O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca…

1reuters13 O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...
Cuca é o treinador do Brasil que mais acredita em sorte.

Não há ninguém na elite como ele.

Suas medalhinhas, sua camiseta religiosa embaixo do agasalho.

Seus rituais.

E ontem ele saiu de Tijuana convicto.

Os deuses nestas quartas da Libertadores estão com o Atlético.

O que começou trágico acabou sensacional.

E fruto do acaso.

A contusão no adutor da coxa de Bernard mudou o jogo.

O coadjuvante Luan foi fundamental no ótimo resultado.

Mesmo jogando muito mal, o Atlético foi premiado.

Conseguiu o injusto empate em 2 a 2.

Resultado que só pode ser explicado pelos deuses do futebol.

Depois da desgastante viagem de 20 horas até Tijuana, veio o jogo.

O argentino Antonio Mohammed queria usar suas duas armas.

O desgaste físico do time brasileiro.

E o gramado artificial.

Ele sabe o quanto os brasileiros sofrem para se adaptar.

Sua equipe entrou da mesma forma que jogou contra o Corinthians.

Quando derrotou o campeão do mundo.

Marcando pressão e impondo correria.

Principalmente pela esquerda, forçando Núnez e Martínez.

Um erro de avaliação de Cuca foi fatal.

Ele acreditou em Bernard.

Que o jovem jogador superaria o desconforto na coxa esquerda.

Não superou, deu trotes no primeiro tempo.

Não conseguia correr.

Foi como se o Atlético Mineiro jogasse com um homem a menos.

Em seguida ficaria com um olho a menos.

Ronaldinho Gaúcho recebeu bolada forte no olho esquerdo.

Logo a pancada iria inchar seu rosto.

Ele já estava bem marcado, seu desempenho não foi bom.

"Joguei com um olho só.

Estava difícil enxergar com o esquerdo", justificaria.

1a´p O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...

No primeiro tempo, ninguém do Atlético jogou bem.

O Tijuana criou e desperdiçou várias chances.

O time atuava de maneira compacta, veloz.

E se aproveitando da intimidade com o gramado sintético.

O óbvio gol mexicano saiu aos 31 minutos.

Moreno misturou habilidade e visão.

Deu excelente passe de calcanhar para Riascos.

Gilberto Silva se desdobrou tentando cortar.

Só conseguiu ajeitar.

O chute foi ágil, forte.

Victor não conseguiu defender.

Tijuana 1 a 0.

Cuca estava todo tenso, o sufoco mexicano era para valer.

O Atlético Mineiro fez péssimo primeiro tempo.

Mereceria sair perdendo por dois ou três gols.

No intervalo, Cuca teve de tirar Bernard.

O jogador que o Atlético negocia com o Borussia estava contundido.

Além de atrapalhar o time poderia ter uma lesão mais séria.

Luan entrou com uma missão específica.

Ajudar a travar o lado esquerdo mexicano.

Ele tinha de ajudar na marcação.

E se possível atacar.

Os mexicanos estavam empolgados.

Sentiam a fraqueza física do adversário.

E principalmente a falta de intimidade com o carpete.

Só a Fifa para permitir essa atrocidade.

Como deixar que os mexicanos tenham tanta vantagem?

É mesma coisa que vôlei de praia ser disputado no asfalto.

Tivessem coragem e união, os brasileiros pressionariam a Conmebol.

Para pelo menos protestar.

É muita vantagem ao Tijuana.

Logo aos sete minutos, o segundo gol mexicano.

Victor se esforçou para defender chute de Moreno.

Mas a bola sobrou nos pés de Martínez, livre para fazer 2 a 0.

O resultado era péssimo.

E o Tijuana ainda jogava melhor.

Os atleticanos sabiam que precisavam ao menos descontar.

E aí entrou em campo o aliado de Cuca, o acaso.

Ronaldinho bateu mal um escanteio.

Arce não pegou em cheio na bola.

Ela procurou Tardelli.

O chute saiu fraco, mas o suficiente para enganar Saucedo.

Gol do Atlético Mineiro: 2 a 1, aos 20 minutos.

Um resultado fantástico diante da superioridade mexicana.

No Horto, o time precisaria de uma vitória simples por 1 a 0.

A partida ficou mais tensa, brigada nas intermediárias.

O Tijuana queria de qualquer maneira o terceiro gol.

E o Atlético tinha em Tardelli seu grande jogador.

O homem que lutava para encontrar espaço na zaga mexicana.

O tempo passava rápido e o time brasileiro jogava melhor.

Mais agrupado, trocando passes.

Só que não era noite de Ronaldinho e Jô.

Os dois estavam mal, irreconhecíveis.

Luan dava uma aula de dedicação.

Marcando atrás e lutando no ataque.

Quando parecia que seria decretada a derrota atleticana, veio o inesperado.

Cuca iria tirar Tardelli.

A substituição estava para acontecer.

Quando o atacante pediu para continuar.

Diante da vontade do jogador, Cuca tirou Jô.

Foi a providência o auxiliando.

Coube a Tardelli entrar aos trancos e barrancos pela zaga mexicana.

E servir de bandeja para Luan.

Ele estava livre diante do goleiro.

O chute saiu fraco, mas passou por baixo de Salcedo.

Era o empate do Atlético Mineiro.

Aos 47 minutos do segundo tempo.

2 a 2.

Sim, 47 minutos do tempo final.

Luan chorou demais, comemorando o gol.

Sabia da sua importância.

O resultado é espetacular diante de tantas dificuldades.

Não precisaria nem mais vencer no Independência.

Um empate em 0 a 0 ou 1 a 1 já basta.

Fora a vitória simples.

E a vaga para a semifinal da Libertadores fica garantida.

O Atlético Mineiro teve garra, raça.

Mas muita sorte.

Tardelli jogou por ele e por Ronaldinho.

O time tecnicamente foi mal.

Taticamente, foi engolido pelo Tijuana.

No final, a superação valeu.

E veio o empate.

Cuca tem mesmo que comemorar.

O resultado foi enganoso, injusto com os mexicanos.

Mas Luan e Tardelli mudaram o jogo.

Conseguiram o empate em 2 a 2.

E levar o fim da conversa para o Independência.

O time ontem se safou da derrota.

Mesmo jogando mal quebrou a invencibilidade da defesa mexicana em Tijuana.

Marcou dois gols.

E agora vai se preparar com calma.

Para não depender da sorte na semana que vem.

O Tijuana não é páreo para o Atlético.

Basta ter concentração e jogar de forma compacta.

As chances de vitórias sobre os mexicanos imensas.

Ronaldinho, Jô e Bernard não vão jogar tão mal.

Tudo promete ser muito diferente no Horto.

Mas não há lugar para reclamação.

O empate em 2 a 2 foi um prêmio do destino.

Da sorte para Cuca.

Na próxima quinta-feira, que use a competência para levar adiante o Atlético Mineiro.

E ter o gosto de chegar às semifinais da Libertadores de 2013.

Sem precisar ser refém da sorte de um coadjuvante.

Ensinar para os jogadores do Tijuana o já consagrado refrão.

"Caiu no Horto..."
1afp O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...

