Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção…

1dungacbf Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...
Alguns passos para a frente. Os clubes e o Brasileiro e a Copa do Brasil foram preservados. Nenhum jogador que atua no país foi convocado. A chance de atletas com destaque na Europa chamados pela primeira vez por Dunga como Roberto Firmino, Luiz Adriano, Douglas Costa. Os retornos de Thiago Silva, Lucas e Diego Alves. Foi usado o bom senso, expressão que Marin e Marco Polo detestam, nas chamadas dos atletas para as partidas contra Turquia e Áustria.

Até mesmo jogadores importantes da Seleção Sub-20 como Carlos, do Atlético Mineiro, e Gabriel, do Santos, serão desconvocados. Não atuarão em um torneio da China. Se não houvesse a dispensa atrapalhariam seus clubes tanto na Copa do Brasil como na reta final do Brasileiro. Aleluia.

Os pontos negativos são importantes. A começar pela confirmação de que, por dinheiro que os amistosos rendem à CBF, e acordo com a Globo de manter sua grade cheia de futebol, o país continuará seus torneios independente das datas-Fifa nos próximos anos. É o único lugar onde o futebol é desenvolvido que age dessa maneira. Sacrifica não só os clubes, jogadores e torcedores nacionais como também a própria Seleção Brasileira. Dunga ou qualquer outro que estiver no seu lugar se vê obrigado a improvisar. Fica impedido de levar força máxima para os amistosos, onde seu trabalho é avaliado. Se a CBF autoriza, sabota os próprios torneios que organiza.

Outro muito ruim foi a confirmação da cartilha de comportamento dos jogadores. Ficou claro que Dunga continua obcecado com o comportamento de quartel na concentração brasileira. O ponto principal dos noves itens confirmados pelo coordenador da Seleção, Gilmar Rinaldi, é a tentativa de controlar as informações. Para quem quer que seja. Principalmente em off. Para sites, blogs e assessores de imprensa particulares. A pena será a exclusão da Seleção.

1maiconap Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

O nebuloso caso Maicon foi o retrato de que essa cartilha de comportamento vem sendo seguida à risca. Os jogadores e as pessoas ligadas aos atletas se recusaram a dar qualquer detalhe específico sobre o caso. Se além de ter chegado atrasado, o que mais aconteceu. Se ele ingeriu bebidas alcoólicas ou até que ponto desrespeitou o ambiente da Seleção. Ninguém sabe ou aceita falar. Há um medo enorme do espírito vingativo de Dunga. O treinador deixou claro que não terá nova chance para quem o 'trair'.

Esta falta de transparência dá margem ao ambiente pesado que travou a Seleção na Copa da África. Os jogadores levaram ao pé da letra a paranoia de Dunga em relação à informação. O vazamento da cartilha para a Folha foi algo que o treinador desejava. Ele a usará como escudo quando for cobrado. Graças aos nove mandamentos, ele terá o direito de comandar com mão de ferro o Brasil, como tanto gosta. O fracasso na Copa veio a calhar para impor o que pensa.

Alguns itens são óbvios. Se justificam. Outros deixam claro que homens precisam ser controlados como meninos. 1) São vetadas manifestações religiosa ou política. (Decisão para conter que grupos mais fervorosos se formem na concentração. E haja divisão no grupo como aconteceu na Copa da África, com o ex-auxiliar Jorginho, por exemplo. Politicamente os jogadores normalmente já não se posicionam.)

2) Não é permitido o uso de bonés, brincos e outros assessórios. 3) Proibido usar chinelo nos locais onde a Seleção estiver hospedada. Tênis e meia devem ser usados. (Na Copa, Neymar chegou a lançar sua coleção de roupa que outros atletas usavam, abandonando o uniforme da Seleção. Oscar exibia a última coleção da Calvin Klein, de quem era garoto-propaganda. Houve exageros descabidos em relação a brincos e correntes. Decisões coerentes.)

4) Jogadores não podem usar celular, Ipad, laptop e outros objetos eletrônico em preleções, refeições e vestiários. (A ideia é exigir concentração dos jogadores e evitar selfies desnecessários que mostram descontração exageradas. Os excessos da Copa são lembrados a todo instante.)

1neymarinstagram Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

5) O atleta deve cantar o hino nacional e respeitar o hino dos outros. (Está por escrito o fim do exagero. Do abraço coletivo na hora do hino, a choradeira descontrolada. A ordem é respeitar, não se deixar levar por uma histeria coletiva. Como também aconteceu na Copa.)

6) O jogador deve pagar pelo excesso de bagagem. (Sim, era costume principalmente das estrelas fingirem que não perceberem ter comprado coisas demais nas viagens. Os coadjuvantes eram cobrados. Justiça feita.) 7) Ligações telefônicas devem ser bancadas pelos convocados. (Mesmo caso. As estrelas, mesmo com celulares de última geração, costumavam ficar horas conversando em telefones de hotéis no Exterior com seus familiares. E a conta ia para a CBF.)

8) É proibido passar qualquer informação para sites, blogs e assessores de imprensa particulares. (O item preferido de Dunga veio em oitavo para não ficar escancarado.) 9) Ser pontual à programação realizada pela CBF. (Mesmo na Copa houve alguns escorregões de estrelas. Isso se repetirá com Dunga.)

Quanto à convocação de hoje, a volta de Thiago Silva chama atenção. O capitão da Copa de 2014 volta com outro status. Ele será mais um no grupo. O líder do Brasil escolhido por Dunga é Neymar. Thiago terá de brigar com Miranda para tentar voltar a ser titular. O Brasil não tomou gol algum nos quatro amistosos com Dunga. David Luiz e Miranda tiveram ótimo desempenho. Dunga também quer Thiago Silva mais firme, menos emocional. Sem chorar por qualquer coisa. Principalmente em jogos importantes, decisões por pênaltis.

1thiagosilvaap Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

Lucas que aproveite a nova oportunidade. O jogador se perdeu na Seleção desde 2013. Se intimidou sob o comando de Felipão. Abriu espaço para Bernard. Sentiu o golpe, se abateu. No Paris Saint Germain vem crescendo. Principalmente quando não atua Ibrahimovic. Dunga não o paparicará. Ele que vá enfrentar turcos e austríacos preparado. Será cobrado como homem e não como menino.

Roberto Firmino não merece ser comparado a Afonso, 'invenção' de Dunga na primeira vez que treinou a Seleção. O meia atacante do Hoffenheim tem mostrado ótimo futebol na Alemanha. Foi um desperdício Felipão não o ter testado. Luiz Adriano também será melhor observado. O jogador que acabou de fazer cinco gols em um só jogo na Champions pelo Shakhtar Donestsk contra o Bate Borisov. Se igualou a Messi. Mas o atleta que está há sete anos na Ucrânia será uma tentativa de Dunga ter uma alternativa aos atacantes que flutuam. Ele joga mais à antiga, fixo na área, trombando com os zagueiros. Mostra, graças aos céus, muito mais mobilidade do que Fred. Boa lembrança.

1hulkpaulinhoap Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

Vale destacar que Dunga está buscando outras alternativas para o ataque. Hulk não o convence como jogador da Seleção. Quer atletas mais versáteis. Por isso outra vez o deixou de fora, apesar de não haver qualquer obstáculo para sua convocação. Assim como Paulinho não interessa ao treinador.

Casemiro pode ter deixado vários são paulinos de boca aberta. Mas ele tem jogado bem no Porto. Perdeu, à pancada, a indolência, a máscara que o atrapalhava no Morumbi. Merece ser observado. Rômulo também está bem no Spartak. Sem a concorrência de Ramires machucado e Elias no Brasil.

Rafael Cabral terá sua grande chance com Dunga. Se dependesse de Taffarel, ele já seria titular do Brasil e não Jefferson. Ele que se machucou às vésperas da Olimpíada tem ótimo potencial. Tem de colocá-lo em prática. A volta do goleiro de Mano, Diego Alves, também é justa. A convocação apenas com jogadores de fora foi boa. Há uma nítida evolução na observação dos atletas.

Aqui os convocados. Goleiros: Rafael Cabral (Napoli), Neto (Fiorentina) e Diego Alves (Valencia); zagueiros, David Luiz (PSG), Marquinhos (PSG), Thiago Silva (PSG) e Miranda (Atletico de Madrid); laterais, Mario Fernades (CSKA Moscou), Alex Sandro (Porto), Filipe Luís (Chelsea) e Danilo (Porto); volantes, Luiz Gustavo (Wolfsburg), Rômulo (Spartak Moscou), Fernandinho (Manchester City) e Casemiro (Porto); meias, Oscar (Chelsea), Roberto Firmino (Hoffenheim), Willian (Chelsea) e Philippe Coutinho (Liverpool); atacantes, Neymar (Barcelona), Lucas (PSG), Luiz Adriano (Shakhtar Donestsk) e Douglas Costa (Shakhtar Donetsk)...
1thiagosilvalucasap Dunga. Bom senso e novidades importantes contra a Turquia e Áustria. E na preservação dos clubes brasileiros. Ditadura na cartilha que premia a falta de transparência na Seleção...

Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos…

1cruzeiropalmeiras1ae 1024x576 Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...
Foi uma injustiça. O Palmeiras deu lição de dedicação. Seus jogadores limitados, fracos entregaram a alma no Mineirão. Deram a mostra do que devem fazer sábado contra o Corinthians. Em duas linhas fecharam a intermediária. Não permitiram que o líder do Brasileiro usasse a sua maior arma: as tabelas na entrada da área. Obrigaram os mineiros a inúteis levantamentos para a área. Fernando Prass fez ótimas defesas.

Tudo que estava ótimo, ficava histórico. Mouche conseguiu fazer 1 a 0 aos 43 minutos do segundo tempo. Parecia que os planos de Dorival Júnior iriam além do esperado. O time conseguiria uma vitória que nem seu mais otimista torcedor poderia esperar. Mas a sorte resolveu ser madrasta. Aos 47 minutos, Willian chutou, Prass falhou. Logo ele que fez pelo menos quatro grandes defesas. Rebateu a bola para a frente. Dagoberto só a empurrou para as redes. O inacreditável acontecia, os palmeirenses ameaçados pelo rebaixamento lamentavam empatar com o primeiro colocado, jogando no Mineirão.

O plano de resguardar Valdivia para o clássico contra o Corinthians teve consequências. Dorival não tinha um jogador cerebral para organizar os ataques de seu time. Ele tratou de, em treinos fechados, montar o Palmeiras com atletas com pouco potencial técnico. Mas muito físico. Que compensariam com uma correria absurda a falta de talento com os pés.

A intenção do primeiro ao último minuto de partida foi marcar. Não dar sossego aos favoritos cruzeirenses. O medo de Marcelo Oliveira se confirmou. Seu time acreditou nos comentários. Na goleada antecipada pelos comentaristas mineiros. Afinal, o melhor ataque da competição enfrentaria a pior defesa.

O esquema do líder do Brasileiro foi exatamente o mesmo que lhe deu o título em 2013. Mas que precisa ser aprimorado. Os adversários já sabem que a chave de tudo está na articulação das intermediárias. A movimentação do canhoto Everton Ribeiro na direita já não é surpresa. Nem as triangulações pelos lados de campo de Ricardo Goulart ou Allyson e Marquinhos entrando na diagonal. Nem o pêndulo feito por Marcelo Moreno.

Dorival mandou seus meias e até atacantes se comportarem como volantes. Na frente apenas o esforçado, mas lento Henrique. O Cruzeiro no primeiro tempo teve 64% de posse de bola. Chutou oito bolas a gol contra apenas uma do Palmeiras. Mas foi um domínio estéril. A humilde aplicação dos paulistas atrapalhou, obrigou o time a cruzamentos da intermediária. Ótimo exercício para as cabeçadas de Nathan e Tobio. Aliás, Lúcio não fez falta alguma.

1palmeirascruzeirofuturapress Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...

Marcelo Oliveira não percebeu que com seus versáteis atacantes e meias marcados e com os afobados Maike e Egídio pelos lados, deveria agir. Usar os chutes fortes de Nilton. Colocá-lo no lugar do improdutivo e especialista em errar passes, Henrique. Ele atrapalhou, sobrecarregou Lucas Silva.

A melhor chance cruzeirense na primeira etapa foi uma bola levantada que Marcelo Moreno desviou e ela tocou na trave. No rebote, Marquinhos obrigou Fernando Prass a duas excepcionais defesas. Everton Ribeiro estava irritado e em uma noite muito fraca. Parecia cansado, improdutivo.

O trabalho dos preparadores físicos palmeirenses foi fantástico. O time manteve a mesma dedicação e correria no segundo tempo. Os mineiros já abandonavam sua distribuição tática, buscando a vitória. O espaço para os contragolpes já começavam a surgir. De repente, Henrique já não estava tão sozinho. Bernardo e Mazinho desempenharam um papel importantíssimo. Tinham a missão de travar o início das tabelas cruzeirenses. E tirando fôlego da alma, ainda corriam para tentar fazer alguma coisa nos contragolpes.

A torcida cruzeirense que foi ao Mineirão para ver uma goleada começou a vaiar. A se irritar. Percebia que seu time perdia a consciência. Mesmo com Ricardo Goulart, que entrou ainda no primeiro tempo, no lugar do contundido Alysson, o Cruzeiro estava travado. Sem jogadas de linha de fundo pela falta de talento de seus laterais, os mineiros apelavam para o chuveirinho. Ótimo para Fernando Prass.

1cruzeiro1palmeirasreproducao Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...

Mouche acertou a trave aos 39 minutos e Egídio salvou em cima da risca. O lateral cruzeirense deveria ter sido expulso por ter feito várias faltas já com cartão amarelo. O 0 a 0 já parecia consolidado, quando o Palmeiras conseguiu encaixar um contragolpe. Treinado exaustivamente por Dorival Júnior. Seus jogadores sabiam muito bem para onde correr. Foi só Felipe Menezes avançar, atrair os volantes, a atenção dos zagueiros. E ele abria a bola para Henrique. Da esquerda, ele ligou na direita o veloz Mouche. O argentino bateu forte, no ângulo esquerdo, na saída de Fábio. O Palmeiras fazia 1 a 0 aos 43 minutos do segundo tempo. Seria a vitória da determinação, da entrega, da falta de vaidade em nome de um objetivo.

As vaias e os palavrões dos torcedores ao Cruzeiro eram impressionantes. Nem pareciam que o time é líder do Brasileiro. Quando a derrota se desenhava, Willian pegou uma bola da esquerda, cortou da entrada da área e bateu forte. A bola bateu antes no chão. Atrapalhou Fernando Prass que a rebateu nos pés de Dagoberto. Ele empatou o jogo aos 47 minutos do segundo tempo. Mas irritado com o comportamento da torcida, não quis comemorar.

Os jogadores palmeirenses só faltaram chorar. Sabiam que, ao contrário do que possa parecer, não ganharam um ponto no Mineirão. Deixaram escapar dois. Mas se Dorival Júnior souber capitalizar o empate, pode sonhar com a salvação neste final de Brasileiro. Se o seu time conseguiu travar o líder do campeonato pode fazer mais nas oito partidas que faltam. É um jogo que deve servir de espelho. O Palmeiras explorando, aceitando a sua limitação e dando a alma, tem todas as chances de se salvar do rebaixamento. Tem tudo para ser um adversário terrível já para o Corinthians no sábado.

Quanto ao líder Cruzeiro, Marcelo Oliveira precisa se cuidar. Fisicamente seus atletas estão esgotados. Os adversários sabem que travando a intermediária, corta o oxigênio do melhor time brasileiro. Seu time precisa ser mais objetivo. Chutar mais ao gol de fora da área. Ter mais jogadas de linha de fundo. Firmeza para se impor. Nem parece ser o Cruzeiro do início do torneio. Precisa reagir, se fazer respeitar. Afobação e irritação não combinam com o campeão do Brasil...
1marcelooliveirareproducao Injustiça no Mineirão. O Palmeiras travou o líder Cruzeiro. Marcou e tomou o empate no final. Dorival e seus jogadores sabem: perderam dois pontos...

STJD compromete a briga do Corinthians pela Libertadores. Guerrero fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos na reta final do Brasileiro é incoerência. Teve a mesma pena que Petros. Absurdo…

1guerreroae STJD compromete a briga do Corinthians pela Libertadores. Guerrero fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos na reta final do Brasileiro é incoerência. Teve a mesma pena que Petros. Absurdo...
Não há o menor critério ou lógica nos julgamentos do STJD. Guerrero acaba de ser condenado a três partidas de suspensão. O advogado corintiano João Zanforlin não atende ligação alguma. Porque a situação é irreversível. O principal jogador corintiano terá de ficar fora contra Palmeiras, Coritiba e Santos. Como foi o Pleno, a última instância quem condenou o peruano, não há recursos.

Dirigentes e conselheiros corintianos estão histéricos. Não esperavam tamanha punição. O jogador foi suspenso por empurrar o árbitro Leandro Bizio Marinho pelas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Bragantino, em Cuiabá. O lance foi muito menos acintoso do que o de Petros, que empurrou de propósito, o juiz Raphael Claus contra o Santos, na Vila Belmiro. A princípio, ele tomou uma suspensão de 180 dias. Mas no Pleno, a pena foi reduzida para três jogos.

A ira no Parque São Jorge tem explicação. O jogador já havia sido julgado e absolvido em Primeira Instância. No entanto, a Procuradoria do STJD entrou com recurso e a nova decisão ficou para esta hoje. O peruano foi denunciado no artigo 254-A, parágrafo terceiro, que caracteriza agressão a membro de arbitragem. A pena mínima, neste caso, seria de 180 dias de suspensão. No julgamento, a defesa alvinegra conseguiu desqualificar a denúncia para o artigo 258 (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva), e então foi aplicada a punição de três partidas.

