosse qual fosse o resultado contra a Holanda.

Mas veio outra derrota desmoralizante por 3 a 0. E o discurso raivoso de Galvão Bueno na TV Globo exigindo uma reformulação na Seleção Brasileira. Marin e Marco Polo decidiram que seria melhor esquecer a promessa feita a Scolari. E seguir a vontade da opinião pública. Fazer mudanças. Desde que não fosse um treinador estrangeiro.

Optaram por um representativo e que, de tão satisfeito pela escolha, se submeteria aos planos dos dois. Aceitasse ser um funcionário encaixado na engrenagem. Que não questionasse calendário, qualidade dos amistosos, Gallo na Seleção Olímpica, Gilmar Rinaldi na coordenação. Dunga aceitou feliz da vida retornar à Seleção.

Mas havia a história da 'traição' a Felipão. Era necessário jogar a pá de cal na questão. Só havia um caminho para ganhar a opinião pública. Revelar com todos os centavos quanto a CBF gastava com a Comissão Técnica que fracassou na Copa de 2014. Um velho golpe que sempre costuma dar resultados.

2cbf1 Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...

E os documentos de quanto Felipão, Parreira e até Murtosa ganhavam chegaram à Folha. Coincidência oportuna. Capaz de mostrar de vez o acerto na dispensa do trio. Juntos, os três receberam cerca de R$ 9 milhões com a demissão.

Scolari ganhou em junho R$ 902.014,79 como salário. Estava computada uma premiação de quase R$ 300 mil. Seu vencimento mensal anterior era de R$ 612.154,43. Ao ser mandado embora ganhou R$ 4.197.000,00. O valor cobre multas e FGTS já que tinha registro na carteira de trabalho e foi demitido 'sem justa causa'.

O coordenador Parreira embolsou R$ 4.197 milhões. Ele recebeu em junho R$ 901.538,75. Seu salário era de R$ 612.154,43, o mesmo de Felipão. Murtosa, o auxiliar técnico, também não tem o que reclamar. A demissão lhe rendeu R$ 751,700. Ele recebia R$ 82.785,50. Em junho, foram depositados na sua conta R$ 372.169,82.

Ou seja, a CBF pagou R$ 9.135.000,00 como indenização ao trio que comandava a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

A divulgação dos valores tem um efeito colateral imediato. Chocar a opinião pública. Mostrar o quanto Marin apostou no trabalho dos três. E que não há motivo algum para que eles reclamem de nada. Nem da eventual 'traição'.

Realmente, até agora, 9 horas da manhã desta quarta-feira, nenhum dos três reclamou de Marin. Não publicamente. Todos acataram a decisão do presidente da CBF. Mas o trio não esperava que sua vida financeira fosse tão escancarada. Sem dúvida alguma, a partir de hoje, Dunga terá mais paz para trabalhar.

Do outro lado da discussão, mas também sem um pingo de ingenuidade, está Fábio Koff. O ex-juiz de Direito e ex-presidente do Clube dos 13 comanda o Grêmio. E acertou ontem a volta de Felipão ao clube depois de 18 anos. Para dar um ar de parceria com o técnico, fez questão de avisar à imprensa gaúcha. Os dois acertaram os valores até o final de 2016 em um guardanapo. Tamanha a confiança entre os dois.

Mas fique a lição que mata a ingenuidade do leitor. Nada do que acontece no futebol brasileiro é por acaso. Principalmente envolvendo dinheiro.

Os salários, os custos em manter uma derrotada Comissão Técnica da Seleção deixaram de ser segredos hoje. Quando daqui a pouco haverá a primeira entrevista coletiva de Felipão depois da sua dispensa. Como falar em traição de Marin recebendo tanto dinheiro da CBF?

É preciso parar alguns segundos e perceber o que está por trás de uma revelação jogada no ar. Perceber o porquê e quando ela se torna pública. Qual seu objetivo...
1gremio Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...

Felipão voltou ao Grêmio para calar a boca dos críticos. Mostrar que ainda está vivo depois do vexame com a Seleção na Copa. Chegou a sua hora de dar o troco em quem o massacrou…

1reproducao20 Felipão voltou ao Grêmio para calar a boca dos críticos. Mostrar que ainda está vivo depois do vexame com a Seleção na Copa. Chegou a sua hora de dar o troco em quem o massacrou...
Orgulho. Essa é a palavra que fez Luiz Felipe Scolari voltar ao Grêmio. Apenas 16 dias depois de acabar a Copa do Mundo. 17 dias de ser o comandante na derrota para a Holanda por 3 a 0, na disputa do terceiro lugar. E há exatas três semanas da goleada por 7 a 1 para a Alemanha.

Felipão resolveu aceitar ser o plano B de Fábio Koff. A primeira opção, Tite, recusou. Não quis voltar ao estádio Olímpico. Scolari decidiu que não ficaria mais quieto, sendo humilhado por jornalistas, críticos. Muitos deles que o paparicaram durante a Copa do Mundo. Até virem as duas derrotas, os dez gols tomados contra alemães e holandeses.

O treinador sabia que com aquelas derrotas seus sonhos estavam destruídos. O primeiro deles era trabalhar em uma grande seleção na Copa de 2018. O amor secreto era a Itália, terra dos seus ancestrais. Se não fosse possível, a Rússia cairia como um luva. Ele sabe como incendiar o país anfitrião de grandes competições. Já tinha sido assim com Portugal na Eurocopa. E com o Brasil no Mundial.

Só que vieram os dois vexames. Eles tiveram o poder de espantar qualquer empresário interessado em apresentá-lo como bom comandante para uma grande seleção. Nem mesmo Jorge Mendes, aquele que o havia levado pelas mãos para Portugal e depois ao Chelsea.

Com o mercado internacional virando as costas para Felipão, restaria o Brasil. Afinal de contas, José Maria Marin e Marco Polo del Nero haviam prometido. Logo após o 7 a 1 diante da Alemanha, o trio havia se reunido. E ele ouviu dos dois comandantes da CBF a jura que poderia continuar à frente da Seleção. Mas depois da derrota contra a Holanda, a dupla sumiu.

Felipão só os reencontrou quando deveria entregar o relatório com o que aconteceu com o Brasil na Copa. Mas aí já havia até uma viatura da Globo esperando por ele. Percebeu que, além das promessas não terem validade alguma, sua cabeça já havia sido cortada. E oferecida à emissora que contabilizou enormes prejuízos com as derrotas da Seleção.

