Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi…

agestado44 Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi...

A recuperação de Lula é fundamental ao Corinthans.

O ex-presidente se mostra revigorado depois do tratamento para o cancêr na laringe.

Está saindo de casa, conversando, articulando.

Desde que foi diagnosticado com a doença, a vida de Andres Sanchez travou.

E a do Corinthians fora de campo também.

O ex-presidente corintiano viu seu grande mentor fora de combate.

Em seguida, Ricardo Teixeira fez o que não poderia,.

Deixou a presidência da CBF e foi buscar abrigo em Boca Raton.

Andrez ficou sem padrinho.

Pagão viu quem não esperava renascer.

José Maria Marin foi o Jason na vida do corintiano.

Ele assumiu a CBF e o apadrinhado passou a ser Juvenal Juvêncio.

O São Paulo tomou do Corinthians o livre acesso à CBF.

A reviravolta foi tardia para a Copa do Mundo.

Mas pode não ser para a Copa das Confederações.

Os estádios estão atrasados e correm perigo.

Salvador e Recife são os mais ameaçados.

E não é que Juvenal Juvêncio disse que o Morumbi está 'às ordens'?

O Itaquerão não é nem levado em consideração.

Marin quer que o novo estádio esteja pronto para abrir o Mundial.

E só.

Sem Ricardo Teixeira e Lula, Andres ficou pagão, vagando como um fantasma na CBF.

O diretor de Seleções e Mano Menezes perderam todo o prestígio que tinham.

O técnico tem que formalmente dizer quem pretende convocar.

E submete os nomes ao veto de Marin.

Andres, matreiro, sumiu do noticiário.

Percebeu que a hora era de se recompor.

E fazer novenas para a recuperação de Lula.

As preces foram ouvidas.

O ex-presidente está recuperado.

Na hora em que o Corinthians mais precisa dele.

Por mais que o clube já tenha oferecido a dezenas de empresas...

Nenhuma se mostrou disposta a pagar R$ 400 milhões para dar nome ao Itaquerão.

Está uma enorme dificuldade.

Todos estão tentando ajudar.

E lucrar, lógico.

Ronaldo com a sua 9ine tentou seduzir a Ambev.

Mas a negociação mal começou e vazou pela imprensa.

E foi travada.

Rosenberg entrou em contato com os representantes da Emirates.

Muita conversa e nada de útil.

O vice corintiano foi até a Pequim.

Tinha esperança que Zizao mudasse alguma coisa.

Mas empresários não se empolgaram com o chinês que não sai do departamento médico corintiano.

O projetos se mostrou um fracasso em todos os sentidos.

Andres tinha a certeza que o Itaquerão teria nome em 2011.

E que R$ 400 milhões deitariam nos cofres corintianos.

Agora tem a esperança que Lula possa ajudá-lo nos contatos.

Principalmente com estatais.

Dilma Rousseff fechou o Palácio do Planalto para o Corinthians.

Andres não é atendido semanalmente pela presidente como era por Lula.

A esperança do dirigente é que tudo mude com a recuperação do padrinho.

Mas ele tenta ser sutil.

Poderia ter forçado a barra e ido no jogo do São Bernardo.

Na tribuna estava José Maria Marin e Lula.

Seria óbvio estar o ex-presidente corintiano.

Mas ele não foi porque sabia que seu grande novo inimigo ocupava um belo lugar.

Marco Polo del Nero é o mentor de Marin.

E trouxe o poder das decisões do futebol brasileiro para São Paulo.

Andres nunca teve proximidade de Marco Polo.

Não pensou que precisava.

A roda gigante mudou de posição e ele estava em baixo, preocupado.

Sem poder, esquecido.

Lula revigorado é a sua esperança.

Quer virar o jogo novamente.

Mas está difícil.

Um ex-presidente nunca é tão influente como nos tempos em que estava no poder.

Sabe que Lula fará o que puder.

Nada é garantido como outrora.

Sem Luis Ignácio da Silva, o Itaquerão não sairia do papel.

A cúpula da Odebrecht, a luta de Kassab pela isenção fiscal de R$ 420 milhões.

Os R$ 80 milhões de 'apoio' de Alckmin.

A participação do BNDES.

E tudo o que está sendo necessário para a construção do estádio de um bilhão de reais.

A participação de Lula junto a Ricardo Teixeira e à Fifa foi primordial.

Agora seu poder é menor, mas continua poderoso.

E sua ligação ao Corinthians é algo que transcende a lógica.

É uma paixão de torcedor.

Como Laudo Natel, que ama o São Paulo e fez tudo pelo Morumbi.

Assim fica mais fácil entender a felicidade de Andres Sanchez...

reproducaospfc Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi...

Corinthians, Vasco, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético, Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad. A importância do primeiro jogo eliminatório na Libertadores e na Copa do Brasil…

divulgacao038 Corinthians, Vasco, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético, Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad. A importância do primeiro jogo eliminatório na Libertadores e na Copa do Brasil...
A angústia do primeiro jogo de dois eliminatórios.

Vasco, Corinthians, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético...

Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad de Chile...

Cada um deles com um plano diferente para sobreviver.

A começar pelo Vasco.

Cristóvão e seus experientes jogadores sabem que hoje é o dia.

Usar o caldeirão de São Januário para vencer o Corinthians, de qualquer jeito.

Um gol de vantagem está excelente.

Tite deixou escapar que não desejava confronto com times brasileiros antes da final.

O motivo todo torcedor de arquibancada sabe.

E os vascaínos também.

Quando o time pisa no Pacaembu precisando da vitória para não ser eliminado é uma agonia.

A Libertadores é o campeonato dos sonhos e do desespero para corintianos.

O torneio tira os torcedores e dirigentes do sério.

O ambiente fica insuportável.

O time acaba transpirando não suor, mas medo.

"Foi como nós eliminamos o Corinthians.

Sabíamos que nosso time era mais fraco, só que eles travariam.

E travaram mesmo no Pacaembu, com Ronaldo, Mano e tudo mais."

Esta a explicação de Vagner Love lembrando do que aconteceu na Libertadores de 2010.

As equipes brasileiras costumam tirar vantagem do trauma.

Assim, Cristóvão preparou seu time para resolver a situação hoje.

Mesmo sem Dedé, melhor zagueiro do País, vai abrir seu time.

Nenhuma equipe tem tanta massa encefálica.

Juninho Pernambucano e Felipe compensam em neurônios os muitos anos.

Caberá aos dois ditarem o ritmo do jogo.

E fazer com que Diego Souza e Éder Luís abram espaço para Alecsandro resolver.

Fágner e Thiago Feltri também estão liberados para jogar como pontas.

A ordem é conseguir a vitória de todo o jeito.

Plano exatamente contrário ao de Tite.

Não foi por acaso que o treinador não deixará um atacante fixo.

Seu sonho é ver seu time se comportando como o Barcelona de Itaquera.

Com Danilo, Alex, Jorge Henrique e Emerson trocando passes e posições.

Fazendo com que o Corinthians acabe com o ímpeto vascaíno tocando a bola.

De pé em pé para deixar o ritmo lento, procurando espaços na fraca defesa carioca.

Não haverá pressa.

Muito pelo contrário.

Tite não pensa na história mais batida da Libertadores.

Perder marcando gols é interessante para quem decide em casa, na próxima rodada.

Pode ser para todos os outros times, menos para o Corinthians.

Derrota em Libertadores significa um pé no Apocalipse.

É proibido sonhar com a postura ofensiva que o time adotou no México, contra o Cruz Azul.

Será muito mais próxima da contra o Emelec no Equador.

O sonho é travar o advesário fora e matar em casa.

Simples assim.

Um empate seria considerado maravilhoso.

A maior chance de vitória paulista será nas bolas aéreas.

O treinador sabe que é o caminho diante de Renato Silva e Rodolfo.

Escanteios e faltas laterais serão a válvula de escape.

Mais do que as bolas levantadas por Alex, o grande medo em São Januário tem nome e sobrenome assustadores.

Sandro Meira Ricci.

Ninguém o queria neste jogo.

Foi uma teimosia de Sérgio Correa.

A sorte está lançada.

No Morumbi, a dupla caipira Leão e Paulo Miranda são as estrelas.

O treinador resolveu enfrentar a diretoria e o bom senso.

Escalou o zagueiro que foi afastado das partidas contra a Ponte por Juvenal Juvêncio.

