Os motivos que fazem com que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira caminhe firme ao inédito. Fazer Minas Gerais ser campeã do Brasil por duas vezes seguidas. O trabalho no lado azul de Belo Horizonte é impressionante…

1cruzeiro1 Os motivos que fazem com que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira caminhe firme ao inédito. Fazer Minas Gerais ser campeã do Brasil por duas vezes seguidas. O trabalho no lado azul de Belo Horizonte é impressionante...
Rafael, Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Samudio; Willian Faria, Nilton, Marlone e Júlio Baptista; Alisson e Dagoberto. Com Tinga e Borges ainda podendo ser escalados. Essa equipe teria tudo para fazer uma campanha boa campanha no Brasileiro. Mas esse é apenas o time reserva do Cruzeiro.

O titular caminha forte atrás de algo inédito na história de Minas Gerais: o bicampeonato brasileiro. Fábio, Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro; Willian e Marcelo Moreno. Só São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul conseguiram títulos nacionais seguidos.

Nada é por acaso. De maneira discreta, o clube montou o melhor elenco do país. Com jogadores que podem manter o mesmo esquema moderno, de muita variação tática, recomposição montado por Marcelo Oliveira. O treinador tem conseguido algo que parecia utopia. Manter o time quase inteiro de um ano para o outro. Com a mesma vontade, gana. E até novidades táticas com o mesmo elenco. O Cruzeiro campeão brasileiro de 2013 foi aprimorado. Está melhor do que no ano passado.

Já abriu cinco pontos dos demais concorrentes. Sete pontos que perdeu no torneio são discutidos fervorosamente. Até por quem não torce para o Cruzeiro. A folga na liderança poderia ser incrível. 12 pontos na 16ª rodada. Mesmo assim, o aproveitamento já é de 75%. São 11 vitórias, três empates e duas derrotas.

O segredo não repousa apenas na visão tática privilegiada de Marcelo Oliveira. Mas na força para manter a disciplina na Toca da Raposa. Muitos técnicos insistem que não o jogador brasileiro atual é muito vaidoso. E não aceita ficar na reserva. Sabota o bom ambiente do grupo.

Tudo é às claras. "O Dagoberto é excelente jogador. Mas não tem o poder de recomposição do Willian. A verdade é essa. Eu tenho de pensar no melhor para o time." Foi assim ontem que o técnico matou pela raiz o nascimento do que poderia ser uma polêmica. O autor do gol da vitória sobre o Grêmio é um jogador consagrado, mas reserva no Cruzeiro. Deixo claro com todas as letras que é reserva e continuará sendo.

 Os motivos que fazem com que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira caminhe firme ao inédito. Fazer Minas Gerais ser campeã do Brasil por duas vezes seguidas. O trabalho no lado azul de Belo Horizonte é impressionante...

No Cruzeiro todos conseguem se controlar diante do assédio feminino. Não há empolgação com as indefectíveis farras, as festinhas de segunda-feira que varam a madrugada. Ao contrário do que acontece no Atlético Mineiro, o que o Cruzeiro tem conseguido o que é praticamente um milagre. Controlar disciplinarmente o grupo. Casos como os de Ronaldinho Gaúcho, Jô, Marcos Rocha não acontecem por lá.

Marcelo Oliveira deixou bem claro aos jogadores. Não permite abuso. E quem se arriscar sabe que a primeira punição será a perda de posição. Pelo nível dos reservas, quem brincar sai do time e pode não voltar.

Os adversários sentem com amargor as variações táticas impostas pelos cruzeirenses. Marcelo Oliveira tem ido muito além de travar seu time na defesa quando o jogo é longe de Belo Horizonte. Pelo contrário. Esteja onde estiver, em vários momentos ele coloca o Cruzeiro marcando forte na intermediária adversária. Como se a partida fosse no Mineirão. Os jogadores seguem os 90 minutos focados na sua orientação.

1ae19 Os motivos que fazem com que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira caminhe firme ao inédito. Fazer Minas Gerais ser campeã do Brasil por duas vezes seguidas. O trabalho no lado azul de Belo Horizonte é impressionante...

"Ele enxerga muito futebol. Sabe tirar o melhor de cada jogador. Fazemos de olhos fechados, sem questionar todas as suas ordens. O Marcelo não se irrita em explicar no que sua função tática melhorará o caminho do nosso time. Nos deixa confiante porque tudo o que ele antecipa no treinamento acontece durante o jogo. Ele é excelente treinador", elogia Everton Ribeiro.

A sintonia entre Marcelo e a diretoria é importante até em momentos delicados. Nos pequenos e irritantes atrasos de salários que já aconteceram na Toca da Raposa. Ele tem conseguido administrar, controlar evitando revoltas públicas. As vitórias são a garantia do estádio cheio. E pagamento garantido no fim do mês.

O treinador do melhor time do Brasil tem sido claro com seus atletas. O mais difícil não é chegar, ganhar um título. O terrível é se manter. Se reinventar. Como não aconteceu, por exemplo, com Felipão. O treinador que foi derrotado pelo Cruzeiro tratou de fixar o esquema da Seleção no 4-2-3-1. Tentou repetir na Copa o que fez na Copa das Confederações. O Brasil foi humilhado.

O time mineiro tem variado sua disposição tática com a bola, sem a bola. Seu excelente preparo físico permite a compactação atacando e a recomposição quando atacado. Os contragolpes em velocidade e com vários jogadores ao mesmo tempo é uma característica que chega a lembrar a Alemanha, guardadas as devidas proporções, lógico. Os adversários tem detestado enfrentar o time celeste. Por causa da ousadia de Marcelo.

"Ele está sempre pedindo algo a mais para cada jogador. Não é só repetir o que fizemos no jogo anterior. Isso é bom porque nos estimula e sempre surpreende o time adversário", avalia Ricardo Goulart. Ele e Everton Ribeiro dão parte do crédito de suas convocações à Seleção para Marcelo Oliveira.

A empolgação com a perspectiva do bicampeonato brasileiro tem ficado do lado de fora dos portões da Toca da Raposa. O vivido treinador sabe que a empolgação exagerada pode implodir seu trabalho. Colocar tudo a perder. E o que ele faz? Estimula a competição entre os dois times que conseguiu formar. Por ironia, com jogadores mais consagrados como Júlio Baptista, Dagoberto, Borges, Samudio, Marlone e Manoel na reserva.

O trabalho do Cruzeiro é moderno, profissional. Merece ser destacado. A seriedade na organização. A força da diretoria em segurar os principais jogadores também conta. Houve o assédio nas duas janelas, na do final do ano passado e no meio deste ano. Mas Gilvan só pôde dizer não porque o clube está equilibrado financeiramente.

Ou seja, o momento do Cruzeiro é excelente. Foge da rotina do futebol deste país. E por isso está credenciado a dar o passo que Minas Gerais nunca ousou. Vencer duas vezes seguida o Campeonato Brasileiro. Os rivais Internacional, Corinthians e São Paulo sabem. Cada rodada, cada partida fica mais claro. Será muito difícil evitar mais um triunfo nacional.

É o melhor time do país, com a melhor disposição tática, com uma grande organização fora dos gramados. E que tem o requinte de se afastar das suas agressivas torcidas organizadas. Elas um dia ameaçaram de morte a diretoria e o próprio treinador por ter 'passado atleticano'. Uma enorme bobagem. O tempo passou e está cada vez mais impressionante o acerto do trabalho na Toca da Raposa. É exemplar o que acontece do lado azul de Belo Horizonte...
1reproducao14 Os motivos que fazem com que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira caminhe firme ao inédito. Fazer Minas Gerais ser campeã do Brasil por duas vezes seguidas. O trabalho no lado azul de Belo Horizonte é impressionante...

O STJD desmoraliza a Justiça. A agressão do corintiano Petros ao juiz Raphael Claus passou de seis meses na teoria a uma partida na prática. Ele já está livre para jogar. É a vitória da impunidade…

1ae18 O STJD desmoraliza a Justiça. A agressão do corintiano Petros ao juiz Raphael Claus passou de seis meses na teoria a uma partida na prática. Ele já está livre para jogar. É a vitória da impunidade...
Outra vez foi a mesma coisa. Pouco antes da partida entre Corinthians e Goiás, a justiça desportiva desse país foi desmoralizada. O Corinthians conseguiu o efeito suspensivo a Petros. O jogador que na segunda-feira estava suspenso por seis meses, ficava livre para entrar em campo logo na quinta-feira. Foi como a agressão ao árbitro Raphael Claus não tivesse acontecido.

E mais. Não só o advogado corintiano, João Zanforlin tem a certeza que no julgamento no pleno, Petros terá sua pena reduzida para quatro, seis partidas. Os próprios auditores do STJD vão pelo mesmo caminho. Ou seja, no futebol brasileiro os julgamentos não passam de verdadeiros teatros. As duras penas impostas a jogadores, principalmente de clubes grandes, e divulgadas com estardalhaço não se mantêm. Viram pouco mais do que advertência. A sensação de impunidade prevalece.