Desde então, o treinador tem sido massacrado pela imprensa. Assim como nos gols da Alemanha, Felipão titubeava. Não sabia o que fazer. Seu telefone não tocava para novos trabalhos. Ele não queria convocar uma coletiva porque se sentia traído por muitas pessoas que o abraçaram, o afagaram, sentaram no seu colo.

Ele precisava se manifestar. Dar a sua versão. Se defender do massacre a que foi submetido. Mas precisava de um escudo. Foi o que o Grêmio de Fabio Koff tinha a oferecer.

O time gaúcho mesmo precisava de um treinador importante. Koff afirmou que encontrou um treinador incompetente: Vanderlei Luxemburgo. Fracassou com ele na Libertadores. Contratou a promessa Enderson Moreira. Mas o técnico se dobrou diante do Internacional, com direito a goleada e perda do Gaúcho. O time gremista não engrenava mesmo com o tempo que teve para treinar durante a Copa. A gota d'água foi a virada diante do Coritiba em casa.

Koff partiu para cima de Tite. Tomou uma invertida. Ele está muito magoado por não ter sido escolhido como o novo treinador da Seleção. Quer trabalhar no Exterior.

1ae20 Felipão voltou ao Grêmio para calar a boca dos críticos. Mostrar que ainda está vivo depois do vexame com a Seleção na Copa. Chegou a sua hora de dar o troco em quem o massacrou...

Foi quando o velho presidente resolveu apostar no velho treinador. Reviver a dupla que fez tanto sucesso no início da década de 90. Há 20 anos, por exemplo, ganhava a Copa do Brasil. Depois viriam a Libertadores no ano seguinte e o Brasileiro em 1996.

Koff quis Felipão e fechou contrato com ele até o final de 2016. Teve de prometer ao técnico que ficará com ele até o término de contrato, quando o presidente terá 85 anos.

Felipão não quis demonstrar. Mas está até mais feliz do que Fábio Koff. Voltará para a sua origem. Terá toda a liberdade e apoio para fazer o que quiser no Olímpico. E o desejo é claro. Mostrar que está mais do que vivo. Calar a boca dos não só dos seus críticos. Mas dos que qualifica como traidores, duas caras. Gente que o apoiava no início da Copa. Mas bastaram as duas derrotas e passaram a considerá-lo o responsável pelo atraso do futebol brasileiro.

Por trás do retorno depois de 18 anos há uma mistura que vai empurrar a retomada da carreira de Felipão: gana e muito rancor. Ele é uma pessoa vingativa. Não perdoa o quanto ele foi massacrado. A tristeza que fez passar sua família e seus amigos mais íntimos. Fabio Koff conhece bem o 'Gringo' e sabe o quanto ele está ferido. Por isso tem a certeza do acerto em contratá-lo. Não poderia estar mais desgastado.

Felipão vai esquecer todo o dinheiro que já acumulou. A vida boa que poderia ter ao lado de sua esposa Olga, com um filho casado e com o outro na faculdade. Mas ele quer limpar sua honra. Mostrar que ainda está vivo e merece ser respeitado. Tapar a boca de quem o considera ultrapassado desde a triste passagem pelo Palmeiras. E principalmente pela Copa do Mundo que disputou pelo Brasil.

Foi ele quem criou a expectativa do título ao prometer que a Seleção seria campeã. No íntimo, Felipão poderia até saber que estava falando bobagem. Sabia que várias peças eram novas, inexperientes, inseguras. Mas quis agradar Aldo Rebelo, Dilma Rousseff, Globo, patrocinadores, a população. Criou uma armadilha que não só o derrubou, mas o humilhou. De herói passou a vilão após apenas duas partidas.

Por isso agora veste as bombachas com todo prazer. A erva vai descer pela garganta ainda mais amarga, mais quente. Está preparado como antigamente, para a guerra. Sem ter de agradar Marin, Marco Polo, Aldo Rebelo. Nem Patricia Poeta, Galvão Bueno. Ninguém, a não ser a nação gremista. Chegou a hora do troco...
2ae12 Felipão voltou ao Grêmio para calar a boca dos críticos. Mostrar que ainda está vivo depois do vexame com a Seleção na Copa. Chegou a sua hora de dar o troco em quem o massacrou...

A arrogância de Carlos Miguel Aidar aproximou Gobbi e Nobre. O presidente corintiano não quer o palmeirense pagando as cadeiras quebradas no Itaquerão. Avisou a PM que tem as imagens de domingo e os vândalos podem ser identificados…

1ae19 A arrogância de Carlos Miguel Aidar aproximou Gobbi e Nobre. O presidente corintiano não quer o palmeirense pagando as cadeiras quebradas no Itaquerão. Avisou a PM que tem as imagens de domingo e os vândalos podem ser identificados...
Carlos Miguel Aidar conseguiu. Aproximou os dois rivais mais tradicionais do futebol paulista. As diretorias de Palmeiras e Corinthians não perdoam a postura arrogante do presidente do São Paulo.

"O Itaquerão não vai ter show, aquilo la é outro mundo, outro país, não dá para chegar lá. Lá não vai funcionar. Acho muito pouco provável que os empresários de shows vão numa distância tao grande."

"A manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética, demonstra infelizmente o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena."

Duas declarações de Aidar que não foram esquecidas no Parque São Jorge e no Palestra Itália. E comentadas no domingo. Paulo Nobre e Mario Gobbi se aproximaram de vez contra um inimigo comum, o São Paulo. O atual presidente palmeirense confirmou domingo no Itaquerão a Gobbi que só jogará no Morumbi seus clássicos quando for visitante. Nunca como mandante. Elogiou o novo estádio corintiano e administração discreta e firme de presidente do clube rival.

Gobbi seguiu pelo mesmo caminho. Está solidário com a pressão sofrida por Nobre. Não perdoa Aidar pela postura elitista, desfazer do Itaquerão, da Zona Leste. Ambos lembraram outra lamentável declaração do presidente.

“Gostaria muito de ter Kaká de volta. Tem a cara do São Paulo, alfabetizado, tem todos os dentes na boca."

Depois de falar muito mal do presidente são paulino, se abraçaram. E foram assistir ao clássico.

O Corinthians venceu por 2 a 0 e ainda aconteceu o que o presidente palmeirense previa. Membros das organizadas, com quem está rompido, quebraram 258 cadeiras no setor dos visitantes no Itaquerão. E ainda foram irônicos, deixaram a mensagem. "Deixa na conta do Paulo Nobre."

1reproducao19 A arrogância de Carlos Miguel Aidar aproximou Gobbi e Nobre. O presidente corintiano não quer o palmeirense pagando as cadeiras quebradas no Itaquerão. Avisou a PM que tem as imagens de domingo e os vândalos podem ser identificados...