O artilheiro já não enfrenta hoje o Vitória por ter recebido o terceiro cartão amarelo diante do Internacional. Mano Menezes sabe o quanto é dependente do seu vibrante atacante. O clima em Cuiabá é de muita apreensão, revolta. O presidente Mario Gobbi estava feliz nesta manhã. O presidente da FPF, Marco Polo del Nero, assumiu que a Federação errou em relação ao registro de Petros. E que o processo será arquivado. Não há, portanto qualquer problema legal com o meio-campista.

Gobbi já estava se gabando do poder do Corinthians nos bastidores. Quando o Pleno da CBF o calou. Foi uma extrema derrota para o clube. Justo na reta final da definição dos times que irão à Libertadores. O presidente corintiano não se conforma. Ele e toda a sua diretoria acreditava que o problema aconteceria com a agressão de Petros a Claus. Transparente, clara, sem deixar dúvidas.

A de Guerrero abre margem à discussão. Ao contrário do que aconteceu na Vila Belmiro, quando o árbitro estava parado, em Cuiabá, Leandro Bizzio Marinho corria de costas. Ia na direção do jogador. Se o jogador poderia ou não se desviar ou ao menos não empurrar fica por conta de cada um. Na minha maneira de ver futebol, Guerrero deslocou porque quis Leandro Marinho. Mas foi muito menos agressivo que Petros. Os dois mereciam suspensões completamente diferentes.


imagens Internet

Com nove gols, o peruano é o principal artilheiro do Corinthians no Brasileiro. Vive o seu melhor momento no ano. Talvez o mais importante desde que foi contratado. Por isso o clima de velório com a notícia de hoje à tarde.

"Ele é um jogador completo. Vive uma fase excelente. Tem presença de área. Mas também sabe abrir para as laterais. Deixar espaço aos jogadores que chegam de trás para concluir. Atrapalha qualquer sistema defensivo que temos pela frente. Quando ficamos sem ele, a readaptação é difícil", elogia Mano.

As três partidas de suspensão foi um golpe fortíssimo. O jogador não se mostrava nem um pouco preocupado com o julgamento de hoje. No primeiro, ele acabou inocentado sem grande problema para os advogados corintianos. No clube todos, principalmente o atacante, acreditavam que o julgamento seria apenas uma questão burocrática.

No final, a mesma pena de Petros. Resultado injusto, incoerente. Se Guerrero foi suspenso com três partidas, seu companheiro deveria ficar pelo menos um ano longe do futebol. A natureza dos lances é completamente diferente. Tanto que o árbitro Claus fez um adendo à sua súmula relatando a agressão de Petros. Não há cabimento ou bom senso na decisão do Pleno.

Se os dirigentes comemoraram a insensatez do STJD em relação a Petros, hoje choram por Guerrero. Enquanto não houver uma profunda reformulação nos sistema judiciário esportivo será sempre a mesma coisa. Julgamento altamente questionáveis, nada transparentes. Sem o menor respeito à coerência. A briga pelo Corinthians por uma vaga à Libertadores está comprometida. Dos oito jogos que terá pela frente a partir de sábado, em três jogos não terá seu artilheiro. Bom para São Paulo, Inter, Grêmio, Santos e Fluminense que brigam por três vagas do G4. O Cruzeiro já é dono de uma.

A disputa fica pesada, estranha. Abre margem a questionamentos, acusações. Graças a um tribunal que não se leva a sério. Cuja incoerência compromete a credibilidade de qualquer torneio disputado no Brasil...

imagens Internet

O vergonhoso acordo palmeirense para ter o irresponsável Valdivia contra o Corinthians. Nobre, Brunoro e Dorival o tiraram contra o Cruzeiro. Aceitam perder o jogo no Mineirão. O medo é a derrota para o maior rival no Pacaembu…

 O vergonhoso acordo palmeirense para ter o irresponsável Valdivia contra o Corinthians. Nobre, Brunoro e Dorival o tiraram contra o Cruzeiro. Aceitam perder o jogo no Mineirão. O medo é a derrota para o maior rival no Pacaembu...
Paulo Nobre, José Carlos Brunoro e Dorival Júnior vão negar. Mas a vergonhosa manobra que o clube fez para não ter Valdivia contra o Cruzeiro é medo do Corinthians. Os dirigentes e o treinador aceitam perder hoje. E jogaram fora a maior chance de vitória no Mineirão, a presença do meia chileno. Tudo para garantir que atue no final de semana no Pacaembu, diante do maior rival.

Para Nobre, candidato à reeleição, e Dorival, que sonha ficar em 2015, perder para os corintianos como mandantes teria um peso enorme. Muita cobrança interna. Principalmente dos insatisfeitos conselheiros e sócios. Ainda mais quando 90% da torcida será palmeirense no Pacaembu, domingo. Conselheiros estão nas tribunas. Os mesmos que ouviram dele que em 2015, se reeleito, comprará menos jogadores que os 36 que Brunoro o convenceu a comprar. Só que muito mais talentosos. A derrota seria um balde gelado que o bilionário presidente não quer levar.

Passou pela sala da presidência o acordo do departamento jurídico do Palmeiras com o STJD. Nobre autorizou a proposta que não houvesse novo julgamento de Valdivia. As duas partidas de suspensão que ele tomou por pisar no flamenguista Amaral, caído no gramado, foram mantidas. A procuradoria do tribunal exigia novo julgamento. Mas o STJD resolveu levar em consideração os 'bons antecedentes' do chileno. Acredite se quiser...

Dorival Júnior foi a favor da ideia desde o início. Ele quer continuar no Palmeiras em 2015. É sobrinho de um dos melhores volantes da história do clube, Dudu. Foi jogador do clube. Sabe muito bem o peso de perder para o Corinthians. Como também tem a noção de quanto faz bem ao técnico vencer o grande rival.

O técnico palmeirense não vai confessar nem amarrado, de cabeça para baixo, que considera quase impossível voltar de Belo Horizonte com um ponto sequer. No planejamento para as últimas nove partidas deste Brasileiro, a derrota diante do líder Cruzeiro é encarada com naturalidade. A presença de Valdivia não alteraria muita coisa no Mineirão. Já contra o Corinthians, não.

 O vergonhoso acordo palmeirense para ter o irresponsável Valdivia contra o Corinthians. Nobre, Brunoro e Dorival o tiraram contra o Cruzeiro. Aceitam perder o jogo no Mineirão. O medo é a derrota para o maior rival no Pacaembu...

Com o Pacaembu lotado, no sábado, a presença do meia será a grande esperança de vitória. Vivendo uma ótima fase, pode conduzir a equipe. Incendiar os torcedores. Nos tempos em que nem palmeirenses ou corintianos sonhavam com a Segunda Divisão, havia um ditado. Tanto no Palestra Itália como no Parque São Jorge. "Pode até perder o campeonato. Mas não pode perder para o nosso maior inimigo", repetiam Vicente Matheus e Delfino Facchina.

Valdivia acompanhou toda a movimentação. Se sentiu valorizado, como nos bons tempos. E já assegurou a Dorival que 'dará a vida' contra o Corinthians. Quer fazer valer a pena o Palmeiras não brigar para entrar o mais forte possível em Belo Horizonte. Nem passou pela sua cabeça que foi um gesto irresponsável que obrigou o clube a esta 'escolha de Sofia'. Se ele não pisasse de propósito em Amaral, o chileno poderia tanto atuar hoje no Mineirão quanto no sábado no Pacaembu.

O mais irônico é que Nobre, Brunoro e Dorival tiveram o apoio da maior parte dos conselheiros influentes no Palestra Itália. Todos consideram que os três pontos em jogo no clássico valem mesmo muito mais do que os da partida de hoje. Sem Valdivia, todos dão a partida contra o Cruzeiro como perdida. Se vier um ponto será um presente dos céus. A derrota, até por goleada, será aceita normalmente. Tamanha a diferença técnica e de elenco entre os dois times.

1brunoroae O vergonhoso acordo palmeirense para ter o irresponsável Valdivia contra o Corinthians. Nobre, Brunoro e Dorival o tiraram contra o Cruzeiro. Aceitam perder o jogo no Mineirão. O medo é a derrota para o maior rival no Pacaembu...

Para Brunoro, ter Valdivia contra o Corinthians é a esperança de alívio. O executivo que recebe R$ 120 mil mensais, tem direito a usar um carro de R$ 100 mil, com direito a gasolina paga pelo Palmeiras, sabe. Não ficará no clube em 2015. Ninguém o quer. A começar de Paulo Nobre que, finalmente, deu o braço a torcer para Mustafá Contursi. A volta do dirigente que trabalhou na Parmalat foi um desastre. Brunoro se mostrou ultrapassado 17 anos depois. Além das 36 contratações para formar um time medíocre é o maior defensor do chileno no clube. Seu talento é desculpa para acumular atos irresponsáveis. Os próprios jogadores duvidam que ele tenha sido multado pelo clube, como alardeou a assessoria de imprensa. A diferença de tratamento dispensada ao meia não é nem disfarçada.