"Eu só não joguei contra o Goiás porque o Mano não quis me colocar na concentração. Eu e todos no Corinthians sabíamos que O tribunal faria justiça. Nunca foi da minha índole agredir ninguém. Já disse que esbarrei no árbitro para me proteger. Tomei uma paulistinha do Alison do Santos e perdi o equilíbrio, dei um encontrão involuntário no Raphael. Mas tudo finalmente já foi resolvido. Vou continuar jogando e deixar essa confusão ficar no passado.

"Não tinha cabimento mesmo ficar cerceado de trabalhar por seis meses. O futebol é o meu ganha pão. Foi por isso que disse logo após o julgamento que me sentia um assassino, um serial killer. Mas todo o pesadelo acabou. Foi uma pena que não pude participar da goleada do Corinthians contra o Goiás. Mas estarei pronto para atuar contra o Grêmio, se o nosso treinador precisar."

 O STJD desmoraliza a Justiça. A agressão do corintiano Petros ao juiz Raphael Claus passou de seis meses na teoria a uma partida na prática. Ele já está livre para jogar. É a vitória da impunidade...

As declarações de Petros logo a vitória por 5 a 2 do Corinthians ontem no Itaquerão foram diretas. Ele estava aliviado e deixavam antever que tinha a certeza que não seria punido. Os seis meses não passaram de um conto da carochinha, um prazo imaginário, algo para acalmar a sociedade.

Não foi inventado ainda um aparelho que meça intenção. Mas para quem acompanhava o clássico ficou claro que Petros ficou irritado porque Raphael Claus atrapalhou alguns segundos antes Jadson. A raiva do corintiano que vinha logo atrás na jogada se materializou no empurrão pelas costas do árbitro. O lance visto com calma é límpido, cristalino.

A discussão é se seis meses seria ou não um prazo grande demais. Mas o corintiano não deveria escapar de uma punição exemplar. Até para não estimular outros jogadores a tomarem a mesma atitude contra outros juízes.

Na prática, o corintiano só não entrou em campo contra o Goiás ontem. E porque Mano Menezes não quis. Duvidou do estado emocional do seu atleta. No clássico contra o Santos, nem cartão amarelo pela agressão Petros levou. Atuou contra o Bahia. Foi suspenso na segunda-feira e teve o efeito suspensivo quinta-feira. Está livre até que o segundo julgamento no pleno do STJD aconteça.

"Tenho certeza que a pena será drasticamente reduzida. E o Petros vai seguir jogando normalmente pelo Corinthians", assegura o advogado corintiano João Zanforlin.

Conselheiros corintianos comemoravam a vitória nos bastidores. E alegavam que tudo o que o Corinthians fez está dentro da lei. A legislação esportiva segue a Comum, que rege o dia-a-dia deste país. A mesma que estimula a violência. Protege os ricos, aqueles com condição financeira de pagar grandes advogados. Faz com que todos nós passemos a viver com amarga sensação da vitória da impunidade. O efeito suspensivo a Petros é só mais uma derrota da justiça. Como tantas que acontecem pelo Brasil afora...
1reproducao O STJD desmoraliza a Justiça. A agressão do corintiano Petros ao juiz Raphael Claus passou de seis meses na teoria a uma partida na prática. Ele já está livre para jogar. É a vitória da impunidade...

Com ameaça de greve por causa das organizadas, Fred faz a diretoria do Fluminense agir. A Globo exige da CBF o time no Maracanã contra o Sport no domingo. Uma paralisação seria caótica para a tevê…

1reproducaofacebook Com ameaça de greve por causa das organizadas, Fred faz a diretoria do Fluminense agir. A Globo exige da CBF o time no Maracanã contra o Sport no domingo. Uma paralisação seria caótica para a tevê...
"Quinta-feira, 4 horas da tarde. Hora de gente séria estar trabalhando. Desembarcando após nossa viagem a Chapecó, voltando do nosso trabalho, o que eu e meus companheiros de time encontramos aqui no Aeroporto Santos Dumont? Cerca de 20 marginais, desocupados, bandidos, vagabundos tentando agredir jogador e quebrando carro de profissionais que dão duro e suam a camisa para defender o time que eles dizem amar.

Isso pra mim é uma pouca vergonha! É inacreditável e profundamente lamentável que, em 2014, após sediar uma Copa do Mundo, o Brasil ainda conviva com essa barbárie. Será que precisaremos juntar nosso grupo de jogadores para sair no braço com esse bando de marginais que não tem nada a perder?

E já vou avisando: se nenhuma atitude for tomada imediatamente pelas autoridades aqui mesmo no aeroporto, a direção do clube também não tomar nenhuma providência, e esses covardes invadirem as Laranjeiras querendo agredir jogador, eu, como capitão do time, vou reunir o grupo, e o Fluminense não entrará em campo no próximo domingo para enfrentar o Sport. Eles usam as armas que têm, e nós usaremos as nossas. A diferença é que somos trabalhadores honestos, já eles são a escória da sociedade. Lugar de bandido é na cadeia!

Tem imprensa pra cobrir o vandalismo dos "torcedores", mas não tem polícia pra cobrir o cacete nesses marginais."

Fred reagiu de maneira furiosa diante da manifestação de torcedores do Fluminense. Ele não se conteve. Não suportou as moedas e notas de dois reais atiradas na direção do time. Principalmente buscando o veterano atacantes. Gritavam 'vai morrer, vai morrer, vai morrer...' Fora os palavrões e gritos de mercenários. Foi um vexame enorme que a equipe passou no aeroporto Santos Dumont.

Nunca um jogador de time grande havia tomado tal atitude. Fred não pensou duas vezes em chamar os membros das organizadas de bandidos, escória da sociedade e pedir polícia para 'cobrir de cacete' os 'marginais'. Foi além. Deixou claro que se a diretoria não tomar atitude, o time pode não entrar em campo no domingo, contra o Sport, no Maracanã.

Ele estava revoltado porque os torcedores humilharam os jogadores. Para evitar o confronto, o time do Fluminense teve de sair pelo desembarque de cargas. A revolta era pela derrota diante da Chapecoense. Fred é acusado de sabotar a equipe. Sem ele, a equipe fazia ótima campanha no Brasileiro. Ele teve de ser escoltado para não ser agredido. A van que transportava os atletas foi atacada pelos torcedores. O carro onde estava Conca teve o seu retrovisor estourado. Cenas lamentáveis.

Após a derrota contra o Botafogo, os muros das Laranjeiras foram pichados. O alvo já era o atacante Fred. Ele está rompido com as organizadas desde antes da Copa. Os torcedores diziam que ele havia se esquecido do clube, que quase caiu no ano passado, priorizando a Seleção.

1reproducao13 Com ameaça de greve por causa das organizadas, Fred faz a diretoria do Fluminense agir. A Globo exige da CBF o time no Maracanã contra o Sport no domingo. Uma paralisação seria caótica para a tevê...

Fred decidiu agir. Acreditava que a diretoria não tomaria qualquer atitude. Postou seu desabafo e ameaça de greve com fotos de todos os jogadores no facebook. A Globo já tem tudo certo. Mostrará a partida contra o Sport, no Maracanã, para Pernambuco. Fora o pay-per-view. Se os jogadores fizerem greve será um caos para o Brasileiro. O medo é que aconteça uma paralisação geral em solidariedade ao Fluminense. Travaria o calendário.

A diretoria do Fluminense já é rompida com as organizadas. E deverá se reunir amanhã com os atletas para abortar essa promessa de greve. A CBF, sindicato dos atletas profissionais do Rio e membros do Bom Senso já trocam telefonemas e mensagens.

Se a cúpula do clube carioca não for muito hábil, a possibilidade de os jogadores do Fluminense não entrar em campo contra o Sport é grande. Não jogar, como diz Fred, é a grande arma que os atletas têm diante do vandalismo. A Globo pressiona a CBF que pressiona o Fluminense. A emissora não quer a greve de jeito algum. Os dirigentes terão de sair do marasmo nas Laranjeiras...

(A pressão da Globo deu certo. A direção do Fluminense garantiu ontem à noite mesmo que todos seus jogadores terão proteção especial. A segurança será reforçada contra as organizadas. Assim os dirigentes conseguiram evitar a greve...)
1ae17 Com ameaça de greve por causa das organizadas, Fred faz a diretoria do Fluminense agir. A Globo exige da CBF o time no Maracanã contra o Sport no domingo. Uma paralisação seria caótica para a tevê...

