Lulinha inspira o Corinthians sobre o que não fazer com Malcom. Nada de gastar R$ 6 milhões só de salários. Assim como não garantir que nasce um artilheiro da Seleção, do Real Madrid, do Barcelona…

1agenciacorinthians Lulinha inspira o Corinthians sobre o que não fazer com Malcom. Nada de gastar R$ 6 milhões só de salários. Assim como não garantir que nasce um artilheiro da Seleção, do Real Madrid, do Barcelona...
Mano Menezes queria de qualquer maneira Nilmar. Insistiu com Mario Gobbi que, com ele, o rendimento do time seria outro. O presidente respondeu que não havia dinheiro. E que só se o atacante pedisse muito baixo seria contratado. A pedida do seu procurador Orlando da Hora foi de R$ 800 mil e mais luvas de R$ 2 milhões por um contrato de três. Gobbi nem fez contraproposta.

Mano se lembrou de Jones. Gobbi resolveu abrir o jogo. Se o treinador quisesse, que buscasse novo atacante na base. O clube precisa pagar pelo Itaquerão. Foi quando a sorte se abriu para Malcom. Carrega o nome inspirado no revolucionário norte-americano radical. Ele era famoso pela luta pelos direitos dos negros. Morreu assassinado.

Garoto pobre, mas de muita personalidade. Sua aptidão para jogar surgiu na favela da zona Leste, Buraco Quente. Sua mãe e avô o levavam para fazer testes nos clubes. Seu pai abandonou a família quando ele ainda era criança. Estava jogando no Espéria quando se destacou contra o Corinthians. Logo passo a atuar pela base corintiana.

Impressionava a sua velocidade, habilidade e personalidade. Artilheiro nato, sua média de gols passava de três quando chegou a Copa São Paulo. Outra vez foi muito bem, apesar da derrota na final para o Santos. Mano quis que, mesmo com 17 anos, passasse a treinar com os profissionais. Ele ganhava R$ 2 mil. Depois de alguns treinos, recebeu um aumento para R$ 5 mil. Assinou novo contrato de dois anos e passou a receber R$ 10 mil.

A grande chance veio contra a Chapecoense. Atuou ao lado de Guerrero e Luciano. Foi melhor do que os dois. Marcou até gol. O grande teste veio no domingo diante do São Paulo. Teve participação decisiva em dois gols na vitória por 3 a 2. Mas o que impressionou Mano foi a forma com que encarou o clássico. Nem parecia um menino de 17 anos, mas um veterano acostumado a atuar sob pressão. Encarou com firmeza os jogadores do São Paulo. Xingou, provocou, suportou palavrões e tentativas de intimidação. Teve uma atuação impressionante para quem tem apenas 17 anos.

O efeito veio à tona. O Corinthians o convocou para a extensão do seu contrato. O vínculo atual vai até 2016. A proposta é que vá até 2019. E quer sua multa rescisória fique em 20 milhões de euros, cerca R$ 62 milhões. O jogador deverá ter novo aumento. Mas o clube quer mais do que os 70% dos seus direitos atuais. A ideia é ter 90%, no mínimo.

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Mario Gobbi proibiu a assessoria corintiana de agendar entrevistas exclusivas com o menino. A ordem do presidente é blindar o garoto. A inspiração para que o presidente delegado tome esse atitude vem do próprio Corinthians. De toda badalação que o clube fez com Lulinha.

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Surgido na base, ele era apontado pela diretoria como um dos titulares da Seleção na Copa de 2014. Atuando por uma grande equipe europeia, lógico. Mas não foi nada disso que aconteceu com Luiz Marcelo Marcelo dos Reis. Ele não conseguiu fazer a transição da categoria de base para o profissional. De nada adiantou ter a assessoria de Wagner Ribeiro. Ou melhor, adiantou para ter uma rescisão de contrato altíssima. O empresário alegou que equipes como o Chelsea, Real Madrid se mostravam interessados em Lulinha. O Corinthians, para segurá-lo, deu um imenso aumento e fixou a multa de US$ 50 milhões. Em 2007 era o equivalente a R$ 105 milhões. Salários de R$ 100 mil. Cinco anos de contrato. Até 2012.

Andrés Sanchez, responsável pelo contrato, dizia quando o atacante começava a decepcionar. "Vamos ter paciência. O Lulinha fez 297 gols na base. Ninguém se esquece de jogar. Logo ele estará fazendo gol atrás de gol." Não fez.

Se tornou uma profunda desilusão. Fracassou com a camisa 10 da Seleção no Panamericano no Rio. Passou a ter a concorrência interna e menos badalada de Dentinho. Foi se acumulando cada vez mais fraco futebol e timidez. Mano Menezes logo o deixou de lado. A direção teve de emprestá-lo. E ele foi para o Exterior. Não para o Barcelona, Real Madrid, Chelsea ou Bayern. Foi jogar no fraquíssimo Olhanense de Portugal.

Os R$ 100 mil que o Corinthians pagava a ele eram visto como enorme desperdício. A diretoria o passou a emprestar de graça, pagando metade dos seus salários. Foi assim que foi atuar no Bahia, no seu último ano como jogador corintiano.

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Depois de receber seus últimos R$ 100 mil do Parque São Jorge, em dezembro de 2012, era dono do seu destino. Nenhum clube grande brasileiro o aceitou. Foi para o emergente Ceará. De graça. Fez 47 jogos e 19 gols. O Criciúma resolve investir no ex-corintiano. Ele se contundiu. Quando jogou foi muito mal. Atuou por 15 partidas e fez dois gols. Acabou dispensado. Voltou esse ano para o Ceará. Onde é reserva.

Analisando toda a frustração que o time passou com Lulinha, Gobbi blinda Malcom. Nada de empresário propagar os gols da base, alardear interesses de grandes clubes europeus que nunca se efetivam. Todo o desperdício com o protegido de Andrés Sanchez serviu como referência. De como não se deve agir com um atacante talentoso da base corintiana.

Por isso, Malcom até terá um bom contrato. Mas não comprometerá R$ 6 milhões em salários como foi o caso de Lulinha. De jeito algum. Lulinha mostrou o caminho a não ser seguido. Não há garantia do que acontece na base se repete entre os profissionais...
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O julgamento mais importante da história do Grêmio. Voltar à Copa do Brasil é mostrar ao mundo que não é um clube racista. A missão será limpar a honra e ficar aberto a investidores, que paguem R$ 200 milhões pelo naming rights do seu estádio…

1reproducaolance1 O julgamento mais importante da história do Grêmio. Voltar à Copa do Brasil é mostrar ao mundo que não é um clube racista. A missão será limpar a honra e ficar aberto a investidores, que paguem R$ 200 milhões pelo naming rights do seu estádio...
A direção do Grêmio está desesperada para reverter a sua exclusão da Copa do Brasil. Não só pela disputa da competição, o time se recuperou nas mãos de Felipão. A vaga na Libertadores pode vir no Brasileiro. A situação é muito mais profunda. O clube não quer ficar marcado como racista. Além disso, pode perder até R$ 200 milhões, o preço do naming rights da sua nova arena.

O futebol brasileiro ficou desmoralizado depois da Copa do Mundo. O planeta vive uma crise econômica pesada. Várias empresas deixaram de investir em futebol. Principalmente no país. São Paulo, Palmeiras e Santos não têm patrocínio master, por exemplo. O Grêmio recebe R$ 12 milhões do Banrisul. É um patrocínio viabilizado politicamente. Dependendo do resultado das eleições, ele pode ser rompido em 2015. Existe a possibilidade.

Mas a preocupação mais premente de Fábio Koff e seus companheiros de diretoria é outra. Há dois anos o clube gaúcho tenta vender o batismo de sua nova arena. Ex-dirigentes deixaram vazar que uma empresa londrina estaria interessada em comprar os naming rights por vinte anos. O Grêmio estaria pedindo R$ 200 milhões por vinte anos. As negociações teriam começado antes da Copa do Mundo.

Tudo caminhava lentamente, com idas e vindas. Nada fechado. Outras empresas orientais já estiveram interessadas, desistiram. Tudo caminhava travado até que houve a partida contra o Santos pela Copa do Brasil. Pequena parte das organizadas gremistas xingou Aranha de macaco. Patricia Moreira da Silva foi flagrada pelas câmeras da ESPN Brasil. Seu rosto se contorcendo de ódio ofendendo o jogador negro ganhou o mundo.