Ou seja, fizeram de propósito, sabendo que o próprio time que juram amar teria de pagar o prejuízo corintiano. Ele chegou a R$ 45 mil. Embora não haja nada por escrito, há um 'acordo de cavalheiros' entre o clubes. Quando uma torcida visitante danifica o estádio, o clube rival manda o dinheiro para o conserto.

Só que desta vez, Mario Gobbi teve uma atitude digna. Ele quer receber o dinheiro, mas em nome da amizade com Paulo Nobre, ele avisou a PM paulista. O setor onde ficou a organizada do Palmeiras foi filmado. Antes e mesmo após a partida. É fácil identificar os vândalos que quebrar as 258 cadeiras. Só dependerá da boa vontade dos policiais em identificar e punir esses torcedores. Porque não basta pagar. É preciso processar essas pessoas.

A postura da direção corintiana é mais do que oportuna. Membros das suas organizadas dariam o troco. No primeiro clássico, quando a nova arena for inaugurada, as cadeiras reservadas aos corintianos seriam quebradas. E aí o prejuízo seria corintiano.

Nobre já agradeceu a postura de Gobbi. E promete ir atrás dos vândalos de suas organizadas. Alguns deles chegaram até a postar fotos, orgulhosos, em redes sociais. Acreditam que quebrar as cadeiras e fazer o Palmeiras pagar é algo digno. Só mostram o quanto a sociedade está doente, sem valores. e o que a impunidade incentiva.

Agora o Palmeiras precisa pressionar a PM paulista. Os soldados evitaram brigas no domingo. Mas houve uma imperdoável omissão. Como é que vândalos têm toda a liberdade para quebrar 258 cadeiras e ninguém é detido, preso?

A arrogância de Carlos Miguel Aidar teve um efeito colateral benéfico e inesperado. Aproximou Corinthians e Palmeiras no enfrentamento da selvageria da banda podre das torcidas organizadas. Quem quebrou as cadeiras precisa pagar, prestar contas à sociedade. É assim que acontece em países civilizados. Já passou da hora do Brasil ficar de joelhos diante dos vândalos...
2ae11 A arrogância de Carlos Miguel Aidar aproximou Gobbi e Nobre. O presidente corintiano não quer o palmeirense pagando as cadeiras quebradas no Itaquerão. Avisou a PM que tem as imagens de domingo e os vândalos podem ser identificados...

Alexandre Kalil precisa ter coragem. E defender o Atlético Mineiro de Ronaldinho Gaúcho. Ele passou de todos os limites. A hora é de dizer adeus, sem dor na consciência…

1valterpontesdivulgacao Alexandre Kalil precisa ter coragem. E defender o Atlético Mineiro de Ronaldinho Gaúcho. Ele passou de todos os limites. A hora é de dizer adeus, sem dor na consciência...
Passou da hora de Alexandre Kalil agir. Ronaldinho Gaúcho é o maior ídolo da história do Atlético Mineiro. Sua magnitude deixou para trás Reinaldo, Éder, Toninho Cerezo, Humberto Ramos e tantos outros. Foi fundamental na conquista da Libertadores, na redescoberta do amor próprio. Mas o clube não pode mais se dobrar ao desprezo do jogador. É necessário dizer adeus.

Ronaldinho já mandou seu recado na madrugada de hoje, na boate Pink Elephant, em Salvador. Dançando, flertando, curtindo a 'vida loca' que tanto adora. Aos 34 anos, ele está milionário. E cada vez mais cansado da rotina do futebol sério. Dos treinamentos, da disciplina alimentar, das horas que precisa dormir. Das concentrações. Tudo isso perdeu o sentido.

Sabe que não tem mais projeto sério no futebol de competição. Os grandes clubes europeus já o expurgaram há quatro anos. A Seleção lhe virou as costas de vez desde o ano passado. Considera cumprida sua missão no Atlético Mineiro desde que foi o maestro na inesquecível campanha da Libertadores em 2013. Sua desilusão veio ao perceber que não disputaria a Copa das Confederações e muito menos a Copa do Mundo no Brasil.

Desde então se dividiu entre a esbórnia e os treinamentos, jogos e receber seu R$ 1,1 milhão a cada 30 dias no Atlético Mineiro. Ele já tinha tomado essa atitude na Gávea. Chegando até a dormir com mulher na concentração. A desculpa dos atrasos salariais se impunha. Mas isso não acontece na Cidade do Galo. Ronaldinho simplesmente cansou.

Em Minas Gerais, todos sabem de suas festas dignas de Sodoma e Gomorra. Que ele tem direito de fazer nas folgas. E fazia mesmo, na mansão que possui perto do aeroporto de Confins. Comprar um camarote no Carnaval baiano, formar o seu bloco foi considerada mais uma excentricidade. Como ter a coragem de gravar um clip na sua casa com o refrão "Jogo o copo pro alto e vamos beber". Ronaldo ironizava, mostrava que nasceu para aproveitar a vida. O que é justo. Injusto é amarrar, travar um clube com a importância do Atlético Mineiro nas suas farras.

Alexandre Kalil está longe de ser ingênuo. Ele sabe o que midiaticamente Ronaldinho Gaúcho significa. Ainda é um dos maiores ídolos do futebol mundial. Apesar da Internet, os indianos, russos, árabes, havaianos, tailandeses, lituanos não têm a menor ideia de jogar futebol não é mais sua razão de viver. Acreditam que ele ainda continua com sua magia impressionante com a bola nos pés, que tinha no começo dos anos 2000.

E quase como a devoção de fãs de Axl Rose. Nos Estados Unidos, os shows do último membro original do Guns N' Roses não desperta mais tanta atenção há anos e anos. Axl desperdiçou seu potencial e hoje é obrigado a fazer shows na periferia do mundo. Onde é reverenciado por quem não o vê constantemente, não tem ideia e nem quer ter do que anda fazendo com sua vida. As arenas na Colômbia, México, Brasil, Argentina estarão sempre lotadas, de fãs cantando apaixonados sucessos de Appetite for Destruction. Se esquecendo que o disco foi lançado em 1987!

1reproducao18 Alexandre Kalil precisa ter coragem. E defender o Atlético Mineiro de Ronaldinho Gaúcho. Ele passou de todos os limites. A hora é de dizer adeus, sem dor na consciência...

O ídolo atleticano não tem qualquer ligação com drogas, como Axl. Sua atração é irresistível pelas noitadas. Manter Ronaldinho como chamariz de cotas de amistosos não tem mais sentido. Não com Levir Culpi como treinador. Ele quer montar um time de verdade, competitivo. Mas isso é impossível com os exemplos nada profissionais de seu camisa dez. Como cobrar dos outros jogadores depois de tudo o que tem a coragem de fazer?