Dunga mudou o destino de Robinho e de Luís Fabiano. Bastou mostrar interesse de levá-los ao Internacional. Milan e São Paulo redescobriram o valor dos seus jogadores…

1reuters12 Dunga mudou o destino de Robinho e de Luís Fabiano. Bastou mostrar interesse de levá los ao Internacional. Milan e São Paulo redescobriram o valor dos seus jogadores...
Dunga conseguiu.

Sem querer, ele valorizou dois jogadores.

Dois atacantes que fizeram o máximo por ele na África do Sul.

E estavam por baixo no Milan e no São Paulo.

Robinho e Luís Fabiano.

O treinador do Internacional ganhou o Campeonato Gaúcho.

Nem precisou de Grenal final.

Pela incompetência de Vanderlei Luxemburgo.

Ele abriu mão do estadual pela Libertadores.

Não ganhou nem uma coisa nem outra.

Com todos os holofotes voltados a ele, o treinador deixou escapar.

Quer reforços para o Inter.

No planejamento há o anseio de uma vaga à Libertadores de 2014.

Para isso ele precisava de mais atacantes.

E o treinador que só fala o que quer deixou escapar.

O desejo por Robinho e Luís Fabiano.

Dois jogadores o defenderam como puderam depois do Mundial.

Os elos de amizade são realmente grandes entre eles.

Bastou o anúncio do interesse de Dunga.

E houve uma revolução no São Paulo.

Juvenal Juvêncio foi o mais inflamado.

Ele que em uma coletiva narcisista avisou.

Se houvesse uma boa proposta, o atacante poderia sair.

"Para clubes brasileiros, não.

Ainda mais para o Internacional."

Juvenal não perdoou a recusa do clube em negociar Guiñazu.

E ainda mais por ter levado Oscar.

Ney Franco mostrou que há sangue em suas veias.

Procurou o presidente.

Pediu para que o atacante continuasse no São Paulo.

Até mesmo os torcedores mudaram de lado.

Mais uma vez.

Eles que cansaram de chamá-lo de pipoqueiro, não querem a separação.

1gazeta12 Dunga mudou o destino de Robinho e de Luís Fabiano. Bastou mostrar interesse de levá los ao Internacional. Milan e São Paulo redescobriram o valor dos seus jogadores...

Gritaram a plenos pulmões em Londrina, após o amistoso de hoje.

Querem que ele fique.

Só faltou contratarem Jane e Herondi para fazer seresta ao jogador.

Luís Fabiano disse que tudo ainda 'está borbulhando'.

Não sabe o que fazer.

Não esperava que Juvenal o mostrasse como disponível.

Dunga é habitante do Brasil.

Sabia que as diretorias dos dois clubes se odeiam.

Mesmo assim mostrou sua vontade em ter o jogador.

Ela não deve se confirmar.

Apenas o manifesto de contratá-lo foi um presente.

Mudou a perspectiva do próprio São Paulo em relação ao jogador de 32 anos.

Justo na hora em que há quem garanta que seu preço é de R$ 16 milhões.

Uma desvalorização de R$ 4 milhões, já que Juvenal pagou R$ 20 milhões.

Dunga também fez a cúpula do Milan se mexer.

Robinho estava em baixa.

Não é titular absoluto do time.

Está cansado do revezamento de Massimiliano Allegri.

Sua relação com ele é péssima.

Embora o treinador esteja deixando o clube, o atacante foi encostado.

Os dois outra vez discutiram.

O brasileiro se viu desvalorizado, colocado na lista de dispensa.

Por coincidência foi quando Dunga falou que gostaria de ter o atacante.

Robinho enfrentou diretorias de clubes europeus para jogar pelo Brasil de Dunga.

O treinador nunca esqueceu disso.

A afirmação de que o ex-treinador da Seleção queria Robinho mudou tudo.

O atacante voltou a ser valorizado.

E foi divulgado que ele seria o substituto natural de Neymar no Santos.

Dunga logo se conformou.

Desistiu da dupla.

Mas suas palavras foram mágicas.

Tiveram um peso enorme.

Chegaram na hora certa.

E valorizaram tanto Luís Fabiano quanto Robinho.

São Paulo e Milan repensaram os atletas que têm nas mãos.

Enquanto o Internacional continua buscando atacantes.

Muito interessante esse tal de futebol...
2reproducao10 Dunga mudou o destino de Robinho e de Luís Fabiano. Bastou mostrar interesse de levá los ao Internacional. Milan e São Paulo redescobriram o valor dos seus jogadores...

O surreal julgamento de Carlos Alberto. Com a filha do presidente da Federação Carioca como sua advogada. E Rubens Lopes, o próprio presidente da Ferj, na plateia do TJD. Legal, mas moral?

1ae21 O surreal julgamento de Carlos Alberto. Com a filha do presidente da Federação Carioca como sua advogada. E Rubens Lopes, o próprio presidente da Ferj, na plateia do TJD. Legal, mas moral?
É uma situação surreal.

Carlos Alberto corria sério risco.

Poderia até ser suspenso por dois anos.

Na urina do jogador do Vasco foram encontradas duas substâncias proibidas.

A hidrocloratiazida.

Ela é um diurético que serve para controlar a pressão arterial.

E o hormônio Carboxi-Tamoxifeno.

Juntos eles podem servir para mascarar o uso de substâncias dopantes.

A urina foi colhida após a vitória do Vasco sobre o Fluminense por 3 a 2.

O jogo aconteceu no dia 2 de março.

E logo vazou a informação sobre a alteração no exame antidoping do jogador.

Carlos Alberto é um jogador problemático.

Surgiu muito bem no futebol.

Do Fluminense foi jogar no Porto, acabou campeão do mundo.

Passou pelo Corinthians e daí por um período de decadência.

Seu estado físico sempre foi questionado.

A briga com a balança virou uma constante.

Seu declínio técnico acentuado.

Discutiu, brigou com vários dirigentes.

Se tornou sinônimo de decepção.

O tempo passou rápido.

Ele já tem 28 anos.

Uma suspensão de dois anos seria um golpe terrível na carreira.

Foi quando o Vasco da Gama indicou sua advogada.

Ela defende o clube há quatro anos.

Seu nome é Luciana Lopes.

Lopes neste caso tem um peso enorme.

Ela é filha do presidente da Federação Carioca de Futebol.

Rubens Lopes.

A nomeação causou espanto.

A incompatibilidade era mais do que evidente.

O jogador foi flagrado em uma partida do Campeonato Carioca.

Iria ser julgada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio.

Legalmente não havia obstáculo algum.

Mas o grau de parentesco tornava o caso inacreditável.

Como negar a pressão do sobrenome Lopes sobre os auditores?

"Pode ser legal, mas é imoral.

A filha do presidente da Federação é advogada do Carlos Alberto.

Não é ético", desabafou o advogado Nélio Andrade.

Ele representa a farmácia de manipulação Silvestre.

A tese de defesa de Luciana foi exatamente esta.

Que a houve contaminação cruzada nos medicamentos usados pelo jogador.

Carlos Alberto fazia um tratamento ortomolecular.

E consumia remédios manipulados na Silvestre.

O advogado Nélio disse que foi chamado à sede da Federação Carioca.

"Me pediram se eu poderia confirmar a possibilidade de contaminação do medicamento."

A acusação é séria e foi gravada.

Nélio a deu à rádio Tupi do Rio.

O advogado da farmácia insistiu que Carlos Alberto mentiu.

E que não houve qualquer contaminação.

Não haveria maneira de Luciana provar.