O lanterna Palmeiras é que está atrapalhando a carreira internacional de Gareca. Se não fosse o contrato, já teria voltado a Buenos Aires há muito tempo. O fraco time é digno do seu péssimo trabalho…

1getty3 O lanterna Palmeiras é que está atrapalhando a carreira internacional de Gareca. Se não fosse o contrato, já teria voltado a Buenos Aires há muito tempo. O fraco time é digno do seu péssimo trabalho...
Jornalistas argentinos revelaram. Ricardo Gareca tinha um sonho. Fazer carreira internacional. Deixar a massacrada economia portenha e buscar status e mais dinheiro no Exterior. Entre 2005 e 2008 perambulou pela Colômbia e Peru. Com o Universitario conseguiu ser até campeão peruano.

Voltou para a Argentina, passou quatro anos no Velez. Foi bicampeão argentino. Mas o clube enfrentava dificuldades financeiras. Ele tinha plena consciência de quanto o mercado internacional pagava bem. Principalmente a Espanha. O idioma espanhol sempre foi um facilitador. Desligado do clube com quem tinha tanta identificação, esperava uma proposta do Velho Continente. Não veio.

Foi quando o responsável pelo futebol do Palmeiras, José Carlos Brunoro, soube da sua existência. O coordenador havia tentado contratar Marcelo Bielsa. Não conseguiu. Mas ficou impressionado com os salários de bons treinadores no país vizinho. Com exceção dos treinadores de grandes currículos como Bielsa, Tata Martino e Sampaioli, R$ 250 mil é um ótimo salário por lá.

Foi assim que chegou a Gareca. O técnico que fez do pequeno Velez uma equipe competitiva, temida na Libertadores. E que tanto incomodava os grandes Boca Juniors e River Plate. O técnico sabia que o Palmeiras vivia dificuldades. Mas acreditou que o clube poderia ser a porta de entrada para o valorizado mercado brasileiro. E daí poder dar vôos maiores.

Teve a promessa de Brunoro que poderia contratar alguns jogadores argentinos. Soube que o elenco era regular apenas. E sua única missão era fazer uma campanha digna neste Brasileiro. Sem obrigação de ser campeão, conquistar vaga para a Libertadores, nada. Seriam algo extra. Se conseguisse, ganharia bônus.

A aposta era da reeleição de Nobre. E em 2015 e 2016, tudo estaria melhor no clube. Com mais dinheiro chegando da nova arena, com novo patrocinador, com time mais forte. Tudo o que o técnico argentino deveria fazer seria um Brasileiro aceitável. Nada além do que isso foi exigido.

E foi selado o contrato até julho de 2015. Com a possibilidade de prorrogação até ao final do eventual segundo mandato de Paulo Nobre. Gareca foi avisado que este ano é o do centenário do clube. E que seria muito cobrado por um bom desempenho. O técnico garantiu que conhecia bem o futebol brasileiro. Passou a convicção que não decepcionaria ninguém.

Não quis assumir a equipe logo de cara. Esperou a Copa do Mundo para treinar os atletas, formar o elenco como gostaria. Fazer o desenho tático do seu Palmeiras. Só que encontrou material humano muito mais fraco do que imaginava. Não percebeu talento e nem personalidade. Seu grupo é inseguro, tenso. A diretoria omissa não consegue dar respaldo aos atletas. O passado vitorioso palmeirense se tornou um grande inimigo do time ruim que frequenta o Palestra Itália.

Aquele que deveria ser o grande ídolo da equipe é o mais problemático jogador: Valdivia. A diretoria fez de tudo para vendê-lo. Com o fracasso da negociação, o atleta voltou e deixou o ambiente pesado. Individualista, ele nunca fez questão de manter bom relacionamento com o restante do elenco. O pouco dinheiro do Palmeiras não foi suficiente para grandes contratações. Vieram jogadores argentinos comuns como Tobio, Allione e Mouche. Cristaldo é o mais talentoso que surgiu de última hora.

Gareca não conseguiu encontrar seus onze ideais. Não para de mudar a equipe. Não há padrão de jogo. O Palmeiras não consegue ser o time de contragolpes velozes como era o Velez. Porque não há atletas com forte pegada no meio de campo e velocidade no ataque. É uma equipe sem personalidade, que permite que os adversários toquem a bola à vontade pelo meio de campo. Marcação frouxa. Defesa inseguro. Goleiro inexperiente demais.

A campanha é vergonhosa no Brasileiro. Lanterna, último colocado no Brasileiro. Dez partidas seguidas sem uma única vitória. Pior equipe a aproveitar a parada na Copa do Mundo. Conseguiu apenas dois pontos em 21 possíveis. Dois empates e oito derrotas. Saldo negativo de oito gols.

Jornais argentinos já espalham o péssimo trabalho de Gareca no Brasil. A interpretação é bem diferente da dada aqui no Brasil, que o treinador não está conseguindo render. Muito pelo contrário. Em Buenos Aires há a certeza que o Palmeiras está enterrando a carreira internacional do técnico. Seus sonhos de centros maiores como a Espanha deixam de existir. Quem vai contratar o responsável pela última colocação do 'grande' Palmeiras no ano de seu centenário.

 O lanterna Palmeiras é que está atrapalhando a carreira internacional de Gareca. Se não fosse o contrato, já teria voltado a Buenos Aires há muito tempo. O fraco time é digno do seu péssimo trabalho...

Logo após a derrota contra o São Paulo, familiares do treinador confidenciaram a jornalistas amigos na Argentina. O melhor seria voltar para Buenos Aires. Abandonar o trabalho que não está dando certo. O mais rápido possível. Só que há o contrato. Gareca ouviu de Brunoro que o Palmeiras não o liberaria de maneira alguma. Se quisesse ir embora teria de pagar a multa contratual. Pagar ao clube seus salários até junho de 2015.

Brunoro e Paulo Nobre garantiam que dariam respaldo. Já há uma premiação prometida aos jogadores se o clube não for rebaixado. Isso é algo impensável, já que o Brasileiro ainda está no primeiro turno. Mas houve essa necessidade tamanha a falta de qualidade do time. Se Palmeiras cair pela terceira vez para a Segunda Divisão em 12 anos, Nobre não teria chance alguma de reeleição.

Mas conselheiros e torcedores organizados estão revoltados. Se o Palmeiras não vencer o Coritiba, sábado no Pacaembu, a situação ficará mais do que complicada no Brasileiro. O clube passará seu centésimo aniversário na zona do rebaixamento. Vexame inesquecível. E que o presidente terá como sobremesa no banquete que prometia ser especial pelos cem anos.

Gareca resolveu pedir paz e união às organizadas no sábado. Mas antes disso deveria organizar dignamente o Palmeiras. Contra o Sport ontem, o time chegou a ter quatro atacantes e apenas dois jogadores no meio de campo. Desespero inaceitável. Os pernambucanos estiveram a ponto de golear o Palmeiras, desperdiçaram chances e mais chances.

O técnico argentino está perdendo no Palmeiras todo o prestígio de um dos bons técnicos da América do Sul. Já demonstrou querer voltar a Buenos Aires. São seis derrotas e um empate no Brasileiro. Está clara a sua insatisfação, vontade de ir embora. Mas está preso pelo contrato. A multa existe, juram conselheiros ligados a Nobre. Foi feita para resguardar o técnico. Mas o aprisionou ao lanterna do Brasileiro.

É excelente o intercâmbio, treinadores do Exterior trabalharem no Brasil. Mas quando o clube está estabilizado, tem um bom elenco, diretoria competente. Infelizmente não é o que acontece no Palestra Itália.

O Palmeiras após a Parmalat é surpreendente. Consegue sempre ser pior. Agora além de estar caminhando para o terceiro rebaixamento em 12 anos, trava a carreira de Ricardo Gareca. Ingênuo técnico que acreditava usar o clube como trampolim para a Europa. Tudo que conseguiu é andar para trás na sua carreira. E está claro que na primeira oportunidade, vai se livrar de Brunoro e seu fraco time. Quem sabe neste sábado?
1ae16 O lanterna Palmeiras é que está atrapalhando a carreira internacional de Gareca. Se não fosse o contrato, já teria voltado a Buenos Aires há muito tempo. O fraco time é digno do seu péssimo trabalho...

A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração…

1ae15 A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração...Ele teve Flamengo, Internacional, Santos, Atlético Mineiro e Grêmio aos seus pés. Mas disse não. Queria a Seleção Brasileira. Ficou em quarentena desde que o Corinthians não quis renovar seu contrato no final do ano passado. Aconselhado por seu empresário, tentou repetir os passos de Felipão. Mas não teve o apoio irrestrito do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. E também não se livrou da marca de 'homem de Andrés'. Apesar de último técnico campeão mundial e capaz de dar a inédita Libertadores ao Corinthians, ficou fora da Seleção.

"Estou frustrado", resume Tite, abrindo a alma. O técnico amarga a sua derrota mais dura de digerir. Ele sabe que tem muito mais currículo como treinador do que Dunga. A convicção que o domina é que o direito de reestruturar, modernizar a Seleção Brasileira deveria ser sua. Foi quem mais se preparou para isso.