As situações se acumulam. Os péssimos, fraquíssimos desempenhos desde a contusão que sofreu após a Libertadores de 2013. Tentou se recuperar, mas não conseguiu ser mais do que um triste figurante no Mundial no Marrocos. Desde então, atraso na reapresentação do Carnaval. Gravação do clip do 'vamos beber'. Depois da vitória contra o Lanús pela Recopa, passou a madrugada em um cassino com Messi e Mascherano. Perdeu a hora de embarcar de volta ao Brasil. Viu, revoltado, que o ônibus que o levaria ao aeroporto não o esperou. Ficou no ar o confronto com Levir.

Ronaldinho começou a agir como se estivesse se despedindo. Fez questão de jogar outra vez contra os argentinos e confirmar a conquista da Recopa no Mineirão. Filmou a premiação de forma debochada. Chamando Kalil de 'papai'. Depois pediu dispensa para fazer a partida de despedida de Deco. Mas de forma inacreditável, não jogou. Mandou avisar a organização que perdeu o vôo para Portugal. Não voltou ao Atlético Mineiro.

E enquanto o time perdia ontem para o Sport, ele passava perfume, arrumava o cabelo. E se aprontava para mais uma noite de farra no Pink Elephant. Sem o menor cuidado, posou para fotos que sabia que iriam parar no Instagram. Postura inaceitável com os companheiros de time, com Levir Culpi, com a diretoria que lhe paga mais de R$ 1 milhão por mês. E principalmente com os apaixonados atleticanos que tanto o apoiaram.

No dia 9 de janeiro, Kalil e Assis se acertaram. E houve a renovação até o final do ano. Se uma das partes desistir, precisa restituir a outra. Estão faltando cinco meses. Ou R$ 5,5 milhões em salários. Esse é o grande impasse para acabar o vínculo. O Atlético Mineiro não quer pagar esse dinheiro. Ao mesmo tempo, Ronaldinho já cansou de mostrar que perdeu o interesse em continuar.

Chegou a hora da direção do Atlético Mineiro se impor. Buscar uma saída alternativa. A situação é insustentável, desmoraliza qualquer elenco. Provoca vergonha alheia.

Quanto vale o Clube Atlético Mineiro passar por essa humilhação? Mesmo sendo do seu maior ídolo na história. Alexandre Kalil precisa ter a coragem de avaliar. E seguir em frente. Deixar Ronaldinho Gaúcho seguir levando sua 'vida loca' longe da Cidade do Galo. Chega de passar tanta vergonha. Dizer 'tchau e bênção' para o Fernandinho é fácil...

Quanto a Ronaldinho Gaúcho, quem ama o futebol será sempre grato a tudo o que ele fez em campo. Mas nem Pelé durou para sempre. Se o seu limite de tolerância à vida de um jogador de futebol profissional acabou, siga seu caminho. É injusto demais o que faz com o Atlético Mineiro, único clube a acreditar nele quando estava no fundo do poço na Gávea. E lhe deu a chance da recuperação, ostentado a tarja de capitão. Tivesse um pingo de juízo teria disputado até a Copa do Mundo.

Pare de envergonhar os atleticanos. Vá ser feliz, Ronaldinho. Deixe saudades, não rancor...

(E veio a notícia da rescisão do contrato. Sem pagamento de nenhuma das duas partes. Muito melhor, mais digno para a história de Ronaldinho. Para o bem do Clube Atlético Mineiro. Que os dois lados sigam felizes...)

O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco…

 O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco...
Muito melhor time, o Corinthians se impôs como quis. Venceu com toda a justiça o primeiro clássico contra o Palmeiras na história do Itaquerão. O domínio da equipe de Mano Menezes foi total. Do primeiro ao último minuto. 2 a 0 foi até pouco. Elias foi o grande jogador. Mas o resumo é simples: venceu quem quis jogar futebol, ganhar o jogo. Perdeu o mais fraco, que se acovardou na defesa.

O argentino Gareca tem um elenco limitado nas mãos, mas precisa ter mais personalidade, coragem. Não é por acaso que perdeu as três partidas que disputou no Brasileiro. E está congelado com 13 pontos. A situação é bem preocupante, mas Paulo Nobre e Brunoro fingem não ver. O clube vive um ano de centenário lamentável. É a sexta partida sem vitórias no Campeonato Nacional.

Enquanto isso, o Corinthians, há oito jogos sem perder, assume o segundo lugar, atrás da equipe mais moderna do futebol brasileiro: o Cruzeiro. A qualidade do elenco de Mano Menezes é muito superior à do grande rival histórico. Mesmo sem Jadson, ele não teve o menor problema em montar uma equipe competitiva, firme, ofensiva.

Já Gareca lamentava não poder colocar Diogo. Deixou o indolente no banco. Tratou de montar o mesmo esquema que utilizava com o Velez na Libertadores, quando atuava fora de casa. Tratou de colocar o Palmeiras no 4-5-1. Apenas Henrique ficava enfiado na frente. Mouche ajudava na marcação. O treinador queria de qualquer maneira travar as intermediárias. Segurar, amarrar o jogo.

O Corinthians assumiu a iniciativa da partida desde o início. Mano, ao contrário, preparou seu time como se fosse enfrentar um pequeno, não um clássico. Adiantou o seu meio de campo. Ralf, Elias, Petros, Renato Augusto. Os quatro estavam perto de Guerrero e Romero. Fábio Santos e Fagner estavam liberados para apoiar.

Era a partida de um time encurralado, sonhando com o 0 a 0, com o outro querendo se impor. Para se ter uma ideia, o Palmeiras não chutou uma bola ao gol no primeiro tempo. Postura inaceitável de um time grande. O Corinthians pouco concluiu. Apenas pelo desespero da marcação palmeirense, não como o rival, satisfeito em jogar atrás.

Os primeiros 45 minutos foram disputados no meio de campo palmeirense. A grande falha que Mano precisa resolver é a falta de arremates dos seus jogadores. Há um certo preciosismo, toques a mais desnecessários. Petros precisa ter um pouco mais de ambição. Teve oportunidades para bater, mas preferiu tocar a bola a um companheiro. Romero também ainda está intimidado. Ainda precisa pedir licença a Guerrero.

4gazeta O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco...