O julgamento foi aguardado com toda expectativa.

E ficou absolutamente tenso quando quem chega para acompanhá-lo?

O próprio presidente da Federação Carioca de Futebol.

Sim, Rubens Lopes.

Cena de cinema ou de novela mexicana.

O pai acompanhando a filha.

Sua presença despertou toda a atenção dos jornalistas.

Dos jurados.

Por mais que ele não tenha influência efetiva...

É inegável a pressão psicológica favorável a Carlos Alberto e sua filha.

O julgamento se prolongou por horas.

Ao final, Luciana acompanhou o veredicto abraçada ao jogador.

Ambos choravam emocionados.

Carlos Alberto foi absolvido por 4 votos a 1.

Toda a culpa ficou para a farmácia de manipulação.

O que deixa Deco do Fluminense empolgado.

1facebook1 O surreal julgamento de Carlos Alberto. Com a filha do presidente da Federação Carioca como sua advogada. E Rubens Lopes, o próprio presidente da Ferj, na plateia do TJD. Legal, mas moral?

Ele também irá usar a mesma tese.

Foi flagrado com o uso das mesmas substâncias.

E a mesma farmácia.

Ficou tão animado que ontem mesmo comemorou no twitter.

Deco talvez até possa pedir a assistência de Luciana aos seus advogados.

Os dois são amigos íntimos desde os tempos de Porto.

Aos jornalistas, depois da vitória, a filha de Rubens Lopes desabafou.

"Muita gente ruim diz ser um absurdo.

A minha atuação na defesa de um atleta por ser filha do presidente da federação.

Sou filha dele com muito orgulho e milito no tribunal há 13 anos.

Ou seja, bem antes de o meu pai assumir a entidade.

Esse tipo de coisa coloca o próprio tribunal em xeque.

Mas o tribunal é completamente independente.

Defendi o Juninho Pernambucano no ano passado e aconteceu a mesma coisa.

É preciso virar essa página.

Se for assim nenhum filho de jogador pode trabalhar.

É um absurdo.

Mas é ruim ter que provar a competência a cada julgamento.

Por ser filha do Dr. Rubens Lopes."

Ainda haveria espaço para mais depoimentos emocionados.

"Primeiro, agradeço a Deus e depois a Luciana.

Isso só prova a minha idoneidade e honestidade.

Nunca procurei burlar o regulamento, nem ter performance desonesta.

E hoje ficou provado isso.

Passei momentos angustiantes e tive de encarar as dificuldades no dia a dia.

Ela conseguiu a minha absolvição.

Para quem não conhecia, está aqui uma grande advogada.

Uma grande mulher, mãe e filha.

Estou muito feliz por tudo."

As declarações entusiasmadas são de Carlos Alberto.

Fez a propaganda de Juliana a diversos jornalistas.

Com certeza chegará a vários jogadores com problemas.

Quem não gostaria de ter a filha do presidente da Ferj o defendendo?

Depois do julgamento, Carlos Alberto foi comemorar em um churrasco.

Talvez eu seja mesmo uma pessoa muito ruim.

Mas considero um absurdo essa mistura.

A filha do presidente da Federação Carioca defendendo jogador no Rio.

Acusado por doping no Campeonato Carioca.

Em pleno TJD carioca.

A lisura dos auditores não é questionada.

Mas sim a pressão psicológica de ter a filha de Rubens Lopes pela frente.

Ainda mais com o presidente da Federação sentado, acompanhando o julgamento.

De frente para os auditores.

Porque não é apenas um pai dando força a uma filha.

É o presidente da Ferj.

Não há lugar para hipocrisia.

Não é ilegal.

Apenas imoral.

Só que assim caminha o futebol brasileiro.

Fechando os olhos para tudo.

Sempre em nome da legalidade...
1clubedoporto O surreal julgamento de Carlos Alberto. Com a filha do presidente da Federação Carioca como sua advogada. E Rubens Lopes, o próprio presidente da Ferj, na plateia do TJD. Legal, mas moral?

Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar…

 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...
A ideia foi do manager José Carlos Brunoro.

E vai contra a lógica.

É horrível quando Corinthians e Atlético sangram seus torcedores.

Cobram preços absurdos mas têm uma justificativa plausível.

Jogos importantes, pela Libertadores.

Competição mais importante da América do Sul.

E que reúne a elite do continente.

É uma exploração, sem dúvida.

Ainda mais que os dois usam o Independência e o Pacaembu.

Pequenos demais para a paixão da sua torcida.

Postura oportunista mas compreensível de Kalil e Gobbi.

Agora Brunoro vai em outra direção.

Resolveu explorar os torcedores palmeirenses na pior hora.

Quando o clube começa sua pior trajetória.

Na Segunda Divisão.

Com jogadores limitados enfrentando adversários fracos.

Há a certeza de muita luta e pouquíssima técnica.

Ele tomou uma decisão para espantar o apoio.

Desestimular a torcida.

Ainda mais sendo o jogo na pequena Itu.

Brunoro autorizou que o ingresso mais barato custasse R$ 60,00.

E o mais caro, R$ 200,00.

Ainda avisa que os preços podem subir nos próximos jogos.

Corinthians e Botafogo, jogarão pela Série A no domingo.

São campeões de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Os ingressos custam entre R$ 30,00 e R$ 180,00.

Não basta a humilhação do clube disputar a Segunda Divisão.

O manager quer usar a paixão do palmeirense contra ele mesmo.

Não é por acaso que há tanta revolta na Internet.

Vai além do desrespeito.

É aproveitar a dor.

A inspiração veio no Pacaembu lotado na Libertadores.

O raciocínio tosco.

Os torcedores deram seu dinheiro na competição mais importante do continente.

Havia o amor, a sede de título.

Mas a rivalidade contra Corinthians e São Paulo.

A vontade de fazer uma campanha melhor, ir além.

A comunhão entre o time e torcida foi emocionante.

Os palmeirenses o levaram até as oitavas.

Campanha digna dentro das circunstâncias.

E a recompensa, qual é?

R$ 200,00 e R$ 60,00 contra o Atlético Goianiense.

Todos os times grandes que caíram na Segunda fizeram o contrário.

Principalmente no início da competição.

Estimularam seus torcedores colocando o preço do ingresso baixo.

A intenção era o estádio cheio.

Brunoro quer o contrário.

Deseja o dinheiro dos desavisados.

Sua visão é mercantilista.

Está estranhando não ter o aporte financeiro da Parmalat.

Quando começou no futebol, na década de 90 era fácil.

Bastava escolher os jogadores que o dinheiro chegava da Itália.

Foi assim que ganhou fama como grande dirigente.

Mas o tempo passou.

Montar time sem dinheiro é difícil, exige imaginação, talento.

Relacionamento, conhecimento do mercado.

Situações que ele prega quando dá palestras.

Sangrar o torcedor é uma opção fácil demais.

Paulo Nobre aceitou a sugestão sem pensar duas vezes.

Ele acaba de levantar um empréstimo de R$ 1,5 milhão.

Em seu nome.

Como foi publicado ontem, o Palmeiras não tem crédito na praça.

Os direitos de imagem dos jogadores estão atrasados.

1ae20 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...

A situação como um todo é bem difícil.

Mas a hora seria de atrair os torcedores.

Não de sugá-los.

Brunoro tenta se defender.