A sombra do rebaixamento é enorme. Brunoro acredita que a premiação oferecida por Paulo Nobre e o esforço de Dorival Júnior serão suficientes para o clube escapar da degola. Mas não perder para o Corinthians é obrigatório neste final de Brasileiro. Principalmente para ele, que até tem evitado frequentar o clube. Se limita ao Centro de Treinamento para evitar cobranças e até palavrões de sócios. Perder para o rival tiraria o pouco sossego que ainda tem.

Nobre, Brunoro e Dorival entraram em acordo e deram a cartada. Se tudo sair dentro do script que bolaram, o Palmeiras perde hoje e ao menos empata no sábado, com esperança de vitória. Agora, se o time for derrotado tanto para o Cruzerio como para o Corinthians, o castelo de areia pode desmoronar. E tornar as últimas sete partidas do Brasileiro um inferno. Sabotar emocionalmente o time que luta para não voltar à Segunda Divisão. No ano que deveria desfrutar seu novo estádio.

Tudo por causa da irresponsabilidade de um jogador veterano, de 31 anos, chamado Jorge Luis Valdivia Toro. Ele já xingou dirigentes palmeirenses, sumiu, foi pivô do rompimento da diretoria com as organizadas, criou problemas para os médicos, demorando o dobro do previsto para contusões sérias que teve. Fez o que quis desde que voltou como grande estrela. Além de tudo que já aprontou, foi capaz de pisar em um jogador do Flamengo caído, de costas. Mesmo sabendo que poderia ser expulso e severamente punido. Com seu clube ameaçado de voltar à Segunda Divisão. Obrigou a diretoria a um acordo vergonhoso no STJD.

Assim age o maior salário disparado do clube. Desde 2010, R$ 475 mil a cada 30 dias. A dependência palmeirense do seu camisa 10 é constrangedora. Dá pena até nos adversários. Que ele justifique tanto sacrifício no sábado...
3valdiviaae O vergonhoso acordo palmeirense para ter o irresponsável Valdivia contra o Corinthians. Nobre, Brunoro e Dorival o tiraram contra o Cruzeiro. Aceitam perder o jogo no Mineirão. O medo é a derrota para o maior rival no Pacaembu...

Carlos Miguel quer que Rogério Ceni adie sua aposentadoria. E dispute a última Libertadores pelo São Paulo em 2015. Juvenal também. Permanência do ídolo poderia pacificar o clube…

1rogeriocenibahiaae 1024x651 Carlos Miguel quer que Rogério Ceni adie sua aposentadoria. E dispute a última Libertadores pelo São Paulo em 2015. Juvenal também. Permanência do ídolo poderia pacificar o clube...
Outra vez fim de ano chegando. E outra vez o mesmo pedido no Morumbi. Carlos Miguel Aidar quer que Rogério Ceni fique mais um ano jogando futebol. Além do dinheiro, o apelo ganha força se o time conseguir se classificar para a Libertadores. O presidente assegura ao goleiro que sua permanência seria fundamental para o time. Além da experiência, traria o lado emocional. Garantiria a torcida na última 'Libertadores de Ceni'.

Aidar alega que a última partida da história de Ceni na competição tenha sido um vexame. A humilhante derrota para o Atlético Mineiro por 4 a 1. Quer atrair o goleiro por sua vaidade. Na verdade, o presidente sabe do quanto seria importante financeiramente ao São Paulo. Com mais uma temporada, o clube teria tempo para organizar de verdade a despedida do jogador. Ou melhor, fazer várias delas durante o ano. E não um jogo só.

A Penalty ameaçou ir à Justiça se o clube quisesse trocá-la pela Puma como fornecedora de material esportivo para 2015. A empresa tem em Rogério Ceni uma certeza de muito lucro. A princípio para sua despedida contra o Sport no dia 7 de dezembro. Seria ação pontual. Uniforme especial para o adeus. Agora, se Aidar consegue segurar Ceni para mais uma temporada, tudo muda de figura. Várias camisas festivas poderiam ser feitas. O que seria ótimo financeiramente para a empresa e ao clube.

Além disso, há o lado técnico. Muricy Ramalho outra vez está espantado com as atuações de Ceni. As falhas têm compensado as excelentes defesas. Ainda mais porque o treinador sabe que a zaga do clube é fraca. Há a promessa da chegada de dois zagueiros importantes se vier a Libertadores de 2015. Rogério continua muito mais confiável do que seu substituto, Dênis.

Aliás, conselheiros garantem que se Rogério realmente parar, haverá um impasse. O presidente Carlos Miguel considera ser melhor contratar Jefferson do Botafogo. O goleiro titular da Seleção tem 31 anos e a negociação com o Botafogo seria fácil. Já houve sondagens em anos passados. E o jogador nunca escondeu sua simpatia pelo Morumbi.

 Carlos Miguel quer que Rogério Ceni adie sua aposentadoria. E dispute a última Libertadores pelo São Paulo em 2015. Juvenal também. Permanência do ídolo poderia pacificar o clube...

Acontece que o vice Ataíde Gil Guerreiro prefere dar chances a Dênis ou Renan. Assegura que os reservas merecem ser testados. E que o São Paulo economizaria. Só que não tem apoio de conselheiros importantes no Morumbi. Eles defendem a permanência de Ceni ou a contratação de Jefferson para a Libertadores.

Rogério Ceni pode outra vez ganhar manchete no mundo. Se o São Paulo vencer a Chapecoense, entrará de novo no livro de recordes, o Guinness. Já está citado três vezes. Com números considerados até de novembro de 2013: jogador que mais vezes atuou pelo mesmo time (1.117), jogador que mais vezes foi capitão de seu time (866) e goleiro com maior número de gols (113). Com as atuações desta temporada, os números são ainda mais impressionantes. Por exemplo, já atingiu 123 gols marcados.

Com um resultado positivo do clube paulista diante do catarinense, ele passaria Ryan Giggs, ex-atacante do Manchester United. Seria o jogador da história a ter mais vitória na carreira por um só clube. Seriam 590 partidas. O Guiness não considera amistosos. A diretoria do São Paulo sabe desses números e espera, depois do confronto, comemorar mais esse feito.

Em relação de Carlos Miguel, Rogério Ceni tem se mantido firme. Deseja terminar sua caminhada no futebol este ano. Conseguindo a classificação para a Libertadores tanto pelo Brasileiro como pela Sul-Americana. É o jogador que mais estimula a todos sobre a conquista do título do torneio mata-mata. Os atletas fizeram um pacto de fazer o máximo para a conquista vire uma homenagem. Ao capitão e ao maior ídolo da história do São Paulo.

Jogador que ainda vale muito. E que tem mantido uma postura exemplar nos bastidores do clube. Ceni tem tentado aproximar conselheiros ligados a Carlos Miguel com os defensores de Juvenal Juvêncio. Ele é muito ligado emocionalmente ao ex-presidente são paulino. Ficou magoado demais com a exposição do dirigente que luta contra um câncer na próstata. Quer como um dos últimos presentes como jogador a pacificação no clube.

1jeffersonmessiap Carlos Miguel quer que Rogério Ceni adie sua aposentadoria. E dispute a última Libertadores pelo São Paulo em 2015. Juvenal também. Permanência do ídolo poderia pacificar o clube...

A importância de Rogério Ceni transcende o que os torcedores possam avaliar. Por tudo isso, Aidar não se cansa de tentar esticar sua carreira. Mas até agora, o goleiro se mantém firme. Está muito melhor fisicamente do que Marcos, por exemplo, quando parou. Suas dores nos ombros, seu ponto fraco, diminuíram bastante. Treinando menos, joelhos e tornozelos estão mais preservados. O incômodo é suportável. Médicos, fisiologistas e preparadores físicos no Morumbi garantem que ele suportaria mais uma temporada se quisesse. Mas as dores existem, como deixou escapar Muricy.

"Eu conheço ele bem, só que agora ele sente algumas dores. Ele é um cara que não adianta falar para ele descansar, ele vai treinar. Ele é muito intenso no que faz, só que dói, machuca. Jogo não é fácil. No ano passado eu fui o cara que comecei essa conversa e todo mundo comprou essa ideia, mas acho que ele se sentia melhor. Dessa vez acho que ele está mais preparado para parar. Ele ainda é um dos melhores do Brasil, mas estamos vendo que ele sente algumas dores." Elas atrapalham, mas não são decisivas para a aposentadoria.

Por enquanto, Ceni insiste. "Já deu, não suporto mais. Vou parar neste final de ano. Está decidido." Porém, a pressão promete aumentar com o passar dos jogos até dezembro. Principalmente se o São Paulo for campeão da Copa Sul-Americana. Aidar deve se juntar publicamente ao coro que a torcida já está cantando. "Ô, ô, ô, não para Rogério. Ô, ô, ô, não para Rogério..." O pedido teria mais eco se fosse feito por Juvenal. Talvez seja. Unir o clube rachado seria o seu último milagre no Morumbi que tanto ama...