A sentença histórica do STJD eliminando o Grêmio da Copa do Brasil, por atitudes racistas de sua torcida, ganhou o mundo. Até o presidente da Fifa, Joseph Blatter, elogiou a decisão. Era tudo o que os dirigentes não poderiam querer. Foi um pesadelo para os dirigentes. A imagem do clube gaúcho sofreu um desgaste incomensurável. Que empresa internacional gostaria de ligar seu nome com uma equipe marcada pelo racismo? Nenhuma. Desde então, silêncio em relação à tal empresa londrina.

Por isso o julgamento do Pleno do STJD vale tanto para o Grêmio. Transformar a eliminação da Copa do Brasil em perda de mando de dois jogos é a missão dos seus advogados. Eles estão instruídos por Koff para 'dar a vida' diante dos auditores. O recurso gremista já deveria ter sido analisado na semana passada, no dia 19. Mas auditores mais experientes não podiam participar. Por isso o julgamento foi adiando para essa próxima sexta-feira.

1reproducao22 O julgamento mais importante da história do Grêmio. Voltar à Copa do Brasil é mostrar ao mundo que não é um clube racista. A missão será limpar a honra e ficar aberto a investidores, que paguem R$ 200 milhões pelo naming rights do seu estádio...

A esperança na diretoria do clube gaúcho é enorme. E tem origem na drástica redução da pena de Petros do Corinthians. O jogador havia tomado seis meses de suspensão pelo STJD. Ao analisarem o recurso no Pleno do mesmo STJD, os auditores chegaram à conclusão que houve um exagero. E deram apenas três partidas de suspensão pelo tranco que ele deu no árbitro Raphaeu Klaus.

O procurador Paulo Schmidtt ficou revoltado com a decisão. Achou descabida a redução drástica na pena de Petros. E entrou com recurso, buscando nova decisão. As chances de nova revisão são mínimas. No Corinthians há a certeza de que a batalha está ganha.

Koff argumenta que o clube faz campanha contra o racismo há muito tempo. Mesmo antes da fatídica partida contra o Santos, no dia 28 de agosto. O clube tentou se reconciliar oficialmente com Aranha antes do jogo pelo Brasileiro na semana passada. O goleiro santista não quis. Foi duramente vaiado e até ironicamente chamado de "Branca de Neve" por gremistas. Foi uma provocação lastimável ao goleiro negro.

Desde o jogo pela Copa do Brasil, as organizadas baniram o gritos de 'macacos' em suas músicas. Por décadas, a ofensa foi feita contra o rival Internacional. A origem vem do fato de os colorados usarem jogadores negros quando não era o costume no Rio Grande do Sul.

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A tese do clube no primeiro julgamento será reforçada. Que foram pouquíssimos torcedores que tiveram atitudes racistas contra Aranha. Vão usar as imagens da própria ESPN Brasil e voltar a mostrar que, além de Patricia, cerca de dez ofendiam o goleiro santista.

A imprensa gaúcha tem recebido mensagens de otimismo dos dirigentes do Grêmio. Há a convicção de que o clube irá se safar na sexta-feira. Há também o nítido interesse em não propagar a imagem do Rio Grande do Sul como estado racista. Políticos locais também desejam a reversão da pena até pela população gaúcha.

Ao Grêmio vale muito a reversão da exclusão. Para deixar de ser o primeiro clube do país a ser banido de uma competição por racismo. Seria uma mancha pesada demais na sua história. E depois pelo lado comercial. A rejeição a tudo que tenha relação com discriminação é rejeitado internacionalmente.
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Em 2012, as organizadas do Zenit da Rússia publicaram uma carta. Assumiram publicamente que não queriam negros e gays jogando no clube. Foi um vexame internacional.

"Não somos racistas, mas para nós a ausência de futebolistas negros no plantel do Zenit é uma importante tradição que reforça a identidade do clube. Somos a equipe mais ao norte das grandes cidades europeias e nunca tivemos vínculos com a África, a América Latina, Austrália ou Oceania. Não temos nada contra habitantes destes continentes, mas queremos que joguem no Zenit atletas afinados com a mentalidade e o espírito da equipe."

Hulk não nega que já sofreu com atos racistas dos torcedores da equipe. Esteve a ponto de pedir para sair do clube. Mas foi convencido a ficar pelos dirigentes. O Zenit sofre grande rejeição comercial por conta do racismo de seus torcedores.

É tudo o que Fábio Koff não quer que aconteça com o Grêmio. Por isso ele precisa tanto da reversão da pena nesta sexta-feira. R$ 200 milhões é muito dinheiro. Mas o desgaste da imagem do clube no mundo inteiro vale muito mais. O pleno do STJD terá um dos julgamentos mais importantes de sua história. Que fique a lição para Patricia e alguns ignorantes que pensam que estádio é lugar para comparar negros a macacos. Seus atos repugnantes em relação a Aranha estão custando caro demais para o clube que juram amar...

1reproducao23 O julgamento mais importante da história do Grêmio. Voltar à Copa do Brasil é mostrar ao mundo que não é um clube racista. A missão será limpar a honra e ficar aberto a investidores, que paguem R$ 200 milhões pelo naming rights do seu estádio...

(E a estupidez continua. No seu instagram, Gil do Corinthians foi vítima de racismo. Foi xingado de 'macaco de m...' Ele e seus representantes estão analisando a possibilidade de processar na justiça o autor da ofensa. Enquanto não houver punições exemplares, os racistas vão continuar a agir...)

“Sou o ‘pai’ do Paulo Nobre. E ele precisa reagir. Mostrar por que é presidente. O Palmeiras não pode ser rebaixado pela terceira vez. Chegamos no fim da linha.” Mustafá Contursi…

1ae30 “Sou o ‘pai’ do Paulo Nobre. E ele precisa reagir. Mostrar por que é presidente. O Palmeiras não pode ser rebaixado pela terceira vez. Chegamos no fim da linha.” Mustafá Contursi…

De nada adiantaria Paulo Nobre ser bilionário se não tivesse um grande apoio político no Palmeiras. E os conselheiros mais importantes do clube, principalmente os ex-presidentes como Belluzzo, Della Monica e Tirone, apontam o responsável por ele ter chegado à presidência: Mustafá Contursi.

Em um dos momentos vexatórios do clube, o homem mais forte dos bastidores palmeirenses aceitou falar. Aos 74 anos, não foge ou se omite. Nesta manhã de segunda-feira, com o gosto amargo da derrota por 6 a 0 para o Goiás, com o time na lanterna do Campeonato Brasileiro. E assumir publicamente sua responsabilidade na atual gestão.

"Sou mesmo pai do Paulo Nobre. Não vou esconder. O apoiei a chegar até a presidência. Ele errou, ficou deslumbrado, mas ainda é melhor do que os nomes que a oposição apresenta. Só precisa entender que a hora é de reagir. Tudo que não pode fazer é ficar paralisado diante de tudo o que está acontecendo. (...) Estou, como qualquer palmeirense, assustado. Fiquei desesperado vendo a equipe esfacelada, sendo goleada pelo Goiás. Estamos em último lugar, temos de escapar do rebaixamento. Chegamos ao fim da linha", avalia Mustafá em entrevista exclusiva.

A grande maioria dos conselheiros do clube diz que a culpa por Paulo Nobre ser presidente é sua. Seu apoio levou um bilionário inexperiente à presidência do Palmeiras. Todos repetem que você é o 'pai' dele...

Sou mesmo o pai do Paulo Nobre. Não vou esconder. Como os conselheiros tanto falaram a você. O apoiei a chegar até a presidência. A partir daí, as decisões foram dele e do grupo que ele escolheu para ajudá-lo. Ele errou, ficou deslumbrado, mais ainda é melhor do que os nomes que a oposição apresenta. Sua grande falha foi nos conceitos. O Paulo disse que iria profissionalizar o clube. Mas sempre tivemos pessoas remuneradas cuidando do futebol. Eram pessoas competentes. O tempo já passou para provar que a reformulação tão propagada no futebol não deu certo. E ele não mudou o rumo. O presidente precisa reconhecer quando as coisas não estão dando certo e agir. Esta é a grande falha do Paulo Nobre. Não admitir os erros e buscar novas saídas.

