Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro. Os três esperam por Borges. Se não renovar com o Santos, não ficará sem ter onde jogar e fechar contrato por dois anos como quer…

divulgacao31 Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro. Os três esperam por Borges. Se não renovar com o Santos, não ficará sem ter onde jogar e fechar contrato por dois anos como quer...
A diretoria do Santos está desconfiada.

A falta de empolgação de Borges para negociar um novo contrato.

O atacante está muito quieto, reservado.

Está na posição que mais detesta no futebol: na reserva de Alan Kardec.

Ele tem grave problemas para lidar com a disputa de posição.

Sempre foi assim.

No São Paulo, no Grêmio e agora no Santos.

Muricy o conhece.

Os dois têm gênios parecidos.

Não são de expor problemas publicamente.

Borges tem contrato com o Santos até o final da Libertadores.

Com 31 anos quer fazer um excelente contrato, se possível de dois anos de duração.

Exatamente o que a diretoria santista não quer.

Empresários estão soltos pela praça.

E buscam atacantes para três clubes.

Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Já contataram Borges.

É ele mesmo quem negocia seus contratos.

Ele pediu um tempo para decidir o que fará da sua carreira.

Quer sentir quais são os planos de Muricy e de Luís Álvaro.

Borges está passando por uma péssima fase.

Desde que Alan Kardec começou a jogar bem, ele se intimidou.

E se irritou.

Essas características do atacante desagradam Muricy Ramalho.

Foram elas que o desgastaram quando estava no São Paulo.

Dirigentes ligados a Mário 'futebol é business' Gobbi alertam.

É muito melhor apostar em dois anos de Borges do que mais seis meses de Liédson.

Pelo lado do Palmeiras, o atacante é objeto de desejo de Felipão há muito tempo.

Ele tinha anotado quando o contrato do jogador acabava em uma agenda.

E tratou de avisar César Sampaio.

Arnaldo Tirone até aceita o jogador, desde que seja barato.

Alexandre Kalil mandou empresários tratarem com o jogador.

Mandou avisar que pode pagar a melhor oferta.

E propõe dois anos de contrato, sem pestanejar.

Ou seja, Borges está por baixo no Santos.

Mas tem mercado aberto.

Está acontecendo exatamente o que Luís Álvaro desconfiava.

Já aprendeu que quando um jogador está com o contrato por vencer e está quieto, há algo estranho.

Geralmente, outro clube interessado.

No caso de Borges, três.

A definição deverá acontecer ainda antes do final da Libertadores...

A pressão para a demissão de Leão chega perto do insuportável no São Paulo. O grupo não o suporta. Juvenal se cansou dele. Só Leco tenta salvar seu emprego. Cuca e Dunga cotados…

reproducao3291 A pressão para a demissão de Leão chega perto do insuportável no São Paulo. O grupo não o suporta. Juvenal se cansou dele. Só Leco tenta salvar seu emprego. Cuca e Dunga cotados...
O começo do fim para um treinador é claro.

Quando ele tem de afirmar que não vai pedir demissão.

E muito menos será demitido após o próximo jogo.

É o que está acontecendo com Leão no São Paulo.

Estava claro que sua briga com a diretora do clube iria acabar mal.

Ele desafiou Juvenal Juvêncio.

Colocou Paulo Miranda para jogar mesmo sabendo que o presidente não queria.

E ainda parabenizou os atletas dispensados pelo clube que foram campeões estaduais por outras equipes.

Expôs o presidente.

Quis mostrar que ele não entende de futebol.

Indo contra a tendência dos rivais como Santos, Corintians e Palmeiras, envolvidos em jogos importantes...

Leão escalou seus titulares contra o Botafogo.

A diretoria ficou contrariada.

Sabe o quanto vale a partida contra o Goiás, que vai definir uma vaga às semifinais da Copa do Brasil.

Só que não quis nem saber.

Precisava da vitória.

Armou outra vez mal o time e o São Paulo acabou goleado por 4 a 2.

Hora do troco da diretoria.

Leão estava aposentado.

Quando recebeu convite para trabalhar não negociou, aceitou R$ 160 mil que lhe ofereciam.

No início do ano fez novo salário e acertou por R$ 250 mil mensais.

A revelação é de um conselheiro muito influente no Morumbi.

Ele mesmo está espalhando a versão que o treinador está forçando a sua saída do clube.

O motivo: teria uma proposta para ganhar mais.

Ela viria a calhar porque estaria precisando saldar uma grande dívida com a Receita Federal.

Esse conselheiro jura que há uma multa contratual e só por isso Leão não saiu.

Quer ser demitido e receber a multa.

Leão passou a manhã desmentido todas as versões.

Falou na rádio ESPN/Estadão.

Garantiu que nada é verdade.

Mas disse que não se surpreenderia se fosse demitido depois do jogo de quarta-feira.

"Se eu treinasse tênis, xadrez, basquete ou vôlei ficaria surpreso, sim.

Mas no futebol, tudo pode acontecer.

É um outro mundo e eu vivo nele há muito tempo.

Sou vivido e experiente para saber que, no futebol, se vive um dia de cada vez."

E é bom mesmo.

Os dirigentes do São Paulo sabem da rejeição do grupo ao treinador.

Lucas, Luís Fabiano, Jadson e Rogério Ceni não nutrem a menor afinidade ao técnico.

Juvenal perdeu a admiração que mantinha ao ser desafiado publicamente.

O clima para ele no Morumbi é insuportável.

O fraco futebol do time não é segredo para ninguém.

O vice Leco é o seu grande protetor no clube.

Continua insistindo que ele é a cara do novo São Paulo.

Mas Leco está cada vez mais sozinho.

Conselheiros falam há tempos sobre Dunga.

Acreditam que ele é capaz de acabar com o ressentimento do time e da diretoria com o técnico.

Outros citam Cuca, que só não voltou ao São Paulo porque Rogério Ceni o vetou.

Leão, acostumado com demissões, faz de conta que nada está acontecendo.

Só diz que não se surpreende se perder o emprego já na quarta-feira.

Sintomático.

Há algo grave e pesado no Morumbi.

E que pode vir à tona na quarta-feira à noite.

Com qualquer resultado diante do Goiás.