Depois da emocionante saída do Corinthians, Tite não parou de estudar. Viajou várias vezes para a Europa, berço do futebol mais moderno taticamente. Ele fez questão de se reciclar. Cada vez que embarcava, sua eficiente assessoria de imprensa fazia questão de espalhar a notícia. Foi massacrante, pedante até. A vontade de jornalistas que trabalham com ele passou dos limites. E trabalharam contra sem perceber.

Eles são assessores também de Bernard. E foram para a Granja Comary em plena Copa do Mundo. Embora fossem bem tratados pela frente, repórteres do Brasil todo criticavam a postura. E colocaram na conta de Tite. Acreditavam ser ordem de Tite, seus assessores ficarem nos treinos de Felipão. Até mesmo a antiga Comissão Técnica do Brasil ficou raivosa com a 'invasão'. Marin e Marco Polo del Nero também souberam e não gostaram. Foi um grande ponto negativo na briga do ex-treinador para voltar à Seleção.

Tite se iludiu também em relação à sua ligação com Andrés Sanchez. Acreditou que a cúpula da CBF já soubesse que ele estava afastado do ex-presidente corintiano. Tanto que ficou muito magoado com ele quando não teve apoio para mais uma renovação no Parque São Jorge. Ficou ainda mais abalado ao saber que Mano Menezes já havia acertado sua ida ao clube antes mesmo de Tite ser avisado que não continuaria.

 A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração...

Marin e Marco Polo não sabiam e não tiveram o menor interesse em saber. Ambos simplesmente não toleram ouvir nada relacionado ao ex-dirigente. Não o perdoam. Não só por ele querer tirar o poder da dupla, prometer que em 2018, quando voltar à presidência do Corinthians, jura que 'arrebentará a CBF'.

Em uma entrevista, Andrés sugeriu que Marin, 82 anos, e Marco Polo, 73 anos, já estão velhos demais. E que não poderiam estar no poder para sempre. Tocou no ponto fraco da dupla. Desde então, a ordem na CBF é virar as costas a tudo que se relacione ao ex-presidente corintiano. Tite sofreu esse efeito colateral.

Adenor está amargurado. Seus assessores fazem questão de oferecer entrevistas do treinador para que não seja esquecido. Seja lembrado. Só que a situação de Tite não é animadora. Quando a Seleção Brasileira caiu nas mãos de Dunga, os jornalistas que trabalham com ele avisaram. Ele negociava com o Japão e havia contatos com outros selecionados.

O incrível é que quando essa notícia chegou às redações, o mexicano Javier Aguirre já havia assinado com os nipônicos. E se havia outro país negociando com Tite não há mais. Ele mesmo faz questão de dizer que vai voltar a trabalhar em clubes brasileiros. Mas em 2015. Precisa se recuperar emocionalmente da frustração de a Seleção ter escapado das suas mãos.

Seus assessores de imprensa e seu empresário, Gilmar Veloz, falharam. Por constrangimento, bondade ou desconhecimento dos bastidores do futebol brasileiro. Tite nunca foi cogitado para assumir a Seleção. Já havia sido assim em 2012, quando havia acabado de ganhar a Libertadores e estava às vésperas do embarque com o Corinthians para o Japão, disputar o Mundial.

1efe4 A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração...

Quando Mano Menezes foi demitido da Seleção, seu coração disparou. Ele tinha certeza que seria o escolhido. O presidente Mario Gobbi chegou a dar entrevista avisando que não o liberaria. Tite ficou sem condições emocionais de falar com os jornalistas, tamanha sua ansiedade. Iria comandar o Brasil na Copa das Confederações, no Mundial, acreditava.

Só 'voltou à Terra' quando soube que Felipão ficaria com o cargo que julgava seu. A pressão da mídia, principalmente paulista, foi tão grande que Marco Polo sugeriu. E Marin concordou. O nome de Felipão foi anunciado antes do Mundial. A antecipação foi genial porque tudo ficaria ainda mais insuportável se o Corinthians ganhasse o título, como realmente acabou ganhando.

Mesmo com a nomeação de Scolari e com a fraca campanha sua no Parque São Jorge em 2013, Tite continuou otimista. E seguiu em campanha pela Seleção. Ao sair do Corinthians, ela aumentou. Passou a agir como político. Com direito a assessoria divulgar sua agenda, suas viagens, suas visitas aos clubes europeus. E dá-lhe entrevistas mostrando como sua visão do futebol era moderna.

Aceitou comentar até a final da Champions League para a ESPN. Não quis trabalhar em nenhuma tevê durante a Copa. Misturou modernidade com ética. O ex-treinador corintiano sabia que Felipão não continuaria no Brasil. Se ganhasse o Mundial, sonhava com Itália, mas aceitaria de bom grado a Rússia, a anfitriã de 2018. Perdendo então, Tite conhece Marin e Marco Polo. Sabia que o treinador seria demitido. Na sua correta visão, o cargo ficaria vago.

1reproducao12 A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração...

O problema é ter acreditado que o cargo seria seu. Seus assessores e agente não conseguiram travar a sua egotrip. Ninguém lhe explicou que a politicagem, o relacionamento pesam muitas vezes mais do que a competência, currículo para assumir a Seleção Brasileira. Rubens Minelli é a prova viva disso. Melhor treinador disparado do final da década de 70 e início da de 80, nunca chegou perto do cargo. O bairrismo imperou e a cúpula carioca que comandava o futebol não aceitou dar o cargo ao paulista.

A falta de um título mundial com a Seleção também pesou, lógico. E o fato de nunca ter tido nada em comum com a camisa verde e amarela. Como jogador sequer foi cogitado. Ao contrário de Dunga, que foi capitão do tetra e comandante na África do Sul. Imitar Felipão não foi o bastante.

Por isso a profunda tristeza de Tite. Que ainda vai lhe consumir cinco meses para que tenha forças para voltar a trabalhar. Criou um mundo paralelo na sua imaginação. E agora acordou. Virou as costas a grandes clubes esperando pelo convite que considerava obrigação da CBF.

Despertou sozinho, com o gosto de injustiça na boca. Por isso repete a cada instante. "Estou frustrado." Bem-vindo ao futebol brasileiro, onde currículo e conquistas perdem para a política, Adenor. Levante essa cabeça. Feliz, 2015...
1fotoarena1 A depressão de Tite era evitável. Com Marin e Marco Polo, ele nunca esteve perto da Seleção. Foi uma triste e solitária egotrip. Restou a frustração...

Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti…

1getty2 816x1024 Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...
Goleiros: Jefferson (Botafogo) e Rafael Cabral (Napoli); zagueiros: David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Gil (Corinthians) e Miranda (Atlético de Madrid); laterais: Maicon (Roma), Filipe Luis (Chelsea), Alex Sandro (Porto) e Danilo (Porto); volantes e meias: Luis Gustavo (Wolfsburg), Elias (Corinthians), Fernandinho (Manchester City), Ramires (Chelsea), Everton Ribeiro (Cruzeiro), Oscar (Chelsea), Willian (Chelsea), Philippe Coutinho (Liverpool); atacantes: Hulk (Zenit), Ricardo Goulart (Cruzeiro), Neymar (Barcelona) e Diego Tardelli (Atlético Mineiro).

A primeira e histórica convocação de Dunga no seu retorno à Seleção. Importante não por ele. Mas por representar a renovação depois da vexatória participação do Brasil na Copa sob o comando de Felipão. Com direito à sua pior derrota em todos os tempos: os inesquecíveis 7 a 1 para a Alemanha.

Júlio César, Victor, Dante, Henrique, Thiago Silva, Daniel Alves, Maxwell, Hernanes, Paulinho, Bernard, Jô e Fred foram deixados de lado. Desta lista, apenas o capitão de Felipão, Thiago Silva, está machucado. Júlio César se aposentou da Seleção para não ser aposentado. Os demais foram preteridos. Não interessam a Dunga.

1ae14 Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...

No perfil da Seleção que enfrentará Colômbia e Equador nos Estados Unidos está claro. O treinador quer uma seleção muito mais combativa, participativa. Veloz e forte o suficiente para preencher os espaços, recompor o meio de campo com vibração, raiva. Na teoria um time que não permitiria, por exemplo, as inúmeras trocas de bola que alemães e holandeses fizeram à vontade na intermediária do Brasil na Copa.

As grandes apostas estão em Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho e Ricardo Goulart. Jogadores vibrantes, com visão de jogo, raça. Capazes de atuar em várias posições do meio de campo ao ataque. Dunga deixa claro que, para escândalo dos puristas, ele não está nem um pouco interessado no velho e bonito toque de bola brasileiro.

Ele não quis montar um novo Harlem Globetrotters de verde e amarelo. Está claro que está muito mais comprometido com a competição do que Felipão e Parreira jamais estiveram. Não está interessado nos toques, nos dribles de cinema de Neymar. Ele quer saber é do Brasil articulando um contragolpe em poucos segundos. Seu meio de campo, ataque e defesa formando uma simbiose.