Você está falando do Brunoro?

Não estou dizendo nome nenhum. Falo sobre conceitos, resultados. O clube está há mais de um ano sem patrocínio. Como é que posso concordar com isso? O time de futebol está cada vez pior. Não posso concordar com isso. O Paulo tentou implementar os contratos por produtividade no Palmeiras. Não é fácil enfrentar todo um sistema. Os outros clubes como é que pagam no Brasil? O Paulo buscou o que era mais moderno na Europa. Não foi omisso. Também teve coragem e foi buscar um treinador argentino que deu muitos resultado no futebol sul-americano. Mas lá na Argentina o rebaixamento leva em consideração a média de três anos. Aqui, não. Foi muita pressão para o argentino. Ou seja, o Paulo não se omitiu, tentou algumas mudanças. Mas é preciso reconhecer que várias delas não deram certo. E mudar a direção das coisas. Mas ele também foi prejudicado.

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Foi prejudicado pelo que, Mustafá?

Pelas péssimas administrações que o antecederam. O clube financeiramente estava comprometido. Presidentes anteciparam arrecadações como direito de transmissão de jogos, pediram empréstimos. O Paulo tinha apenas 25% do dinheiro que precisava para tocar o Palmeiras. Por isso teve de colocar dinheiro do próprio bolso. Eu sou contrário. Acho um atraso na maneira de administrar. Mas reconheço que os R$ 105 milhões que emprestou ao Palmeiras fizeram o clube continuar tocando sua vida. Se não entrasse esse dinheiro no caixa, os jogadores estariam sem receber, as dívidas se acumulariam, seria o caos. Além disso há o estádio que está sendo reconstruído desde 2009. Tudo isso não o isenta do que que está acontecendo no futebol, mas o atrapalhou muito.

Você como palmeirense não ficou envergonhado ao ver que o estádio não estava pronto no dia 26 de agosto, dia em que o clube completou 100 anos?

Eu como palmeirense fico muito mais envergonhado em não ter a certeza que o estádio será viável financeiramente ao clube. Isso é que me preocupa de verdade. Os números nunca me convenceram. As pessoas deveriam ter muito mais responsabilidade, entender o quanto o acordo para a construção do estádio pode comprometer o futuro do clube. Isso, sim, que deveria ser colocado de maneira clara.

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Falando em vergonha e quanto ao futebol. Por que um clube com uma história tão vitoriosa está passando por tantas humilhações?

Estou, como qualquer palmeirense, desesperado pelo futebol. Fiquei desesperado vendo a equipe esfacelada, sendo goleada pelo Goiás. Estamos em último lugar, temos de escapar do rebaixamento. Chegamos ao fim da linha. As péssimas administrações do futebol fizeram o time chegar a este estado deplorável. E eu me incluo nesse pacote. Depois de acertar a saída da Parmalat, errei em montar a equipe rebaixada em 2002. Por fazer o contrário do que as pessoas rotulam. Me colocaram o carimbo de apostar no 'bom e barato'. Mas tinha vencido com uma equipe assim o Rio-São Paulo em 2000. Só que me deixei convencer e montar um time com jogadores consagrados e fomos rebaixados. Tínhamos o Levir Culpi como técnico. O Marcos, Leonardo Moura, Dodô, Zinho, Flávio Conceição, Arce, César, Rubens Cardoso, Nenê, Juninho, Muñoz. Fui fazer o que as pessoas pediam. E deu no que deu. O primeiro rebaixamento foi um choque para a história do Palmeiras reconheço. Só que tudo foi piorando, deteriorando com os presidentes que me sucederam. Mas duas coisas precisam ser ditas. Esse time que caiu nas minhas mãos massacraria o atual. A segunda é a reação, que precisa ser imediata para escapar do terceiro rebaixamento. Por um motivo muito simples.

Qual, Mustafá?

O Palmeiras pode ter um elenco até superior aos times que lutam para escapar do rebaixamento, mas a pressão é muito maior. A história vitoriosa do clube sufoca técnico, dirigente e principalmente jogadores. O medo de errar fica insuportável. E o abatimento psicológico domina o ambiente de uma maneira muito rápida. Ainda faltam 15 partidas para o time escapar da Segunda Divisão. A recuperação precisa ser imediata. Para o Palmeiras tudo ficará mais difícil se a definição ficar para as últimas rodadas.

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Mas não é complicado depender, por exemplo, de Valdivia. Ele é o principal jogador do elenco, o mais talentoso. Só que não mostra o menor comprometimento com o clube.

Explicar o que acontece com o Valdivia é simples. Ele é uma herança que caiu no colo do Paulo Nobre. Um jogador com um excelente contrato de cinco anos. Como é que um presidente [Belluzzo] tem a coragem de dar um contrato longo, caríssimo a um jogador? Compromete o orçamento do clube apostando em uma futura venda. Com o atleta caminhando para os 30 anos? É um absurdo. As condições levam esse atleta a se acomodar. O erro é do dirigente, incapaz de pensar no peso de suas atitudes no futuro.

Qual o potencial que você vê no atual Palmeiras?

Lógico que não é das melhores equipes da história do clube. Só que não é pior do que vários que estão na parte de baixo da tabela. Mas vejo um time assustado, muito cobrado, pressionado, tenso. A Comissão Técnica é honesta, experiente, trabalhadora. O material humano não é de alto nível. Mas o suficiente para escapar da Segunda Divisão. Só que o lado psicológico vai pesar demais nesses últimos jogos. Se seria bom sair de São Paulo, treinar longe de tanta pressão? Talvez. O que eu defendo é que algo precisa ser feito. Se as coisas continuarem assim, tudo ficará ainda mais difícil. Ainda mantenho a fé que vamos escapar.

Mesmo com o Palmeiras vivendo esse inferno, você defende um segundo mandato para o Paulo Nobre? Um pai não pode abandonar o filho no meio do caminho...

Fui mesmo o pai do Paulo Nobre na sua briga pela presidência. E se o quadro continuar o mesmo, com essa gente na oposição em quem não confio, devo manter o meu apoio. O que não significa que ele será reeleito, já que nem se lançou ao segundo mandato. Eu acredito que o Paulo deve ter aprendido muito nestes primeiros anos. Deve ter percebido que não adianta se deslumbrar. O futebol de um clube grande como o Palmeiras precisa ser administrado com responsabilidade, austeridade. E é preciso ter visão e coragem para mudar os rumos do que não está dando certo, coragem. Não é preciso que eu fale o que está errado. Ele é muito inteligente. E deve saber o quanto foi mal cercado. Essas influências foram responsáveis por várias decisões equivocadas. Na parte administrativa, no marketing, no futebol. A hora é de reagir. Tirar o Palmeiras de qualquer maneira do caminho do rebaixamento. O que não pode acontecer é ficar paralisado. É preciso atitude. Não quero ver o clube de novo na Segunda Divisão. Os prejuízos são enormes. Tudo fica mais difícil na vida do clube. É um retrocesso em todos os sentidos. O Paulo tem de agir. Mostrar por que é presidente...
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Paulo Nobre e Brunoro são os responsáveis pela vitória por 6 a 0 do Goiás diante do pobre lanterna Palmeiras. A goleada não foi maior porque os goianos não quiseram. Tiveram dó…

 Paulo Nobre e Brunoro são os responsáveis pela vitória por 6 a 0 do Goiás diante do pobre lanterna Palmeiras. A goleada não foi maior porque os goianos não quiseram. Tiveram dó...
A culpa pela goleada do Goiás por 6 a 0 contra o Palmeiras não é de Dorival Júnior. Nem do limitado time que estava em campo no Serra Dourada. Mas de Paulo Nobre e José Carlos Brunoro. Um bilionário que se cansou de brincar de rali e um diretor, muito bem remunerado, e ultrapassado. Compraram juntos 35 jogadores medíocres. Juntos formam um dos piores times palmeirenses. Nobre e Brunoro estão pisando na história, humilhando os torcedores. Os goianos fizeram 4 a 0 no primeiro tempo. No segundo, marcaram mais dois. E diminuíram o ritmo, com dó dos rivais.

"Peço desculpas para o torcedor do Palmeiras. E até para a minha família. Está faltando vergonha na cara. Pela história do Palmeiras é inadmissível o que está acontecendo", reconhecia Diogo. Além de fraco tecnicamente, o time está destruída psicologicamente.