Até mesmo com vitória.

A situação de Leão é péssima.

E, em grande parte, ele a criou...

A mais mórbida enquete pedida pelos leitores. Que música combina com a cremação de um corintiano, de um vascaíno, de um cruzeirense, de um gremista? Vocês que pediram…

divulgacaocrypt A mais mórbida enquete pedida pelos leitores. Que música combina com a cremação de um corintiano, de um vascaíno, de um cruzeirense, de um gremista? Vocês que pediram...
O sol aberto nesta segunda-feira não quer dizer nada.

Uma ala mórbida que acompanha o blog tem insistido.

Quer uma enquete baseada na revelação do Crematório de São Paulo.

O hino do Corinthians está entre as dez músicas mais pedidas na hora da cremação.

A pergunta é simples.

Qual música deveria ser tocada quando um corintiano vai ser cremado?

E um flamenguista?

Um palmeirense?

Um vascaíno?

São-paulino?

Gremista?

Cruzeirense?

A absurda enquete já está valendo...

Quero avisar que fui contra esse absurdo...

Felipão já pagou seus pecados no Palmeiras. Quem quiser em 2013 um campeão do mundo, bicampeão da Libertadores e vice da Eurocopa é só procurá-lo. Chega de Palestra Itália…

divulgacao33 Felipão já pagou seus pecados no Palmeiras. Quem quiser em 2013 um campeão do mundo, bicampeão da Libertadores e vice da Eurocopa é só procurá lo. Chega de Palestra Itália...
Planejamento.

Palavra tão desgastada no futebol brasileiro.

Usada como escudo para treinadores pressionados em decadência.

Como Vanderlei Luxemburgo.

Ou para dirigentes criticados que acumulam fracassos.

Como Patricia Amorim.

Se algum clube honrar o significado de planejamento, pode se preparar de verdade para 2013.

Luiz Felipe Scolari anunciou ontem com todas as letras que não ficará no Palmeiras.

A partir do dia 1º de janeiro estará leve, livre e solto.

Deu e cumprirá até o fim a palavra empenhada ao ex-presidente Beluzzo e a Gilberto Cipullo.

"Fui buscar o melhor do Brasil para o meu clube.

Se o período foi ruim com ele, não imagino o que seria sem o Scolari.

Acredito que valeu e vale cada centavo que gastamos com seu salário.

Não há um palmeirense de verdade que não gostou da sua volta.

Estou falando palmeirense de verdade, não gente invejosa do seu currículo.

O projeto era excelente, mas infelizmente o Scolari não pôde trabalhar na sua plenitude.

Por uma série de dificuldades financeiras.

Os resultados não vieram como esperávamos.

Mas estou orgulhoso por tê-lo trazido para o clube.

Repito: imagine o Palmeiras sem ele neste período de dificuldades..."

As palavras me foram ditas por Belluzzo.

Ele sabe o que diz.

A Scolari foi prometido uma verdadeira seleção.

Valdívia e Kléber seriam apenas os primeiros.

Mas logo as várias alas do clube entraram em choque.

Principalmente pelo contrato de construção da Arena Palmeiras com a WTorre.

O dinheiro parou de entrar.

Belluzzo começou a pedir adiantamentos de cotas de tevê.

Para pagar salários.

O projeto de supertime parou no meio.

Os fracassos em campo.

A torcida se sentindo traída, cobrava.

O stress.

E a doença cardíaca chegou para Belluzzo.

Nas mãos de pessoas com quem nem imaginava trabalhar, como Salvador Hugo Palaia, o homem da autoentrevista...

Vlademir Pescarmona, Arnaldo Tirone e o seu inimigo número um, Roberto Frizzo.

Frizzo é para Felipão o que Leco foi para Muricy.

O homem da diretoria que sempre quis a sua saída.

O motivo: não aceitar a autonomia de um treinador.

Para Frizzo, técnico é funcionário e tem de obedecer ordens.

Mas o tempo mostrou que Scolari não era um funcionário comum.

Primeiro por ser avesso às ordens.

E depois por ser o único homem no clube respeitado pelas torcidas organizadas.

Elas não invadiram o Palmeiras depois do acúmulo de fracasso graças a e Felipão.

Campeão do mundo com a Seleção e treinador vencedor da Libertadores de 1999.

Instintivos, os torcedores sabem que é Felipão quem evita que o clube vire chacota de vez.

Por mais que venham as derrotas.

Luiz Felipe Scolari se viu mergulhado em um turbilhão.

Falta de dinheiro, traições entre os dirigentes, inveja, ciúme.

Cobrança da imprensa e dos torcedores.

Por um momento seguiu orientações do seu truculento assessor.

Foi quando viveu os piores momentos no Palmeiras.

Como o vexame de ser recebido por repórteres com narizes de palhaço.

Havia dito que cobrar o retorno de Valdívia ao time era uma 'palhaçada'.

Quando agiu com a própria cabeça e percebeu que socar alguém não resolveria, se acalmou.

E trabalhou no limite.

Há uma multa de R$ 5 milhões para que deixe o Palmeiras.

Ou que o clube o demita.

Dirigentes divergem sobre ela.

Uns dizem que diminuiu com o passar do tempo e outros garantem que não.

"Mas nunca foi a multa que segurou o Felipão por aqui.

Sim a sua ligação com o Palmeiras.

Nós nunca quisemos a sua demissão.

Por mim, ele fica até o último dia de seu contrato."

A afirmação é do presidente Tirone, que o usa muito bem como escudo.

Desde julho de 2010, Felipão está no clube.

Detesta que seja publicado essa parte do texto.

Mas já é de domínio público.

Os próprios dirigentes passaram aos jornalistas, o seu seu salário.

Orgulhosos...

Aceitaram bancar o maior salário da América Latina pago a um treinador.

São R$ 700 mil mensais livres de imposto.

E mais uma inexplicável ajuda de custo de R$ 7 mil como auxílio residência.

"Este treinador custa aos nossos cofres R$ 1 milhão por mês.

Um absurdo", desabafou várias vezes Mustafá Contursi a aliados.

A relação dos dois nunca foi boa.

Mas não foi o dinheiro que segurou o técnico.

Com o que ganhou em Portugal, no Chelsea e no Uzbequistão...