Quis mostrar que manda na escalação do time, mesmo com a direção não querendo o retorno do jogador.

Leão está por sua conta e risco.

Ele tem contas para acertar com o campeão goiano.

O Goiás foi a última equipe que treinou antes de ser aposentado compulsoriamente.

Saiu de lá brigado com a direção.

Ouviu que estava acabado para o futebol.

Passou um período no exílio até que Juvenal o resgatou.

E o vaidoso técnico quer mostrar o quanto estavam errados os dirigentes do Planalto Central.

Colocará o São Paulo para matar a decisão no primeiro jogo.

Todo escancarado no ataque.

Só Denílson protegendo Paulo Miranda e Rhodolfo.

Casemiro, Cícero, Jadson, Lucas e Luís Fabiano na frente para limpar a honra de Leão.

Douglas e Cortez estão liberados para atacar.

Ao mesmo tempo, se precisar.

Será a certeza de muita emoção e pouca razão no Morumbi.

O Goiás de Enderson Moreira não é ingênuo.

Muito pelo contrário.

É um time de muita pegada, marcação no meio de campo.

E velocidade no contragolpe.

Enderson até que está gostando dessa ansiedade são paulina.

Seu plano de jogo busca explorar exatamente essa correria desenfreada que Leão quer.

Ele sabe o quanto o time paulista se desmancha taticamente quando ataca.

E vem preparado para contragolpes cirúrgicos.

Acredita ser o segredo para mostrar à direção do seu clube que estava certa.

Não adianta ter um técnico do Sudeste famoso e ultrapassado.

Leão quer acabar com as quartas de final da Copa do Brasil hoje.

Enderson também.

Cada qual de sua maneira.

Em Curitiba, o medo entra em campo com o Palmeiras.

Luiz Felipe Scolari não se esquece dos 6 a 0 contra o Coritiba.

O Atlético Paranaense de Carrasco não tem o toque de bola e nem a eficiência ofensiva do time de Marcelo Oliveira de 2011.

Mas é uma equipe ferida, raivosa.

O rebaixamento no Brasileiro de 2011 empurrou o clube para a Série B.

Houve uma reestruturação profunda.

O time joga a Copa do Brasil para resgatar o orgulho.

Está mais atormentado por perder o Paranaense na decisão por pênaltis.

Quer usar o Palmeiras para se vingar.

O treinador uruguaio sabe que terá pela frente uma equipe famosa.

Mas limitada.

Vai usar a força, a virilidade para tentar ganhar bem o jogo.

Sabe da insegurança de Maurício Ramos e Leandro Amaro em qualquer cruzamento.

O Atlético tem seu Marcos Assunção: Paulo Baier.

Será um duelo de bolas aéreas.

Manoel e Renan Foguinho se viram um pouco melhor.

O time paranaense sabe que depois da Copa do Brasil virá o ostracismo.

A dureza da Série B.

E faz da competição o seu torneio do ano.

Luiz Felipe sabe que está em contagem regressiva no Palmeiras.

Não renovará seu contrato nem sob tortura.

E quer tirar o trauma de Curitiba.

Escapar de outra humilhação.

Com um time tão sem esperanças quanto o de 2011, ele vai tentar se defender no Paraná.

E rezar para que o inconstante Valdivia esteja disposto e em um bom dia.

O pior custo/benefício do futebol brasileiro estará de novo com a camisa 10 verde.

Banido da Seleção Chilena, cabe a ele ser o articulador dos contragolpes verdes.

E tentar levar a bola para Barcos, que mostra uma enorme dificuldade contra times bons.

Foi o rei contra equipes de aluguel no Campeonato Paulista.

Resumo da ópera, o Palmeiras jogará em Curitiba para escapar de um novo vexame.

E o Atlético quer se vingar do mundo e aproveitar os holofotes diante do time do angustiado Scolari.

O Vitória perdeu a hegemonia do futebol baiano no domingo.

E tem de reagir.

Na sua casa contra o Coritiba, campeão paranaense.

O time passa pelo ridículo.

Insiste com Paulo César Carpegiani.

O técnico que aceitou a proposta, mas teve de voltar atrás.

Sua mulher não queria que trabalhasse em Salvador.

O treinador mandou avisar que mostrou quem manda em casa.

Conseguiu a carta de alforria e deve assumir o clube.

Tristes dirigentes que dependem de uma crise entre marido e mulher para seguir em frente.

O eterno interino Ricardo Silva sabe que o empate em casa é interessante.

A começar por não poder escalar o goleiro Renan, machucado.

Douglas, o vilão da decisão do Baiano, continuará no time, apesar do protesto da torcida.

Pedro Ken e Uelliton foram suspensos na partida de eliminação do Botafogo.

Romário, Nino Paraíba e Léo continuam machucados.

O Vitória estará desfigurado, abatido pela perda do título para o Bahia.

E com Ricardo Silva de saída.

A sempre empolgada torcida baiana está insatisfeita com o clube na Série B novamente.

O lado psicológico da partida pende para o lado do Coritiba.

Com a conquista do Campeonato Paranaense, no domingo, Marcelo Oliveira está empolgado.

Quer conquistar a competição que foi vice em 2011.

O estilo de toque de bola em velocidade não mudou.

Os deslocamentos, as infiltrações e, principalmente, as triangulações fazem do Coritiba uma das equipes mais modernas do País.

Além disso tem Everton Ribeiro em ótima fase.

Mesmo sem a regência de Theco, o Coritiba é franco favorito hoje em Salvador.

Tem tudo para deixar bem fácil a situação na partida de volta das quartas no Paraná.

Já Libertad tem na violenta torcida paraguaia a sua maior arma contra a Universidad de Chile.

Os chilenos tem uma equipe de toque de bola, a ponto de ser batizada de Barcelona da América do Sul.

Vendeu jogadores importantes e fragilizou seu sistema defensivo.

A Universidad foi goleada pelo Deportivo Quito, mas deu a volta por cima.

Foi sensacional...

A velocidade é o ponto forte do Libertad neste primeiro confronto das quartas da Libertadores.

Enquanto a equipe andina tentará impor seu toque de bola.

Jogo muito interessante e imprevisível.

A noite desta quarta-feira será fundamental para o destino destes dez times em 2012.

Mostrará toda a importância do primeiro jogo de dois eliminatórios.

E que muita coisa já está decidida quando começa o segundo...

“Não ficaria surpreso se Anderson Silva parasse depois de lutar com Sonnen. Não há adversários à sua altura no UFC. Ele sabe disso.” Eduardo Ohata, autor da biografia do melhor lutador de MMA de todos os tempos…

reproducao4477 Não ficaria surpreso se Anderson Silva parasse depois de lutar com Sonnen. Não há adversários à sua altura no UFC. Ele sabe disso. Eduardo Ohata, autor da biografia do melhor lutador de MMA de todos os tempos...

Anderson Silva.

"O maior lutador de MMA de todos os tempos."

A definição é de Dana White.

O presidente do UFC não morre de amores por ele, mas reverencia o seu talento.

É obrigado.

Anderson é campeão dos médios desde outubro de 2006.

Foram nove defesas de cinturão.

Quebrou todos os recordes da entidade.

É cultuado no Japão, na Inglaterra e, principalmente, nos Estados Unidos.

Quase um semideus.

Mas no Brasil nunca teve essa notoriedade.

E isso sempre o incomodou.

Com o UFC disposto a fazer valer o ditado que é o esporte que mais cresce no mundo...

Os irmãos Fertitta, donos do evento, resolveram incluir o Brasil no circuito.

E lógico que Anderson foi a estrela principal do UFC no Rio.

A partir deste vendo, decidiu que a hora havia chegado.

Seria conhecido no seu país.

Virar um ídolo nacional, como sempre foi seu sonho.

E passou a fazer uma contínua peregrinação em programas de tevê.

Foi para rádio, falou a jornais, sites.

Mas nunca foi tão profundo, intenso como na sua corajosa biografia.

Anderson escolheu com cuidado a quem iria contar a vida sofrida que teve.

E a reviravolta no destino que o transformou no maior lutador de MMA de todos os tempos.

Eduardo Ohata foi o jornalista privilegiado que ouviu sua história.

Responsável pela coluna mais respeitada de bastidores do futebol brasileiro, o Painel.