O segundo tempo começou com Mano fazendo uma mudança importante. Adiantou Elias. Não havia preocupação. O meio de campo palmeirense só queria marcar. O versátil volante desequilibrou a partida. Aos cinco minutos, ele enxergou espaço precioso entre a defesa rival. E deixou Guerrero livre diante do bom Fábio. O toque foi elegante, tirou a bola do goleiro. 1 a 0, aos cinco minutos.

Gareca tratou de colocar Leandro e Erik no lugar do inútil Mendieta e do improdutivo Henrique. Mas faltava talento para alguém levar a bola para os atacantes. O Corinthians continuou compacto, firme na frente. Não deixava o Palmeiras reagir.

A vitória corintiana nunca correu risco algum. Apenas estava injusta a diferença no placar. Foi quando Elias no finalzinho da partida surgiu novamente. Jogando na frente, ele descobriu Petros livre no lado direito da grande área. Enfim ele decidiu chutar. A bola foi forte na trave direita, caprichosa, bateu no goleiro Fábio e voltou para as redes. Corinthians 2 a 0, aos 46 minutos. Partida decidida.

"Nós não criamos. Só ficamos cuidamos da marcação. Assim fica difícil", reconhecia o preocupado Wesley. "Nós estamos no caminho certo. Conseguimos nos impor diante de um adversário tradicional, importante. Estamos sabendo o que queremos no campo", resumia, orgulhoso, Elias.

Palmeiras e Corinthians realmente vivem momentos completamente diferentes. Um age e ambiciosa como time grande: deseja a conquista do Brasileiro, a volta à Libertadores em 2015. O outro, desonra o seu glorioso passado: se contentará apenas em não ser rebaixado para a Segunda Divisão, no ano do seu centenário...
 O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco...

Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi…

1ae18 Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...
Wagner Ribeiro sempre soube a importância da imprensa para a valorização dos seus jogadores. Tinha essa noção desde que foi um dos 23 sócios a começarem a investirem R$ 50 mil no XV de Jaú, na Segunda Divisão em 1995. Aos poucos foi ganhando espaço e até que virou o maior deles. Com França no São Paulo, sua vida mudou.

Ribeiro passou a ter acesso às categorias de base do Morumbi. E lógico, cresceu os olhos para a jovem estrela que surgia, Kaká. Se aproximou da família do meia, do pai Bosco. O São Paulo vivia momentos instáveis em 2002. O time foi o melhor na fase de classificação do Brasileiro. Entrou para os mata-matas contra o pior colocado. O oitavo era o Santos de Robinho e Diego.

A eliminação na época foi um choque. E o jovem Kaká ficou marcado pela torcida como 'pipoqueiro'. Tudo piorou de vez por não enfrentar o Corinthians na final do Paulista de 2003 graças a uma contusão. Veio a eliminação da Copa do Brasil diante do Goiás e a situação ficou insustentável, com a torcida definindo o meia como a razão de sua revolta.

Wagner Ribeiro aproximou a direção do Milan e do Chelsea de Bosco e Kaká. A atuação do ex-jogador Leonardo e então dirigente do clube italiano foi fundamental para a escolha do atleta. Ele foi por apenas 8,5 milhões de dólares. Mas o São Paulo recebeu esse dinheiro porque ele não quis esperar até o final do ano, quando terminaria seu contrato. E não renderia um centavo ao clube que o lançou.

Ribeiro já estava rompendo com Bosco, perdendo Kaká. Mas um dos seus último atos foi acionar a cúpula do Jornal da Tarde. E agendou uma entrevista de despedida do jogador do Brasil. Fui escolhido para entrevistar Kaká no aeroporto de Cumbica. Lembro bem da conversa. Foi marcante.

Nunca tive proximidade com Kaká, até porque cobri muito mais o Corinthians do que o São Paulo. Mas o acompanhei na Copa do Mundo de 2002. Garoto, chamado na vaga que deveria ser de Alex. Ele foi adotado pelos mais velhos, principalmente por Ronaldo. Tinha sede de aprender.

Fui para o aeroporto esperando encontrar um jogador empolgado, sonhando em atuar no grande Milan, campeão da Champions League de 2003. Mas para minha surpresa me deparo com um triste garoto se sentindo culpado do que outra coisa. Ainda mais quando toquei no fato de ser chamado de pipoqueiro pela própria torcida.

"Eu também estou sofrendo com a fase do São Paulo. Nasci como jogador aqui. Lamento muito não ter podido ajudar o clube. Queria sair campeão. Infelizmente as coisas não deram certo. Mas fiz tudo o que poderia fazer. Dei o meu máximo. Vou para o Milan porque é o momento certo para a minha carreira. Mas triste pelo São Paulo. O torcedor pode esperar que um dia voltarei. E ajudarei a conquistar os títulos que escaparam agora. Vou voltar."

1reproducao17 Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...

Falou com uma convicção impressionante para quem tinha apenas 20 anos na época. Soube depois que foi opção dele não esperar terminar seu contrato. Queria que o São Paulo recebesse pelo menos os 8,5 milhões de dólares. Quantia baixa demais para um atleta tão promissor. Mas era aquilo ou nada.

Kaká e Bosco se livraram de Wagner Ribeiro e seguiram a vida. O meia fez um sucesso enorme no Milan. Foi o melhor do mundo em 2007. Saiu a contragosto para o Real Madrid. Apenas para que o Milan lucrasse os 65 milhões de euros. Outra vez jurou que voltaria ao clube de onde saía.

No Real Madrid não pôde repetir o mesmo futebol. Lesões no joelho e no púbis o atormentaram. E lhe roubaram as arrancadas que maravilharam o mundo. Médicos e fisioterapeutas com quem conversei, me confidenciaram. O erro de Kaká foi sempre ir além do seu limite. Religioso fervoroso, ele acreditava que a fé o ajudaria a romper limites. Pode ser que até isso tenha acontecido. Mas fez seu corpo ir além do suportável.

Os médicos que o operaram seu joelho em 2010 disseram que foi um crime ele ter jogado a Copa do Mundo da África. A cirurgia já deveria ter acontecido pelo menos um ano antes. Mas Kaká não quis prejudicar o Real Madrid e a Seleção Brasileira de Dunga. Sonhava em ser o protagonista na África. Seu organismo não permitiu.

1afp23 Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...

Mas não houve uma semana sequer nestes 11 anos que Kaká não tivesse notícias do São Paulo. Rogério Ceni e o médico Marco Aurélio Cunha foram os seus grandes informantes. Sempre que vinha ao Brasil em férias, ele fazia questão de encontrá-los e conversar sobre a volta.