Garantiu uma vida repleta de mordomias até aos seus bisnetos...

Além disso, poderia ganhar mais fora do Palmeiras.

Ele teve propostas de R$ 1 milhão livres de impostos do Fluminense e do Internacional.

Cruzeiro, Grêmio e São Paulo pagariam mais do que recebe no Palestra também.

Foi sondado por seleções asiáticas.

O ex-jogador Asprilla garantiu que se jurasse que aceitaria, iria trabalhar na Seleção Colombiana.

Felipão disse 'não' a todas essas propostas.

"Tenho uma palavra só", disse a César Sampaio.

Foi ele quem o levou para o Palmeiras e é balela que o gerente o pode demitir.

Amigos, gostam e se divertem com essa história, nos momentos de desgraça.

Já publiquei várias vezes que ele não renovaria com o Palmeiras.

As fontes eram mais do que confiáveis.

Felipão estava esperando o momento para anunciar que não renovaria.

Até que ontem na tevê Gazeta disse que a partir de janeiro de 2013 está livre.

Qualquer clube ou seleção que quiser um treinador capacitado é só procurá-lo.

No Palmeiras ele não fica mais.

Belluzzo ficou até emocionado com a promessa cumprida.

"O Luiz Felipe fez e faz o que pôde com o material humano que tem.

O palmeirense teria de ficar grato a ele.

Com seu currículo poderia estar em qualquer clube do Brasil ou de fora.

Ganhando bem e não se desgastando.

Está sendo muito mais palmeirense do que qualquer torcedor.

Eu o entendo", diz Belluzzo.

Roberto Frizzo já esfrega as mãos e sonha com um funcionário que possa controlar.

Seu homem dos sonhos foi Carpegiani.

Agora é Dorival Júnior, sobrinho de Dudu, de sangue verde.

Quanto a Felipão, seu sonho é trabalhar na Copa de 2014.

Já esteve muito mais próximo da Seleção.

Marco Polo, mentor de Marin e conselheiro vitalício do Palmeiras, não gostou de suas insubordinações.

Acredita que ele desafiou publicamente Tirone e Frizzo.

Tem medo que faça o mesmo com ele e Marin na Seleção.

Defensores de Felipão, como Reinaldo Carneiro Bastos, lembram que ele se comportou bem com Teixeira.

O que importa é que o treinador começou oficialmente a contagem regressiva.

Faltam pouco mais de seis meses para deixar o Palestra Itália.

Mas já está à disposição.

Quem quiser um treinador campeão do Mundo, vice da Eurocopa, bicampeão da Libertadores...

O momento é esse.

Basta acertar tudo com Felipão.

Promessa ele sabe cumprir.

Algo raro no futebol.

Está desde julho de 2010 pagando pelo que falou a Belluzzo e Cipullo.

É melhor nem pensar do que seria do Palmeiras sem ele nestes dois anos de fracasso...

Leão está fazendo o que pode para voltar à aposentadoria. Desafiou Juvenal e fez o São Paulo titular ser goleado pelo Botafogo. Conseguiu ainda uma façanha: tomar três gols de Herrera. Vai ter troco de Juvenal…

reproducao21 Leão está fazendo o que pode para voltar à aposentadoria. Desafiou Juvenal e fez o São Paulo titular ser goleado pelo Botafogo. Conseguiu ainda uma façanha: tomar três gols de Herrera. Vai ter troco de Juvenal...
Leão está dando uma aula de como se sabotar.

Poderia escrever o livro como 'Colocar seu Emprego em Risco'.

Primeiro, ele resolveu desafiar a diretoria.

Escalou Paulo Miranda contra o Goiás.

Sabia que Juvenal Juvêncio o queria fora por um período após as falhas contra o Santos na semifinal do Paulista.

Mas o treinador que não escolheu reforços ou jogadores dispensados no final da temporada passada, resolveu mostrar força.

E o colocou no time.

O São Paulo ganhou do Goiás no Morumbi por 2 a 0.

A equipe mostrou os velhos problemas táticos, principalmentes defensivos.

Eles são recorrentes.

Demostram a enorme dificuldade que o técnico tem em montar uma defesa.

No ataque, o talento individual dos seus jogadores resolve.

Como deu tudo certo, a equipe venceu e não tomou gol, Leão se encheu de moral.

E resolveu provocar os dirigentes.

Do nada, sem ninguém provocar a resposta, veio a ironia.

Parabenizou os jogadores dispensados pelo clube que foram campeões estaduais.

Estava claro que havia reprovado as saídas.

Quis deixar claro aos jornalistas que as opções haviam sido feitas por Juvenal.

Se dependesse da opinião do treinador, os campeões estaduais teriam ficado no Morumbi.

O ataque não foi bem absorvido pela direção são paulina.

Mas não era a hora de dar o troco.

Afinal, Leão estava conseguindo bons resultados.

Levou o time até a semifinal do Paulista.

E está com grande vantagem diante dos goianos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Melhor se calar e agir depois.

Leão sem ordem de ninguém resolveu fazer o contrário do recomendado.

Os clubes envolvidos nas fases agudas da Libertadores e da Copa do Brasil pouparam seus jogadores na primeira rodada do Brasileiro.

Não, ele.

Resolveu colocar o melhor São Paulo diante do Botafogo.

Queria uma vitória para dar moral, olhar ainda mais por cima seus patrões.

Só que deu tudo errado.

Outra vez com falhas defensivas incríveis, os titulares de Leão conseguiram um feito.

Raríssimo.

Perto do nunca vista.

O São Paulo conseguiu tomar três gols de Herrera.

Na Argentina o seu apelido é 'quase gol', tão mal finalizador que é.

Mas no Engenhão, o esquema escancarado de Leão serviu como um tapete vermelho para o argentino se divertir.

Ficou tão estarrecido com a marca, que não soube nem pedir música no Fantástico.

O São Paulo foi goleado por 4 a 2 para o Botafogo de Oswaldinho, vice carioca e eliminado da Copa do Brasil pelo Vitória, sem treinador.

Na hora de dar suas explicações, Leão conseguiu uma vez mais ser prepotente.

Disse era terrível digerir uma derrota para 'um time inferior'.