Ohata é também um especialista em boxe e artes marciais.

O jornalista conseguiu revelações incríveis do reservado Anderson.

Como a que chegou a pegar uma arma para matar o treinador Rafael Cordeiro.

O sentimento de culpa que carrega por não ter recursos quando sua filha morreu nos seus braços.

Ter perdido os cabelos que desejava lisos passando um creme chamado Alisabel.

E inúmeras outras.

O livro se chama O Relato de Um Campeão. Nos Ringues e na Vida.

O Brasil começa a conhecer de verdade Anderson Silva.

Ninguém melhor de quem teve o privilégio de partilhar a intimidade de Anderson para decifrá-lo.

Em entrevista exclusiva com Eduardo Ohata a oportunidade de entendê-lo.

O Anderson está com 37 anos. Até quando o Anderson vai lutar?

Eu tenho a nítida impressão que essa luta contra o Chael Sonnen pode decidir seu destino. Ele já é campeão dos médios há seis anos. Não há ninguém mais na categoria com chance de brigar de verdade pelo cinturão. O Sonnen é a última esperança do UFC, dos fãs que desejam um combate disputado. Na histórica luta entre eles, o Anderson estava com uma costela trincada. E o Chael dopado. Mesmo assim, o brasileiro ganhou. Se vencer novamente sabe que não há na sua categoria alguém para ameaçá-lo. Eu não ficaria surpreso até se ele resolvesse parar de lutar. O seu espírito não é de uma pessoa que vai ficar lutando até não poder mais. Muito pelo contrário, o Anderson quer parar no auge, para ser lembrado. O motivo é simples. Sua alma é de professor, não de lutador. Seu sonho é montar uma rede de academias de MMA pelo Brasil e talvez até nos Estados Unidos. Tenho a certeza que ele está usando as lutas para se tornar uma legenda. E usar a sua fama para atrair alunos e dar aulas. Ele não tem raiva, sentimento de vingança, ódio. O Anderson se tornou o maior lutador de MMA de todos os tempos tirando o sentimento das lutas. Ele é frio, calculista e estuda demais os adversários. E a cada vitória ele sabe que fica mais famoso, mais rico e mais próximo de parar e voltar a dar aulas, como fazia quando nem era ainda lutador.

Por que o Anderson Silva é tão vitorioso?

Porque ele desenvolveu o dom natural estudando, ralando muito. Desde menino lutou taekwon-do, jiu-jitsu, muay thai, boxe, capoeira. Naturalmente foi se preparando para o MMA sem querer. E ele mergulhou de cabeça em cada estilo. Ele é paulistano, mas cresceu em Curitiba, criado pelos tios. Sua educação foi rígida, firme como um militar. Anderson tem uma disciplina que foge do normal. Perfeccionista, ensaia um golpe que vê ou imagina até deixá-lo perfeito. Como em todos os fenômenos esportivos, ele seu instinto aguçado antecipa o golpe do adversário. Não só sabe como neutralizá-lo como contragolpear, aplicar um chute, soco ou finalização que o rival não espera. A luta se desenvolve antes na sua cabeça. Ele é um gênio dentro do octógono. E tem outra característica importante. O seu poder esquiva é enorme e não se machuca. E também não tem interesse em machucar ninguém. Quer logo finalizar a luta e seguir sua vida. Sabe da importância do show no UFC, mas para ele é o seu trabalho. O faz da melhor maneira possível. Suas lutas são tecnicamente incríveis.

O presidente do UFC, Dana White, detesta o Anderson? O que ele fez em Dubai, com Damien Maia, não dá razão ao americano?

O Dana não pode detestar o Anderson já que ele é o seu melhor lutador. E de todos os tempos. Ninguém ganhou tantas lutas de maneiras fulminantes, empolgantes como ele. O que acontece é que o Anderson é um monge. Ele gosta de treinar, ensinar, se aperfeiçoar. Não curte ficar promovendo lutas e o UFC como Dana White gostaria. Mas ele sabe muito bem o que significa de lucro, de pay-per-view as lutas do Anderson. O que houve em Dubai foi ruim para o Anderson. Ele ficou ofendido com o Demian Maia. O Demian disse que não o respeitava como homem. Isso foi fatal. Mexeu com a honra dele. Anderson sabe da necessidade de promover a luta, de um atletar provocar e até ofender o outro atleta. Mas não o homem. Ele tem um código de conduta como um samurai. Não admite que ofendam sua honra. O que fez no octógano foi se vingar. Batia um pouco, xingava, provocava. Não quis acabar logo a luta, só xingar, humilhar Demian. Foram cinco assaltos dessa loucura. O Dana ficou louco. Nem quis colocar o cinturão no Anderson. Ele havia conseguido levar o UFC para Dubai, buscar mais dinheiro e adeptos ao MMA. E Anderson resolve fazer tudo menos lutar contra o Demien. Na coletiva, Dana White disse que pela primeira vez ficou envergonhado por ser presidente do UFC. Estava vexado pelo que o brasileiro havia feito. Anderson estava perto, mas como não entendia inglês, só sabia que Dana estava irritado. Depois de alguns dias, quando soube tudo o que Dana disse, ele garantiu que iria embora da coletiva e iria pensar se continuaria no UFC. Depois dessa luta, os empresários de Anderson resolveram contratar uma pessoa só para cuidar da sua imagem. A reação mundial foi de indignaçao por esse combate.

Mas o Anderson tem uma postura arrogante, prepotente. Não é um ídolo simpático, embora se esforce...

Eu também tinha essa mesma impressão antes de escrever sua biografia. Ele é muito reservado. Criou um personagem que agrada a mídia, os fãs, mas nunca abre brecha para maiores contatos. É exatamente isso que busca, pouca intimidade. Para os amigos ele é uma pessoa alegre, simpática, muito leal. Tem treinadores fantásticos que sabem que ele é o melhor do mundo. Mas com a noção da realidade. Não o deixam deslumbrar, eles são firmes para mantê-lo com os dois pés na Terra. Sabem que neste mudo do MMA, um soco na cara transforma o melhor do mundo no pior. O Anderson tem de agradecer mesmo ao Minotauro. Ele dá bronca, cobra, mostra erro, exige que evolua. O Minotauro vive repetindo ao treinadores de Silva: 'técnico não pode ser fã. Se for não presta'. A definição é brilhante e ninguém dá moleza ao Anderson. Isso segura o seu ego. Ele acaba expondo ao consumo da mídia o personagem. As pouquíssimas pessoas que chegam perto dele descobrem que é um monge, alegre, simples e muito fiel aos amigos. Fiel. Vou dar um exemplo de como isso conta. Ele treinava junto com Vitor Belfort. E nunca esperava que ele aceitasse enfrentá-lo pelo título. Considerou o desafio uma traição à amizade que tinham. E foi para o combate disposto a mostrar que, nem por cinturão, amigo vira as costas a um amigo de verdade. Mostrou. Com aquele chute que acabou com a luta, Anderson fez Vitor pensar que não valeu a pena enfrentar o amigo.

Quando Anderson Silva virou Anderson Silva?

Foram em dois momentos. Um bem dramático. Quando ele era pobre e apenas dava aulas de jiu-jitsu. Sua segunda filha morreu nos seus braços. Nasceu prematura, seus órgãos não estavam formados. Não resistiu. Sua morte lhe deu trouxe um sentimento de culpa fortíssimo. Ele acredita até hoje se tivesse mais recursos, mais dinheiro, ela talvez tivesse sobrevivido. Foi aí que decidiu que sempre teria recursos de sobra para se um filho seu precisasse de qualquer cuidado médico. Teria dinheiro para cuidar da família em qualquer ocasião. O segundo momento decisivo foi a conquista do seu primeiro cinturão no Shooto, evento no Japão. Foi quando se descobriu um lutador especial, que poderia enfrentar qualquer um. Foi quando comparou seu talento com os demais. A conquista lhe deu a confiança que mostra até hoje. A culpa pela morte da filha e o gosto da primeira vitória marcante estão presente nele até hoje. Em qualquer octógano que pise.

A superioridade do Anderson Silva faz bem para o UFC? Ele quer lutar com o Jon Jones? Com o George Saint Pierre?