Não há nada de acaso no fato de o clube ser o último colocado no Brasileiro e estar caminhando para o terceiro rebaixamento em 12 anos. Este mais dolorido, porque 2014 é o ano em que o importante clube completa seu centenário. Dorival Júnior é o terceiro treinador entre maio e setembro. Situação patética, que demonstra apenas a falta de mínimo planejamento, de convicção.

O pior é que o clube está de joelhos diante do dinheiro de Paulo Nobre. Ele já emprestou R$ 105 milhões. Mesmo assim, as dívidas se acumulam. Já passam de R$ 300 milhões. Nenhuma empresa se dispôs a patrocinar a camisa palmeirense no seu centenário. Nobre brigou com Walter Torre, dono da construtora do novo estádio. E, por acaso, a arena está mais do que atrasada. O presidente perdeu Barcos, Henrique e Alan Kardec. Wesley também não negocia ida para o São Paulo.

1gazeta10 Paulo Nobre e Brunoro são os responsáveis pela vitória por 6 a 0 do Goiás diante do pobre lanterna Palmeiras. A goleada não foi maior porque os goianos não quiseram. Tiveram dó...

Valdivia, recebe R$ 475 mil desde 2010. Humilha constantemente os dirigentes. Arruma inúmeras confusões. Sabe que no meio de tantos jogadores ruins, ele é rei. Faz o que quer. Conselheiros garantem que a multa anunciada por sua expulsão contra o Flamengo não foi e não será cobrada. Apenas foi anunciada para a imprensa. E lógico que ele não estava no Serra Dourada. Nos jogos que o clube precisa dele nunca está.

São vexames seguidos de vexame. O bilionário continua o grande favorito à reeleição. Ou seja, mais dois anos de um gestor amador, mimado, inexperiente e muito mal cercado.

Pelo menos, os atos de vandalismo pararam. A cúpula da Polícia Militar foi muito clara com as lideranças das organizadas palmeirenses. Depois que a loja oficial do clube foi queimada, em 2012, tudo se acalmou. Porque os chefes das torcidas seriam responsabilizados pela violência. Os protestos contra Nobre e Brunoro têm sido pacíficos até agora.

No Serra Dourada, o Palmeiras tomou a maior goleada da sua história nos Brasileiros. Triste saber que o Goiás venceu por 6 a 0. Esquerdinha, Ramon, Erik, David, Thiago Mendes e Welinton Júnior fizeram os gols. Mas o time da casa poderia ter marcado muito mais. Teve dó no segundo tempo. Tocou a bola. E mesmo assim, não escapou de fazer outros dois. O adversário era ruim demais. Esse é o triste Palmeiras que Paulo Nobre e Brunoro montaram com suas 35 contratações...
 Paulo Nobre e Brunoro são os responsáveis pela vitória por 6 a 0 do Goiás diante do pobre lanterna Palmeiras. A goleada não foi maior porque os goianos não quiseram. Tiveram dó...

Mano deixou o Corinthians ser Corinthians. E Muricy travou covardemente o São Paulo. Vitória justa, merecida do dono do Itaquerão por 3 a 2. Guerrero desequilibrou o jogo…

1ae29 Mano deixou o Corinthians ser Corinthians. E Muricy travou covardemente o São Paulo. Vitória justa, merecida do dono do Itaquerão por 3 a 2. Guerrero desequilibrou o jogo...
O Corinthians teve ambição, coragem. Nem parecia time treinado por Mano Menezes. Atacou do início ao final do clássico. E venceu o São Paulo no Itaquerão por 3 a 2. Clássico movimentado, emocionante, tenso.

Muricy Ramalho montou sua equipe de maneira decepcionante. Atrás, buscando apenas contragolpes e gols em bolas paradas. Muito pouco para quem deseja ser campeão do Brasil. Foi sua segunda derrota seguida em um momento importante do Brasileiro. Como o próprio Mano já abriu do mão título, o prazer sádico foi atrapalhar o rival na briga para conseguir seu sétimo título nacional. Não adianta tentar repassar a culpa do fracasso ao árbitro Luiz Flávio de Oliveira. O medo sabotou seu time.

"Nós tínhamos de ganhar do São Paulo na nossa casa. Conseguimos nos impor na raça, na vontade de ganhar. O Corinthians foi Corinthians e venceu", dizia, feliz, Guerrero. O peruano marcou um gol, sofreu um pênalti e esteve envolvido em outro. Além do que, provocou a expulsão de Alvaro Pereyra. Desequilibrou o jogo. Mostrou o que pode fazer quando tem companhia no ataque.

"Nós não estamos aproveitando as características do nosso time. Não estamos atacando. Por isso perdemos os dois últimos jogos. Precisamos alterar a nossa maneira de jogar", desabafou o experiente Michel Bastos. Ele tocava na ferida. O São Paulo perdeu para o Coritiba e para o Corinthians abrindo mão de seu potencial ofensivo. Tomo seis gol, fez três e não fez um ponto sequer.

Rogério Ceni fez tratamento intensivo para tentar disputar sua última partida contra o maior rival. Não conseguiu. Foi uma perda enorme. O líder da equipe fez falta nesse importante jogo. A proposta de Muricy sem poder escalar Pato frustrou quem esperava o São Paulo comprando a briga, tentando vencer para chegar mais perto do Cruzeiro. Nada disso. O time pisou no Itaquerão para tentar aproveitar os espaços que o Corinthians deveria deixar.

O jogo ainda começou da melhor maneira possível para o São Paulo. Marcou 1 a 0 logo aos cinco minutos. Kaká cobrou falta, a defesa corintiana falhou e permitiu que a bola sobrasse livre para Souza fazer 1 a 0. O gol foi um choque para o time de Mano. Fez o Itaquerão se calar por alguns momentos. Só que bastaram alguns minutos e ficou claro que o São Paulo abdicaria de jogar. Queria apenas se defender.

Apesar de ter escalado Luís Fabiano no lugar de Pato, impedido de jogar pela troca com Jadson, Muricy cometeu um pecado mortal. Deixou o veterano e lento atacante na frente. No mais, tratou de prender Kaká, Ganso e Alan Karde ao lado de Souza e Denilson. A formação do São Paulo eram duas linhas de marcação. Um com quatro zagueiros e outra com cinco atletas, volantes e meias. E apenas um atacante.

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Muito pressionado com a sombra de Tite e certo que não ficará em 2015, Mano tratou de montar seu time ofensivamente. Entrou com quatro zagueiros, Ralf e Bruno Henrique e Renato Augusto. A surpresa Danilo foi. Ele entrou no lugar de Elias, barrado por uma amigdalite. O veterano meia entrou como elo entre os volantes e os atacantes Guerrero e o jovem e promissor Malcom. Mano ainda liberou Fagner e Fábio Santos para atacar. Nem parecia Mano Menezes.

O Corinthians buscou a vitória do início ao final da partida. Incrível como Muricy travou sua equipe. Faltou ambição. Enorme desperdício assistir Kaká e Alan Kardec correndo atrás de Bruno Henrique e Ralf. Uma inversão total e descabida de valores. O São Paulo atuava como time pequeno. Auro e Álvaro Pereira muito travados, cuidando apenas da marcação.

Mano já queria seu time no ataque, com o campo oferecido pelo rival, tudo ficou mais fácil. Bastou colocar os nervos no lugar. Ainda mais perdendo a partida logo de cara. O frio Danilo e o explosivo Guerrero foram fundamentais para o Corinthians se impor. A ajuda da torcida também foi impressionante. O treinador corintiano acertou na mosca ao optar pelo veloz e desinibido Malcom, vindo da base. Como teve uma passagem ainda garoto no São Paulo, o menino atuou com raiva, querendo provar o erro que seu ex-clube cometeu ao não aproveitá-la. Fez uma grande partida.

Estava claro que o São Paulo não suportaria a pressão corintiana. O time se ressentia de Rogério Ceni. O veterano goleiro não pôde atuar, contundido. Denis não passa a mesma confiança, segurança à zaga. Tudo piorou aos 21 minutos, quando Tolói teve uma distensão na coxa esquerda. Entrou o instável Antônio Carlos para atuar ao lado afobado Edson Silva. A missão corintiana ficava facilitada.