(Por enquanto, a determinação de Ceni está prevalecendo. Carlos Miguel Aidar, sem entusiasmo algum, reuniu a imprensa e disse, que até agora continua a despedida do goleiro. Marcada para fevereiro de 2015. Nem o adversário está escolhido. A esperança do presidente é que Rogério mude de ideia. E fique até o final da Libertadores de 2015...)
1rogeriojuvenaljuvencio Carlos Miguel quer que Rogério Ceni adie sua aposentadoria. E dispute a última Libertadores pelo São Paulo em 2015. Juvenal também. Permanência do ídolo poderia pacificar o clube...

Morte de torcedor palmeirense é a 13ª em 2014 envolvendo organizadas. As autoridades fingem que não enxergam. Afinal o que são 13 mortos entre 56 mil homicídios por ano? Esse é o país sem lei…

1aetorcedorpalmeirasmorto Morte de torcedor palmeirense é a 13ª em 2014 envolvendo organizadas. As autoridades fingem que não enxergam. Afinal o que são 13 mortos entre 56 mil homicídios por ano? Esse é o país sem lei...
O que restaram foram vários tênis abandonados, sujos de sangue. Os próprios policiais confirmam. A cena foi de uma selvageria inacreditável. Cerca de 150 homens tinham um encontro marcado no domingo. Quilômetro 18 da Via Anchieta. Meio-dia.

Dezenas de celulares mostravam a mesma mensagem. A ordem era 'massacrar' os santistas. Em cada telefone, o mesmo verbo: massacrar. Tudo estava combinado. Todos deveriam estar preparados. Deixar seus carros afastados do local. Cada um deveria se abastecer de paus de cerca de um metro. De fácil manejo. Eles foram levados por carros e motos. Além das pedras na beira da rodovia. Alguns levaram suas facas.

E assim foi feito. Os convocados apareceram, se armaram. Se prepararam. Os dois alvos foram avistados. Ônibus de torcedores do Santos, da Torcida Jovem. Dentro deles, homens, garotos. Mas também mulheres e crianças. Os 150 torcedores do Palmeiras, da Mancha Verde, invadiram a rodovia. O plano era simples, brutal. Todos deveriam se posicionar em frente aos veículos. E atirar pedras nos vidros. O esperado era quem os motoristas brecassem. E quando assim acontecesse, a ordem era partir para o confronto.

Seria uma vingança do que aconteceu no primeiro turno. Um ônibus de torcedores palmeirenses foi apedrejado quando saía da Vila Belmiro. Estava quebrado o pacto de não agressão entre as organizadas dos dois times. A vendeta seria neste domingo. Tudo havia sido articulado com raiva.

Só que houve um enorme erro no plano. Ninguém contava com o fato de os motoristas decidirem não parar. Saíram da pista que liga o litoral a São Paulo. Aceleraram os ônibus pelo acostamento. Os palmeirenses não se conformaram. E passaram a apedrejar os dois veículos. Só que não contavam com o fato de que havia proteção aos ônibus. Santistas vinham em carros de passeio.

 Morte de torcedor palmeirense é a 13ª em 2014 envolvendo organizadas. As autoridades fingem que não enxergam. Afinal o que são 13 mortos entre 56 mil homicídios por ano? Esse é o país sem lei...

A polícia acredita que pelo menos dois, um Audi prata e um Meriva preto, aceleraram em direção aos palmeirenses que atiravam pedras. Seis deles foram atingidos pelos carros. Leonardo da Mata Santos, 21 anos, foi atingido em cheio. Suportou dez minutos, mas morreu. Eli Simão da Silva também foi atropelado violentamente. Sofreu fraturas no crânio, na face, na perna e no braço esquerdo. Além de trauma fortíssimo no abdômen. Corre risco de morte. Respira graças a aparelhos.

Marcio Ramon de Souza teve fraturas generalizadas. Anderson Ricardo Figueira Vera também está hospitalizado, com escoriações e trauma na face. Ainda há outra denúncia. Um palmeirense teria decidido subir em um dos carros. E teria sido atingido por um tiro. Só que o ferido teria preferido não procurar hospitais perto do confronto.

Pela avaliação da polícia, houve muita sorte. Muitos palmeirenses poderiam ter morrido se os motoristas dos ônibus tivessem decidido seguir em frente. E não desviar para o acostamento. A PM desta vez quer responsabilizar os torcedores e não as torcidas. Há seis membros envolvidos no conflito que estão presos. Por meio dos celulares, os policiais acreditam que chegarão a outros personagens da selvageria.

A Polícia Militar na noite de ontem avisava. Chegou ao nome do motorista do Audi A3 prata, 1999, que teria atropelado Leonardo. Se trata de André Maceno Apocalipse. Membro da Torcida Jovem, do Santos. Ele estava foragido na noite de ontem. Informantes revelaram até onde ele mora com a família em São Paulo.

Leonardo da Mata Santos será enterrado hoje, no cemitério Parque das Cerejeiras. Há um único pedido da família. Que os membros da Mancha Verde que acompanharão o cortejo não usem camiseta da torcida. Há a certeza dos parentes de Leonardo que foi essa sua ligação à organizada que o fez perder a vida.

Com ele, São Paulo, a cidade mais desenvolvida da América Latina, teve sua quarta morte de torcedor em 2014. Em agosto, outro palmeirense, Gilberto Torres Pereira, de 31 anos, foi massacrado. Teve sua cabeça esfacelada a golpes de um pequeno tronco de árvore. Três corintianos foram acusados do assassinato. Entre eles o vereador do PT Raimundo César Faustino, mais conhecido como Capá.

Em fevereiro, outro crime chocante. Um santista, Márcio Barreto de Toledo, foi morto a golpes de barras de ferro. Dez são-paulinos fizeram fila para amassar seu crânio. Não tiveram a menor piedade. Nem com Marcio já desacordado, continuaram a bater. A intenção era matá-lo. O que conseguiram. Ninguém foi preso.

A quarta não foi por emboscada. Foi por um motivo fútil. O policial militar Ricardo Luiz de Sá matou a tiros seu amigo Robson Oliveira João. Ele o xingou de 'bambi' por ser são paulino. Robson havia acabado de ser pai pela primeira vez. O PM disse que estava alcoolizado.

2ae7 Morte de torcedor palmeirense é a 13ª em 2014 envolvendo organizadas. As autoridades fingem que não enxergam. Afinal o que são 13 mortos entre 56 mil homicídios por ano? Esse é o país sem lei...

No Brasil já foram registradas 13 mortes de torcedores em 2014. Desde 1988, 251 pessoas já perderam a vida por conflitos entre organizadas. Esse número oficial é considerado muito baixo, irreal pelas próprias autoridades. Não há dúvida que o motivo da maioria destas mortes continua sendo a impunidade. A acomodação dos políticos que poderiam mudar a legislação.

Mas políticos evitam enfrentar as organizadas no país todo. Por um motivo simples. Cada torcedor é um eleitor. As torcidas já elegeram vereadores, deputados estaduais, federais. Até senadores as defendem. Prefeitos e governadores se fazem de cegos, surdos e mudos. Assim como até os presidentes deste país. Assim, vamos contabilizando nossos mortos.

Atropelados, apedrejados, com o crânio esmagado por pauladas, assassinados a tiros, facadas, vasos sanitários jogados em estádios. Nada mais choca. Virou triste rotina. O Ministério Público faz mil promessas a cada morte. E nada acontece. A verdade é que ninguém está preocupado com Leonardo, Marcio, Gilberto, Robson ou qualquer um dos 13 torcedores assassinados em 2014. A previsão é que o ano acabe com 56 mil homicídios no Brasil. O que são 13 em um universo de 56 mil? Número maior do que a Guerra do Vietnã.

Para variar, a Polícia Militar tem só uma certeza. A torcida palmeirense vai querer se vingar da morte de domingo. Não há perdão. Cobrará sangue da organizada santista. O que dará motivo para nova revanche. O roteiro é esse, não tem fim. Essa é a triste crônica das organizadas deste país chamado Brasil. Mas que também atende por 'terra de ninguém'.

Tudo isso levou a uma única exigência da família Santos. A que está ao seu alcance nesse cenário de tanta selvageria. Pedir que nenhuma camisa de torcida organizada seja levada ao enterro de Leonardo...

(A PM fez questão de, no final da noite de ontem, assumir seu erro. E apresentou o homem que estava dirigindo o Audi. Não era Apocalipse. Ele estava no banco de passageiro. Quem atropelou e matou Leonardo foi Bruno Richard Clementino. Bruno se apresentou e como não foi preso em flagrante, foi liberado. Assim funciona a Justiça no Brasil...)
1leonardodamatasantos Morte de torcedor palmeirense é a 13ª em 2014 envolvendo organizadas. As autoridades fingem que não enxergam. Afinal o que são 13 mortos entre 56 mil homicídios por ano? Esse é o país sem lei...