Atitude ridícula menosprezar o adversário que o goleou.

Com que moral ficam os titulares que vão para Goiânia?

Principalmente, como que moral fica Leão que desafiou Juvenal Juvêncio?

Os dirigentes o têm na alça de mira.

O sonho de todo são paulino é usar a Copa do Brasil para garantir a Libertadores de 2013.

Se o arrogante técnico fracassar, pode arcar com as consequências.

Juvenal se sentiu traído com esse ataque gratuito do técnico.

Mas gostou do jogo.

Acreditou que se Leão estava tão atrevido, tinha boas cartas.

Havia a certeza do dirigente que o time continuaria a vencer.

Aí sim ele perdoaria as provocações.

Mas ser provocado por um técnico goleado pelo Botafogo?

Cujo primário esquema tático permite que Herrera marque três gols?

Herrera?

Aí é demais.

Leão brincou com fogo.

E agora arque com as consequencias.

Não adianta diminuir o Botafogo.

Não lhe cabe classificá-lo como time inferior ao seu.

A obrigação de vencer não conseguiu.

Agora se prepare.

A cobrança virá forte.

Ele que trate de não passar vexame em Goiânia.

Ou vai pagar caro por suas palavras.

Por sua eterna arrogância.

Foi Leão mesmo que provou esse clima ruim.

Ou desarme com vitórias, conquista da Copa do Brasil.

Ou comece a pensar de novo o que fazer nos domingos à tarde, quando estava aposentado...

Não há mais paciência com Douglas e Liédson. Um sem vontade e outro sem condições físicas. É o que ficou da derrota do Corinthians B para o Fluminense B…

reproducao101 Não há mais paciência com Douglas e Liédson. Um sem vontade e outro sem condições físicas. É o que ficou da derrota do Corinthians B para o Fluminense B...
As escalações mostravam a imbecilidade do calendário.

O início do Brasileiro coincidir com as fases agudas da Libertadores e da Copa do Brasil é uma bobagem.

Os dois últimos campeões nacionais entraram no Pacaembu com arremedos de times.

Isso era mais do que esperado e não importa.

O que realmente incomoda na vitória do Flumiense B sobre o Corinthians B foi uma dupla.

Douglas e Liédson.

Os jogadores a quem mais importava esse coletivo disputado para 16 mil pessoas.

Liédson tinha de provar não só que merecia mais chances na Libertadores.

Mas como também renovar o contrato com o clube.

Precisava demonstrar que apesar do problema crônico na cartilagem do joelho esquerdo, ainda tem futebol.

Que conhece os atalhos do campo.

Seu faro de artilheiro não foi embora.

A torcida aplaudiu de pé quando seu nome foi anunciado.

Era a maior esperança de gols.

Tite foi condescendente.

O deixou durante todos os 90 minutos de jogo.

Sem firmeza no joelho esquerdo, não havia explosão muscular.

Não tinha como ganhar na corrida, no impulso pelo alto.

Buscava a melhor colocação para o arremate, mas foi facilmente anulado.

Fácil até demais para Wellington e Lendro Euzébio.

Liédson enfrentou os melhores zagueiros da Europa e conseguiu se impor.

Hoje parecia diante de Luís Pereira e Daniel Passarella, tamanha a dificuldade.

Ele olhou agoniado várias vezes para o banco de reservas.

Estava com medo que fosse subsituído.

Parecia pedir só mais uma chance.

Só mais uma chance...

Ele até veio, mas seu estado físico a tornou imperceptível.

Foi antecipado várias vezes por Luís Pereira e Passarella.

No final da partida acabou vaiado pelos corintianos, que se sentíam traídos.

Sem graça, ele disse que faltou a bola chegar.

Chegou, só que Liédson não teve como chegar até ela.

É uma pena o que acontece com Levezinho.

Cada vez fica mais difícil a renovação de seu contrato.

Ele sabe disso, tem brio, vontade, se aplica nos treinos, cuida da alimentação.

Mas seu problema é orgânico.

Infelizmente a cartilagem do seu joelho esquerdo não está aguentando mais.

Ele agoniza, tenta a superação, nada consegue, mas sai de cabeça erguida.

Não depende dele.

O mesmo não se pode dizer de Douglas.

Ele também foi aplaudido e depois vaiado, xingado.

O meia foi contratado por R$ 3 milhões junto ao Grêmio.

Ele conseguiu o que pouquíssimos jogadores conseguiram.

Voltar ao Corinthians depois de vendido.

O meia foi vendido contra a vontade para o Al Wasl dos Emirados Árabes.

Dizia em toda entrevista que deseja voltar ao Parque São Jorge.

Meia habilidoso, instintivo, canhoto.

Dava gosto vê-lo jogar quando estourou no São Caetano.

O Corinthians ganhou a corrida com Palmeiras e São Paulo.

E o contratou.

Ele formou com André Santos e Cristian um excelente setor esquerdo em 2009.

Ronaldo ficou revoltado quando os três foram vendidos.

A grande equipe campeã paulista e da Copa do Brasil perdeu o lado esquerdo e nunca mais foi a mesma.

Principalmente no importante ano do centenário, em 2010, veio o arrependimento.

Antes de voltar ao Corinthians, Douglas fez estágio no Grêmio.

Nos primeiros meses foi tão bem que acabou na Seleção Brasileira.

Mas falhou no lance que deu a vitória para a Argentina e o vingativo Mano nunca mais o chamou.

Foi um trauma na vida de Douglas.

Nunca mais ele foi o mesmo jogador.

Desgostoso, descuidou do preparo físico e perdeu a gana em campo.

Se tornou um atleta pesado, facilmente marcável, previsível.

Foi justamente nesta situação que os gaúchos aceitaram vendê-lo.

A direção do Corinthians que insistiu e não conseguiu contratar Montillo acreditou estar diante de uma pechincha.

R$ 3 milhões por um craque.

Só que os dirigentes não perceberam que Douglas voltou diferente.

Desinteressado.

Não consegue entrar em forma, irritando Tite.

O treinador continuou sem ter o meia articulador, o maestro do time na Libertadores.

Douglas não ocupa essa vaga porque não quer.

Aos 30 anos com toda a saúde, perdeu o elã.