E não demorou para o Corinthians se aproveitar da troca. Guerrero se antecipou a Antônio Carlos, matou no peito e deu excelente passe para Malcom. O menino chutou, Dênis fez grande defesa, mas a bola voltou e o mesmo Antônio Carlos tocou a bola com a mão. Pênalti. Fábio Santos pediu para cobrar e bateu firme, no meio do gol, contra seu ex-clube. 1 a 1.

A impressão era que a virada não tardaria. Guerrero fazia o que queria contra a fraca zaga são paulina. Denílson e Souza também davam muito espaço para Danilo coordenar a intermediária. Mas houve uma falta no final do primeiro tempo para o time de Muricy. E outra vez a zaga corintiana, que piorou demais com Anderson Martins, deixou um são paulino livre. Desta vez a bola sobrou para Edson Silva chutar para as redes de Cássio. 2 a 1, São Paulo, aos 44 minutos do primeiro tempo.

3gazeta Mano deixou o Corinthians ser Corinthians. E Muricy travou covardemente o São Paulo. Vitória justa, merecida do dono do Itaquerão por 3 a 2. Guerrero desequilibrou o jogo...

Muricy trocou a inutilidade de Luís Fabiano na frente por Michel Bastos no intervalo. Adiantou Alan Kardec. Mas deveria ter também mandado Kaká e Ganso passar da intermediária. Eram meros ajudantes de volantes. Absurdo. O Corinthians voltou ainda mais ofensivo e vibrante. A raça de Guerrero era contagiante. E outra vez foi ataque contra defesa.

Mas, ironia do destino, em uma das pouquíssimas vezes que o São Paulo buscou o ataque, sofreu o empate. Em um contragolpe, Malcom deu passe excepcional para Guerrero. O peruano entrou na área são paulina em velocidade. Álvaro Pereira se arriscou, deu um carrinho. Derrubou o corintiano. Pênalti e ainda cartão vermelho. O São Paulo ficava com dez. Fábio Santos bateu com convicção no canto esquerdo: 2 a 2.

O Corinthians dominava a partida de vez. E em um lance de sorte de Mano, Danilo decidiu a partida. O veterano meia iria sair para entrar Luciano. Mas o treinador resolveu esperar um pouco. Foi tempo suficiente para Danilo receber de Guerrero e em um toque deixá-la na cara de Dênis. Tabelinha básica mas de puro talento. O peruano não desperdiçou. 3 a 2, Corinthians aos 28 minutos.

Foi quando o São Paulo tentou atacar. Mas com um a menos ficou muito difícil. Fábio Santos facilitou um poucos as coisas. Buscou expulsão infantil ao dar carrinho violento em Osvaldo no meio de campo. Com dez contra dez, os corintianos mostraram mais raça e conseguiram manter a importante vitória. Foi um clássico emocionante e que fez o São Paulo pagar caro pela covardia tática do seu treinador.

5ae Mano deixou o Corinthians ser Corinthians. E Muricy travou covardemente o São Paulo. Vitória justa, merecida do dono do Itaquerão por 3 a 2. Guerrero desequilibrou o jogo...

Foi absurda a briga entre as facções Pavilhão 9 e Camisa 12. Duas organizadas do próprio Corinthians. O embate aconteceu no local que a diretoria havia retirado as cadeiras. Já que em quase todas as partidas elas eram vandalizadas pelos próprios corintianos...

Outro ponto inaceitável foi a homofobia dos dois lados. As organizadas do São Paulo ridicularizaram a torcida gay Gayvotas da Fiel, abortada pelo próprios corintianos. E ainda cantaram músicas chamando os rivais de homossexuais. Os corintianos retrucaram gritando 'bicha' cada vez que Dênis batia o tiro de meta. O STJD promete punir tanto Corinthians como São Paulo pelas manifestações. O tribunal tem de agir. Estádio de futebol não comporta racistas e também não é o paraíso de homofóbicos. O ser humano precisa ser respeitado em todo lugar neste país. Até em campo de futebol...

3gazeta1 Mano deixou o Corinthians ser Corinthians. E Muricy travou covardemente o São Paulo. Vitória justa, merecida do dono do Itaquerão por 3 a 2. Guerrero desequilibrou o jogo...

Um pouco de humor politicamente incorreto no futebol. Para aliviar esse clima de racismo, violência, injustiças no STJD, incompetência da Seleção Brasileira. E tantas mentiras dos candidatos reais nesta eleição…


Porta dos Fundos é um produtora de vídeos cômicos. Ela revolucionou o humor brasileiro. Não só na Internet. Mas no país. São episódios curtos, politicamente incorretos. Com direito a palavrões, situações bizarras, irônicas, indecentes. Criada em 2012. Em dois anos chegou a um bilhão de visualizações no youtube. É um fenômeno que alavancou as carreiras de Fábio Porchat, Antônio Tabet, Gregório Duviver, Clarice Falcão e outros. Virou livro e até um programa que irá estrear na tevê a cabo.

Tanto sucesso inspirou outros projetos. Como o canal Desimpedidos. Tabet, dono também do Kibe Loco, se associou ao jornalista Felipe Andreoli e outros sócios. Entre eles, o jogador Kaká do São Paulo. A ideia segue na mesma linha do deboche. Começou na Copa das Confederações. Conseguiu um grande destaque ao promover a campanha pedindo para Ibrahimovic vir para o Mundial do Brasil, mesmo com a Suécia eliminada. Ele soube da campanha e veio.

Agora com as eleições, o Desimpedidos começou uma campanha polêmica. O PDZ, o Partido da Zueira. Ironiza jogadores e treinadores. Neste momento tão difícil, com atitudes racistas, selvageria de organizadas, desmandos do STJD, clima derrotista depois do 7 a 1 da Alemanha, o humor pesado dos Desimpedidos.

Recebi os vídeos da produtora de vários internautas. Todos com o tema eleição. Adriano, Rogério Ceni, Edmundo, Vanderlei Luxemburgo, Bruno e até mesmo Rogério Ceni estão presente. Ninguém foi poupado. Mesmo com Kaká sendo sócio, o goleiro do São Paulo também foi alvo das gozações.

O que me chamou a atenção foi a postura dos leitores do blog. Alguns revoltados, outros empolgados com tanta criatividade. As situações debochadas são humorísticas. Nada além disso. Deixo o julgamento para cada um, como tem de ser em um país democratizado. Cada pessoa deve saber o que é melhor para si, sem a tutela de nenhum governante...

Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado…

1futurapress2 Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado...
Há exato um ano, a manhã começava com uma grande novidade no futebol brasileiro. Mano Menezes havia demitido o Flamengo. Depois de uma goleada por 4 a 2 diante do Atlético Paranaense, na noite anterior. Em pleno Maracanã. Foi a senha. O Parque São Jorge se agitou. O prestígio de Tite estava caindo na diretoria. Principalmente com Mario Gobbi. Ele sonhara com o bi da Libertadores, em ganhar outra vez o Mundial no Japão. E viu suas expectativas se desfazerem rapidamente.

A desilusão com Tite já havia nascido na resistência do técnico à contratação de Pato. Gobbi havia combinado com a cúpula da Nike. O Corinthians, se campeão mundial, teria uma grande estrela internacional para vender camisas. Confirmado o título, veio o midiático namorado da filha de Silvio Berlusconi. Acabou de imediato o motivo de comemoração de Adenor. Ele é comprometido demais com os elencos vencedores. Se já foi apaixonado com o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil, 2001, tinha laços de sangue com o time campeão da Libertadores e Mundial.

Ele mais do que ninguém considerou a chegada de Pato uma traição aos seus jogadores. O time já estava arrumado. Principalmente o ataque. Ele não queria mudar. Mas teria. Como barrar Alexandre Pato, comprado a peso de ouro por R$ 43 milhões? Pois Tite enfrentou Gobbi. Não deu moleza ao então genro do ex-primeiro ministro italiano. O banco virou seu companheiro para desespero da direção corintiana e da Nike. Como vender camisas de um mero reserva?

A relação do treinador e do presidente apodreceu rapidamente. Só o vice de futebol, Roberto de Andrade, continuava ao lado de Tite. Ele sabia o quanto o clube havia sabotado as chances de Adenor chegar à Seleção. Gobbi avisou Marin que não liberaria o treinador. Compraria uma briga pública. Isso teve um peso. Apesar de Marin ter Felipão como primeira opção, não gostou da insurgência corintiana. O que só aumentou a rejeição a Adenor, já grande por causa da amizade com Andrés Sanchez.