Para alguém entender a importância do Anderson ao UFC basta comparar ao Ali no boxe. Os lutadores que o enfrentaram e perderam são muito talentosos, fizeram história. Mas acontece que encontraram alguém fora do normal, que transcendeu. O UFC tem de agradecer ter surgido alguém como ele. E não lamentar se as lutas terminam cedo, nos primeiros rounds. Na categoria médios, como já disse, só restou o Sonnen. Depois não há mais ninguém. O Anderson tem tudo, para se quiser, ficar com o cinturão por anos. Em relação à sonhada luta diante do Jon Jones, não há a intenção de acontecer. Por um motivo muito simples. O Anderson teria de engordar para enfrentar Jones na sua categoria, meio pesado, até 93 quilos. O Anderson luta pelos médios, até 84 quilos. São nove quilos de diferença. Ele perderia sua velocidade e daria toda a chance para o americano, que também é um talento, massacrá-lo. A disparidade de peso inviabiliza a luta. Até porque o Jones não quer descer de categoria, perder peso para enfrentar o Anderson. Aí seria ele que perderia força, vigor físico. O mesmo se aplica com George Saint-Pierre. Luta como meio médio, até 77 quilos. São sete quilos a menos que o brasileiro. Ele não vai engordar e perder velocidade. E o Anderson não vai emagrecer. É a mesma coisa. São supercampeões os três, não vão se expor a um vexame por dinheiro. Não precisam. Essas lutas só vão acontecer no vídeo game. Na realidade, é inviável aos lutadores.

Muito se fala também sobre a vaidade do Anderson. Até onde ela vai?

Ele é um homem assumidamente vaidoso. Passa creme no rosto e tudo mais. A busca pela beleza cobrou seu imposto. Ele é negro e queria alisar os cabelos. Passou muito um creme chamado Alisabel. O resultado foi um desastre. Seus cabelos caíram. Ficou careca. O Anderson adora e sabe dançar muito bem. É um dom que tem a ver com o controle dos movimentos do corpo. Quando era criança antes de começar a lutar, foi para o balé. Adorava. Não se importava com as crianças o provocando, chamando de bichinha. Ele sempre foi muito bem resolvido com isso. Teve várias mulheres. O Anderson adora imitar o Michael Jackson e tem muito talento dançando. As aulas de balés foram marcantes. Se não lutasse, poderia ser um ótimo bailarino.

A história que ele chegou a pegar uma arma para matar o técnico Rafael Cordeiro é terrível...

Ele foi mesmo com um revólver até a frente da academia Chute Boxe em Curitiba para matar o Rafael. Ele havia proibido Anderson de dar aulas de jiu-jitsu sem ser faixa preta. Não importava que fosse em outra academia. Rafael Cordeiro não só falou, mas deu um tapa na cara de Anderson Silva. Ele ficou humilhado e pediu para um amigo lhe arrumar um revólver para matar Rafael. Os dois foram para a frente da Chute Boxe. Mas na última hora, Anderson desistiu. Seu amigo quis matar Rafael para ele, mas Anderson o segurou e disse que havia desistido da ideia. "Foi uma questão de índolo", me disse repetiu várias vezes Anderson. Foi o que melhor poderia ter acontecido. Se tivesse matado Rafael, o mundo não conheceria Anderson.

Você acredita que o MMA chegou de vez para o Brasil? O seu crescimento é incrível...

Eu quero ver o que há de modismo e o que vai sobrar. Acompanho o UFC há quase 15 anos, desde o início. A sua popularização no Brasil tem muito a ver com a qualidade desta geração de lutadores: Anderson Silva, José Aldo, Cigano, Minotauro, Shogun. É empolgante ver um brasileiro campeão do mundo, sendo dono de cinturão. Eles fazem parte da elite do mundo das lutas. A propaganda que o UFC faz é massacrante. Acho que ainda muita gente vive a empolgação da novidade. Vamos ver o que vai sobrar quando tudo fizer parte da normalidade. Estamos ainda sob o efeito da febre. Temos três campeões do UFC: o Anderson, o Cigano e o José Aldo. É eles são lutadores empolgantes. Por enquanto está excelente. O Brasil não pode ser massacrado por eventos. O primeiro UFC no Rio foi maravilhoso. O segundo, nem tanto, com lugares sobrando, você estava lá e viu. O terceiro agora será sem o combate entre Anderson Silva e Sonnen, no Mineirinho. É preciso saber dosar, deixar o interesse aceso.

Três situações me perturbam no UFC. A pesagem que transforma em injustos vários combates. As punições muito leves por doping. E os donos do UFC estarem ligados ao mundo dos cassinos, onde as apostas nas lutas são milionárias.

Eu concordo com você em relação à pesagem. O UFC imitou o boxe. Os lutadores costumam ter um peso e secar de forma rápida e radical para o dia da pesagem. Muitos chegam a perder sete, oito quilos no dia. E 24 horas depois, na hora da luta, estão com grande parte desses quilos. Pior para quem tem metabolismo lento ou que não luta de verdade na sua categoria. Levam enorme desvantagem. Já se tentou fazer a pesagem no dia das lutas, mas os atletas chegavam a ela muito desgastados para perder peso. E caía a qualidade dos combates. Não me preocupo com as altas apostas feitas nos cassinos. Os resultados dos combates no UFC nunca levantaram suspeitas. Agora o que admito é esse desleixo com o doping. O Sonnen como exemplo. Ele lutou dopado contra o Anderson. Ficou seis meses suspenso. É o tempo médio que lutadores ficam sem poder combater. Não concordo. Mas no resto, o UFC é bem organizado demais. É uma máquina de promoção, entreter e fazer dinheiro.

Como você acredita que será a luta entre o Anderson e o Sonnen? E como você pode resumir o Chael Sonnen?

A luta será perigosa para o Anderson. Vou usar o boxe para explicar. O Frazier ganhou do Ali. O Ali humilhou o Foreman. O Foreman massacrou o Frazier. É uma questão de estilo. O Sonnen pegou como ninguém o tempo de queda do Anderson. Na primeira luta entre os dois, o derrubou como quis. Perdeu no finalzinho, mas havia ganho o combate, se não fosse o sensacional triângulo do brasileiro. É preciso descontar o fato de o Anderson ter lutado com uma costela fissurada e o doping do Sonnen. Mas tenho receio desta luta. Quanto ao Sonnen ele é imbecil. Passou da conta na promoção das lutas. Dizer que todos cheiram cocaína no Brasil, que vai invadir a casa do Anderson para dar um tapa no traseiro da sua mulher... É um palhaço do mal. O UFC elimina um lutador porque resolveu brincar sobre estupro. O Sonnen ofende um país e nada acontece. Ele está manchando a imagem do UFC. Dana White tem de acordar e eliminar esse boçal que só está atrapalhando o esporte.

Você entrevistou também o Mike Tyson, que comparação faz ao Anderson Silva?

São dois gênios das lutas. Atletas fenomenais. Que marcarão esta e as próximas gerações. Mas com uma grande diferença. Embora os dois tenham surgido da pobreza, de famílias desestruturadas, Mike Tyson não teve quem o orientasse na infância, na adolescência. E acabou se perdendo ao virar homem. Anderson Silva, não. Teve um tio que lhe deu disciplina, valores na vida. Ele é determinado e centrado como Bruce Lee por causa da educação firme dada por seu tio em Curitiba. Ele o preparou para a vida. O trauma da sua morte também pesa demais para Anderson Silva. Sua identificação com o Homem Aranha tem a origem pelos dois terem sido criados pelos tios. E como o super-herói, Anderson não pôde evitar a morte do tio que era mais do que um pai para ele. Por isso escolheu o mais triste dos heróis para usar o apelido. Ao entrar para lutar, todos sabem: lá vem Anderson 'Spider' Silva. O melhor lutador de MMA de todos os tempos...

José Maria Marin encantado com Muricy. Ele ganha pontos preciosos para substituir Mano Menezes. Enquanto a falta de respeito à hierarquia de Felipão desilude seu maior defensor: Marco Polo del Nero…

reproducao1 José Maria Marin encantado com Muricy. Ele ganha pontos preciosos para substituir Mano Menezes. Enquanto a falta de respeito à hierarquia de Felipão desilude seu maior defensor: Marco Polo del Nero...
Uma guinada que pode mudar o rumo do futebol brasileiro.

No São Paulo, dirigentes e conselheiros comentam.

José Maria Marin está encantado com o trabalho de Muricy Ramalho.

Admirado com o que faz com o Santos.