Neymar não quer falar sobre a sua venda para o Barcelona. Uma das mais nebulosas transações da história. A que obrigou a demissão do esperto Sandro Rosell. Pena que a Receita Federal brasileira tenha cruzado os braços sobre a negociação…

1neymarsandrorosell 1024x682 Neymar não quer falar sobre a sua venda para o Barcelona. Uma das mais nebulosas transações da história. A que obrigou a demissão do esperto Sandro Rosell. Pena que a Receita Federal brasileira tenha cruzado os braços sobre a negociação...
Neymar não quer que a imprensa 'encha o seu saco' com sua transferência para o Barcelona. Ele pode ter as mulheres que desejar, ser tratado como um rei por Dunga, ter seus pés beijados por Luiz Enrique. Mas não conseguirá se livrar do questionamento de jornalistas do mundo todo.

Sua venda do Santos para o clube catalão foi uma das negociações mais nebulosas de todos os tempos. Não fosse assim não teria derrubado o próprio presidente do Barcelona. O esperto Sandro Rossel teve de renunciar diante do escândalo. A justiça espanhola concluiu que ele mentiu. Tentou burlar o fisco. Anunciou a compra por 57 milhões de euros (cerca de R$ 179 milhões). Na verdade, o contratou por 86 milhões de euros (R$ 270 milhões).

Os detalhes que vieram à tona são estranhos. Revoltaram a DIS, empresa que teria direito a 40% da transferência. No frigir dos ovos, o Santos recebeu 17 milhões de euros, R$ 53,9 milhões pelo atacante. O pai do jogador, 40 milhões de euros, cerca de R$ 125 milhões. Desses 40 milhões de euros, dez milhões (R$ 31 milhões) foram pagos a Neymar Sênior antes da decisão do Mundial de Clubes no Japão, em 2011. Ou seja, Neymar já recebia dinheiro da equipe que iria enfrentar.

No total da transação, Neymar e sua família teriam embolsado R$ 193 milhões, quase quatro vezes mais do que o Santos. A negociação é inédita e absurda. Poucas vezes na história um clube recebeu quatro vezes menos que o atleta. Tudo fica pior quando se sabe que o Real Madrid estava oferecendo mais.

Neymar não gosta que questionem o fato de ele ter atuado no Japão contra o Barcelona e com seu pai já tendo recebido do clube espanhol. Eticamente não está correta. O ex-presidente santista, Luís Álvaro, treme de ódio quando é lembrado dessa transação. E do excesso de abraços que Neymar trocou com o elenco do Barcelona.

1messineymariniesta Neymar não quer falar sobre a sua venda para o Barcelona. Uma das mais nebulosas transações da história. A que obrigou a demissão do esperto Sandro Rosell. Pena que a Receita Federal brasileira tenha cruzado os braços sobre a negociação...

"Nesses dinheiro que foi para a família do Neymar estava incluído o cafezinho do pai do Neymar. E uma orgia no hotel Piccadilly, em Londres. Porque ele cobra qualquer coisa. Ele nunca me pagou um café. E eu paguei uns 200 cafés para ele. Esse dinheiro é exagerado. Isso inclui puta. Inclui um jatinho para levar ele para o jogo em Florianópolis naquela partida que veio da Seleção. Dinheiro não faltava. O pai do Neymar não quero ver na frente do meu carro, pois, senão, ao invés de brecar eu acelero e também não estendo a mão para ele. E, se estender, é para dar uma porrada."

Luís Álvaro resumiu dessa maneira a negociação. E foi até processado por Neymar Sênior pela declaração. Terá de pagar R$ 20 mil pelo que disse.

Durante a Copa, a assessoria de imprensa da CBF proibia perguntas sobre o tema. A ordem prevaleceu depois do Mundial. Neymar não fala sobre o tema. O desabafo de hoje deve ter sido o último sobre sua venda. Também no Barcelona o tema não será aceito.

1neymargazetapress Neymar não quer falar sobre a sua venda para o Barcelona. Uma das mais nebulosas transações da história. A que obrigou a demissão do esperto Sandro Rosell. Pena que a Receita Federal brasileira tenha cruzado os braços sobre a negociação...

Pode ter enchido o saco de Neymar. A Justiça Espanhola já tem tudo esclarecido. O Barcelona teve de pagar uma multa milionária por esconder dados quando Rosell era o presidente. O que chama a atenção é que as autoridades brasileiras se calaram. A Receita Federal brasileira, estranhamente, nunca se importou em saber detalhes da transação. O quanto foi verdadeiramente pago pelos espanhóis. Quanto entrou e em que bolso foi parar.

Conselheiros do Santos já prometeram cobrar publicamente Luís Álvaro, Odílio Rodrigues. Gritaram em 2013. Repetiram a promessa de impeachment. A DIS prometeu colocar advogados na Europa. Desvendar o caso. Porém, de repente, todos se calaram.

Só jornalistas continuam a 'encher o saco' de Neymar. Que mania ridícula. Querer que haja transparência em uma das maiores transações entre dois clubes da história. Uma negociação onde o jogador recebeu quase quatro vezes mais do que o clube que o vendeu. E começou a ganhar dois anos antes. Nos dias que antecediam a decisão de um título mundial justo contra o clube que iria comprá-lo.

Não há motivos para questionamentos. Já está na hora desses repórteres entenderem. Neymar está acima do bem e do mal. Só quer falar sobre o que lhe interessar. Tatuagens, instagram, selfies, por exemplo. Os jornalistas espanhóis que não encham seu saco com perguntas sobre dinheiro, Imposto de Renda, dinheiro antecipado, Sandro Rosell.

Os brasileiros já aprenderam. E estão impedidos de fazer tais questionamentos. Precisam calar a boca e engolir a nebulosa transação. Agir como débeis mentais, alienados. Groupies. Aí sim conseguem falar com Neymar. Ganhar até um sorriso dele. Os que melhores se comportarem nos próximos amistosos da Seleção talvez até ganhem o grande prêmio. Uma selfie com ele. Quem vai recusar?
1instagramneymar Neymar não quer falar sobre a sua venda para o Barcelona. Uma das mais nebulosas transações da história. A que obrigou a demissão do esperto Sandro Rosell. Pena que a Receita Federal brasileira tenha cruzado os braços sobre a negociação...

O maior erro de Dedé: acreditar que é um mito. Por isso tanta frustração. Basta se aceitar como bom zagueiro que é. Chega de narcisismo. Será o melhor para o Cruzeiro e para sua carreira…

1dedemitositeoficial O maior erro de Dedé: acreditar que é um mito. Por isso tanta frustração. Basta se aceitar como bom zagueiro que é. Chega de narcisismo. Será o melhor para o Cruzeiro e para sua carreira...
Acreditar na mídia festiva, nos amigos mais próximos. No empresário. Na família. Ser tratado como um jogador melhor do que realmente é. Esse foi a tentação de Dedé. O zagueiro estava descontrolado emocionalmente desde o ano passado. O vigoroso beque que estourou no Vasco e fez Corinthians e Cruzeiro duelarem por ele estava abalado.

Se sentia o homem mais injustiçado da terra. Era tratado como 'Mito' pela imprensa carioca nos tempos de Vasco, era esquecido pela Seleção. Como Felipão teve a coragem de não convocá-lo para a Copa das Confederações? Foi além. O deixando de fora do Mundial. E agora Dunga vai pelo mesmo caminho e o despreza. O que o mundo tem contra Dedé?

Nada. Apenas é um jogador com bom potencial que acreditou no que ouviu dos jornalistas. E parou de progredir porque já se considerava uma mistura de Domingos da Guia com Luís Pereira. Parte da mídia carioca continua agindo como há 50 anos. Tentando de qualquer maneira 'vender os jogos'. Transformar à força jogadores em ídolos. Para vender jornal, ter mais audiência nos rádios e tevês. Seguem a moda antiga dos argentinos de apelidar os atletas.

E Dedé foi batizado de Mito. Mundialmente quem foi conhecido como O Mito? Michael Jordan, o principal jogador da história do basquete em todos os tempos. A comparação nasceu nasceu na pouca semelhança física com Jordan. Mas para entusiasmar os torcedores vascaínos o apelido pegou. A partir daí, Anderson Vital da Silva não foi mais o mesmo.

Não bastava apenas ser o zagueiro viril, ágil, rápido nos botes. Ele começou a querer enfeitar as jogadas simples. Viu que estava no caminho certo quando alguns setores do Vasco e da mídia ficaram revoltados. Quando não foi escolhido como melhor zagueiro do Brasileiro de 2010, perdeu para Alex Silva. Se todos estavam descontentes, ele também ficou.

Era tratado como um príncipe em São Januário, mesmo com as dívidas se acumulando. Roberto Dinamite precisava de dinheiro para parar de atrasar salários. Tentar dar as mínimas condições até de higiene para os meninos da base. Sua certeza era que conseguiria ganhar muitos milhões de euros vendendo Dedé para o Exterior. Foi aí que bateu a realidade.

Empresários vividos não caíram no conto de alguns empolgados jornalistas cariocas. O apelido absurdo de Mito não os convenceu a levá-los ao Real Madrid, Bayern, Chelsea, Barcelona. Nem mesmo equipes médias europeias se interessaram. A análise é que ele é um zagueiro voluntarioso, com alguma qualidade técnica. Ponto final. Outra decepção para Anderson, que acreditava piamente ser melhor do que é.