A vontade de jogar.

No Pacaembu hoje, contra os reservas do Fluminenes, foi mais uma vez omisso.

Por isso as vaias, os palavrões.

O corintiano minimamente informado sabe que não desgaste de cartilagem ou qualquer problema físico com ele.

Só a inexplicável vontade de ser o grande jogador que já foi.

Virou um mero cobrador de escanteios.

O Corinthians perdeu na estreia do Brasileiro para o Fluminense, por 1 a 0.

Mas o jogo mostrou algo muito mais importante.

Dois atletas importantes estão cada dia mais fora dos planos.

Liédson por um problema de saúde, a cartilagem do joelho.

E Douglas por falta de vontade.

É isso que fica desta derrota no Pacaembu.

A necessidade de o time contratar um novo atacante.

E um meia habilidoso, inteligente, articulador de jogadas.

O mais rápido possível.

E deixar Liédson e Douglas seguirem seus caminhos...

Endividada, diretoria do Palmeiras perto de aceitar Jô, jogador de Kia Joorabchian. E virar às costas à promessa de nunca negociar com o homem que comandou a MSI e o Corinthians. (Sorte que existe Alexandre Kalil e o vexame foi evitado…)

agestado Endividada, diretoria do Palmeiras perto de aceitar Jô, jogador de Kia Joorabchian. E virar às costas à promessa de nunca negociar com o homem que comandou a MSI e o Corinthians. (Sorte que existe Alexandre Kalil e o vexame foi evitado...)
Dirigentes palmeirenses ironizaram por anos a parceria MSI/Corinthians.

Disseram que Kia Joorabchian procurou primeiro o Palestra Itália.

Batiam no peito percebendo as suas intenções.

O plano do iraniano era simples.

Ele queria controlar os principais clubes sul-americanos.

Principalmente os atrasados brasileiros.

Montar uma rede de televisão que transmitisse com exclusividade seus jogos.

Se tornar dono dos principais talentos surgidos no continente.

Tudo isso com os bilhões de libras de Boris Berezovisky.

Como Abramovich do Chelsea, Boris é um dissidente enriquecido com o fim da União Soviética.

Além dele, havia o dinheiro de Badri Patarkatsishvili, empresário nascido em Tbilisi.

Eles eram os homens por trás da MSI.

O bem falante Kia era apenas o showman.

O homem que veio aproveitar a falta de dinheiro e administração atrasada dos brasileiros.

O ex-presidente Mustafá Contursi revelou que Kia procurou o Palmeiras e ofereceu o projeto aceito por corintianos.

Mas a cúpula do clube se recusou a dar controle total do futebol ao iraniano.

Ele falava até em construir uma nova arena palmeirense.

Ao contrário da Parmalat, que era uma empresa, a desconhecida origem do dinheiro da MSI acabou a negociação.

Kia foi apresentado a Alberto Dualib.

Foi amor à primeira vista.

Para selar a conquista, Kia levou o dirigente para conhecer as mansões de Bóris na Inglaterra.

Andrés Sanchez também foi.

Eles ficaram maravilhados com o que viram.

E o Corinthians se abriu para a MSI.

A falta de sorte de Kia foi fulminante.

Primeiro foi aprovada a lei no Brasil que um grupo econômico não pode controlar vários times.

Foi por terra o sonho de controlar o Cruzeiro,o Atlético Mineiro, o Flamengo, o Internacional que Kia articulava.

Depois, encontrou a forte resistência da TV Globo.

Ela tem o controle das transmissões dos jogos dos times brasileiros há décadas.

A emissora começou uma campanha para desvendar o que era na verdade a MSI.

De onde vinha o seu dinheiro.

A Globo teve uma influência enorme no fracasso de Kia no Brasil.

Ela defendeu seus interesses.

Logo a Polícia Federal entrou fundo nas investigações.

Vieram as acusações de lavagem de dinheiro.

Como um raio, Kia foi embora para a Inglaterra.

Desmoralizado, Dualib foi obrigado a renunciar.

Mal assumiu, Andrés tratou de se aliar à Globo, para quem Dualib havia virado as costas por causa da MSI.

O status quo foi mantido.

Kia continua dono de vários jogadores, como Carlitos Tevez e Mascherano.

E tem uma rede de empresários de confiança com quem negocia.

Como o israelense Pini Zahavi, Wagner Ribeiro e Giuliano Bertolucci.

Não há ilegalidade alguma nisso.

Mas a cúpula palmeirense sempre se negava a pensar em negociar com jogadores ligados à MSI.

Era uma questão de honra, afirmavam aliados de Mustafá.

Só que tudo muda.

Principalmente quando um clube vem de uma série de fracassos, como o Palmeiras.

Tive a informação e coloquei no twitter na semana passada.

Empresários ligados a Giuliano Bertolucci ofereceram Jô ao clube de Arnaldo Tirone.

O jogador havia sido encostado no Internacional.

O motivo: foi festejar na noite carioca e só voltou pela manhã.

Na noite em que o time de Dorival Júnior foi eliminado pelo Fluminense da Libertadores.

Houve jogadores que ameaçaram até bater em Jô pelo desrespeito.

O treinador do Inter disse à diretoria que não trabalharia mais com ele.

Não existe mais o dócil Jô, menino que surgiu no Corinthians.

Ele mudou muito depois de fracassar em vários clubes que Kia tem acesso.

No CSKA, Manchester City, Everton, Galatasaray e Internacional.

Como Tevez e Mascherano, Jô foi espólio do acordo MSI/Corinthians que o iraniano levou na mala.

Com mais de R$ 170 milhões em dívidas, o Palmeiras implora a três empresários dinheiro para trazer Obina.

Ter Jô de graça, tendo apenas de pagar salários passou a ser interessante.

Tirone começa a argumentar que não interessa de onde o jogador vem.

É para o bem do Palmeiras.

Mesmo argumento usado por Alberto Dualib em relação ao dinheiro da MSI.

Mas o presidente tem enfrentado resistências.

Homens que juraram que Kia Joorabchian não esticaria seus tentáculos no Palestra Itália.

Felipão assiste tudo de camarote.

Tem um elenco limitado, fraco nas mãos.

No empate de ontem contra a frágil Portuguesa foi vaiado, xingado.