Com Neymar, com Ganso...

A história vazou no Morumbi graças à proximidade de Marin com Juvenal.

O presidente da FPF e mentor do atual dirigente da CBF é Marco Polo del Nero.

Ele é conselheiro vitalício do Palmeiras.

Sabe tudo e mais um pouco do que acontece no clube de seu coração.

E o descontrole emocional de Luiz Felipe Scolari é assunto predileto.

Principalmente à ala ligada a Frizzo, que Marco Polo tem acesso.

O dirigente é defensor de Felipão na vaga de Mano Menezes.

Para ele, não haveria nem a necessidade de um fracasso nas Olimpíadas.

Sempre foi.

Ou pelo menos ao saber do quanto Felipão está nervoso e estressado.

Marco Polo é viciado em hierarquia.

Advogado, faz questão de ser tratado por doutor.

Ele ficou revoltado ao saber que Felipão disse que faltava hombridade à direção do Palmeiras.

O treinador agiu assim para tentar se defender dos inúmeros jogadores ruins que chegam e vão do clube.

Todos com o seu aval, como dizem conselheiros a jornalistas.

Seu assessor descobriu o que se passava e aconselhou o treinador a uma resposta.

Ele disse que os jogadores ruins eram aqueles oferecidos pela diretoria.

Felipão revelou que pediu jogadores bons, mas sempre ouvia que o clube só tinha dinheiro para estes atletas limitados.

Sem ter o que fazer, o treinador os aceitava.

E dispensava quem considerava fraco demais.

Marco Polo considerou uma traição do treinador.

Ele expôs a direção palmeirense.

É tudo o que não quer que aconteça com o técnico da Seleção.

José Maria Marin deu um longo abraço em Muricy na conquista do tri paulista pelo Santos.

Sabe do arrependimento de Juvenal Juvêncio por ter ouvido Leco e dispensado Muricy do São Paulo.

Marin já passa a acreditar que é mais justo dar o cargo para Muricy e não mais para Felipão.

O novo presidente da CBF quer alguém leal ao extremo, em caso de queda de Mano.

Ele quis saber mais detalhes da permanência de Muricy no Fluminense quando foi chamado para assumir a Seleção.

Vibrou ao ter a confirmação que o treinador foi fiel à direção do clube que não aceitou liberá-lo.

Luís Álvaro também não conteve os elogios a Muricy para o presidente da CBF.

O próprio treinador santista já tem uma postura mais firme se vier o convite.

"Eu não tive nada a ver com o que aconteceu entre o Fluminense e a CBF.

As diretorias eram brigadas, não se falavam.

Eu estava no meio das duas.

Se o convite fosse feito direto da CBF ao clube tudo talvez fosse diferente.

Com o Santos não tem esse problema.

Mas não quero tomar o cargo de ninguém.

O cargo na Seleção está muito bem entregue ao Mano.

E ele deve continuar até a Copa de 2014.

Eu continuo trabalhando muito feliz no Santos.

Não quero o cargo de ninguém."

As frases de Muricy chegaram aos ouvidos de Marin e Marco Polo.

Os dois ficaram encantados.

Bem ao contrário de, na semana passada, quando ouviram os palavrões de Felipão.

Felipão está perdendo prestígio na eventual briga de sucessão de Mano.

Muricy nunca esteve tão bem cotado.

O assessores do treinador recomendou que não faltasse hoje à festa de entrega das medalhas ao campeão paulista.

Marco Polo será o anfitrião.

A festança será na Federação Paulista de Futebo.

E há enorme chance de José Maria Marin estar por lá.

A ocasião tem tudo para ser excelente para Muricy...

Oswaldo de Oliveira. Ótimo para o Japão. Ruim para o futebol brasileiro. Pior para o Botafogo. Excelente para o Fluminense, campeão carioca de 2012…

divulgacao3255 Oswaldo de Oliveira. Ótimo para o Japão. Ruim para o futebol brasileiro. Pior para o Botafogo. Excelente para o Fluminense, campeão carioca de 2012...
Oswaldo de Oliveira falou que o caminho do Botafogo é o da continuação.

Quer seguir trabalhando.

Mesmo com o time humilhado.

Em uma semana importantíssima, sob seu comando, a equipe sofreu sete gols.

Marcou dois.

Foi eliminado da Copa do Brasil em casa pelo Vitória.

E perdeu o título carioca de maneira vexatória para o Fluminense.

Oswaldo de Oliveira foi para o Japão porque não tinha mercado no futebol brasileiro.

Não entre os grandes.

O motivo é o mesmo que afastou Caio Júnior do País.

O treinador botafoguense não tem o perfil que times nacionais exigem.

É apático e não passa confiança no banco de reservas.

Quando tudo está ruim e seus jogadores procuram soluções, apoio, estímulo, não encontram.

Esta tem sido uma triste sina.

Mesmo a ausência de Fred não ajudou ao Botafogo na final de hoje.

O time estava destroçado com a goleada por 4 a 1 que havia sofrido no domingo passado.

Oswaldo foi responsável pelo vexame.

Mesmo com o time com um jogador a menos, ele não teve visão e comando para segurar sua equipe.

O bom senso indicava que o melhor seria segurar um gol de desvantagem.

E tentar mudar as coisas neste segundo jogo.

Mas ele escancarou a equipe no ataque.

O Botafogo foi goleado nos contragolpes: 4 a 1.

Resultado impossível de reverter.

Depois veio a atuação patética contra o Vitória.

Lucas foi expulso de novo e o time naufragou.

Na decisão de hoje, a equipe brigou, em alguns momentos foi até melhor do que a do Fluminense.

Mas todos sabiam que tudo estava definido no último domingo.

Até que veio o gol de Rafael Moura.

E a confirmação da semana mais do que frustrante do Botafogo.

O clube que se gabava por ser o último dos invictos entre os clubes grandes do país.

Ganhou quando nada valia.

Na disputa verdadeira, por títulos, fracassou.

O treinador que é bom para os japoneses foi péssimo para os botafoguenses.

E mal terminou a partida, ele pediu para continuar.

Quem acompanha a carreira de Oswaldinho desde os tempos do Corinthians sabe que é assim.

Ele ganhou fama com o título mundial de 2000.

A equipe havia sido montada por Luxemburgo.

Tinha jogadores importantes que não precisava de treinador.

Fabio Luciano, Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Luizão comandavam o time.

Mas Oswaldinho de Oliveira ficou com o mérito.

O gesto dele 'abraçando' a torcida foi histórico.

E vazio.

Os anos passaram e as decepções se acumularam.

O que aconteceu hoje no Engenhão foi apenas mais uma.

O Fluminense, que nada tem a ver com a escolha da direção botaguense, comemora.

E Oswaldo fala em continuação do trabalho.

Com ele é assim.

Perdeu, vamos para outra...

O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé…

divulgacao9923 O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé...
Na festa do novo tricampeonato paulista, hora de reflexão.

No Cruzeiro, no Vasco, no Palmeiras, no São Paulo, no Grêmio...

E se esses clubes tivessem se estruturado...

E segurado Ronaldo, Romário, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho...

Desse condições para esses jogadores ficarem na plenitude de suas carreiras atuando aqui.

Com coragem e muito dinheiro, o Santos reverteu a maré.

"Deixamos de trocar pedras preciosas por espelhos.

Não somos mais índios que entregam seus diamantes.

Com o Neymar acabou a festa.

Europeu aprendeu que não aqui não é mais a casa da Mãe Joana.

O talento é do Santos e vai ficar no Brasil.

Se quiserem, que desta vez eles assistam o Neymar na televisão.

Não nós.

Nós o veremos na Vila Belmiro, no Brasil.

Para que não acreditava, ele vai ficar até 2014 ou mais.

Acabou a festa para os europeus, dinheiro nós também temos."

As frases me foram faladas por Luís Álvaro Ribeiro.

O presidente santista foi o grande artífice da festança do Morumbi.

O Santos brincando ganhou o tricampeonato.

Venceu por apenas 4 a 2.

Se jogasse sério poderia ter conquistado uma vitória bem maior e sem susto.

Mas depois da bronca de Muricy Ramalho no intervalo, o time voltou mais consciente e matou o jogo.

O 2 a 2 do primeiro tempo serve como alerta para Rafael, especialista em soltar bolas fáceis.

E que Durval está sujeito a falhas infantis.