1sitevasco O maior erro de Dedé: acreditar que é um mito. Por isso tanta frustração. Basta se aceitar como bom zagueiro que é. Chega de narcisismo. Será o melhor para o Cruzeiro e para sua carreira...

Para o mercado nacional, ele tem potencial para ficar em clubes de ponta. O Corinthians o teve nas mãos. Conseguiu a prioridade, mas perdeu tempo pechinchando. Tentando empurrar jogadores que não usava ao Vasco. Dinamite se cansou e decidiu vendê-lo ao Cruzeiro, que acenava com R$ 14 milhões.

Dedé teve uma recepção incrível dos torcedores no aeroporto de Belo Horizonte. Ouviu o coro que tanto gosta: "Mito, Mito, Mito". Chegou e se encaixou no competitivo time montado por Marcelo Oliveira. Teve um desempenho muito bom, firme no título brasileiro do ano passado. Mas emocionalmente já ficou abalado por não ter jogado a Copa das Confederações.

Viu o Brasil ser campeão. Sabia que suas chances de Copa diminuíam muito. E sua desconfiança se tornou realidade ao ser deixado de lado. Não quis romper definitivamente os elos com Felipão, com a Seleção. Postou uma mensagem simpática. "Apesar de não ter ido estou muito feliz por tudo! Agora é torce muito porque sou brasileiro com muito orgulho e além disso tenho grandes amigos que foram convocados!! Desejo boa sorte pra todos vcs e que Deus abençoe muito vcs nesta copa tamu junto!"

Só que em Belo Horizonte, repórteres que cobrem o Cruzeiro sabiam. Ele estava arrasado. Este ano seu futebol perdeu qualidade. Foi mal na Libertadores. E perdeu parte da confiança por ter ficado de fora da Seleção, não despertar o interesse de outros clubes. Muito bem na Toca da Raposa, ele queria ao menos ser procurado por outras equipes. Sem a autoestima dos tempos de Vasco, vem fazendo um Brasileiro irregular.

1dedecontragazetapress O maior erro de Dedé: acreditar que é um mito. Por isso tanta frustração. Basta se aceitar como bom zagueiro que é. Chega de narcisismo. Será o melhor para o Cruzeiro e para sua carreira...

O ponto baixo foi o gol contra que marcou a favor do Flamengo no Maracanã. "Errei. Mas vou me recuperar. Vou fazer dois gols e virar essa partida." Prometeu algo absurdo para um zagueiro no intervalo do jogo. Não conseguiu. E ainda foi mal na etapa final. O placar foi de 3 a 0 para o time de Luxemburgo.

Marcelo Oliveira teve uma conversa séria com Dedé. Mostrou toda a confiança que o treinador, o time e a diretoria tinha nele. Apesar de muitas críticas, o técnico garantiu que não o tiraria da equipe. Acreditava nele. Essa postura foi um banho de ânimo para Dedé. Os companheiros cruzeirenses também o cercaram de carinho, fé. O zagueiro chorou e disse que recompensaria a todos jogando como antes.

Por isso toda a emoção quando marcou o gol importantíssimo ontem Salvador. Decretou a conquista de três pontos contra o Vitória. Fez o Cruzeiro abrir sete pontos do segundo colocado, o São Paulo, faltando nove rodadas para o fim do Brasileiro. O peixinho que deu aos 39 minutos do segundo tempo trouxe alívio. Ao clube que busca o bicampeonato seguido. E para o zagueiro. Ele acredita que além de jogar bem tem de marcar gols.

Ele é muito querido pelo time. E sentiu o quanto ao entrar no vestiário cruzeirense no Barradão. Foi aplaudido, abraçado, beijado. E ouviu o coro que o fascina. "Mito, mito, mito."

Aos 26 anos, que Dedé tenha um pouco de maturidade. Esqueça a supervalorização com que foi tratado pela mídia carioca. E jogue o seu futebol competitivo, raçudo, vigoroso. É um ótimo zagueiro para o mercado nacional. E isso já é um grande diferencial. Vai garantir muito dinheiro, fama. Títulos. O atleta não pode se deixar enganar pela admiração artificial da mídia, de assessores, de torcedores.

Dedé tem de olhar sem ego para o espelho. Ter a coragem de não acreditar no que ouve. Seu futebol é ótimo para o futebol brasileiro, mercados periféricos como o árabe ou chinês. Titular absoluto do Cruzeiro. E precisa ter muito orgulho disso. Não é Mito, nunca será. E nem precisa ser...
1dedebeijasiteoficial 1024x576 O maior erro de Dedé: acreditar que é um mito. Por isso tanta frustração. Basta se aceitar como bom zagueiro que é. Chega de narcisismo. Será o melhor para o Cruzeiro e para sua carreira...

Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

1reproducao31 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?
"De novo, de novo, de novo, vai cair de novo." "Ei, você aí, time pequeno que parece o Guarani." Os coros da torcida santista dominavam o Pacaembu. E não perdoavam o rival vestido de verde. Depois de três vitórias seguidas, outra fracasso. O Palmeiras atingia a assustadora marca de 15 derrotas.

Dorival Júnior estava tenso, nervoso após a derrota para o Santos por. O 3 a 1 conseguido pelo time de Enderson Moreira, o deixou seriamente preocupado. Ele contava com mais esses três pontos, precisava deles. Por um motivo muito simples. O preocupante caminho até o final do Brasileiro.

Restam nove partidas para o clube de Paulo Nobre decidir sua vida. Cruzeiro no Mineirão, Corinthians, no Pacaembu, Bahia, na Fonte Nova, Atlético Mineiro, no Pacaembu, São Paulo, no Morumbi, Sport Recife no Pacaembu, Coritiba, no Couto Pereira, Internacional, no Beira-Rio. A última partida será contra o Atlético Paranaense, em São Paulo. Pode ser no Pacaembu ou na nova arena.

Contra esses mesmos adversários, os palmeirenses conseguiram só cinco pontos no primeiro turno. Foi a 'sequência maldita'. Se o time agora de Dorival Júnior repetir a mesma atuação, deverá ser rebaixado para a Segunda Divisão. Por isso da tensão, irritação do treinador.

"A nossa realidade é essa, por isso não podemos relaxar. O Palmeiras errou muito durante a competição e agora não pode mais se dar esse luxo. Não temos mais o direto de errar nesses jogos que temos pela frente. De jeito algum."

1ae12 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

Dorival sabe o quanto o time será pressionado nestes últimos nove jogos. O treinador viu hoje no Pacaembu velhas falhas da fraca equipe montada por Brunoro. Não é por acaso que será dispensado em dezembro, sem contrato renovado. Dos 36 contratados, não há grandes jogadores de marcação. A zaga é pesada, lenta. Lúcio e Tobio não são páreo para atacantes velozes de posse da bola.

O Palmeiras não pode sair atrás do placar que é um desespero. O medo do rebaixamento domina a todos. E a equipe se abre, tentando conseguir o empate a fórceps. Fica exposta a contragolpes rápidos. O Santos marcou três, mas poderia tranquilamente marcar outros dois ou três gols. Bastaria ter um pouco mais de capricho. Não foi por acaso que o time chegou à sua 15ª derrota. Perdeu mais do que o Coritiba, lanterna do Brasileiro.

A diretoria já ofereceu ainda no primeiro turno uma premiação ao time não ser rebaixado. O bilionário Paulo Nobre pensa o que fazer. Talvez aumentar o dinheiro oferecido. Seria caótico o rebaixamento com, finalmente, a liberação do novo Palestra Itália em 2015.

3reproducao11 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

"A confiança vinha sendo demonstrada em campo. Temos que reconhecer que erramos, mas isto não quebra o que estávamos buscando ao longo da competição. Se analisarmos friamente, tivemos uma partida nota 6, 7. Não foi brilhante. O 3 a 1 é penoso, mas acho que o Palmeiras também fez um bom jogo."

Para culminar o péssimo domingo para veio a provocação de David Braz. Ele não perdoou quando viu Valdivia irritado após a derrota. O zagueiro, que já atuou no Palmeiras, fez questão de esfregar os dois olhos, imitar o chororô, marca registrada do chileno após marcar gols ou comemorar vitórias importantes. O meia ficou irritado e quase acontece uma briga.

David Braz admitiu o erro ao provocar Valdivia. Mas não perdoou o time rival que segue ameaçado pelo rebaixamento. Viu algo estranho dos juízes no clássico de hoje. Diante de tantas desgraças que podem levar o clube de volta à Segunda Divisão, eles estariam com pena.

"A 'juizada' começou a querer ajudar o Palmeiras no final, foram várias faltas que só davam pra eles. Percebi que eles ficaram com dó. Com dó", repetiu, cruel.