Chegou o mês das noivas no ano passado. E com ele, o Boca Juniors e o juiz paraguaio Carlos Amarilla. O Corinthians de Tite foi absurdamente prejudicado. Mas na prática, o resultado não deixava dúvidas. Acabaram os sonhos de nova conquista de Libertadores e de Mundial no Japão. Gobbi foi tomado por grande ira. Desde a renovação de contrato de Sheik, não forçar a venda de Paulinho para a Inter de Milão em dezembro de 2012 e, claro, ver Pato no banco. Tudo se voltou contra Tite.

1ae28 Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado...

Não era só a Gaviões que cantava o mantra "a Libertadores é obrigação". O presidente também insistia que era o mínimo que Tite poderia oferecer ao final do ano. Mas o time não conseguia reagir. O treinador não se preparou para a perda de Paulinho, volante que vivia a melhor fase de sua carreira. Ele tinha quatro funções na equipe de Adenor. Marcava, articulava, surgia como elemento surpresa para bater a gol e ainda era a melhor opção aérea em bolas paradas. Além disso, depois de três anos, para Gobbi, Tite havia se acomodado e perdido a gana com a efetivação de Felipão na Seleção.

Foi quando Mano se cansou do elenco fraco do Flamengo. Ele e seu empresário Carlos Leite perceberam o quanto estavam regredindo na carreira. O fracasso na Seleção já havia sido um baque enorme. O possível rebaixamento com o time mais popular do Brasil seria um caos. Depois da derrota por 4 a 2 para o Atlético Paranaense, Mano resolveu abandonar tudo. Pagou do próprio bolso R$ 400 mil para deixar a Gávea.

A partir do dia 20 de setembro de 2013, a rotina de Tite mudou. Ele percebeu que a sombra de Mano Menezes cresceu de forma incrível, insuportável no Parque São Jorge. Jornalistas foram bombardeados de informações vindas de conselheiros da situação. Já estava decidido: o reinado de Adenor acabaria em 2014. Tite procurou a confirmação com Gobbi, mas ouviu que ainda não havia nada definido.

Naquela época, Gobbi e Andrés estavam muito unidos. O presidente ouvia seu mentor. Principalmente nas grandes decisões no futebol. Sanchez tinha uma dívida com Mano. Ele o havia colocado na Seleção, garantido que disputaria a Copa do Mundo de 2014. Não iria prever que seu protetor, Ricardo Teixeira acabaria tendo de se exilar, pressionado pela Fifa, graças ao escândalo da ISL. Andrés acompanhou de perto sua desventura no Flamengo. Ele decidiu que seria a hora perfeita do retorno ao Corinthians. Sugeriu o nome a Gobbi e ficou tudo certo.

2ae14 Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado...

Os últimos três meses de Tite no Corinthians em 2013 foram lamentáveis. Ele agia como um zumbi. Abatido por ver seu sonho de Seleção ter escapado, assim como a Libertadores, o Mundial. E ainda tinha certeza que o cargo já era de Mano Menezes. O vice Roberto de Andrade ficou constrangido como a situação foi conduzida. Ele e o diretor Duílio Monteiro Alves acreditavam que Tite mereceria mais respeito. O treinador conquistado a desejada, inédita Libertadores ao clube. Além disso, os dois se sentiram desmoralizados ao serem apenas notificados que a decisão estava tomada. Mano comandaria o time em 2014. Por isso os dois se afastaram do Corinthians.

Tite ficou muito magoado com Mano. Deixou o Corinthians certo que já havia acertado desde setembro sua volta ao Parque São Jorge. Situação que ele nunca perdoou. Na sua despedida do Corinthians, Roberto de Andrade o procurou e deixou claro que a decisão não havia sido dele. O técnico soube que foi Gobbi e Andrés que optaram por sua saída. Mano sempre jurou ter fechado seu retorno depois que o clube anunciou a não renovação com Adenor.

Exatamente um ano depois, a situação é exatamente a inversa. Mano Menezes tem a certeza que não irá continuar no Corinthians em 2014. E que Tite já acertou seu retorno com Roberto de Andrade, favorito a substituir Gobbi a partir de fevereiro de 2015. Agora a amargura domina não só o pragmático técnico como seu empresário Carlos Leite. Pressionado, Luís Antônio vem tomando decisões que só aceleram o processo de sua rejeição no Parque São Jorge.

Gobbi teve taquicardia. Não acreditou ver Mano jogando a toalha, abrindo mão do título do Brasileiro. E publicamente, depois do empate com a Chapecoense no Itaquerão. Os torcedores já estão fugindo do estádio, ficaram mais desestimulados ao saber que o Corinthians não pode ser campeão, nas palavras do seu próprio técnico.

4ae1 Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado...

Para desviar o foco dos seus frustrantes empates, Mano tenta desviar o foco. Invoca a derrota do time do amigo Muricy Ramalho. Provoca revolta no São Paulo. Mas sua postura é lamentada dentro da própria diretoria corintiana. A atitude foi deprimente, pequena.

Tite é muito leal com amigos. Duro, porém, com os inimigos. Chegou a hora do troco e ele não está poupando Mano. Deu inúmeras entrevistas nestes dias. Seu objetivo. Mostrar que está pronto para voltar a trabalhar. Afirmou sem meias palavras que gostaria de retomar seu ciclo no Corinthians. Guardou essa afirmação para a Folha de São Paulo. Falou sabendo que suas palavras repercutiriam no Parque São Jorge.

Pressiona de vez o técnico rival para o clássico contra o São Paulo, na sequência do Brasileiro e na Copa do Brasil. Depois de um ano, Mano sente a estocada. No clube todos sabem que Tite é o treinador de Roberto de Andrade. Gobbi não pode fazer nada. Apenas assegurou a Mano que o cargo é dele até o final de seu mandato.

Mas Carlos Leite sabe ser uma bobagem manter seu contratado até fevereiro. O melhor será acertar a saída em dezembro. E começar o ano em outro clube, com direito a montar novo elenco.

A situação é tão constrangedora como há um ano. Aliados de Roberto de Andrade asseguram que nem o clube vencer a Copa do Brasil, o cargo continuará com Mano. Assim como aconteceria em 2013, com Mano. Conseguir vaga na Libertadores virou mera obrigação burocrática.

O atual treinador corintiano perdeu a proteção de Andrés. Ele se afastou de Gobbi e está preocupado com sua campanha para deputado federal. Luiz Antônio está desprotegido, pressionado, tenso. Exatamente com Adenor no dia 20 de setembro de 2013. A vingança realmente é um prato que se come frio. Gelado...
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Corinthians e Polícia Militar admitem o fracasso. Os vândalos venceram. Não haverá mais cadeiras no setor das organizadas no Itaquerão. O Palmeiras e o São Paulo podem seguir o mesmo caminho. Vexame do estado mais rico da América Latina…

1ae27 1024x576 Corinthians e Polícia Militar admitem o fracasso. Os vândalos venceram. Não haverá mais cadeiras no setor das organizadas no Itaquerão. O Palmeiras e o São Paulo podem seguir o mesmo caminho. Vexame do estado mais rico da América Latina...
São Paulo. Cidade mais rica e mais desenvolvida da América Latina. Mas nada disso importa em relação ao Itaquerão. A arena que sediou a abertura da Copa do Mundo prova a selvageria de quem habita por aqui. E também atesta a incompetência de sua polícia e dos dirigentes corintianos. Ambos estão de braços dados nesta derrota histórica. Os selvagens e vândalos venceram.

O presidente Mario Gobbi mandou divulgar. A partir de domingo não haverá mais cadeiras nos setores onde ficam as torcidas organizadas. Não só as visitantes, mas também as do próprio Corinthians. Eles terão de acompanhar as partidas em pé. Um passo atrás na modernidade. Tapa na cara de quem acreditava que as novas arenas da Copa serviriam para trazer conforto ao torcedor.

A direção corintiana discutia esse assunto há muito tempo. Temia a repercussão. O vexame. Mas se rendeu diante da realidade atual do Brasil. A Polícia Militar avisou que não teria como se responsabilizar pelos dois mil são paulinos. Se eles quisessem quebrar as cadeiras onde ficariam, não haveria como impedir. Nem deter todos para descobrir quem danificou ou não as cadeiras reservadas a eles.