No mais, o Santos teve pela frente um adversário brioso.

O Guarani foi além do seu potencial, graças também à distribuição tática do injustiçado Vadão.

No segundo tempo, o Santos mostrou mais pegada, vontade e marcação mais forte.

Fez mais dois gols e venceu com toda a justiça o tricampeonato.

Neymar conseguiu pela primeira vez artilheiro em São Paulo.

Marcou 20 gols.

Está evoluindo rapidamente, gostando de estufar as redes.

Fez a festa, fez amigos pularem das arquibancadas para o gramado.

Ficou só de sunga.

Foi perseguido por centenas de repórteres que invadiram e enfeiaram a festa santista.

Acabou venerado como o maior ídolo do Brasil.

Como toda a justiça.

Mas nada disso teria acontecido se tivesse sido vendido em 2010, como Wagner Ribeiro queria.

Ou em 2011 como Wagner Ribeiro e Ronaldo desejavam.

Em 2012 nem o empresário e muito menor o ex-jogador abrem a boca.

Estão testemunhando que o projeto de segurá-lo no Brasil deu mais do que certo.

Ele já ganha mais de R$ 3 milhões a cada trinta dias.

É tratado como um rei.

Tem a mulher que deseja ao estalar dos dedos.

Se tornou o principal jogador da Seleção.

E desequilibrou o futebol sul-americano a favor do Santos.

Ele sozinho conseguiu fazer o time da Vila Belmiro, o mais admirado pelos rivais.

Como no tempo de Pelé, corintianos, são paulinos e palmeirenses assistem às partidas santistas para ver o show.

Não chegam ainda a ser como seus pais ou avós que iam ao estádio para ver Pelé.

Mas esse dia vai chegar.

Se o Santos continuar a seguir o projeto Neymar, o Brasil vai virar santista.

O Real Madrid e o Barcelona já se dispuseram a pagar R$ 100 milhões por ele.

Mas Luís Álvaro conseguiu dizer não.

Os deuses do futebol também estão abençoando Neymar.

Ele tem uma aura que o protege dos pontápes dos medíocres.

Aliás, os jogadores do Guarani nos dois jogos finais do Paulista foram leais.

E se dobraram diante dele sem apelar, uma postura admirável.

Neymar tem a sorte de contar com Paulo Henrique Ganso e Muricy.

O meia esquerda é o seu parceiro ideal.

Merece da vida um acerto entre Laor e Delcir Sonda.

E ter um plano de carreira digno.

Passar a ganhar muito mais do que os R$ 185 mil que embolsa.

A inteligência, o talento e a frieza de Ganso completam Neymar.

E atraem a marcação adversária.

Fica mais fácil para o atacante dar seus dribles, fazer seus gols.

Ganso está apalavrado com o Porto.

Cabe ao Santos se apressar e segurá-lo também no Brasil.

Muricy é o treinador perfeito para o momento de Neymar.

Alguém que compreende o prazer que ele sente ao driblar, já que era um meia muito talentoso.

E também tem a autoridade para fazê-lo jogar sério.

E é o que o treinador vem alternando para o benefício santista.

Neymar alucinado com a comemoração do tricampeonato paulista deixou escapar.

"Não tenho a menor ideia de onde isso tudo vai parar, de onde vou chegar.

O que eu quero é festejar."

Essa festa toda só aconteceu porque ele ficou.

Está no Brasil.

Poderia estar atuando em qualquer time do Mundo.

Mesmo com apenas 20 anos mostra talento impressionante.

E dá faz o santista chorar de alegria, de orgulho.

Mas provoca um sentimento estranho nos times rivais que já tiveram alguém fora de série?

E se Ronaldo tivesse ficado alguns anos a mais no Cruzeiro?

Romário no Vasco?

Rivaldo no Palmeiras?

Ronaldinho Gaúcho no Grêmio?

Kaká no São Paulo?

Hoje o Santos mostrou que é possível.

Segurou um dos melhores jogadores do mundo.

E desfruta a ousadia.

É tricampeão da Libertadores da América.

E ganha pela terceira vez o tricampeonato paulista.

Luís Álvaro merece o reconhecimento.

Ousou ir além.

Desta vez o diamante foi lapidado no Brasil.

Sorte nossa.

O exemplo foi dado.

Lucas, Oscar, Dedé e Leandro Damião podem ficar mais alguns anos por aqui.

Basta que o exemplo do Santos seja seguido.

A Europa que espere...

reproducaotwitter O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé...

Com Marin, acabou o projeto de Olimpíada e Copa do Mundo para Ronaldinho Gaúcho. O Flamengo já buscou Adriano e Ibson, velhos ídolos nascidos na Gávea. Assis se rendeu: a volta do irmão ao Brasil foi um fracasso…

reproducao543 Com Marin, acabou o projeto de Olimpíada e Copa do Mundo para Ronaldinho Gaúcho. O Flamengo já buscou Adriano e Ibson, velhos ídolos nascidos na Gávea. Assis se rendeu: a volta do irmão ao Brasil foi um fracasso...
José Maria Marin decretou o fim de Ronaldinho Gaúcho na seleção.

Tanto na Olimpíada como na Copa do Mundo de 2014.

Ao assumir o cargo de presidente da CBF, ele já tinha isso em mente.

Não queria ver o jogador privilegiado, encostado na ponta esquerda.

Acompanhar o time correndo e ele esperando a bola.

Marin completou 80 anos há uma semana.

Mas não quer veteranos sem energia atuando com a camisa do Brasil.

Principalmente o meia do Flamengo, consagrado pelas baladas eternas.

As noites que não terminam.

Assim como Dunga, Marin acredita que Ronaldinho influenciaria o grupo de jovens jogadores na Olimpíada.

O sucessor de Ricardo Teixeira exige o grupo focado para ganhar a Olimpíada, sua primeira competição como presidente.

A postura radical do ex-governador de São Paulo acaba com o projeto de Assis.

O irmão, empresário e leiloeiro de Ronaldinho trouxe o irmão para o Brasil com um plano claro.

Ele queria ver o irmão aproveitando ao máximo o final de carreira.

Na sua imaginação, Gaúcho seria o último ídolo da seleção brasileira.

Seria o grande maestro do time na Olimpíada de Londres.

E, principalmente, da Copa de 2014.

Para isso não adiantaria ficar em times médios da Europa que o desejavam tirar do Milan.

O plano maquiavélico desprezou o Palmeiras que o procurou primeiro.

Virou as costas ao clube onde ele e o irmão nasceram para o futebol, o Grêmio.

Mesmo o Corinthians que surgiu de última hora não foi levado em consideração.

Se fosse para voltar ao Brasil que fosse o Flamengo, o clube mais popular do País.

Com a maior torcida.

E no Estado onde fica sediada a CBF.

Com a atual safra medíocre que domina o futebol brasileiro, seu irmão não teria dificuldade para se impor.

Suas convocações seriam mais do que garantidas.

Não há no País um grande ídolo rodado e respeitado internacionalmente.

A ponto de ser o grande nome nos amistosos da seleção brasileira ainda hoje.

Neymar e Ganso, por exemplo, estão nascendo para a Europa.

Ronaldinho Gaúcho já foi o melhor do mundo.

Assis convenceu Patricia Amorim que seu irmão mudaria a vida financeira da Gávea.

Patrocinadores brigariam de faca para colocar suas marcas na camisa rubro-negra.

As crianças colecionariam bonequinhos dentucinhos do irmão.

Ele mesmo faria inúmeras propagandas na tevê, rádio, internet.

A sua presença garantiria amistosos na Europa, Ásia, África, Oceania, na Lua...

A venda de camisa 10 do Flamengo seria uniforme escolar de milhões de carioquinhas.

Só que o projeto foi o mais retumbante fracasso.

A paixão de Ronaldinho Gaúcho pela noite acabou com tudo.

O jogador se perdeu no Rio.

Aos 32 anos, seu corpo não suportou tanta tentação.

Passou mais madrugadas acordado do que guardas noturnos.

E sua explosão muscular, velocidade e energia como jogador desapareceram.

Qualquer garoto de 20 anos medíocre o anula com facilidade.

Aos poucos se tornou um jogador parado na ponta esquerda.

Vivendo de lampejos cada vez mais raros.

O Flamengo foi enganado facilmente.

Pela fama e pelo Carioca de 2011.