Pior do que tudo só a selvageria que aconteceu na via Anchieta. Organizadas palmeirenses fizeram uma emboscada para a torcida santista. Motos e carros apedrejaram dois ônibus com santistas. Houve confusão, troca de tiros. Pauladas, chutes, socos. Tiros de morteiro. Em plena estrada que liga São Paulo ao litoral. Leonardo da Mata Santos, de apenas 21 anos, morreu atropelado. Ele pertencia às organizadas do Palmeiras. Outros dois torcedores foram atropelados e um outro tomou um tiro. Apenas cinco pessoas foram detidas.

Foi o troco. No primeiro turno, houve uma tocaia de santistas a palmeirenses. E já está prometido outro conflito por parte dos palmeirenses. Vingar a morte de Leonardo será a desculpa. Foi assustador o material recolhido na briga. Revólveres, madeiras, morteiros. Fora as pedras que ficaram na rodovia.

As autoridades brasileiras precisam tomar vergonha na cara e agir de verdade. Punindo esses vândalos, arruaçeiros. Caso contrário, muita gente ainda vai morrer. Precisa ser contido o bandido que usa o futebol para satisfazer seu caráter criminoso. Deixar fluir sua vontade de ferir, de matar. E os nossos omissos governantes assistem essa matança calados, desinteressados...
1reproducaogloboesporte Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

Torcidas organizadas deveriam ser proibidas nos estádios?

  • Sim
  • Não

O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores…

 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...
O Corinthians atuou como um time pequeno. Retrancado. Vária vezes ficou sem qualquer jogador no ataque. Suportou uma pressão inacreditável. Tomou 11 escanteios, conseguiu apenas um. Viu o Internacional arrematar 13 vezes conta apenas quatro. O time de Abel Braga teve 65% de posse de bola contra 35% dos paulistas. Todo esse sufoco valeu a pena. Vitória por 2 a 1. Continua viva a esperança pela Libertadores.

"Nossa estatística me passou que tivemos 80% de posse de bola na maior parte do segundo tempo. Não foi justa a nossa derrota. De jeito nenhum. Fizeram os gols é só. Tomamos gols de crianças, infantis. Fomos muito melhor na partida. Eles jogaram com dez atrás. A derrota foi inadmissível", desabafava Abel. "O jogo serviu para mostrar que temos vergonha na cara", disse Elias. Ele e Gil foram muito criticados por não terem começado a partida pela Copa do Brasil contra o Atlético. Enquanto Tardelli, também da Seleção, atuou desde o início e foi fundamental na classificação dos mineiros à semifinal da competição.

O lado emocional seria fundamental nesta partida. O Corinthians precisaria se recuperar da eliminação da Copa do Brasil. E o Inter, então segundo colocado, tinha de se mostrar pronto para brigar pelo título. Parar de tropeçar nas partidas fundamentais do Brasileiro. Ainda mais atuando na sua casa, diante de sua apaixonada torcida.

O jogo oferecia a oportunidade de Mano Menezes fazer o que mais aprendeu. Desfigurar a maneira que o Corinthians construiu sua história. Nada de brigar, guerrear na frente, tentando a vitória. Se fizesse seu time trocar camisa preta e branca pela amarela do XV de Novembro de Campo Bom, ninguém estranharia. Os paulistas entraram em campo taticamente como uma equipe pequena. Covarde, presa no seu campo. Várias e várias vezes colocou duas linhas de marcação. Cinco na zaga e cinco no meio. Ninguém no ataque. O esquema de Parreira previa para o futuro, em 1994. 5-5-0.

Abel Braga tinha a obrigação de vencer para assumir a segunda colocação. Ganhar moral nestas dez partidas que restam para o fim do Brasileiro. E tratou de comprar a briga. Montou seu time mais ofensivo. Fez estrear Nilmar, o atacante que foi implorado por Mano a Mario Gobbi. Os gaúchos não tinham um volante especialista na marcação. Ambos mostravam capacidade de sair com a bola dominada. Capacidade técnica para iniciar jogadas ofensivas. Willians e Aránguis. Alan Patrick, Alex e D'Alessandro teriam toda a intermediária ofensiva para se deslocar. Além disso, Fabrício ganhou liberdade para atuar como ponta esquerda. E na frente, o leve artilheiro Nilmar.

1reproducao30 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...

Só que o Internacional tem um grande ponto fraco. Ele já sabotou o time várias vezes. Seus zagueiros são pesados, mas fraquíssimos, sem recursos técnicos. É uma pena uma equipe com tantos sonhos escalar Ernando e Paulo. Lentos, sem recuperação. E foi por aí a sua ruína.

Logo aos três minutos, Fábio Santos cruzou. Guerrero teve tempo para errar, cabecear para o alto, enganando Fabricio. E chutar antes de Paulão chegar na bola. Corinthians 1 a 0. Era tudo o que não poderia acontecer para o time de Abel. O Internacional mostra péssimo poder de recuperação psicológica nos jogos importantes. Enquanto o nervosismos contagiava os gaúchos, o gol entusiasmava os paulistas. Aí é que o XV de Campo Bom, ou melhor, o Corinthians iria recuar mais ainda.

O que se viu foi uma equipe atuando no campo adversário. Mas sem conseguir encontrar espaço para suas triangulações. Os arremates eram muitos, mas sem direção. Dificultados pela aplicação impressionante dos atletas corintianos. Eles que escaparam dos ovos das organizadas no embarque para Porto Alegre, jogavam por suas carreiras. Para ter um pouco de paz.

Aos 12 minutos, Cássio mostrou arrojo, coragem. E se chocou com Wellington Silva. Sofreu um profundo corte na orelha. A partida ficou paralisada para seu atendimento. Foram 13 minutos de acréscimo. Mas o tempo em que o jogo ficou paralisado serviu para deixar os nervos colorados à flor da pele. Abel suava insegurança. D'Alessandro, raiva e ansiedade. Infelizmente para o Inter, Alex estava apático e Nilmar sem ritmo. De onde deveria haver neurônios, sobrava afobação.

O XV de Campo Bom, ou melhor, o Corinthians se aplicava de maneira impressionante. Elias abdicava de jogar. Só queria destruir, dar carrinhos, brigar como um volante 'brucutu'. O mesmo fazia Bruno Henrique. Petros seguia D'Alessandro. Jadson e Renato Augusto tratavam de marcar e não arma. E até Guerrero ajudava atrás da linha de bola. Estava claro que o Internacional teria dificuldades em criar chances de gol.

A segurança atrás de Gil demonstrava o erro grotesco de Mano. Ele precisava ter atuado contra o Atlético Mineiro na Copa do Brasil. Se tivesse atuado, os paulistas poderiam sim estar vivos e não eliminados. Ele atuou por ele e pelo inseguro Anderson Martins. Fagner e Fábio Santos tratavam ficar atrás, dando chutões. Só raramente cruzavam a linha de meio de campo.

O domínio do Inter era estéril, improdutivo. A afobação e a aplicação na marcação sabotava o último passe e o arremate. Fabricio teve várias chances, mas parecia um juvenil. Tremeu na hora de empurrar a bola para a rede. O castigo, cruel. Jadson bateu falta na intermediária. Levantou para a área. Que setor do Internacional falhou? Lógico que o miolo de zaga. Ernando e Paulão acompanharam a cabeçada de Gil para as redes. XV de Campo Bom, ou melhor, Corinthians 2 a 0 aos 53 minutos do primeiro tempo.

O placar acabava de vez com a sanidade de Abel Braga. O treinador ficou desesperado. Colocou sua equipe ainda mais à frente no segundo tempo. Colocou Valdivia no lugar de omisso Alan Patrick. E adiantou ainda mais a marcação gaúcha. Mais pressão. Mano tratou de repetir a fórmula covarde que estava dando certo. Time encolhido, com duas linhas. Agora uma de quatro e cinco na intermediária. Guerrero não suportava mais correr. Ficou andando à frente.

2reproducao10 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...

A pressão do Inter ficou ainda mais raivosa quando entrou Wellington Paulista. Jogador tosco, mas que deveria estar na partida antes. Para brigar nos cruzamentos. Nas bolas levantadas para a área. Foi assim que o time de Abel descontou. Gil desviou a bola de cabeça. Sem querer atrapalhou demais Cássio. O goleiro não conseguiu segurar. Nilmar surgiu veloz atrás dele e empurrou a traiçoeira bola para as redes. 2 a 1, aos 27 minutos.

Haveria tempo para o Inter empatar e virar o jogo. Isso se D'Alessandro não perdesse tempo e concentração discutindo com tudo e todos. Ele era o principal articulador dos gaúchos. Sem o seu talento o que sobrou foram os cruzamentos para a área. Os zagueiros corintianos cansaram de dar chutões e cabecear a bola para longe. Cássio também esteve seguro. E exímio na arte da cera.

A determinação corintiana deu resultado. Apesar do sufoco, o time conseguiu uma vitória importantíssima. Acalmará suas organizadas. Os ovos serão guardados. E leva o time ao quinto lugar, a um ponto do Atlético Mineiro e do próprio instável Internacional, quarto e terceiro colocados. Recuperação importante do XV de Campo Bom, ou melhor, do covarde Corinthians de Mano Menezes...
 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...

Página 1 de 48912345...Último