Atacar com trocas de posição, triangulações e em bloco quando estiver com a bola. Sem ela, marcar. O perfil dos seus convocados tem em comum, a vontade aliada ao talento. Até mesmo Diego Tardelli aprendeu a compor, ajudar seu meio de campo. No ano passado substituiu Ronaldinho Gaúcho machucado. Na meia, descobriu a importância de correr com a cabeça erguida na intermediária.

1ap2 Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...

Como pude antecipar em post anterior, Marcelo é o exemplo de jogador que Dunga não deseja no elenco. Técnico, talentoso, mas muito displicente. Para total falta de sorte do lateral esquerdo, o grande mentor que o treinador brasileiro resolveu seguir se chama Carlo Ancelotti. O treinador italiano do Real Madrid. Dunga entende porque cada vez mais Coentrão tem espaço no time. Há mais seriedade, consistência pelo lado esquerdo do campo. O time fica muito menos vulnerável. Os volantes não precisam se desesperar com a cobertura quando atua Marcelo. Por isso Filipi Luis.

Pelas laterais, Dunga deseja força, vitalidade. Por isso também esqueceu Daniel Alves. Há tempos ele só se preocupa em atacar como ponta direita. O técnico optou por menos talento, mas segurança. Com Maicon, Danilo e Alex Sandro há a certeza de que todos têm potencial para atacar. Mas sabem marcar. Inclusive também cabecear. São jogadores mais racionais e menos emotivos que os titulares da Copa do Mundo.

Aliás, o perfil 'selfie e choro' vai acabar com Dunga. O treinador deverá ter uma conversa séria com David Luiz. Ele quer o zagueiro mais preocupado em jogar futebol e menos em aparecer para a torcida. A briga será séria com Miranda, Marquinhos, Gil e Thiago Silva, quando se recuperar. Dunga quer muito mais objetividade e firmeza dos zagueiros. Muito mais responsabilidade com a posição do que tiveram na Copa do Mundo. Ele é um grande fã de Miranda. Não será nada surpreendente se o fizer titular da posição. E os outros zagueiros que briguem para jogar com ele.

No gol, Jefferson terá a chance que nunca teve. O goleiro do Botafogo tem 31 anos. Mas nunca chegou o reconhecimento por seu ótimo futebol. Nos bastidores, bobagens são ditas. Como goleiro negro não dá certo na Seleção Brasileiras desde Barbosa. Se o Brasil ganhasse a Copa de 2014 dedicaria o título ao sofrido goleiro de 1950. Com Dunga sua sobriedade deverá ser levada a sério. Mas não poderá bobear. Rafael, ex-Santos, e que atua no Napoli é o preferido de Taffarel, o preparador de arqueiros da Seleção.

Elias e Ramires são favoritos para colocar Luiz Gustavo e Fernandinho no banco. Desde que Dunga coloque meias que tenham energia e vibração. Assim o Brasil sairá mais rápido da defesa e também terá um poder de recomposição sem a bola muito importante. Daí Philippe Coutinho, Everton Ribeiro e Willian brigarão de verdade com Oscar por lugares no time. Deverá ser os duelos mais interessantes e que refletirão em todo o time.

Na frente, Dunga, como também foi escrito neste blog, está empolgado com Ricardo Goulart. Ele quer sentir nos amistosos se o jogador de 23 anos do Cruzeiro tem personalidade para repetir na Seleção o que faz no Brasileiro. Deseja dele desde os treinamentos muita vibração, empenho não só para surgir de surpresa na área adversária. Mas para flutuar, trocar de posição para atrapalhar a marcação adversária. Tabelar, fazer triangulações. Além de dar seus chutes fortíssimos e cabeçadas ao gol. Se repetir o que faz com a camisa azul será uma das apostas como titular da Seleção.

1reproducao11 Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...

Hulk e Tardelli foram chamados como homens de definição. Mas que deverão participar do jogo. Ao atacante do Zenit não caberá a missão de ficar na ponta direita, cortar para o meio e chutar de esquerda para o gol. De preferência de cabeça baixa. Foi o que cansou de fazer na Copa. Individualista e complicador de jogadas. Dunga quer o toque final para o gol, assim como também o de Tardelli. Mas quem não entender a palavra mágica recomposição, ficará fora do time, das próximas convocações. Nem pensar em ficar estático como um cone entre os zagueiros, como fazia Fred.

Neymar terá de entender que não terá toda a liberdade para ser a prima donna. Nem no comportamento festivo e muito menos em campo. Como jogador brasileiro mais talentoso, precisará se mexer nas intermediárias. Nada de ficar parado na ponta esquerda como cansou de fazer com Felipão. Dunga o quer muito mais participativo. Muito mais uma cópia do que Cristiano Ronaldo faz em campo do que Messi.

O resumo do espírito do novo grupo formado para representar o futebol brasileiro: a técnica será um detalhe que poderá resolver ajudar a resolver as partidas. Mas, na cabeça de Dunga, os resultados virão graças ao sacrifício tático. Em uma fortíssima marcação a partir da intermediária adversária. Com pelo menos oito, nove, dez jogadores atrás da linha da bola. A ordem será acabar o espaço que tantos os alemães e holandeses desfrutaram contra o Brasil na Copa do Mundo.

Mais do que nomes, a filosofia está mudada. O Brasil não será mais refém do 4-2-3-1 que Felipão descobriu e fixou no time como em uma partida de pebolim. O sonho de Dunga é um time vibrante, compacto e sem vergonha de marcar sem a bola. Veloz, decidido e, por que não?, técnico na hora de atacar. Sua inspiração? Preste atenção no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelloti...
2cruzeiro Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...

A triste constatação. Fred só atrapalha e endivida ainda mais o Fluminense. O relacionamento entre os dois caminha para o fim. Sem ofertas na Europa, ainda existe o Cruzeiro, onde Frederico era feliz…

1gazetaesportiva1 A triste constatação. Fred só atrapalha e endivida ainda mais o Fluminense. O relacionamento entre os dois caminha para o fim. Sem ofertas na Europa, ainda existe o Cruzeiro, onde Frederico era feliz...
Um ano e meio de atraso no direito de imagem. R$ 2,1 milhões. Salários de R$ 900 mil mensais. Contrato até julho de 2015. Multa de R$ 30 milhões. De principal ídolo da torcida, estrela do time a responsável pela decadência que pode custar a cabeça do treinador. Organizadas protestando, exigindo sua saída. Pichando os muros do clube.

A vida de Fred virou um inferno. Nada do que sonhara antes da Copa do Mundo se realizou. Muito pelo contrário. Tudo regrediu de maneira assustadora. As sempre inimigas direções da Unimed e do Fluminense finalmente concordam. Têm um enorme problema nas mãos.

O artilheiro completará 31 anos em outubro. Acabou a ilusão de uma grande transferência a uma potência europeia cheia de euros. Depois da Copa das Confederações ele teve sondagens de clubes importantes. Ele estava muito valorizado. O desejo de Peter Siemsen e de Celso Barros era por uma proposta efetiva de pelo menos R$ 25 milhões. O clube já cultiva uma dívida de R$ 420 milhões. Mas ela não surgiu.

A esperança era a Copa do Mundo. Fred voltou a ter lesões musculares. Não ajudou o Fluminense que foi rebaixado no campo no Brasileiro de 2013. Mas foi salvo nos tribunais depois do estranho caso Heverton da Portuguesa. Membros das organizadas tricolores se revoltaram com ele. Diziam que ele se poupava para atuar pelo time de Felipão. Virava as costas para as Laranjeiras. As lágrimas do jogador após o 'rebaixamento' não convenceram os torcedores. A relação ficou profundamente estremecida.

A compensação para o jogador vinha de Luiz Felipe Scolari. Leal, garantiu que Fred estaria na Copa de qualquer maneira. Morreria abraçado com ele se fosse preciso. Morreram.

Mas antes disso, Fred pela primeira vez falava de forma escancarada. Estava disposto a voltar para a Europa depois do Mundial. Como um garoto, se mostrava empolgado com o futuro que imaginava.

"A Inter de Milão conversou com o meu irmão (também empresário do jogador) depois da Copa das Confederações. No passado, Lazio, Napoli e Roma também falaram com o Fluminense, mas nunca chegou nenhuma oferta concreta. A Internazionale é um grande clube, acompanho muito a Serie A italiana e gostaria de jogar aí. Vejo os jogos do Napoli e da Juventus, que está muito forte. No Campeonato Italiano há muitas oportunidades para os atacantes."

Assumia claramente sua vontade de sair do Fluminense, do Brasil. Fred havia ficado traumatizado pelo que sofreu no Lyon. Ele foi vendido pelo Cruzeiro em 2005 por 15 milhões de euros, cerca de R$ 45 milhões. Seu contrato terminaria em julho de 2009. Mas ele estava em guerra com a diretoria do clube francês desde o meio de 2008 quando perdeu a posição de titular para jovem promissor de nome Benzema.