O pior é que Gobbi teve de admitir que as organizadas do próprio Corinthians estavam quebrando cadeiras do Itaquerão. Torcedores já estavam acostumados a acompanhar os jogos de pé, em cima das frágeis cadeiras. Não só assistiam aos jogos, como pulavam, cantando. Várias e várias quebraram desde que o Itaquerão foi liberado para o clube após a Copa.

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, era o administrador do Itaquerão. Já havia chegado à conclusão que o melhor seria tirar as cadeiras das organizadas. Mas pediu que esperasse deixar o cargo para que a medida fosse tomada. Não queria perder prestígio com os torcedores. Ele é candidato a deputado federal pelo PT. E apoiado pelas chefias das organizadas corintianas.

O Itaquerão já foi palco de seu primeiro clássico. O jogo foi entre Corinthians e Palmeiras. Os palmeirenses quebraram, muitos de propósito. Foram 258 cadeiras no total. O prejuízo de mais de R$ 45 mil foi assumida pelo clube rival. Mas o desgaste, a exposição do estádio foi enorme, desnecessária.

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As cadeiras estão saindo para não mais voltar. Dirigentes corintianos usam a esfarrapada desculpa que o Borussia Dortmund faz a mesma coisa. Em seu estádio, as organizadas ficam em pé. Basta pensar nos estádios mais modernos do mundo. Não há mais lugar para acompanhar partidas em pé. A Fifa proíbe na Copa do Mundo. Nos países fica a critério de cada confederação.

A iniciativa corintiana tem tudo para provocar um efeito cascata. A ideia já chegou à cúpula do Palmeiras, da W. Torre. Dependendo do que acontecer no setor dos visitantes, a situação pode ser imitada. Assim como também no Morumbi. Na Vila Belmiro não há esse problema. Lá seriam necessárias picaretas, já que o Santos oferece arquibancadas de cimento frio para os visitantes.

A diretoria do Corinthians reconhece publicamente que perdeu. Tirou as cadeiras. Assim como também não há torneiras nos banheiros. A situação remete à uma piada popular. Com raiva do amante da esposa, o marido traído destrói a cama nova onde foi enganado.

Não foram só o Corinthians e a Polícia Militar os derrotados hoje. Perde a civilidade. De que adianta ser a cidade mais rica e desenvolvida da América Latina se não sabe enfrentar seus vândalos, seus criminosos? O certo seria processar e prender quem danifica o patrimônio particular. Mas falta competência. São Paulo protagoniza mais um vexame no Brasil. País onde privada em estádio de futebol é arma mortal...
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Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

1futurapress1 1024x682 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…
Foi nojento. Tudo orquestrado, combinado. Bastou Aranha pisar no gramado da arena do Grêmio para começar. Inúmeros torcedores gremistas começaram a gritar todos os palavrões que sabiam. "Filho da puta, corno e veado" eram os prediletos. E não se continham com palavras. Vários mostraram os dedos médios das mãos. Em comum, a fisionomia de ódio ao goleiro santista.

Aranha teve a coragem de se revoltar contra os gritos racistas de 'macaco', 'preto fedido' proferidos no dia 28 de agosto no mesmo estádio. Sua postura corajosa fez com que o Grêmio fosse eliminado da Copa do Brasil. Uma mulher de 23 anos, Patrícia Moreira da Silva, resumiu de maneira pavorosa a situação. Flagrada pelas câmeras de tevê gritando com raiva 'macaco' para o jogador negro que evitava que seu Grêmio marcasse algum gol. E fazia cera como todos os goleiros do mundo.

A postura de centenas, milhares de torcedores gremistas ontem foi vergonhosa. Eles perderam uma oportunidade de ouro. Seria a hora de mostrar ao Brasil a ignorância que é generalizar. Mostrar o erro que flamenguistas e várias outras torcidas comentem onde o time de Luiz Felipe Scolari vai depois daquele jogo. O ódio ao Aranha tão bem registrado pelas tevês só irá reforçar a associação de racismo ao clube tricolor. O que é um absurdo, já que milhões não podem pagar por uns poucos. Só o que aconteceu ontem foi deprimente.

"Nunca me senti tão mal em jogar em um lugar como me senti hoje. Vou ter de voltar outras vezes aqui, com tristeza. Mas foi bom para eu aprender. Esperava ser recebido de outra maneira. Porque eu acreditava que a grande maioria do torcedor gremista tinha repudiado, não concordado com aquelas atitudes (racistas). Mas pelo que vi hoje, eles concordam com tudo. Acham isso (o racismo) bonito. Mas eles seguem a vida deles e eu a minha."

Enderson Moreira perguntou ainda em Santos se Aranha queria jogar ontem contra o Grêmio, em Porto Alegre. Voltar ao estádio onde sofreu com racistas. E se envolveu em uma enorme polêmica que acabou com o banimento do clube da Copa do Brasil. O jogador insistiu que fazia questão de voltar. Tinha a certeza que seria apoiado pela maioria da torcida gremista. Iludido, pensou até que seria aplaudido. Uma reação que mostraria o quanto os gaúchos repudiariam os gritos de 'macaco' e 'preto fedido' dirigidos a ele.

Ledo engano. Membros das principais organizadas sabiam muito bem o que fazer. Demonstrar seu ódio ao jogador. Xingá-lo de todos os piores palavrões possíveis. Menos os racistas. Mostrar que estádios de futebol são os lugares reservados para o lixo da sociedade. Onde todas as frustrações, rancor e baixezas são permitidos. E desde o aquecimento, primeiro tempo, ida para o intervalo, volta do intervalo, segundo tempo e final do jogo. Durante todo esse tempo, havia gremistas xingando Aranha de 'filho da puta, veado e corno". Mostrando os dedos médios.

"Não tem perdão para eles. Muita gente morreu (por causa do racismo), muita gente sofreu. Tem gente que acha que está errada a punição. Fazer o quê? Paciência. Vim jogar futebol. Dei meu melhor. Esperava ser recebido de outra maneira. Acreditava que a maioria da torcida não tinha concordado com as atitudes", dizia o goleiro que jogou muito bem de novo, evitou a derrota santista, garantindo o 0 a 0.

1reproducao21 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

A negativa de perdão se justificava. Homens, mulheres, crianças, velhos. O ódio nas arquibancadas era assustador. A combinação era evidente. E se propagava pelo estádio. Só 'macaco' e 'negro fedido' e outras expressões que lembravam racismo eram proibidas. O resto estava liberado. Mas muitos gremistas assumiam como obrigação a retaliação, humilhar o goleiro que expôs o pior que acontecia nas arquibancadas em Porto Alegre. As letras provocativas das organizadas taxando os rivais do Internacional como 'macacos'. Que o Brasil parou para ouvir, prestar atenção depois de Aranha.

O jogador santista foi parado por repórteres na saída do jogo. Entre eles havia uma mulher, gaúcha. Ela fez de conta que não entendeu quando Aranha reclamava sobre a hipocrisia. Sobre a postura deplorável dos torcedores que o xingaram ontem, o tempo todo. Ela insistia que não entendia do que ele estava reclamando. O jogador santista foi ficando irritado. Percebendo que a repórter fingia não perceber a retaliação contra o goleiro. E que não teve nada de natural.

"Todo mundo sabe que a vaia hoje foi diferente. Ou não foi? Você sabe por quê? Por tudo o que aconteceu no outro jogo. Ou você concorda com o que aconteceu?" Falou e saiu de perto irritado. A repórter de Porto Alegre sorria, satisfeita. Ela havia conseguido tirar o jogador do sério. Postura deplorável, bairrista.

O Rio Grande do Sul não é o lar dos racistas. Muito longe disso. Mas existem alguns que estão manchando a imagem do Estado, do Grêmio. Eles deveriam ser combatidos. Não protegidos. O que aconteceu ontem na arena foi repugnante. Porque um jogador negro não aceitou ser chamado de 'macaco' em um estádio de futebol foi marcado. E massacrado moralmente. Ou como sua mãe, irmãos, esposas, filhos se sentiram vendo e ouvindo novos ataques gratuitos a Aranha?