Ele chegou empolgado e ainda bem fisicamente.

Ronaldinho estava no meio da temporada europeia.

Enfrentou times que voltavam das férias.

Jogou bem com a vantagem e com o esperto esquema de Luxemburgo.

O Flamengo foi campeão invicto.

Patricia Amorim tinha certeza que havia ganhado na Mega-Sena sozinha.

Trouxe o grande ídolo mundial que atrairia dinheiro e a sua reeleição.

Ela dançou o bonde do Mengão sem Freio.

Só que sem freio eram as noitadas de Ronaldinho.

Logo vieram os fracassos em seguida do time.

Luxemburgo via o projeto Ronaldinho ruir.

Acompanhava pela imprensa as madrugadas insones do jogador.

E a caída técnica quando seu preparo foi igualado com os outros atletas que iniciavam a temporada.

Os prováveis patrocinadores caíram fora quando ouviram que Patricia desejava R$ 45 milhões pela camisa flamenguista.

Ela insistia que valia por Ronaldinho Gaúcho.

As baladas, as derrotas seguidas e as notícias sobre a falta de rumo da diretoria convenciam os investidores a fugir.

Mesmo assim, os preços não baixavam.

Estourou a crise internacional na Europa e nos Estados Unidos.

Aí, sim, tudo ficou impossível.

O pior é que Ronaldinho não quis nem saber.

Continuou se comportando como se fosse o prefeito de Sodoma e Gomorra.

Milionário, com a boa vida garantida até dos seus tetranetos, ele não se importava.

Mano Menezes ousou fazer do jogador a referência da sua seleção sem rumo.

Foi um fiasco.

E se seu cargo depende da Olimpíada de Londres é, em boa parte, à louca insensata aposta em Ronaldinho.

Tudo o que está ruim, pode piorar.

Foi quando o Flamengo começou a não mais pagar Ronaldinho.

A Traffic se mostrou incompetente para disfarçar a realidade aos investidores.

Não trouxe ninguém e ainda brigou quando a 9ine de Ronaldo levou a Procter & Gamble.

Foram só quatro meses de contrato por R$ 7 milhões.

Os quatro meses bastaram para a empresa desistir do Flamengo.

A decepção com o time foi imensa, principalmente com Ronaldinho, que com salários atrasados, não se envolveu no projeto.

Quando Luxemburgo decidiu enfrentar o jogador, deixando vazar que até mulher ele levava para a concentração, foi demitido.

Patricia decidiu trazer um treinador que não se importasse com as farras do meia.

Joel Santana ocupa o cargo por não perturbar o jogador.

Patricia Amorim demorou, mas percebeu que o projeto Ronaldinho fracassou também na Gávea.

E como ainda sonha com a reeleição, tenta dar uma reviravolta.

Buscou velhos ídolos identificados com a Gávea.

Apostou em Adriano e já contratou Ibson.

Ídolos nascidos na Gávea.

Zinho chegou com a ordem de valorizar a base do clube.

E acabar com o espaço para as farras de Ronaldinho.

Agora Patricia busca uma fórmula para se livrar do jogador.

O clube gasta R$ 1,250 milhão a cada 30 dias ao boêmio.

Ele tem contrato até 2015.

Sua multa contratual é incrível: R$ 400 milhões.

Estudos apontam que ele não valeria hoje nem R$ 6 milhões.

Por tudo isso, o incansável Assis busca uma saída para o irmão.

Quer receber os mais de R$ 5 milhões que o Flamengo deve.

E repensar o final de carreira do jogador.

Não adianta ficar no Brasil.

O projeto foi um fracasso.

Olimpíada e Copa do Mundo nem pensar.

Sem seleção, nada de patrocínios extras.

Chegou a hora de olhar o mercado norte-americano e o asiático.

O irmão que vá aproveitando suas últimas noitadas regadas a funk.

Chegou a hora de mudar o local de suas farras.

Já foram obrigadas a acabar em Barcelona, em Milão...

Está chegando a quarta-feira de Cinzas no Rio para Ronaldinho Gaúcho...

Sandro Meira Ricci. Sérgio Correa quer mostrar independência, mas acaba por expor o árbitro que o Vasco não queria contra o Corinthians…


Quem define os árbitros da Libertadores é a Conmebol.

Isso vale para confrontos em times de dois países diferentes.

Não para jogos entre clubes compatriotas.

A entidade repassa a responsabilidade da indicação às federações locais.

No caso do Brasil, a CBF.

E a Comissão de Arbitragem, presidida por Sergio Correa, quem define.

Foi assim com Paulo César de Oliveira e Wilson Seneme nos confrontos entre Fluminense e Inter.

Não seria diferente nos jogos das quartas da Libertadores entre Vasco e Corinthians.

E o escolhido o árbitro que a diretoria vascaína não queria.

Sandro Meira Ricci.

Ele é protegido de Sérgio Correa.

Correa acredita que ele será em pouco tempo o melhor árbitro do Brasil.

Os critérios são discutíveis.

Mas a decisão é de Correa.

O único problema é que Sandro é um juiz marcado.

Sua ligação com o Corinthians é inesquecível.

A partida entre o então time de Ronaldo e o Cruzeiro de Cuca.

Os dois clubes brigavam pelo Brasileiro de 2010.

Centímetro por centímetro.

Em uma partida fundamental no Pacaembu, Ricci marcou um pênalti polêmico em Ronaldo.

Ele cobrou e decidiu a partida.

Cuca socou a mesa de entrevistas.

O senador da República, Zezé Perrella acusou Ricci e Sérgio Correa de favorecimento ao Corinthians.

Para o bem do futebol, o Fluminense atropelou nas últimas rodadas e foi campeão.

No jogo importantíssimo entre Vasco e Corinthians no Brasileiro de 2011 em São Januário, quem foi escalado?

A partida foi no dia 2 de outubro.

Terminou em 2 a 2.

O fato marcante naquela partida foi a conduta de Ricci.

Intimidou os jogadores vascaínos que tentavam reclamar.

Os nervos do time carioca estavam a flor da pele.

Culpa da pressão da mídia, criticando a escolha do árbitro.

A equipe jogou pscologicamente mal.

O Vasco deixou de contabilizar dois pontos cruciais na briga pelo título.

Sandro Meira Ricci já acumula problemas graves na carreira.

Processou Neymar e ganhou idenização de Neymar.

O jogador o criticou no twitter.

Disse que teria de sair de camburão depois de um jogo contra o Vitória.

O Santos tenta desesperadamente vetá-lo em suas partidas.

Mas encontra pela frente a instransigência de Sérgio Correa.

No ano passado, Sandro deu dois cartões amarelos ao mesmo jogador na partida Brasiliense e Formosa.

As imagens na tevê não deixam dúvida que foi Kássio do Formosa.

Ricci disse que havia dado cartão a outro jogador.

A imprensa de Brasília não aceitou a desculpa.

O árbitro nunca se deu bem com a Federação Brasiliense de Futebol.

E passou a trabalhar na Federação Pernambucana.

Continua sua carreira como árbitro Fifa.

E sonha em trabalhar na Copa do Mundo de 2014.

Tem vários concorrentes.

Mas antes disso há os jogos importantes no Brasil.

E envolvendo o Corinthians ele apitará o terceiro em três anos.

Nos dois primeiros, por coincidência, o clube não perdeu.

Ganhou do Cruzeiro no Pacaembu, em 2010.

E empatou com o Vasco em São Januário, em 2011.

As duas partidas fundamentais na luta pelo título nacional.

Agora, as quartas-de-final da Libertadores, em São Januário.

A diretoria corintiana tenta disfarçar.

Diz que ele já trabalhou em nove jogos na história do Corinthians.

Que o time venceu três, perdeu três e empatou três.

E Ricci foi cruel dando 24 cartões amarelos e um vermelho a corintianos.

Só que por coincidência...

Os jogos mais importantes contra o Cruzeiro e Vasco, o time do Parque São Jorge não perdeu.

Roberto Dinamite reclama, sapateia nos bastidores com a escolha.

Mas a verdade é sabe que perdeu espaço na Comissão de Arbitragem.

Ele teve uma briga violenta com os juízes do Rio de Janeiro.

Como Eurico Miranda, invadiu o campo no jogo contra o Flamengo.

A atitude foi reprovada pela Comissão de Arbitragem da CBF.