Diz que a cobrança é para forçar a participação de mais sócios torcedores.

Balela.

O plano Avanti tem 24.248 sócios.

O Palmeiras tem entre 16 e 18 milhões de torcedores.

A desculpa é esfarrapada.

É pura vontade de aproveitar o momento.

Fazer o palmeirense pagar pelos desatinos dos ex-presidentes.

Pelo fraco time atual.

A estratégia é aproveitar o emocional.

Porque o racional não recomenda.

Até Gilson Kleina já deixou escapar.

O Palmeiras na Segunda Divisão não mostrará bons espetáculos.

Entrará em campo para lutar.

Tem o objetivo de subir até porque 2014 é o ano do centenário.

Cobrar mais por um jogo ruim.

A postura de Brunoro é elitista, oportunista.

Provoca imensa decepção entre os que o apoiaram.

Ele é o manager a quem Paulo Nobre deu a camisa 10 do Palmeiras.

Recebe R$ 120 mil, tem carro à disposição.

E carta branca no futebol.

Suas atitudes até agora têm sido questionáveis.

Despachar com rapidez o maior ídolo do clube, Barcos.

Até para anunciar jogador com quem nem tinha conversado.

Como foi o caso de Marcelo Moreno que só humilhou o clube.

E foi para o Flamengo.

Não contratar novo goleiro para a Libertadores.

Com a contusão de Fernando Prass, resolveu economizar.

Manteve Bruno e ele foi o responsável pela eliminação do time.

"Me ofereceram 30 goleiros", disse o manager.

A licença dada por Paulo Nobre vai além do imaginável.

Cobrar R$ 200,00 e R$ 60,00 para a estreia na Segunda Divisão é absurdo.

E avisa que tudo pode ficar pior.

Os preços podem aumentar.

Inacreditável.

Isso não é modernidade.

É inconformismo.

Saudade de quem fez o nome com os milhões da Parmalat.

E escolhe o caminho fácil para escapar da penúria.

Dos R$ 287 milhões em dívidas.

Sangrar o maior aliado: o angustiado torcedor palmeirense...
 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...

A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco…

 A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...
Abel Braga tem toda a responsabilidade.

Ele colaborou o quanto pôde.

Perdeu tempo demais.

Só colocou Rafael Sóbis e Felipe quando estava tarde.

Facilitou demais a missão do Olímpia.

Os paraguaios vieram para o Rio com o 0 a 0 em mente.

O técnico Ever Almeida abriu mão do jogo.

Armou sua equipe com três zagueiros fixos.

E mais três volantes.

A ordem era ter dez jogadores atrás da linha da bola.

A sua intenção era travar o time carioca.

Foi o que fez.

Sem muitas dificuldades.

O time de Abel Braga foi uma imensa decepção.

A torcida do Fluminense esperava muito mais.

Mesmo com a chuva que atormentava o Rio, ela foi a São Januário.

Mais de 14 mil torcedores que gritaram, incentivaram.

E no final cobraram o time.

O Fluminense foi irritante.

Principalmente sem a objetividade de Sóbis e Felipe.

Fred parecia que iria ter um ataque de raiva.

A bola não chegava para ele.

Sem Thiago Neves, Wagner deveria ser o articulador.

Só que esteve apático em campo.

Aceitou passivamente a marcação.

Não conseguiu achar Fred ou Wellington Nem.

Muito menos chutar de fora da área.

O Fluminense não teve força ofensiva.

Por vários motivos.

Abel Braga não conseguiu compactar o time.

Fred, isolado.

Wagner fora do jogo.

Bruno sem força alguma para atuar pela lateral direita.

Jean foi muito bem.

Se desdobrando no meio de campo.

Atuando como volante e meia.

Era o único com coragem de bater para o gol de fora da área.

Rhayner faz tudo perfeito, luta, tabela, avança em velocidade.

Mas sua incompetência em chutar para o gol é algo revoltante.

Inadmissível para um jogador profissional.

O que é visto com bom humor no Rio, na verdade é conivência.

Rhayner ocupa uma posição onde está sempre perto do gol.

Se não souber arrematar é melhor atuar como volante.

Um desperdício.

Vale a pena registrar que houve duas excepcionais chances de gol.

Mas a bola caiu nos pés errados.

Logo aos cinco minutos de jogo...

Wellington Nem descobriu um jogador do Fluminense livre.

Cara-a-cara com Martín.

Embora seja um bom goleiro, o profissional estava sozinho, livre.

Tinha a obrigação de marcar.

A não ser que se chame Leandro Euzébio.

O zagueiro não mostrou a menor sutileza, jeito.

Deu um chute forte em cima de Martín.

1fluminensefc A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...

Gol incrível desperdiçado.

Mas ele teria companhia na chance jogada fora.

Aos 19 minutos do segundo tempo.

Foi quando Fred saiu da área e serviu Rhayner.

Ele entrou na corrida, driblou Martín.

Mas na hora de chutar, errou o centro da bola.

Bateu de leve e ela saiu fraca, sem direção.

O Olimpia tinha em mente empatar.

Travar o jogo.

Foi o que conseguiu.

A articulação carioca era péssima.

Wagner parado no meio de campo nada fazia de útil.

Abel Braga estava paralisado.

Demorou para colocar Sóbis e Felipe.

Os dois melhoraram a equipe.

Se o Fluminense deu um sufoco verdadeiro no Olimpia foi graças aos dois.

Abel precisa de maneira urgente treinar chutes de fora da área.

Seu time não tinha espaço dentro da área.

Mas fora, sim.

Só que ninguém arriscava.

O 0 a 0 acabou sendo inevitável.

O Olimpia levou ótimo resultado para o Paraguai.

Na quarta-feira basta uma simples vitória e semifinal da Libertadores.

O Fluminense precisa se superar fora de casa.

No Rio, o empate de ontem foi irritante.

"Faltavam jogadas de profundidade.

Nós não conseguimos criar.

Não foi bom o resultado", alertou, preocupado, Fred.

Abel Braga esteve uma péssima noite.

Ele foi o responsável pelo resultado.

Nos últimos dez minutos seu time teve um a mais.

Aranda foi expulso.

Mesmo com mais espaço, o Fluminense como time não existiu.

Só dependeu de jogadas individuais.

De atletas que demoraram para entrar.

A semifinal da Libertadores ficou bem mais difícil.

Sobreviver no Defensores del Chaco será uma façanha.

A situação está tão difícil por falta de visão do seu treinador.

Abel Braga já salvou o Fluminense de situações terríveis.

Em São Januário ontem, ele contribuiu com o adversário.

Facilitou a missão do Olimpia.

Com Vagner, Rhayner ele já foi muito mal.

Deixar Edinho em campo, sem ter a quem marcar outro absurdo.

Agora resta prepara o Fluminense para a pressão paraguaia.

Quarta-feira que vem será um inferno.

Tudo poderia ser muito melhor.

Mas faltou visão do treinador para o time fazer a lição de casa.

Não fez.

E já se prepara para sofrer...

(Abel Braga se irritou ao ser questionado.

Seu raciocínio foi incompreensível.

Havia dito que era melhor empatar em 0 a 0 do que vencer por 2 a 1.

Diante de uma cachoeira de ironias, ele recuou...)
1reuters10 A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...

O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas…

1ae19 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...
Mais de 3.500 pessoas invadiram o treino do Atlético.