Foi Kaká quem insistiu com Luiz Fabiano que ele deveria voltar ao Morumbi e não ceder à proposta do Corinthians. Insistiu para o atacante voltar, que logo atuariam juntos. Neste meio tempo, André Sanchez também pensou em contratar o meia. Pura perda de tempo. As conversas foram abortadas no início. Assim como ele não deu chance ao Flamengo. Iria cumprir seu juramento.

As lesões diminuíram sua mobilidade. Virou um jogador inconstante, de repentes. Mas sua inteligência e visão de jogo podem prolongar a carreira. Em centros menos competitivos como o brasileiro e o norte-americano. Vendido ao Orlando City, Kaká fez questão de intermediar o seu retorno ao Morumbi por empréstimo até o final do ano.

Serão apenas quatro meses, antes de ir ganhar dinheiro na liga norte-americana. Mas aos 32 anos, Kaká está empolgado. Sabe que cumpriu a maior promessa que fez na carreira. Iria voltar para sua casa. De onde saiu para ganhar o mundo. Tentar recompensar tanto apoio quando era garoto. No mínimo colocar o São Paulo na Libertadores de 2015. Essa é a sua meta mais aparente. Só que há a que ainda está atravessada na sua garganta.

"Não sou pipoqueiro ou amarelão. Sempre dei o máximo de mim em campo. Ainda mais pelo que clube que amo. Um dia eu vou voltar para o São Paulo. E os torcedores vão perceber o quanto erraram comigo."

Promessa feita em 2003. No Serra Dourada, ele entrará em campo para calar os injustos gritos que o perseguem há 11 anos. Justo contra um dos clubes que criaram essa fama, o Goiás. A eliminação da Copa do Brasil em 2003 foi inesquecível para ele.

Será uma questão de honra para Ricardo Izecson dos Santos Leite. Fará de tudo para mudar sua imagem para os são paulinos. Para quem se decepcionou com ele no Morumbi. Pipoqueiro ele nunca foi. Seus joelhos e o púbis servem como testemunhas. Por isso ele não aceitará nunca que duvidem da sua entrega, do seu amor pelo São Paulo...
 Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...

A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4-2-3-1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

2ae10 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!
Luiz Felipe Scolari reclina o encosto da poltrona no avião da Varig. Não se importa com a baderna dos jogadores cantando, comemorando o pentacampeonato. À sua frente, Ricardo Teixeira descansa os pés em uma caixa metálica. Dentro dela, a taça de campeão do mundo. "Essa arrogância nunca vai passar. Tomara que esse cara nunca chegue a presidir a Fifa. Para o bem do futebol", pensa.

O técnico olha para o lado e vê Ivete Sangalo cantando com Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos. Edílson dança. Vampeta está abraçado a uma garrafa de uísque. As aeromoças, eufóricas. Até os 'babacas' dos jornalistas estão contentes. Felipão nunca sentiu tanto orgulho.

Começa a projetar o futuro. Chegou a hora de alçar vôos internacionais. Os contatos com Jorge Mendes, maior empresário da Europa, estão amarrados. O desejo é treinar a Itália, terra dos avós. Mas Portugal também é uma ótima. Ainda mais que vai sediar a Eurocopa. A hora é de sair por cima. Para nunca mais voltar.

Primeiro se livrar do prepotente Teixeira que o expôs à raiva da população carioca que exigia Romário. O fez sair da sede da CBF sem um segurança sequer para enfrentar os torcedores. "Até peteleco eu tomei. Agora ele quer me pagar o dobro dos R$ 300 mil que ganho. Não fico nem por um milhão. Já falei para a Olga, Seleção nunca mais. Vou deixar saudade."

O sono começa a chegar. As três taças de champanhe começam a fazer efeito. A última imagem que suas retinas registram é Murtosa cantando o refrão "E vai rolar a festa", pela centésima vez. Desafina e samba no corredor do avião. Aí não dá. O melhor é mesmo fechar os olhos. E dorme completamente.

Ao abrir os olhos, ele não está mais no avião que volta do Japão para o Brasil. Está em pé com o agasalho da Seleção, dentro de um estádio novo, remodelado, que custa a reconhecer. É o Mineirão. Atrás dele, sentados estão Murtosa e Parreira. Parreira? Vê um grupo de jovens jogadores desesperados no banco. E um time com a camisa amarela abatido, desnorteado. Vê torcedores chorando.

Do outro lado, percebe o treinador rival fazendo gestos de calma. Pedindo para seu time tocar a bola, parar de fazer gols contra o Brasil. Afinal, que equipe é essa com a camisa estilizada do Flamengo? Com jogadores de parecem decatletas? Pera aí, o distintivo revela. É a Alemanha. "Nossa, quanto será que está o jogo? Três, quatro a um? Será que estamos perdendo feio?"

Murtosa elogia. "Ainda bem que eles pararam. 7 a 1 já está bom. Como esses alemães são dignos", elogia. Como assim? "Eu sou o técnico da pior goleada da história do futebol brasileiro? Um time meu perdendo de 7 a 1 e eu aqui, calmo? Onde estava com a cabeça que não joguei o Murtosa em cima do bandeira, parei a partida quando estava 2 a 0? Joguei Estou com onze em campo. Ninguém foi expulso? Nem deu um pontapé, todos deixam os alemães tocarem a bola como se estivessem em um coletivo. Se aquele técnico alemão de cabelo de chapinha olhar para mim com dó novamente, dou uma porrada nele. E isso é Copa do Mundo dentro do Brasil. Não é possível! Vou acabar com toda a minha moral que consegui no Japão com o penta. Como vim parar nesta roubada?"

1afp22 1024x576 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

Dentro do sonho, a memória retorna com uma velocidade incrível. Como em um filme em rotação acelerada. Se percebe rico, milionário. Dono de metade de Canoas. Prédios e mais prédios em Goiás. Dinheiro bem investido. O filho Leonardo casado com uma portuguesa, morando em Lisboa. Fabrício já está na faculdade de Administração. Já tenho 65 anos. E ainda não larguei essa história de futebol. Pior, fiz o que havia jurado que não fazer: voltar a dirigir a Seleção brasileira. Como é que o Murtosa e a Olga me deixaram fazer isso?

Felipão não acredita na sequência de acontecimentos. A mobilização que provocou em Portugal. O vice para a Grécia na Eurocopa. O bom quarto lugar em 2006. O fracasso no Chelsea. "Maldita panelinha do Drogba." Uz...o quê? Uzbequistão que o Rivaldo arrumou. Bom dinheiro e mesma coisa que trabalhar em Marte. "Nada pode ser pior do que isso", aposta.