2reproducao10 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

O pior de tudo é a expectativa que cerca o julgamento do recurso do Grêmio. O pleno do STJD irá decidir novamente se mantém ou não a exclusão do time da Copa do Brasil. A decisão foi aplaudida no mundo todo. Até a Fifa parabenizou a CBF pela postura firme contra o racismo. O repórter Luiz Henrique Benfica, do Zero Hora, é muito bem informado. Ele garante que a expectativa dos gremistas é de perdão. Os auditores devem esquecer o banimento e recolocar o time na Copa do Brasil. E transformar a punição em apenas duas perdas de mando na mesma competição, só que em 2015.

Se Benfica estiver certo será um absurdo. A desmoralização de vez do futebol brasileiro. Alguns torcedores gremistas chamam Aranha de 'macaco' e até imitam o animal. O motivo é pelo jogador santista ser negro. Vinte dias depois, os dois times se encontram no mesmo palco. O goleiro é massacrado moralmente por muitos outros gremistas. Só não ouve gritos racistas. O resto estava liberado. E uma semana depois, o Grêmio é perdoado? O exemplo é esquecido?

Se isso acontecer, será a senha para os intolerantes serem convocados de vez para as arquibancadas dos estádios brasileiros. Se é tolerado o racismo, como barrar outros radicais? Há quem não suporte judeus, árabes, orientais, índios, nordestinos e até gaúchos. Os auditores do STJD têm uma missão importantíssima, histórica nas mãos.

O problema nunca foi o Grêmio. Nem sua torcida como um todo. Muito menos todos os membros das organizadas. Mas os racistas infiltrados. A exclusão da Copa do Brasil serviu para mostrar que eles não serão tolerados. O que aconteceu ontem na arena com Aranha só reforçou o acerto da decisão.

Se o STJD voltar atrás e recolocar o Grêmio na Copa do Brasil, causará o maior prejuízo na luta contra o racismo no futebol desse país. A situação é surreal, mas muito possível. Infelizmente, a prática recomenda esperar sempre o pior vindo da CBF...

Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

1ae25 Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?
"São-paulinos, infelizmente, parece que meus temores se concretizaram. Não há dúvida de que a lambança do senhor Aidar e dos dirigentes do São Paulo está se refletindo na comissão técnica e no time. Ontem, o São Paulo foi completamente diferente do Guerreiro São Paulo do jogo contra o Cruzeiro.

Entramos com a pressão de vencer, de não poder falhar em nada e ainda com desfalques importantes como o de Rogério Ceni e Kaká. Mais uma vez a ausência de um dos integrantes do quarteto ofensivo volta a me preocupar: se dependermos da formação completa para vencer, não estamos preparados para a liderança. Apesar da qualidade que Michel Bastos vem apresentando, Muricy ainda não encontrou um substituto à altura de Kaká e, saber que o meia será desfalques em outros jogos é alarmante.

Outra preocupação constante vem sendo nossa zaga, que ontem teve uma atuação fraca, insegura e completamente atrapalhada - pontos que o adversário soube usar a seu favor para disparar os 3 gols.

A distância para o Cruzeiro voltou a ser grande e, para completar, o próximo domingo nos reserva uma partida difícil contra o Corinthians no Itaquerão e o quarteto ofensivo estará novamente desfalcado.

No momento, só espero que os cartolas se entendam e a paz volte ao nosso São Paulo, e que o time volte a brilhar."

O texto do empresário Abílio Diniz reflete o medo de inúmeros conselheiros no Morumbi. Que a briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio reflita dentro de campo. Ela explodiu, selvagem e irracional, no melhor momento do time no Campeonato Brasileiro. Na véspera do jogo contra o líder Cruzeiro.

O time de Muricy Ramalho se impôs, venceu por 2 a 0 no Morumbi. O clube ficou a apenas quatro pontos do primeiro colocado. Mas isso pouco importou. Na segunda-feira, Juvenal foi ao Fox Sports e destilou seu ódio a Aidar. Foram deprimentes as afirmações.

"Ele (Carlos Miguel) é um imbecil. Estou arrependido até a morte (por ter apoiado a sua eleição). Foi o pior ato que já fiz na vida. Ele vai no clube e a mulher do sorvete fala: "E aí, senhor Juvenal?", ele fica louco. Como vou tirar um cara desses? Vai dar trabalho. São dois anos e meio."

Assim, sem meias palavras, Juvenal garantiu no ar e fora dele, a conselheiros aliados. Fará de tudo de tirar Carlos Miguel do cargo. Tornar a sua vida um inferno enquanto for presidente do São Paulo. O ex-presidente não se conforma de ter sido demitido por ele do comando da categoria de base, sediada em Cotia. E ainda espalhar que deixou o clube endividado. Para desmoralizá-lo garante que distribuía talões de convites para conselheiros nos shows do Morumbi e pagava premiações aos jogadores em dinheiro, dentro de 'saquinhos de pão'.

O futebol já começou a ser afetado. Juvenal continua mandando recados a Muricy. Diz para não confiar em Carlos Miguel e no seu vice Ataíde Gil Guerreiro, homem que está ocupando o cargo que era do ex-presidente na base.

1futura Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

Na primeira sequência de derrotas, Juvêncio garante que os dois demitirão o treinador. Antes, porém, alvo inicial deve ser seu auxiliar, Milton Cruz. Homem de total confiança de Juvenal. Está trabalhando como auxiliar técnico desde 1989. Juvenal garante que qualquer desculpa que ele der, perderá seu emprego.

O ambiente é de insegurança no elenco. Rogério Ceni é ligado umbilicalmente a Juvenal. Cansou, em véspera de eleição, de usar camisa amarela. Era o recado interno aos conselheiros, que ele estava com a chapa amarela de Juvenal. Muito se comenta que o goleiro ficou muito desapontado como o ex-presidente foi tratado. Rogério conhece bem de perto o drama de Juvenal. Aos 82 anos, ele está lutando contra um câncer de próstata. E deixou o tratamento várias vezes para trabalhar na campanha de Aidar.

A derrota do São Paulo contra o fraco Coritiba foi um banho de água fria no clube. Os três pontos que o time havia conseguido descontar do Cruzeiro de nada valeram. A distância entre os dois voltou a sete pontos.

Carlos Miguel havia viajado com elenco para 'blindar' o time e a Comissão Técnica. Mostrar que está 'tudo bem' no São Paulo com a demissão de Juvenal. Viajou à toa. A derrota por 3 a 1 só serviu para preocupar e dividir ainda mais os conselheiros do clube. É nítido o racha. Quem está do lado de Juvenal e quem apoia o presidente.

2ae13 Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

Aidar mandou os jogadores não tocarem no tema. E Muricy também foi aconselhado a não entrar nesta 'briga de cachorro grande'. Na prática, todo o entusiasmo do time depois da vitória contra o Cruzeiro, desapareceu. Há insegurança e tensão na véspera do clássico contra o Corinthians no Itaquerão.

Embora não pertença mais à diretoria, Juvenal Juvêncio já garantiu a seus pares que frequentará mais o Morumbi do que nos seus três mandatos seguidos como presidente. Tem como objetivo da sua vida tirar Carlos Miguel Aidar do poder. Ou tornar o clube ingovernável. Sua meta inicial é barrar a reforma do Morumbi, sonhada pelo atual presidente. Qualquer manobra política de Aidar estará marcada.

A começar pela vontade que tem de mudar o estatuto do clube. É preciso de 75% de quórum no Conselho Deliberativo para votação de projetos, como a reforma do estádio. Quando ela estiver na pauta, Juvenal garante que conseguirá esvaziar o CD e evitar sua aprovação. Os amigos de Juvenal garantem que há anos não o encontram tão determinado. Travar a administração Aidar virou o objetivo de vida do ex-presidente são paulino.

Carlos Miguel garante estar preparado para a guerra. Os conselheiros já se dividem. Emissários de Juvenal já conversam com aliados de Kalil Abdala. A intenção é criar um bloco contra o atual presidente. Emperrar as votações no Conselho Deliberativo.

Esse clima bélico atinge o time. Trava a preparação para o jogo com o Corinthians no Itaquerão. Pior para Muricy e seus jogadores. Eles já começam a sentir os reflexos dessa guerra de egos. A sensação que fica é a de que, para Juvenal e Aidar, o time que representa o São Paulo Futebol Clube é a última das preocupações...
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