Ensandecidos pela possibilidade de ficar perto de Ronaldinho.

Isso em Tijuana, no México.

Cuca ficou tão impressionado que definiu.

O treino decisivo para o jogo de amanhã seria fechado.

Mesmo assim há a certeza de que o cerco continuará.

Dentro e fora do hotel.

E mesmo durante o jogo, há a perspectiva de muitos traidores.

Ou seja, mexicanos que gritem por "Dinho", como o meia é chamado por lá.

O que aconteceu foi apenas mais uma prova.

O Brasil tem dois ídolos verdadeiros.

Um é Neymar, um prodígio dentro dos nossos domínios.

Outro para consumo externo e interno, Ronaldinho Gaúcho.

A imprensa mexicana afirma que o debutante time mexicano foi longe demais.

Já abusou dos brasileiros.

Tirou a invencibilidade do campeão mundial Corinthians.

E eliminou o Palmeiras.

Agora a caminhada pela Libertadores deverá ser encerrada.

Não pelo Atlético Mineiro.

Mas pela equipe de Ronaldinho Gaúcho.

O técnico argentino Antonio Mohamed disfarça.

Garante que não teme o camisa 10.

Mas setoristas juram que o Tijuana fará marcação especial sobre ele.

Aliás, todo o sistema defensivo será modificado.

A maneira de marcar será mais forte.

Há muita preocupação.

Tudo graças a um jogador.

O mundo acompanhou de longe as gandaias de Ronaldinho.

Para o Exterior chegam as jogadas mais lindas, os gols.

E desde que ele foi para Belo Horizonte, é isso que o mundo vê.

Por isso não há perdão para o descaso de Luiz Felipe Scolari.

Não nesta falta de rumo da Seleção Brasileira.

Nesta falta de referência.

1efe6 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

Japão, México e Itália entrariam de outra maneira em campo.

Se seus treinadores e jogadores soubesse que o Brasil tem duas armas.

Dois atletas desequilibrantes, capazes de fugir ao script previsível de Felipão.

Mas o treinador não conseguiu encontrar uma maneira de aproveitar tanto talento.

Não quis nem deixá-lo no banco para obrigar os adversários a se preocupar.

Pensar no que fazer se ele entrar.

A pergunta que todos do Atlético mais ouvem no México é uma só.

"Por que Ronaldinho Gaúcho está fora da Copa das Confederações?"

Há grande constrangimento em responder.

Não tem explicação pelo que está jogando.

Repassam a culpa a quem de direito, Felipão.

Jornalistas europeus e sul-americanos vão pelo mesmo caminho.

O veterano treinador cometeu um grande pecado.

E não tem nada a ver com Romário em 2002.

Ronaldinho Gaúcho vive fase excelente.

Muito ao contrário do atacante pouco antes da Copa do Japão.

O Brasil da competição que está para começar pesará sobre Neymar.

Será ele quem terá a responsabilidade de fazer o diferente.

Decidir não só os jogos, mas o torneio para o Brasil.

Justo agora quando sua cabeça está um trevo.

O Barcelona acumula propostas baixas.

Os catalães querem levá-lo por uma barganha.

Sabem que seu contrato termina em julho de 2014.

E podem ficar com ele sem pagar um tostão ao Santos no próximo ano.

Para antecipar a situação, não oferecerem quanto vale, pelo menos R$ 100 milhões.

Se propõem a pagar menos da metade.

O jogador tem de falar para a imprensa que não sabe o que acontece.

A verdade é dura, impera o capitalismo.

Seu pai percebeu que basta esperar até dezembro.

E aí assinar um pré-contrato com o Barcelona.

Acertando tudo, preço dos direitos, luvas, salários.

Ele quer resistir ao assédio agora dos espanhóis.

Mesmo se o Santos ceder, ele vai exigir uma fortuna.

Neymar muda de ideia como muda de cabelo.

De acordo com seus 21 anos.

Muitas vezes quer ficar, outras sair.

Deixa por conta do pai.

Neymar ficou frustrado demais com a perda do tetra paulista.

Não sabe se chegará à outra final com o Santos.

Pode ser vendido.

Ou até pior, continuar muito mal acompanhado.

Com jogadores fracos, que não podem ajudá-lo a carregar o time à nova decisão.

Só sabe que daqui seis dias deverá se apresentar à Seleção.

E aí tudo ficará mais pesado.

Não há com quem dividir a responsabilidade da conquista.

Ronaldinho Gaúcho seria no mínimo um escudo.

Alguém para trocar ideia, mostrar o que viveu saindo do Grêmio cedo demais.

E com certeza, alguém que atrairia metade do interesse da imprensa.

Nacional e, principalmente, internacional.

A competição tem tudo para ser infernal para Neymar.

Felipão virou as costas a um ídolo.

Em um país que tem apenas dois.

E vai arcar com isso.

Ele que prepare sua velha desculpa nas coletivas.

A de não falar sobre um jogador que não convocou.

Pensa que está sendo esperto.

Mas os conselhos de seu assessor só fragilizam sua imagem como técnico.

O mostram como alguém que não precisa dar explicações.

Neste país de cordeiros que vivemos, foi fácil.

Será interessante responder a jornalistas do Exterior.

E principalmente aos torcedores.

As arquibancadas das novas arenas podem ser aliadas à Seleção.

Ou suas piores inimigas.

Ronaldinho Gaúcho seria um aliado que não poderia ser desprezado.

Até em Tijuana se sabe muito bem disso.

Só na sede da CBF que não.

Talvez durante jogos da Copa das Confederações, Felipão se lembre.

Da alegria, da emoção do abraço no reencontro entre os dois.

Por que na convocação ele se esqueceu.

Virou as costas a um dos dois únicos ídolos brasileiros...
1futurapress1 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão…

 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...
Nunca uma diretoria do Palmeiras torceu tanto pelo Corinthians.

Paulo Nobre só faltou mandar rezar missa.

Estava desesperado pela liberação do dinheiro da Caixa para o rival.

Era fundamental que o dinheiro da estatal fosse liberado.

Foram três meses de angústia.

Mas o dinheiro público estará estampando a camisa corintiana.

Os R$ 31 milhões continuarão a jorrar nos cofres.

Além da séria perspectiva de a estatal batizar o Itaquerão.

Nobre já preparou rojões.

O motivo é óbvio.

O Palmeiras está mergulhado em dívidas.

O clube deve R$ 287 milhões.

Levantamento da consultoria BDO é cruel.

Mostra que entre os clubes ricos do País foi o pior administrado.

Nos últimos cinco anos, a dívida cresceu 320%.

Em 2008 devia R$ 68 milhões.

As administrações Luiz Gonzaga Belluzzo e a de Salvador Palaia são as vilãs.

Foi quando o clube abriu os cofres e gastou o que não tinha.

Fez excessos absurdos.

Teve Luxemburgo, Muricy, Felipão.

Diego Souza, Kléber, Valdivia.

Aliás, Valdivia continua no clube.

E custando R$ 500 mil mensais.

O chileno já acumula mais de 110 partidas sem entrar em campo.

Mas recebendo em dia.

2reproducao9 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...

As dívidas se acumularam e se tornaram insustentáveis.

O clube perdeu credibilidade junto aos bancos.

A ponto de Paulo Nobre estar pedindo dinheiro usando seu nome.