1efe3 A triste constatação. Fred só atrapalha e endivida ainda mais o Fluminense. O relacionamento entre os dois caminha para o fim. Sem ofertas na Europa, ainda existe o Cruzeiro, onde Frederico era feliz...

Acabou se desligando do Lyon quatro meses antes. O acordo foi de não atuar por nenhum clube europeu. Fred acertou com o Fluminense. Virou capitão, principal artilheiro, ídolo. Ganhou dois Campeonatos Brasileiros, 2010 e 2012. Além do Carioca de 2012. Garantiu, na época, que não pretendia voltar ao Velho Continente.

Mas seu tempo de Fluminense teria chegado ao fim se houvesse ao menos uma só proposta depois do Mundial. Havia um acordo de a diretoria facilitar sua saída. Mas desde que recebesse como compensação pelo menos R$ 25 milhões. O que todos acreditavam ser uma pechincha. Alexandre Pato custou R$ 43 milhões para o Corinthians. Leandro Damião, R$ 42 milhões ao Santos.

Só que Fred foi um desastre na Copa do Mundo. Ele atuou parado, enfiado entre os zagueiros. Sem conseguir se movimentar. Travado. Os adversários dissecaram o esquema de Felipão na Copa. E viram a importância da atuação do atacante como pivô. E estudaram a melhor maneira de encaixotá-lo. Com volantes na frente da área e sempre um zagueiro na sobra. Fred ficava travado entre três adversários.

Conseguiu marcar apenas um gol contra a fraca seleção de Camarões e só. Além de cavar um pênalti inexistente contra a Croácia, que só prejudicou a imagem do Brasil na Copa. E do próprio jogador, que acabou sendo sinônimo de atleta simulador, que tenta burlar a lei, enganar o árbitro. Isso os europeus detestam.

Sem saber o que fazer e fiel aos pedidos de Felipão, Fred disputou toda a Copa parado como um cone. Sem importância alguma ao time. Era como se a Seleção tivesse apenas dez jogadores.

1ae13 A triste constatação. Fred só atrapalha e endivida ainda mais o Fluminense. O relacionamento entre os dois caminha para o fim. Sem ofertas na Europa, ainda existe o Cruzeiro, onde Frederico era feliz...

Os empresários de todo o mundo viram muito bem a Copa do Mundo. E os poucos que observavam o atacante trintão sumiram. A cúpula do Fluminense não tem outra saída. A não ser cumprir o seu contrato até o meio do próximo ano. São mais R$ 10,6 milhões a pagar ao jogador até julho de 2015. O número pode parecer chocante. Mas seria muito maior se o clube aceitasse um pedido de Fred.

No início de 2013, ele queria renovar seu contrato até 2018. Pedia R$ 1,2 milhão por mês. E se o Brasil ganhasse a Copa, como bônus passaria a ganhar R$ 1,7 milhão. Com a negativa ficou acertada a saída depois do Mundial, desde que houvesse, lógico, interessados.

Não há. E pior. O retorno de Fred ao time coincide com a decadência do Fluminense no Brasileiro. Cristóvão estava utilizando, com muito sucesso, Rafael Sóbis como falso centroavante. Sem posição fixa, o ataque da equipe carioca lembrava no início do Brasileiro, a movimentação da seleção alemã, clara referência do técnico.

Mas o ídolo teve de voltar à equipe. E outra vez parado como um cone, esperando a bola chegar no seu pé para concluir, Fred está atrapalhando. A sensação de o Fluminense atuar com dez jogadores fica cada vez mais nítida. Como na derrota no clássico contra o Botafogo.

As organizadas já o xingam constantemente depois de desentendimento e rompimento entre os dois em abril. Picharam os muros das Laranjeiras exigindo sua saída. Os dirigentes bem que gostariam, se tivessem uma grande compensação financeira. Desgastado, Fred também não tem mais paciência para tanta cobrança. Ele sofre pelo fato de jogar no Brasil. Está sempre à mão dos jornalistas nacionais que não esquecem a Copa.

É disparado o pior momento de Fred no Fluminense. O esgotamento da relação é mais do que nítido. Mas não há interessados no Exterior para resolver a questão. Pode haver um entendimento no final do ano para um rompimento pacífico, sem traumas.

No Brasil há ainda um clube que sempre deixou as portas escancaradas ao jogador. Sonha com isso há anos até. O Cruzeiro. Ninguém estranhe se Fred começar 2015 em Belo Horizonte, na sua amada Toca da Raposa, onde chegou dez anos atrás. E atendia, feliz da vida, sem frescura, por Frederico...
2ae5 A triste constatação. Fred só atrapalha e endivida ainda mais o Fluminense. O relacionamento entre os dois caminha para o fim. Sem ofertas na Europa, ainda existe o Cruzeiro, onde Frederico era feliz...

Em negociação amadora, o Corinthians perde Cléber para a Alemanha. Sem receber um centavo. E Petros foi suspenso por seis meses pela agressão ao árbitro Raphael Claus. Segunda tensa no Parque São Jorge…

1ae12 Em negociação amadora, o Corinthians perde Cléber para a Alemanha. Sem receber um centavo. E Petros foi suspenso por seis meses pela agressão ao árbitro Raphael Claus. Segunda tensa no Parque São Jorge...
De uma vez só dois golpes significativos para o Corinthians. O clube perdeu Cléber para o Hamburgo. O clube paulista sabia do risco que corria. Não tinha porcentagem alguma do jogador. Um grupo de empresários o comprou por R$ 6 milhões da Ponte Preta.

Thiago Ferro e Guilherme Miranda, ex-diretores da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda; Fernando Garcia, irmão do conselheiro de oposição do clube, Paulo Garcia; Nilson Moura, diretor da Art Sports, e Marcus Sanchez. A diretoria aceitou servir como vitrine do zagueiro para o futebol europeu. A esperança era que ficaria por pelo menos até o final do ano. Mas não conseguiu.

Além de Cléber, o clube perdeu Petros. Ele foi suspenso por seis meses pela agressão ao árbitro Raphael Claus, no clássico contra o Santos. Há chance de diminuir e muito a pena. Mas ele não pode entrar em campo até que novo julgamento seja feito.

A diretoria corintiana está muito tensa. Principalmente pela maneira com que Cléber está se comportando nesta saída. O jogador teve uma discussão com Mano Menezes. Conselheiros garantem que ele havia ficado inseguro com a contratação de Anderson Martins, do agente Carlos Leite. O mesmo empresário de Mano.

O treinador e Cléber teriam tido uma discussão. O jogador já estava irritado ao ouvir o treinador garantir que ele estava muito imaturo para atuar na Europa.

"Penso que não é hora do Cleber sair. Se queremos formar equipes vencedoras, acho que o jogador também tem que ter essa visão. Tem muita chance de o clube perder e o jogador também perder porque ainda não está no nível de uma exigência europeia, ao menos não de primeiro nível."

As palavras do treinador depois do empate contra o Bahia perturbaram de vez o zagueiro. Foi quando decidiu que nem tentaria se acertar com a direção corintiana. Havia a possibilidade de um aumento para que ele continuasse no clube. Mas nesta segunda-feira, Cléber avisou que fechou com representantes alemães. Teria até assinado um contrato de quatro anos. E quer a liberação imediata do Corinthians.

O clube não pode fazer absolutamente nada. O Corinthians tinha até abril deste ano para comprar 20% dos direitos do atleta. Mas não exerceu seu direito. Não havia dinheiro e a diretoria acreditava que ele ficaria no clube até o final do ano. Não teria coragem de romper na abertura da janela deste meio de ano.

A contratação de Anderson Martins e a proposta do Hamburgo mudaram todo o quadro. Cléber estava acertando detalhes da viagem para a Europa. Ele deverá ser viajar amanhã. Ser anunciado como novo atleta do clube alemão. O clima pesado no clube é enorme. Cléber era titular absoluto da zaga ao lado de Gil. Por contrato, se ele tivesse proposta e o Corinthians não cobrisse, estaria liberado automaticamente. Foi o que aconteceu.

Em relação a Petros, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva o condenou a seis meses de suspensão. Mas foi uma decisão apertada: 3 a 2. Os jurados se dividiram. O auditor do STJD, Felipe Belilacqua votou por 180 dias de suspensão. Ele foi acompanhado por Douglas Blaichman (auditor) e Valed Perry (presidente da comissão). Washington Rodrigues Oliveira (auditor) pediu gancho de quatro jogos. Já Vinicius de Sá Vieira (auditor), de um jogo.

1reproducao10 Em negociação amadora, o Corinthians perde Cléber para a Alemanha. Sem receber um centavo. E Petros foi suspenso por seis meses pela agressão ao árbitro Raphael Claus. Segunda tensa no Parque São Jorge...