E ironizou os torcedores 'regendo as vaias' como triste maestro.

A direção do Palmeiras agora tem Jô de Kia Joorabchian nas mãos.

Está pensando se segue o caminho de Dualib e esquece a quem ele pertence.

E como foi adquirido.

A cada dia a pergunta se repete nas apertadas alamedas do Palestra Itália:

O que mais pode acontecer ao Palmeiras?

E as respostas têm sido cada vez piores.

Mais constrangedoras.

A deste domingo é: aceitar a entrada de Kia Joorabchian.

Estender tapete vermelho até.

Triste demais...

(A ganância de Alexandre Kalil por jogadores problemáticos salvou o Palmeiras.

Enquanto Tirone pensava, ele foi para o Atlético Mineiro.

Lá ninguém se importa com Kia Joorabchian.

Agora o clube paulista pode se focar no objeto de desejo chamado Obina.

E Tirone está livre do fantasma da MSI.

Pelo menos por enquanto...)

Acabou a virgindade europeia. Quem manda é o dinheiro russo. O verbo é comprar e não mais formar como faz o Barcelona. O Chelsea é o campeão da Champions League. Para festa dos empresários, como Wagner Ribeiro…

themirror Acabou a virgindade europeia. Quem manda é o dinheiro russo. O verbo é comprar e não mais formar como faz o Barcelona. O Chelsea é o campeão da Champions League. Para festa dos empresários, como Wagner Ribeiro...
Roman Abramovich acaba de revolucionar o futebol do mundo.

O Chelsea matou o purismo.

O dinheiro vindo da desintegração da União Soviética não é mais maldito.

A emocionante conquista da Champions League de 2012 terminou com os padrões tradicionais.

A beleza de um trabalho de base como o feito pelo Barcelona ou o próprio Bayern.

Um bilionário russo pôde mudar todo o panorama de mais de 100 anos de futebol.

Como?

Injetando 900 milhões de euros, cerca de R$ 2 bilhões e trezentos milhões, em contratações.

Há nove anos ele comprou o Chelsea.

O clube de Londres estava perto da falência.

Devia 80 milhões de libras, perto de R$ 256 milhões.

Uma ninharia para quem tem perto de 20 bilhões de euros ou cerca de R$ 51 bilhões.

Isso é o que se sabe.

A procedência de sua fortuna é contestada, proveniente de conglomerados petrolíferos da antiga União Soviética.

Mas a Inglaterra como em toda parte do mundo respeita o dinheiro e não de onde veio.

Nestes nove anos, o Chelsea se transformou em uma potencial mundial.

Levou treinadores e jogadores do mundo todo.

Abramovich brinca como um garoto ao formar seu time de botão.

Africanos, sul-americanos, europeus...

Não importava onde estivesse a pessoa que ele desejasse.

Ele levou 90% de quem quis.

A revolta dos formadores desses atletas acabava quando chegava o dinheiro.

A crise financeira em que está mergulhada a Europa só faciltou seu trabalho.

As portas foram escancaradas.

O dinheiro trouxe títulos ao Chelsea.

Vieram três Campeonatos Ingleses.

Quatro Copas da Inglaterra.

Mas faltava a Champions League.

É o grande torneio mundial.

Nunca uma equipe pertencente a alguém havia vencido.

Ela virou obsessão de Abramovich.

Parecia que havia algo divino que impedia a conquista capitalista.

Na final de 2009, o seu capitão Therry escorregou e perdeu o pênalti que daria a vitória ao Chelsea.

E o tradicional Manchester United ganhou a Velha Orelhuda, apelido da taça.

Foi a vitória do pedigree diante do novo rico.

Era essa a filosofia que os europeus gostavam de ver difundida.

Os milionários se divertiriam com Chelsea, Manchester United, Málaga...

Mas os deuses do futebol não permitiriam a ousadia de vencer uma Champions.

Era isso.

Os tradicionais clubes do Velho Continente só tinham os céus para proteger a cobiçada taça dos piratas milionários.

E justo neste ano, quanto tinha tudo para dar errado, veio o choque de realidade.

O Chelsea apostou no português André Villas-Boas.

E foi um fracasso.

Luiz Felipe Scolari já havia deixado vazar.

De acordo com ele há jogadores que se sentem dono do Chelsea.

E só aceitam treinadores passivos, que não cobrem demasiado nos treinos.

Nunca dê broncas públicas.

Ou não saiba falar perfeitamente inglês.

Scolari não se encaixou em nenhum dos itens.

Teria sido derrubado por Lampard e Drogba.

Os dois seriam os 'donos' do time inglês.

Abramovich não se mete.

Quer saber só dos resultados.

E o time com André Villa-Boas, que seria no novo Mourinho, foi um fiasco.

Assim como havia sido com Scolari.

Os dois tomaram o mesmo caminho: o da rua.

Receberam suas idenizações milionárias e ponto final.

Com o magnata russo é assim.

E o time caiu no colo do italiano Di Matteo.

Ele só tinha de terminar a temporada.

A Champions estava quase perdida.

Mas em um trabalho sensacional, com uma doação incrível de jogadores consagrados...

O time conseguiu o impossível.

Foi subindo degrau por degrau.

Com coração, sorte e banhos de dinheiro.

A semifinal contra o Barcelona era barbada.

Contra o melhor time do mundo.

Diante do maior jogador da atualidade, Messi.

Enfrentando o treinador que Abramovich sonhava em levar para o Chelsea.

Veio a inesperada vitória.

A eliminação do Barça em pleno Camp Nou.

Foi o que colocou fim ao período de Guardiola.

A vitória do dinheiro, da retranca contra o puro sangue catalão e o mais belo futebol do planeta.

E chegou a final em Munique contra o surpreendente e também tradicional Bayern.

Foi um massacre o jogo.

Os alemães dominaram do início ao final do jogo.

O gol marcado aos Muller aos 37 minutos do segundo tempo trazia justiça ao jogo.

Mas quem falou que a vida é justa?

Drogba cabeceou um escanteio cobrado por Mata e empatou a partida.

Veio a prorrogação.

E a dedicação do homem da Costa do Marfim quase coloca tudo a perder.