"Não...Palmeiras, não... Caí no conto do Belluzzo. E depois fiquei com o Arnaldo Tirone... Por que não tentei logo o suicídio de uma vez?" E ganhei a Copa do Brasil com Betinho, Valdivia... Mas paguei por priorizar uma competição com esse time fraquíssimo. Estava no caminho do rebaixamento, quando o Tirone me demitiu. O Pituca, não é possível. Ainda bem que é só um pesadelo."

1ae17 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

Depois se vê muito amigo do ministro Aldo Rebelo. O que frequenta as festas na Mancha Verde. Sabe que Teixeira foi exilado. Marin está no comando da CBF. E logo se livra de Mano Menezes. Oferece a chance de comandar o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Se enxerga com o ego ferido, por ter empurrado o Palmeiras à Segunda Divisão. Seria a oportunidade de dar uma reviravolta na carreira.

"Ah...por isso que voltei para a Seleção. Mas estava errado. Não deveria ter aceitado de jeito nenhum. O salário é estupendo. R$ 900 mil. Mas não eu não precisava. Já estava rico. O xarope do Murtosa e a Olga me pagam. Deveriam ter me internado, não me deixado aceitar. Pior, eu estava acreditando em cada palavra do Marin. Gente...Endoideci de vez..."

Felipão vê a Copa das Confederações vitoriosa. Sente a paixão dominar o seu corpo. Só tem pensa, respira até na hora do churrasco, espalha os pedaços de carne no 4-2-3-1. O esquema tático perfeito, que os deuses gregos mandaram do Olimpo para a Terra. Se sentiu como o único treinador da face da Terra a ter esse privilégio. Mesmo passando um ano, ninguém conseguiria descobrir um antídoto.

"Se bem que achei a Espanha meio estranha. A Itália também me passou uma impressão de decadência. Assim como o Uruguai pareceu envelhecido. Ah, mas deve ser impressão. Nós brasileiros somos demais. Nascemos para ganhar. O mundo tem de ficar de joelhos. Como não tremer diante da nossa camisa. Vamos vingar Barbosa e o time de 1950."

Antes da Copa tem o que fazer. "Dezenas de propagandas. Só perco para o Neymar. Nunca vi tanto assédio. Todos querem me mostrar anunciando seus produtos. Vou aceita, ué? Que mal tem. Inclusive há algumas publicidades já garantidas se vier o título. Assim garanto o futuro dos meus tataranetos. Porque os meus filhos, netos e bisnetos já têm o pezão de meia. Mas não posso esquecer os tataranetos."

Felipão acreditou mesmo ter nas mãos um grupo predestinado. Empurrado pelas vozes de milhares de torcedores cantando o hino. "Só eu tenho o Neymar. E nada de mal vai acontecer com ele. É preciso ter fé. Não vou perder tempo com plano B. Imagine se a Argentina tinha plano B para o Maradona em 1986...A França para o Zidane em 98. Eu para o Ronaldo em 2002. Os craques têm proteção divina. Não há porque perder tempo. Deixar o time inseguro. Vamos com ele do início ao fim da Copa. Imagine se os árbitros não vão proteger o craque do time anfitrião."

2afp11 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

"Nossa, que sufoco contra o Chile. Esse argentino careca, o Sampaoli, arrebentou com meu time taticamente. Bola no travessão no último minuto da prorrogação. Meus jogadores não param de chorar na decisão por pênaltis. Tenho de levantar meu capitão do chão, desesperado. Nada pode ser pior do que isso. Nossa...O Neymar quebrou a vértebra contra a Colômbia. Não joga mais a Copa. Me tirem daqui. Olga? Murtosaaaaaaaa?!"

"É mesmo a Alemanha pela frente. Não tenho plano B. Nunca treinei sem o Neymar. Há mais de 800 jornalistas observando tudo o que eu faço nessa granja Comary. Vou usar quatro times diferentes. E entro com um para surpreender. Não interesse se usar a equipe com o Bernard apenas por dez minutos. Dá para ganhar dos alemães que atuam juntos há oito anos. O Bernard tem o número 20, o do Amarildo na Copa de 62, quando substituiu o Pelé. Futebol não tem lógica. Vamos no carisma. O Paulo Paixão está jogando um pouquinho de sal grosso no gramado, só para garantir. Agora sim, ninguém nos segura."

"7 a 1. Agora entendo tudo. Percebo como vim parar dentro do maior vexame da história do futebol brasileiro. Mas graças a Deus, o Marin e o Marco Polo me garantiram depois que o Neymar se machucou. Fosse qual fossem os resultados das semifinais, finais ou até a disputa do terceiro lugar, vou continuar na Seleção. O Aldo Rebelo me falou para confiar cegamente no Marin e no Marco Polo.

"Tenho certeza que mais uma vez darei a volta por cima. Sou o treinador pentacampeão do mundo. Ninguém ganhou a Copa depois de mim. Mas para falar bem a verdade, acho que não quero correr esse risco. Afinal, com esse 7 a 1 também expus o governo Dilma. 2014 é ano de eleição. Não sei, estou com um pressentimento que o Marin, o Marco Polo e o Aldo Rebelo podem não me apoiar como eu acredito. Prefiro confiar, não tenho saída. Se me largarem na mão, o que será da minha carreira? Meu sonho de dirigir uma grande seleção na Copa de 2018? Não vão fazer isso comigo."

1cbf9 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

Mas de repente seus olhos se abrem. Ele vê Vampeta sentado no seu colo. Os outros jogadores e Murtosa estão rindo. Felipão abre um sorriso enorme. Feliz, abraça o volante embriagado e lhe tasca um beijo na bochecha. Todos sorriem, aplaudem.

Daí o treinador se levanta. Caminha na direção de Murtosa. O agarra pelo pescoço e o tira do chão com ódio. O chacoalha. "Você, Baixinho, vai me prometer que nunca me deixará acreditar no Drogba, no Tirone, no Parreira. No 4-2-3-1. No Fred. No Aldo Rebelo, no Marco Polo, no Marin. Principalmente neste tal de Marin. Nunca, ouviu bem? Nunca..." Felipão o coloca no chão e vira as costas.