Petros esteve no julgamento. Sua presença e a firmeza de suas declarações, além do passado como atleta pesaram na decisão tão dividida.

"Não condiz com meu perfil, jamais faria uma agressão a um árbitro. Se isso estivesse no meu pensamento, por ser destro, jamais tentaria proteger com o braço esquerdo e ir com a mão aberta. Afirmo que não o agredi. Não concordo com a punição. Me sinto um assassino."

O jogador alegou que sofreu uma paulistinha do santista Alison. O toque do joelho do adversário fez com que desviasse a direção que corria. E acabou acertando, segundo ele, sem querer as costas do juiz com a mão esquerda. Suas palavras e atuação dramática do advogado corintiano, João Zanforlin, sensibilizaram os auditores.

Como o julgamento esteve longe da unanimidade, o departamento jurídico corintiano recorrerá com muita confiança no Pleno do STJD. Advogados experientes garantem que os seis meses de punição não irão prevalecer. A pena ao atleta deverá cair e muito. Provavelmente mudado o artigo. Deverá desqualificar o termo 'agressão'. Até porque o árbitro Raphael Claus não o expulsou e sequer relatou o tranco que tomou de Petros na súmula. Só depois que viu a imagem pela televisão, fez um adendo ao seu relatório do jogo.

Petros está suspenso. Há porém otimismo em um novo julgamento. Quanto a Cléber, os dirigentes lamentam. Acreditam que não há o que fazer. Irão perder o promissor zagueiro de 23 anos. E sem ganhar um centavo. O clube serviu apenas de bela vitrine para os empresários o venderem à Europa. Faltou visão, competência para quem aceitou a negociação. Pelo menos a zaga estará livre para Anderson Martins, por coincidência é claro, jogador de Carlos Leite, o mesmo empresário de Mano Menezes...
1gazeta3 Em negociação amadora, o Corinthians perde Cléber para a Alemanha. Sem receber um centavo. E Petros foi suspenso por seis meses pela agressão ao árbitro Raphael Claus. Segunda tensa no Parque São Jorge...

Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo…

1ae11 Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...
Meia atacante versátil. Capaz de abrir pelos lados do campo. Técnico a ponto de conseguir tabelar, abrir espaços, enxergar o time e não só a si mesmo. Cabecear bem e concluir com chutes fortes de dentro e de fora da área. 23 anos. Potencial, se mostrar personalidade, para ser moldado à Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Esse é o perfil daquela que deverá ser uma das primeiras apostas de Dunga na sua retomada na Seleção Brasileira. Pessoas importantes na CBF já espalham. Ricardo Goulart deverá amanhã na lista dos convocados para os jogos contra Colômbia e Equador nos Estados Unidos.

Dunga enfrenta uma enorme escassez de artilheiros vividos no futebol brasileiro. Luiz Fabiano e Adriano ficaram há muito tempo pelo caminho. Felipão não soube lidar com Diego Costa. Fred já mostrou toda sua limitação na Copa do Mundo. Assim como Jô. A hora será de renovação.

A péssima fase de Leandro Damião já dura um ano e meio. Alexandre Pato insiste em mostrar uma crônica instabilidade. Dunga não o levou para a Copa da África por considerá-lo muito jovem em 2010. O treinador enfrentou até uma nada discreta pressão da Nike em favor do seu atleta. Depois de fracassar no Corinthians, Pato alterna boas e péssimas partidas no Morumbi. Assim como foi, quando testado por Felipão.

Mas Ricardo Goulart é o nome atual que mais merece ser lembrado. Atleta explosivo com a bola nos pés. Não aceita passivamente a marcação adversária. Desde as categorias de base tem mostrado potencial para buscar a bola na intermediária, cair pelos lados do campo. E mostra esperta colocação na área. Adaptá-lo mais à frente, como um dos jogadores à frente, por exemplo, em um esquema 4-3-2-1, seria ótimo caminho. Sem nenhum atacante fixo, parado como um cone. Essa possibilidade merece e precisa ser testada.

Se Dunga não o colocar na frente, tem a obrigação de testá-lo como meia, como atua no Cruzeiro. Ele tem muito mais potencial ofensivo do que, por exemplo, Oscar. Não há cabimento começar um novo caminho sem o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Outros nomes também ganham força nas últimas horas. A do goleiro Rafael do Napoli. O ex-jogador do Santos só não foi titular na Olimpíada de Londres por uma estupidez. Na reta final da preparação, teve de treinar cortar cruzamentos entre bonecos de ferro, que serviam para ficar nas barreiras na Inglaterra. Acabou lesionando o cotovelo direito. Ficou esquecido das convocações. Mano tinha confiança em Diego Alves. Felipão em Júlio César.

O veterano goleiro já até se despediu da Seleção. Saiu pela porta dos fundos. Foi o goleiro brasileiro a mais tomar gols na história das Copas. Foram 14 na disputada por aqui. Ele sabe que seu ciclo se encerrou definitivamente. Seu personalismo foi útil na decisão por pênaltis contra o Chile. Muito pouco para tanto personalismo.

1reuters1 Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...

O tetracampeão mundial Taffarel é o preparador de goleiros de Dunga. E garante que o goleiro que merece ser testado como titular é Rafael. Se firmou no competitivo futebol italiano, em uma posição que dificilmente é reservada a estrangeiros. Taffarel sentiu isso na pele. E por isso aposta em Rafael para este início de trabalho.

Philippe Coutinho, destaque no Liverpool, também passa a ser considerado quase uma obrigação entre os convocados. O jogador não teve chances reais com Mano Menezes. E foi desprezado por Felipão. Suas atuações na Inglaterra são motivos de muitos elogios. Suas arrancadas e inteligência tática são sempre destacadas. Deverá ter nova oportunidade com a camisa do Brasil.

A partir desses três nomes, o restante é especulação. Everton Ribeiro, outro grande destaque do Cruzeiro, mereceria estar na lista. Pesa contra ele, a baixa estatura, o porte físico menor como um todo. Miranda do Atlético de Madrid pode ter espaço com Dunga. E até maior do que espera. Como já deixou claro, o treinador não gostou das atuações de David Luiz. O considerou muito personalista, abandonando a zaga para tentar resolver no ataque, partidas contra a Alemanha e Holanda. Desguarneceu a zaga e todos se lembra dos dois desastres. Derrotas por 7 a 1 e 3 a 0. A defesa sofreu dez gols na semifinal e disputa do terceiro lugar da Copa.

Filipe Luis, contratado pelo Chelsea, também pode ter uma oportunidade de ouro. Pelo mesmo motivo que anima Miranda. Carlo Ancelotti prefere a segurança de Coentrão do que o virtuosismo de Marcelo pela lateral esquerda. Além de marcar mal, Marcelo é um péssimo cabeceador. Essa pode ser uma das surpresas de Dunga.

1afp1 Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...

Há outros dois jogadores animados com a convocação de amanhã. Paulo Henrique Ganso e Lucas. O meia acredita que recuperou moral em 2014. Também instável, alterna bons e péssimos jogos. Tem a seu favor o fato de ser um dos raros articuladores, armadores nascidos no Brasil. Sua personalidade passiva irrita desde sempre Dunga. Mas é muito provável que ele tente despertá-lo do eterno marasmo que vive. Há tempo para testá-lo.

Já Lucas sabe que havia perdido a confiança de Felipão. Foi murchando durante a Copa das Confederações. Até sumir de vez nos amistosos antes da Copa. O jogador do Paris Saint Germain está aprendendo a levantar a cabeça e enxergar dois palmos além do nariz. Já passa mais a bola e começa a perder a ansiedade na hora de concluir. Também tem potencial e merece nova chance. Se salvou não estando na barca que fracassou durante a Copa.

Robinho também tem o direito de cruzar os dedos. Dunga o considera mais do que um jogador. Será para sempre um aliado. O atacante enfrentou dirigentes aos berros para servir a Seleção no período de preparação à Copa de 2010. O favor nunca foi esquecido. Estar na lista de amanhã pode ser um prêmio a tanta dedicação. Ele perdeu agilidade, velocidade, mas pode ser importante neste novo grupo por sua vivência.

2afp1 Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...

Alan Kardec esteve perto de disputar o Mundial. Depois de uma polêmica saída do Palmeiras para o São Paulo também pode sonhar em ser lembrado. Atacante técnico, excelente cabeceador e boa visão de jogo. Pode ter sua chance com Dunga.

O treinador já avisou que não fará uma grande revolução. Sabe que terá de repetir vários e vários nomes que fracassaram na Copa do Mundo. Buscará mudanças importantes no time, no entanto. A começar pela filosofia. A geração 'selfie e choro' acabou. Ele quer uma equipe mais centrada, menos personalista, mais competitiva. Sem privilégios.

1 Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...