Assim como fez em Barcelona, ajudando na marcação, ele cometeu pênalti.

Derrubou infantilmente Ribery.

Robben pegou a bola e cobrou forte.

Mas o espetacular Cech defendeu com firmeza.

Festa na casa de Felipe Mello!

Seguiu o jogo e veio a decisão por pênaltis.

Cech defendeu as cobranças de Olic e de Schweinsteiger.

E coube a Drogba marcar e dar o inédito título ao Chelsea.

Não teve dúvidas ao passar, na festa o troféu a Roman Abramovich.

O africano sabia que não era hora de pudor.

O clube tem um dono, um patrão.

Ele que levante a taça e despeje mais dinheiro na premiação.

E se possível renove o seu contrato por dois anos, como o atacante deseja.

Acabava a virgindade europeia.

O capitalismo selvagem de Abramovich conquistou a Champions League.

A história do futebol muda hoje.

As categorias de base deixam de ser valorizadas.

Em vez de pensar no Barcelona...

Chegou a hora do Chelsea.

Nada de CT de Cotia.

Viva Eike Batista!

Não foi por acaso que no Brasil que a primeira pessoa a comemorar a conquista do Chelsea foi ele.

Sim...

Wagner Ribeiro.

O empresário de 101 almas.

Quem ficaria mais feliz do que ele no Brasil com a conquista?

Nem a mãe de Ramires...

O mercado está mais do que aberto.

O que vale agora é comprar e vender.

Não formar.

Principalmente no Brasil, onde os dirigentes não têm imaginação.

Quantos não falaram em imitar o Barcelona depois da final do Mundial de 2011?

Agora vão buscar os endinheirados para entregar o comando de seus clubes.

Para a felicidade de gente como Wagner Ribeiro.

Aqui está a sua singela mensagem ao Chelsea.

"Roman Abramovich merece este titulo, homem apaixonado por futebol.

Parabéns a Pini Zahavi que ajudou a montar este Chelsea Campeao."

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Dois meses de salários atrasados, dívida de R$ 52 milhões com Romário. Líderes do time não aceitam Cristóvão. É o Vasco implodindo às vésperas da decisão contra o Corinthians…

reproducao2 Dois meses de salários atrasados, dívida de R$ 52 milhões com Romário. Líderes do time não aceitam Cristóvão. É o Vasco implodindo às vésperas da decisão contra o Corinthians...
O Vasco não precisa do Corinthians para implodir.

A clima é o pior possível para a decisão à semifinal da Libertadores.

Não é notícia de bastidores, de informantes ao telefone, de fonte.

Não, é pública e assumida.

A direção assume: são dois meses de salários atrasados.

Não há dinheiro.

Os três patrocinadores pontuais, para os jogos contra o Corinthians não contam.

Os reais que a LDU Lâmpadas, Total Lubricantes e da dupla sertaneja Henrique e Diego não chegarão aos atletas.

Sim, isso, mesmo o clube está sendo patrocinado por sertanejos...

O Vasco deve mais de R$ 400 milhões.

Nesta sexta-feira, Romário conseguiu a penhora das receitas do clube.

Todo o dinheiro que chegar a São Januário deve ser destinado ao deputado federal e ex-jogador.

Ele entrou na Justiça cobrando uma dívida de R$ 52 milhões.

Romário deu prazo para que o Vasco o pagasse em três dias.

Daria 50% de desconto no valor.

Como não obteve nem resposta, ganhou o direito da penhora.

A direção vascaína não sabe o que fazer com esse novo problema.

Mas além disso há algo muito grave que envolve só o futebol.

As lideranças do time rejeitam Cristóvão.

Juninho Pernambucano, Felipe e Diego Souza não aceitam a maneira de trabalhar do treinador.

Principalmente a sua insegurança.

Os preparadores físicos do clube garantem que Juninho e Felipe podem jogar no mesmo ritmo por 90 minutos.

Eles querem e já pediram para atuar juntos.

O grupo de atletas sabe que o time fica melhor, mais talentoso com a dupla.

Cristóvão até ameaça, mas na hora da decisão prefere, por exemplo, a pegada de Nilton.

Foi o que aconteceu contra o Corinthians, deixando Felipe de fora.

Para piorar, durante o jogo, não hesitou em tirar Pernambucano e Diego Souza.

Ambos fizeram questão de deixar claro que não aceitaram sair do jogo.

Juninho não foi nem ao banco de reservas.

Ficou assistindo ao final da partida do túnel.

O presidente Roberto Dinamite acredita que já passou da hora de esperar por Ricardo Gomes.

O treinador está se recuperando de um grave AVC.

Cristóvão foi mantido porque era auxiliar de Ricardo.

E por ser um treinador muito barato ao Vasco.

Só que o clima está implodindo.

Tudo virá à tona em uma eventual desclassificação do time diante do Corinthians.

Os atletas vão dar a vida para ganhar o jogo.

É a única esperança de receberem rápido o dinheiro devido, prometido.

Isso se ele não for parar direto no bolso de Romário, como manda a lei.

A direção vascaína tenta disfarçar, mas está encurralada.

No pior momento possível.

Dirigentes reclamam alegando que Romário poderia esperar terminar a Libertadores para processar o clube.

O chamam de ingrato.

O clube já lhe fez até uma estátua em São Januário.

E que deveria seguir o exemplo de Edmundo e perdoar a dívida vascaína.

Romário cobra o clube desde 2006.

O ex-jogador já respondeu a esta postura de conselheiros e torcedores do clube.

"Uma coisa é uma coisa.

Sou muito grato por tudo o que vivi no Vasco.

Mas não recebi salário.

Sou um trabalhador como outro qualquer.

Dei todas as chances para o clube me pagar.

Só procurei a justiça quando percebi que não receberia.

Esse é o direito de qualquer trabalhador.

Ingrato não sou eu.

É o clube que não pagou pelo meu trabalho."

A justiça lhe deu a penhora das receitas do clube ontem, sexta-feira.

Na semana que antecede o jogo mais importante de 2012 para o Vasco.

Melhor, muito melhor para o Corinthians...