Arnaldo Tirone adiantou todas as cotas de televisão.

O Palmeiras já recebeu o ano passado pelo Paulista de 2015.

Com o rebaixamento para a Série B, patrocinadores viraram as costas ao clube.

O caso Kia Motors foi constrangedor.

No ano passado, o clube deixou que a imprensa e seus torcedores fossem enganados.

O valor fictício de R$ 25 milhões seria o que o clube receberia por sua camisa.

O balanço palmeirense desmoralizou a diretoria passada.

Foi revelado que a Kia nunca pagou mais de R$ 17 milhões.

Tudo ficou ainda mais vexatório.

No final do ano passado, com o rebaixamento, a empresa anunciou sua saída.

Os dirigentes imploraram.

E a Kia aceitou ficar até o Paulista.

Mas pagando apenas R$ 500 mil por mês.

O que daria R$ 6 milhões por ano.

Quantia absurdamente baixa para um clube grande.

"Foi como se o Palmeiras tivesse pedido esmola", desabafa um conselheiro.

Mal acabou o vexame no Paulista, a Kia foi embora de vez.

Não deu abertura para colocar mais dinheiro no clube rebaixado.

Paulo Nobre tem profundos laços com banqueiros.

E é justamente esta proximidade que o fez torcer pelo Corinthians.

Ele sabe que a Caixa Econômica Federal quer bancar outros clubes.

Já tem o Avaí, Atlético Paranaense, Coritiba, Flamengo e Corinthians.

Negocia com o Santos.

Paulo Nobre colocou o Palmeiras na fila pelo dinheiro público.

Os contatos estavam quentes e esfriaram pela ação que bloqueava o dinheiro do rival.

Com a vitória de ontem, a estatal passou a ser sua grande esperança.

Sem patrocínio e sem dinheiro, o clube não fez contratações.

Vai por enquanto com o mesmo time que caiu no Paulista e na Libertadores para a Série B.

Com a obrigação de subir.

Não só por o Palmeiras ser um clube grande, tradicional.

Mas por 2014 marcar o centenário palmeirense.

Seria um vexame absurdo festejar os 100 anos na Segunda Divisão.

Inaugurar sua arena na Série B.

Por isso, Nobre precisa de dinheiro urgente.

Os R$ 287 milhões em dívidas travam o clube.

É preciso dinheiro urgente.

E infelizmente não há discriminação.

O dinheiro público da Caixa seria muito bem-vindo.

Tanto que Paulo Nobre tenta usar toda sua influência no mercado bancário.

Apela a amigos poderosos para a liberação do patrocínio.

Nem sonha com os R$ 31 milhões do Corinthians.

Ou os R$ 25 milhões do Flamengo.

No entanto quer mais do que o banco paga ao Coritiba, R$ 6 milhões.

O desejo é por R$ 15 milhões anuais.

Mas R$ 10 milhões seriam aceitos com muito alívio.

As empresas estão fugindo da camisa verde na Segunda Divisão.

Por isso Paulo Nobre vibrou tanto ontem com a vitória corintiana.

Só ele sabe o quanto está terrível administrar o Palmeiras.

Com os R$ 287 milhões de dívidas que herdou.

E ainda montar um time que garanta o acesso à Série A.

Torcer pelo sucesso do Corinthians é o de menos nesse caos.

Na estreia pela Série B, a camisa verde deverá estar limpa.

Nenhuma empresa quis colocar seu nome no peito dos palmeirenses...
3reproducao5 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...

Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão…

1ae18 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...
Acabou a Libertadores para a tevê aberta em São Paulo.

Nem se a final tiver Atlético Mineiro ou Fluminense.

A cúpula da Globo lamenta profundamente a queda do Corinthians.

Para executivos, a competição morreu para São Paulo.

A ordem não é transmitir jogos por transmitir.

Continua a determinação de priorizar.

Esperar pela competição que o Corinthians estiver disputando.

Por isso não houve a menor dúvida em relação a amanhã.

Dia consagrado de futebol na emissora.

A rejeição a Neymar já contaminou até seus maiores defensores.

A Globo não mostrará Santos e Joinville pela Copa do Brasil.

Colocará no ar um filme do Tom Cruise.

Na semana que vem já voltará o amado Corinthians.

A emissora carioca mostrará o confronto diante do Goiás, quarta, dia 29.

Está valendo o acordo selado entre Marcelo Campos Pinto e Andrés Sanchez.

Quando o presidente corintiano implodiu o Clube dos 13.

1reproducao18 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...

Ao lado do Flamengo, o clube do Parque São Jorge é o que recebe mais da emissora.

São R$ 120 milhões anuais.

É o mais mostrado pela emissora.

Há muito maior exposição do time, da marca, dos patrocinadores.

As diretorias rivais ainda tentaram protestar no passado.

Mas desistiram.

Já faz parte do dia-a-dia do futebol.

As maiores audiências do esporte em 2012 na emissora foram corintianas.

Mais do que a Seleção Brasileira.

Na conquista da Libertadores diante do Boca, foram 46 ponto.

Cerca de 71% dos aparelhos ligados estavam focados na partida.

Na decisão do Mundial de Clubes, a audiência foi impressionante.

32 pontos, quando o normal é seis, sete pontos às sete do domingo.

Em 2013, a mesma coisa se repetiu.

A eliminação do Corinthians pelo Boca nas oitavas foi um sucesso.

Rendeu 33 pontos.

Bateu o jogo da Seleção contra o Chile, 29 pontos.

Há quem tentasse argumentar sobre a importância de continuar a mostrar a Libertadores.

Mas os executivos foram inclementes.

Fluminense e Atlético Mineiro não têm apelo em São Paulo.

Quem quisesse ver, procuraria as tevê a cabo.

O fenômeno não é novo.

A emissora não mostrou para São Paulo finais não envolvendo paulistas.

Inter e Chivas em 2010.

Cruzeiro e Estudiantes em 2009.

Fluminense e LDU em 2008.

Grêmio e Boca Juniors em 2007.

Os clubes não têm como argumentar.

A emissora compra os direitos de transmissão.

E mostra onde quiser.

É um desperdício para o Atlético Mineiro e Fluminense.

São Paulo é a maior cidade da América Latina.

Está repleta de atleticanos e tricolores.

Mas não há espaço para choro.

Se quiserem ver seus clubes, busquem tevês a cabo.

Para Globo não interesse mostrar esses times aos paulistas.

Sempre que possível Corinthians, Corinthians, Corinthians.

E mais Corinthians...
2reproducao8 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...

A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família…

1reproducao17 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...
Toda a confusa situação de Neymar rouba o foco.

O noticiário chega a ser cansativo sobre a saída do jogador.

Só aumenta a sua exposição.

E rejeição.

Enquanto todos discutem Neymar, Muricy Ramalho fica esquecido.

Ele acaba de perder uma grande oportunidade.

Comandar o Santos ao inédito tetracampeonato paulista.

Mas parece não ter sentido a tristeza que deveria.

Está muito diferente.

Contido, preocupado, tenso.

Seu trabalho começou de maneira sensacional.

Venceu o Paulista e a Libertadores de 2011.

O time se impunha como o melhor do país.

Com Neymar e Ganso afinados.

A desilusão começou na decisão do Mundial contra o Barcelona.

O treinador já não mostrava um pingo de confiança na véspera do jogo.