Embora seja o grande jogador desta geração, Neymar terá de se adequar. Acabará a concentração aberta a helicópteros transportando namoradas e parentes do jogador. Chega de tratamento especial, que escancarava a dependência técnica do atacante do Barcelona. Ele nunca será mais um. Só que não terá mais tantos privilégios como na época de Felipão e Aldo Rebelo.

Resta esperar amanhã às 11 horas, na sede da CBF. A madrugada deverá ser de pouco sono e muita expectativa para Ricardo Goulart, Rafael e Philippe Coutinho. Mas muita gente tem o direito de sonhar. Ainda mais depois do intenso pesadelo que foi a Copa do Mundo para o Brasil...
1mowa Ricardo Goulart, Philippe Coutinho e Rafael têm motivos para perder o sono. Há enorme chance de serem convocados. Dunga começará a reformular a Seleção que foi humilhada na Copa do Mundo...

“Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer.” Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário…

1getty1 Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer. Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário...
"O torcedor do Palmeiras não pode ficar tranquilo em relação ao rebaixamento, não. Infelizmente tudo está acontecendo de errado com a gente."

O desabafo é do jovem goleiro Fábio. Ele foi figura fundamental na derrota do Palmeiras no clássico contra o São Paulo por 2 a 1. Falhou infantilmente no primeiro gol. E teve toda falta de sorte no segundo, com a bola cabeceada por Alan Kardec, aos 43 minutos do segundo tempo.

O resultado jogou o time na zona do rebaixamento.

Não é por acaso que Ricardo Gareca avisou após mais uma grande decepção que tem limites. Está claro que já começa a pensar se vai continuar ou não no Palmeiras. Caso o time perca para o Sport, quarta, no Recife, ele pode sim pedir demissão e deixar o clube.

O São Paulo de Muricy se recuperou da estranha desclassificação na Copa do Brasil. E segue brigando entre os primeiros do Brasileiro: é o quinto. Já o Palmeiras do argentino Gareca estagnou. São nove partidas sem o sabor de uma vitória no campeonato. Estagnado com 14 pontos, chegou à temida zona do rebaixamento. O time venceu apenas quatro vezes, empatou duas. E perdeu já nove jogos.

De nada adiantou o bilionário Paulo Nobre prometer premiação especial para o Palmeiras não ser rebaixado. O futebol que o time mostrou hoje, jogando 'em casa' no Pacaembu foi horrível. Gareca queria apenas não perder para o São Paulo. Organizou seu time no 4-3-2-1. A mentalidade pequena palmeirense era impressionante. Um empate já seria motivo para salva de fogos. A falta de confiança do seu time era inacreditável.

O São Paulo de Muricy Ramalho também não era um exemplo de coragem. A equipe foi montada para aproveitar o desespero do rival. No pouco tempo que trabalhou no Palmeiras foi suficiente para Muricy. O treinador viu o título brasileiro mais fácil que teve na vida escorregar pelos dedos. Graças às brigas internas. Com dirigentes não conseguindo dominar a briga de egos entre Vagner Love e Diego Souza. Há décadas os dirigentes palmeirenses concorrem para provar quem envergonha mais a torcida por sua incompetência. Brunoro tem lugar de honra nessa disputa.

Ele conseguiu fazer com que Barcos, Henrique e Alan Kardec, deixassem o clube. O atacante com grande ajuda de Paulo Nobre. O dono do futebol palmeirense resolveu impor a filosofia de produtividade. E quis posar de moderno explorando a miséria dos clubes sul-americanos. Montou uma legião estrangeira no Palestra Itália. Trouxe vários jogadores, alguns com potencial mais do que duvidoso. Não é por acaso rejeitado pelos conselheiros e por torcedores. Seu trabalho é fraquíssimo. O inexperiente Paulo Nobre colocou todo o futebol nas suas ultrapassadas mãos. Inclusive o marketing. Há um ano e três meses, o clube não tem patrocínio master. Pouco importa estar no ano do seu centenário.

Tudo isso reflete em campo. Valdivia é o jogador que mais humilhou o Palmeiras. Mas depois de sumir na Disney depois de uma negociação fracassada com o mundo árabe, ele era a principal esperança do time. Só que ela durou exatos 14 minutos. O chileno teve um choque com Kaká. Ficou com o olho esquerdo inchado. Reclamava de dores musculares generalizadas. Mas o departamento médico palmeirense resumiu: tontura depois do choque.

1ae10 Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer. Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário...

Foi um enorme prejuízo. Ele era o articulador do time de Gareca pelo lado esquerdo. Estava complicando o frouxo sistema de marcação são paulino. Até que Kaká acabou com a festa. Felipe Menezes entrou e o nível técnico caiu de maneira absurda. Foi pior para o jogo. No primeiro tempo, houve muita disputa de bola e pouquíssimo futebol.

O São Paulo desprezava Ganso. Vivia à base de chutões em direção a Pato e Alan Kardec. Desperdício. Atacantes técnicos não conseguiam se impor, brigando com a fechada intermediária palmeirense. O São Paulo era uma equipe compacta do meio para trás. E com jogadores atuando distante demais do meio para a frente. Os laterais das duas equipes eram fracos demais. O primeiro tempo terminou sonolento, no justo 0 a 0.

Já na segunda etapa houve uma mudança importantíssima. "Muricy pediu para o time colocar a bola no chão. Parar de dar tanto chutão. Por isso melhoramos e ganhamos a partida." O resumo é do grande beneficiado na mudança de postura do São Paulo: Paulo Henrique Ganso. Mais adiantado e melhor colocado, ele conseguiu escapar dos volantes palmeirenses.

Mas ele contou com grande auxílio de Fábio. O jovem goleiro se preparava para dar um chutão quando errou. A bola saiu rasteira na direção do meia. Muito inteligente e de raciocínio ágil, deixou livre Alexandre Pato. O atacante entrou com a bola dominada e estufou as redes do Palmeiras aos oito minutos. São Paulo 1 a 0.

4gazeta Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer. Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário...

O gol foi um banho de água fria no Pacaembu recheado de palmeirenses. A torcida exigia a reação do seu limitado time. Gareca adiantou a equipe, dominando a intermediária. E a pressão foi na base da força, da vontade. Técnica faltava. E muito. Mas o acaso ainda ajudou. Felipe Menezes deu um chute forte da entrada da área. A bola bateu no braço de Edson Silva. Não foi pênalti. Mas o árbitro Péricles Bassols deve ter ficado com pena do esforçado time de verde. Marcou a penalidade. Henrique cobrou e marcou. 1 a 1, aos 15 minutos.

A partir daí, o clássico ficou ainda mais brigado, disputado. Kaká outra vez se mostra fora de ritmo, perdido. Sem encontrar seu lugar no meio de campo. Ganso foi muito melhor utilizado. O São Paulo trocava muito bem a bola. O Palmeiras procurava na correria, a virada.

E quase conseguiu. A fraca zaga são paulina ofereceu o segundo gol aos 41 minutos do segundo tempo. Leandro invadiu a área como quis. Bateu forte, Rogério Ceni fez excelente defesa. A bola sobrou para o próprio Leandro. Ele deixou Henrique livre, sem goleiro. Mas o atacante teve a coragem de chutar fora.

O castigo não demorou. Álvaro Pereira cruzou de longe. Ela viajou e caiu entre Alan Kardec e Victor Luis. Na hora da cabeçada do atacante, o bilionário Paulo Nobre lamentou ter tentado diminuir R$ 20 mil do salário do ex-palmeirense. A testada foi seca, Fábio espalmou, a bola tocou na trave e nas suas costas. Entrou. São Paulo 2 a 1, aos 43 minutos do segundo tempo. Com a vitória, Muricy terá um pouco mais de paz para tentar organizar seu time, que continua instável. Sem convencer.

2ae4 Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer. Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário...

A culpa do fraquíssimo elenco tão pressionado neste ano de centenário não é do treinador. Mas os resultados não estão vindo. Conselheiros e torcedores já cansaram de implorar a saída de Brunoro. Começam a se voltar para Gareca. O medo é enorme de uma terceira visita à Segunda Divisão. Cair no ano que deveria ser de grandes festas.

"Estou cada vez menos com crédito. Não sei o que pensar. Tenho os meus limites", desabafa Gareca. Ele já percebeu que não pode fazer milagres com o time que lhe deram. Os argentinos que trouxe ainda precisam se adaptar ao país, ao Brasileiro. Estão pressionados, perdidos.

Depois de mais uma derrota, a ordem da competente diretoria de futebol comandada por Brunoro. Os jogadores deveriam sair do Pacaembu sem nenhuma peça do uniforme verde. Por medo de agressão dos torcedores. Pobre Palmeiras...
5gazeta Cada vez tenho menos crédito. Tenho limites. Vou pensar no que fazer. Gareca, cansou dos vexames. Está perto de pedir demissão no Palmeiras após derrota para o São Paulo. Zona de rebaixamento. Jogadores aconselhados a não vestir uniforme para não apanhar dos torcedores. Que centenário...

Página 1 de 47612345...Último