A inacreditável saída de Ibson do Santos. A guerra de egos e narcisismo. E a falta de habilidade que fez o time perder um jogador importantíssimo em plena Libertadores…

gazetapress A inacreditável saída de Ibson do Santos. A guerra de egos e narcisismo. E a falta de habilidade que fez o time perder um jogador importantíssimo em plena Libertadores...
Neymar rouba a atenção demais na Vila Belmiro.

É natural, afinal é um dos cinco melhores jogadores do mundo aos 20 anos.

O time é campeão da Libertadores, acaba de ganhar o tricampeonato paulista.

Vive o ano do seu centenário.

É o favorito para ganhar de novo a Libertadores.

Em meio a este clima de festa, de esperanças, um golpe importante.

Uma situação constrangedora, desnecessária.

Onde faltou habilidade de todos os lados.

O caso Ibson.

Ele foi a maior contratação da história do Santos.

O clube empenhou quatro milhões de euros, cerca de nove milhões de reais, para a sua liberação do Spartak Moscou.

Muricy queria um meia de talento para brigar pela posição de Elano.

Ibson tinha propostas do Flamengo, clube onde nasceu para o futebol e do Grêmio.

Aceitou empolgado voltar ao Brasil e atuar no time da moda, de Neymar, Ganso, campeão da Libertadores.

O meia foi mais um que retornou ao futebol nacional sonhando com Seleção Brasileira.

Encontrou um grupo alegre, brincalhão, mas com uma hierarquia interna.

O que é natural em todos os times do mundo.

Nessa hierarquia, Elano tem um papel importante, ao lado de Neymar, Edu Dracena, Ganso e Léo.

Ibson era ídolo quando deixou a Gávea.

Chegou em um clube onde a idolatria já tinha dono.

E para tomar a posição de um dos líderes do elenco.

Ele acreditou que Elano iria deixar o Santos no começo do ano.

Seus problemas pessoas afetavam seu rendimento em campo.

Estava desiludido por ter sido banido da Seleção Brasileira depois da Copa América.

Queria mudar de ares.

Havia o interesse do São Paulo e do Internacional.

Mas os líderes santistas pediram, insistiram para que Elano não saísse da Vila.

Era 'parceiro' e recuperaria seu futebol.

E foi o que aconteceu.

Com o fim dos seus problemas pessoais, se viu na reserva de Ibson.

Mas treinou forte, empolgado.

Estava claro que o grupo o queria como titular.

E ele passou a jogar outra vez bem.

Só que foi a vez de Ibson se abater.

Ele se sentiu um estranho no ninho.

E acabou passando para a reserva.

Muricy foi justo, fora o apoio do time, Elano estava melhor que o rival carioca.

Enquanto isso, a direção do Flamengo fez uma proposta tentadora ao meia.

Ofereceu um contrato de R$ 300 mil.

R$ 70 mil a mais quer recebia no Santos.

Mais a certeza que voltaria para ser um dos ídolos e intocáveis no time de Joel Santana.

No final do ano passado, o Santos tentou Alex Silva.

A diretoria flamenguista disse que só o negociaria tendo Ibson em troca.

Muricy queria demais o zagueiro, mas disse não.

Alegou à diretoria que Ibson era fundamental na luta pelo tetracampeonato da Libertadores.

Luís Álvaro concordou.

Só que desta segunda vez tudo mudou.

O empresário do jogador, Eduardo Uram, procurou Luís Álvaro e disse que Ibson queria sair.

Estava decidido a ir para o Flamengo.

Ele não teve paciência com a reserva e muito menos com a preferência do grupo por Elano.

Sua postura foi a inversa de Alan Kardec que enfrenta situação parecida por ter tomado a posição de Borges.

Muricy Ramalho se sentiu traído com a decisão de Ibson.

Disse a Luís Álvaro que não iria manter jogador descontente no elenco.

E que era para negociá-lo o mais rápido possível.

Uma insensatez de todos os lados.

Faltam cinco partidas para a acabar a Libertadores.

Ibson poderia ir tranquilamente para a Gávea depois da competição.

Mas o treinador não quis mais.

Mesmo com o time sem um reserva à altura de Elano, o jogador saiu da Vila Belmiro.

A equipe aceitou o zagueiro Deivid Braz e o lateral direito Galhardo.

Jogadores para compor o elenco.

O time carioca assume a última parcela de um milhão de euros junto ao Spartak Moscou.

A TV Globo foi a avalista deste negócio.

O dinheiro sairá direto da cota que o time carioca tem a receber pela transmissão do Brasileiro.

A direção do Santos nem discutiu muito.

Pediu outros atletas.

Queria seguir a determinação de Muricy, facilitar a ida do jogador ao Rio.

E Ibson foi embora.

Faltou paciência, jogo de cintura e vivência para Ibson.

Para Muricy, paciência para entender a situação e fazer o que não gosta, conversar com o jogador.

O treinador gosta de manter distância nestas questões delicadas.

Costuma mandar seu auxiliar Tata.

Ibson se sentiu desprestigiado e foi radical com o homem de confiança de Muricy.

Disse que desejava voltar para a Gávea e ponto final.

Seu discurso de apresentação na segunda-feira será que retornará para casa.

Que sonha com Seleção.

Será um prazer atuar ao lado de Ronaldinho Gaúcho, jogar com Adriano, Love...

Enquanto isso, o Santos fará seu treino decisivo para a partida de quarta-feira contra o Vélez.

No lugar de Ibson na reserva imediata para o meio de campo estará o jovem Felipe Anderson.

Com apenas 19 anos e sem a bagagem e nem o bom futebol do meia carioca de 28 anos.

Neste choque de egos, todos perderam na Vila Belmiro.

Ibson sai pela porta dos fundos.

Muricy deixa de ter uma grande opção no jogo mais importante da Libertadores.

Se o Santos não reverter a derrota na Argentina é eliminação.

A direção fez o maior investimento de sua história em um atleta que ficou nove meses no clube.

Melhor para o Flamengo que readquiriu um ídolo em uma barganha.

Quando Ibson estiver correndo por Ronaldinho, que não se arrependa.

Nem pense no time que deixou para trás.

A escolha foi totalmente sua.

Com a colaboração santista.

Já que faltou habilidade ao clube para segurar um grande jogador.

Em um momento crucial.

Quando joga a sua vida na Libertadores...

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