"Para jogar contra eles tem que colocar 16 em campo."

Como não pôde, o Santos foi goleado por 4 a 0.

Foi uma das decisões de Mundial mais fácil da história.

A partir daí, nunca mais foi a mesma coisa.

O título paulista de 2012 já não empolgou.

Na Libertadores esteve para ser eliminado.

Ganso tinha vários problemas físicos.

Neymar já começava a ser anulado.

O time capengou até que enfrentou o Corinthians.

E veio a eliminação.

A partir dela, a primeira reformulação no time.

Não deu certo.

A ponto de a equipe não se classificar para a Libertadores de 2013.

A Olimpíada e as inúmeras convocações de Neymar sabotaram o trabalho.

Veio o título da Recopa, palidamente comemorado.

Dentro das expectativas, o centenário foi um fracasso.

A esta altura, o trabalho de Muricy já era questionado.

Perdeu o status de candidato à Seleção Brasileira.

Ela que já esteve nas suas mãos em 2010.

Mas o Fluminense não o liberou de sua multa contratual.

E também não teve a garantia de Ricardo Teixeira que ficaria até a Copa.

O treinador não aceitou.

Ter o melhor jogador do Brasil foi sua sorte e sua desgraça.

Graças a Neymar, o time venceu jogos importantes.

Mas também por ter o jogador, o Santos nunca fez grandes investimentos.

Só trocou Ganso por Montillo.

Na prática conta com Rafael, Arouca, Cícero e o argentino como bons jogadores.

O restante fica à cargo de Neymar.

O time se tornou dependente de seu estrela.

Assim como o esquema tático de Muricy.

Previsível, confuso.

Mesmo com jogadores baixos, apela para bolas aéreas.

E os desvios de Edu Dracena e Durval.

O Santos virou uma equipe comum com um excelente jogador.

Muito pouco.

1gazeta11 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

Para quem era campeão da América em 2011 e tem Muricy.

Tudo que está ruim pode ficar pior.

Foi o que aconteceu quando o treinador foi internado às pressas.

Em abril.

Ele teve uma crise de diverticulite.

Inflamação no intestino grosso, que provoca muitas dores no abdômen.

Lá ficou definido.

Há a necessidade de uma operação no final do ano.

Quando teve o diagnóstico, o treinador se lembrou de Telê Santana.

Seu mestre no início da carreira como técnico no São Paulo.

Muricy o adorava.

Compartilhavam a paixão pelo futebol e o mau humor.

A parceria foi perfeita, se tornaram amigos.

Telê Santana tinha uma vida espartana, voltada para o São Paulo.

Morava no Centro de Treinamento da Barra Funda.

Os resultados do time eram fantásticos.

Ganhou dois Mundiais, duas Libertadores, entre vários títulos.

Tinha seis anos de clube quando começou a ter tonturas.

Os exames apontavam a necessidade de um cateterismo.

Ele voltou do Instituto Dante Pazzanese com a isquemia cerebral.

Perdeu aos poucos a capacidade de falar e se movimentar.

Foi obrigado a parar de trabalhar com 64 anos.

Viveu mais dez, só que os efeitos da cruel doença não o perdoaram.

Mesmo cercado de familiares e amigos, mal reconhecia as pessoas.

Muricy acompanhou todo esse processo.

E ao se ver no hospital internado e tendo de operar no final do ano, avisou.

Iria antecipar o final da sua carreira.

"Vi o que aconteceu com o Telê.

Ele fez como eu estou fazendo.

Só me dedicando ao trabalho, ao futebol.

Deixando as pessoas que amo, minha família de lado.

Quanto parar quero ter tempo de conviver com eles."

2reproducao7 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

Muricy fará 58 anos em novembro.

Já está milionário.

Tem condições plenas de parar e ter uma vida de conforto.

Ele e sua família.

De acordo com a imprensa santista não pode reclamar do salário.

Recebe R$ 700 mil a cada 30 dias.

Tem contrato até o final deste ano.

Diz que pensa em parar, mas não é para já.

Só que confessa que não quer seguir o caminho de seu mestre.

"O Telê foi meu treinador e depois voltei a trabalhar com ele no São Paulo.

É duro você encontrar todo dia a pessoa.

E perceber que ele está esquecendo as coisas.

Fui um dos primeiros a perceber ao lado do doutor José Sanchez.

Tivemos que levá-lo na marra pela primeira vez para fazer exames.

Depois vi a sua piora.

Foi tudo muito triste."

Muricy também ficou impressionado com o AVC de Ricardo Gomes.

"O Ricardo parece ser um cara muito calmo.

Mas não é.

A pressão, o stress é 24 horas em quem decide ser treinador.

Lamentei demais o AVC que ele teve."

Pessoas que vivem o dia-a-dia da Vila Belmiro perceberam a mudança.

Muricy voltou diferente do período de internação por causa da diverticulite.

Não está tão ranzinza, tão tosco nas entrevistas.

Mesmo no trato com os jogadores, as broncas diminuíram.

Está mais consciente, tentando se mostrar mais tranquilo.

Tem até mais paciência com a diretoria que não consegue resolver a questão de Neymar.

E nem trazer os reforços que tanto pede.

"Eu não vou parar agora.

Mas não quero conviver mais dez anos com vocês, jornalistas", brinca.

Na verdade o que está acontecendo com Muricy é claro.

Suas perspectivas de grandes vôos como Seleção não existem.

A promessa de super-time prometido por Luís Álvaro não foi cumprida.

Resolvido financeiramente, está pensando se vale a pena tanta pressão, tanto sacrifício.

Telê Santana e Ricardo Gomes viraram referências do que não deve fazer.

Pensando apenas nele e na sua família, Muricy está mais do que certo.

Mas um treinador de um grande time como o Santos não pode titubear.

Precisa respirar fundo e mergulhar de cabeça na profissão.

Viver com alegria o privilégio das 24 horas de tensão.

Está comandando o Santos Futebol Clube.

E este clube merece o melhor, toda a dedicação do seu técnico.

Se ele está disposto a continuar trabalhando dessa maneira, ótimo.

Monte um time para ganhar o Brasileiro e que volte á Libertadores.

Muricy é um grande treinador.

Trabalhador meticuloso, vibrante.

Campeão da Libertadores, tetracampeão brasileiro.

Mas os títulos vieram com a dedicação de corpo e alma.

Se não for assim, o melhor é usufruir tudo que conquistou.

Se permitir aproveitar sua linda família.

Fazer tudo o que Telê Santana não conseguiu.

E deixar o Santos seguir sua vida...
1ae17 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante…

1reuters9 1024x576 José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante...
O ídolo de Vanderlei Luxemburgo foi mandado embora.

José Mourinho deixou o Real Madrid.

Pelos mesmos motivos que o treinador gremista fracassou.

Seu personalismo, virou um escravo do ego.

Acreditou demais no apelido de Special One dado pela torcida do Chelsea.

Se achava acima do bem e do mal.

Acreditava que bastaria o seu carisma para ficar até 2016.

Tinha assinado contrato com o Florentino Pérez.

O presidente do Real Madrid lembra muito Fabio Koff.

Os dois tiveram momentos fantásticos como presidentes de clubes.

Hoje se sentem meio perdidos diante da modernidade.

Não basta contratar e colocar os jogadores nas mãos de treinadores egocêntricos.