O clube carioca não tem força política para vetar juízes.

No ano passado tentou que Ricci não fosse escalado contra o Corinthians em São Januário.

Não conseguiu.

Neste ano, tentou e perdeu outra vez.

Na quarta-feira, Ricci pode ter uma arbitragem fenomenal.

Mas há uma certeza.

Ele é o último árbitro que os vascaínos queriam para esse jogo contra o Corinthians.

O último.

E o juiz com quem o Corinthians dá mais sorte.

Quem não se lembra da entrevista de Zezé Perrella dada à ESPN?

Inesquecível tal o grau das acusações.

Sérgio Correa quer mostrar independência.

Mas segue o caminho errado.

E acaba expondo Sandro Meira Ricci...

Leão não aprendeu. Volta a desafiar Juvenal Juvêncio e escala Paulo Miranda. Quer mostrar autoridade. E se coloca na alça de mira. Ninguém no Morumbi desafia Juvenal I e único…

reproducao83 Leão não aprendeu. Volta a desafiar Juvenal Juvêncio e escala Paulo Miranda. Quer mostrar autoridade. E se coloca na alça de mira. Ninguém no Morumbi desafia Juvenal I e único...
Presidentes costumam interferir em escalações.

Como principais responsáveis pelos clubes, não são democratas.

Com a desculpa que 'o regime é presidencialista' fazem o que querem.

Mas costumam ser sutis.

Em conversas sigilosas, longe da imprensa, do time, da torcida.

Até para preservar a autoridade dos treinadores.

Não foi o caso de Juvenal Juvêncio com Leão.

O presidente do São Paulo não se importou com o treinador.

O dirigente ficou irritado demais ao saber que Paulo Miranda enfrentaria a Ponte Preta.

Logo após a eliminação do Paulista pelo Santos havia lamentado as falhas do zagueiro com o técnico.

Disse que o time caiu diante do Santos por infelicidade do jogador.

Pensou que a mensagem tivesse sido entendida por Leão.

Ao saber que Paulo Miranda estava não apenas concentrado, mas confirmado para o jogo, perdeu a paciência.

Entendeu que o técnico quis medir forças com ele.

E ninguém mede forças com Juvenal.

O dirigente faz o que quer no São Paulo.

Para quem foi capaz de subverter o estatuto do clube e garantir um terceiro mandato, enfrentar Leão era brincadeira de criança.

O presidente exagerou de propósito.

Mandou que Paulo Miranda fosse retirado da concentração.

Não jogaria e ponto final.

Leão que escolhesse outro jogador.

E ponto final.

O dirigente fez de forma pública.

Para que imprensa, torcida, jogadores e, principalmente, Leão soubesse quem mandava no São Paulo.

Inclusive na escalação do time.

Poucas vezes na história do futebol brasileiro um técnico passou por um vexame desses.

O orgulhoso treinador abaixou a cabeça e se submeteu.

Nem pensou em pedir demissão.

O São Paulo é o maior clube que treina há anos.

Estava fora do mercado quando Juvenal o resgatou.

Leão aceitou a imposição.

Tentou disfarçar.

Mas os jogadores entenderam que sua autoridade muito mais limitada do aparenta.

Os atletas se fecharam.

Seguiram as orientações de Luís Fabiano, Rodolpho e do onipresente Rogério Ceni.

Trataram de se fechar.

Tinham de eliminar a Ponte.

A classificação veio na raça, no coração do time.

O São Paulo continua um caos taticamente.

A direção do clube sabe disso.

Já percebeu que Leão é dispensável.

O sufoco que o time sofre em jogos importantes não é por acaso.

Mas para o aliviado treinador o que valeu foi a classificação para as quartas da Copa do Brasil.

Toda a sua alegria nas entrevistas após o segundo jogo contra a Ponte entrega.

Ele acredita que o pior já passou.

E quer recuperar a autoridade perdida.

Precisa ganhar o grupo novamente.

Só que desta vez sem os gritos, provocações.

Deu uma raríssima folga ontem aos atletas.

Leão é criticado no Morumbi por ter sido o único técnico a não revezar jogadores no Paulista.

Vindos de férias, vários atletas sentiram a maratona precoce.

E o clube teve várias contusões musculares.

O que pouca gente percebeu é que Leão tentou desesperadamente ganhar o torneio.

Era o campeonato mais fácil do ano.

E mesmo assim perdeu.

Mas o que é necessário agora é mostrar aos atletas que ainda manda.

Decidiu tomar uma atitude arriscada.

E que confronta Juvenal outra vez.

Avisou à imprensa que Paulo Miranda está escalado contra o Goiás.

O presidente queria que o zagueiro passasse mais tempo treinando.

As falhas contra o Santos estão muito recentes para o presidente.

Leão foi estratégico.

Perguntou a Juvenal se o jogador estava liberado e poderia fazer parte da delegação que vai enfrentar o Goiás.

O presidente disse que sim.

Mas esperava que o treinador tivesse o bom senso de reintegrá-lo aos poucos.

Primeiro o colocando na reserva.

Só que Leão não resistiu à tentação.

O recado que passou à imprensa, à torcida e, principalmente, aos jogadores foi claro.

Se Paulo Miranda estava escalado contra a Ponte, quando o presidente o afastou, jogará contra o Goiás.

Juvenal Juvêncio não gostou quando soube.

Mas não vai tomar outra vez a mesma atitude.

Não irá afastar o jogador.

Mas Leão sabe que está por sua conta e risco.

Comprou a briga e terá de ir até o fim.

Se der certo, o São Paulo for campeão e Paulo Miranda tiver atuações dignas de Oscar, tudo bem.

Agora, se falhar, mostrar a mesma insegurança contra o Santos.

Se o clube for eliminado da Copa do Brasil.

E perder a chance de voltar à Libertadores, Leão que suporte as consequências.

Para quem aceitou virar estátua sua em Cotia...

O seu nome no hotel onde se alojam os garotos da base do São Paulo...

E criou um terceiro mandato...

Ser desafiado por um técnico é algo irritante.

O ego do treinador comprou uma briga desigual.

Juvenal só vai esperar.

Se o São Paulo não vencer a Copa do Brasil, Leão que se prepare.

Porque não percebeu que encontrou alguém mais vaidoso.

E muito mais poderoso do que jamais foi.

Juvenal Juvêncio I e único...

Depois da Globo, agora a Band foge do Palmeiras. Nem pensa duas vezes em escolher mostrar o São Paulo. O time de Felipão espanta audiência…

reproducao Depois da Globo, agora a Band foge do Palmeiras. Nem pensa duas vezes em escolher mostrar o São Paulo. O time de Felipão espanta audiência...
Não é só a Globo que foge das baixas audiências do Palmeiras.

A Band também não quer transmitir os jogos de Felipão.

Na definição da CBF da tabela da Copa do Brasi, as tevês são soberanas.

A Globo é dona não só do direito de transmissão da Libertadores como do torneio nacional.

A emissora carioca repassa por preço camarada a Copa do Brasil à Band.

Nas próximas duas quartas-feiras, a emissora carioca mostrará Corinthians e Vasco.

A Band poderia escolher entre Palmeiras e Atlético Paranaense.

Ou São Paulo e Goiás.

O canal de Neto nem pensou duas vezes.

Optou pelo São Paulo.

Os jogos do Palmeiras foram repassados, como sobra à Sportv.

E lógico, nada de horário nobre.

As partidas serão às 19h30.

Só aqueles que possuem o canal a cabo verão os jogos contra os paranaenses.

O time de Felipão virou a quarta opção tanto para a Globo como para a Band.

A diretoria palmeirense sabe, mas não tem o menor controle.

Aceita submissa a escolha das tevês.

Arnaldo Tirone protestou contra a Globo.

Não foi levado a sério.

Não vai nem perder tempo reclamando para a Band.

Conselheiros influentes dizem que as emissoras estão fazendo até um favor ao clube.

"É melhor mesmo esconder esse time feio do Felipão", ironiza um dos maiores inimigos do treinador no Palestra.

Enquanto isso os responsáveis pelo marketing do clube fazem pose de paisagem.

Nem pensam em dar satisfação para a Kia.

Para ter sua marca atrelada ao time, gasta R$ 25 milhões por ano.

E vê a televisão aberta fugir do Palmeiras como o diabo da cruz...

Página 1 de 29012345...Último