Murtosa está chocado, não entende nada. Mas levanta os ombros, olha para os jogadores assustados. "O Gringo tomou muita champanhe. Deixa para. Vamos lá, gente. Todo mundo cantando comigo. Acorda aí, Edílson. 'E vai rolar a festa...'"
1ap21 A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4 2 3 1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

O sufoco que o Brasil passa para a Globo mostrar seus jogos após a novela. Gobbi e Alckmin anunciarão metrô aberto até a uma da manhã perto do Itaquerão. Mas e as outras torcidas? É indecente partidas acabarem à meia-noite às quartas-feiras…

2ae9 O sufoco que o Brasil passa para a Globo mostrar seus jogos após a novela. Gobbi e Alckmin anunciarão metrô aberto até a uma da manhã perto do Itaquerão. Mas e as outras torcidas? É indecente partidas acabarem à meia noite às quartas feiras...
Foi deplorável a cena. Centenas de corintianos deixando o Itaquerão correndo. O movimento começou por volta dos 25 minutos do segundo tempo. O time de Mano Menezes fazia excelente partida. Vencia o Bahia pela Copa do Brasil por 2 a 0. O jogo dava gosto de ver. O cheiro de importantes novos gols estavam no ar.

Mas o por quê desses corintianos saírem de forma alucinada do estádio? A resposta estava nas estações Arthur Alvim e Corinthians Itaquera do metrô. Elas fechavam às 0h21 e 0h19 da quinta-feira. Quem foi embora, perdeu o gol de pênalti de Renato Augusto. Com angústia, ouviram a vibração da cobrança aos 44 minutos do segundo tempo.

Quem foi otimista e precisava do metrô passou raiva. Eram falsos os boatos que as estações fechariam a uma da manhã. E encontraram as estações fechadas. Com policiais reforçando a segurança do metrô para evitar depredação. Jornalistas e fotógrafos esperavam pelo flagrante. Aliás, qualquer pessoa que tenha mais de dois neurônios sabia da situação.

Era a primeira partida no Itaquerão às 22 horas. As organizadas haviam implorado aos dirigentes do clube que cuidassem do metrô. Mas a diretoria nada conseguiu. E foi preciso que dezenas de torcedores acabassem expostos. Passassem vergonha e tivessem de comprometer alto dinheiro com táxi. Ou ir a pé pelas perigosas ruas na madrugada paulista até achar algum ônibus que os deixassem no caminho de casa.

A situação era mais do que prevista. Acontece que estamos em ano eleitoral. A assessoria do governador Geraldo Alckmin precisava agir. Ficou muito antipático para o PSDB. O melhor será romper todo o esquema utilizado há nos no metrô paulista. As revisões, consertos e testes são feitos diariamente da uma às quatro da manhã. Ou seja. Para isso, no máximo as estações precisam estar fechadas às 0h21 minutos.

Só que Alckmin não vai se desgastar com a torcida corintiana. Muito menos com a imprensa. E já convocou o presidente corintiano, Mario Gobbi para conversar na próxima terça-feira. O roteiro já está traçado.

Lógico, que o governador do PSDB vai ceder. Nos dias de jogos, as estações próximas do Itaquerão fecharão a uma da manhã. Gobbi sairá no braço do povo. Posará de herói.

A situação é patética. Porque não pode haver dois pesos e duas medidas. Por quê as linhas de ônibus perto do Morumbi não esticam seus horários em dias de jogos? No Canindé, também não. Tudo é normal. E quando finalmente o Palestra Itália for concluído? As estações também avançarão até a uma da manhã? Assim também quando o Santos usar o Pacaembu?

1reproducaoespn O sufoco que o Brasil passa para a Globo mostrar seus jogos após a novela. Gobbi e Alckmin anunciarão metrô aberto até a uma da manhã perto do Itaquerão. Mas e as outras torcidas? É indecente partidas acabarem à meia noite às quartas feiras...

Por mais que seja o clube mais popular de São Paulo, não há motivo de ser privilegiado. Alckmin precisa pensar nos torcedores das demais equipes. As organizadas destes clubes estão se articulando. E apenas esperam a reunião de terça-feira para brigarem por suas reivindicações.

O absurdo é que o ponto principal não será atingido. O absurdo horário das 22 horas. Ele só existe por exigência da Globo. A emissora quer o jogo de quarta depois de sua novela e ponto final. É assim há décadas. As tabelas dos jogos no Brasil e na América do Sul respeitam esse critério.

A CBF consulta a Globo e pergunta quantos jogos do Brasileiro de cada clube quer às 22 horas da quarta-feira. Este é o início do esqueleto da tabela do torneio nacional, da Copa do Brasil. A mesma regra vale para a Conmebol e a Libertadores. E, lógico, as federações e seus falidos estaduais.

A presidente Dilma já fez reuniões com o grupo Bom Senso. E mesmo com jornalistas no Planalto antes da Copa do Mundo. O tema das partidas às 22 horas foi tocado. Mas ela preferiu investir nas dívidas dos clubes. E no calote que os jogadores tomam dos dirigentes. Seu conselheiro, o ministro Aldo Rebelo, sabe. Brigar com a Globo para que as partidas aconteçam, pelo menos, às 21 horas, é uma luta inglória.

Mesmo sabendo que muitos trabalhadores precisam estar nos seus empregos às seis, sete da manhã. Fora os estudantes que também têm sua rotina prejudicada. Tudo por causa da intransigência de um canal de tevê.

Quando acerta a compra da transmissão dos jogos do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores, da Sul-Americana, executivos globais deixam claro. A emissora tem o direito de exigir jogos às 22 horas. E ponto final. CBF e Conmebol aceitam. Assim como os presidentes de federações e clubes. Todos cedem porque precisam do dinheiro.

Por isso se buscam paliativos. Não há coragem para enfrentar o verdadeiro motivo do sufoco. Os corintianos podem comemorar. Terão as estações até a uma da manhã. Os são-paulinos, palmeirenses e santistas só esperam essa confirmação para pressionar os dirigentes de seus clubes. A ideia tem tudo para ser espalhada pelo Brasil.

Vale tudo para não contrariar a Globo e cortar o mal pela raiz, como deveria acontecer. Aldo Rebelo sabe que estaria mexendo em um vespeiro. E aconselha a presidente a se preocupar com a dívida dos clubes.

Que cada cidadão lembre disso quando na próxima terça-feira, Alckmin e Gobbi aparecerem dando as mãos sorridentes para as fotos. Segurar as estações de metrô até a uma da manhã por causa de jogos do Corinthians no Itaquerão não é vitória. É apenas a triste constatação. O futebol deste país é refém de uma emissora de tevê. E ela faz o que lhe dá mais lucro. O torcedor que se vire para voltar para a casa. Os jogos continuarão terminando no indecente horário da meia-noite às quarta-feiras...
1ae16 O sufoco que o Brasil passa para a Globo mostrar seus jogos após a novela. Gobbi e Alckmin anunciarão metrô aberto até a uma da manhã perto do Itaquerão. Mas e as outras torcidas? É indecente partidas acabarem à meia noite às quartas feiras...

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