Se o dirigente não der limite, acompanhar o dia-a-dia, o ego toma conta.

Há uma grande diferença básica em relação a José Mourinho e Luxemburgo.

O português estava no auge quando largou a Inter de Milão e foi para a Espanha.

Luxemburgo não.

Estava largado pelos grandes clubes de São Paulo, Rio e Minas.

Todos estavam cansados do seus projetos.

Acompanhavam de perto sua decadência.

O 'deixa comigo' não convencia mais.

Bastava verificar o seu currículo.

E o empolgado Paulo Odone não o contrataria.

Ele sabia que a inauguração da nova arena coincidiria com a Libertadores de 2013.

E Luxemburgo é um dos últimos técnicos recomendados a trabalhar na competição.

São 33 anos como treinador.

Disputou sete Libertadores.

Passou vergonha em todas elas.

O máximo que conseguiu foi levar o Santos à semifinal.

Caiu diante do Grêmio de Mano Menezes.

Que perderia o título para o Boca Juniors.

Nestes 33 anos, Luxemburgo só não perdeu a empáfia.

Seu carisma, o toque mágico foram embora há muito tempo.

Se tornou um treinador comum, previsível.

E complicado.

Arrumando confusões a quem o convida para trabalhar.

1gremio José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante...

Continua iludindo os dirigentes que querem ser iludidos.

Apresenta times fantásticos, sem chance de serem derrotados.

Mas chega a realidade e as derrotas.

O planejamento que parecia sensacional se torna ridículo.

Ou do que adiantou fazer o Grêmio ficar dez dias na Colômbia.

E em campo atuar como um time pequeno diante do Independente Santa Fé?

Mourinho chegou em 2010 cheio de pose no Real Madrid.

Trabalharia com um elenco estelar.

Cristiano Ronaldo, Ozil, Kaká, Modric, Di Maria.

Sua pose era de quem sabia o caminho para a Champions League.

E chegou perto.

Foram três semifinais.

Mas perto para o bilionário Real Madrid não servia.

Ganhou Campeonato Espanhol, travando o Barcelona no auge.

Foi pouco demais pelas expectativas que gerou.

Sua maneira arrogante de agir logo o colocou diante dos líderes do time.

Como Luxemburgo, ele conjuga bem demais os verbos fundamentais do futebol.

"Eu venço, nós empatamos e eles perderam."

Foi assim que bateu de frente com Casillas.

O líder do time e capitão da Seleção Espanhola, campeã do mundo.

Ele não o quis mais titular.

Quis mostrar força e escalar Diego López.

Acabou se enrolando com Kaká.

O queria longe, mas o contrato do brasileiro foi muito bem amarrado.

E o esqueceu na reserva.

Mourinho foi criando casos surreais.

Como quando enfiou o dedo no olho de Tito Vilanova, então auxiliar de Guardiola.

Brigou com jornalistas.

Cansou de dizer que era muito mais querido na Inglaterra.

Sugeriu que lá seria um lugar mais civilizado e melhor para trabalhar.

Acumulou decepções.

A gota d'água foi a perda da Taça do Rei.

A perdeu para o Atletico de Madrid por 2 a 1.

Descontrolado, foi expulso.

Sua última partida pelo Real Madrid foi patética.

Mourinho não quis sair do clube.

Foi demitido.

Florentino Perez se viu diante do mesmo impasse de Koff.

Mas não teve medo.

Foi investimento pagar multa e se livrar do problemático português.

Está contratando Carlo Anchelotti do PSG.

Bicampeão da Champions.

O treinador que fez Kaká viver seu auge no Milan.

Mourinho vai encontrar guarida junto a outro especialista em egos.

Roman Abramovich, russo bilionário dono do Chelsea.

Rafa Benitez já havia deixado claro que o português chegaria.

Luxemburgo tem contrato até dezembro de 2014 com o Grêmio.

Mas há campanhas de torcedores contra ele.

Trouxe jogadores que viraram alvos dos torcedores.

Cris, Adriano, André Santos, Welington.

Garantiu que se viessem Barcos e Vargas, o ataque seria infernal.

Não disse a Koff, no entanto, que escalaria o chileno como ele não gosta de jogar.

Fixo aberto, ele não rende nem metade do que pode.

Informações sobre atletas que atuam no Exterior nunca foi seu forte.

Apesar de colocar a mesma banca de Mourinho.

O Grêmio estava carente de técnicos de ego.

Luxemburgo substituiu Caio Júnior, humilde demais para o cargo.

Florentino Pérez demorou mas tomou atitude.

E anunciou hoje que José Mourinho e seu ego vão para longe do Real.

Fabio Koff ainda não foi por esse caminho.

Está perdendo a sua maneira firme de agir.

Hoje nem apareceu no treino.

Luxemburgo fez de conta que nada estava acontecendo.

Que o projeto do milionário Grêmio foi abortado pelo Santa Fé.

E deu treino normalmente.

Estava descansando do fracasso no Rio de Janeiro.

Desde que pisou em Porto Alegre, só fracassos.

Não ganhou nem um turno do Gaúcho de 2012.

A mesma coisa no Campeonato Gaúcho de 2013.

Caiu na Copa do Brasil.

Na Sul-Americana.

No Brasileiro só a vaga para a Libertadores.

E eliminação da Libertadores de 2013 nas oitavas de final.

Tudo isso com um time que custa R$ 7 milhões por mês.

Luxemburgo e José Mourinho têm o mesmo ego.

O português é muito mais competente do que ele.

Mas foi defenestrado do Real Madrid pelo pífios resultados.

Partiu com seu currículo de duas Champions League.

Luxemburgo ainda não.

Fabio Koff reluta, não quer gastar com a multa rescisória.

Pior para o Grêmio.

Começará no próximo final de semana o Brasileiro.

E o professor parece que estará lá.

Para fazer as suas promessas, apresentar seus projetos infalíveis.

Que lembram o plano de Cebolinha para sumir com o Coelho da Mônica.

Nunca chegou sequer a uma final de Libertadores.

Em 33 anos de carreira!

Pérez se cansou da cantilena de Mourinho.

E agiu.

Fábio Koff está esperando pelo insuportável.

E ele chegará com o decadente Luxemburgo.

Optou por perder tempo e dinheiro.

A demissão do treinador e seu fraco trabalho é uma questão de tempo.

Conselheiros sonham com Mano Menezes, com Renato Gaúcho.

A torcida não quer o técnico carioca.

Só falta Koff agir.

Seria bom ele acompanhar o que aconteceu hoje em Madrid.

Ou então tentar descobrir o que aconteceu no Real há nove anos.

O time espanhol suportou Luxemburgo por 12 meses em 2004.

Ele nas mãos Zidane, Ronaldo, Roberto Carlos, Raul, Beckham.

O resultado foi o mesmo que em Porto Alegre.

Fracasso absoluto.

Não ganhou nem um mísero título.

O dinheiro da multa não pode ser tão importante.

Não mais do que o futuro do Grêmio.

Dando sobrevida ao ultrapassado técnico, Koff sabe.

Só aumentará a agonia de sua torcida.

Tentará que Luxemburgo peça demissão.

O presidente vai perder tempo e dinheiro.

O treinador aprendeu muito bem a lidar com demissões.

É o que o que mais faz nos últimos anos.

De Porto Alegre ele só sai com sua multa no bolso...

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